Bia disputa vaga na final do WTA de Bogotá

A tenista paulista Beatriz Haddad Maia  disputa neste sábado uma vaga na final do WTA de Bogotá.

Nesta sexta-feira, Bia venceu de virada a espanhola Sara Sorribes Tormo, cabeça de chave 7 do torneio e 79o do mundo, por 6/7(6) 6/2 6/3, em 2h44min de partida, e alcançou a sua quinta vitória consecutiva no torneio colombiano (duas no qualifying e as restantes na chave principal).

“A Sara é uma das poucas amigas que tenho no circuito, foi um jogo um pouco emocional. Ela consegue se safar de tudo, dá bola alta, dá slice, drop, tem muita variedade de jogo. Eu senti um pouco de nervosismo no primeiro set, acabei ficando um pouco ansiosa e errei um pouco mais do que deveria, mas depois eu relaxei, fiquei mais solta e consegui controlar as minhas emoções”, afirmou Bia, 165o do mundo.

Bia chega à sua segunda semifinal da carreira em WTA. A primeira delas foi em Seul, em 2017, quando a brasileira fez a final do torneio coreano, mas foi parada pela letã Jelena Ostapenko, então top 10.

A próxima adversária de Bia, neste sábado, será jovem norte-americana Amanda Anisimova, de 17 anos e 76o do mundo, que derrotou a colombiana Maria Camila Osorio Serrano, também de 17anos, por 6/2 1/6 6/3, nas quartas de final.

“É uma menina nova que joga muito bem e está tendo um ano fantástico no circuito (fez oitavas de final do Australian Open e quartas em Auckland). Vou entrar em quadra e fazer o meu jogo. Estou confiante e feliz, já é meu sexto jogo aqui, estou vindo de boas semanas e contente com o que venho apresentando em quadra”, finalizou.

Carol Meligeni destaca prêmio da Fed Cup e projeta confronto contra eslovacas

Definitivamente, Carol Meligeni elevou seu nível nesta temporada, em quadra e com reflexos fora dela.

Em março, a brasileira de 22 anos, que atualmente treina em Buenos Aires, foi premiada com o Fed Cup Heart Award , que escolhe tenistas que demonstraram esse espírito vencedor em quadra, como foi os eu caso, quando participou de forma decisiva da campanha que levou o time brasileiro ao título do Zonal Americano do torneio entre equipes.

Falamos com ela, que demonstrou não apenas felicidade e orgulho, mas muita gratidão por todos aqueles que participaram desta conquista.

Como foi essa indicação ao prêmio da Fed Cup? O que isso representa pra você, em uma semana com jogos tão importantes?

Fiquei muito feliz quando fiquei sabendo do prêmio. Essas questões de coração, garrra, é das que mais prezo quando jogo. Acredito que seja uma característica bem forte minha. Então, se reconhecida por isso, foi muito importante. Ainda mais em uma competição como a Fed Cup, que se joga não só por você, mas pelo país. Foi incrível, eu fiquei muito, muito feliz.

E como foi quando você soube do resultado?

– Foi muito bom. Eu venci algumas jogadoras…algumas não. Três das quatro que joguei eu nunca tinha vencido antes. Ganhar delas pela primeira vez, ainda mais em uma Fed Cup pelo Brasil foi muito, muito bom. Teve um gostinho diferente, foi incrível. Jogadoras experientes, com o ranking até superior que o meu…até não! Todas com o ranking superior que o meu, não naquela semana, naquela semana, mas que já tiveram o ranking melhor. Foi bem legal.  Jogos bem duros e vitórias importantes pra mim.

Qual foi a importância de ter a Roberta Burzagli no comando da equipe?

A Beta soube comandar muito bem o time. Todos que estavam ali com a gente, mesmo que não estivessem na quadra, foram muito imprescindíveis pro nosso título. Estávamos muito unidas. A equipe inteira. Não só quem tava jogando. A Beta soube levar muito bem isso.

E a experiência de conviver com o mestre Thomaz Koch?

Foi muito show conviver com o Thomaz. Eu já conhecia, já tinha visto algumas vezes. É um exemplo incrível. É um guru. Nossa! Exemplo de tranquilidade, zen…um cara que sabe demais, então é incrível passar um tempo com ele e aprender da experiência que ele tem. Muito, muito legal mesmo!

Aproveitando, como você projeta o confronto contra a Eslováquia (o Brasil enfrenta a equipe europeia nos dias 21 e 22 de abril, fora de casa)

A Eslováquia…claro que é um confronto duro. Achei boa a escolha da superfície. Pra gente é bom o saibro. Acho que temos condições de jogar em qualquer uma, mas melhor ter sido no saibro. A equipe delas é forte. Se eu não me engano todas são top-100…eu não sei bem a escalação exatamente, mas acho que a maioria é top-100, mas na Fed Cup isso não quer dizer nada. Nossa equipe é muito unida. Estamos super bem. Estamos confiantes e tem tudo pra ser um belo confronto.

Fala também como foi acompanhar a Bia Haddad naquela grande vitória sobre a Stephens, em Acapulco?

Eu fui pra assinar. Eu estava bem fora, bem alternate…mas a Bia estava lá e foi um pouco mais fácil tomar a decisão de ir lá assinar. Ela (Bia) falou: “Vem aqui, assina e se der errado você pode ficar aí a semana toda comigo, no quarto, pode treinar comigo, treinar com todas as outras.” Então meu treinador decidiu que eu ia assinar mesmo. Fui, assinei e acabei ficando um (lugar) fora (do quali), o que foi uma pena, mas aproveitei a semana, treinei com um monte de gente. Foi incrível estar ali naquela atmosfera, naquele nível de torneio, com pessoas boas, craques. Foi uma experiência muito legal pra mim de querer pertencer a esses torneios.

Foi muito bom…conviver com a Bia…nós somos muito amigas desde sempre, jogamos juntas desde pequena, somos muito amigas no tênis, fora do tênis, em tudo. Acompanhar a Bia vencendo a Stephens foi incrível, sério! Ela merece muito. Sempre falo pra ela que ela joga um absurdo de tênis. Em breve ela pode ser top-10! Ela joga demais. Só foi mais uma vitória pra mostrar pra ela do que ela é capaz. Ela é um exemplo. Foi incrível viver aquele momento com ela, o aquecimento, o pós-jogo, todas as entrevistas que ela teve que dar (risos)…foi muito legal participar de tudo aquilo com ela.

Carol Meligeni é premiada com o Fed Cup Heart Award

O tênis feminino brasileiro volta a ficar em evidência no cenário internacional. Destaque do país na disputa do Zonal Americano da Fed Cup, Carolina Meligeni Alves foi contemplada com o Fed Cup Heart Award, premiação que contou com o voto aberto pela internet entre os dias 15 e 22 de março. Ela superou a colombiana Maria Serrano entre as indicadas no continente.

“Muito legal, primeiramente, o reconhecimento da ITF na indicação do nome da Carol. E mais legal ainda o reconhecimento do público, premiando a Carol. Pude acompanhar a Fed Cup na Colômbia, e não tenho dúvidas que a Carol representa o verdadeiro espírito de equipe e de representação à pátria. Que este prêmio a motive ainda mais no seu dia a dia, e no próximo confronto na Eslováquia”, salienta Rafael Westrupp, presidente da CBT.

Além de receber uma pulseira Thomas Sabo gravada, que será apresentada no jantar oficial do sorteio contra a Eslováquia, em abril, Carolina ganhará um cheque de US$ 1 mil para destinar a uma instituição de caridade de sua escolha.

“Fiquei muito feliz pelo reconhecimento da luta e da entrega que tive durante a competição representando o meu país. Agora, fico feliz de poder usar isso, essa força que tive, para ajudar as pessoas que mais precisam”, destaca a atleta, que quer contemplar o Centro Infantil Boldrini, um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica de Campinas, considerado um centro de referência mundial no tratamento de câncer infantil e doenças do sangue.

Carol não é a primeira brasileira a ser reconhecida pelo prêmio que é destinado às tenistas que representam seus países com distinção, mostram coragem excepcional em quadra e demonstram elevado comprometimento com suas equipes durante a Fed Cup. Em 2010, Maria Fernanda Alves recebeu a honraria, que também foi destinada a Paula Gonçalves (2013) e Teliana Pereira (2014). Em 2018, Bia Haddad Maia também foi indicada ao prêmio.

A boa atuação de Meligeni durante o zonal americano da competição ajudou a equipe a avançar de fase no torneio. Nos dias 20 e ‪21 de abril, o Time Brasil enfrenta a Eslováquia, na casa das adversárias. Em caso de vitória, o Brasil conquistará a vaga para disputar o Grupo Mundial II da Fed Cup em 2020.

Foto: Sergio Llamera/ITF

Instituto Tênis inaugura academia para formação de atletas

O Instituto Tênis, instituição sem fins lucrativos que apoia o desenvolvimento do tênis nacional, acaba de lançar a Academia IT, um centro de treinamento de tênis voltado tanto para a iniciação no esporte como para a formação de atletas profissionais.

De acordo com Cristiano Borrelli, diretor-executivo do Instituto Tênis, os alunos da Academia IT desfrutam da mesma qualidade de treinamento oferecida aos atletas da entidade, que disputam as principais competições nacionais e internacionais, nas categorias infanto-juvenis. “A Academia IT proporciona um ambiente versátil, com uma equipe técnica experiente e multidisciplinar”, afirma Borrelli. “Desta forma, o atleta da Academia IT poderá se desenvolver com o apoio de uma das melhores equipes de tênis do País e com a melhor infraestrutura”, complementa.

O Centro de Treinamento da Academia IT possui seis quadras de saibro, duas quadras rápidas, quadra indoor para preparação física, academia, sala de estudos, refeitório e alojamento.

Ao todo, a Academia IT disponibiliza nove modalidades de planos, com treinamento de duas a até cinco vezes na semana. Além de treinamento em quadra, há programas que contemplam preparação física, fisioterapia, psicóloga e nutricionista. “A Academia IT ainda tem um plano focado na preparação para o College Tennis, ou seja, destinado para quem quer estudar no exterior com bolsa para atleta”, finaliza Borrelli.

Vale destacar que o Centro de Treinamento do Instituto Tênis faz parte das instalações do Sportville, complexo esportivo localizado em Barueri – São Paulo, projetado por José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina de vôlei e tricampeão olímpico.

Para saber mais sobre a Academia IT, acesse http://institutotenis.rds.land/academiait

Thiago Monteiro vence outra, entra na chave e enfrenta Tomic em Miami

O Miami Open terá um brasileiro na chave principal de simples da competição. Nesta quarta-feira, o cearense Thiago Monteiro, 117o. colocado no ranking mundial, garantiu vaga no Masters 1000 ao derrotar o sul-africano Lloyd Harris (96o) por 7/6(5) 7/6(2) e já deve voltar a jogar a primeira rodada da chave nesta quinta, diante do australiano Bernard Tomic.

“Estou muito feliz em voltar a disputar uma chave de Masters 1000, principalmente depois de ter ganhado dois jogos contra tenistas especialistas em quadra dura,” disse Thiago. “Fiz uma boa preparação na semana anterior ao torneio e venho jogando bem. Era um grande objetivo voltar a jogar um Masters 1000. É sempre gratificante poder jogar um torneio deste porte e estar junto dos maiores tenistas do mundo.”

Para o primeiro confronto da chave principal, Thiago Monteiro enfrentará outro tenista especialista na quadra rápida, o australiano Bernard Tomic, 81o. colocado no rankind mundial, em um confronto inédito. “Já devo jogar nesta quinta-feira de novo. Ele é um jogador duro que tem seus dias inconstantes, mas está em um alto nível há muito tempo. Ele vem bem preparado e vem jogando bem ultimamente. Vou precisar estar concentrado nas coisas boas que venho fazendo e entrar em quadra com a tática certa para fazer um bom jogo contra ele.”

Diana Gabanyi

Foto: João Pires/Fotojump

O Miami Open se transforma mais uma vez

Por Diana Gabanyi

Idealizado pelo ex-tenista profissional Butch Buchholz, ainda na década de 60, o Miami Open começou oficialmente nesta quarta-feira 20 de março de 2019, a sua terceira transformação. Do sonho de Butch Buchholz, ex-número cinco do mundo juvenil, campeão Junior dos quatro Grand Slams- Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open-,  que se concretizo nos anos 80, sempre esbanjando pioneirismo para hoje foram diversas fases da competição.


O torneio foi o primeiro, fora os quatro eventos do Grand Slam, a ser disputado em duas semanas, reunindo homens e mulheres com a premiação sendo dividida igualmente.
A primeira edição foi jogada em 1985 e na época foi chamado de o “Wimbledon do Inverno” , pois foi o primeiro grande torneio do ano- o Australian Open era então jogado em dezembro. A sede foi o Laver’s International Tennis Resort em Delray Beach, a 50 km de Miami, que assistiu a vitória de Tim Mayotte e a de Martina Navratilova, com ingressos esgotados.
Mais de duas décadas depois de sua criação o torneio era eleito  construtivamente pelos jogadores pela quinta vez como o Masters 1000 do ano e não se cansava de bater recordes.
Até que Larry Ellison, o magnata fundador da Oracle, comprou o torneio de Indian Wells e fez uma revolução no Masters 1000 californiano. O torneio de Butch Bucholz, já nas mãos da IMG ficara para trás. Em meio a uma batalha judicial com a ilha de Key Biscayne, não conseguia crescer e precisou se reinventar com a mudança para o Hard Rock Café Stadium, em outra região mais ao norte de Miami.
O espírito pioneiro e inovador do Masters 1000 de Miami é a imagem de seu principal criador- Butch Buchholz. Desde o início Buchholz lutou para fazer um evento grandioso e de primeira classe. Já em 1985, chamou para árbitro geral o mesmo  que por anos foi o grande árbitro de Wimbledon, Alan Mills e ainda contratou um designer de moda, Ted Tinling, como diretor de protocolo do então Lipton International Players Championships.
O próximo passo foi negociar com a ATP e a WTA o direito de  realização do torneio por 15 anos, dando inúmeros benefícios, como prêmio em dinheiro, porcentagem na venda de ingressos e direitos de transmissão de televisão. A tática deu certo e mesmo mudando de sede em 1986 quando foi para Boca Raton e em 1987, quando se estabeleceu até o ano passado em Key Biscayne.
O principal patrocinador do torneio mudou ao longo dos anos, sem nunca interferir na essência do maior torneio do circuito depois dos quatro Grand Slams. Foi como Lipton Championships que o campeonato estreou o estádio no Crandon Park em 1994, local que se tornou um dos centro nacionais de desenvolvimento de tênis juvenil da USTA- a Associação Norte-Americana de Tênis. Os primeiros campeões da nova casa foram Pete Sampras e Steffi Graf.
No ano 2000, Andy Roddick, então com 17 anos, venceu sua primeira partida como profissional mas o vencedor da primeira edição sob o nome de Ericsson Open foi Pete Sampras, na famosa decisão contra Gustavo Kuerten e no feminino, Martina Hingis ganhou seu único título em Miami.
A mudança de século trouxe novos reforços para o torneio que em 2002 passou a se chamar Nasdaq-100. Nesse mesmo ano, Butch Buchholz anunciava sua aposentadoria do cargo de diretor do torneio após 18 anos, e assistia à quinta vitória de Andre Agassi na chave masculina e a de Serena Williams na feminina.
Em 2007, a Sony Ericsson assumiu como patrocinador substituindo a Nasdaq e mudando a imagem do Torneio.
Da Sony, o evento passou a ser patrocinado curiosamente por um banco brasileiro, o Itaú, aproximando ainda mais o público do Brasil da competição mais nacional que temos fora do país.


Apesar de todo o glamour, ainda mais agora no Hard Rock Stadium, que teve a quadra central inaugurada hoje com a presença de Serena Williams, Roger Federer, Naomi Osaka e Novak Djokovic e já viu a primeira vitória, a de Victoria Azarenka, na quadra central, o torneio continua com uma intensa agenda humanitária. Os jogadores participam de visitas a hospitais e projetos sociais, além de atividades de desenvolvimento e divulgação do tênis.
Para os tenistas, os benefícios da mudança, apesar daquela melancolia de deixar o Crandon Park e a vista deslumbrante que passavam diariamente no caminho de Miami e da região da Brickell Avenue para Key Biscayne, são imensos. Muito mais quadras de treino, mais espaço na área dos jogadores (três vezes mais), na sala de ginástica, nas áreas comuns. Os top 8 da ATP e WTA tem até uma suíte privada para receber seus convidados.
O fá ganha com mais espaço e mais estrutura.
O tênis agradece

Fotos Divulgação Miami Open

André Sá e o novo Diretor de Relações com os Jogadores da Tennis Australia

Considerado um dos jogadores mais populares do circuito, André Sá já provou seu papel de liderança fora das quadras, incluindo seis anos como representante dos jogadores no ATP Player Council e em um papel de consultoria na ITF.

O novo cargo foi projetado para complementar as fortes relações que já existem entre a Tennis Australia e o grupo de tenistas do circuito mundial. A Tennis Australia promoverá o maior programa de eventos da sua história no próximo verão, com a inclusão da ATP Cup – um evento de 10 dias e de US $ 22 milhões em premiação, em três cidades – além do novo evento masculino e feminino em Adelaide.

“Um dos principais impulsionadores para o nosso verão é avaliar, atender e, idealmente, até superar as necessidades e expectativcas dos tenistas. É um lema que está no nosso DNA ”, disse Craig Tiley, CEO da Tennis Australia.

“Acreditamos que o André é um ótimo complemento para a equipe que adicionará outra faceta às nossas comunicações contínuas com os jogadores e ao serviço que pretendemos melhorar continuamente para os tenistas – uma meta importante em qualquer momento, mas ainda mais vital em uma época de mudança substancial no verão de tênis australiano. ”

“Estou muito motivado com este novo desafio. A Tennis Australia é uma das organizações de tênis mais inovadoras e criativas do mundo, com uma grande equipe de liderança e eu não poderia estar mais feliz em fazer parte dela”, disse Sá.

Sá se aposentou de sua brilhante carreira como jogador em fevereiro do ano passado, depois de 23 anos no circuito. Alguns dos destaques da sua carreira incluem:

 

  • 11 títulos de ATP Duplas
  • Participação em Quatro Jogos Olímpicos (2004, 2008, 2012, 2016)
  • 12 anos representando o Brasil na Copa Davis
  • Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999
  • Melhor ranking de singles ATP: 55
  • Melhor ranking de duplas ATP: 17

 

Foto: João Pires/Fotojump

 

Teliana Pereira inicia temporada 2019 nos torneios do Brasil, em março

A tenista brasileira Teliana Pereira iniciará a temporada 2019 disputando uma série de três torneios no Brasil, a partir de 11 de março, na capital paulista, seguindo para Curitiba e Campinas.

Após quatro meses sem competir, se recuperando de lesões e fortalecendo o corpo, Teliana está fazendo os últimos ajustes para voltar à rotina de torneios. “Precisei colocar o meu corpo em primeiro lugar. O ano passado foi bem difícil. Logo no início machuquei a mão, o que me impediu de seguir o calendário que eu gostaria. Os torneios que eu disputei, achei que estava voltando ao ritmo e algumas semanas joguei muito bem e outras sofri com alguns incômodos físicos,” relatou Teliana. Mas, determinação e vontade nunca faltaram para a pernambucana radicada em Curitiba e que já teve que voltar de lesões e trabalhou duro para alcançar a 43a. posição no ranking mundial (2016). “Voltar não é simples. Eu já passei par isso quando operei o joelho. É preciso muita paciência, uma cabeça muito forte e tempo para recomeçar.”

A vontade de voltar a competir se intensificou depois das duas semanas comentando o Australian Open na ESPN. “Todas as vezes que saia da ESPN eu tinha vontade de ir direto pra quadra. Impossível assistir, comentar e não ter vontade de jogar.”

Mas, antes de retomar a rotina de torneios, Teliana vai aumentar ainda mais a vontade. Ela estará no Rio Open, durante toda a semana do ATP 500, participando de alguns eventos para o torneio, ora com o microfone, ora com a raquete na mão.

“Quero voltar logo, mas ao mesmo tempo tenho que ir com calma. O meu corpo está em primeiro lugar,” avaliou. “Vamos aos poucos. Vou jogar esses torneios do Brasil e depois vamos ver onde entro para decidir se vou para Bogotá ou para a Europa.”

Foto: Detlef Gottwald

Club Top 100 do Rio Open entra na 3ª edição

O Clube Top 100 do Rio Open entra em sua terceira edição e espera contar com a presença de muitos jogadores. Assim como acontece no mais tradicional e glamuroso torneio de tênis do mundo, o de Wimbledon, que convida todos os tenistas que alcançam as quartas de final do Grand Slam inglês para integrar o Last 8 Club, o Rio Open apresentado pela Claro abre as portas, mais uma vez, da maior competição de tênis da América do Sul para os tenistas que integraram o top 100 do ranking mundial.

O Rio Open iniciou o Clube Top 100 em 2017 e agora, nesta 6a edição do maior torneio da América do Sul, de 16 a 24 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, todos os tenistas que estiveram entre os 100 do mundo, no masculino e feminino, simples ou duplas, terão acesso ao evento que contará com quatro tenistas do top 20 do ranking mundial: o austríaco Dominic Thiem (8º), os italianos Fabio Fognini (15º) e Marco Cecchinato (18º) e o argentino Diego Schwartzman (19º), atual campeão.

Além de ver as estrelas do circuito da ATP em quadra, com acompanhante, o Clube Top 100 oferece credencial para acessar o Players Guest Area, espaço exclusivo para convidados dos jogadores.

O Brasil teve 40 atletas no top 100 do ranking, de Gustavo Kuerten a Alexandre Simoni na ATP, passando por Fernando Meligeni, Thomaz Koch, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr, Cassio Motta, entre muitos outros; de Maria Esther Bueno a Gisele Miró, incluindo Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Teliana Pereira, e outros grandes nomes.

“O Club Top 100 é uma iniciativa para prestigiar os jogadores de destaque que fizeram a história do Tenis Brasileiro. Queremos que venham para o Rio Open e sintam-se bem vindos, como se estivessem jogando o torneio!!”, explicou Ricardo Acioly, Diretor de Relações do Rio Open, que chegou a 46a posição no ranking mundial de duplas, em 1986.

Para solicitar a credencial do Clube Top 100, os atletas devem entrar em contato com o Rio Open através do e-mail : atd@immbr.com
O Rio Open acontece de 16 a 24 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro. Ingressos à venda, a partir de R$ 30,00 no www.tudus.com.br/rioopen.
O qualifying será realizado nos dias 16 e 17, com entrada gratuita.

 

A lista dos Top 100 de simples ATP e WTA da Era Aberta

Gustavo Kuerten 1º
Thomaz Bellucci 21º
Thomaz Koch 24º (foi o 12o. antes da Era Aberta)
Fernando Meligeni 25º *
Luiz Mattar 29º
Maria Esther Bueno 29º *foi número um enquanto ainda não existia o ranking da Era Aberta
Marcos Hocevar 30º *
Niege Dias 31º
Jaime Oncins 34º *
Carlos Kirmayr 36º *
Teliana Pereira 43º
Flávio Saretta 44º
Cássio Motta 48º *
Ricardo Mello 50º
Patrícia Medrado 51º
André Sá 55º *
Marcos Daniel 56º

Beatriz Haddad Maia 58o
Júlio Goes 68º
João Souza 69º
Cláudia Monteiro 72º
João Soares 74º *
Andrea Vieira 76º
Thiago Monteiro 74º
Edison Mandarino 81º
Ivan Kley 81º
Givaldo Barbosa 82º *
Rogério Dutra Silva 83º
Thiago Alves 88º
Danilo Marcelino 91º *
Fernando Roese 92º *
Roger Guedes 93º
Alexandre Simoni 96º
Gisele Miró 99o

Duplas

Marcelo Melo 1ª
Bruno Soares 2º
Cássio Motta 4º•
Carlos Kirmayr 6º *
Patricia Medrado 9a *
André Sá 17º *
Jaime Oncins 22º *
Givaldo Barbosa 32º *
Fernando Meligeni 34º *
Gustavo Kuerten 38º *
Marcelo Demoliner 43º

Ricardo Acioly 46º *
João Soares 49ª *
Franco Ferreiro 53º
Luiz Mattar 55º *
Ivan Kley 56º *
Thomaz Koch 60º *
Mauro Menezes 62º
João Souza 70º *
Thomaz Bellucci 70º *
Danilo Marcelino 73º *
Flávio Saretta 78º *
Daniel Melo 79º
César Kist 79º
Nelson Aerts 80º
Fernando Roese 81º *
José Carlos Schmidt 82º
Claudia Monteiro 82a
Dácio Campos 82º
Marcos Hocevar 86º *
André Ghem 88º
Niege Dias 89a.
Vanessa Menga 93a.
Paula Gonçalves 95a.
Antônio Prieto 95º
Fabrício Neis 96º

Djokovic pode derrotar Nadal também em Roland Garros em 2019?

Rafael Nadal é frequentemente mencionado como o rei do saibro, porque ele parece ser simplesmente invencível nesse tipo de superfície. Um exemplo disso é que ele é o atual detentor do maior recorde de vitórias em Roland Garros, com onze títulos a seu favor.

Fonte: Rafa Nadal via Facebook

Apenas dois homens conseguiram derrotá-lo neste torneio: um foi o tenista sueco (atualmente aposentado) Robin Soderling em 2009, e o outro é o atual número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, que fez o seu em 2015. Mas, embora o sérvio já tenha enfrentado este ano a Nadal, ele o venceu em três sets sem deixá-lo nem respirar. Na verdade, como a ESPN descreve, essa vitória foi dentro do Aberto da Austrália, que é jogado em piso sintético e não em terra batida, como em Roland Garros.

Djokovic como o único que pode derrotar Nadal hoje

A rivalidade entre Nadal e Djokovic é uma das mais fortes do mundo do tênis atual, e por isso os dois jogadores europeus habitualmente estão entre os favoritos para ganhar os torneios em que participam. No entanto, Roland Garros é um torneio separado em que Nadal parece simplesmente não ter competição.

De fato, desde 1º de fevereiro, o site de apostas Betfair já dá a Rafael Nadal como o favorito com 54,6%, acima de Novak Djokovic, quem fica como segundo com 36,4% de chances de levar o troféu para casa. Apesar do sérvio estar no topo do ranking da ATP, e de que está iniciando o ano bastante forte, o domínio de Nadal sobre o barro põe as apostas a seu favor.

 

Um fato curioso é que desde 2011 Djokovic já comentava que derrotar Nadal no saibro era o seu maior desafio, como mostra o site esportivo Globoesporte, e só conseguiu completar essa conquista quatro anos depois, superando o espanhol nas quartas de final de Roland Garros, mas ficando a um passo do título, porque perdeu para o suíço Stanislas Wawrinka na final.

Um novo ano, uma nova oportunidade

Em 2019, Djokovic tentará se manter no topo do ranking da ATP e conseguir mais uma vitória no segundo Grand Slam do ano. No entanto, poderá encontrar Nadal o meio do caminho, num jogo em que o espanhol buscaria vingança por sua derrota na Austrália, impondo seu título como o rei do barro.

Um ponto a considerar é que Nadal teve que se abster de participar do torneio ATP Finals em novembro passado, porque sofria de problemas físicos no abdômen e teve que passar por uma cirurgia no tornozelo. A partir daí, o espanhol perdeu o primeiro lugar no ranking mundial para Djokovic, e Roland Garros, será a quadra ideal para recuperar sua posição como o melhor do mundo.

A competição entre Nadal e Djokovic pode chegar a um novo clímax neste 2019 dentro do saibro de Roland Garros, já que, embora o espanhol seja o favorito para vencer o torneio, Djokovic vai chegar num grande momento físico e mental, depois de vencer Nadal de forma tão convincente no primeiro Grand Slam do ano.