Soares e Melo avançam e estão na segunda rodada de Roland Garros

A quarta-feira foi de vitória para Bruno Soares e Mate Pavic em Roland Garros. Os cabeças de chave 7 estrearam com vitória após superarem a dupla formada pelo neozelandês Marcus Daniell e o austríaco Philipp Oswald por 6/2  6/3.

“Foi uma estreia muito boa, muito feliz. Em condições que a gente nunca viu em Roland Garros: setembro, frio, à noite e com luz artificial. Jogamos muito bem, conseguimos deixar o resultado confortável. Seguimos surfando nessa onda de energia e de confiança que a gente vem trazendo desde o US Open”, disse Soares, contente por continuar o bom momento de Nova York, onde conquistaram o título do Grand Slam norte-americano.

Na próxima rodada, Bruno e Pavic enfrentarão o argentino Andres Molteni e o monegasco Hugo Nys. “Vai ser pedreira, Nys e Molteni jogam muito bem no saibro. Nós assistimos a primeira rodada deles, que venceram Gille/Vliegen, uma dupla sempre perigosa. Agora, nós temos mais um dia para nos preparar e ir com tudo na sexta-feira”, finalizou o mineiro, enfatizando a qualidade dos adversários.

Bruno está disputando a sua 13ª edição de Roland Garros e vai em busca de um título inédito na sua carreira. Em Paris, o brasileiro conta com duas semifinais nas duplas masculinas como seus melhores resultados no torneio, em 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya). Nas duplas mistas, outras duas semifinais, com a última acontecendo na temporada passada.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot confirmaram o favoritismo e, não dando chances aos adversários, os cabeças de chave número 4 derrotaram os franceses Arthur Cazaux e Harold Mayot para avançar no Grand Slam, em Paris, na França. Melo e Kubot venceram por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/2, em 1h20min. E já voltam à quadra pela segunda rodada, nesta quinta-feira (1º), por volta das 14h (horário de Brasília), diante dos norte-americanos Nicholas Monroe e Tommy Paul, valendo vaga nas oitavas de final.

Uma estreia especial, na quadra central, a Philippe-Chatrier, em que Melo tem na memória a conquista do título de Roland Garros em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig, seu primeiro Grand Slam. Depois, com Kubot, em 2017, comemorou seu segundo Grand Slam, vencendo o torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra.

“Eu fiquei muito feliz de poder ter jogado a primeira rodada na quadra central. Tenho belas recordações de lá, quando fui campeão com o Ivan. Então realmente foi muito especial estrear na Philippe-Chatrier. Normalmente jogamos a final lá. Estrear o torneio jogando muito bem, na quadra central, foi muito legal, muito prazeroso”, explicou Marcelo.

Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop foram superados pelo inglês Daniel Evans e o polonês Hubert Hurkacz, com parciais de 7/6(2) 3/6 e 7/5.

 

Teliana Pereira se despede das quadras

A tenista brasileira Teliana Pereira, anunciou nesta segunda-feira a sua despedida das quadras do circuito mundial. Terceira tenista mais bem ranqueada do país, atrás apenas de Maria Esther Bueno e Niege Dias, tendo alcançado a 43a colocação, vencido dois torneios WTA e representado o Brasil nos Jogos Olímpicos, ela vai agora trilhar outros caminhos.

Natural do município de Águas Belas, no sertão pernambucano, Teliana, nascida em 20/07/1988, migrou para o Paraná ainda criança. Iniciou a carreira profissional em 2005, depois de ótimas atuações como juvenil, e em 2007 deu um pulo na carreira, conquistando a medalha de Bronze no Pan do Rio, ao lado de Joana Cortez, nas duplas.
Sofreu com diversas lesões, mas nunca desistiu.
Em 2013, se tornou a primeira brasileira a alcançar a semifinal de um WTA – em Bogotá –  desde 1989. Ainda naquele ano, se tornou a primeira tenista do Brasil a chegar no top 100 da WTA, desde 1990.
Dentro do top 100, em 2014, Teliana conseguiu disputar, pela primeira vez na carreira, todos os Grand Slams na chave principal, chegou a ganhar uma rodada em Roland Garros.
Em 2015 quebrou um jejum de 27 anos do Brasil ao conquistar o primeiro título da carreira no WTA de Bogotá, em abril. Em agosto conquistou o segundo trofeu de WTA, em Florianópolis e entrou para o top 50  – 43a. -pela primeira vez, se tornando a 3a. tenista mais bem classificada da história no Brasil, atrás apenas de Maria Esther Bueno e Niege Dias.

“O processo para tomar essa decisão levou um tempo. Eu fui amadurecendo a ideia em um período mais ou menos de um ano.Comecei a realmente pensar nisso que cada dia era mais difícil viajar, pegar avião, levantar para treinar. Eu percebi que já não era tanto mais a prioridade. Foi aí que pensar em parar de jogar,” contou Teliana.

“É difícil, mas quando eu tomei a decisão eu estava muito certa do que queria. Eu estou muito feliz com a decisão tomada. É uma fase da minha vida que encerra. Eu tenho muito orgulho de tudo que fiz, das pessoas que estavam ao meu lado e que me ajudaram bastante. Estou muito satisfeita com a minha carreira. Fui muito além do que imaginava, com dois títulos de WTA e sempre superando as minhas expectativas. Estou ansiosa para fazer coisas diferentes, iniciar algo novo. Ainda não sei o que vai ser. Estou curtindo esse momento para ter ideias, estou refletindo bastante, relembrando momentos bons e os mais difíceis que foram de muito aprendizado. Levou um tempo, mas a partir do momento que tomei a decisão final, me deu muito alegria por tudo o que eu já fiz.”

Nadal, Thiem e Serena estreiam nesta 2a. Feira em Roland Garros

A rodada desta segunda-feira de Roland Garros está de gala. A quadra Philippe-Chatrier, com seu novo teto retrátil, mais útil do que o imaginado neste Grand Slam de outono frio e chuvoso parisiense, começará o dia com Petra Kvitova e Oceane Dodin, seguida de Dominic Thiem e Marin Cilic, depois tem Serena Williams e Kirstie Ahn e para terminar, o rei de Roland Garros, Rafael Nadal contra Egor Gerasimov.

Nas outras quadras, teremos as estreias de Gael Monfils contra Alexander Bublik, Danil Medvedev diante de Marton Fucsovics, Fabio Fognini x Mikhail Kukushkin e Felix Auger Aliassime enfrentando Yoshihito Nishioka, entre os principais destaques.

Entre as mulheres, além da Serena, destaque para Garbine Muguruza e Tamara Zidansek, Elina Svitolina contra Vera Gracheva e Angelique Kerber diante de Kaja Juvan.

Veja a programação completa neste link
https://www.rolandgarros.com/en-us/order-of-play?date=2020-09-28

Você pode acompanhar tudo sobre Roland Garros ao vivo no BandSports, Sportv e no aplicativo do torneio que tem todas as quadras ao vivo e custa R$ 29,99.

Diana Gabanyi

Foto FFT

Murray e Wawrinka são o destaque do 1o. dia de Roland Garros

Começa neste domingo o último Grand Slam desta temporada e não é o US Open, é Roland Garros.
Um Roland Garros diferente, disputado no outono parisiense, com temperaturas bem mais amenas, para não dizer geladas, praticamente sem público (serão permitidos até 750 espectadores por dia) e no meio da pandemia do COVID em alta na França novamente.

Se por um lado é estranho, por outro é a maneira que foi encontrada para que o esporte voltasse a acontecer. Jogadores que fazem apenas o trajeto hotel – Roland Garros – hotel, alternando com dias de treino no anexo de Jean Bouin – sem desfrutar da beleza da cidade luz e com um certo temor de ser diagnosticado com essa misteriosa doença.

Com prós e contras avaliados, o fato é que o Grand Slam do saibro começa neste domingo e terá como principal destaque o duelo entre dois campeões de Slam, o escocês Andy Murray e o suíço Stan Wawrinka, no último jogo da rodada da Philippe Chatrier.

A quadra central, agora com teto retrátil, será oficialmente aberta com o primeiro jogo do campeonato Janik Sinner e David Goffin. Depois, seguem Simona Halep e Sara Sorribes Tormo e antes do duelo entre Murray e Wawrinka, jogam Caroline Garcia e Annet Kontaveit.

Normalmente com uma disputa mais tímida no domingo inicial, Roland Garros fez uma programação cheia, talvez para deixar mais espalhados a quantidade de jogadores em Porte DÁuteil, nos primeiros dias do evento.

Também jogam em destaque neste domingo Azarenka x Kovinic; Gauff x Konta; V.Williams x Schmiedlova; Zverev x Novak; Schwartzman x Kecmanovic; e Nishikori x Evans.

A primeira rodada será disputada também na 2a. e na 3a. feira.

Diana Gabanyi

Foto: Divulgação FFT

 

Roland Garros: Sorteada a chave. Veja os confrontos masculinos

A chave principal de Roland Garros foi sorteada nesta quinta-feira. Em vez da cerimônia cheia de pompas e circunstâncias que os franceses costumam fazer, o sorteio das chaves teve vídeo e tecnologia.

Cabeça-de-chave número um, Novak Djokovic enfrentará o sueco Mikael Ymer. Doze vezes campeão de Roland Garros, Rafael Nadal pegará o bielorrusso Egor Gerasimo.

Atual campeão do US Open, Dominic Thiem, que foi vice em Roland Garros na última edição, terá uma daquelas primeiras rodadas blockbuster. Enfrentará o croata Marin Cilic.

Roland Garros chave definida

Outra primeira rodada que já está dando o que falar é o desafio entre Andy Murray e Stan Wawrinka. A semifinal que eles disputaram em 2017, com Wawrinka vencedor, dizem ter sido o estopim para o quadril de Murray chegar ao limite e também para o joelho de Wawrinka ter que encarar uma cirurgia depois.

Único brasileiro na chave principal, Thiago Monteiro enfrentará Nikoloz Basilashvili na estreia.

Veja a chave completa neste link

https://www.rolandgarros.com/en-us/results/SM?round=1

 

Bruno Soares e Mate Pavic seguem vencendo e estão nas 4as em Roma

Embalados, Bruno Soares e Mate Pavic continuam vencendo. Em partida válida pelas oitavas do Masters 1000 de Roma, na Itália, os campeões do US Open superaram os belgas Sander Gillé e Joran Vliegen por 6/3  6/2, aumentando a sequência de vitórias do time para sete.

Soares e Pavic continuam a sua ótima forma derrotando mais um grande time e se garantindo nas quartas de final do torneio que inicia a gira de saibro europeia. “Foi mais um jogão aqui. Foi duro, mas jogamos super bem hoje. Estamos com a energia alta e mantendo o ritmo, a confiança e o embalo”, disse Bruno.

“Ainda não sabemos os adversários de amanhã, mas será pedreira de qualquer jeito, é quartas de um Masters 1000. Vamos com tudo em busca dessa semifinal”, completou o brasileiro, que já fez duas semis, em 2009 e 2018, no torneio italiano.

Na próxima rodada, o mineiro e o croata enfrentarão os vencedores do duelo entre os cabeças de chave 4 Granollers/Zeballos e os canadenses Auger-Aliassime/Raonic.

Thiem sai atrás, busca a virada sobre Zverev em 5 sets e é campeão do US Open

Dominic Thiem bateu Alexander Zverev e conquistou neste domingo o título do US Open, Grand Slam disputado no piso duro de Nova York e, neste ano, sem a presença do público.

A final começou de uma forma pouco esperada pela maioria do público e, talvez, até pelos poucos jogadores envolvidos.

Vindo de uma semana acima do nível, o austríaco Dominic Thiem não se encontrou na primeira parcial, viu Alexander Zverev conseguir duas quebras de saque e fechar por 6/2.

O ritmo se manteve na parcial seguinte, com o alemão aproveitando melhor os momentos decisivos e fechando por 6/4, abrindo dois sets a zero. O título foi ficando ainda mais perto, principalmente com a quebra de saque obtida no 3º set, mas o austríaco se manteve no jogo. Em um game longo, devolveu a quebra, e com Zverev sacando pressionado, anotou 6/4.

Thiem levou pro 5º set depois de fechar a 4ª parcial por 6/3 e começou muito bem o 5º, quebrando o saque do adversário. Porém, com uma dupla falta, possibilitou a devolução da quebra.

Depois disso, o que se viu foi um Zverev muito lutador, que não tinha os golpes mais potentes, mas tinha muita vontade e mental pra ganhar os pontos importantes dos games, checando a sacar pro título em 5/3.

Thiem não desistiu. Devolveu a quebra e teve o saque em 6/5. Também não aproveitou. O nervosimo era grande dos dois lados, já que a chance do maior título da carreira de ambos se aproximava. E ao mesmo tempo se distanciava. No fim, nada mais justo que um tiebreak pra decidir. E deu Thiem. No terceito match-point, vitória na parcial por 7/6(6). Enfim, essa geração rompe e venceu seu primeiro Grand Slam.

Osaka vence Azarenka de virada e conquista o bicampeonato do US Open

Naomi Osaka é bicampeã do US Open! Neste domingo, a japonesa conquistou seu segundo título do Grand Slam nova iorquino que, neste ano, não teve a presença do público.

Em uma final cheia de nuances, Osaka saiu atrás, viu Victoria Azarenka jogar um alto nível de tênis e praticamente não dar chances pra fechar por 6/1.

Depois, a japonesa ainda viu a bielorrussa abrir 2/0 na segunda parcial e rumar para o título, mas equilibrou as ações, voltou pro jogo e levou a decisão pro 3º set depois de um 6/3.

Na parcial decisiva, ela controlou o jogo. Dominou os pontos mais importantes com muita agressividade e precisão, abriu 4/1, viu a adversária encostar em 4/3, mas retomou o controle da partida pra fechar novamente por 6/3.

Esse é o terceiro título de Slam dela, que além do US Open desse ano e de 2018, venceu também o Australian Open de 2019.

“Sinto que há dois anos, talvez tivesse desistido com um set e uma quebra, mas acho que todas as partidas que fiz nesse me moldaram e me forçaram a amadurecer mais, especialmente todas as partidas que fiz aqui, foram muito difíceis.” disse Osaka, destacando a força para virar a partida.

“Acho que definitivamente sou uma jogadora mais completa agora. Sinto que estou mais ciente do que estou fazendo.” completou a atual nº 9 do mundo que, com o título, vai aparecer nesta segunda-feira na 3ª posição do ranking da WTA.

Azarenka vira sobre Serena e decide o US Open contra Osaka

Está definida a grande final feminina do US Open, Grand Slam disputado no piso duro de Nova York e, neste ano, sem a presença do público.

Foram duas semifinais de três sets, com equilíbrio. Primeiro, quem garantiu sua vaga foi a japonesa Naomi Osaka, que além do tênis, vem se destacando também por seus atos de apoio ao movimento Black Lives Matter.

Nesta quinta-feira, ela bateu a norte-americana Jennifer Brady, com parciais de 7/6(1) 3/6 e 6/3, e agora vai em busca do seu segundo título no torneio, depois da conquista de 2018.

“Significa muito para mim. Eu meio que considero Nova York a minha segunda casa. Eu realmente amo a atmosfera, embora, infelizmente, não haja ninguém aqui (público). Eu realmente acho que esta quadra cai bem em mim” disse a nº 9 do mundo.

Depois, no confronto das mamães ex-nº 1 do mundo, Victoria Azarenka levou a melhor sobre Serena Williams, de virada, vencendo com parciais de 1/6 6/3 e 6/3.

“Estou muito grata por jogar com alguém tão grande nas semifinais” agradeceu a bielorrussa, completando em seguida: “Eu saí de um grande buraco que ela me colocou no primeiro set. Tive que escalar pra sair de lá. Estou muito feliz por ter conseguido dar a volta por cima.”

A final de sábado vai marcar o 4º confronto entre Osaka e Azarenka. A bielorrussa levou a melhor no primeiro jogo entre elas, na terceira rodada do Australian Open de 2016. Depois, a japonesa venceu os dois jogos seguintes. Primeiro, no saibro de Roma, em 2018. Depois, em Roland Garros, no ano passado.

Foto: Simon Bruty/USTA

 

Bruno Soares e Mate Pavic são campeões do US Open

A quinta-feira foi de festa para Bruno Soares. Ao lado do croata Mate Pavic, o mineiro conquistou o título do US Open ao superar a dupla formada pelo holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic por 7/5 6/3, com 1h31 de duração. Este é o terceiro título de Grand Slam nas duplas masculinas e o sexto na vitoriosa carreira de Soares.

“É uma sensação incrível. Mais um título de Grand Slam e mais um título em Nova York. É uma cidade que sempre joguei o meu melhor, desde a primeira vez que pisei aqui. Pra mim, aos 38 anos de idade, depois de altos e baixos e quatro anos após o meu último título de Grand Slam, poder segurar um troféu desse é uma sensação muito especial. Sei que estou no estágio final da minha carreira e cada momento assim passa a ter um gostinho especial. Me dá muita força pra seguir trabalhando duro e seguir acreditando”, disse Soares, contente com a quarta conquista em Nova York.

Soares adiciona mais um Grand Slam em sua vitoriosa carreira. O mineiro, que foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016 com Jamie Murray, aumentou o número de conquistas em majors nas duplas masculinas para três. Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 33 troféus em 63 finais disputadas no circuito da ATP. A parceria com Pavic, que foi iniciada durante a temporada de grama no ano passado, já havia rendido um título no Masters 1000 de Xangai, na China, além de uma final no ATP 250 de Estocolmo, na Suécia.

O jogo foi marcado pela solidez da dupla. Seguros no saque, Bruno e Pavic não deram nenhuma chance de quebra para seus adversários durante toda a partida. A devolução foi chave para a dupla, e foi justamente com uma de Bruno que o time conseguiu a quebra e o set, fechando a parcial em 7/5. No segundo set, a quebra veio no sexto game após um lob de Pavic, que fez a dupla abrir 4/2 no placar. O time segurou a vantagem até o fim, trazendo o título para o Brasil e a Croácia.

“O nosso US Open foi uma trajetória bem 2020, né, bem maluca. Foi tudo muito diferente, desde o início, quando contraí o coronavírus 15 dias antes de viajar e tive que ficar isolado, sem treinar, e aí chegar nos Estados Unidos completamente despreparado. Em Cincinnati, acho que foi até bom perder na primeira rodada, porque conseguimos fazer uma bela semana de treino para o US Open. Consegui recuperar o meu físico, que estava bem abaixo depois de tudo isso, e a chave foi duríssima, né? O fato da chave estar pela metade fez tudo ficar mais difícil. Seríamos cabeça de chave num Grand Slam normal, mas aqui ficamos de fora e tivemos que matar um leão logo na primeira rodada. Foi tudo muito complicado, mas superamos e conseguimos crescer muito”, resumiu o mineiro, contando os altos e baixos da dupla.

“Eu e o Mate temos algo em comum, nós dois precisamos de uma ‘estilingada’ pra aumentar o nível. Ele tem um jogo muito agressivo, então quando ele encaixa as bolas é muito perigoso. Canhoto, saca bem e ser 10 anos mais novo ajuda na movimentação e na explosão. Eu sou um cara que meu ponto forte é ser consistente, tanto no mental quanto em quadra, e acho que foi o que fez a diferença hoje, passar essa tranquilidade pro Mate. Ele começou um pouquinho nervoso na devolução, mas ele me viu tranquilo e foi acalmando, entrando mais nas devoluções. Nós controlamos os nervos e sacamos super bem, não tivemos nenhum break point contra. Sempre acreditei no nosso potencial. No ano passado a gente perdeu muitos jogos de uns jeitos esquisitos e aqui conseguimos virar essa situação”, continuou Soares, elogiando o parceiro. A dupla destacou a positividade como a chave para as conquistas durantes as duas semanas do Grand Slam.

O brasileiro, ex-número 2 do mundo, é o atual 27º no ranking da ATP. Com a conquista do US Open, Soares voltará a figurar entre os 20 melhores do mundo. “Não estar tão bem ranqueado entra um pouco na cabeça, mas tenho uma coisa muito clara para mim: quando estou jogando o meu melhor sei que venço qualquer um. É isso que me faz seguir jogando tênis.”

Agora, a dupla seguirá para Roma, onde começarão a gira europeia do saibro no Masters 1000 italiano. “Viajaremos amanhã para Roma. Com o título aqui e praticamente classificados pro Finals, vamos poder dar uma reajustada no calendário e disputar menos torneios do que estávamos planejando”, finalizou o campeão do US Open 2020.