Monteiro e Rogerinho estreiam nesta segunda-feira no quali de Wimbledon

Dois brasileiros entram em quadra no qualifying e buscam uma vaga na chave principal de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Primeiro a entrar em quadra, Thiago Monteiro é o cabeça 6 do quali e tem o favoritismo diante do italiano Roberto Marcora, nº 210 do mundo, na primeira partida da quadra 07, ás 7h desta segunda-feira, horário de Brasília. Será a primeira partida entre eles.

Rogério Dutra Silva deve jogar por volta das 8h30min, fazendo o segundo jogo da quadra 10, enfrentando o local Evan Hoyt, nº 499 da ATP, em jogo que também será inédito.

Vale lembrar que, para furar o quali, são necessárias três vitórias e o Brasil não tem representante garantido na chave principal de simples masculino.

Wimbledon recebe aval para comprar clube de golfe e triplicar seu tamanho

Nesta quinta-feira, o torneio de Wimbledon deu um importante passo rumo ao desejo de expansão do seu território.

Um campo de golfe que fica ao lado do complexo do terceiro Grand Slam da temporada deve ser comprado, após o aval dado pelos membros do clube, que deve ter o valor aproximado de 72 milhões de euros.

“Esta decisão é um momento extremamente importante para o torneio”, disse Philip Brook, presidente da All England Lawn Tennis Club, ao falar sobre a aquisição dos 29 hectares, o que pode triplicar a área de Wimbledon a partir de 2020.

Neste espaço, o AELTC deseja construir vários cursos para hospedar as qualificações no mesmo local da fase final. Eles são atualmente transferidos para Roehampton a poucos quilômetros de distância. Wimbledon é o único torneio do Grand Slam a não receber a qualificação e o empate principal no mesmo local.

Com isso, o AELTC abrigaria também o qualifying do torneio, que atualmente é realizado em Roehampton, distante alguns quilômetros sendo o Slam londrino o único que não realiza, até o momento, quali e chave principal no mesmo lugar.

Foto: Matthias Hangst / AELTC

Djokovic conquista o tetra em Wimbledon, seu 1º título de Slam em 2 anos e o 13º na carreira

Novak Djokovic confirmou o favoritismo e conquistou neste domingo o título de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na tradicional grama de Londres, na Inglaterra.

Depois de uma intensa e longa semifinal contra Rafael Nadal, a decisão foi mais tranquila que o esperado, diante de Kevin Anderson, que no jogo anterior lutou por mais de 6hs contra John Isner e que parece ter sentido o desgaste físico.

No início, o sérvio parecia que venceria facilmente, fechando as duas primeiras parciais por 6/2 e vendo seu adversário receber atendimento médico no braço direito logo depois do primeiro set.

Porém, Anderson não desistiu, continuou vibrando, teve set-points, mas não evitou a derrota em sets diretos, com parciais de 6/2 6/2 e 7/6(3). Vitória do ex-nº 1 do mundo, que teve uma torcida especial nesta partida:

“É incrível! É a primeira vez na minha vida que eu tenho alguém gritando “papai, papai!”. Estou muito emocionado com ele lá, minha esposa e toda minha equipe. Eu fico muito feliz com esse momento” disse o sérvio, se referindo à presença do seu pequeno filho no torneio.

“Gostaria de parabenizar o Kevin (Anderson). Eu tive muita sorte de vencer. Eu sou muito grato a todos que me apoiaram. Os últimos dois anos não foram fáceis, enfrentando pela primeira vez uma lesão grave. Eu tive muitos momentos de dúvida e não sabia se poderia voltar. Mas não há lugar melhor no mundo para fazer um retorno. Eu sempre sonhei em segurar esse troféu quando menino. Este é um lugar sagrado para o tênis. É muito especial.” afirmou o campeão, que agora volta ao top-10 do ranking da ATP.

Djokovic conquistou seu 4º título em Wimbledon, o 13º na carreira, sendo o 1º troféu de Slam desde Roland Garros de 2016.

Desde então, o sérvio passou por problemas sérios de lesões e, até Wimbledon, vinha buscando recuperar sua melhor forma. Parece que recuperou.

Foto: AELTC/Karwai Tang

Com grande atuação, Kerber vence Serena e conquista seu 1º título de Wimbledon

Em uma grande atuação tática, com poucos erros e muita eficiência, Angelique Kerber se tornou campeã de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Neste sábado, a alemã fez uma bela partida, segurou a agressividade de Serena Williams, e triunfou em sets diretos, com um duplo 6/3, chegando ao seu 3º título de Slam na carreira, depois dos troféus do Australian Open e do US Open de 2016.

“É um sonho que se tornou realidade.” Disse a alemã, que fez questão de valorizar e parabenizar sua adversária: “Serena, você é uma ótima pessoa, uma inspiração para todos nós seguirmos  e todos estão te vendo. Tenho certeza de que você terá seu próximo título Grand Slam em breve.”

“Parabéns por ter voltado. Eu sabia que tinha que jogar meu melhor tênis contra uma campeã como Serena. É sempre uma honra dividir uma quadra com ela. Eu aproveitei cada segundo aqui nas últimas duas semanas. Obrigado à minha família e amigos em casa, sem vocês eu não estaria aqui.” Concluiu.

Com o resultado, a alemã garantiu uma subida de 6 posições no ranking da WTA, indo do 10º ao 4º lugar, enquanto Serena, depois de longa parada após gravidez, sobe 153 postos, garantindo seu retorno ao top-30, com o 28º lugar.

Foto: AELTC/Florian Eisele

Em mais uma batalha, Djokovic supera Nadal e encara Anderson na final de Wimbledon

Depois do grande jogo da sexta-feira, Rafael Nadal e Novak Djokovic voltaram à quadra central de Wimbledon neste sábado, pra definição do adversário de Kevin Anderson na decisão.

Depois de encerrar o dia de ontem liderando por dois sets a um, o sérvio viu o espanhol muito mais agressivo pra vencer a quarta parcial por 6/3, empatando a partida.

No 5º e decisivo set, longo, sem tiebreak, os dois tiveram chances, com Djokovic chegando a sair de 15/40 em mais de um game, e Nadal salvando match point com uma bela curtinha.

No fim, melhor pra Djokovic, que conseguiu a quebra decisiva pra fechar com 10/8, depois de mais de 5 horas de partida.

“Realmente poderia ter ido pra qualquer lado”, disse Djokovic: “Ficou muito claro que poucas coisas separavam os dois jogadores. Basicamente, até o último ponto eu não sabia se ia ganhar. Eu acreditava, mas sabia que ele estava muito, muito próximo e ele tinha algumas chances. Esse é o tipo de jogo para o qual você vive, você trabalha.” concluiu.

Na final deste domingo, Anderson e Djokovic farão o sétimo confronto entre eles, sendo que o ex-nº 1 do mundo lidera o retrospecto com cinco vitórias. O único triunfo do sul-africano ocorreu no 1º jogo entre eles, no Masters 1000 de Miami, em 2008.

Em Wimbledon, foram dois jogos, com Djokovic triunfando na segunda rodada de 2011, em sets diretos, e nas oitavas de 2015, depois de ficar dois sets atrás.

Enquanto o europeu vai em busca do seu quarto título de Wimbledon, o africano terá sua segunda oportunidade de conquistar um Slam pela primeira vez, depois do vice do US Open, no ano passado.

Foto: Cynthia Lum/Icon Sportswire

Anderson duela com Isner por mais de 6 horas, vence e vai à final de Wimbledon

Histórico! Incrível! Insano! São adjetivos que podem se encaixar muito bem no que foi a primeira semifinal masculina de Wimbledon.

Kevin Anderson e John Isner fizeram um jogo extremamente disputado e, depois de mais de seis horas, o sul-africano levou a melhor, com três tiebreaks e um 5º set longo que acabou com 26/24 e quase 3 horas de duração e um total de mais de 6 horas de disputa:

“Isso está muito além do que uma partida de tênis normal. Obviamente estou em êxtase por estar na final, ao mesmo tempo em que você acha que deve ser um empate…Definitivamente, sinto por John também.” Afirmou o gigante sul-africano, que chega à mais uma final de Slam, depois de ficar com o vice do US Open do ano passado.

John Isner, que passou pelo histórico confronto contra Nicolas Mahut em 2010, no jogo mais longo da História do tênis, que durou mais de 11hs, lamentou a dura derrota, depois de ficar tão perto da sua primeira final de um dos quatro maiores torneios da temporada:

“É decepcionante perder. Eu estava bem perto de fazer uma final de Grand Slam, e isso não aconteceu. Quero dizer, eu lutei muito. É disso que tenho que me orgulhar. Acabei de perder para alguém que esteve um pouco melhor no final.”

Na sequência, Rafael Nadal e Novak Djokovic entraram em quadra pra mais um esperado confronto entre eles e, depois de muitas disputas, o sérvio levava a melhor, abrindo 2 sets a 1 e o limite de horário para jogos – 23hs em Wimbledon – deixou o complemento da semifinal para este sábado.

Foto: Cynthia Lum/Icon Sportswire

Semifinalistas de Wimbledon, Isner e Anderson são exemplos de sucesso depois do tênis universitário

Nesta sexta-feira, John Isner e Kevin Anderson entrarão em quadra para a disputa de uma das semifinais de Wimbledon.

Com estilos parecidos, de forte saque e muitos aces, utilizando muito bem a altura de mais de 2 metros, ambos sempre apresentaram características que “encaixam” em um piso veloz como a grama, mas não eram, antes do início do torneio, considerados favoritos para a presença em uma final, mesmo com a boa fase nos últimos meses – Anderson é o atual vice-campeão do US Open e Isner venceu seu primeiro Masters 1000 neste ano, em Miami.

Porém, os dois foram além das expectativas e fazem, nesta sexta, um verdadeiro confronto de gigantes.

O que nem todo mundo sabe é que eles têm algo em comum além da altura e das boas campanhas no circuito profissional: os dois passaram pelo forte e cada vez mais valorizado circuito universitário norte-americano de tênis (NCAA).

Isner jogou pela Universidade da Geórgia, onde ser formou em comuniação, e teve destaque nesta fase da sua vida, entre os anos de 2003 e 2006, enquanto Anderson defendeu a Universidade de Illinois.

Além disso, uma curiosidade: os dois se enfrentaram em uma partida na NCAA, com Isner saindo vencedor com parciais de 6/1 e, como não poderia deixar de ser, 7/6. No circuito ATP, Isner lidera o confronto direto por 8×2.

A semifinal de Wimbledon significa muito pra eles. Do ponto de vista profissional e, claro, financeiro – premiação garantida de 562 mil libras – Anderson, em especial, vem de um verdadeiro feito, virando um jogo sobre Federer na grama, depois de ficar dois sets abaixo e salvar match point.

Mais do que isso, essa semi é exemplar! Quantos jovens talentosos recebem oportunidades de estudo nos EUA, com bolsa, jogando o circuito universitário, mas ficam em dúvida? Muitos!

Por muitos anos, essa perspectiva foi muito desvalorizada, significando quase que abrir mão de um futuro como profissional. De uns tempos pra cá, entretanto, essa visão mudou. Muitos casos, inclusive de famosos, como os próprios Isner e Anderson, além de Bob Bryan, James Blake e outros tantos, apresentam o sucesso e a excelente alternativa que pode ser essa escolha.

A Tennis View sempre apoiou jovens que tomaram essa decisão, auxiliados por empresas como Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas.

Wimbledon, portanto, só reforça essa visão. John Isner e Kevin Anderson são cada vez menos exceções e se tornam a cada dia mais comuns. Existe vida pós a Universidade. E vida com muitos aces, vitórias e, quem sabe, títulos de Slam.

Foto: AELTC/Joel Marklund

Serena bate Goerges e busca seu 8º título de Wimbledon em final contra Kerber

Está definida a grande final feminina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Nesta quinta-feira, a primeira a garantir sua vaga na decisão do próximo sábado foi a alemã Angelique Kerber, que controlou a agressividade da letã Jelena Ostapenko pra vencer por duplo 6/3, chegando à final do torneio londrino pela segunda vez na carreira.

“Eu estava tentando manter meu foco e jogando cada ponto, porque ela começou muito bem. Então eu estava apenas tentando encontrar o meu ritmo e arrisquei quando o tive” disse Kerber: “Estou muito orgulhosa de estar de volta à final de Wimbledon, especialmente depois do ano passado, onde as coisas não estavam como eu esperava, na verdade.” Completou.

Sua adversária será Serena Williams, justamente a jogadora que há derrotou na final há dois anos. Nesta quinta, a norte-americana também não perdeu sets diante da alemã Julia Goerges, vencendo por 6/2 e 6/4, elogiando sua oponente depois da partida:

“Eu achei que ela jogou muito bem. Eu nunca a vi jogar tão bem, e eu a vi jogar muito. Eu realmente gosto de vê-la jogar. Eu vejo todo o trabalho duro que ela vem fazendo, sendo consistente no passado, você sabe, 14 meses ou mais, isso ela realmente mostrou hoje, eu sinto que ela realmente trouxe isso.” Afirmou, antes de completar:

“Eu tive que melhorar meu nível porque eu a vi jogar muito e ela nunca jogou assim, com tão poucos erros não forçados, tantos winners, tão agressiva, se movendo tão bem.”

Serena e Kerber já se enfrentaram oito vezes ao longo da carreira e a vantagem é da norte-americana, que venceu seis partidas, sendo a mais recente na final de Wimbledon, em 2016, quando anotou 7/5 e 6/3.

Enquanto a alemã vai em busca do seu primeiro título de Slam na grama, Serena pode conquistar o seu oitavo título no tradicional torneio britânico.

Foto do banner: Cynthia Lum

Anderson vira sobre Federer e encara Isner na semi de Wimbledon. Nadal x Djokovic

O que quase ninguém esperava, aconteceu. Roger Federer levou uma incrível virada e foi eliminado nas quartas de final de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Depois de abrir dois sets a zero, o suíço viu o sul-africano Kevin Anderson impor seu forte saque e virar uma partida que parecia quase perdida. No fim, vitória do jogador africano por 2/6 6/7(5) 7/5 6/4 e 13/11.

O adversário de Anderson será outro grande sacador, o norte-americano John Isner, que venceu confronto de estilos semelhantes contra o canadense Milos Raonic, de virada, com parciais de 6/7(5) 7/6(7) 6/4 e 6/3.

Quem conseguiu a vitória mais tranquila do dia foi Novak Djokovic, que bateu o japonês Kei Nishikori em quatro sets, com parciais de 6/3 3/6 6/2 e 6/2.

No último jogo do dia, Rafael Nadal também precisou ir ao quinto set pra bater o argentino Juan Martin Del Potro, com parciais de 7/5 6/7(7) 4/6 6/4 e 6/3 . O espanhol será o adversário do sérvio em uma das semis do sábado.

Foto: AELTC/Joel Marklund

Serena vira sobre Giorgi e encara Goerges na semi em Wimbledon. Ostapenko encara Kerber

Marcadas para próxima quinta-feira, foram definidas nesta terça-feira as semifinais da chave feminina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

A letã Jelena Ostapenko, campeã no saibro de Roland Garros no ano passado, impôs seu jogo agressivo contra a experiente eslovaca Dominika Cibulkova pra vencer em sets diretos, com parciais de 7/5 e 6/4.

Na semi, sua adversária será a alemã Angelique Kerber, que passou pela russa Daria Kasatkina por 6/3 e 7/5. As duas farão um confronto inédito.

Agora com status de favorita ao título, depois das eliminações das principais cabeças de chave, Serena Williams teve trabalho contra a italiana Camila Giorgi, vencendo de virada, com parciais de 3/6 6/3 e 6/4.

Por vaga na final, ela terá pela frente a alemã Julia Goerges, que também encarou três sets contra a holandesa Kiki Bertens, vencendo por 3/6 7/5 e 6/1.

Serena e Goerges já se enfrentaram três vezes, com três vitórias da norte-americana, sendo o mais recente na terceira rodada de Roland Garros deste ano.

Foto: Cynthia Lum/Icon Sportswire