Bia Haddad e Luisa Stefani ficam com o vice de duplas do ITF de Cagnes-Sur-Mer

A tenista paulista Bia Haddad encerrou neste domingo sua participação no ITF US$ 80 mil de Cagnes-Sur-Mer com o vice-campeonato na chave de duplas.

Na decisão, Bia e a paulista Luisa Stefani foram superadas pela russa Anna Blinkova e a suíça Xenia Knoll, cabeças de chave 1, por 4/6 6/2 14-12.

“Apesar da derrota, foi um jogaço, as quatro jogaram muito bem”, avaliou Bia. “Foi uma boa semana, bastante proveitosa e gostaria de agradecer a Lu pela nossa primeira final juntas. Agora é iniciar a preparação para Roland Garros”, completou a tenista número 1 do Brasil, que fez quartas de final na chave de simples.

Bia segue para Paris nesta segunda-feira.

Bia Haddad e Luisa Stefani perdem nas quartas de duplas do WTA de Praga

A dupla brasileira formada pelas paulistas Bia Haddad e Luisa Stefani encerrou, nesta quarta-feira, sua participação no WTA de Praga.

Bia e Luisa, que jogaram pela primeira vez juntas no circuito profissional, foram superadas nas quartas de final pela dupla principal favorita ao título, formada pela Kveta Peschke e a norte-americana Nicole Melichar, mas venderam caro a derrota, por 5/7 6/4 10-5, em 1h24min de partida.

Na estreia, a parceria nacional havia derrotado a sueca Cornelia Lister e a tcheca Renata Voracova, por 6/1 7/5.

Bia continua na Europa se preparando para o próximo torneio, o WTA Premier de Madri, na Espanha.

Bia Haddad para no quali do WTA de Praga, mas ainda joga duplas ao lado de Luisa Stefani

A tenista paulista Bia Haddad foi superada, neste domingo, pela suíça Jil Teichmann, por duplo 6/2, pela segunda rodada do qualifying do WTA de Praga.

“Hoje ela foi muito sólida do que eu”, afirmou Bia, que já tinha vencido a suíça em outras duas oportunidades. “Tive muito erros não-forçados e não aproveitei as chances que eu tinha. Ela foi se soltando e crescendo na partida. Saquei um pouco abaixo do que eu estava sacando ontem também e isso acabou fazendo com que o resultado não fosse positivo”, explicou a tenista número 1 do Brasil.

Em compensação, Bia recebeu uma boa notícia neste domingo. Ela e a paulista Luisa Stefani entraram na chave duplas e vão estrear contra a sueca Cornelia Lister e a tcheca Renata Voracova. “Eu e a Luisa ficamos muito felizes”, finalizou.

Brasil vence Argentina na Fed Cup e decide vaga no playoff do Grupo Mundial II com Paraguai

O Brasil venceu o confronto com a Argentina, de virada, por 2 a 1, e está na final do Zonal Americano I da Fed Cup, disputado no saibro de Assunção, no Paraguai. Neste sábado, a equipe brasileira disputa uma vaga no playoff do Grupo Mundial II com os donos da casa, a partir das 15h (horário de Brasília).

A vitória sobre as argentinas foi suada. Mas empurrada pela torcida, que, apesar do pequeno número, fez barulho na arquibancada do Club Internacional de Tenis, as brasileiras viraram o confronto.

No primeiro jogo, Nathaly Kurata acabou superada por Paula Ormaechea por 7/5 e 6/0. Na segunda partida, Bia Haddad Maia venceu Catalina Pella 6/2, 4/6 e 6/4, em 2h31 de confronto. Com 1 a 1 no placar, a decisão ficou para as duplas. E, mais uma vez, Bia Maia e Luisa Stefani venceram o duelo e garantiram a classificação do Brasil, ao superarem Catalina e Maria Irigoyen por 6/1, 3/6 e 6/2, em 1h45 de duração.

“Foi muito especial, mais um confronto de Fed Cup duríssimo. Elas estavam um ponto acima, tiveram 4 a 2 na negra comigo na simples e eu estava abaixo. Mas fiquei olhando a energia da nossa torcida e foi o que me puxou, o que me acreditar e eu consegui ganhar 6/4. E fomos para cima com tudo nas duplas”, contou Bia.

“Tivemos um dia super positivo, ganhar da Argentina dá aquele gostinho a mais. Terminamos a simples empatada, então entramos a full na dupla. Acabamos nos complicando um pouquinho no segundo set, as meninas jogaram bem, jogo duro, mas conseguimos dar conta do recado no terceiro. Sabíamos o que tínhamos que fazer e mandamos ver”, avaliou Luisa.

Esta foi a primeira vez que o Brasil venceu a Argentina em um confronto na Fed Cup. As argentinas somavam quatro vitórias sobre as brasileiras, duas delas, inclusive, nos últimos dois anos, quando Fernando Roese já era capitão da equipe nacional

“Dia bom, sofrido, já esperávamos um confronto muito duro. Os últimos dois anos eu já havia perdido para a Argentina, então era uma questão de honra, mas era uma equipe muito dura, muito competitiva. Tem essa rivalidade sadia. Para mim, pessoalmente foi muito legal. As meninas tiveram todo o mérito, a equipe está muito unida. Não é só a vitória da Bia e da Luisa, é do time inteiro”, ressaltou o capitão brasileiro.

Além da vitória por 2 a 1 sobre a Argentina, o Brasil venceu a Venezuela na estreia pelo mesmo placar e aplicou 3 a 0 na Guatemala, que foi rebaixada. Neste sábado, a equipe brasileira tem mais uma parada duríssima contra as donas casa, que têm a 84ª do mundo, Verônica Cepede, pela 366ª colocada Montserrat Gonzalez e pelas jovens Camila Campiz e Lara Escauriza.

“Agora é a final contra o Paraguai, jogar na casa deles. É uma excelente equipe também, será um confronto duro como todos os outros, mas já deu pra sentir a quadra central, conhecemos bem nossas adversárias, conseguimos criar uma energia muito legal essa semana e vamos dar tudo amanhã”, projetou Bia.

“É o último dia, temos trabalhado para isso, era onde queríamos chegar. Sabemos que o Paraguai é duro, vai ter torcida, mas acho que a nossa vai até ganhar da deles pelo ânimo e vamos dar tudo amanhã”, completou Luisa.

“O Paraguai junto com a Argentina é uma das equipes mais difíceis. É uma equipe muita parelha, tem a Ceped com um ranking parecido com o da Bia e é local. Jogar contra a equipe local é sempre mais difícil, torcida apoiando, mas nós estamos com pouca torcida aqui, mas muito eficiente. O grupo está muito unido. Agora é descansar, ver escalação e se preparar para a final contra o Paraguai”, finalizou o capitão Fernando Roese, após o confronto contra as argentinas.

Foto: Matheus Joffre/CBT

Brasil fecha participação na Fed Cup vencendo a Bolívia

Luisa Stefani peqO Brasil encerrou neste sábado a sua participação no Zonal Americano I da Fed Cup com vitória por 2 a 0 diante da Bolívia para se manter no primeiro zonal da competição na próxima temporada.

O capitão Fernando Roese promoveu a estreia da jovem paulista Luisa Stefani em simples para enfrentar a boliviana Maria Fernanda Alvarez Teran e a brasileira conseguiu sair com a vitória apesar de o nervosismo a ter atrapalhado um pouco no terceiro set, fechando com 6/4 6/7(0) 7/6(3).

“Eu estava bem motivada para esse jogo, ontem o Fernandão falou que talvez precisasse de mim para a simples e a dupla, então estava pronta, todos os dias eu estava pronta para jogar e hoje foi o dia. Felizmente consegui ganhar o jogo, foi um jogo duro, tive que lidar com bastante emoção, mas fiquei muito animada. Representar o Brasil foi um prazer bem grande, ainda mais a minha primeira vez aqui, foi muito especial”, afirmou Stefani.

“Aprendi muito essa semana de várias formas e acho que o tênis universitário, com o fato de jogar por um time, me ajudou, ainda mais hoje nos momentos de pressão, quando não joguei tao bem, mas consegui sair com a vitória”, completou a novata da equipe.

Gabriela Cé entrou em quadra precisando da vitória para confirmar a permanência do Brasil no Zonal Americano I e conseguiu se sair bem contra a boliviana Noelia Zeballos, vencendo com duplo 6/3.

“Hoje era tão tenso quanto jogar a final, porque são os dois extremos, um é lutar para subir para o Playoff e outro é para permanecer no Zonal. Era uma responsabilidade bem grande que a gente tinha e o fato de a Lu ter ganho o jogo dela foi determinante porque se ela tivesse perdido poderia ser dramático o segundo jogo e eventualmente uma dupla.  Me deu uma tranquilidade muito grande para entrar em quadra e realizar o meu trabalho”, afirmou Cé.

Desfalcado de duas de suas principais tenistas, o Brasil teve confrontos equilibrados, mas acabou perdendo nos detalhes em disputa contra a Colômbia, a Argentina e o Chile, sempre tendo chances de vencer as partidas, mas as derrotas acabaram por colocar o time do capitão Fernando Roese na disputa para permanecer no primeiro Zonal em 2017.

“O nível das equipes estava muito parelho e assim como jogamos contra o rebaixamento, a gente poderia ter jogado pelo terceiro lugar. Escapou em alguns jogos muito em função de detalhes. A Teliana fez um esforço muito legal, como capitão fiquei muito feliz com a presença dela por tudo o que representou para o tênis do Brasil. Ela ter vindo participar da equipe foi uma consideração muito grande, ainda mais sabendo que a Paula não quis jogar e a Bia por lesão não veio. Só a presença dela faz a diferença para a gente, mas alguns jogos escaparam”, afirmou Roese.

“A Gabriela hoje segurou a onda, veio a semana inteira sofrendo um pouco com os jogos, mas em termos de experiência foi muito bom. A equipe teve que se superar muito e perdemos nos detalhes, o fator muito positivo aqui foi a presença da Carol e da Luisa, que já mostra uma renovação, as duas tiveram a chance de jogar, a Carol e a Luisa na dupla, e hoje a Luisa na simples em um momento muito delicado. Ela tem um jogo que favorece ela nessas condições e isso foi determinante na escolha por ela jogar. Ela sentiu um pouco, ficou nervosa, poderia ter ganhado o terceiro set um pouco mais fácil, teve três match points antes do tiebreak mas segurou a onda no final”, analisou o capitão sobre a disputa.

Roese finalizou enfatizando o lado positivo da equipe em termos de experiência e lembrou que o resultado final alerta para que o tênis feminino tenha uma maior atenção na formação de mais jogadoras.

“Foi uma experiência muito boa, principalmente para elas que estão entrando agora e um aprendizado grande para a Gabriela de jogar como titular, acho que a gente tem que tirar desse momento difícil as coisas boas. Logicamente é um alerta para a gente pensar e ver mais meninas no nosso tênis feminino que está tão fraco já faz algum tempo, para a gente conseguir fazer alguma coisa melhor”, finalizou o capitão.

Foto: Jaime Lopez/ITF

Brasil trabalha na adaptação antes da estreia na Fed Cup, no México

Teliana 1 peqO Brasil segue em preparação para a estreia no Zonal Americano I da Fed Cup, a Copa do Mundo do Tênis, que acontece a partir desta segunda-feira em Metepec, no México.

 

As tenistas Carolina Alves e Gabriela Cé, que chegaram ao local dos jogos na quinta-feira, realizaram neste sábado o terceiro dia de treinos já contando também com Teliana Pereira, tenista número 1 da equipe.

 

O capitão Fernando Roese ressalta a importância da adaptação ao local de jogo, já que os confrontos acontecem em quadras duras, em local com altitude e bastante seco, o que requer uma atenção maior.

 

“O clima é muito seco e talvez o fator que a gente mais esteja estranhando é a altitude. Aqui tem entre 2.300 m e 2.400 m, então é um trabalho que a gente fez nos primeiros dias de elas se adaptarem principalmente com as bolas. A bola aqui anda bastante, mas treinamos bem esses primeiros dias. Até segunda estará todo mundo bem ambientado, bem aclimatado e bem para começar os jogos”, afirma o capitão.

 

A gaúcha Gabriela Cé disputa pelo quarto ano seguido a Fed Cup pelo Brasil e espera confrontos difíceis na primeira fase devido aos países que integram o grupo das brasileiras.  

 

“O nosso grupo aqui é bem homogêneo, é muito parelho. Realmente é um grupo muito difícil, são confrontos todo dia pedreira, mas eu acredito muito que a gente possa fazer uma boa campanha. Ano passado éramos favoritas e não conseguimos sair como campeãs, mas esse ano nós não somos, estamos com uma equipe diferente, renovada de certa forma, então acho que é uma questão que tem que passar a bola para as outras e a gente só se preocupar em jogar o nosso tênis dentro da quadra. Estou bem confiante no que depender de mim, me identifico bastante nesse tipo de competição”, afirma Cé.

 

Luisa Stefani completa o time brasileiro neste domingo em Metepec, onde já treinará com Teliana, Gabriela e Carolina Alves. O Brasil estreia nesta segunda-feira, às 10h locais (14h de Brasília) contra a Colômbia.

 

A equipe do Brasil é formado pelas tenistas Teliana Pereira, Carolina Meligeni Alves, Gabriela Cé e Luisa Stefani. A comissão técnica é formada pelo capitão Fernando Roeese, a fisioterapeuta Claudia Tamachiro e o chefe da delegação Paulo Moriguti. 

Brasil terá equipe com estreantes no Zonal Americano da Fed Cup

teliana-bogota-peqO Brasil teve nesta segunda-feira a definição da equipe que defenderá o país no Zonal Americano I da Fed Cup, que acontece entre os dias 6 e 11 de fevereiro, na cidade de Metepec, no México. O capitão Fernando Roese convocou uma equipe renovada para ir ao México ao promover a estreia das jovens tenistas Carolina Meligeni Alves e Luisa Stefani, que integram ao time com as remanescentes Teliana Pereira e Gabriela Cé.

Atuais tenistas número 1 e 2 do país no ranking da WTA, Paula Gonçalves e Beatriz Haddad Maia não jogam este Zonal Americano da Fed Cup. Paula Gonçalves optou por não jogar a competição, enquanto Bia ainda se recupera de um acidente doméstico que adiou o seu início de temporada.

“Esse ano vamos de equipe renovada. Renovada até pela ausência da Paula Gonçalves, que eu chamei, mas ela não quis jogar. Acho que todo atleta tem a livre escolha, logicamente que a Paula no momento dela hoje nos ajudaria bastante, mas em se tratando de ela não querer jogar, não se pode fazer nada”, explica o capitão Roese. “Tivemos azar com a Bia, que também vive um bom momento, teve essa lesão dela e justamente as duas atletas que vivem um bom momento, terminaram o ano de 2016 jogando muito bem, não vamos poder contar com elas. Mas equipe é isso”, complementa sobre as ausências.

A mudança na equipe brasileira é a maior desde 2013, quando a base atual foi montada contando com Teliana, Paula e Bia. Naquela ocasião o Brasil fez grande campanha, perdendo apenas para o Canadá na final do Zonal Americano. Roese destaca a oportunidade para as jovens estreantes e acredita que o time pode alcançar um bom resultado no México.

“Isso dá uma chance para a Luisa Stefani, que é uma menina jovem e fez uma boa temporada em 2016. Ela vem tendo bons resultados, joga no tênis universitário americano e é acostumada à quadra dura, que combina com o que a gente vai ter no México. Ela já entra como uma renovação na equipe. A Carol Alves no ano passado foi convocada para treinar com o time e desta vez vai estar no time, ela também jogou bem no final do ano”, analisa o capitão.

Aos 19 anos, Luisa integra pela primeira vez uma equipe profissional brasileira após ter passado com sucesso por seleções na base do país. A paulistana iniciou em 2016 a disputa do circuito universitário americano pela Universidade de Pepperdine, em Malibu, na Califórnia. Logo na primeira temporada se destacou e foi eleita a melhor estreante, além de ser semifinalista nos Playoffs da primeira divisão da NCAA. No final do ano passado, obteve seu maior título nas duplas do ITF US$ 50 mil de Atlanta. Carolina fechou a temporada 2016 com o melhor ranking da carreira após jogar 11 semanas na Tunísia, onde obteve os dois primeiros títulos profissionais de simples, além três conquistas nas duplas.

A principal jogadora do time brasileiro segue sendo Teliana Pereira, que lidera a equipe ininterruptamente desde 2013 e vem se recuperando de uma temporada abaixo do esperado. Ela já iniciou o ano com bons resultados na Austrália. Gabriela Cé também inicia um ano de recuperação após não ter conseguido repetir os resultados de 2015.

“A Teliana que vem buscando a melhor forma dela, é legal de ver ela passando um quali na Austrália, tem a Gabi, que não fez um bom ano de 2016, mas vem tentando buscar também seus melhores resultados. É uma pena não contar com as duas melhores tenistas do momento, mas equipe é isso, a gente tem de tentar unir o grupo, achar a melhor forma de vencer os confrontos e eu acho que é mais uma experiência legal que a gente tem de poder fazer alguma coisa melhor pelo tênis feminino”, finalizou o capitão.

O Brasil terá como adversários no Zonal Americano I da Fed Cup 2017 as equipes de Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Venezuela. A disputa será em quadras descobertas de piso duro no Club Deportivo la Asuncion, em Metepec, no México.

Luisa Stefani, aos 18 anos, consegue maior resultado da carreira em Campos do Jordão

Stefani peqA 13 dias de completar 19 anos, a paulista Luísa Stefani conseguiu um resultado inesperado na segunda rodada do Torneio Internacional de Tênis Feminino e garantiu pela primeira vez a presença nas quartas de final de um evento de nível challenger. Treinando nos Estados Unidos há cinco temporadas, Luísa se sentiu em casa no piso sintético rápido do Tênis Clube de Campos do Jordão e eliminou a gaúcha e cabeça Gabriela Cé, por 6/1 e 6/3.

“Entrei com um plano tático estabelecido e consegui executar bem, ou seja, fiquei bem agressiva, pressionando, sem deixá-la à vontade no fundo de quadra”, analisou Stefani. Apenas número 991 do ranking, ela precisou de convite dos organizadores para entrar na chave principal. Luísa tinha apenas uma vitória no primeiro semestre, já que ficou parada quatro meses por contusão. Sua adversária desta quinta-feira será a chilena e cabeça 3 Daniela Seguel, que passou pela paulista Carol Meligeni Alves, por 6/1 e 6/2.

Grande candidata ao título, Paula Gonçalves fez outra ótima exibição e cedeu apenas quatro games à chilena Fernanda Brito, fechando a partida de 54 minutos por 6/3 e 6/1. “Saquei muito bem nos momentos importantes e isso foi a chave para a vitória”, garante Paula, que reencontrará agora Renata Zarazua, que venceu o duelo mexicano diante de Ana Sanchez, por 6/1 e 7/5. “Ganhei dela na Fed Cup de meses atrás, mas o fundamental é me manter focada. A altitude de Campos encaixa bem com meu jogo”.

A canhota Nathalia Rossi parou diante da búlgara e cabeça 6 Aleksandrina Naydenova, por 6/1 e 6/3, e a juvenil Thaisa Pedretti foi batida pela espanhola e quinta favorita Laura Pous, parciais de 6/2 e 6/0. Nesta quinta-feira, Naydenova enfrentará a paraguaia Montserrat González enquanto Pous encara a francesa Alizé Lim, cabeça 2.

A rodada desta quinta-feira começa às 11h, com entrada gratuita. Jogam simultaneamente Stefani x Seguel, Pous x Lim e Naydenova x González. Depois, entram Paula x Zarazua. Às 15h, acontecem as semifinais de duplas: Ingrid Martins/Laura Pigossi x Gonzalez/Sanchez e Stefani/Nanda Alves x Cé/Lim.

Estrelas do Passado – Uma exibição entre os campeões pan-americanos Fernando Meligeni e Flávio Saretta será a atração deste domingo no Tênis Clube de Campos do Jordão. Dois tenistas que representaram o Brasil em Jogos Olímpicos e estiveram entre os 50 melhores do mundo em suas épocas farão um duelo às 11 horas, com entrada gratuita ao público.

Orlandinho vence francês e busca nesta sexta uma vaga na final de Roland Garros. Luisa Stefani joga semi de duplas

TENNIS - INTERNATIONAUX DE FRANCE 2014Orlando Luz, o Orlandinho, conseguiu mais uma grande vitória nesta quinta-feira e se garantiu na semifinal da chave juvenil de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

O brasileiro de 16 anos passou pelo francês Johan Sebastien Tatlot, de 18 anos e top-600 da ATP. Orlandinho precisou de muita garra para vencer o tenista local em três sets, com parciais de 7/5 5/7 e 6/4.

Nesta sexta, ele vai encarar o russo Andrey Rublev por uma vaga na grande final.

Na chave de duplas, Orlandinho e João Menezes passaram pelos eslovacos Martin Blasko e Alex Molcan por 6/4 6/3 e também estão na semi. Nesta sexta, eles jogam contra o austríaco Lucas Miedler e o australiano Akira Santillan.

Feminino

Na chave juvenil feminina, a brasileira Luisa Stefani também está na semi de duplas.

Nesta quinta-feira, ela e a mexicana Renata Zarazua venceram a parceria formada pela italiana Bianca Turati e a chinesa Wushuang Zheng por 4/6 6/2 e 10/4.

Por uma vaga na final, elas terão pela frente nesta sexta a norte-americana Catherine Cartan Bellis e a tcheca Marketa Vondrousova, cabeças de chave nº 7.

Foto: FFT

Luisa Stefani, uma das maiores promessas do tênis nacional, treina na Saddlebrook Tennis Academy, nos EUA

Luisa Stefani 2 peqPrincipalmente nos últimos dois anos, Luisa Stefani se tornou uma das principais promessas do tênis feminino nacional, apresentando bons resultados em quadra e ganhando destaque no país ao faturar os títulos do Banana Bowl e da Copa Gerdau em 2013, na categoria dos 16 anos.

Desde 2011, a brasileira foi morar nos Estados Unidos com os pais e desde então possui uma rotina de muito estudo e treinos na Saddlebrook Tennis Academy.

Aos 16 anos, os resultados de Luisa continuam aparecendo, inclusive no profissional. Já neste ano, ela teve a oportunidade de participar do qualifying do Rio Open através de um convite e fez bonito, vencendo um set e endurecendo a partida contra uma top 100.

Conversamos com a talentosa brasileira e a seguir você pode conhecer seus objetivos e expectativas, além, é claro, de saber um pouco mais do dia a dia de Luisa nos Estados Unidos.

Como surgiu a oportunidade de jogar nos Estados Unidos e como foi essa adaptação?

Um certo dia, meus pais chamaram eu e meu irmão para conversar sobre a possibilidade de nos mudarmos para os Estados Unidos. O objetivo dos meus pais nessa mudança era nos dar uma oportunidade para melhorar no tênis, treinar em outra realidade, aprender inglês e também começar uma nova experiência de vida. Eu acho que demorou um pouco para “cair a ficha” e só depois eu fui perceber que seria uma grande mudança e, com certeza, algo que mudaria não só a minha vida, mas a vida da família inteira.

Quando chegamos nos Estados Unidos eu falava pouco inglês e era muito quieta, eu conseguia me virar no espanhol e assim fui aprendendo a conversar, fazer amizades e melhorar na escola.

No tênis, por mais difícil que fosse de entender, os termos são mais parecidos e conseguia lidar melhor com a situação, pois não tinha muito o que falar, era só entrar em quadra e jogar. Os outros atletas também sempre tentavam me ajudar na comunicação, às vezes eu seguia o que os outros estavam fazendo, ou na pior das hipóteses mimica funcionava bem também (risos).

Como é sua rotina na Saddlebrook Tennis Academy?

Eu vou para escola de manhã, das 7:30hs às12:05hs e tenho 1 hora de almoço entre a escola e o tênis. No período da tarde, treino em quadra das 13:10hs às 15:00hs horas, geralmente drills, bastante repetição de movimentos, patterns, técnica, etc. Na segunda sessão, das 15:00hs às 17:00hs, treino de competição e tática, colocando em prática o que treinamos na primeira sessão da tarde.

A preparação física é feita das 17:00 às 18:00hs, e é composta por treinos de resistência, força, agilidade, coordenação e exercícios específicos relacionados ao tênis.

Dois dias por semana fazemos treinamento físico durante metade da primeira sessão de tênis e depois seguimos a rotina de treinamento em quadra.

Você acha que essa mudança foi fundamental para uma evolução na qualidade do seu jogo?

Sim, sem dúvida. Essa mudança me ajudou muito, não só com a evolução do meu jogo, mas como minha experiência em torneios e em uma atmosfera de tênis completamente diferente do que eu estava acostumada.

Qual é o diferencial que a academia tem em relação às outras que você conhece?
Aqui eu sinto que as pessoas se ajudam, muita cooperação. Aqui eu sinto que participamos de um grupo onde todos se ajudam em tudo o que o outro precisa e em todos os aspectos, seja em quadra, na escola e na vida em geral. Trabalhamos duro, mas sempre apoiamos uns aos outros.

Que outros tenistas você já encontrou treinando por lá e com quem você já treinou?

Dos profissionais que treinam no Saddlebrook frequentemente, John Isner é o que tem melhor, mas eu também já vi o time da Davis Cup dos Estados Unidos se preparando para competição aqui. Entre os norte-americanos, vi o Jack Sock, Donald Young, Mike e Bob Bryan, James Blake e o Jim Courier. O #1 do ranking juvenil Zverev e seu irmão sempre passam uma temporada do ano por aqui, e outros Pros que estão menos rankeados.

Entre as mulheres já vi por aqui a Sam Stosur, Ursula Radwanska, Jennifer Capriati e Martina Hingis, com quem tive a oportunidade de jogar e treinar duas vezes. Tem outras jogadoras da WTA, não tão famosas, que vem para cá para fazer pré-temporada também.

E pra você, como é abrir mão de algumas coisas que os jovens da sua idade possuem para ter essa dedicação praticamente exclusiva ao tênis?

Não vejo abrir mão de certas coisas como uma perda de maneira alguma; a verdade é que eu viajo o tempo todo para vários lugares diferentes, conhecendo novas pessoas e culturas, me divertindo, jogando tênis, fazendo o que eu amo e com certeza aproveitando a vida de um jeito diferente. Na minha opinião, tem tempo pra tudo na vida e com certeza um dia eu vou ter tempo para fazer as coisas que eu não posso fazer agora, pois estou dedicando meu tempo mais ao tênis.

Além do apoio da família, você teve ou tem apoio de alguma instituição?

Apoio financeiro? Só dos meus pais. Temos apenas um acordo com a Head para fornecimento de raquetes. O Departamento Técnico da CBT tem sido importante este ano, assim podemos usar a estrutura disponível nos torneios. No começo do ano, por exemplo, meu técnico não pode me acompanhar nos torneio na Venezuela e Colômbia, assim fui com a equipe da CBT que me deu total apoio. Outras instituições e academias nos ofereceram a possibilidade de usar suas estruturas enquanto eu estivesse de passagem no Brasil.

A boa notícia foi que recebi um convite para participar de um programa da ITF (International Tennis Federation) e com aval da CBT, que vai possibilitar eu jogar a Gira Europeia este ano. Assim poderei disputar importantes torneios juvenis, como Roland Garros e Wimbledon.

No ano passado você conseguiu muitos resultados importantes, como os títulos da Gerdau e do Banana nos 16 anos, o primeiro ponto no ranking WTA, muitas vitórias como juvenil e acabou chamando a atenção da mídia. Fale um pouco da importância de 2013 para a sua carreira.

2013 foi um ano muito especial para mim e foi em um piscar de olhos. Tudo melhorou. Foi quando eu tive os meus primeiros bons resultados em torneios de maior nível, comparado aos que eu jogava antes, e foi quando eu senti que finalmente tinha subido mais um degrau na escada do meu desenvolvimento.

A oportunidade de jogar meu primeiro torneio profissional, onde ganhei um WC e consegui chegar na semi-final, colocar meu nome no ranking WTA ainda com 15 anos, a sequência de vitórias em torneios juvenis, com destaque para os Títulos do Banana Bowl, Copa Gerdau, o Sul-Americano por Equipes e o 5º lugar na Fed Cup Jr (todos na categoria até 16 anos) foram sem dúvida muito importantes para mim e acredito que para meu futuro também.

Como foi a experiência de jogar o quali do Rio Open e ainda tirar um set de uma top 100?

A experiência no quali do Rio Open foi muito boa, consegui aproveitar bastante o torneio e nos poucos dias que passei lá, consegui sentir como é o circuito profissional, estar perto de grandes jogadores, também tive a oportunidade de treinar com jogadoras de alto nível (top 100), o que foi um ótimo aprendizado, uma experiência incrível e me motivou bastante.

Quais são seus próximos objetivos na carreira?

Meus objetivos agora são participar dos Grand Slams juvenis na chave principal e ter uma boa performance nesse meio de ano nos torneios Juvenis. Se possível, participar de alguns torneios profissionais para melhorar meu ranking e ganhar mais experiência.

Você pretende ficar nos Estados Unidos? Já pensou em buscar uma bolsa para jogar o circuito universitário?
Por enquanto eu pretendo ficar nos Estados Unidos, pelo menos até eu acabar o high-school (maio/2015). E quanto ao circuito universitário, é uma boa oportunidade, as portas estão abertas, mas ainda não decidi o que fazer.

Qual é o seu maior sonho no tênis?

O meu maior sonho no tênis é ser o melhor que eu possa ser, nº 1. E fazer a diferença sendo um bom exemplo.

Foto: William Lucas/Inovafoto