Com grande atuação, Djokovic vence Nadal por 3×0 e conquista o hepta do Australian Open

Em uma bela apresentação, em grande forma e com um nível de tênis incrível, Novak Djokovic conquistou o seu sétimo título do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Já no primeiro set, o sérvio mostrou em que nível jogaria, errando o mínimo, sempre batendo mais uma bola e vendo o espanhol errar mais do que de costume. Sem sustos, o sérvio fechou a parcial em 6/3.

O segundo foi bem parecido, com Nadal mostrando grande dificuldade pra entrar nos games de saque do sérvio, que conseguiu suas quebras pra fechar em 6/2.

No terceiro set, praticamente nada mudou. Praticamente sem errar, Djokovic abriu vantagem logo no início e caminhou firme pra vitória por  6/3. No fim, coube ao espanhol reconhecer a grande atuação do nº 1 do mundo:

“Acho que ele jogou de forma fantástica”, disse Nadal. “Quando ele está jogando dessa maneira, acho que eu precisava de algo novo. Eu não pude ter aquela ‘coisa’ extra hoje à noite. Era inacreditável a forma como ele jogava, sem dúvida … Joguei um tênis fantástico durante as duas semanas, mas provavelmente jogando muito bem, não sofri muito. Cinco meses sem competir, tendo esse grande desafio na minha frente, eu precisava de outra coisa … Esse é o meu sentimento, competir nesse nível super alto.” afirmou..

Foi um torneio quase perfeito do sérvio, que mostrou um nível excelente de jogo desde a primeira partida, com um aproveitamento excelente e apenas dois sets perdidos, sendo um título mais do que merecido.

“Marian (Vajda), obrigado por ter voltado ao meu time” disse o sérvio,  homenageando a equipe de treinadores, cujo retorno no meio da temporada de 2018 ajudou nos seus títulos de Wimbledon e US Open, e na volta ao número 1 do mundo. Então, ele voltou seus pensamentos para a esposa Jelena e os filhos Stefan e Tara de volta à Europa.

“Espero que eles tenham assistido – pelo menos antes do jogo que disseram que assistiriam”, brincou. “Os troféus são ainda mais especiais quando tenho alguém tão querido, tão especial na minha vida para compartilhar isso. Eles são as pessoas mais queridas neste planeta ao lado dos meus dois irmãos e meus pais.

Além de ser o 7º título em Melbourne, Djokovic chega ao seu 15º título de Slam. Por ter conquistado Wimbledon e o US Open do ano passado, ele pode conseguir o feito de conquistar os quatro Slams de forma consecutiva, se triunfar em Roland Garros, neste ano.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Osaka vence o Australian Open e se torna a nova no1 do mundo

Por Diana Gabanyi

A japonesa Naomi Osaka, de apenas 21 anos, conquistou neste sábado o título do Australian Open em uma decisão emotiva na Rod Laver Arena. Ela derrotou a cabeça-de-chave 8, Petra Kvitova, por 6/7 7/5 6/4 para conquistar o seu segundo Grand Slam consecutivo.

Osaka, cabeça 4, de quebra foi alçada ao posto de número um do mundo no ranking da WTA.

 

Poucos meses depois de uma final das mais históricas, pelos motivos errados, de Grand Slam, em que derrotou Serena Williams no US Open, quando a tenista american perdeu pontos por ofender o juiz, se sentiu prejudicada, chorou em quadra, perdeu a compostura e fez Osaka perder o grande momento, enfim a jovem japonesa pôde sentir o gostinho de uma vitória de um torneio desta magnitude.

No entanto, no discurso de campeã, ao erguer o trofeu, a Daphne Ahkhurst Memorial Cup, Osaka parecia sofrer mais para falar diante do público do que para fechar os match points que teve durante a partida. O público pareceu entender. Ela tem apenas 21 anos de idade e mesmo cheia de graça, ainda está se acostumando a viver diante dos holofotes do mundo.

Kvitova, por outro lado, emocionou a todos ao dizer que o trofeu de vice era praticamente o trofeu de campeã para ela. Foi às lágrimas ao agradecer a equipe “por ter ficado com ela, mesmo quando não sabiam se voltaria a segurar uma raquete novamente.”

Uma final emotiva e uma nova número um para a WTA, uma número um jovem, com potencial para atrair novos fãs para o esporte.

Diana Gabanyi

Foto – Getty Images Cameron Spencer

Djokovic não dá chances ao francês Pouille e marca grande final de Melbourne contra Nadal

Mais uma vez, Novak Djokovic e Rafael Nadal farão a grande final masculina do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Depois da grande atuação do espanhol na quinta-feira, passando com facilidade pelo grego Stefanos Tsitsipas na semifinal, o sérvio deu sua resposta nesta sexta-feira e não deu chances ao francês Lucas Pouille, perdeu apenas 2 games e venceu com parciais de 6/0 6/2 e 6/2.

Com isso, Djokovic garantiu seu lugar na final em Melbourne pela sétima vez na carreira e, em todas as outras, saiu com o título. A épica final de 2012, contra o mesmo Nadal, em jogo de quase 6 horas de duração.

Esse foi, inclusive, o confronto mais recente entre eles em Melbourne, em uma longa lista de partidas entre eles, com 52 jogos, sendo 27 vitórias do atual nº 1 do mundo.

Nadal chega à decisão teoricamente mais descansado, pois não perdeu um único set ao longo do torneio e jogou a semi um dia antes do sérvio, mas este, por sua vez, perdeu apenas um parcial – nas oitavas, para o russo Daniil Medvedev – e nas quartas viu o japonês Kei Nishikori abandonar a partida ainda no meio do segundo set.

Sem dúvida, será uma grande final no domingo. Dois jogadores em forma, descansados e jogando um nível de tênis de outro mundo. Sem favoritismo, mas com muita qualidade. Vale a pena acompanhar.

A decisão está marcada para às 06:30hs de domingo, no horário de Brasília.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Nadal joga muito, aplica pneu em Tsitsipas e chega à final em Melbourne sem perder set

Ratificando seu excelente momento, Rafael Nadal chegou à final do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Em um dia de muito calor na cidade australiana, o espanhol não deu chances ao grego Stefanos Tsitsipas, vencendo em sets diretos e perdendo apenas 6 games, fechando a partida com parciais de 6/2 6/4 e 6/0.

Com isso, ele vai à final em Melbourne pela 5ª vez na carreira, sendo que neste ano ele não perdeu um único game, apresentando uma ótima forma física e técnica.

Na grande final do próximo domingo, Nadal aguarda o vencedor da partida entre o sérvio Novak Djokovic e o francês Lucas Pouille, que jogam na manhã desta sexta-feira, no horário de Brasília, em um confronto que será inédito.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Osaka e Kvitova se enfrentam pelo títiulo em Melbourne e pelo topo do ranking

Que grande final terá a chave feminina do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

A primeira classificada para a decisão foi a tcheca Petra Kvitova, que volta a jogar um grande tênis depois de todo drama que passou em sua carreira, com o a facada que levou na mão em um assalto, cirurgia e o risco de não voltar a jogar em alto nível.

Porém, Kvitova superou isso tudo. Em Melbourne, além disso, superou seis adversárias, a mais recente, na final, um surpreendente norte-americana, Danielle Collins, que havia eliminado a alemã Angelique Kerber em apenas dois sets e que estava bem confiante.

A ex-nº 2 do mundo foi firme, passou por um primeiro set equilibrado e depois se impôs, fechando a partida com parciais de 7/6(2) e 6/0.

Bicampeã de Wimbledon, Kvitova terá a chance de voltar aos títulos de um dos maiores torneios da temporada.

Sua adversária será Naomi Osaka, que fez uma semana com altos e baixos, saindo do buraco em alguns jogos e evoluindo ao longo do torneio.

Na semi, a japonesa, campeã do US Open no ano passado, superou a tcheca Karolina Pliskova, que não conseguiu impor seu saque como de costuma e viu a jogadora asiática crescer nas devoluções.

No final, vitória de Osaka em três parciais, com parciais de 6/2 4/6 e 6/4, garantindo seu lugar na decisão que será disputada no sábado de manhã, no horário de Brasília.

A partida entre elas, inédita no circuito, terá um ingrediente a mais: A campeã em Melbourne se tornará também, pela primeira vez, no caso de ambas, a nº 1 do mundo na segunda-feira seguinte.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Semifinalista do Australian Open, Danielle Collins foi uma jogadora de sucesso no circuito universitário

Até o Australian Open deste ano, Danielle Collins não havia vencido um único jogo de Grand Slam em toda sua carreira. Em Melbourne, já está na semifinal, joga na madrugada de quinta-feira contra Petra Kvitova, mas as bases do seu bom tênis podem ter uma origem que pouca gente conhece.

A norte-americana, atual nº 35 do mundo – seu melhor ranking da carreira – teve uma trajetória de sucesso no tênis universitário norte-americano, sabidamente um circuito forte, com muito talento e que é cada vez mais uma alternativa escolhida por bons jogadores.

Anteriormente, o tênis universitário era visto como uma escolha de jovens que, com mínimas chances de sucesso na carreira profissional, preferiam garantir uma boa formação, com um diploma de uma universidade americana, com a possibilidade de bolsa através dos programas esportivos.

Porém, essa realidade mudou. São cada vez mais comuns os exemplos de jogadores que foram à Universidade, estudaram, se formaram jogando o circuito universitário e depois de tornaram bons profissionais. Bob Bryan, John Isner e James Blake são apenas alguns desses exemplos.

No Brasil, algumas instituições ajudam nesse processo, como o Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas.

Collins é mais um caso de sucesso. No início, ela até chegou a questionar o motivo de alguns treinadores descartarem a possibilidade de unir a formação acadêmica ao esporte profissional e, dessa forma, decidiu seguir fora do comum. Passou um ano na Universidade da Flórida e depois foi para a Universidade da Virgínia, que já havia a recrutado no ano anterior, e cursou estudos de mídia.

Além disso, ela não apenas jogou o circuito universitário, como se destacou, sendo considerada em 2016 a melhor jogadora universitária do país, acumulando títulos individuais da NCAA em 2012 e 2014.

Mesmo convivendo com uma lesão no punho que a obrigava a tomar remédios continuamente – até fazer uma cirurgia – ela sentia que, depois da vida universitária, poderia ir mais longe. Vencer alguns jogadorEs (sim, homens) da IMG Academy foi um belo incentivo.

Hoje, na semi de um Grand Slam, pode-se dizer que ela é sim mais uma referência a ser seguida. E a própria norte-americana, em entrevista que deu ao site da sua Universidade, resumiu bem o que significa ter optado por uma vida muito além do tênis:

“Acho que ir para a faculdade me ajudou a me desenvolver como pessoa. Eu realmente sei quem eu sou, o que eu quero, o que eu quero fazer da minha vida, o que eu quero fazer com o meu tênis. Tenho outros interesses e paixões além do tênis. Acho que posso relaxar um pouco mais do que outras pessoas, porque elas podem ter jogado tênis a vida toda e não se aventuraram  muito. Estou muito feliz com a minha decisão [de ir para a faculdade]. Acho que foi a melhor coisa para mim.”

Foto: AJ Reynolds/OnlineAthens.com

Bruno Soares é superado nas 4as das duplas masculinas, mas vai à semifinal nas mistas na Austrália

A dupla formada pelo brasileiro Bruno Soares e pelo britânico Jamie Murray parou nas quartas de final do Australian Open nesta quarta-feira (23). Eles foram superados pela forte dupla do finlandês Henri Kontinen com o australiano John Peers, por 6/3 6/4.

“O jogo foi complicado. Eles sacaram bem, não tivemos nenhuma chance de quebrar o saque deles durante o jogo. Não tivemos o que fazer. Eles dominaram e não encontramos a solução na devolução”, afirmou Soares.
Kontinen e Peers foram campeões do Australian Open em 2017 e também já conquistaram o ATP Finals. “Obviamente sempre queremos ir mais longe, mas o importante é que estamos jogando firme no começo de ano”, acrescentou o mineiro, que ao lado de Jamie Murray foi campeão já nesta temporada do ATP de Sidney.
Fora das duplas, Soares continua vivo nas duplas mistas em Melbourne. A parceria com a americana Nicole Melichar venceu mais uma partida, contra a americana Abigail Spears e o colombiano Juan Sebastian Cabal, por 6/1 7/6(3), e está na semifinal, a um jogo da decisão de um Grand Slam.
A vaga na final será disputada nesta quinta (24) na Rod Laver Arena contra os australianos Astra Sharma e John Patrick Smith, após o duelo entre Rafael Nadal e Stefanos Tsitsipas, que começa às 6h30 (horário de Brasília).
“Foi mais um grande jogo, estou bem entrosado com a Nicky. Amanhã tem semifinal, vamos jogar na Rod Laver à noite. Estou empolgado para tentar mais uma final de Grand Slam”, comentou Soares, que foi campeão no Australian Open em 2016 com a russa Elena Vesnina.

Pouille vence Raonic, faz sua melhor campanha em Slam e desafia Djokovic

Foi definida nesta quarta-feira a segunda semifinal masculina do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na primeira partida do dia, Milos Raonic tinha todo favoritismo diante de Lucas Pouille. A atuação anterior, contra Alexander Zverev, e o histórico favorável ao canadense deixava esse favoritismo mais evidente.

Porém, isso ficou fora da quadra. O francês dominou a partida e teve até chances de encerrar a disputa em sets diretos, mas triunfou por 3×1, com parciais de 7/6(4) 6/3 6/7(2) e 6/4.

Pouille faz sua melhor campanha da carreira em um Slam e terá um dos maiores desafios ao enfrentar Novak Djokovic.

O sérvio praticamente não teve dificuldade diante do Kei Nishikori, que não tinha condições físicas de competir e abandonou a partida quando perdia por 6/1 4/1. Vale lembrar, o japonês vinha de um jogo de mais de cinco horas de duração nas quartas de final.

Djokovic e Pouille farão um confronto inédito na semi.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Pliskova elimina Serena e encontra Osaka na semi do Australian Open

A japonesa Naomi Osaka confirma sua grande fase em Slams e já está na semifinal do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro.

Na noite desta terça-feira, no horário de Brasília, a japonesa teve uma firme atuação para superar em sets diretos a ucraniana Elina Svitolina, com parciais de 6/4 e 6/1.

Essa é apenas a quarta participação de Osaka em Melbourne e, até então, sua melhor campanha foi a do ano passado, quando parou nas oitavas.

Por vaga na final, ela terá pela frente a tcheca Karolina Pliskova que, já na manhã desta quarta-feira, fez uma grande partida diante da norte-americana Serena Williams e triunfou depois de três sets, com parciais de 6/4 4/6 e 7/5.

As duas já se enfrentaram três vezes, com duas vitórias da tcheca. A partida entre elas será já na madrugada de quinta-feira, um pouco depois da primeira semi, entre a surpreendente Danielle Collins e a tcheca Petra Kvitova.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Nadal segue sem perder set, supera Tiafoe e encara Tsitsipas na semi do Australian Open

Com mais uma excelente apresentação, Rafael Nadal garantiu sua vaga na semifinal do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na manhã desta terça-feira, no horário de Brasília, ele enfrentou o jovem norte-americano Francis Tiafoe, que fazia sua melhor campanha da carreira em um Slam, mas que não conseguiu encontrar resistência para o espanhol.

Nadal conseguiu quebrar o saque de Tiafoe em todo início de set e, com isso, manteve sempre vantagem no placar até fechar a partida com parciais de 6/3 6/4 e 6/2.

Na semifinal, o nº 2 do mundo, que ainda não perdeu set no torneio, terá o desafio de enfrentar o grego Stefanos Tsitsipas, que depois de eliminar Roger Federer, precisou de quatro sets  para bater o consistente Roberto Bautista-Agut, que vinha de 9 vitórias seguidas na temporada.

A outra semifinal começa a ser definida na madrugada de quarta-feira, no horário de Brasília, com a partida entre o canadense Milos Raonic e o francês Lucas Pouille.

Na rodada noturna, Novak Djokovic terá pela frente o japonês Kei Nishikori, que vem de uma maratona de mais de 5hs no seu jogo das quartas de final.

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia