Relato: A incrível experiência de participar de um curso de arbitragem com Ricardo Reis

No último final de semana, o Rio Open realizou no Clube Marapendi, no Rio de Janeiro, o Festival Winners 2019, que celebrou o Dia das Crianças com torneios, clínicas e outras atividades, como curso de encordoamento, voltadas para a nova geração do tênis brasileiro.

Entre as atividades da programação, foi oferecido um curso de arbitragem, no sábado, dia 12, com teoria e prática, com o árbitro Ricardo Reis, reconhecido como um dois maiores expoentes brasileiros nesta área, sendo Gold Badge, com uma carreira internacional de sucesso também e supervisor do Rio Open.

Com a curiosidade e o interesse em fazer um curso de arbitragem há algum tempo (e o quase “esquecimento” do Rio de Janeiro no calendário de cursos oferecidos pela CBT), resolvi me inscrever e participar. E posso garantir que foi uma experiência incrível!

O conhecimento e educação o Ricardo Reis são dignos de nota, mas o caráter mais intimista dessa experiência, que contou com aproximadamente 15 participantes, deu um destaque a mais para quem estava ali pra aprender mais sobre as técnicas e o ofício de um juiz de linha.

Desde o início, todos os participantes  foram muito bem recepcionados pelo Ricardo e toda equipe do Rio Open, inicialmente em um salão com recursos multimídias que focou na parte teórica da função, com toda a explicação técnica de alta qualidade.

Além disso, o material didático oferecido a cada aluno – uma apostila de mais de 40 páginas – e toda a atenção do Ricardo, pronto para sanar qualquer dúvida, deixaram a experiência muito mais leve e, digamos, fácil de ser absorvida.

Nesta parte, foi ótima a idéia de exibir alguns vídeos que exemplificam as experiências – e perrengues – enfrentados pelos juízes de linha mundo afora. E claro que casos conhecidos de reclamações efusivas de jogadores e jogadoras (sim, Serena serviu de exemplo. Ou mau exemplo rs) também foram mostrados. Sem dúvida, arrancou boas risadas dos alunos.

Depois, era hora de testar em quadra aquilo que aprendemos em sala. Aproveitando vários jovens tenistas que estavam participando do evento, nos posicionamos em quadra (e pode acreditar, essa é uma parte que gera muita confusão) com toda a orientação do Ricardo. E olha, o início não é fácil. Até acostumar, é um show de marcações atrapalhadas, de gritar “out” e marcar bola boa. E vice versa. Foi até engraçado.

Tudo na arbitragem é muito técnico. Começando pelo posicionamento, de pé ou sentado, a posição dos braços, o time entre a chamada e o movimento do braço. Tudo é ou deve ser bem sincronizado, dentro de um padrão.

Minha primeira experiência em quadra foi ficar sentado, marcando a linha de base. Eu estava nervoso, não posso negar. Atenção (ou tensão) total! Primeira bola longa e…”OUT”. Convicto! Movimento certinho (pelo menos na minha cabeça), chamada perfeita, mas será que foi mesmo? Modéstia a parte, a confirmação veio com um: “Isso, convicto. Muito legal!”e um sinal de positivo do próprio Ricardo Reis. Ufa…é um alívio e uma moral tão grande que até deu vontade de tomar conta da linha de saque de um jogo da Serena no US Open! Rs.

Brincadeiras à parte, o evento foi incrível! Muitas crianças, muitas famílias, diversão, comida boa e de qualidade oferecida pelo próprio Rio Open, muito tênis e, principalmente, muito aprendizado!

E pra quem tiver o interesse e a oportunidade de participar de um curso como esse com o Ricardo, vale muito a pena! O conhecimento é imenso e, sem dúvida, a visão passa a ser outra, especialmente dos detalhes que acontecem em uma partida de tênis. Só posso agradecer ao Rio Open e ao grande Ricardo Reis!

Por Filipe Alves

Torneio de tênis em Xangai tem nomes brasileiros em destaque

O brasileiro Marcelo Pinheiro Davi de Melo, está presente no ranking dos 100 maiores tenistas do país. Nascido em Belo Horizonte o tenista se destaca na categoria de duplas, onde alcançou o posto de número 1 pela primeira vez em 2015.

A história desse tenista não começou agora,hoje Marcelo é conhecido como um dos maiores tenistas do mundo na categoria duplista e já coleciona mais de trinta títulos.

Em 02 de novembro de 2015 o tenista entrou definitivamente para a história do tênis. Foi em Paris que o brasileiro brilhou vencendo o torneio de duplas sobre os, então melhores, Bob e Mike Bryan. Foi também nessa data que Marcelo Melo se transformou oficialmente no numero 1 do ranking de duplas ATP.

Melo participa do torneio de tênis em Xangai e junto com sua dupla, o polonês Lukasz Kubot, os dois deram mais um importante passo na luta por mais um titulo mundial.

Em entrevista Melo demonstra alegria e declara que apesar de um inicio considerado bom, eles cresceram ao longo da partida e acabaram definindo a vitória no match tie-break. Agora é montar uma estratégia para a próxima disputa. códigos promocionais.

Após mais uma boa apresentação no Masters 1000 Xangai, a dupla chegou às quartas de final e sua próxima disputa será contra seu ex parceiro, o croata Ivan Dodig, que joga ao lado do eslovaco Filip Polasek, lembrando que a dupla vem de uma vitória em cima de Rojer e Tecau por 7/6(6) 6/7(4) 10-7.

Uma derrota que surpreendeu a todos foi a do Novak Djokovic e do seu compatriota Filip Krajinovic por 6/3 6/2. A derrota foi diante da dupla britânica Jamie Murray e Neal Skupski em 58 minutos pelas oitavas de final.

Outro brasileiro que merece destaque é o cearense Thiago Monteiro, que disputa o torneio pela série Challenger de Santo Domingo, na República Dominicana. O Atleta que é um dos principais favoritos ao titulo, é também o centésimo sexto no ranking. O tenista teve um duelo contra outro brasileiro, o gaúcho Oscar Gutierrez, sendo preciso 1h42 em quadra para triunfar na partida por 6/3 7/5, tendo ainda que salvar três set points no 5/4 do segundo set.

Agora resta aguardar pela definição do duelo entre o favorito espanhol Mario Martinez e o chileno Alejandro Tabillo.

Alguns dos tenistas esperam ganhar destaque em Xangai para adquirir pontos e disputar o ATP Finals. Cinco nomes já estão confirmados: Federer, Nadal, Djokovic, Medvedev e Thiem. Alexander Zverev, Tsitsipas são postulantes para preencher as vagas, no caso, faltam três.

O número 1 do mundo, Novak Djokovic, atual campeão dos Masters 1000 Chinês, precisou de 1h14 para fazer 7/5 e 6/3 em uma vitória em cima do norte americano John Isner.

Masters 1000 de Xangai

Data: segunda-feira até domingo, 06 a 13 de outubro de 2019

Horário: madrugada e período da manhã

Local: Xangai, China

Melhor campanha de Guga em Wimbledon, quartas de final, completa 20 anos

O ano era 1999. Há exatos 20 anos. Depois de duas derrotas na estreia, em 97 e em 98, naqueles anos em que a grama quase parecia uma pista de patinação no gelo de tão rápida, Gustavo Kuerten fazia a sua melhor campanha no Grand Slam da grama, piso pouco simpático aos brasileiros, de forma geral. 

Há exceções, claro, a principal é Maria Esther Bueno, tricampeã de simples e pentacampeã de duplas em Londres.

O fato é que intimidade com grama pra brasileiro, historicamente, é no futebol. No tênis, nem mesmo Guga tinha facilidade.

Há 20 anos, porém, a História foi diferente. Depois de chegar às quartas de Roland Garros, quando perdeu para Medvedev, Guga jogava sem grande responsabilidade na grama, apesar de chegar como cabeça de chave nº 11.

Na verdade, fez pouca coisa diferente. Como já estava acostumado, ficou hospedado em uma casa alugada no Wimbledon Park, e se preparou nos poucos dias de sol antes do torneio começar, sem eventos de preparação.

Um detalhe fundamental dessa campanha é que Guga jamais havia vencido um único jogo na grama em toda sua carreira. Exatamente isso: Em 4 partidas disputadas, sendo duas pela chave principal de Wimbledon, Guga nunca havia triunfado na grama, incluindo uma derrota para o norte-americano Justin Gimelstob, atualmente envolvido em uma polêmica no conselho de jogadores da ATP, na edição de 1997.

Aliás, foi neste mesmo ano, em que conquistou seu primeiro Roland Garros, que Guga fez uma aposta com Larri Passos: Se o brasileiro chegasse às quartas de Wimbledon, o treinador rasparia a sua cabeça! Bom, não foi exatamente naquele ano, mas dois anos depois, Guga começou sua campanha diante do norte-americano Chris Wilkinson, vencendo por triplo 6/4 e desencalhando na grama.

Depois, mais duas vitórias por 3×0. A primeira, sobre o alemão David Prinosil. A outra sobre o sérvio Nenad Zimonjic, que anos depois também fez muito sucesso como duplista, chegando ao topo do ranking.

As coisas começaram a complicar nas oitavas, quando precisou de quatro parciais diante do suíço Lorenzo Mata. Depoís, ficou difícil de vez: Andre Agassi.

Depois do adiamento da partida causado pela chuva, Guga perdeu ritmo de jogo e o norte-americano não deu chances ao manezinho da ilha, venceu por 3×0 e encerrou a melhor campanha do nosso nº 1 do mundo nas quadras do All England Lawn Tennis and Croquet Club.

Pelo menos, Larri cumpriu sua promessa e no dia seguinte à vitória sobre Mata, apareceu com a cabeça de fato raspada, virando não apenas um visual de ocasião, mas uma marca registrada.

A edição de 99 também ficou marcada pela presença de Rubens Barrichello na torcida pelo tenista nas arquibancadas de Londres. Rubinho havia corrido no fim de semana no GP da França e foi até Wimbledon torcer por Guga.

Na época, Guga disse que chegar às quartas era “a realização de um sonho.” E de fato foi.

Depois, em 2002, André Sá igualou o feito de Guga e também chegou às quartas de final do torneio, quando parou diante do ídolo local, Tim Henman.

Para Guga, competir em Wimbledon, com apenas duas semanas de intervalo entre o torneio de Roland Garros e o Grand Slam da grama era difícil, depois da longa temporada de saibro (hoje são 3 semanas de intervalo). Ele viria jogar Wimbledon apenas mais duas vezes, alcançando a terceira rodada no ano 2000 e a 2a. em 2003.

Projeto Tênis na Lagoa celebra 15 anos com festa, sorrisos e sucesso

Sol, alegria, amigos e muita festa. Foi assim a comemoração dos 15 anos do Projeto Tênis na Lagoa, no dia 9 de junho, em duas quadras ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas.
A festa contou com muita comida, brincadeiras e a presença de alunos, pais, professores e voluntários. Celebridades também marcaram presença e prestigiaram o evento, como a atriz Malu Mader e a primeira-dama do Rio de Janeiro, Sylvia Jane.
O Projeto ainda teve um presente surpresa de aniversário. Presentes, aliás. Todos os alunos ganharam uniformes novos, cedidos por uma confecção parceira do Tênis na Lagoa.
Iniciativa idealizada e administrada pelo casal Alexandre e Paula Borges, o projeto atende cerca de 250 jovens entre 6 e 18 anos e, nesses 15, já viu atletas conquistando títulos importantes, vagas em academias na Europa e nos Estados Unidos, conseguindo bolsa de estudos em universidades e, o mais importante, crescendo enquanto cidadãos.
– Nesses 15 anos, pude proporcionar educação, disciplina e diversão à essas crianças, além de apresentá-las ao esporte que eu tanto amo, o tênis. A expectativa para os próximos 15 é sempre melhorar e continuar formando cidadãos, principalmente com educação – disse Alexandre, em discurso durante a festa.

Brasileiro vence e ganha o Wild Card para a chave Jr de Roland Garros

O brasileiro Gustavo Heide integrará a chave juvenil de Roland Garros.

Depois de ter vencido a fase nacional, há dois meses, em Santa Catarina, Gustavo Heide viajou para Paris e lutou pela vaga contra o chinês Li Zixuan, vencendo por 6/0 6/2 e contra o indiano Mann Shah, em que venceu por 7/5 6/3, se tornando o campeão do Roland Garros Junior Wild Card Series by Oppo.

Heide, de Ribeirão Preto, disputará o torneio junior a partir da semana que vem, no memos local onde é disputado o Grand Slam francês.

Diana Gabanyi

Instituto Próxima Geração lança projeto social para o tênis

Com a meta de fomentar a formação e desenvolvimento de cidadãos e estimular a transformação social de comunidades carentes através do esporte, nasceu em setembro o Instituto Próxima Geração.

Sob a tutela do ex-tenista profissional Mauro Menezes e do treinador Douglas Santana, o Instituto tem por meta envolver jovens de 8 a 18 anos que estejam cursando o Ensino Fundamental ou Médio, oferecendo uma oportunidade de socialização, formação profissional e quem sabe até mesmo um atleta de nível competitivo.

O primeiro projeto do Instituto será desenvolvido com o tênis, esporte familiar a seus idealizadores, e foi batizado de ‘Primeiros Campeões’.
“O tênis tem um grande poder de desenvolvimento físico, emocional e social. Ao mesmo tempo que exige disciplina e habilidade motora, ele também ensina valores como justiça, dedicação e resiliência”, afirma Menezes, um dos mais importantes tenistas brasileiros da Era Moderna, que integrou o time nacional da Copa Davis.

Embora o Próximos Campeões esteja aberto a qualquer criança interessada, o foco são escolas. “Na primeira etapa, vamos atuar na Zona Oeste de São Paulo com uma grande estrutura”, revela Santana. “Haverá um programa específico por faixa etária e, além das aulas de tênis, preparo físico. O Instituto irá oferecer assessoria psicológica e nutricional e ainda curso gratuito de Inglês para os alunos que se destacarem positivamente”.

O lançamento do Projeto Próximos Campeões será nesta segunda-feira, dia 1º de outubro, com sede na academia Barley Tênis, um complexo com quatro quadras de saibro cobertas, espaço para preparação física e sala para aulas de Inglês.

Os interessados em participar do Projeto devem procurar o Instituto através do email contato@institutoproximageracao.org.brou do fone/whats (11) 97173-6262. A inscrição é totalmente gratuita.

O Instituto Próxima Geração é um projeto social realizado em parceria com a BV, marca de Varejo do Banco Votorantim.

Tênis de excelência retorna à O2 Arena

Para os amantes do tênis, o mês de novembro fica marcado pela realização da Nitto ATP Finals, na O2 Arena. Os melhores jogam na arena londrina entre 11 e 18 de novembro. Novak Djokovic poderá igualar Roger Federer como vencedor máximo da competição.

A elite do tênis mundial vai estar na O2 Arena, em Londres. Os oito melhores colocados do ranking ATP, assim como as oito melhores duplas da temporada, vão a jogo na arena britânica. Essa é considerada a prova mais importante do calendário a seguir aos quatro GrandSlams e as primeiras odds para o torneio já podem ser encontradas na Betfair.

Comecemos por introduzir a estrutura competitiva do evento. Contrariamente ao que sucede nos demais eventos do circuito mundial da ATP, esse torneio não se disputa por eliminação direta. A organização da prova divide os oito atletas a concurso em dois grupos de quatro, sendo que o mesmo se aplica na categoria das duplas. Em cada grupo, todos jogam contra todos e os dois melhores de cada grupo se apuram para as semis, disputando posteriormente a final.

Desde 1997 que esse torneio se disputa em piso duro. A O2 Arena, com capacidade para 20 mil espetadores, recebe o certame desde 2009 e, segundo a ATP, a prova permanecerá em Londres até 2020.

Federer é o vencedor máximo  

O vencedor máximo em singulares é Roger Federer, tenista suíço que venceu a prova em seis ocasiões, duas delas na O2 Arena, em Londres. A primeira vitória do atleta helvético remonta a 2003, ano em que derrotou o norte-americano Andre Agassi. Um ano depois, levou a melhor sobre o australiano Lleyton Hewitt. Roger tem essa particularidade: em seis vitórias no torneio, triunfou sempre em pares de anos consecutivos: após as conquistas de 2003 e 2004, venceu James Blake em 2006 e David Ferrer em 2007; mais tarde, Federer venceu Rafael Nadal em 2010 e Tsonga em 2011.

Na última edição do torneio, em 2017, o búlgaro Grigor Dimitrov superou ao belga David Goffin na final ao vencer por dois a um (7-5, 4-6, 6-3).

Novak Djokovic pode igualar o suíço

2008, 2012, 2013, 2014 e 2015. Novak Djokovic já conquistou esse Nitto ATP em cinco ocasiões, quatro delas de forma consecutiva e, nessas quatro, três ante Federer – em 2014, o suíço desistiu. O domínio de Novak na competição terminou às mãos de um atleta da “casa”, em 2016, perdendo para Andy Murray por dois a zero (6-3, 6-4).

O Niito ATP reúne os oito melhores do ranking ATP da temporada e podem existir alterações na classificação até o torneio que antecede a realização da prova na O2 Arena. Porém, são várias as presenças já confirmadas, entre elas as de Novak Djokovic e Roger Federer, a menos que questões físicas impeçam os tenistas de irem a Londres. Além de Roger e Novak, Juan Martin Del Potro, Rafael Nadal e Alexander Zverev foram os primeiros tenistas a confirmarem presença na prova.

Mais uma conquista de Yannick Noah

Maior personalidade da França no esporte e na música por muitos anos seguidos, último campeão de Roland Garros (em 1983), Yannick Noah estava um pouco afastado do esporte quando resolveu assumir o cargo de capitão da Copa Davis, novamente, em 2016. Jogava algumas exibições – inclusive veio ao Rio em 2012 jogar no Jockey Club Brasileiro -, manteve o seu projeto Fete le Mur, espalhando o tênis pela França, mas queria mais é saber de tocar (e olha que ele chegou a levar 80.000 pessoas ao Stade de France), suas músicas ficaram no hit parade por semanas seguidas e aproveitar a vida e a família.

Mas, ao ver a França perder para a Suíça de Roger Federer, no mesmo estádio de Lille, onde hoje conquistou a sua 10a saladeira, Yannick Noah não se conteve.

Criticou os jogadores, criticou a estrutura criada em volta e criticou o então capitão Arnaud Clement, ex-jogador e mais amigo dos tenistas que um líder do time.

Se colocou `a disposição da Federação Francesa para fazer a equipe ganhar a Davis. Seu antecessor e sucessor – quando ele deixou o posto pela primeira vez depois das conquistas de 1991 e 1996 – chegou a vencer a Taça em 2001, diante da Austrália, mas com o passar do tempo já não tinha tanta influência sobre os jogadores.

Noah reclamou do buzz midiático em volta da equipe exagerado; criticou a falta de entrega dos jogadores que pareciam não estar lá e colocou como missão mostrar os valores da Davis para os tenistas.

Foi difícil no começo. Essa geração, que nunca havia ganhado a Davis até hoje diante da Bélgica, nem venceu Grand Slam, vem sendo considerada há mais de década como a melhor era de jogadores franceses. Tsonga, Monfils, Gasquet, Simon, os mosqueteiros modernos, mais o jovem Pouille, Herbert, Mahut, Bennetteau, estavam todos vendo o tempo passar.

Noah msotrou a todos que o tempo estava voando e não estava passando. Precisavam mudar de atitude rapidamente.

No começo não foi fácil. Teve desavenças com alguns jogadores. Chamou Pioline para trabalhar ao seu lado e foi com as suas convicções para o circuito.

Aos poucos foi mostrando seu estilo de trabalhar e convencendo jogadores da importância de jogar aqueles confrontos na Ásia, ou em outro tipo de piso no meio da temporada, logo depois de um Grand Slam.

Com isso foi unindo a equipe e os egos foram diminuindo. Hoje todos se tornaram heróis, graças ao maior herói da Franca, Yannick Noah. (link para um outro texto que escrevi sobre ele, para conhecer mais do mito).

A história improvável de Noah, que foi descoberto por Arthur Ashe – detalhes deste encontro são relatados no livro do Richard Evans, The Roving Eya – em um tour pela África, nos Camarões, continua.

Diana Gabanyi

Rio Open levará para a IMG Academy alunos de projetos sociais apoiados pelo torneio

O Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, não só movimenta os grandes tenistas da atualidade como oferece oportunidades para o crescimento do esporte no Rio e no Brasil. Desde sua primeira edição, a organização do evento apoia projetos que usam o tênis como ferramenta de desenvolvimento humano e inclusão social.

Em 2017, uma das ações realizadas durante o Rio Open foi o Torneio Winners,  disputado nas quadras do Jockey Club, com a participação de alunos dos cinco projetos sociais apoiados pelo torneio: Instituto Futuro Bom, Tênis na Lagoa, Tênis Solidário, Escolinha de Tênis Fabiano de Paula e Arremessar para o Futuro.  A premiação: uma semana de treinamento na IMG Academy (EUA), liderada por Nick Bollettieri, considerado um “mago” do tênis por descobrir e lapidar nomes como o americano Andre Agassi e a russa Maria Sharapova.

Seis crianças e jovens que participaram do Winners  — um de cada projeto e mais um sorteado entre os campeões — embarcam no próximo dia 22 para esta experiência única. Os coordenadores dos projetos sociais acompanharão o grupo, assim como Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

“Se participar do Rio Open já é uma experiência transformadora para eles, essa viagem vai marcar para sempre. Torço para que sirva de incentivo para que eles continuem se desenvolvendo como cidadãos e sendo exemplos nos projetos sociais dos quais fazem parte.  É muito gratificante podermos proporcionar isso”, disse Luiz Carvalho, o Lui.

Dentro da programação estão previstos treinos em quadra (com diferentes enfoques), treinos de condicionamento físico, partidas de tênis, além de atividades em sala focadas em estratégia de jogo, condicionamento mental, nutrição e o uso de equipamentos.

Além da programação esportiva, os alunos, que ficarão alojados na própria instalação onde os atletas da academia ficam, terão oportunidade de conhecer a Disney.

Vale ressaltar que, neste ano, a ação social do Rio Open foi premiada pela ATP, através do Programa Aces for Charity, de incentivo a causas sociais.

 

Prêmio IGK comemora 15 anos

O Instituto Guga Kuerten revelou, ontem à noite, o nome dos oito vencedores do Prêmio IGK – A Grande Jogada Social. A 15ª edição do evento reuniu convidados no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, para conhecer os projetos sociais e de comunicação em destaque no ano. A cerimônia de entrega da premiação foi finalizada com o tricampeão no palco, cantando reggae ao lado dos músicos da “Marley in Camerata”.

Acompanhado por toda a Família Kuerten, Guga assistiu as peças de teatro da APAE e a performance dos bailarinos do IGKDance, grupo de dança dos educandos do Instituto Guga Kuerten. As atrações foram intercaladas com as premiações e agradecimentos às empresas parceiras que apoiam os programas do IGK, fundado há 17 anos.  O objetivo do Prêmio IGK é garantir visibilidade à pessoas e instituições que trabalham em prol da educação com crianças ou desenvolvam projetos para pessoas com deficiência, em Santa Catarina.

“Se a gente olhar para trás para analisar esses 17 anos levaríamos um susto. Mas, fomos, a cada dia, construindo e vivendo esse sonho”, explicou Guga ao lembrar que o Instituto já beneficiou 74 mil pessoas.  “No Prêmio IGK a gente tenta trazer para vocês o que acontece no dia-a-dia dos projetos, um trabalho que é realizado com muita alegria e determinação. Fazemos tudo isso em troca de um sorriso, de um abraço é isso que nos dá energia para ir adiante”, resumiu o líder do ranking profissional no ano 2000.

Antes de encerrar o evento, Guga aceitou o “desafio” dos músicos da Marley in Camerata que desenvolvem projetos de aproximação da música erudita com gêneros populares. No palco, ele interpretou dois clássicos de Bob Marley: One Drop e Three Little Birds, para os 700 convidados que prestigiaram o 15º Prêmio IGK – A Grande Jogada Social.

Confira abaixo a lista dos vencedores:

15º PRÊMIO IGK – A GRANDE JOGADA SOCIAL

– Categoria Jornalismo I: Guilherme Lira – SC Mais / NSC TV
– Categoria Jornalismo II: Marcelo Siqueira – Compreendendo o amigo paralímpico / NSC TV (Florianópolis)
– Categoria Inclusão no Esporte: Cleiton Luiz Tamazzia – Projeto Pernas Solidárias (Joinville)
– Categoria Mobilização Comunitária: Carina Zagonel – Projeto Armário Coletivo (Florianópolis)
– Categoria Ação Educativa Ambiental: Monitoramento Mirim Costeiro (Garopaba)
– Categoria Ação Educativa de Prevenção: APAE de Xaxim – Projeto Concurso de prevenção a novos casos de deficiência através da rádio-novela
– Categoria Inclusão no Esporte: ACIC (Associação Catarinense para o Cego) – Projeto O esporte como estratégia de inclusão
– Categoria Especial: Augusto Delfino – primeiro bacharel em Educação Física, com paralisia cerebral do Brasil

Foto – divulgação…