Bruno Soares chega à 500a vitória na carreira e avança, com Pavic, à semi em Paris

O dia foi de alegria para Bruno Soares. Nesta segunda-feira, os campeões do US Open, o mineiro e o croata Mate Pavic viraram a partida contra o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, cabeças de chave 3 e campeões do Australian Open, com parciais de 4/6 6/4 7/5, para alcançar as semifinais de Roland Garros. O resultado também marcou 500 vitórias na carreira do brasileiro.

“Foi mais um jogaço, no detalhe. Poderia ter caído pra qualquer lado. O Ram e o Salisbury são a dupla número 1 da temporada, estão com muita confiança e estavam jogando muito bem antes da pausa, então estou muito feliz com o resultado e com a nossa performance”, disse Bruno, satisfeito com a partida diante do time que lidera o ranking da temporada. Na próxima rodada, a dupla enfrentará os vencedores do duelo dos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, cabeças de chave 1, contra o time formado pelo dinamarquês Frederik Nielsen e o alemão Tim Puetz.

A única chance de quebra que a dupla teve no último set veio de um ponto espetacular de Bruno, dando o match point para a dupla. “Esse ponto foi loucura. Quando o Salisbury fez aquele voleio espetacular e a bola foi naquela direção, pensei comigo: ‘A única chance que eu tenho de ganhar o ponto é fazendo uma bola mais espetacular ainda’. E foi o que aconteceu, tive a sorte de pegar no momento certo, sem encostar na cadeira do juiz e bem baixinha pra dar o match point e uma chance de a gente fechar o jogo, o que aconteceu”, continuou.

Esta é a 13ª participação do mineiro no Grand Slam francês, repetindo as campanhas de 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya) e igualando o seu melhor resultado no torneio. “Estou muito contente por estar em mais uma semifinal de Grand Slam, e depois de 7 anos aqui em Roland Garros. É continuar surfando nessa onda. Assim como a última partida, hoje foi o tipo de jogo que você ganha quando você está num momento de muita confiança e que você sente que as coisas vão acontecer a seu favor. O importante é seguir acreditando e aproveitar este momento. Jogo a jogo, sabemos que estamos cada vez mais perto do objetivo final”, falou o brasileiro, enfatizando o bom momento da dupla.

Além da classificação para a semifinal, Bruno, que disputa torneios do nível ATP desde 2008, também atingiu 500 vitórias na carreira hoje. O brasileiro tem 33 títulos, incluindo três Grand Slams. Além do mais recente, no US Open, Soares foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016, ao lado de Jamie Murray. “É um número surreal, pra ser sincero. Nunca esperava atingir um número assim na minha carreira. Sou extremamente grato por tudo que conquistei, é um momento pra comemorar e agradecer a todos os parceiros que me carregaram nestes anos”, finalizou Bruno.

Diana Gabanyi

Foto: ATP

 

ATP diminui prazo para divulgação de lista de entradas dos torneios e ATP de Washington pode não ser disputado

Uma mudança significativa já faz parte desse novo normal do tênis depois (ou durante, em alguns lugares) da pandemia de Covid-19.

Antes, a ATP divulgava a lista de entradas dos torneios com seis semanas de antecedência. Agora, diante de um ambiente com tanta incerteza e dificuldade de participação para alguns jogadores do mundo, o prazo foi modificado para quatro semanas de antecedência.

Aliás, o ATP 500 de Washington, um dos principais torneios marcados para um pouco antes do US Open, corre o risco de não ser disputado.

O evento está marcado para começar no dia 14 de agosto, mas o aumento no número de casos de coronavírus na capital norte-americana vem ameaçando a realização do mesmo, o que seria impactante para a realização do US Open, em Nova Iorque, duas semanas depois.

Estudo mostra que Federer é o jogador que mais vence pontos quando perde uma partida

Uma análise da ATP concluiu que o suíço Roger Federer é o jogador que teve o maior porcentual de pontos vencidos mesmo quando perdeu suas partidas, pelo menos desde 1991, quando houve o início da disponibilização das estatísticas.

Federer obteve uma média de quase 48% dos pontos vencidos quando saiu derrotado de quadra, em um dado que leva em conta 491 jogadores que perderam pelo menos 50 partidas em torneios ATP e Grand Slam.

Confira abaixo os jogadores que tiveram melhor aproveitamento em pontos vencidos depois de perderem seus jogos:

Fonte: ATP

ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

ATP, WTA e ITF prorrogam suspensão do tênis até o final de julho

A ATP, a WTA e a ITF anunciaram, nesta sexta-feira, a extensão do período de suspensão dos torneios profissionais em todo o mundo.

Antes em meados de julho, agora os torneios não serão disputados, pelo menos em suas datas pré-agendadas, pelo menos até 31 de julho.

Com isso, vários torneios serão impactados, tanto no circuito masculino quanto no feminino, sendo eles:

ATP: Hamburgo, Bastad, Newport, Umag, Los Cabos, Atlanta, Kitzbuhel, Gstaad.

WTA: Palermo, Jurmala, Bucareste, Lausanne.

Além, é claro, de vários torneios Challengers e menores que seriam disputados neste período.

 

ATP, WTA, ITF e Grand Slams se unem na criação de fundo de ajuda aos jogadores impactados financeiramente pela Covid-19

Os órgãos dirigentes do tênis mundial se uniram para arrecadar mais de US $ 6 milhões para criar um Programa de Ajuda ao Jogador, destinado a apoiar jogadores particularmente afetados pelo impacto contínuo da pandemia do COVID-19.

A iniciativa viu a ATP, a WTA, os quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open – e a ITF, unidos em uma demonstração de apoio aos jogadores que enfrentam desafios sem precedentes devido ao impacto global do COVID-19. Atualmente, o tênis profissional está suspenso até 13 de julho de 2020.

Além das contribuições próprias, a ATP e a WTA administrarão as distribuições financeiras do Player Relief Program, que vê as respectivas contribuições dos quatro torneios do Grand Slam e da ITF divididas igualmente entre homens e mulheres. O Programa de Ajuda aos Jogadores terá como alvo um total de aproximadamente 800 jogadores de simples e duplas, necessitando de apoio financeiro. A elegibilidade para o Programa de Ajuda ao Jogador levará em consideração a classificação de um jogador e os ganhos em dinheiro com prêmios anteriores, de acordo com os critérios acordados por todas as partes interessadas.

A iniciativa das sete partes interessadas fornece a espinha dorsal financeira do Programa, com oportunidades para contribuições adicionais a seguir. Os recursos arrecadados por meio de iniciativas como leilões, doações de jogadores, jogos virtuais de tênis e muito mais, proporcionarão oportunidades para maior apoio ao avanço do Programa e serão bem-vindos.

A criação do Programa de Ajuda ao Jogador é uma demonstração positiva da capacidade do esporte de se unir durante esse período de crise. Continuaremos a colaborar e monitorar o apoio necessário ao tênis, com o objetivo de garantir a saúde a longo prazo do esporte em meio a esse desafio sem precedentes ao nosso modo de vida, e nossos pensamentos permanecem com todos os afetados no momento.

Relembrando as 20 últimas finais de Indian Wells

Se o coronavírus não tivesse assolado o planeta, a maiora de nós estaria, a essa hora, assistindo a final de Indian Wells. Teríamos visto a decisão feminina e depois assistiríamos a final masculina. Mas, essa imagem ficará para 2021.

Há duas semanas, na véspera do qualifying do torneio de Indian Wells começar, a organização do evento tomou a decisão de cancelar a competição da ATP e da WTA. Muitos ficaram em choque.

Diversos tenistas ficaram sabendo pelo twitter. A Califórnia começava a registrar aumento dos casos do COVID-19 e a região onde o torneio é disputada é habitada por idosos em sua maioria. Foi uma medida de precaução. Dois dias depois 6 casos foram registrados na região de Palm Springs. Indian Wells foi o primeiro grande evento esportivo mundial a ser cancelado. O quinto maior torneio de tênis do mundo.

Era só o começo de uma disrupção no mundo esportivo, o começo de um alerta. Parecia tudo muito distante daqui… Duas semanas depois, pelo menos em São Paulo, estamos todos confinados, sem esportes na TVm essa notícia do cancelamento de Indian Wells, parece coisa do passado e ainda é apenas o primeiro torneio de tênis cancelado do calendário integralmente. A competição só tem data prevista para voltar na segunda semana de junho (dia 06). Mas, a probabilidade é que demore ainda mais.

Vamos aproveitar este domingo que seria tenístico para relembrar as finais dos últimos 20 anos em Indian Wells, tanto da ATP, quanto da WTA?

Você se lembra, por exemplo, que o Guga foi vice-campeão em 2003. Perdeu para o Hewitt. E no ano 2000 o campeão foi o Corretja, ganhando do Enqvist na final. Entre 2011 e 2017 só Federer, Nadal ou Djokovic ganharam Indian Wells. Aí veio o Delpo em 2018 e no ano passado, o Thiem, que nem pôde defender o seu título. Entre 2004 e 2009 também só deu Federer, Djoko ou Nadal. A exceção em 2010 foi o hoje técnico do Fed, o Ljubicic. No início do milênio, quando o torneio ainda estava longe de ser o que é hoje, mas não deixava de ser um Masters 1000, Agassi ganhou do Sampras na final de 2001.

Entre as mulheres o domínio não foi assim tão absoluto. Especialmente porque Serena e Venus Williams deixaram de jogar a competição por anos, devido a ofensas racistas que sofreram (de 2001 a 2015). Fora a vitória da Serena em 2001 e da Andreescu no ano passado, no torneio que deu o start do seu ano fenomenal, as vitórias nos outros 18 anos foram apenas de tenistas europeias ou da japonesa Osaka. Clijsters, Henin, Sharapova, Azarenka, Ivanovic, Jankovic, Hantuchova, Zvonareva, Vesnina e Halep deixaram suas marcas no deserto californiano.

 

2019 – Dominic Thiem d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/5

Bianca Andreescu d. Angelique Kerber:  6/4 3/6 6/4

2018 – Juan Martin Del Potro d. Roger Federer: 6/4 6/7(8) 7/6(2)

Naomi Osaka d. Daria Kasatkina: 6/3 6/2

2017 – Roger Federer d. Stan Wawrinka: 6/4 7/5

Elena Vesnina d. Svetlana Kuznetsova: 6/7(6) 7/5 6/4

2016 – Novak Djokovic d. Milos Raonic: 6/2 6/0

Victoria Azarenka d. Serena Williams: 6/4 6/4

2015 –  Novak Djokovic d. Roger Federer: 6/3 6/7(5) 6/2

Simona Halep d. Jelena Janković: 2/6 7/5 6/4

2014Novak Djokovic d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/6(3)

Flavia Pennetta d. Agnieszka Radwańska: 6/2 6/1

2013Rafael Nadal d. Juan Martín del Potro: 4/6 6/3 6/4

Maria Sharapova d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/2

2012Roger Federer d. John Isner: 7/6(7) 6/3

Victoria Azarenka d. Maria Sharapova: 6/2 6/3

2011Novak Djokovic d. Rafael Nadal: 4/6 6/3 6/2

Caroline Wozniacki d. Marion Bartoli: 6/1 2/6 6/3

2010Ivan Ljubičić d. Andy Roddick: 7/6(3) 7/6(5)

Jelena Janković d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/4

2009Rafael Nadal d. Andy Murray: 6/1 6/2

Vera Zvonareva d. Ana Ivanović: 7/6(5) 6/2

2008Novak Djokovic d. Mardy Fish: 6/2 5/7 6/3

Ana Ivanović d. Svetlana Kuznetsova: 6/4 6/3

2007Rafael Nadal d. Novak Djokovic: 6/2 7/5

Daniela Hantuchová d. Svetlana Kuznetsova: 6/3 6/4

2006Roger Federer d. James Blake: 7/5 6/3 6/0

Maria Sharapova d. Elena Dementieva: 6/1 6/2

2005Roger Federer d. Lleyton Hewitt: 6/2 6/4 6/4

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 4/6 6/2

2004Roger Federer d. Tim Henman: 6/3 6/3

Justine Henin-Hardenne d. Lindsay Davenport: 6/1 6/4

2003Lleyton Hewitt d. Gustavo Kuerten: 6/1 6/1

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 7/5

2002Lleyton Hewitt d. Tim Henman: 6/1 6/2

Daniela Hantuchová d. Martina Hingis: 6/3 6/4

2001Andre Agassi d. Pete Sampras: 7/5 7/5 6/1

Serena Williams d. Kim Clijsters: 4–6, 6–4, 6–2

2000Alex Corretja d. Thomas Enqvist: 6/4 6/4 6/3

Lindsay Davenport d. Martina Hingis: 4/6 6/4 6/0

 

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Fotos de Cynthia Lum

Wild, Clezar, Luz, Meligeni e Sakamoto jogam o Olimpía Tennis Classic

Os brasileiros Thiago Wild, Guilherme Clezar, Pedro Sakamoto, Orlando Luz e Felipe Meligeni estão confirmados no Torneio Internacional de Tênis – Olímpia Tennis Classic, que será disputado entre os dias 16 e 22 de março, no Thermas dos Laranjais, em Olímpia (interior de São Paulo).

A lista divulgada pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) ainda conta com tenistas de mais dez países – Chile, Kazaquistão, Argentina, França, Alemanha, Tunísia, República Dominicana, Itália, Suécia e Peru.

Os principais favoritos da chave principal serão o chileno Alejandro Tabilo (166o), o cazaque Dmitry Popko (167o), o brasileiro Thiago Wild (182o), os argentinos Andrea Collarini (200o), Juan Pablo Ficovich (203o) e Facundo Mena (219o), o francês Elliot Benchetrit (207o) e o alemão Daniel Altmaier (216o).

Completam a chave mais seis jogadores que sairão do qualifying, disputado nos dias 16 e 17 de março, e três convidados (wild card).

O Olímpia Tennis Classic é um torneio ATP Challenger 50, que distribiu uma premiação total de US$ 35 mil e pontos no ranking mundial da ATP.

Confira a lista de inscritos:

Alejandro Tabilo (CHI) – 166o

Dmitry Popko (KAZ) – 167o

Thiago Seyboth Wild (BRA) – 182o

Andrea Collarini (ARG) – 200o

Juan Pablo Ficovich (ARG) – 203o

Elliot Benchetrit (FRA) – 207o

Daniel Altmaier (GER) – 216o

Facundo Mena (ARG) – 219o

Francisco Cerundolo (ARG) – 245o

Malek Jaziri (TUN) – 260o

Guilherme Clezar (BRA) – 270o

Pedro Sakamoto (BRA) – 284o

José Hernandez-Fernandez (DOM) – 289o

Andrea Vavassori (ITA) – 293o

Renzo Olivo (ARG) – 297o

Marcelo Tomas Barrios Vera (CHI) – 300o

Orlando Luz (BRA) – 304o

Christian Lindell (SWE) – 322o

Nicolas Alvarez (PER) – 329o

Tomas Martin Etcheverry (ARG) – 330o

Felipe Meligeni Rodrigues Alves (BRA) – 341o

Facundo Arguello (ARG) – 342o

Jules Okala (FRA) – 344o

Wild Cards – 3

Qualifiers – 6

Serviço

Torneio Internacional de Tênis – Olímpia Tennis Classic

Thermas dos Laranjais de Olímpia – Av. Aurora Forti Neves, 1.123 – Centro

Qualifying

16 e 17 de março

Chave principal

16 a 22 de março

Entrada gratuita

 

Foto – Thiago Wild

Joao Pires/Fotojump

Bruno Soares inicia 2020 de olho no top 10

O tenista brasileiro Bruno Soares embarca nesta quarta-feira, primeiro dia do ano, rumo à temporada 2020. O destino inicial é o ATP de Doha, seguindo na sequência para o ATP de Auckland, o Australian Open, o Rio Open e o ATP de Acapulco.

Depois de dois meses entre alguns dias de férias, compromissos profissionais e a pré-temporada, ele está ansioso para reencontrar o parceiro Mate Pavic e voltar a competir, de olho no top 10.

“Estou louco para voltar pro circuito, depois de dois meses sem torneios. Fiz uma boa pré-temporada, com uma parte em Miami e outra em Belo Horizonte e agora é hora de voltar para as competições. Estou muito motivado,” disse o mineiro. “O ano de 2019 foi meio complicado, com troca de parceiro no meio da temporada. Mas a gente terminou muito bem o ano e o primeiro grande objetivo para 2020 é a consistência para voltar ao top 10, para depois começar a pensar em algo maior, como ganhar um Grand Slam e o Finals.”

No fim da temporada, Bruno e Pavic conquistaram o primeiro título juntos, o do Masters 1000 de Xangai e logo depois foram vice-campeões do ATP de Estocolmo. Com os títulos conquistados em Stuttgart e Sidney e o vice em Barcelona, com o antigo parceiro Jamie Murray, Bruno encerrou 2019 com 32 títulos no circuito mundial e 30 vice-campeonatos ao longo da carreira.

Thiago Monteiro embarca para a temporada 2020

Depois de uma intensa pré-temporada na Argentina, o tenista número um do Brasil e 89o colocado no ano mundial, Thiago Monteiro embarca nesta noite de segunda-feira para iniciar a temporada 2020. O primeiro destino é o ATP de Doha, no Catar, seguido do ATP de Auckland e do Australian Open. A gira inicial do ano depois se completa com os torneios da América do Sul, em que ele disputará o Cordoba Open, Argentina Open, Rio Open e o novo ATP de Santiago.

“Foi uma pré-temporada muito boa, bem melhor que a do ano passado, especialmente com a ajuda do tempo. Consegui fazer bons treinos nessas quatro semanas que fiquei na Argentina, com muitos jogadores bons e diferentes. Consegui ter uma nova experiência muito gratificante com o Interclubes, jogando pelo San Lorenzo (foram campeões), o que me deu ritmo de jogo, além da importância que teve lá, com o pessoal muito motivado, torcendo e apoiando as equipes. Estou indo com tudo para começar 2020,” disse o cearense.

Firme no top 100, tendo conquistado três Challengers (Punta del Este, Braunschweig e Lima) no ano e obtido bons resultados em torneios maiores em 2019, ele quer dar um novo salto na temporada que se inicia. “Tive um 2019 bom, me firmei no top 100 o que me ajuda muito em termos de calendário e o objetivo é continuar sempre evoluindo e mirando ao longo do ano no top 60.”