João Fonseca e Marcelo Melo vencem jogo emocionante são campeões de duplas do Rio Open

Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio Open apresentado pela Claro teve o título das duplas conquistado por tenistas brasileiros no Jockey Club Brasileiro, com o primeiro ATP vencido em casa na carreira de João Fonseca e o segundo consecutivo de Marcelo Melo, tenista que mais vezes chegou à final do maior torneio de tênis da América do Sul. Os campeões receberam o troféu das mãos do ex-número 1 do mundo Andre Agassi.

O carioca João Fonseca fatura o primeiro título de duplas da carreira e o terceiro no geral. Ele já havia vencido em simples os torneios ATP 500 da Basileia e ATP 250 de Buenos Aires, e mantém o aproveitamento de 100% em finais, tendo vencido as três disputadas.

Marcelo Melo repetiu o feito do ano passado, quando foi campeão ao lado de Rafael Matos, e chega ao título de número 41 na carreira. Ele dedicou a conquista ao pai Paulo Ernane, que morreu no ano passado, um dia depois do título do mineiro em solo carioca.

“Eu vou dedicar esse título ao meu pai, que no ano passado infelizmente veio a falecer um dia depois do meu título aqui. Então, pai, esse título é seu. Não tirando minha mãe que está aqui, o título também é seu”, disse emocionado.

Antes da premiação, o ex-número 1 do mundo deu todos os méritos da conquista a Fonseca e chamou a atenção para a frieza do parceiro nos dois pontos finais que decidiram o título.

“Esse cara aqui é especial, é muito especial! Muita gente pega no pé dele, é injustiça. Esse cara é brincadeira, vocês podem ver o que ele fez agora, mérito total dele, hoje eu só acompanhei. Durante todo o torneio, outros jogos também. 8/8 no super e o cara me dá winner, depois da um ace, mostra o tanto que a mentalidade dele é de campeão. Vitória dele!”, disse Melo.

Fonseca também se emocionou durante a cerimônia de premiação e dedicou o título ao fisioterapeuta Egídio, que perdeu a mãe há poucos dias. O carioca também mostrou confiança de que também ganhará o título de simples no torneio com o qual tem uma longa relação.

“Queria agradecer à Marcia e ao Lui, que desde 2023 me deram a oportunidade de jogar aqui um torneio muito especial para mim, que eu tenho uma história muito legal. Ainda vou ganhar esse torneio de simples, eu acredito, mas enquanto isso a gente ganhou a dupla e está ótimo”, disse Fonseca.

“Não posso deixar de agradecer ao Egidio (fisioterapeuta) que perdeu a mãe anteontem, agradecer a ele pelo profissionalismo e tenha certeza que a sua mãe está descansando”, completou muito emocionado o jovem tenista carioca.

Adversário derrotado pelos brasileiros na final, o holandês Robin Haase se rendeu a João Fonseca nos elogios ao jogo do carioca e também agradeceu pela presença do público para a final de duplas.

“Antes do tie-break, eu achava que a gente precisava da devolução do Andre Agassi. Depois, eu pensei talvez nós precisássemos da devolução do Fonseca. Se você seguir assim, com certeza vai vencer em simples também”, disse Haase.

“Estou no circuito por 20 anos e eu sempre sonhei em jogar com um público deste no meu país, então muito obrigado”, concluiu.

Fonseca festeja semana especial e Melo ressalta patamar do título no Rio Open

Campeões de duplas do Rio Open, João Fonseca e Marcelo Melo destacaram em entrevista coletiva o significado do título vencido em casa, na Quadra Central Guga Kuerten, e a influência que o resultado pode ter na sequência da temporada.

“Com certeza traz mais confiança. Eu não vou dizer que tira a pressão, a pressão vai vir momentaneamente quando entrar na quadra e tem que saber lidar com ela. Mas eu diria que me traz mais convicção, mais confiança. Com certeza é uma semana especial para mim, que eu vou levar pra minha vida como aprendizado, por ter sido tão especial”, disse Fonseca.

Campeão de Roland Garros em 2015 e Wimbledon em 2017, além de nove títulos de Masters 1000, Marcelo Melo apontou o segundo título conquistado no maior torneio de tênis da América do Sul entre os mais especiais da carreira.

“Eu acho que se tornou mais especial por estar jogando com o João, no momento que ele vem, na casa dele, é uma energia diferente, então esse título realmente pra mim é muito importante”, disse Melo.

“Para validar mais para mim mesmo o nível que eu ainda posso jogar, das coisas que eu venho investindo, para continuar no caminho ainda, que eu acho que ainda posso prosperar, mas eu coloco esse título,  vou botar esse título logo atrás dos meus Grand Slam”, completou.

Fonseca destacou o aprendizado que teve com na semana com a experiência do parceiro nas duplas, enquanto Melo também ressaltou a qualidade mostrada pelo carioca nas situações em que foi preciso lidar com pressão.

“Sensacional compartilhar a quadra com ele. A gente tem uma relação fora quadra que é muito especial, a gente consegue, apesar de uma grande diferença de idade, a gente tem raciocínios parecidos e as conversas são super maduras e sempre legais, beneficiam os dois, então eu acho que eu aprendi bastante nessa dupla, a mentalidade que ele tem de enfrentar os momentos difíceis”, disse Fonseca.

“Ele tem 19 anos, e o que jogou hoje e jogou durante o torneio, do 8 a 8, jogando em casa, queira ou não queira, simples ou dupla, você tem que ter um algo diferenciado para fazer o que ele fez hoje. O Melo estava lá também, mas realmente quem foi decisivo hoje foi o João e eu acho que ele merece ser decisivo igual foi hoje, em uma quadra lotada, em casa. Eu sei que para ele é importante, para mim é extremamente importante também”, completou Melo.

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Andre Agassi se encanta pelo Rio Open e faz elogios a João Fonseca na volta ao Brasil

Um dos maiores tenista da história, o ex-número 1 do mundo Andre Agassi chegou nesta sexta-feira ao Rio Open apresentado pela Claro, no qual será o responsável pela entrega do troféu ao campeão da 12ª edição do maior torneio da América do Sul, no Jockey Club Brasileiro, e falou sobre suas primeiras impressões, das lembranças do Brasil e do fenômeno carioca João Fonseca.

Logo que chegou ao Rio Open, o dono de oito títulos de Grand Slam se encontrou com os brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo. Agassi esteve com o jovem carioca recentemente na Laver Cup e teceu elogios a ele.

“É ótimo estar de volta e ter uma desculpa para voltar ao Brasil. São muitas lembranças aqui. Eu só tive uma breve chance de caminhar pelo clube, que parece extraordinariamente bonito, tanto do ponto de vista das instalações, quanto da paisagem. É muito intimista”, afirmou.

De volta ao país onde conquistou o primeiro título ATP de sua carreira, o torneio de Itaparica em 1987, Agassi também falou sobre o desenvolvimento do tênis do período em que jogava para os dias atuais, a relação com o Brasil, os fãs sul-americanos e opinou sobre uma possível mudança de piso nos torneios da América do Sul.

“Eu tenho um lugar especial no meu coração por estar aqui por muitas razões. De todos os fãs de esportes e tênis aqui na América do Sul, e eu gosto de ver a equidade sendo compartilhada. Acho que a mudança de superfície poderia ter impacto nas decisões de alguns jogadores de virem para cá, porque esta é uma transição muito difícil para ir daqui direto para as quadras duras americanas, isso afeta os jogadores”, explicou.

João Fonseca também foi assunto para Agassi, que se encontrou com ele logo na chegada ao Jockey Club Brasileiro e ressaltou sua admiração pelo jovem talento brasileiro.

“Eu encontrei João rapidamente nas quadras de treino, passei uma semana com ele na Laver Cup e foi muito bom vê-lo novamente. Ele é obviamente uma sensação e tanto, mas também um ser humano ainda melhor, muito além da sua idade, mentalmente, emocionalmente, muito consciente do seu ambiente, dos processos. Eu sempre gosto de ver alguém que eu respeito tanto dentro e fora da quadra”, completou.

Agassi também comentou a alta expectativa em torno de Fonseca pela forma como o brasileiro conseguiu tão cedo se colocar no circuito e mostrar um alto nível de tênis, e as reações que acontecem em alguns momentos em que as coisas não saem como o esperado.

“As pessoas acham que ele deveria ganhar todas as partidas. É um grande elogio. Eu também o encorajaria a não viver de acordo com as expectativas de outras pessoas, não é sua responsabilidade. Ele sempre buscando melhorar é sua responsabilidade. Espero que ele tenha conforto nessa separação das expectativas de outras pessoas versus o que ele escolhe fazer e se concentrar por si mesmo”, disse o ex-número 1 do mundo.

“Ele tem o luxo de ser jovem, mas ele tem o fardo de ter tanta expectativa. E eu o conheço bem o suficiente para entender suas sensibilidades. Ele está emocionalmente além de sua idade, é muito inteligente intelectualmente e emocionalmente estável”, completou.

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João Fonseca faz grande jogo e vence duelo brasileiro com Thiago Monteiro no Rio Open. Berrettini também supera estreia

O fenômeno carioca João Fonseca estreou em grande forma na chave de simples do Rio Open apresentado pela Claro e se garantiu nas oitavas de final depois da primeira vitória na temporada no duelo brasileiro com Thiago Monteiro na abertura da Sessão Noite desta terça-feira, na Quadra Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro.

Com um retrospecto de duas vitórias em jogos contra brasileiros, nos duelos com Thomaz Bellucci em 2017 e Felipe Meligeni Alves em 2024, Monteiro não conseguiu derrubar o favoritismo de Fonseca, cabeça de chave número 3 do maior torneio de tênis da América do Sul.

Depois de um primeiro set muito equilibrado, sem nenhuma chance de quebra para nenhum dos dois tenistas, Fonseca elevou o nível no tie-break, dominou os pontos e não perdeu a dianteira na segunda parcial, quando conseguiu a quebra logo no segundo game, fechando com 7/6(1) e 6/1, em 1h34.

“Uma vitória difícil, um jogo muito difícil, com um começo muito tenso para os dois lados, os dois conseguindo fazer bons games de saque e não deixando oportunidades para o outro, ele foi me deixando sem entrada no saque dele, eu fui fazendo o meu e fui ficando”, analisou Fonseca.

“Acho que no tie-break eu consegui elevar o nível, consegui fazer meu jogo confiante, agressivo e hoje eu consegui entrar em quadra com uma mentalidade muito boa, com uma confiança boa. Acho que a torcida me ajudou muito no suporte, um jogo muito mental, então feliz de ter de ter enfrentado ele super bem”, completou.

Thiago Monteiro destacou o nível de jogo apresentado por Fonseca, o potencial que ele tem para evoluir e destacou que agora fica na torcida pelo tenista carioca no Rio Open.

“É um jogador que tem muita bola, muita potência, tem todos os fundamentos que são em altíssimo nível e ainda pode desenvolver muito mais”, disse Monteiro.

“Eu sabia que ele estaria mais tenso, também. Foi a primeira vitória dele na temporada, jogando em casa, sei que não é fácil. Sem dúvidas agora a minha torcida fica totalmente para ele, eu já torcia para ele antes, infelizmente tive que jogar com ele hoje”, completou.

Fonseca volta à Quadra Central Guga Kuerten nesta quarta-feira, a partir das 16h30, mas desta vez nas duplas. Ao lado do ex-número 1 do mundo Marcelo Melo, ele enfrenta os argentinos Maximo Gonzalez e Andres Molteni, cabeças de chave 2, pelas quartas de final.

Na volta ao Rio Open apresentado pela Claro após quatro anos da participação anterior, o italiano Matteo Berrettini manteve sua boa sequência em primeiras rodadas no saibro e venceu a 15ª de 16 estreias na superfície ao passar pelo chileno Tomas Barrios Vera.

Em jogo que abriu a programação da Quadra Guga Kuerten nesta terça-feira, Berrettini levou 2h25 para superar Barrios Vera por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(1) e 7/5.

“Eu sabia que não seria um jogo fácil. Ele fez dois jogos no Qualifying e eu não tenho muitos jogos nas pernas esterno, então estou muito feliz com a forma como eu lutei e acho que no fim do jogo eu também estava jogando melhor. Então tenho boas sensações para este torneio”, disse Berrettini.

Assim como na estreia, Berrettini terá pela frente novamente um lucky loser, desta vez o sérvio Dusan Lajovic, que é o tenista que mais vezes jogou a chave principal do Rio Open, presente em todas as edições do maior torneio de tênis da América do Sul.

O italiano chama a atenção para a dificuldade que é encarar um adversário nesta condição, em que ele já tem mais jogos disputados na mesma edição do torneio por vir do Qualifying.

“Eu acho que hoje em dia no circuito ATP todos os jogos são muito difíceis, não importa com quem você joga, se é Lucky loser ou qualifier, o ranking não importa muito. Nessas condições, a umidade, a bola não está indo, é muito difícil ganhar jogos e ganhar pontos”, disse Berrettini.

“Lajovic tem uma carreira incrível, uma grande experiência. Ele ganhou um jogo muito difícil na primeira rodada contra um jogador muito bom. Você não pode subestimar ninguém. Quando você vem de jogar alguns jogos, você conhece as condições e sabe o que tem que fazer. É por isso que os Lucky losers são sempre tão difíceis de enfrentar”, concluiu.

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Guto Miguel faz bom jogo, mas é superado na estreia de simples no Rio Open

O brasileiro Luis ‘Guto’ Miguel, de apenas 16 anos, fez uma grande partida de estreia no Rio Open apresentado pela Claro, mas acabou superado na primeira rodada de simples pelo lituano Vilius Gaubas no encerramento da Sessão Noite na Quadra Central Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro.

Guto teve grande reação no segundo set depois de sair com uma quebra atrás na segunda parcial, mas não conseguiu manter o ritmo no fim e acabou perdendo por 2 sets a 1, com parciais  de 6/3, 2/6 e 6/2, em 2h11 de partida.

“Foi um jogo muito bom para mim, foi mais uma experiência incrível na minha carreira. Queria agradecer a todos os envolvidos, principalmente ao Lui Carvalho, pela oportunidade de jogar a chave deste torneio incrível”, disse Guto.

“A atmosfera estava muito boa. Acabou escapando ali a energia no começo do terceiro set. Agora é trabalhar que tem muito mais por vir este ano, são pequenos ajustes que fazem grande diferença”, completou.

O jovem tenista volta à quadra nesta quarta-feira para jogar a chave de duplas ao lado do também brasileiro Gustavo Heide. Eles enfrentam o americano Evan King e o australiano John Peers, cabeças de chave 4 do maior torneio de tênis da América do Sul.

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Rio Open terá super terça com duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, além dos jogos de Berrettini, Cerundolo e Baez

O Rio Open apresentado pela Claro terá uma super terça com o duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, a estreia de Guto Miguel, além de alguns dos principais favoritos ao título, como o italiano Matteo Berrettini e os argentinos Francisco Cerundolo, cabeça de chave 1, e Sebastian Baez, atual bicampeão.

A Sessão Noite será aberta pelo jogo entre o fenômeno João Fonseca e Thiago Monteiro, brasileiro com mais vitórias na história do maior torneio de tênis da América do Sul.

Fonseca projetou nesta segunda-feira o duelo depois de vencer a estreia nas duplas ao lado de Marcelo Melo e fez elogios ao adversário da primeira rodada.

“Acho que vai ser super legal, o Thiago é um grande amigo, já treinamos juntos várias vezes, compartilhamos o time na Copa Davis algumas vezes também. É um ótimo jogador, todos sabemos a história que ele tem, a humildade que ele tem, o carisma e que aqui no Rio Open ele joga um belíssimo tênis, gosta de jogar com a torcida”, disse Fonseca.

“Mas tenho vindo de uma de um bom momento, estou jogando um bom tênis, confiante e tem tudo para ser um bom jogo. Espero que seja um bom jogo e vamos com tudo?, completou.

Berrettini é quem abre a programação da Quadra Central Guga Kuerten a partir das 16h30. Em sua segunda vez disputando o maior torneio de tênis da América do Sul, ele enfrenta o chileno Tomas Barrios Vera.

Quem fecha a programação na principal quadra do Jockey Club Brasileiro é o novo prodígio do tênis brasileiro Luis Guto Miguel, que enfrenta o lituano Vilius Gaubas.

A Quadra 1 terá uma jornada argentina, com dois dos favoritos ao título em ação. Cabeça de chave 1, Francisco Cerundolo enfrenta Mariano Navone, vice-campeão de 2024, na segunda partida. O terceiro jogo terá o atual bicampeão Sebastian Baez encarando o português Jaime Faria que foi até as quartas de final em 2025. O jogo que abre a Quadra 1 é outro duelo de argentinos, com Tomas Etcheverry contra Francisco Comesaña, semifinalista no ano passado.

Cabeça de chave número 2 e vindo de um vice-campeonato em Buenos Aires, o italiano Luciano Darderi joga na Quadra 2 contra Juan Manuel Cerundolo. Logo em seguida, tem Brasil em quadra com Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann contra o belga Sander Gille e o holandês Sem Verbeek.

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Marcondes e Monteiro se garantem na chave principal com novo recorde brasileiro

Depois da vitória sobe Chun-Hsin Tseng na primeira rodada, Igor Marcondes venceu também em dois sets o português Jaime Faria na rodada final do Quali com parciais de 6/1 e 7/6(5), em 1h37.

“Muito feliz, a ficha ainda não caiu, eu acabei de sair da quadra. Mas estou muito feliz com o que eu apresentei hoje e ontem também, feliz de novo pela oportunidade que o pessoal do Rio Open me deu”, disse Marcondes, que teve uma comemoração emocionada com seu time.

“Minha família, minha esposa, minha mãe e meu irmão também vieram de Caraguá, e meu técnico também. Eles estão comigo desde tudo que a gente passou, então é muita emoção ali. Minha esposa ainda enfrentou acho que as minhas piores fases e agora poder acompanhar essa aqui, eu subindo de novo, é muito bom”, completou.

Igor Marcondes será o 11º tenista brasileiro diferente a disputar a chave principal do Rio Open em 12 anos de torneio.

Quem também se garantiu foi Thiago Monteiro, que pela 10ª vez disputa a chave do ATP 500 carioca depois de superar na rodada final do Quali o sérvio Dusan Lajovic, com parciais de 2/6, 6/3 e 6/3, em 2h51.

“Entrar na chave do Rio Open muito especial, o grande objetivo. Estou muito feliz, é sempre diferente estar jogando aqui em casa, com a família, com os amigos e com todo o público. Hoje a quadra estava lotada de novo, então é realmente fantástica a proporção que o tênis está no Brasil hoje, então muito feliz com o apoio de todo mundo também e com esse reconhecimento”, disse Monteiro.

“Eu estava me sentindo em casa, é uma quadra muito especial, foram várias batalhas, ali vários jogos marcantes na minha carreira. Não só a quadra, mas o torneio, o ambiente e a atmosfera. Então eu tento sempre dar o meu melhor até a última gota de suor ali em cada dia para aproveitar ao máximo essa semana que é tão especial para a gente especialmente para os brasileiros”, completou.

Na rodada final do Qualifying de duplas, o equatoriano Gonzalo Escobar e o holandês Jean-Julien Rojer venceram os brasileiros Gustavo Heide e Luis Guto Miguel por 2 sets a 1, com 4/6, 7/5 e 10-1.

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Matteo Berrettini destaca momento especial na volta ao Rio Open e sua relação com o Brasil

O Rio Open apresentado pela Claro terá novamente o italiano Matteo Berrettini em ação quatro anos depois da sua primeira passagem pelo torneio ATP 500 carioca. Em busca do título que não conseguiu na oportunidade anterior, ele falou neste sábado na sala de imprensa do Jockey Club Brasileiro sobre a forma como retorna ao Brasil.

Berrettini, que foi vice-campeão de Wimbledon em 2021 e já foi número 6 do ranking de simples da ATP, encara na primeira rodada na edição atual o também italiano Lorenzo Sonego. Na volta ao Rio, ele destacou o quão é especial estar no maior torneio de tênis da América do Sul.

“Estou muito feliz, já faz quatro anos que eu vim e estou contente porque, como todo mundo sabe, eu tenho família aqui, tenho bons amigos e é uma cidade que eu amo, acho que a atmosfera que eu vivi aqui há quatro anos foi muito legal, embora tenha chovido muito, então dedos cruzados para esta semana, e não vejo a hora que comece”, disse o italiano.

Berrettini também contou como é a sua relação com o país, em especial com o Rio de Janeiro, que é a cidade de sua avó materna, o que o trouxe desde criança às terras cariocas.

“Eu tenho muitas lembranças. Eu me lembro de vir aqui, de ir à praia, beber água de coco, e pedir à minha mãe para comprar queijo coalho na praia. Eu lembro que mal podia esperar minha avó voltar para trazer algumas coisas que hoje você consegue encontrar na Itália, na Europa um pouco, mas na época, quando eu era criança, não era fácil. Estou muito empolgado de estar aqui e ter este tipo de comida”, completou.

O italiano também destacou que está tentando aprender o português, embora ainda não se sinta seguro o suficiente para falar o idioma.

“Eu não falo português, infelizmente, mas consigo entender. Não me pergunte algo em português, mas eu entendo quando vocês falam um pouco mais devagar e estou tentando aprender”, conclui.

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Rio Open inicia 12ª edição neste sábado com brasileiros em quadra no Qualifying

O Rio Open apresentado pela Claro inicia neste sábado, 14 de fevereiro, a sua 12ª edição, com os jogos do Qualifying, que definem as últimas quatro vagas na chave principal do ATP 500 carioca, que acontece até o dia 22 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro.

Três brasileiros estão na disputa por uma vaga na chave principal: Thiago Monteiro, Pedro Boscardin Dias e Igor Marcondes.

Monteiro é o brasileiro que mais jogos venceu em simples no maior torneio de tênis da América do Sul e tenta chegar à chave principal pela décima vez.

Na primeira partida, Monteiro enfrenta o cabeça de chave 1 do Qualifying, o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo.

Boscardin e Marcondes são estreantes no Rio Open. A primeira rodada de Boscardin será contra o chileno Tomas Barrios Vera, cabeça de chave 2, enquanto Marcondes enfrenta Chun-Hsin Tseng, da Taipé Chinesa, cabeça número 3.

Outros destaques do Qualifying são o chileno Nicolas Jarry, que duela na estreia com o português Jaime Faria. O sérvio Dusan Lajovic, jogador presente em todas as edições do Rio Open, encara o boliviano Hugo Dellien, enquanto a jovem sensação dinamarquesa Elmer Moller duela com o italiano Francesco Passaro.

Quadra Guga Kuerten – A partir das 16h00

[3] Chun-Hsin Tseng (TPE) vs [WC] Igor Marcondes (BRA)

[1] Adolfo Daniel Vallejo (PAR) vs [WC] Thiago Monteiro (BRA)

Doubles Qualifying

Quadra 1 – A partir das 16h00

Jaime Faria (POR) vs [8] Nicolas Jarry (CHI)

[2] Tomas Barrios Vera (CHI) vs [WC] Pedro Boscardin Dias (BRA)

Doubles Qualifying

Quadra 2 – A partir das 16h00

[4] Elmer Moller (DEN) vs Francesco Passaro (ITA)

Hugo Dellien (BOL) vs [6] Dusan Lajovic (SRB)

Quadra 4 – A partir das 16h00

Andrea Pellegrino (ITA) vs [7] Vilius Gaubas (LTU)

Daniel Elahi Galan (COL) vs [5] Dino Prizmic (CRO)

Foto: Fotojump

Rio Open 2026 promove Torneio Winners e treinamento de boleiros com crianças e jovens de projetos sociais

O Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, dá início nesta semana a duas iniciativas que reforçam o compromisso do evento com inclusão social, formação cidadã e desenvolvimento por meio do esporte: o Torneio Winners e o treinamento oficial de boleiros da edição 2026.
 

As ações envolvem crianças e adolescentes oriundos de projetos sociais apoiados pelo torneio e fazem parte da programação que antecede o evento profissional, que acontece de 14 a 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Treinamento de boleiros – Rio Open 2026


Em 2026, o treinamento de boleiros será realizado de 11 a 13 de fevereiro, das 15h às 17h, reunindo cerca de 70 crianças e jovens. A capacitação será ministrada por Alexandre Borges, fundador do projeto Tênis na Lagoa e coordenador de boleiros do Rio Open, ao lado de uma equipe especializada.


Durante o treinamento, os participantes aprendem todo o gestual da função, incluindo deslocamento em quadra, posicionamento, sinalizações para os jogadores receberem as bolas, atuação ao lado da rede e a dinâmica das partidas. A preparação se traduz em uma experiência única para a garotada, que, além de aprender uma nova atividade, tem a oportunidade de vivenciar de perto grandes jogos e o ambiente de um ATP 500.


Serviço | Treinamento Boleiros – Rio Open 2026

11 a 13/02 – 15h às 17h
Local: Quadra Central – Jockey Club Brasileiro

Torneio Winners


Criado em 2017, o Torneio Winners reúne crianças e jovens, entre 8 e 20 anos, oriundos dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open, como a Escolinha de Tênis Fabiano de Paula (Rocinha), Tênis na Lagoa, Instituto Futuro Bom, Projeto Paraty Tênis e os núcleos do NERO – Núcleo Esportivo Rio Open.


Em 2026, a competição será realizada nos dias 11, 12, 13 e 16 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, e contará com seis categorias – duas femininas e quatro masculinas. Além de competir nas quadras de um torneio ATP 500 e utilizar a estrutura de um evento internacional, os participantes vivenciam uma experiência esportiva completa. A cerimônia de premiação acontece na segunda-feira, dia 16 de fevereiro.


Serviço | Torneio Winners – Rio Open 2026


11/02 – 08h às 13h
12/02 – 08h às 12h
13/02 – 08h às 11h
16/02 – Finais – 08h às 10h

Foto: Peter Wrede

Guto Miguel entra na chave principal e mantém tradição do Rio Open de revelar novos talentos

O Rio Open apresentado pela Claro terá mais um jovem brasileiro em quadra na edição de 2026. Aos 16 anos, o goiano Guto Miguel vai disputar pela primeira vez a chave principal de um ATP 500 após a desistência por doença do francês Gael Monfils, que estava inscrito no torneio.
Com a novidade, o Brasil terá ao menos quatro representantes na chave principal do único ATP 500 da América do Sul. João Fonseca, João Lucas Reis e Thiago Wild já estavam garantidos no torneio, que acontece entre os dias 16 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Gustavo Heide e Thiago Monteiro estão confirmados no quali nos dias 14 e 15 e ganham a companhia de Igor Marcondes, que fica com a vaga que era de Guto Miguel.
Atual número 3 do ranking juvenil, Guto vive um grande momento na carreira. Recentemente, conquistou os títulos de simples e duplas no J300 de Traralgon, na Austrália, e soma seis títulos de simples e três de duplas no circuito juvenil da ITF. Em 2025, chegou às semifinais do US Open juvenil e, neste ano, alcançou as quartas de final do Australian Open da categoria.
No ano passado, o brasileiro também foi campeão do J500 de Mérida, um dos torneios mais importantes do circuito juvenil. Já no profissional, conquistou seu primeiro ponto no ranking da ATP em 2025 e soma dois títulos de duplas em torneios ITF. O desempenho chamou atenção no circuito internacional, tanto que Guto treinou em duas ocasiões com Novak Djokovic durante o Aberto da Austrália deste ano.


Inicialmente, o jovem havia recebido um wild card para o qualifying do Rio Open, mas a saída de Monfils garantiu a ele uma vaga direta na chave principal — um passo importante na transição para o circuito profissional.
A aposta em Guto reforça uma das marcas do Rio Open desde sua criação: dar espaço a jovens talentos em início de trajetória internacional. Ao longo dos anos, o torneio já abriu portas para nomes como Casper Ruud, Carlos Alcaraz, Felix Auger-Aliassime e, mais recentemente, João Fonseca.
Agora, Guto terá a chance de viver essa experiência em casa, diante do público brasileiro, no maior torneio de tênis da América do Sul.

Muito feliz com essa nova oportunidade de entrar na chave principal do Rio Open, será uma experiência incrível. Viver isso em um ATP 500 e ainda tão novo é uma oportunidade única. Agradeço Luiz Carvalho, diretor do torneio e toda equipe do Rio Open por isso. Também à minha equipe que tem feito um grande trabalho”, comentou Guto Miguel.

Igor Marcondes fica com a última vaga no qualifying
Aos 28 anos, Igor Marcondes vive uma de suas melhores fases no circuito. Em 2025, chegou a cinco finais de simples em torneios ITF, conquistando três títulos, além de ter alcançado semifinais em Challengers. No período, subiu mais de 1.300 posições no ranking mundial, chegando ao 350º lugar, perto de seu melhor ranking da carreira, o 258º. Nas duplas, soma oito títulos profissionais, o mais recente conquistado no Challenger de Itajaí, no início desta temporada.

“Não sei nem muito o que falar, um convite para o quali do Rio Open é demais, só mesmo agradecer o Luiz Carvalho e todo o pessoal do Rio Open. Nunca estive no torneio nem para ver os jogos, vai ser minha primeira vez. Receber essa oportunidade de jogar, depois de um bom 2025, de retomada, e agora em 2026 receber esse convite para um ATP 500 no Brasil vai ser muito especial para mim. Espero corresponder em quadra”, disse Marcondes.

“O Guto já vinha sendo acompanhado de perto pela organização e havia recebido um convite para o qualifying. Com a desistência do Monfils, entendemos que era o momento ideal para dar esse passo a ele na chave principal. Ao mesmo tempo, o Igor Marcondes vive uma excelente fase e merece essa oportunidade no qualifying. São decisões que fazem parte do DNA do Rio Open, de olhar para o presente, mas também para o futuro do tênis brasileiro”, explicou Luiz Carvalho, diretor do torneio.

Foto: João Pires/ Fotojump