Djokovic salva match-points e bate Federer para conquistar o penta de Wimbledon

Era mesmo a final que muitos esperavam. Pela primeiro vez desde 2015, Roger Federer e Novak Djokovic voltaram a se enfrentar em uma decisão de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Em um jogo cercado de muita expectativa, que teve quase 5 horas de duração, o primeiro set foi exatamente como esperado, com muito equilíbrio e por detalhes, acabando com a vitória do sérvio por 7/6(5).

A segunda parcial foi bem diferente, com o suíço mais agressivo, errando menos e já abrindo duas quebras de saque de vantagem para administrar e empatar a partida, 6/1

O terceiro foi bem parecido com o primeiro, com o nº 1 do mundo levando a melhor no tiebreak, enquanto Federer levou pra parcial decisiva ao triunfar por 6/4 no 4º set.

A partir daí, a coisa ficou mais insana na quadra central. Com um nervosismo cada vez maior da torcida, Djokovic teve uma grande chance ao abrir 4/2 no 5º set, mas viu o adversário reagir e devolver a quebra logo na sequência. E não só isso: Federer chegou a sacar pro jogo quando conseguiu uma quebra que parecia decisiva no 8/8, abriu 40/15, mas viu Djokovic reagir e empatar a partida, indo até o tiebreak (a regra determina um tiebreak quando o 5º set chega ao 12/12). Mais uma vez, usou da sua consistência para vencer por 7/3 e garantir o pentacampeonato do slam disputado na grama.

“Se não foi a final mais empolgante que já participei, está, definitivamente, nas duas ou três melhores da minha carreira contra um dos maiores jogadores de todos os tempos. Eu respeito muito ele (Federer).Infelizmente, neste tipo de jogo, um tem que perder e, como Roger disse, ambos tivemos nossas chances. É surreal estar com dois match-points contra e voltar” disse o sérvio.

Agora, o sérvio, com 16 títulos de Grand Slam, diminui sua distância para o recorde do suíço, que continua com 20 conquistas dos 4 maiores torneios da temporada.

Confira a campanha de Djokovic para chegar a título em Londres:

1R d. Philipp Kolschreiber –  6/3 7/5 6/3

2R d. Dennis Kudla – 6/3 6/2 6/2

3R d. Hurbert Hurkacz – 7/5 6/7(5) 6/1 6/4

Oitavas d. Ugo Umbert 6/3 6/2 6/3

Quartas d. David Goffin  6/4 6/0 6/2

Semifinal d. Roberto Bautista Agut  6/2 4/6 6/3 6/2

Final d. Roger Federer 7/6(5) 1/6 7/6 4/6 7/6(4) 13/12(3)

Foto: AELTC/Karwai Tang

 

 

Halep joga muito, erra pouco e vence Serena em menos de 1 hora para conquistar Wimbledon

Simona Halep não apenas foi campeã, mas deu um show na final de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Com um nível de atuação fora do normal, até mesmo para os seus padrões, ela correu muito, errou pouco – apenas 3 erros não forçados em toda a partida –  e simplesmente não tomou conhecimento de Serena Williams, que pouco fez para impedir a vitória de Halep por duplo 6/2 em apenas 55 minutos de partida.

“Ela jogou muito bem. Eu só estava tentando coisas diferentes. Hoje, nada realmente ajudou, mas eu também errei muito” disse Serena depois da partida.

Com o resultado, a norte-americana continua a um título de igualar o recorde de Slams de Margaret Court, que tem 24,, e a 2 de se tornar a maior detentora dos quatro principais torneios da temporada.

Já Halep faz História pro tênis romeno, já que se tornou a primeira tenista do país campeã de Wimbledon. Além disso, ela conquista seu segundo Slam, depois do triunfo em Roland Garros, no ano passado.

A conquista fará Halep subir 3 postos no ranking da WTA, indo ao 4º lugar, enquanto Serena subirá uma posição, chegando ao 9º.

Fotos: Cynthia Lum

 

 

Fedeerer bate Nadal em jogão e decide Wimbledon contra Djokovic

Definida a grande final masculina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, que é disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Na partida mais aguardada do dia, Roger Federer e Rafael protagonizaram mais um grande espetáculo ao público londrino, decidido em quatro sets a favor do suíço, que agora vai buscar o seu nono título do torneio.

Em uma grande e equilibrada partida, Federer impôs grande agressividade pra dominar nos winners e fechar a partida com parciais de 7/6(3) 1/6 6/3 e 6/4.

Na primeira partida do dia, Novak Djokovic também precisou de 4 sets para se garantir na decisão do próximo domingo, ao anotar 6/2 4/6 6/3 e 6/2.

Federer e Djokovic se enfrentarão pela 49ª vez e a vantagem no confronto é do sérvio, que venceu 26 partidas.

Em Wimbledon, os dois já se enfrentaram três vezes, com vitória de Federer na semifinal de 2012,, e triunfo de Djokovic nas finais de 2014 e 2015.

Foto: Cynthia Lum

 

 

Halep chega à final de Wimbledon pela 1ª vez e desafia heptacampeã Serena, que busca recorde

A quinta-feira foi de poucas surpresas em Wimbledon, com vitória das favoritas na chave feminina do terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres.

No primeiro jogo do dia, Simona Halep impôs toda sua solidez diante da ucraniana Elina Svitolina, perdeu apenas 3 games e venceu por 6/1 e 6/3.

Com isso, a romena chega à final de Wimbledon pela primeira vez na carreira, depois da semi de 2014 e as quartas de 2016 e 2017.

Na decisão deste sábado, ela terá pela frente nada menos do que Serena Williams, que cresceu ao longo da competição e que passou pela tcheca Barbora Strycova na semi, com parciais de 6/21 e 6/2.

Heptcampeã do torneio, Serena busca recuperar a hegemonia em Londres depois do vice-campeonato do ano passado, quando perdeu para a alemã Angelique Kerber.

Aos 37 anos, a norte-americana se tornou a tenista mais velha a alcançar uma final de Slam na era aberta e terá a chave de igualar a australiana Margaret Court, como a tenista com mais títulos dos quatro principais torneios da temporada, com 24 conquistas.

Serena e Halep já se enfrentaram 10 vezes ao longo da carreira, com 9 vitórias da norte-americana. O único triunfo da romena foi no WTA Finals de 2014.

Foto: Cynthia Lum

 

 

Djokovic segue firme e faz uma das semis de Wimbledon contra Bautista Agut. Na outra, FEDAL

A quarta-feira em Wimbledon foi marcada pelos jogos das quartas de final da chave masculina do terceiro Grand Slam da temporada.

E mais uma vez, um dia sem surpresa e com vitória dos grandes favoritos, começando por Novak Djokovic, que não cedeu mais do que seis games para o belga David Goffin, anotando 6/4 6/0 e 6/2, continuando sua caminhada em busca da sua defesa de título.

Seu adversário será o espanhol Roberto Bautista Agut, que enfrentou o guerreiro argentino Guido Pella, que vinha de virada sobre Milos Raonic.

O espanhol saiu na frente, abriu 2×0 de vantagem e viu Pella tentar começar uma reação, mas que logo foi rechaçada com ele fechando a parcial por 6/3 e o jogo por 3×1.

Na sequência, as duas principais estrelas do tênis masculino entraram em quadra e confirmaram o favoritismo, marcando mais um histórico confronto para a semifinal da próxima sexta-feira.

Rafael Nadal, mais uma vez, foi dominante. Não perdeu set diante do sacador e embalado Sam Querrey, vencendo por 3×0, com parciais de 7/5 6/2 e 6/2.

Roger Federer teve um pouco mais de trabalho, teve o saque quebrado logo no 1º game do jogo e precisou virar sobre o japonês Kei Nishikori, vencendo por 4/6 6/1 6/4 e 6/4.

 

 

Bruno Soares e Melichar vencem Murray e Serena e avançam às quartas de Wimbledon

O tenista brasileiro Bruno Soares e a americana Nicole Melichar avançaram nesta quarta-feira às quartas de final de duplas mistas do torneio de Wimbledon com uma vitória diante da dupla mais falada do campeonato, a de Andy Murray e Serena Williams, por 6/3 4/6 6/2.

Apesar de já ter enfrentando Andy Murray anteriormente e de ter jogado ao lado de Serena Williams na IPTL, o brasileiro disse que foi uma quarta-feira especial:

“Na prática é um jogo bem diferente por causa da expectativa e dos rivais, apesar de ser uma oitavas de dupla mista que já jogamos várias vezes. Enfrentar a Serena e o Andy torna esse momento muito diferente e muito mais especial. Claro que tem uma pressão extra. Você sabe que o mundo todo está de olho, mas conseguimos administrar e jogar super bem. Independente da viória ou da derrota foi uma experiência especial. Toda vez que temos uma oportunidade de jogar com esses campeões do nosso esporte é algo diferente e especial. A atmosfera na quadra estava incrível e ter ganho foi a cereja do bolo. Tive um dia muito especial.”

Cabeças-de-chave 1 da chave de duplas mistas de Wimbledon, Bruno e Melichar voltam a jogar nesta quinta, contra o holandês Matwe Middelkoop e a chinesa Zhaouxuan Yang, valendo vaga na semifinal do Grand Slam.

Federer, Nadal e Djokovic passam com facilidade para as 8ªs de Wimbledon. Pella vira sobre Raonic

Parecia uma competição por quem gastaria menos tempo em quadra, mas o fato é que Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic passaram com muita tranquilidade e garantiram vaga nas quartas de final de Wimbledon, nesta segunda-feira.

O primeiro a entrar em quadra foi o espanhol, que cedeu apenas 6 games ao português João Sousa, vencendo com um triplo 6/2.

Depois, o sérvio teve um pouquinho mais de trabalho e perdeu 8 games para o francês Ugo Umbert.

Na sequência, Roger Federer foi espetacular diante do embalado italiano Matteo Berrettini, vencendo por 6/1 6/2 e 6/2.

No fim, o grande jogo do dia ficou pra mais uma grande vitória do argentino Guido Pella, que perdia o jogo para o canadense Milos Raonic por 2 sets a 0, chegou a ter quebra abaixo na quarta parcial, viu o canadense sacar pro jogo e depois foi buscar uma bela virada, com 8/6 no set decisivo.

Com os resultados, as quartas de final da chave masculina ficaram assim:

Pella x Bautista-Agut

Federer x Nishikori

Djokovic x Goffin

Nadal x Querrey

Halep elimina a sensação de Wimbledon, Cori Gauff. Barty leva virada de Riske e Serena vence

Depois de virar a sensação da edição deste ano, a norte-americana Cor Gauff não resistiu ao jogo de Simona Halep e se despediu nas oitavas de final do terceiro Grand Slam da temporada.

A romena não deu chances para a jovem de 15 anos, se impôs e venceu com um duplo 6/3, garantindo sua vaga nas quartas de final do torneio para encarar a chinesa Shuai Zhang, que bateu a ucraniana Dayana Yastremka por 2×1.

Johanna Konta fez a alegria da torcida da casa ao virar sobre a bicampeã Petra Kvitova, e agora nas quartas joga contra a tcheca Barbora Strycova, que passou pela belga Elise Mertens, também de virada.

Serena Williams foi outra que parece ter embalado, ao anotar um duplo 6/2 sobre a espanhola Carla Suarez Navarro.

Já a surpresa do dia ficou por conta da eliminação da australiana e nº 1 do mundo Ashleigh Barty, que levou a virada da norte-americana Alison Riske.

 

Melo e Kubot vencem duelo brasileiro contra Demoliner e jogam nesta 3ª por vaga na semi de Wimbledon

Foi mais um jogo duríssimo, decidido após 3h17min, com dois tie-breaks, e o mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot estão nas quartas de final do torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra. No confronto, que marcou um encontro entre brasileiros, os cabeças de chave número 1 do Grand Slam derrotaram o gaúcho Marcelo Demoliner e o indiano Divij Sharan por 3 sets a 1, parciais de 7/5, 6/7 (8-10), 7/6 (8-6) e 6/3, em mais um passo em busca do sonho do bicampeonato – foram campeões em 2017 na grama sagrada do All England Club. Por um lugar na semifinal, nesta terça-feira (9), por volta das 13h (horário de Brasília), Melo e Kubot enfrentarão os franceses Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin – cabeças 11 -, que ganharam dos irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan – cabeças 7 – também por 3 a 1 – 7/6 (7-3), 6/2, 4/6 e 7/6 (7-5).

“Hoje o jogo foi muito duro, mas ao mesmo tempo o melhor que fizemos. Começamos muito bem e aproveitamos as chances. Tivemos uma ou outra que não aproveitamos, mas faz parte da partida em melhor de cinco. Importante é seguirmos focados e da mesma maneira. Temos realmente um jogo difícil na próxima rodada, mais um, em que precisamos ir com a mesma mentalidade e com o mesmo foco. Montar uma boa estratégia e ir para cima porque as chances vão ser poucas. Eles são grandes amigos, jogam muito bem juntos”, analisou Melo.

“Temos de estar prontos. Acho que estamos fazendo tudo certo e vamos com tudo. Infelizmente acabamos jogando contra um brasileiro, o Demo. E tivemos muito respeito um pelo outro. Sabemos que dentro da quadra cada um tem de buscar o seu melhor. Mas que a gente continua sendo amigos fora de quadra, o que é muito importante”, completou Marcelo.

Melhor campanha de Guga em Wimbledon, quartas de final, completa 20 anos

O ano era 1999. Há exatos 20 anos. Depois de duas derrotas na estreia, em 97 e em 98, naqueles anos em que a grama quase parecia uma pista de patinação no gelo de tão rápida, Gustavo Kuerten fazia a sua melhor campanha no Grand Slam da grama, piso pouco simpático aos brasileiros, de forma geral. 

Há exceções, claro, a principal é Maria Esther Bueno, tricampeã de simples e pentacampeã de duplas em Londres.

O fato é que intimidade com grama pra brasileiro, historicamente, é no futebol. No tênis, nem mesmo Guga tinha facilidade.

Há 20 anos, porém, a História foi diferente. Depois de chegar às quartas de Roland Garros, quando perdeu para Medvedev, Guga jogava sem grande responsabilidade na grama, apesar de chegar como cabeça de chave nº 11.

Na verdade, fez pouca coisa diferente. Como já estava acostumado, ficou hospedado em uma casa alugada no Wimbledon Park, e se preparou nos poucos dias de sol antes do torneio começar, sem eventos de preparação.

Um detalhe fundamental dessa campanha é que Guga jamais havia vencido um único jogo na grama em toda sua carreira. Exatamente isso: Em 4 partidas disputadas, sendo duas pela chave principal de Wimbledon, Guga nunca havia triunfado na grama, incluindo uma derrota para o norte-americano Justin Gimelstob, atualmente envolvido em uma polêmica no conselho de jogadores da ATP, na edição de 1997.

Aliás, foi neste mesmo ano, em que conquistou seu primeiro Roland Garros, que Guga fez uma aposta com Larri Passos: Se o brasileiro chegasse às quartas de Wimbledon, o treinador rasparia a sua cabeça! Bom, não foi exatamente naquele ano, mas dois anos depois, Guga começou sua campanha diante do norte-americano Chris Wilkinson, vencendo por triplo 6/4 e desencalhando na grama.

Depois, mais duas vitórias por 3×0. A primeira, sobre o alemão David Prinosil. A outra sobre o sérvio Nenad Zimonjic, que anos depois também fez muito sucesso como duplista, chegando ao topo do ranking.

As coisas começaram a complicar nas oitavas, quando precisou de quatro parciais diante do suíço Lorenzo Mata. Depoís, ficou difícil de vez: Andre Agassi.

Depois do adiamento da partida causado pela chuva, Guga perdeu ritmo de jogo e o norte-americano não deu chances ao manezinho da ilha, venceu por 3×0 e encerrou a melhor campanha do nosso nº 1 do mundo nas quadras do All England Lawn Tennis and Croquet Club.

Pelo menos, Larri cumpriu sua promessa e no dia seguinte à vitória sobre Mata, apareceu com a cabeça de fato raspada, virando não apenas um visual de ocasião, mas uma marca registrada.

A edição de 99 também ficou marcada pela presença de Rubens Barrichello na torcida pelo tenista nas arquibancadas de Londres. Rubinho havia corrido no fim de semana no GP da França e foi até Wimbledon torcer por Guga.

Na época, Guga disse que chegar às quartas era “a realização de um sonho.” E de fato foi.

Depois, em 2002, André Sá igualou o feito de Guga e também chegou às quartas de final do torneio, quando parou diante do ídolo local, Tim Henman.

Para Guga, competir em Wimbledon, com apenas duas semanas de intervalo entre o torneio de Roland Garros e o Grand Slam da grama era difícil, depois da longa temporada de saibro (hoje são 3 semanas de intervalo). Ele viria jogar Wimbledon apenas mais duas vezes, alcançando a terceira rodada no ano 2000 e a 2a. em 2003.