Instituto Guga Kuerten premia pessoas que realizaram ações especiais na pandemia

18ª edição do Prêmio IGK – A Grande Jogada Social ficará na memória de todos que fizeram parte. Em um evento intimista e muito especial, realizado na última semana, na sede do IGK, em Florianópolis, foram conhecidas as cinco histórias, que de alguma forma contribuíram para a transformação da sociedade e levaram o Prêmio. De diferentes cidades catarinenses, personagens únicos trouxeram à tona histórias que fizeram a diferença na pandemia da Covid-19 para encher os olhos de lágrimas e o coração de esperança.

Uma manhã pra ficar na história! Alice Kuerten, presidente do Instituto Guga Kuerten, trouxe no discurso de encerramento a alegria de, em mais um ano, fazer parte desse momento que é tão importante na vida de cada um. “Queremos que ações como essas contaminem outras pessoas a realizarem coisas boas.” finaliza Alice.

Em busca de histórias instigantes e inspiradoras, o IGK atua em 187 municípios e 560 projetos dentro de instituições que atendem pessoas com deficiência. O Instituto mantém o legado oferecendo apoio à 500 crianças/adolescentes em projetos que utilizam o esporte como ferramenta educacional.

Conheça os vencedores da 18ª edição do Prêmio IGK – A Grande Jogada Social:

1 – Pai que pedala 28 km para buscar a lição dos filhos

Personagem: Edenilson Wielgosz

Com os três filhos em casa, devido à pandemia, Edenilson pedala 28 km uma vez por semana em busca das lições escolares dos filhos. Sem acesso à Internet onde moram, a única opção é buscar as atividades pedalando. “Não quero que eles parem de estudar, quero que tenham um futuro bom e por isso faço o que faço.” diz Edenilson. 

2 – Avó aprende a ler com o neto na pandemia por meio de aula virtual

Personagens: Marlene e Eduardo Hinckel

Durante a pandemia, devido às restrições e necessidade de aulas on-line, o neto Eduardo Hinckel, 7 anos, ensina a avó Marlene, 63 anos, a ler e escrever. A alfabetização com amor uniu ainda mais essa família. “Eu estava no fundo do poço, vim lá do interior, de chinelo, trabalhei na lavoura e hoje estou aqui, recebendo esse prêmio. Foi na pandemia que eu me realizei e aprendi aquilo que eu mais queria: escrever e ler. Nunca é tarde para aprender.” comenta Marlene.

3 – Adolescente de SC faz crochê para complementar a renda da família

Personagem: André Luiz Müller

Aos 13 anos de idade, André aprendeu crochê com a avó e a Internet para complementar a renda familiar. “Além de ser uma arte muito bonita, ela é uma terapia, você se desestressa e coloca todo o teu sentimento nela.”, comenta André. Um hobbie que desde o ano passado ajuda a trazer dinheiro para dentro de casa, onde a mãe, Luciane Aparecida Simão, que teve Paralisia Infantil tem dificuldade para conseguir emprego. “Eu sinto muito orgulho do André e tudo que ele faz pela nossa família.” diz Luciane.

4 – Geladeira Solidária

Personagem: Gustavo Aguiar dos Santos

Gustavo, de apenas 7 anos, criou uma geladeira solidária que une quem pode ajudar a quem precisa de ajuda. A geladeira foi instalada às margens da Avenida Getúlio Vargas, em Araranguá. “A melhor parte é sempre de poder ajudar as pessoas.” comenta o pequeno.

5 – Crianças vendem limonada para ajudar hospital de Santa Catarina

Personagens: Alice Weiss e Davi Santana

Duas crianças de apenas 8 anos tiveram a ideia de promover uma ação para ajudar financeiramente o hospital de Campos Novos, no meio-oeste catarinense. Os primos Alice e Davi venderam uma jarra de limonada em 4 horas e destinaram os R$38 arrecadados ao hospital. Mesmo sendo um valor simbólico mostra a grandiosidade da ação dessas crianças.

Torneios profissionais em São Paulo têm inscrições abertas

São Paulo (SP) -Com o impedimento de se realizar torneios internacionais válidos pelo ranking mundial, norma que continua em vigor na Federação Internacional para o Brasil, o Instituto Esperança do Amanhã irá promover dois eventos femininos e um masculino nos meses de julho e agosto para dar ritmo de competição a uma série de jogadores que ainda não conseguiram normalizar seus calendários no exterior.

Cada competição das mulheres dará premiação total de R$ 7.500 e acontecerá nas semanas de 19 a 25 de julho e de 2 a 8 de agosto, com chaves de simples e duplas. Já o torneio dos homens terá premiação de R$ 10 mil e será realizado entre 26 de julho e 1º de agosto, também com chaves de simples e duplas. As inscrições seguem abertas e devem ser feitas no site da Confederação Brasileira de Tênis.

O local dos três torneios será confirmado nos próximos dias, porém por precaução todos eles acontecerão sem a presença de público. Os protocolos de higiene e de prevenção à covid-19 serão respeitados para os tenistas participantes.

“Há uma série de jogadores brasileiros que ainda não conseguiram reativar seus calendários de torneios válidos pelo ranking mundial devido à pandemia e à falta de patrocinadores. Assim, o Instituto acha importante abrir espaço para que eles retomem o melhor o ritmo de competição e também obtenham premiação que ajude na retomada das carreiras”, afirma José Mauro Wasserfirer, diretor dos torneios.

Este série de eventos acompanhará os quatro torneios que a própria Confederação programou para julho, todos eles também voltados para jogadores nacionais.

Foto – divulgação Instituto Esperança do Amanhã

Turn on the Light traz ao Brasil Rafael Nadal Academy

Turn on The Light, agência criadora do Caioba – maior soccer camp da América Latina, anuncia seu próximo passo em experiência transformadora pelo esporte. Tico Sahyoun e Antonio Khouri, sócios da TT trazem ao Brasil, a partir de janeiro de 2022, a Rafael Nadal Academy, a melhor academia de tênis do mundo, liderada por um dos maiores ícones da modalidade na atualidade. 

“Acreditamos no esporte como ferramenta de transformação, relacionamento e experiência. Ser parceiro e trazer uma marca como essa nos faz ter a certeza de um caminho muito promissor, com grandes nomes que basearam sua carreira em valores e grandes conquistas”, afirma Tico Sahyoun, idealizador do projeto e sócio diretor da TT.

A ação está prevista para iniciar suas atividades em janeiro de 2022, considerando e respeitando todos os protocolos de segurança e saúde considerando a pandemia COVID-19. Em quinze dias, os camps acontecem em São Paulo, primeiro no Club Med Lake Paradise, e na sequência em um condomínio no Interior também do Estado. A evolução prevê também o intercâmbio dos participantes com a sede, em Mallorca.

“Nascemos com projetos proprietários, como o Caioba Soccer Camp, fruto de uma excelente ideia, que ganhou o mundo. Ele deu origem ao maior CAMP da América Latina, recheado de experiências para todos os convidados. Esse não vai ser diferente.”, completa Antonio Khouri.

Especial 20 anos do tri: Guga é tricampeão em Paris e entra para a História de Roland Garros

Com a vitória deste domingo sobre o espanhol Alex Corretja por 6/7(3), 7/5, 6/2 e 6/0, Guga, além de conquistar o tricampeonato em Roland Garros, entra para a seleta lista de tenistas profissionais que subiram ao lugar mais alto do pódio pelo menos três vezes. Junto ao brasileiro, figuram na lista Bjorn Borg, Mats Wilander e Ivan Lendl. Como se não bastasse, Guga passará a ser o número 1 na Corrida dos Campeões e continuará na liderança do Sistema de Entradas (ranking mundial).
Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Para chegar até mais esta final, Guga teve que derrotar, respectivamente, Guillermo Coria, Agustin Caleri, Karim Alami, Michael Russel, Yevgeny Kafelnikov, Juan Carlos Ferrero e, nesta final, Alex Corretja.


As conquistas de Guga em Roland Garros tiveram início em 1994, quando ele jogou no juvenil e triunfou na competição de duplas, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Em 1997, Guga venceu pela 1ª vez o torneio sem ser favorito, entrando na competição na 66ª posição do Sistema de Entradas. Na sua segunda conquista, no ano passado, Guga enfrentou o sueco Magnus Normam na final e faturou o troféu pela segunda vez. Com este resultado, o brasileiro pulou do segundo lugar na Corrida dos Campeões para o topo do ranking pela primeira vez na carreira.


RANKINGS DA ATP – Com esta grande conquista de hoje, Guga repete o feito do ano passado e pula da terceira posição para a liderança na Corrida dos Campeões. O tri em Roland Garros rendeu a Guga 200 pontos na Corrida e garantiu 1000 pontos no Sistema de Entradas.

Especial 20 anos do tri: Guga vence Kafelnivov e está na semifinal de Roland Garros

Release enviado após a quinta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 05 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na semifinal do torneio de Roland Garros, um dos eventos mais importantes do circuito mundial. Nesta terça-feira, com uma atuação impecável, ele derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, por 3 sets a 1, parciais de 6/1 3/6 7/6 (3) 6/4, em 2h32min de jogo e decide, na sexta-feira, pela terceira vez na carreira, uma vaga na final do torneio. O adversário é o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Depois de ter ganhado uma nova vida no torneio, ao salvar um match point na partida de oitavas-de-final contra Michael Russell, Guga entrou solto na quadra Philippe Chatrier e com o objetivo de surpreender Kafelnikov, campeão de Roland Garros em 1996. E foram necessários apenas 18 minutos para Guga mostrar isso ao russo, 7o. colocado no ranking mundial. Nesse tempo, Guga fechou o 1º set, com duas quebras de serviço no 2/1 e no 4/1 e só perdendo três pontos no seu saque no set inteiro.

No 2ºset, foi a vez de Kafelnikov tomar conta da partida e ele e Guga começaram a protagonizar um belíssimo espetáculo de tênis em Roland Garros. No 1/2 ele conseguiu uma quebra de saque e manteve o seu serviço para fechar o set em 6/3, com um ace. No 3º set, o russo chegou a estar bem perto de sacar para a série, quando no 4/4, Guga sacava com 0/40. Guga se salvou desses três break points e de outros dois no mesmo game e conseguiu levar a decisão para o tie-break, em que entrou concentrado, jogando ponto por ponto e venceu por 7/3.

No 4º set, Guga saiu na frente e abriu 3/0 com duas quebras de serviço do adversário. Mas, Kafelnikov não quis se entregar e ainda conseguiu quebrar o saque de Guga mais uma vez, no 3/0. Mas foi só o que Guga deixou o russo fazer, além dos aplausos que recebeu do próprio adversário, ao dar uma passada de esquerda paralela espetacular. No 4/3 salvou dois break points para sacar para a vitória no 5/4 e celebrar a passagem à semifinal com uma bola de Kafelnikov que ficou na rede.

“Quando a minha primeira bola entrou em jogo eu já estava sentindo-a bem melhor na minha raquete, do que no jogo contra o Russell. Eu sabia que tinha que começar bem no jogo, até para surpreendê-lo um pouco e mostrar que eu estava sólido. Ele esperava que eu jogasse mais cruzado e eu estava indo mais para a parelala e arrisacando mais do que o normal. No Masters, em Lisboa, joguei assim com ele e deu certo,” contou Guga, muito feliz por estar, pela terceira vez, na semifinal de um Grand Slam e especialmente em Roland Garros, seu torneio favorito.

“Tenho agora que desfrutar um pouco disso. Passei por uma maratona antes desses jogos e não é todo dia que você está na semifinal de um Grand Slam. Tive as melhores sensações da minha vida no tênis nesta quadra central de Roland Garros e vou lutar muito para estar pela terceira vez na final,” comemorou o número um do mundo, que em nove confrontos venceu Kafelnikov seis vezes, incluindo a vitória desta terça-feira e outras duas nas quartas-de-final deste mesmo torneio, nos anos em que foi campeão, 1997 e 2000.

“Já estão dizendo que o Kafelnikov é o meu amuleto e tomara que seja mesmo, mas não é isso que vai me fazer ganhar o torneio. Os jogos contra o Kafelnikov são sempre como jogos de xadrez, em que um ponto pode mudar tudo e você tem que estar focado, no jogo o tempo todo. Agora me vejo com boas chances de ganhar outra vez, mas vou ter que estar muito forte mentalmente”, concluiu Guga, que foi chamado por Kafelnikov de um Picasso das quadras, pelas mágicas que faz com sua esquerda. “Ele falou isso porque nunca me viu desenhando. Talvez eu possa fazer mágica na quadra, mas quando pego o papel sou como um jogador do qualifying.”

O técnico Larri Passos, que está com Guga há 11 anos, se emocionou tanto quanto o seu pupilo ao vê-lo alcançar a semifinal de Roland Garros pela terceira vez e, com lágrimas nos olhos, disse que uma das principais coisas que Guga continua fazendo é o trabalho duro. “Hoje, antes do jogo nós aquecemos por 45 minutos e isso é fundamental. O Guga é número um do mundo e continua dando duro. Ele jogou um 1ºset incrível contra o Kafelnikov e o principal nos próximos dois dias vai ser trabalhar duro e fazer a recuperação física também.” O técnico também aproveitou para explicar que não tem falado muito com a imprensa porque “aprendi com os chineses, que os sábios não falam e eu porque não sou sábio e tenho que aprender a cada dia, me calo.”

Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) ficará agora dois dias sem jogar antes da semifinal com Juan Carlos Ferrero (4o. colocado no ranking mundial e 2o. na Corrida dos Campeões), um rival que enfrentou duas vezes. Uma, na semifinal do ano passado, em que venceu em cinco sets e a outra, na final do Masters Series de Roma, há três semanas, em que perdeu em cinco sets.

“O Ferrero é o cara que mais me impressionou nesta temporada e com certeza vai ser um jogo muito duro,” antecipou Guga, que já garantiu 450 pontos no ranking mundial e outros 90 na Corrida dos Campeões. Se avançar à decisão, fica com 700 e 140, respectivamente.

Especial 20 anos do tri: Guga supera Alami e garante vaga nas oitavas de Roland Garros

Release enviado após a terceira partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 01 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha em Roland Garros, nesta sexta-feira. Em uma partida emocionante, com duração de 3h11min, ele superou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (3) 7/6 (5) 6/2 e enfrenta, no domingo, Michael Russel, dos Estados Unidos.

Quando Guga entrou na quadra Suzanne Lenglen já passavam das 17h em Paris e, desde o início do jogo, com as arquibancadas praticamente lotadas a atmosfera era de uma grande partida. Guga começou bem o jogo, quebrando o saque de Alami no segundo game. No seguinte, perdeu o seu, mas fez outra quebra no 3/2 e no 5/3 sacou para o set, fechando a série com um ace.

No segundo set, fazendo um dos melhores jogos de sua carreira e chegando em todas as bolas que pareciam ser winners de Guga, Alami conseguiu igualar a partida. Sem quebras de serviço dos dois lados, a decisão do segundo set foi para o tie-break, que acabou vencido pelo marroquino.

Na terceira série, Guga e Alami perderam os seus serviços nos cinco primeiros games, deixando o marroquino, com seguidos momentos de inspiração, em vantagem na partida. Mas, depois de salvar três set point no 4/5, Guga devolveu a quebra, levou o set para o tie-break e, no segundo set point que teve, com uma bola para fora de Alami fez 2 sets a 1.

À frente no placar, Guga entrou firme no quarto set e já saiu quebrando o saque de Alami no primeiro game. O brasileiro, impondo o seu jogo, abriu 3/1 e no 4/2 conseguiu outra quebra de saque a seu favor, ficando com 5/2. Empolgado e no clima do jogo, Guga enriqueceu o espetáculo da quadra Suzanne Lenglen, ao fazer a ola também, duas vezes, antes de sacar para a vitória. Em um ponto muito disputado, em que a bola da Alami não passou da rede, o número um do mundo ergueu os braços e comemorou a vitória da garra e a sua 10a. consecutiva em Roland Garros.

“Ganhei esse jogo na luta e na garra. Comecei o primeiro set muito bem, mas no segundo ele conseguiu me tirar do meu plano de jogo e eu só consegui voltar ao meu melhor tênis depois que eu ganhei o tie-break,” disse Guga, que está com um recorde de 3 vitórias e 13 derrotas em tie-breaks nesta temporada. A última vez que ele havia vencido um tie-break foi na Copa Davis, no jogo contra Patrick Rafter.

“Acho até que foi no tie-break do terceiro set que eu consegui virar o jogo mesmo. Já no 4/5 quando eu salvei o set point, fiquei vivo no set e entrei no tie-break com a atitude certa, super concentrado e jogando da maneira correta. Não entrei derrotado, fui pensando ponto-a-ponto e isso foi muito importante. Na hora que eu mais precisei, voltei a ganhar um tie-break e isso ajuda muito. Cresce a minha confiança, a atitude e você sente um negócio a mais no seu chip, você sente que está pronto para outro. Da mesma maneira que eu venci inúmeros jogos seguidos no saibro, eu também vinha perdendo inúmeros tie-breaks e não é fácil sair de uma situação como essa,” explicou o número um do mundo, na entrevista coletiva após o seu jogo.

“O Alami é um cara difícil de jogar e estava fazendo a partida da vida dele. Ele é um cara que erra uma bola fácil e depois dá uma bola milagrosa. De certa maneira, foi um grande teste para mim e foi um jogo mais parecido com o que eu vou ter que encarar daqui pra frente e já deu para ver que se precisar, estou bem de físico.”

O técnico de Guga, Larri Passos, que vibrou a cada ponto com seu pupilo, também comemorou muito a quarta passagem de Guga às oitavas-de-final de Roland Garros. “Estou duplamente feliz com o Guga de hoje. Primeiro, porque o Guga mostrou que está bem de físico e segundo porque ganhou um tie-break.”

Bicampeão do torneio, tendo vencido em 1997 e 2000, e quadrifinalista em 1999, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) já garantiu 150 pontos no ranking mundial e 30 na Corrida dos Campeões. Se passar por Michael Russel (122o. colocado no ranking mundial e 136o. na Corrida dos Campeões), um jogador que veio do qualifying e a quem nunca enfrentou, ficará com 250 e 50, respectivamente.

Miriam D´Agostini assume a Diretoria de Comunicação e Marketing do Instituto Rede Tênis Brasil

O IRTB anuncia a contratação de Miriam D´Agostini para ocupar a direção de Comunicação e Marketing da Instituição. Ex-tenista consagrada, Miriam tem carreiras brilhantes dentro e fora das quadras. Como atleta, aos 15 anos alcançou a quarta colocação no ranking mundial juvenil na categoria 18 anos. Foi número 1 do Brasil e participou como representante do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Plata, em 1995, Winnipeg, em 1999, e da Olimpíada de Atlanta 96. Em 2000,  alcançou a 188ª posição no ranking mundial de tênis.

Fora das quadras, decidida a trabalhar em prol do esporte, formou-se em publicidade pela FIAM, fez cursos de extensão de Marketing Esportivo e um Master em Gestão Esportiva do Comitê Olímpico Internacional, que resultou na criação da  logomarca “Time Brasil”, que representa até hoje os atletas olímpicos brasileiros no COB. Entre 2010 e 2020 esteve à frente da gerência de Marketing e Eventos do Comitê Olímpico Brasileiro.

“Tenho como desafios imediatos o fortalecimento da marca e a ampliação da captação de patrocínios para as ações sociais e esportivas do IRTB”, destaca. Outro grande objetivo da nova executiva é ajudar os núcleos estaduais do Instituto a gerar receitas, através da criação de novos produtos. “O tênis é uma excelente plataforma de comunicação para as empresas se associarem a valores como determinação, disciplina e união. Além disso, nossos parceiros terão a oportunidade de participar de um projeto que visa melhorar vidas e formar cidadãos através do esporte”, afirma.

Claro promove abertura de sinal dos canais ESPN para o início do Australian Open

Está aberta a temporada do Australian Open e da NBA nos canais ESPN e clientes da Claro podem aproveitar o sinal aberto do canal, entre os dias 11 e 14 de fevereiro, para acompanhar todas as emoções que esses esportes proporcionam ao público.

O fã de esporte vai poder acompanhar grandes jogos do Australian Open, primeiro grand slam do ano e um dos principais torneios de tênis do mundo, durante o período de abertura de sinal. Tenistas como Novak Djokovic, atua campeão masculino do torneio, Dominic Thiem, atual vice-campeão e número 3 do mundo, Rafael Nadal, Sofia Kenin, atual campeã feminina da competição, e a veterana Serena Williams são os principais destaques da edição atual.

Além do Australian Open, clientes da Claro vão poder assistir a diversos jogos da temporada regular da NBA. Entre os destaques estão: New Orleans Pelicans x Dallas Mavericks; Memphis Grizzlies x Los Angeles Lakers e Brooklyn Nets x Golden State Warriors. Outros destaques ficam por conta dos jogos da NHL (National Hockey League) e da Rugby Six Nations.

Cliente Claro pode assistir aos canais ESPN ao Vivo pelo site nowonline.com.br ou app NOW para dispositivos móveis e tablets. Os assinantes que possuem pacote de TV da operadora também usufruem da opção de assistir através do canal 1 do controle remoto.

Além disso, cliente da Claro com plano móvel pós pago conta ainda com o Extraplay, uma franquia de dados extra para assistir filmes e séries nos aplicativos de streaming de vídeo compatíveis com a funcionalidade, incluindo o próprio NOW, YouTube, Claro Vídeo e Netflix.

Entrevista com Bob Brett, o lendário técnico de Gomez, Becker, Ivanisevic e Cilic

Nesta terça-feira, aos 67 anos, faleceu o técnico australiano Bob Brett, um dos maiores nomes do tênis e que trabalhou com nomes como Boris Becker, Goran Ivanišević, Andrei Medvedev, Mario Ančić e Marin Čilić.

Como forma de homenagem, vamos recuperar aqui uma entrevista feita com ele pela Tennis View, há 10 anos, que foi parte da nossa edição 109 da revista impressa. Vale conferir:

Bob Brett é uma lenda do tênis mundial. Não ergue os troféus dos maiores campeonatos do mundo, mas leva os tenistas a conquistá-los.

O australiano, há mais de 30 anos percorrendo as quadras do circuito, é quase uma espécie em extinção.

Técnico de Marin Cilic, coordenador técnico da Tennis Canada e proprietário da sua própria academia, a Bob Brett Tennis Academy, na Itália, o guru de Andres Gomez, Tim Mayotte, Johan Kriek, Robert Seguso, Shuzo Matsuoka, Boris Becker, Goran Ivanisevic, Nicolas Kiefer, entre outros, nos recebeu para um bate-papo em um agitado restaurante em Nova York.

Mas, suas calmas palavras pareciam fazer o barulhento local ficar tranquilo.

O bate-papo que era para ser de 15 minutos acabou se transformando em uma agradável conversa, de mais de uma hora, em que Brett contou como outro lendário australiano, Harry Hopman moldou a sua carreira de treinador.

Várias vezes durante a entrevista parecia estar ouvindo ensinamentos de outro mestre: Larri Passos. Coincidência ou não, Hopman foi um dos mentores do brasileiro.

Para Brett, assim como para Passos, tudo pode ser feito de uma maneira muito simples, mas com paixão, determinação, disciplina, muitas horas de trabalho e lealdade.

O campeão, diz o australiano, é aquele que consegue dar o seu melhor nos momentos mais importantes e que sabe sair das dificuldades com inteligência.

Confira o que Brett nos contou sobre a sua vitoriosa carreira no circuito, a convivência com Becker e Ivanisevic, seus métodos de treinamentos, suas visões sobre o tênis atual, os seus ensinamentos e sinta, através das palavras dele, toda a paixão que é necessária para se chegar lá.

Diana Gabanyi

 

Tennis View – Como você se tornou técnico?
Bob Brett – Com o Harry Hopman. Eu me apaixonei pelo esporte desde que colocaram uma raquete na minha mão, quando eu tinha 10 anos, na Austrália.

Eu jogava, fui boleiro no Australian Open, da Copa Davis e com 17 anos comecei a ajudar um técnico em Melbourne. Quando estava com vinte anos projetei a minha carreira. Fiz análises e cheguei à conclusão de que eu deveria mesmo seguir a carreira de treinador e não a de jogador.

Para acelerar esse processo entrei em contato com o Harry Hopman que já morava nos Estados Unidos, coordenando a academia de Port Washington, em Nova York e fui ser aprendiz dele.

Ele teve um papel fundamental na minha formação.

 

TV – O que de mais importante ele te ensinou?

BB – Para ele tudo pode ser feito de uma maneira muito simples, mas com muita atenção, dedicação e disciplina.

Ele me fazia treinar caras de 45, 50 anos, até os mais novos e isso é uma lição.

Uma das minhas funções também era checar as bolas para quando ele fosse treinar o McEnroe, o Vitas Gerulaitis, Mary Carillo. Se ele encontrasse uma ruim no meio do balde, ficava bravo.

Ele morava muito perto, quase do lado da academia e ficava observando tudo pela janela. Mesmo aos 68 anos de idade, era muito ativo e atento as detalhes. E não cansava de falar: “Sempre preste atenção e sempre dê o seu melhor. Você nunca sabe quem pode estar te observando.”

Aprendi muito também observando ele dar drills e ouvindo as histórias que ele contava. Quando sentávamos numa mesa de jantar era um aprendizado ouvir os relatos, sobre os jogadores que ele trabalhou, as dificuldades e como superaram. Isso se tornava uma referência e mostrava que todos tem uma dificuldade, mas que cada um é diferente.

Ele trabalhava muito a parte mental e eu sabia que sempre podia perguntar as coisas para ele.

 

TV – De aprendiz como você começou a treinar os principais jogadores e viajar o circuito?
BB – De Port Washington o Harry foi para a Flórida e abriu a própria academia. Lá ele criou uma equipe de jogadores e, em 1979 eu comecei a viajar com o grupo. Eram o Andres Gomez, o Raul Viver, o Robert Seguso e foram se juntando ao time o Johan Kriek, o Tim Mayotte, o John Lloyd, o Paul McNamee.

Em geral éramos seis na equipe e eu sempre gostei de trabalhar em grupo. Você tem muito mais chance de sucesso, lida com estilos diferentes de jogo, personalidades e pode compartilhar muita coisa.

Mas, chegou um momento em que eu estava viajando 43 semanas do ano e cada um queria ter o seu próprio técnico. Acabei ficando com quatro jogadores.

O Shuzo Matsuoka e o José Luiz Clerc também treinaram comigo neste período.

 

TV – Desta equipe o seu próximo passo foi o Boris Becker?

BB – O Becker vinha me observando e queria que eu o treinasse, mas o Tiriac – Ion –, empresário dele, não estava muito contente com essa decisão. Claro que foi o Boris que tomou a decisão final e começamos a trabalhar em 1987. Ele chegou ao auge da carreira – ganhou Wimbledon, o US Open, o Australian Open e alcançou o topo do ranking mundial.

Durante os quatro anos que trabalhamos juntos foi maravilhoso ver alguém com o jogo, a mente e a habilidade para executar tudo isso junto e ainda lidar com a pressão de ser uma superestrela no seu melhor momento em quadra.

 

TV – Depois do Becker você treinou o Ivanisevic por muitos anos também. Eles eram muito diferentes…

BB – O Goran também era uma estrela do esporte, mas era diferente. Ele tinha aquele temperamento em quadra quando competia, mas era um trabalhador. Tivemos uma certa dificuldade no início por causa da língua. Ele não falava inglês tão bem e a presença do pai dele naquele momento foi fundamental.

Nossa relação sempre foi muito boa e quando ele chegou à final de Wimbledon em 2001 – não estávamos juntos há algum tempo – ele me ligou me chamando para assistir. Continuamos amigos e fazemos até alguns trabalhos juntos.

 

TV – Você nunca deixou de ser treinador. Continuou no circuito com o Medvedev, Ancic, Kiefer e desde 2004 com o Marin Cilic…

BB – Eu parei de viajar por um período. Fui fazer um MBA de “Business/Administração,” porque estava com a minha academia na Itália (San Remo, a 30 minutos de Mônaco – Bob Brett Tennis Academy) e queria dar um tempo do circuito.

Desenvolvi um outro lado meu que sempre quis aprender mais. Mas nunca me afastei, continuei por perto e hoje tenho um contrato com o Marin – Cilic – em que trabalho com ele 32 semanas por ano. São 24 de viagens e outras oito de treinamentos.

Quando não posso viajar com ele, os técnicos da academia estão juntos, ou algumas vezes até o Goran, que foi quem nos apresentou.

 

TV – O que você viu no Cilic de diferente?

BB – Ele é uma boa pessoa, um trabalhador e tem uma visão de jogo muito boa. O que eu mais gosto é que ele ama o esporte, está sempre disposto a trabalhar, quer melhorar todos os dias e pega rápido as informações que passo para ele.

Mas, vou sempre adicionando as coisas passo a passo, com muito cuidado, esperando o momento certo.

Acho que sou um felizardo. O Marin tem aquele algo a mais do campeão.

 

TV – Como você identifica isso?
BB – Nos detalhes.

 

TV – Essas características são moldáveis? Você consegue transformar qualquer um em um campeão?

BB – Eu acredito que os grandes campeões nascem com essas características e nós técnicos temos o papel de dar exemplos e desenvolver as qualidades dele. Tirar o melhor de cada um.

 

TV – Para você quais são as qualidades de um campeão?

BB – Ele tem que ser um atleta de alto nível. Tem que ter aquela determinação, algo que o diferencia dos outros. Precisa produzir mais no momento mais importante. Ser capaz de dar sempre mais, de ir além e tem que saber lidar com dificuldades e sair delas inteligentemente.

Querer sempre melhorar e ser leal com o esporte, o técnico, a família e os amigos é fundamental para mim.

Um campeão é alguém que consegue maximizar o potencial, não só alguém que tem o número um ao lado do nome. Essa capacidade de dar o seu melhor no momento mais importante e sair das trevas quando se está em situações complicadas, te diferenciam do resto.

Mas, para isso é preciso estar preparado. São as horas de treinos, as semanas, os meses, os anos que você passa se dedicando que vão fazer a diferença na hora certa.

Quando você trabalha muito desenvolve a força física e mental que te dão aquela segurança a mais em quadra.

 

TV – E quais são as qualidades de um bom técnico?

BB – O técnico tem que assumir responsabilidades pela derrota e saber que as vitórias serão sempre mérito do tenista.

O técnico tem que ter paixão pelo que faz, curiosidade, liderança, determinação para ter sucesso, tem que saber o momento de ir além com o jogador e ser capaz de assumir a culpa nas derrotas.

É importante também saber trabalhar a mente e ter uma boa relação com todos que estão em volta do jogador. Não se animar de mais com uma vitória e nem se abater extremamente com uma derrota. É trabalhar duro e ter imaginação.

 

TV – Você ainda é a favor de se viajar em equipe?
BB – Sou. Eu acho que um técnico pode viajar com dois ou três jogadores e um preparador físico.

Quando você está em grupo consegue ver que uma coisa que não funciona com um pode funcionar com outro e divide o conhecimento. Os próprios jogadores se ajudam, os drills ficam melhores e o ambiente é mais agradável.

 

TV – Hoje em dia o circuito mudou muito da época em que você começou a viajar para os torneios há mais de 20 anos.

BB – O que mudou muito é que há uma quantidade enorme de dinheiro envolvida no tênis e a parte física.

É difícil você encontrar um jogador hoje que viaje sem preparador físico.

Hoje em dia os tenistas fazem preparação física durante os torneios e passam muito tempo na sala de ginástica, mesmo antes de um jogo. Isso não acontecia naquela época.

Além do preparador físico o tenista às vezes tem mais pessoas que viajam com ele e não é fácil ter que lidar com tudo isso, porque é importante para o jogador fazer com que todos se sintam bem.

 

TV – Tecnicamente você vê mudanças?
BB – Houve uma grande mudança no último ano e meio.

Esses caras grandes, que antes só sacavam, evoluíram.

Acho que o Andres Gomez foi um grande exemplo para eles, porque foi o primeiro jogador grande, alto, com um supersaque que começou a jogar melhor e a ganhar mais.

Claro que passamos pelas mudanças de raquete, pela escola espanhola, mas de repente desde o ano passado estamos vendo esses tenistas enormes jogando em cima da linha, pegando forte com as raquetes dentro da quadra, se movimentando, dando winners do fundo e devolvendo o saque muito bem, além de fazerem a bola quicar mais alto ainda no saque, como o Del Potro, Soderling, Cilic, Isner, o Querrey.

Todo mundo está tendo que se tornar mais agressivo.

E é dessa maneira que o jogo está evoluindo.

 

TV – Além da sua academia em San Remo e de treinar o Cilic, você dá consultoria também para a Tennis Canada. Como é o trabalho lá?
BB – Passo oito semanas do ano no Canadá, mas estou sempre em contato com eles.

Sou responsável já há uns três anos pelo programa para os menores de 12 e 14 anos. Começamos a fazer a detecção com sete oito anos de idade.

Agora esses meninos e meninas que selecionamos há um tempo estão começando a mostrar o resultado do trabalho.

Além de trabalhar com as crianças começamos um trabalho de capacitação dos técnicos, porque eles são os responsáveis pelo desenvolvimento do tênis nessa idade.

 

TV – Como técnico, que recomendação você daria para quem está sonhando com uma carreira no tênis?

BB – É fundamental que os pais entendam que ao escolherem um treinador eles tem que confiar naquela pessoa. Se não confiam na pessoa que escolheram para cuidar do filho ou da filha, nunca deveriam ter eleito aquele técnico.

É muito difícil conseguir fazer um bom trabalho com um jogador que está no início da adolescência, ou até mesmo com os profissionais em início de carreira, sem passar por momentos de dúvidas, medo, confusão. É parte do processo e é muito mais complicado do que mudar uma pegada ou um golpe.

Por isso, é necessário ter o apoio da família e de todos que trabalham juntos. Faz uma grande diferença. Se não, o técnico não consegue desenvolver o seu trabalho e o jogador acaba sendo prejudicado.

 

Diana Gabanyi e Nelson Aerts

Thiago Monteiro embarca para os EUA para os torneios de Cincinnati e US Open

O tenista brasileiro Thiago Monteiro embarca na noite deste sábado para os Estados Unidos, onde disputará os torneios de Cincinnatti e o US Open, ambos em Nova York. Serão os dois primeiros torneios que ele jogará, desde que a pandemia do COVID-19 se alastrou em março.

Depois de ter passado por lockdown em sua cidade natal, Fortaleza, treinando por várias semanas em Itajaí e depois no Rio de Janeiro, na Tennis Route, ele embarca motivado e ansioso para retornar às competições.

“Consegui ir aumentando o ritmo aos poucos, depois de uma temporada no sul do Brasil e agora mais três semanas no Rio, em que treinei bastante com o Thiago Wild, na Tennis Route, sempre orientado pelo meu treinador à distância (o argentino Fabian Blengino),” disse o número um do Brasil. “Estou muito feliz de estar voltando a competir. Bate aquela ansiedade de retornar ao circuito. Depois de tanto tempo sem viajar para um torneio, vou com as baterias recarregadas. Senti muito falta desse frio na barriga de ir para uma competição, começar um novo torneio e  entrar em quadra para competir. Foi um período diferente para todos, especialmente para nós tenistas que estamos acostumados a uma vida dinâmica, cada semana em um lugar do mundo, mas foi bom para ter um tempo para ficar com a família e descansar,” contou.

Para o brasileiro, todos estarão na mesma situação com o reinício dos torneios. “Sei que vai estar todo mundo na mesma. Vou tentar me adaptar no dia a dia. Todos estarão do mesmo jeito mentalmente e a força mental vai fazer a diferença. Sabemos que não vamos voltar no nosso melhor nível, mas é o início de uma retomada. Com o passar dos dias e jogos, as coisas tendem a ir se encaixando cada vez melhor.”

Thiago jogará o qualifying do Masters 1000 de Cincinnati a partir de 5a. feira e encontrará o treinador argentino em Nova York. Para a disputa do Grand Slam americano,o US Open, ele já está na chave principal.

 

SOBRE THIAGO MONTEIRO

Thiago Monteiro nasceu no dia 31 de maio de 1994, em Fortaleza, no Ceará. Canhoto, começou a jogar tênis aos 8 anos de idade. Marcou a sua primeira vitória em um torneio ATP, em 2016, no Rio Open, ao derrotar Jo-Wilfried Tsonga.  Alcançou as primeiras quartas da carreira no Brasil Open, naquele mesmo ano, entrando no top 100 pela primeira vez. O melhor ranking da carreira veio em 2017, na posição de número 74. Neste ano alcançou a primeira semifinal de ATP da carreira, em Quito.
Atual 82o colocado no ranking mundial, o brasileiro tem carreira agenciada pela Linkinfirm de Marcio Torres e conta com o patrocínio da Angá Asset Management, OdontoCompany, Joma, Elemídia, SMZTO e Babolat.
Diana Gabanyi
Foto: Fotojump/Rio Open