Diretor do Australian Open admite a possibilidade de torneio, se for realizado, ter apenas torcedores australianos em 2021

O diretor do Australian Open, Craig Tiley, deu uma entrevista para a a Associeted Press Australia e detalhou o que o torneio vem pensando como possibilidade para a edição de 2021 do primeiro Grand Slam da temporada.

Inclusive, fica clara em sua fala a chance de o torneio não ser disputado ou que tenha apenas a presença de público australiano.

“O tênis australiano está comprometido com a questão da Covid-19. Na pior das hipóteses, não teríamos a realização do torneio. Na melhor, teríamos apenas público australiano e com jogadores que poderiam chegar aqui seguindo as recomendações de quarentena. Não descartamos a presença de torcedores de outros países, mas é um cenário que requer planejamento.”

“Temos que analisar todos os cenários possíveis, pois muitas de nossas decisões ficarão fora do nosso controle, sendo relacionadas às medidas adotadas por governos. Precisamos ter todos os protocolos possíveis.” concluiu.

Há 20 anos, Guga fazia grande partida, mas perdia pro Sampras na final de Miami em jogo de alto nível e marcações duvidosas

Há exatos 20 anos, no dia 02 de abril de 2000, Gustavo Kuerten entrava em quadra para fazer mais um grande jogo na sua carreira, na final do Masters 1000 de Miami – na época Masters Series – diante do norte-americano Pete Sampras, um dos maiores de todos os tempos, que jogava com o apoio da torcida.

Ainda nos tempos de finais em 5 sets, os dois jogaram em altíssimo nível por mais de 3 horas, em partida que acabou com vitória de Sampras por 6/1 6/7(2) 7/6(5) e 7/6(8).

A partida ficou marcada também por bolas duvidosas, especialmente uma no tiebreak do set decisivo. Em um tempo sem desafio, restou ao brasileiro e toda sua torcida a reclamação diante dos árbitros.

Meses depois, os dois se reencontraram, na semifinal da Masters Cup, em Lisboa, com vitória do brasileiro, que seguia para a final, pro título e pro topo do ranking.

Na chave de Miami, Guga passou por grandes desafios desde o início, encarando Arnaud Clement, Goran Ivanisevic, Gianluca Pozzi, Wayne Ferreira e Andre Agassi antes da final.

O jornal O Globo do dia seguinte reconheceu a grande atuação do brasileiro, com a capa abaixo:

Confira também em seguida o release pós-final, produzido pela Diana Gabanyi, editora-chefe da Tennis View e então assessora de imprensa do Guga:

GUGA É VICE-CAMPEÃO EM MIAMI
Próximo desafio é a Copa Davis
Gustavo “Guga” Kuerten fez de tudo, mas não conseguiu conter o jogo do norte-americano Pete Sampras, número dois do mundo e acabou ficando com o vice-campeonato do Ericsson Open, o quinto maior torneio do mundo. Neste domingo, na final, Sampras venceu Guga por 3 sets a 1, parciais de 6/1 6/7 (2) 7/6 (5) 7/6 (8), em 3h18min de um tênis espetacular.
Depois de um primeiro set complicado, em que não teve praticamente chances diante de Sampras, Guga teve seu serviço quebrado no 1×2 e no 1×5, perdendo por 6/1. Na segunda série a situação também começou bem complicada para o brasileiro, que perdeu seu saque no 2×2. Mas, quando o dono de 12 títulos de Grand Slam sacava para fechar o set, no 5×4, Guga conseguiu quebrá-lo e levar a decisão para o tie-break, em que atuou brilhantemente vencendo por 7/2 e empatando o jogo.
No terceiro set não houve quebras de serviço e Guga conseguiu se sair de situações difíceis, como três break points no 3×4 e a decisão foi outra vez para o tie-break. Desta vez, no entanto, mesmo tendo salvado dois set points, Sampras fechou o set e ficou com uma vantagem de 2 sets a 1.
Na quarta série, com a quadra central do Crandon Park alternando gritos de ole Guga e let’s go Pete, o jogo virou uma verdadeira guerra de jogadas fantásticas de ambos os tenistas e outra vez sem quebras de serviço a decisão do set foi para o tie-break. Sampras abriu 6/2 e teve quatro match points seguidos, que Guga salvou com excelentes serviços e devoluções de saque. No 6/7, mais um match point para o norte-americano e Sampras fez dupla-falta. Depois no 7/8, com outro match point, Guga conseguiu se salvar empatando tudo.Mas, no seu serviço uma bola de Sampras foi na linha, segundo o juiz e Sampras teve o sétimo match point, que não desperdiçou.
“Foi uma grande semana para mim, especialmente com o apoio da torcida brasileira que foi maravilhosa. Pelo menos tentei ganhar do Agassi e do Sampras no mesmo torneio, mas meu jogo não foi suficiente. De qualquer maneira estou feliz pela semana que tive e ter disputado essa final, pela primeira vez, foi incrível,” disse Guga, na cerimônia de entrega de prêmios.
Durante o jogo Guga marcou 16 aces, quatro duplas-faltas, teve 57% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 68% dos pontos com o primeiro saque, fez 54 winners, 19 erros não forçados, 68% de aproveitamento na rede e 147 pontos vencidos no total.
De acordo com os cálculos da ATP, com os 350 pontos conquistados por ter alcançado a final, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider), atual 6º colocado no ranking mundial, aparecerá na quarta posição nesta segunda e na Corrida dos Campeões, em que hoje é o 26º, será o oitavo.

Relembrando as 20 últimas finais de Indian Wells

Se o coronavírus não tivesse assolado o planeta, a maiora de nós estaria, a essa hora, assistindo a final de Indian Wells. Teríamos visto a decisão feminina e depois assistiríamos a final masculina. Mas, essa imagem ficará para 2021.

Há duas semanas, na véspera do qualifying do torneio de Indian Wells começar, a organização do evento tomou a decisão de cancelar a competição da ATP e da WTA. Muitos ficaram em choque.

Diversos tenistas ficaram sabendo pelo twitter. A Califórnia começava a registrar aumento dos casos do COVID-19 e a região onde o torneio é disputada é habitada por idosos em sua maioria. Foi uma medida de precaução. Dois dias depois 6 casos foram registrados na região de Palm Springs. Indian Wells foi o primeiro grande evento esportivo mundial a ser cancelado. O quinto maior torneio de tênis do mundo.

Era só o começo de uma disrupção no mundo esportivo, o começo de um alerta. Parecia tudo muito distante daqui… Duas semanas depois, pelo menos em São Paulo, estamos todos confinados, sem esportes na TVm essa notícia do cancelamento de Indian Wells, parece coisa do passado e ainda é apenas o primeiro torneio de tênis cancelado do calendário integralmente. A competição só tem data prevista para voltar na segunda semana de junho (dia 06). Mas, a probabilidade é que demore ainda mais.

Vamos aproveitar este domingo que seria tenístico para relembrar as finais dos últimos 20 anos em Indian Wells, tanto da ATP, quanto da WTA?

Você se lembra, por exemplo, que o Guga foi vice-campeão em 2003. Perdeu para o Hewitt. E no ano 2000 o campeão foi o Corretja, ganhando do Enqvist na final. Entre 2011 e 2017 só Federer, Nadal ou Djokovic ganharam Indian Wells. Aí veio o Delpo em 2018 e no ano passado, o Thiem, que nem pôde defender o seu título. Entre 2004 e 2009 também só deu Federer, Djoko ou Nadal. A exceção em 2010 foi o hoje técnico do Fed, o Ljubicic. No início do milênio, quando o torneio ainda estava longe de ser o que é hoje, mas não deixava de ser um Masters 1000, Agassi ganhou do Sampras na final de 2001.

Entre as mulheres o domínio não foi assim tão absoluto. Especialmente porque Serena e Venus Williams deixaram de jogar a competição por anos, devido a ofensas racistas que sofreram (de 2001 a 2015). Fora a vitória da Serena em 2001 e da Andreescu no ano passado, no torneio que deu o start do seu ano fenomenal, as vitórias nos outros 18 anos foram apenas de tenistas europeias ou da japonesa Osaka. Clijsters, Henin, Sharapova, Azarenka, Ivanovic, Jankovic, Hantuchova, Zvonareva, Vesnina e Halep deixaram suas marcas no deserto californiano.

 

2019 – Dominic Thiem d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/5

Bianca Andreescu d. Angelique Kerber:  6/4 3/6 6/4

2018 – Juan Martin Del Potro d. Roger Federer: 6/4 6/7(8) 7/6(2)

Naomi Osaka d. Daria Kasatkina: 6/3 6/2

2017 – Roger Federer d. Stan Wawrinka: 6/4 7/5

Elena Vesnina d. Svetlana Kuznetsova: 6/7(6) 7/5 6/4

2016 – Novak Djokovic d. Milos Raonic: 6/2 6/0

Victoria Azarenka d. Serena Williams: 6/4 6/4

2015 –  Novak Djokovic d. Roger Federer: 6/3 6/7(5) 6/2

Simona Halep d. Jelena Janković: 2/6 7/5 6/4

2014Novak Djokovic d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/6(3)

Flavia Pennetta d. Agnieszka Radwańska: 6/2 6/1

2013Rafael Nadal d. Juan Martín del Potro: 4/6 6/3 6/4

Maria Sharapova d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/2

2012Roger Federer d. John Isner: 7/6(7) 6/3

Victoria Azarenka d. Maria Sharapova: 6/2 6/3

2011Novak Djokovic d. Rafael Nadal: 4/6 6/3 6/2

Caroline Wozniacki d. Marion Bartoli: 6/1 2/6 6/3

2010Ivan Ljubičić d. Andy Roddick: 7/6(3) 7/6(5)

Jelena Janković d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/4

2009Rafael Nadal d. Andy Murray: 6/1 6/2

Vera Zvonareva d. Ana Ivanović: 7/6(5) 6/2

2008Novak Djokovic d. Mardy Fish: 6/2 5/7 6/3

Ana Ivanović d. Svetlana Kuznetsova: 6/4 6/3

2007Rafael Nadal d. Novak Djokovic: 6/2 7/5

Daniela Hantuchová d. Svetlana Kuznetsova: 6/3 6/4

2006Roger Federer d. James Blake: 7/5 6/3 6/0

Maria Sharapova d. Elena Dementieva: 6/1 6/2

2005Roger Federer d. Lleyton Hewitt: 6/2 6/4 6/4

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 4/6 6/2

2004Roger Federer d. Tim Henman: 6/3 6/3

Justine Henin-Hardenne d. Lindsay Davenport: 6/1 6/4

2003Lleyton Hewitt d. Gustavo Kuerten: 6/1 6/1

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 7/5

2002Lleyton Hewitt d. Tim Henman: 6/1 6/2

Daniela Hantuchová d. Martina Hingis: 6/3 6/4

2001Andre Agassi d. Pete Sampras: 7/5 7/5 6/1

Serena Williams d. Kim Clijsters: 4–6, 6–4, 6–2

2000Alex Corretja d. Thomas Enqvist: 6/4 6/4 6/3

Lindsay Davenport d. Martina Hingis: 4/6 6/4 6/0

 

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Fotos de Cynthia Lum

Marcelo Melo fala sobre cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells e treina para Miami

Depois dos organizadores anunciarem o cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, por causa do coronavírus (COVID-19), o mineiro Marcelo Melo seguirá treinando no Indian Wells Tennis Garden, na Califórnia (EUA). A preparação, agora, será para o próximo torneio do calendário, também nos Estados Unidos, o Masters 1000 de Miami, na Flórida, com início previsto para o próximo dia 25, e que, por enquanto, teve sua disputa confirmada, em um comunicado nesta segunda-feira (9).

Indian Wells seria realizado a partir desta quinta-feira (12) até o próximo dia 22, o primeiro Masters 1000 da temporada 2020. Marcelo havia iniciado os treinamentos no sábado (7), visando a estreia nesta semana, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot.

“Nós fomos pegos de surpresa. Estávamos no clube, tinha acabado o dia de treinamento normal e aí o pessoal chegou com essa notícia de que o torneio tinha sido cancelado. Antes não havia nenhum tipo de aviso. Eles tomaram essa decisão, logicamente, em precaução da saúde de todo mundo. Não tem pânico, nem nada. A maioria dos jogadores ainda está aqui. E o torneio continuará aberto para nós, para treinarmos”, explicou Melo.

A decisão dos organizadores foi anunciada no domingo (8), após a declaração de emergência de saúde pública, com o surgimento de um caso confirmado do coronavírus em Coachella Valley, determinando o cancelamento de todos os eventos esportivos da região.

“Vou permanecer por aqui e continuarei treinando normalmente. Não sabemos ainda como vai ficar relacionado a ranking, como vão fazer com os pontos, quais torneios futuros serão cancelados ou não. Muito difícil falar agora o que vai acontecer. Mas está tudo tranquilo aqui, tudo certo”, completou Marcelo.

Thiago Wild conquista o título do ATP de Santiago e se torna o mais jovem brasileiro campeão de ATP

Thiago Wild fez história neste domingo no saibro de Santiago, no Chile, ao conquistar seu primeiro título nível ATP e se tornar, com 19 anos, o mais jovem brasileiro a vencer um título desse porte.
Wild, atual 182º colocado, natural de Marechal Candido Rondon (PR), derrotou o segundo favorito, o norueguês Casper Ruud, 38º colocado, por 7/5 4/6 6/3 após 2h16min de duração.
“É um grande feito, algo que sempre sonhei”, disse Wild sobre a primeira conquista de ATP: “Estou muito feliz, foi uma semana com um furacão de coisas. Quero agradecer à organização do ATP de Santiago e a Octagon pelo convite e pela hospitalidade. Agradecer ao público brasileiro , minha equipe da Tennis Route e todo mundo que faz parte disso aqui”, disse Thiago.
“A partida foi muito equilibrada,chances pros dois lados,saquei um pouco melhor no terceiro set , aproveitei minhas chances e pude sair com a vitória.  Tive muitas chances no segundo set, dois ou três 0/30 no saque do Casper, não pude converter, tive que focar para tirar o melhor tênis no terceiro set”,disse Wild que é o mais jovem desde Rafael Nadal a vencer um torneio da chamada Golden Swing, de eventos no saibro latino-americana, iniciado em 2001. Nadal foi campeão em 2005, em Acapulco, no México, com apenas 18 anos.
“Sempre tive o Rafa como um ídolo desde que comecei a jogar tênis com 5, 6 anos. Estou muito feliz com isso”, apontou Wild que destacou a confiança para o restante da temporada, mas fincou os pés no chão e evita euforia com o daqui por diante.
“Não pensei mais adiante e sim que com essa semana eu ganho confiança para o restante da temporada”, seguiu: “Não há muito o que pensar no que vou ser ou no que fiz antes, e sim no que está fazendo no momento, como estou jogando e como quero jogar, tenho que pensar no trabalho e nada mais”.
Wild quebra um jejum de quase cinco anos sem títulos de ATP. O último havia sido Thomaz Bellucci em maio de 2015 com o troféu em Genebra, na Suíça. Ele passa a ser o nono brasileiro a ter conquistado um ATP. Gustavo Kuerten venceu 20 canecos, Luiz Mattar ganhou sete, Bellucci faturou quatro, Fernando Meligeni ganhou três, Jaime Oncins e Thomaz Koch venceram dois, Ricardo Mello e Carlos Alberto Kirmayr venceram um cada.
“Foi uma semana que veio para comprovar o amadurecimento do Thiago dentro e fora da quadra, coisa que estamos há bastante tempo trabalhando. Semana do Rio de Janeiro do Rio Open teve bastante disso e agora essa semana coroou esse momento dele. É um trabalho importante que vem sendo feito também pelo Felipe Vardiero (psicólogo) uma peça fundamental que entrou em nosso time uns meses atrás para lidar nesse processo dele. Foi uma semana incrível, Thiago jogou tênis de alto nível do início ao fim do torneio. Lidou bem com as situações de cada jogo, foi muito bonito ver isso em quadra e mais bonito ainda sendo coroado com esse título. É um título fundamental nesse caminho que ainda é longo. Tem muita coisa ainda para melhorar e o Thiago sabe disso, está consciente e o mais importante é isso. Estamos com processo sólido, construído com o Alex Matoso na preparação física, o Roberto Bretas na fisioterapia, Cláudio o pai do Thiago ajuda muito. Equipe bem sólida que dá uma segurança bem legal para apostar na força que ele tem na capacidade como jogador. E parabenizar o Thiago pelo nível e disciplina aprendizado, esforço e dedicação que vem tendo. Agora é pés no chão, olhar adiante, muita coisa a ser feita e com muito trabalho”, detalhou o treinador de Wild, João Zwetsch, do Instituto Tennis Route
O paranaense começou sua campanha desbancando o 131º do mundo, o argentino Facundo Bagnis em três sets e eliminou na sequência o quinto favorito, o argentino Juan Londero, 63º, o chileno Cristian Garín, 18º e cabeça de chave 1, campeão do Rio Open e do ATP 250 de Córdoba, na Argentina, nas semis derrotou o qualifier Renzo Olivo (297º) até o triunfo final sobre Ruud, campeão em Buenos Aires.
Thiago não perde tempo e embarca na madrugada desta segunda-feira para Adelaide, na Austrália, onde defende o Brasil pela Copa Davis na próxima sexta e sábado em duelo que vale vaga nas finais da competição mundial, em novembro.

Com Kubot, Marcelo Melo é bicampeão em Acapulco, seu 34º título da carreira e o 6º da parceria com o polonês

Após uma final muito disputada, com dois tie-breaks e um match tie-break decidido ponto a ponto, o título do ATP 500 de Acapulco é de Marcelo Melo e Lukasz Kubot. No início da madrugada deste domingo (1º), a dupla – cabeça de chave número 2 – comemorou sua primeira conquista na temporada 2020 ao derrotar a parceria número 1 do mundo, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah (cabeças 1) por 2 sets a 1, parciais de 7/6 (8-6), 6/7 (4-7) e 11-9, em 2h31min, no México. Marcelo tem, agora, dois títulos em Acapulco, campeão também em 2015, então jogando com o croata Ivan Dodig.
Este é o 34º título da carreira do mineiro Marcelo, recordista brasileiro, e o 14ª com Kubot. E passa a somar oito ATP 500, seis com o parceiro polonês, que venceu outras duas vezes em Acapulco, em 2010 e 2013. A final no México foi a 24ª de Melo e Kubot juntos, a 63ª da carreira de Marcelo.
“Ficamos muito felizes com o título em Acapulco. Conseguimos executar muito bem a nossa estratégia de jogo hoje. Cabal e Farah terminaram como dupla número 1 do mundo, jogaram muito bem o torneio também. Salvamos match point. Foi realmente decidido muito no detalhe, praticamente todos os games. E especialmente o match tie-break. Acho que essa energia que a gente conseguiu trazer, pegar lá no Rio, ajudou muito a conquistar este título aqui”, comemorou Melo.
A final começou com uma sequência de quebras. Dos cinco primeiros games, quatro tiveram breaks. A partir do empate em 3/3, as duplas mantiveram os seus serviços e a decisão do primeiro set foi para o tie-break. Depois de muito equilíbrio, vitória de Melo e Kubot por 7/6 (8-6). Na segunda série, mais disputa e equilíbrio e um novo tie-break, desta vez com os adversários vencendo por 7/6 (7-4). Aí, em um match tie-break decidido ponto a ponto, Melo e Kubot marcaram 11-9, após salvar match point, para comemorar o título.

No ranking mundial individual de duplas, o mineiro Melo e o polonês Kubot estão empatados na oitava colocação, com 4.820 pontos. Farah é o líder, com Cabal em segundo, ambos com 8.170 pontos.

Os próximos torneios da dupla serão nos Estados Unidos: a partir do dia 12 de março jogam o primeiro Masters 1000 da temporada, em Indian Wells. E, na sequência, com início em 25 de março, o Masters 1000 de Miami, ambos em quadras duras, como no México.

Monteiro e Wild vencem mais uma e Brasil tem dois tenistas nas quartas do ATP de Santiago

O brasileiro Thiago Monteiro venceu mais uma no ATP 250 de Santiago, no Chile. Após derrotar o argentino Leonardo Mayer na estreia, nesta quarta-feira foi a vez do tenista número um do Brasil e 88o. colocado no ranking mundial superar o espanhol Roberto Carballes Baena, 97o por 6/1 6/4. Cabeça de chave 8, Thiago agora está nas quartas-de final do último torneio da gira sul-americana de saibro.

“A partida de hoje foi muito boa. Eu estava muito sólido, muito firme. A gira é longa, mas vim melhorando a cada semana e estou sentindo que estou jogando bem. Aqui, em Santiago, as condições são mais rápidas que das últimas semanas, mas consegui me adaptar desde o primeiro dia”, comentou o brasileiro, destacando a rápida adaptação e o bom desempenho.

Campeão do challenger de Punta Del Este e quadrifinalista de Buenos Aires, Thiago espera atingir o seu melhor resultado do ano em ATPs agora, em Santiago. “Agora, preciso me preparar para a próxima rodada, que vai ser bem dura, independente do adversário. Vou pra cima em busca da minha primeira semi de ATP do ano”, finalizou Monteiro, já focado nas quartas. O seu adversário será o espanhol Albert Ramos-Viñolas, que o venceu em três dos quatro confrontos anteriores entre eles.

Quem também se garantiu nas quartas de final do torneio chileno foi Thiago Wild, que conseguiu uma excelente vitória sobre o argentino Juan Ignacio Londero, com parciais de 7/6(7) e 6/4.

Agora, por vaga na semifinal, Wild terá pela frente o espanhol Alejandro Davidovich-Fokina, que eliminou o local Cristian garin. O brasileilro e o espanhol se enfrentaram na primeira rodada do Rio Open, com vitória de Wild em três sets.

Monteiro vira sobre argentino Mayer e, assim como Wild, vai às oitavas do ATP de Santiago

Mais uma vez, pela segunda semana seguida, um torneio ATP tem dois brasileiros na fase de oitavas de final.

Dessa vez, em Santiago, no ATP local. Thiago Wild já havia conquistado sua vaga na segunda-feira, ao bater o argentino Facundo Bagnis por 2×1.

Nesta terça-feira, foi a vez de Thiago Monteiro garantir a sua ao passar pelo argentino Leonardo Mayer, de virada, com parciais de 6/7(0) 6/3 e 6/4.

Nas oitavas, o brasileiro terá pela frente o espanhol Roberto Carballes Baena. Os dois já se enfrentaram três vezes, com três vitórias de Monteiro.

Já Wild vai enfrentar o argentino Juan Ignacio Londero, em confronto que será inédito.

 

Aos 32 e com 5 Grand Slams, Sharapova diz adeus às quadras

A russa Maria Sharapova anunciou nesta quarta-feira de cinzas a sua aposentadoria do circuito profissional.
Os sinais já eram evidentes de que estava difícil ela se recuperar e voltar a jogar o tênis que a levou a conquistar 5 títulos de Grand Slam.
Depois de ter sido pega no doping com Meldonium, em 2016 e ter ficado afastada do circuito por 15 meses, ela nunca mais foi a mesma.
Apesar de ter afirmado que foram as lesões que a tiraram do circuito, especialmente o ombro em que sofreu duas cirurgias, Sharapova nunca mais foi mesma depois do afastamento pelo doping. “Eu já vinha lesionada,” afirmou ela ao NY Times.

Acompanhei a história de Sharapova de perto. Quando ela surgiu no circuito, o Guga estava no auge. Li seu livro, acompanhei bem as suas últimas conquistas de Grand Slam quando ela trabalhava com um fisioterapeuta que chegou a tratar o Guga em uma época e vi, agora mais de longe, o seu fim.

Para mim, o que sempre me chamou mais a atenção da russa foi como ela e o pai, Yuri chegaram aos Estados Unidos, sem falar a língua, praticamente sem recursos, do outro lado do mundo, tendo passado por Chernobyl e se assentado na Sibéria, com um grande objetivo. E Sharapova e o pai Yuri chegaram a esse objetivo. Perseveraram, passaram dificuldades na Flórida, e chegaram ao topo do ranking mundial, não só na quadra, mas nos negócios.

Determinação sempre foi o lema da russa. Fosse na quadra treinando, jogando ou fechando um negócio, especialmente os de doces como Sugarpova.
Segundo ela foi essa determinação que a fez adiar tanto tempo o adeus das quadras.

Ela encerrou a carreira nos termos dela. Como ela quis, sem tour de despedida, fazendo como queria, sem se importar com o que os outros iam pensar.
Abaixo segue um relato da última conquista dela de Grand Slam

Maria Sharapova já completou o Grand Slam, já foi número um do mundo e continua sendo a atleta mais bem paga do mundo.

No ano passado ela conquistou o seu segundo título em Paris, surpreendendo a todos. Ninguém imaginava que a russa que conquistou Wimbledon aos 17 anos teria no saibro francês o seu único trofeu de Grand Slam repetido.
Vamos relembrar como foi a campanha de Sharapova em Roland Garros no ano passado?


Sharapova Roland Garros 2014

A primeira rodada foi contra a compatriota Ksenia Pervak. Vitória fácil por 6/1 6/2.

Na segunda fase ela teve que passar pela búlgara, com ocasionais bons resultados, Tsevetana Pironkova. A russa teve um pouco de trabalho no primeiro set mas venceu por 7/5 6/2.

O jogo mais tranquilo de Sharapova na quinzena em Paris foi a terceira rodada. Ela não deixou a argentina Paula Ormaechea fazer um game se quer. Bicicleta – 6/0 6/0.

Veio a segunda semana e os desafios da russa aumentaram.

Contra Samantha Stosur, nas oitavas-de-final, Sharapova perdeu o primeiro set mas se recuperou no jogo. Venceu por 3/6 6/4 6/0.

Nas quartas-de-final contra a espanhola Garbine Muguruza, que havia eliminado Serena Williams, Sharapova quase viu a adversária aprontar mais uma em Paris. Ela teve que virar o jogo depois de perder o primeiro set e acabou ganhando por 1/6 7/5 6/1.

Um jogo antes da final, Sharapova se deparou com a sensação do circuito, a canadense Eugenie Bouchard. Assim como nas duas partidas anteriores, a russa saiu perdendo o primeiro set,mas conseguiu reagir a tempo para selar a vitória por 4/6 7/5 6/2.

Sharapova Roland garros 2014

Na final, diante da novata Simona Halep, que jogava sua primeira decisão de Grand Slam, Sharapova também precisou de três dificílimos sets para conquistar o Trophee Suzanne Lenglen: 6/4 6/7 6/4 e ela se coroava bicampeã de Roland Garros.

Diana Gabanyi

Sétima edição do Rio Open encerra com público de 50 mil pessoas

O Rio Open apresentado pela Claro reforçou sua importância para o calendário do tênis com grandes nomes do esporte em quadra, diversas atrações para o público fora dela e o incentivo para crianças e jovens de projetos sociais com o Rio Open Kids e o Torneio Winners. O chileno Cristian Garin foi o grande campeão neste domingo, dia 23, no Jockey Club Brasileiro, com o italiano Gianluca Mager com o vice-campeonato. Nas duplas, o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos ficaram com o título ao vencerem italianos Salvatore Caruso e Federico Gaio. Pela primeira vez as partidas do qualifying foram transmitidas no site do evento, com as disputas das quadras Guga Kuerten, 1, 2 e 4 do complexo.

Fora das quadras, o maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil reuniu 50 mil pessoas no Jockey Club Brasileiro. Quem não pode estar no Jockey Club para acompanhar, teve a opção de assistir pelo SporTV mais de 60 horas de transmissão e cerca de 58 horas no Globoesporte.com. O sinal da TV foi enviado para mais de 190 países e o material produzido pelos 257 jornalistas credenciados levou todo o clima da competição para o mundo.

“O público compareceu em peso ao Jockey. Essa sétima edição foi bastante positiva e nos mostrou como fomos abraçados pelo Rio de Janeiro. O Rio Open está consolidado como um evento obrigatório no calendário da cidade nesta época do ano. Cariocas e turistas de outras regiões e países lotaram o espaço desde o início, transformando o Leblon Boulevard em uma verdadeira mistura de sotaques e idiomas”, afirma Marcia Casz, diretora geral do Rio Open. “Vamos manter a evolução e a inovação características do torneio para manter acesa a experiência do Rio Open ao longo do ano”, completa.

“Tivemos grandes partidas, principalmente dos brasileiros, que mostraram uma nova geração chegando para dar um novo gás para o tênis do país. A gente teve uma crescente do evento desde o seu início até quinta-feira, com dias incríveis de sol. Tivemos o desafio das chuvas, mas conseguimos controlar bem e oferecer uma experiência completa para todo mundo, com uma reta final muito bacana e com os jogos lotados desde o início. As pessoas vieram neste domingo e encheram as quadras. O público respondeu bem e a gente espera que as pessoas terminem a memória desta sétima edição desta forma”, afirma Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

Uma das grandes novidades dessa edição foi o revolucionário sistema espanhol FoxTenn. O sistema de revisão eletrônica foi utilizado pela primeira vez no saibro em um evento da ATP no Rio Open. Os jogadores puderam pedir o desafio de forma ilimitada e os árbitros de cadeira não precisaram deixar a cadeira para verificar a marca da bola na quadra, valendo a chamada do sistema. Ao todo, o FoxTenn foi utilizado 109 vezes durante o Rio Open 2020.

A sustentabilidade também foi um ponto fundamental no torneio que, para a sétima edição, criou o inédito plano Rio Open Green marcando um novo ciclo do torneio. Em uma iniciativa da ENGIE, as emissões de CO2 do Rio Open, serão compensadas com créditos de carbono cedidos pela Usina Hidrelétrica Jirau – Sociedade de Propósito Específico que tem como acionistas a ENGIE (40%), Eletrobras Eletrosul (20%), Eletrobras Chesf (20%) e Mizha Participações S.A. (20%). Neste número constam todas as fontes relativas ao torneio em si, desde a montagem até a desmontagem, além de emissões com deslocamento de atletas e equipe técnica, bem como o consumo adicional da energia elétrica pelo Jockey Club Brasileiro durante o Rio Open.

A La Boutique, loja oficial do evento, teve recorde de vendas e vários produtos esgotados, como os bonés, pin raquete, copo dos campeões e ímãs de acrílico. Os chaveiros de raquete tiveram que ser repostos. As pulseiras feitas com cordas de raquetes foram um sucesso, com sua produção realizada durante o evento. Os bodies para bebês foram novamente os queridinhos do público, com alguns modelos esgotados. As toalhas também tiveram muita procura.

O Leblon Boulevard, área interativa de aproximadamente 10 mil m², foi totalmente coberto neste ano, garantindo mais conforto para o visitante nos intervalos dos jogos. A estrutura é comparável à de grandes eventos do circuito mundial e ofereceu muito entretenimento e gastronomia, com diversas ativações dos patrocinadores e a presença de chef renomado, restaurantes premiados, bares e foodtrucks. O estrelado restaurante Lasai foi um dos destaques do espaço, que também contou com produtos específicos para o evento de marcas já consagradas no torneio, como o suco Match Point do Greenpeople e a Empanada Rio Open da Las Empanadas.

Um dos locais mais disputados do torneio foi a Praça Rio Open, que contou com o Bar Petra, com cervejas geladas e a opção de copos reutilizáveis, telão gigante para não perder um ponto sequer e uma belíssima vista para o Cristo. Já o Espaço Pedra da Gávea, novidade este ano, reuniu o Bar Grey Goose e os caixas do evento, que pela primeira vez utilizou pulseiras de pagamento com o sistema cashless, trazendo mais tecnologia e comodidade para o público.

Confira alguns números e curiosidades do Rio Open 2020:

– Quadras de saibro: 09

– Capacidade da quadra central: 6.200

– Capacidade da quadra 1: 1.000

– Empregos gerados: 1.300

– Projetos sociais: 05 (que ajudam em torno de 600 crianças)

– Parceiros de mídia: 05

– Tamanho Leblon Boulevard: 10.000m²

– Atletas: 61, incluindo duplas e qualifying

– Países: 21 (Brasil, Áustria, Argentina, Croácia, Chile, Sérvia, Espanha, Uruguai, Itália, Noruega, Bolívia, França, Polônia, Bélgica, Holanda, República Tcheca, Eslováquia, Equador, Hungria, Portugal e Colômbia)

– Partidas disputadas: 62 contando o Qualifying (43 simples e 17 duplas, além de uma de exibição de duplas de cadeirantes com seus técnicos)

– Premiação: U$ 1.915,485

– Membros da ATP: 57 (Juízes de linha: 45, Juízes de cadeira: 7, Referee: 01, Supervisores: 02, Chefe de Juiz: 01, Assistente de Chefe de Juiz: 01)

– Jornalistas credenciados: 257

– Países alcançados com a transmissão: Mais de 190

– Horas de transmissão: mais de 60 horas no SporTV 3 com as partidas da Quadra Central e cerca de 58 horas no Globoesporte.com com os jogos da Quadra 1.

– Boleiros: 71 + 2 coordenadores, sendo 17 boleiros oriundos dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open

– Toneladas de pó de saibro: 14

– Tratadores de quadra: 24

– Assistentes de quadra: 8

– Bolas: 5.040

– Raquetes encordoadas: 475 – totalizando 5,7km de corda

– Pulseiras produzidas com cordas de raquetes: 475

– Toalhas: 900

– Água: 20 mil litros

– Isotônico: 5 mil unidades. Sabor mais consumido foi Tangerina, com quase 1.500 unidades.

– Gelo: 1000 sacos

– Suco Green People: 400 de água de coco e 400 sucos Match Point exclusivos para os atletas

– Desafios FoxTenn: 109

– Itens mais vendidos na La Boutique:

  • Pulseiras feitas de cordas de raquetes
  • Toalha
  • Copo Campeões
  • Chaveiros
  • Ímãs
  • Pins
  • Bonés
  • Bodies para bebês