Instituto Próxima Geração lança projeto social para o tênis

Com a meta de fomentar a formação e desenvolvimento de cidadãos e estimular a transformação social de comunidades carentes através do esporte, nasceu em setembro o Instituto Próxima Geração.

Sob a tutela do ex-tenista profissional Mauro Menezes e do treinador Douglas Santana, o Instituto tem por meta envolver jovens de 8 a 18 anos que estejam cursando o Ensino Fundamental ou Médio, oferecendo uma oportunidade de socialização, formação profissional e quem sabe até mesmo um atleta de nível competitivo.

O primeiro projeto do Instituto será desenvolvido com o tênis, esporte familiar a seus idealizadores, e foi batizado de ‘Primeiros Campeões’.

“O tênis tem um grande poder de desenvolvimento físico, emocional e social. Ao mesmo tempo que exige disciplina e habilidade motora, ele também ensina valores como justiça, dedicação e resiliência”, afirma Menezes, um dos mais importantes tenistas brasileiros da Era Moderna, que integrou o time nacional da Copa Davis.

Embora o Próximos Campeões esteja aberto a qualquer criança interessada, o foco são escolas. “Na primeira etapa, vamos atuar na Zona Oeste de São Paulo com uma grande estrutura”, revela Santana. “Haverá um programa específico por faixa etária e, além das aulas de tênis, preparo físico. O Instituto irá oferecer assessoria psicológica e nutricional e ainda curso gratuito de Inglês para os alunos que se destacarem positivamente”.

O lançamento do Projeto Próximos Campeões será nesta segunda-feira, dia 1º de outubro, com sede na academia Barley Tênis, um complexo com quatro quadras de saibro cobertas, espaço para preparação física e sala para aulas de Inglês.

Os interessados em participar do Projeto devem procurar o Instituto através do email contato@institutoproximageracao.org.brou do fone/whats (11) 97173-6262. A inscrição é totalmente gratuita.

O Instituto Próxima Geração é um projeto social realizado em parceria com a BV, marca de Varejo do Banco Votorantim.

Brasileiro Thiago Wild é campeão juvenil do US Open

O tenista brasileiro Thiago Wild conquistou neste domingo um feito inédito para o Brasil: o título juvenil do US Open. Ele derrotou o italiano Lorenzo Musetti, por 6/1 2/6 6/2 e se tornou o segundo tenista do nosso país a erguer um trofeu de Grand Slam juvenil em simples. O outro foi Tiago Fernandes, campeão do Australian Open, em 2010.

Cabeça de chave 6, a grande vitória na campanha de Wild veio na semifinal, contra o favorito e número um do mundo, Chung Tseng, por 6/2 6/4.

Com o título, ele se junta a Felipe Meligeni Alves, como o outro campeão junior do US Open, nas duplas há dois anos, com o boliviano Juan Aguilar.

Foto: Divulgação USTA

Em final tumultuada, Naomi Osaka é campeã do US Open

O mundo inteiro esperava pelo título de Serena Williams, ou melhor desejava ver uma história de conto de fadas acontecendo em pleno Arthur Ashe Stadium. A americana jogava pelo 24o. título de Grand Slam, e o primeiro exatamente um ano depois de ter se tornado mãe e passado por uma série de complicações de saúde. A maior campeã de todos os tempos contra a japonesa de 20 anos Naomi Osaka.

O título ficou com a novata Osaka, que venceu Serena por 6/2 6/4, jogando um tênis perfeito, sem intimidação alguma por estar na sua primeira final de Grand Slam e diante da tenista que idolatrou por toda uma vida.

O placar, no entanto, não será lembrado por muita gente nesta final, a segunda seguida de Grand Slam que Serena disputa e perde.

A tenista, acusada de coaching, tomou uma advertência. Depois tomou outra por quebrar uma raquete frustrada e aí perdeu um ponto. Depois de perder um ponto, continuou discutindo com o juiz e perdeu um game. Daí pra frente, Serena não se conteve. Ou melhor, já não estava se contendo. Sucumbiu à pressão. Chamou o ábritro geral em quadra, a diretora da WTA e disse que isso acontece muitas vezes com ela no US Open, diz que não trapaceia para vencer e jamais trapaceou, chorou, se desesperou e perdeu.

A cerimônia de premiação foi um anti-climax, especialmente para a jovem campeã, que começou a jogar por causa de Venus e Serena. A primeira campeã de Grand Slam do Japão (Osaka nasceu no Japão e se mudou para os EUA aos 3 anos). Serena tentou apoiá-la e pediu aplausos do público. Na coletiva disse que não gostaria de afirmar que o árbitro, o português Carlos Ramos, que vem com frequência aos torneios do Brasi, influenciou no resultado do jogo, afinal Osaka estava jogando muito bem. Mas, o que todos vão lembrar deste sábado, 08 de setembro em Nova York, é da ira de Serena Williams.

Diana Gabanyi

fotos de Cynthia Lum

Del Potro e Djokovic se enfrentam na final do US Open

Resiliência, superação, motivação, recuperação. São todas palavras que se aplicam, de formas distintas aos finalistas do US Open. De um lado Juan Martin Del Potro, o argentino que em 2009 conquistou o seu primeiro e único título de Grand Slam, o US Open, mas que depois daquele verão americano foi aos poucos desaparecendo do circuito. Lesões no punho e três cirurgias o afastaram e quase o tiraram das quadras. A grande reviravolta começou nas Olimpíados do Rio, há dois anos. Agora vem a recompensa. Volta à final do US Open, depois de derrotar Rafael Nadal, por 7/6(3) 6/2 e desistência do número um do mundo com lesão no joelho.

Do outro, Novak Djokovic, três vezes campeão na Big Apple. O homem de ferro do tênis, que completou o Grand Slam em 2016 ao vencer Roland Garros perdeu o gás. Deixou tudo o que tinha para completar o feito histórico. Viu a família crescer, as prioridades mudarem e também se lesionou. Não ouviu o corpo e a mente e continuou jogando, mesmo quando precisava parar. Viu a lesão se agravar e tudo o que ele sabia fazer em quadra parecia ter desaparecido. Troco de técnico – chamou Andre Agassi – mudou a equipe toda e quando aparecia para jogar não era o mesmo Djokovic de sempre. Fez cirurgia e voltou cedo de mais ao circuito. Perdido em quadra voltou à equipe original e em julho ganhou Wimbledon. Nesta sexta, derrotou Kei Nishikori, por 6/3 6/4 6/2 para avançar a mais uma final de US Open.

O duelo, no domingo, entre o número 3 o número 6 do mundo, vai deixar Nova York ainda mais eletrizante.

Del Potro, que tem até livro chamado “O Milagre Del Potro,” sabe que o favorito é o sérvio. “Mas, naquela final de 2009 o Federer também era,” lembrou. “Nunca imaginei que fosse voltar a uma final de Grand Slam. Da outra vez eu era um menino e agora vou ter outra chance de estar aqui no domingo, na final do meu torneio favorito.”

Diana Gabanyi

Foto de Cynthia Lum

Bellucci avança à semifinal em Genova

O tenista brasileiro Thomaz Bellucci está na semifinal do Challenger de Genova, na Itália, com premiação de U$ 127 mil. Bellucci derrotou o chileno Christian Garin, por 7/6(5) 6/4 e joga neste sábado por uma vaga na deisão contra Dustin Brown (227o.) ou Lukas Rosol (198o.). É o melhor resultado do brasileiro no circuito mundial desde abril do ano passado (semifinal de Houston).

“Fiz um jogo bom hoje. Ainda estou bem longe do meu melhor tênis, mas é importante saber ganhar não jogando tão bem e é uma das coisas que eu venho fazendo de melhor nesta semana. Estou lutando do primeiro até o último ponto e mentalmente estável, me saindo de momentos difíceis nas partidas e conseguindo tirar o meu melhor nas horas duras e está sendo a chave das vitórias desta semana,” analisou Bellucci. “Hoje eu acabei perdendo várias chances de fechar o primeiro set e quando precisei no tie-break de um ponto bom eu dei um ace e fechei com ace também o segundo set, então estou sabendo lidar com as circunstâncias difíceis e estou jogando bem quando preciso.”

Sobre a semifinal, Bellucci, 311o. acredita que precisará estar bem atento para enfrentar um adversário com estilo diferente do que jogou nas outras partidas. “São dois caras que dão pouco ritmo de jogo, especialmente o Brown. Ele faz coisas diferentes na quadra, muda muito o jogo. Tenho que ficar bem atento, sem dar muito espaço e ser constante.”

Diana Gabanyi

Melo e Kubot são vice-campeões do US Open

Marcelo Melo e Lukasz Kubot são vice-campeões do US Open. Nesta sexta-feira (7), na final do Grand Slam, no Arthur Ashe Stadium, foram derrotados pelos norte-americanos Mike Bryan e Jack Sock  – cabeças 3 – por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/1, em 1h14min. Com a campanha em Nova Iorque (EUA), chegando pela primeira vez à decisão em Flushing Meadows, a dupla sobe importantes posições no ranking.

Na corrida para o ATP Finals, o resultado colocou Melo e Kubot entre as oito melhores parcerias da temporada, em oitavo lugar, com 3.570 pontos. No ranking mundial individual de duplas da ATP, o mineiro passou de 14º para sexto, com Kubot subindo de 13º para quinto do mundo, ambos com 5.790 pontos – eles empatam, mas pelo primeiro critério de desempate – torneios disputados ao longo de 52 semanas -, Melo tem uma competição a mais.

“Um grande momento para nós, por ter chegado a mais uma final de Grand Slam. Muito orgulhoso por estar aqui, disputar esta final. Eles foram muito bem hoje (sexta) para ficar com o título”, explicou Marcelo.

Foram quatro decisões de Grand Slam na carreira de Marcelo até agora, com dois títulos (Wimbledon 2017 – com Kubot – e Roland Garros 2015 – com o croata Ivan Dodig) e dois vice (US Open 2018 – com Kubot – e Wimbledon 2013 – com Dodig). No US Open, antes do vice deste ano, Melo havia chegado duas vezes até as semifinais, em 2013 e 2014.

O primeiro set da decisão começou bastante equilibrado, com as duas duplas mantendo os seus serviços até o oitavo game. Nele, Melo e Kubot chegaram a salvar quatro break points, mas Bryan e Sock conseguiram a quebra, marcaram 5/3 e sacaram para fazer 6/3 e vencer a série. A dupla norte-americana voltou com tudo para o segundo set, com dois breaks, abrindo 4/0, com grande atuação de Sock. Melo e Kubot confirmaram o game na sequência, marcaram 4/1, tentaram reagir na partida, mas os adversários mantiveram o domínio para fechar em 6/1 e comemorar o segundo título de Grand Slam seguido da parceria, campeã em Wimbledon.

US Open: Serena domina e decidirá final em Nova York

Um ano após se tornar mãe pela primeira vez e passar por graves complicações no pós parto, Serena Williams está na sua segunda final de Grand Slam consecutiva. Vice-campeã de Wimbledon em julho, ela decide no sábado o US Open, em busca do recorde e do seu 24o. título da categoria. Na noite de quinta-feira ela derrotou Anastasija Sevastova, da Letônia, por 6/3 6/0 para se garantir na sua 9a. final em Nova York e na 31a. da carreira.

“Um ano atrás, depois da Olympia nascer eu literalmente estava lutando pela minha vida, então sou muito agradecida cada vez que piso nesta quadra. Não importa o que acontecer, semifinal, final, eu sinto que já venci,” disse Serena, após a consistente vitória diante da tenista da Letônia.

No domingo, em que jogará pelo sétimo título no Arthur Ashe Stadium, Serena enfrentará a vencedora do jogo entre Madison Keys e Naomi Osaka.

Um dos maiores ícones culturais e esportivos do mundo, Serena afirmou que não imaginou que seria tão duro voltar a competir após a maternidade. O documentário produzido pela HBO mostra detalhes do dia a dia da super campeã, sofrendo com a falta de ritmo, o excesso de peso, a demanda muito maior do que estava acostumada de treinos para voltar ao nível competitivo e a luta interna entre o desejo de cuidar da criança e ter que trabalhar para vencer.

Neste US Open, Serena, que venceu o seu primeiro Grand Slam justamente nestas quadras quase 20 anos atrás (1999), conta que o diferencial foi a sua melhora física. É notável que todo o esforço que ela vem fazendo está sendo recompensado.

Diante de campeãs mais jovens, com ritmo de jogo e mais embalo do que Serena,36 anos, fala mais alto, além do talento e competência, a experiência, o amor pelo esporte e o desejo da vitória, acima de tudo.

Diana Gabanyi

Thomaz Bellucci e André Sá encerram parceria de quase um ano

Quase um ano depois de terem iniciado uma parceria inédita, Thomaz Bellucci e o técnico André Sá, decidiram encerrar o trabalho em conjunto.

Durante um ano a dupla se dividiu entre Santa Catarina, São Paulo, Bradenton e o circuito mundial. No entanto, com as mudanças que ocorreram na carreira de ambos, os dois chegaram à conclusão de que a “dupla” não estava sendo efetiva. André Sá, que reside em Blumenau, se tornou consultor da ITF e Bellucci, se mudou de São Paulo para Bradenton.

“Foi muito bem ter o André ao meu lado durante todo esse tempo. Sempre admirei o André como pessoa e jogador e aprendi muito com ele. Mas, essa minha mudança de base para Bradenton e os outros compromissos do André, no longo prazo, acabaram dificultando estarmos juntos o tempo todo e nesse momento preciso de alguém que fique mais próximo de mim,” analisou Bellucci.

Para André Sá, fica a primeira experiência como técnico e ainda uma maior paixão pelo tênis. “Foi a minha primeira experiência como treinador, com muitos desafios e eu fiquei fascinado. Acho que aumentou ainda mais o meu amor pelo tênis. Gostei muito da experiência e não descarto continuar nessa linha. Trabalhamos duro juntos, demos o nosso melhor e vou seguir na torcida pelo Thomaz.”

Bellucci que já estaria sem André Sá nesta semana, manterá o trabalho que já vem fazendo há um ano com o espanhol German Lopez, em Bradenton e está decidindo junto ao empresário Marcio Torres, um outro treinador para integrar a equipe. Nesta quinta-feira, na Itália onde disputa o Challenger de Genova ele enfrenta o eslovaco Martin Klizan, em busca de uma vaga nas quartas-de-final da competição.

 

Depois de quase 3 meses ausente do circuito, Bia Haddad embarca para gira de torneios na América do Norte

A tenista paulista Bia Haddad embarca nesta terça-feira para uma gira de torneios no Canadá e Estados Unidos.

A gira marca o retorno da tenista número 1 do Brasil ao circuito mundial, depois de quase três meses se recuperando de uma cirurgia nas costas.

“Estou muito animada e ansiosa para voltar a jogar”, comemora Bia. “Viajo sem expectativa de resultado, mas a de voltar bem e saudável, estar 100%, que é o mais importante”, acrescenta.

Atual número 118 do mundo, Bia recomeça a temporada jogando o ITF US$ 100 mil de Vancouver (Canadá), na semana que vem. Depois disputa o qualifying do US Open (20 de agosto), o ITF US$ 125 mil de Chicago (3 de setembro) e o WTA de Quebec (10 de setembro).

“É a primeira vez que jogo Vancouver, mas parece ser um torneio legal, que me dará ritmo para o qualifying do US Open e os demais torneios”, afirma a tenista.

Em São Paulo, Guga volta a afirmar que o tênis brasileiro está apenas começando

Criar um cenário para o tênis brasileiro! Foi com essa convicção que Gustavo Kuerten participou hoje do 6º. ENEG (Encontro Nacional das Escolas Guga) que reuniu no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, 130 gestores e educadores das 48 unidades da Escolas Guga no Brasil.

Guga foi enfático ao afirmar para os jornalistas, durante a coletiva de imprensa: “o tênis brasileiro ainda não existe, o que existe são os jogadores.” O tricampeão de Roland Garros explicou que é necessário planejar esse momento, começando pelos treinadores. E deu o exemplo do projeto da Escola Guga que investe na formação continuada dos profissionais que atuam em quadra com os mais de três mil alunos distribuídos nas Escolinhas Guga (para crianças de 5 a 10 anos), Escola Guga (11 a 14 anos), Escola Guga Adulto e Escola Guga Bech Tennis.

Usando o exemplo do futebol, Guga ilustrou o comportamento dos brasileiros com o esporte. “A gente ainda se relaciona com muita paixão e isso cria uma relação distorcida. Precisamos transformar a mentalidade do esporte, fazendo a gestão, assumindo um profissionalismo para garantir a sustentabilidade”, defendeu. Mas, também reagiu com otimismo com relação ao futuro. “Em 10/15 anos vamos conseguir transformar o tênis brasileiro”. A convicção do tenista brasileiro que recentemente foi anunciado embaixador de Roland Garros é pavimentada em dois projetos complementares.

Na base, a ideia é aumentar o número de praticantes, através da capacitação dos professores. “É dessa forma que a gente consegue reter as crianças no esporte. Todos aqui no ENEG sabem que precisam render 130% na quadra! E principalmente, precisamos quebrar o estigma do tênis juvenil. Temos que ter um grupo, uma geração, é dessa forma que vamos evoluir”, declarou.

Já na fase de transição, Guga está envolvido na criação do Time Guga, uma plataforma, ainda em construção, que combina quantidade de jogadores com boa qualidade de atendimento e o bem-estar necessário para alcançar o alto rendimento. E exemplificou: “Depois de sete, oito anos trabalhando com a Escola Guga, estamos pensando em lançar o Time Guga que poderá se transformar no Batalhão Brasileiro, assim como a Armada Espanhola. É assim que podemos transformar o tênis no país.”

Se referindo ao sexto Encontro Nacional das Escolas Guga como uma edição histórica, Guga concluiu que o projeto que engloba as Escolas Guga, gerido pela Guga Kuerten Franquias (empresa do Grupo Guga Kuerten) “é o melhor legado que a gente pode deixar.”

Foto – Marcello Zambrana