Halep vence Sharapova e decide título de Roma com Svitolina

A tenista número um do mundo, a romena Simona Halep está na decisão do WTA Premier de Roma, depois de vencer a russa Maria Sharapova, em uma verdadeira batalha na quadra central do Foro Itálico. Ela ganhou por 4/6 6/1 6/3 e enfrentará, na mesma decisão do ano passado a ucraniana Elina Svitolina, que passou pela estoniana Anett Kontaveit, por 6/4 6/3.

No ano passado, o título ficou com Svitolina, mas desta vez Halep, que vibrou muito na vitória diante de Sharapova, espera não estar lesionada para enfrentar a ucraniana.

“Foi um jogo dificílimo. Eu vibrei porque foi como eu me senti depois de ganhar uma partida dessas. Para a final, espero não me lesionar. No ano passado eu comecei muito bem e sei bem como tenho que jogar,” disse Halep, que manterá a posição de número um do mundo na próxima semana.

Diana Gabanyi

Ainda aguardando estreia em Tianjin, Bia Haddad é indicada ao prêmio de revelação do ano da WTA

Ainda sem poder estrear no WTA de Tianjin, por causa da chuva, a tenista número 1 do Brasil, Bia Haddad, recebeu uma ótima notícia. Bia é uma das atletas indicadas pela WTA para o prêmio de tenista revelação de 2017.

Além de Bia, outras três tenistas foram indicadas ao prêmio de revelação do ano: Catherine Bellis (Estados Unidos), Elise Mertens (Bélgica) e Marketa Vondrousova (República Tcheca).

O resultado será divulgado durante o WTA Finals, em Singapura, de 22 a 29 de outubro. Os votos serão dados por jornalistas de todo mundo.

O critério para a indicação foi tenistas que entraram no top 100 pela primeira vez ou que conquistaram resultados expressivos este ano. E Bia, de 21 anos, fez os dois.

Em maio tornou-se a oitava jogadora brasileira na história a entrar no top 100 da WTA. Mas não foi só isso, teve uma ascensão meteórica em 2017. Começou o ano em janeiro na 173a. colocação do ranking e até agora garantiu 115 posições ao chegar em 58a..

Entre seus principais resultados deste ano estão o título do ITF 25K de Clare e do ITF 100K de Cagnes-Sur-Mer (França), o vice-campeonato no WTA de Seul, além das quartas de final no WTA de Praga, depois de bater a ex-número 6 do mundo Samantha Stosur.

“Estou muito feliz com essa indicação. Ela nada mais mostra que estamos no caminho certo e que 2017 está sendo um ano muito especial, cheio de ‘primeiras vezes’ na minha carreira, como minha primeira vitória em Grand Slam em Wimbledon, primeira vitória sobre uma top 20, a Stosur, em Praga e minha primeira final de WTA em Seul”, afirmou Bia.

A indicação ao prêmio da WTA será uma motivação extra para Bia, que tem estreia programada, na madrugada desta quarta-feira, por volta das 5h30 (horário de Brasília), diante da croata Donna Vekic, cabeça de chave 4 do torneio chinês e 46o. do mundo.

Bia e Teliana vencem nos qualis de Praga e Rabat

A tenista brasileira Teliana Pereira estreou com vitória no qualifying do WTA 250 de Rabat, no Marrocos, que está sendo disputado no saibro. Ela derrotou a holandesa Lesley Kerkhova, por 6/0 6/04, em 1h10min de jogo, para avançar à segunda rodada da fase classificatória.

Na próxima rodada, no domingo, ela enfrenta a vencedora do jogo entre a argentina Nadia Podoroska ou a russa Alla Kudryavtseva.

” Eu estou jogando bem. A diferença tem sido nos detalhes,” disse Teliana, 195a. na WTA.

Teliana e Bia estreiam com vitória em Rabat e Praga

Ja em Praga…

A paulista Beatriz Haddad Maia começou com pé direito sua participação no qualifying do WTA.

Na estreia, neste sábado, Bia eliminou a cabeça de chave 5 do qualificatório, a russa Ekateina Alexandrova, 88o. do mundo, por 6/3 7/5, em 1h52min de partida.

Em busca da segunda vitória no quali, a tenista número 1 do Brasil e 146o. do mundo encara, neste domingo, a eslovaca Rebecca Sramkova, 123o., que derrotou a norte-americana Asia Muhammad, por 6/0 6/3.

Laura Pigossi é vice-campeã do Circuit Feminino Future de Tênis em SP

A russa Irina Khromacheva mostrou toda sua qualidade de número 89 do ranking mundial e conquistou com autoridade a segunda etapa do Circuito Feminino Future de Tênis, ao derrotar neste domingo a paulista Laura Pigossi, mais de 300 posições atrás na lista internacional, com as parciais de 6/2 e 6/1.
Laura Pigossi é vice-campeã em SP
Este foi o 10º título de Khromacheva em torneios de nível challenger e o segundo conquistado no Brasil. Há quase seis anos, em Ribeirão Preto, ela também ganhou uma etapa do Circuito que era então sua primeira conquista internacional. “Tive alguma dificuldade com o saque devido à posição do sol. Sabia que teria de ser consistente, porque ela nunca desiste dos pontos. A chave foi manter o foco o tempo todo”, avaliou a campeã.
O público superlotou o estádio principal do clube Paulistano e incentivou Pigossi, prata da casa, o tempo inteiro, mas a força e a regularidade da cabeça 1 foram preponderantes em quase toda a partida. A brasileira procurou ser agressiva no começo de partida, atacando até mesmo o segundo saque da adversária canhota, mas faltou precisão em alguns momentos. A partir da primeira quebra de saque, Khromacheva ficou confiante e aí passou a ter o domínio da partida.
“Queria demais esse título, que seria meu primeiro de nível challenger, mas ela foi superior”, lamentou Pigossi, de 22 anos. “O importante é que tive uma semana incrível, em que pude constatar que meu tênis e meu físico estão em evolução”. Laura retorna para Barcelona, onde passou a morar desde setembro. Em abril, disputará o WTA de Bogotá.
Antes da final, os organizadores do Circuito Feminino homenagearam Marília Silberberg, um dos grandes nomes do Paulistano e do tênis paulista, falecida em janeiro de 2000. Os filhos Fabio e Adriana receberam uma placa.
O Circuito Feminino terá mais duas etapas, ambas da categoria future, marcadas para a Sociedade Hípica de Campinas, a partir do dia 24 de março, e para o Clube de Campo Santa Rita, em São José dos Campos, com início dia 31.

 

Teliana estreia nesta 2a. em Hobart

Teliana Pereira estreia nesta 2a. feira no segundo desafio da temporada 2016, o WTA International de Hobart. Ela enfrenta a britânica Heather Watson, 55a. colocada no ranking mundial e atual campeã do torneio.

Teliana enfrenta Heather Watson

” Treinamos juntas na semana passada em Brisbane. O jogo dela é de quadra rápida. Gosta de jogar entrando na quadra. Vai ser um jogo duro, mas vamos com tudo,” comentou Teliana.

A brasileira treinou nos últimos dias, em Brisbane e Hobart, com diversas tenistas do circuito, incluindo Roberta Vinci. “Aproveitei para treinar bastante, ganhar ritmo de jogo e continuar a crescer na quadra rápida, para chegar bem em Melbourne que é o grande objetivo.”

Teliana, atual 46a. colocada na WTA, e Watson já se enfrentaram uma vez, há dois anos, em Indian Wells,com vitória da britânica por duplo 6/2.

Esta é a terceira vez que Teliana joga o WTA de Hobart, tendo disputado o qualifying nos dois últimos anos, sem se classificar para a chave principal.

Depois da grande temporada, Teliana fala sobre os objetivos alcançados e afirma que quer melhorar em 2014

Teliana - Cristiano Andujar peqDepois de disputar em Sant Cugat, Espanha, na segunda semana de outubro, seu último torneio na temporada, Teliana Pereira foi entrevistada pela WTA e a matéria acabou ganhando destaque no site da entidade.

Ela foi a primeira brasileira a chegar à semifinal em de um torneio WTA desde 1990, feito alcançado em Bogotá, em fevereiro. Com outros bons resultados, incluindo uma sequência de títulos em ITF Challengers, ela entrou no top 100 e alcançou o nº 88 do ranking.

Parece que o céu é o limite para ela, mas a pernambucana não esquece suas origens humildes e o início da carreira.

“Eu nasci em uma cidade pequena, onde a vida é muito difícil. Existe muita pobreza lá e é difícil conseguir uma boa educação”, disse ela. “Meu pai foi para Curitiba, uma cidade maior, em busca de um bom emprego. Ele começou a trabalhar em uma academia de tênis e toda minha família se mudou pra lá também. Eu gostava de ir à academia ajudar o meu pai e meus irmãos começaram a jogar. Depois eu comecei a tentar jogar também”.

Teliana comentou também sobre a maior visibilidade que conseguiu desde que conquistou resultados de maior destaque:

“Depois da semifinal em Bogotá, as pessoas foram dando mais atenção ao tênis feminino. Além disso, me colocaram mais na mídia depois de chegar ao top 100, feito que uma brasileira havia feito pela última vez há 23 anos. Tive mais pressão, mas trabalhei muito duro pra isso. Passei por dois anos difíceis, com lesão no joelho, mas agora estou muito feliz porque as coisas estão realmente acontecendo para mim”, disse a brasileira, que também falou sobre as expectativas para o próximo ano.

“No início desse ano, eu queria terminar 2013 no top 100 e fizemos uma programação boa para isso. Estou me sentindo bem, ganhando muitos jogos e sinto que posso fazer ainda mais, o que também é bom para o Brasil, pois as meninas percebem que podem jogar um bom tênis. Também vamos ter mais torneios no Brasil e isso é ótimo. Espero que 2014 seja melhor pra mim e para o tênis feminino do Brasil”.

Por fim, a brasileira ainda comentou sobre quando se sente com a oportunidade de jogar tênis profissional: “Sinto realmente muita sorte de ter esta oportunidade quando estou em quadra e tento me divertir”, finalizou.

Foto: Cristiano Andujar

Serena Williams se garante como nº 1 do mundo até o final da temporada

Serena Sony peqA norte-americana Serena Williams se garantiu como número 1 do ranking da WTA até o fim da temporada, repetindo os feitos de 2002 e 2009. Com isso, ela se torna a sétima jogadora da WTA a terminar o ano como nº 1 três ou mais vezes, juntando-se a  Steffi Graf (8), Martina Navratilova (7) , Chris Evert (5) , Lindsay Davenport (4) , Justine Henin (3) e Martina Hingis (3).

Ela já ocupou o topo do ranking em 6 oportunidades e desde fevereiro deste ano ocupa este lugar, quando se tornou a jogadora mais velha a se tornar nº 1 desde 1975.

“Serena tem provado ao longo da sua carreira que ela é uma campeã incrível, dentro e fora de quadra. Nesta temporada, ela continua a reescrever o livro dos recordes, provando que é uma das maiores atletas de todos os tempos”, disse Stacey Allaster, presidente e CEO da WTA.

Sua grande temporada inclui os títulos de Brisbane, Sony Open Tennis (seu sexto título em Miami) , Family Circle Cup (Charleston) , Mutua Madrid Open, Internazionali BNL d’ Italia (Roma) , Collector Swedish Open (Bastad) , Rogers Cup (Toront) , Roland Garros e Aberto dos EUA(seu 16º e 17º título de Grand Slam individual respectivamente). Com 55 títulos na carreira, ela agora está empatada em sétimo lugar com Lindsay Davenport e Virginia Wade, na lista das maiores campeãs de todos os tempos.

Além disso, seu prêmio de US$ 3,6 milhões depois do US Open foi o maior da história do tênis e fez dela a primeira mulher a ultrapassar os US$ 9 milhões em uma única temporada.

WTA: 40 anos de números um reunidas em Londres

É sempre emocionante quando campeões, quando os melhroes do esporte se reúnem. Mais especial quando são números um do mundo celebrando os 40 anos da fundação da WTA, que veio a se tornar o mair esporte profissional feminino do mundo. Mas, acho que o de mais importante que eventos como a WTA 40 party que aconteceu neste domingo, em Londres, fazem, é o de dar uma perspectiva do esporte, de história e de importância destas tenistas.

WTA number one

Quase todas as 21 tenistas foram ao evento da WTA em Wimbledon: Chris Evert, Evonne Goolagong, Martina Navratilova, Tracy Austin, Steffi Graf, Monica Seles, Arantxa Sanchez Vicário, Martina Hingis, Lindsay Davenport, Jennifer Capriati, Venus Williams, Serena Williams, Kim Clijsters, Justine Henin, Amelie Mauresmo, Maria Sharapova, Ana Ivanovic, Jelena Jankovic, Dinara Safina, Caroline Wozniacki, Victoria Azarenka. Além, claro, da fundadora Billie Jean King e Margareth Court, que reinou no esporte até o ranking ser oficializado em 1975.

Logo que a cerimônia começou e surgiram imagens das tenistas entrando no pink carpet, dando entrevistas, já levei um susto ao ver Dinara Safina. Nem lembrava, assim rápido, sem pensar muito, que ela havia sido número um. Afinal, as outras números um sem títulos de Grand Slam ainda estão jogando e é mais fácil lembrar do que elas já foram.

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Ver Martina Hingis lá, sentada entre as grandes do esporte, me fez pensar que ela rivalizou com Serena Williams por tanto tempo e já deixou de jogar há umas boas temporadas enquanto Serena continua dominando o esporte. Não que a gente não veja Hingis com frequência, já que ela tem treinado umas tenistas, mas vê-la no meio das lendas do esporte, me fez atentar para isso.

Foi impressionante ver também como muitas tenistas colocaram Monica Seles e Steffi Graf como ídolas.

Mas, o que foi impressionante foi ver como as números um dos anos 70, 80 e até finais dos 90 eram dominantes, ganhavam títulos, erguiam múltiplos troféus de Grand Slam, não um ou dois. Ganhavam Grand Slams de simples, duplas e duplas mistas, eram número um de simples e duplas.

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Não quero menosprezar Wozniacki, Ivanovic, Jankovic, Safina, mas se comparadas a Navratilova, Evert, Goolagong, Graf, Seles e por aí vai, elas parecem pertencer ao WTA número 1 B e não à Classe A do esporte.

E se alguém tinha Classe no circuito, antes de tudo isso acontecer, era Maria Esther Bueno e a brasileira foi reconhecida na cerimônia, por Billie Jean King.

Foi lindo, aliás, de arrepiar, ouvir Billie Jean dizer que tinha que reconhecer Maria Esther Bueno, da geração anterior. “Ela era uma das minhas She-has, ela era a Rainha e eu queria ser como ela.”

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Foi isso que Billie Jean King quis inspirar de geração em geração, que todas as meninas e mulheres, mundo afora, pudessem sonhar e como os americanos gostam de dizer “make a living out of it.

Um pouquinho de história é sempre bom lembrar!

SOBRE A WTA

Líder mundial de esporte profissional feminino, a WTA completa nesta temporada 40 anos, com 2500 jogadoras representando 92 nações e competindo por U$ 100 milhões, nos 54 eventos do circuito, mais os 4 Grand Slams, em 33 países.

A WTA começou a ser desenhada em 1970, quando Billie Jean King e outras 8 tenistas assinaram um contrato no valor de U$1 para competir, no recém-criado Virginia Slims Series.  King, em 1973, conseguiu unir tudo em um circuito, fundando a Women’s Tennis Association.

Linha do  Tempo

1970 – O nascimento da WTA começava a ser desenhado quando 9 tenistas (Billie Jean King, Rosie Casals, Nancy Richey, Kerry Melville, Peaches Bartkowicz, Kristy Pigeon, Judy Dalton, Valerie Ziegenfuss e Julie Heldman), assinaram o contrato de U$1 para competir no novíssimo Virginia Slims Series.

1971 – 1º ano do Virginia Slim Series, com premiação total de U$ 304 mil e 19 torneios nos EUA

1973 – Billie Jean King funda  a WTA, no Gloucester Hotel, em Londres, unindo todas as tenistas profissionais em um só circuito, na semana anterior a Wimbledon.

O US Open passou a dar premiação igual a homens e mulheres.

1974 – A WTA assina o primeiro contrato de transmissão de televisão da sua história (com a CBS).

1975 – Surge o primeiro ranking da WTA, usado também para determinar entrada das jogadoras nos torneios.

1976 – Colgate se torna, por 4 anos, a principal patrocinadora da WTA e Chris Evert se torna a 1ª mulher a acumular U$1 milhão em premiação

1977 – Nova York sediou o WTA Championships pela 1ª vez no Madison Square Garden

1980 – Mais de 250 tenistas já fazem parte da WTA, jogando em 47 torneios pelo mundo e com prize money total de U$7,2 milhões

1982 – Martina Navratilova se torna a 1ª mulher a ganhar mais do que U$1 milhão em uma temporada.

1984 – Australian Open passa a oferecer premiação igual para homens e mulheres. Navratilova recebe bônus de U$1 milhão da ITF por vencer Roland Garros.

1988 – Steffi Graf se torna a segunda mulher da história a completar o Grand Slam e ainda vence o Golden Slam, com as Olimpíadas em Seul.

1990 – A Kraft Foods substituiu Virginia Slims como patrocinadora principal do circuito, a premiação total passa a ser de U$23 milhões e pela primeira vez um torneio da WTA – Championships em NY – tem premiação de U$ 1 milhão. Recorde para Navratilova que vence Wimbledon (simples) pela 9ª vez.

1991 – Monica Seles se torna a segunda jogadora da história a passar a marca de U$ 2 milhões em premiação em uma temporada e supera o líder do ranking masculino, Stefan Edberg.

1995 – A WTA se une ao Women’s Tennis Council para formar o WTA Tour. Premiação do WTA Championships pula de U$1 milhão para U$2 milhões.

1997 – Martina Hingis se torna a número um do mundo mais jovem da história (16 anos).

2001 – A premiação total da WTA supera os U$50 milhões e torneios do mundo árabe entram para o calendário (Dubai e Doha). Jennifer Capriati, a ex-menina prodígio, completa um retorno triunfal ao esporte ganhando dois Grand Slams e chegando ao posto de número um do mundo.

2002 – As irmãs Williams realizam a profecia do pai e chegam ao posto de número um do mundo no mesmo ano (Venus, em fevereiro e Serena, em julho)

2003 – Serena Willias completou o Serena Slam (venceu 3 Grand Slams em 2002), ganhando o Australian Open e Kim Clijsters se tornou a primeira atleta a ganhar mais do que U$4 milhões em uma temporada.

2005 – WTA assina contrato histórico de U$88 milhões com a Sony Ericsson por 6 anos – o maior da história do esporte feminino.

Clijsters vence o US Open Series e o US Open, ganhando o maior cheque da história para uma atleta, em um evento, de U$ 2,2 milhões.

2006 – WTA anuncia parceria com a UNESCO para promover igualdade sexual e a liderança das mulheres na sociedade.

2007 – A WTA anuncia um Road Map para encurtar as temporadas, diminuir lesões, deixar as tenistas mais próximas dos fãs e Roland Garros e Wimbledon passam a oferecer a mesma premiação em dinheiro para as mulheres. Justine Henin se torna a primeira mulher a superar a marca de U$5 milhões em premiação, em uma temporada.

2008 – WTA lança a maior campanha da sua história, “Are you looking for a hero?”, abre escritórios na Ásia e realiza, pela primeira vez, o WTA Championships em Doha.

2009 – Stacey Allaster se torna CEO da WTA. Serena Williams supera a marca de U$ 6 milhões em premiação, em uma temporada.

2010 – WTA comemora 35 anos com aumento de U$309 mil para U$85 milhões em premiação.

2011 – Pela primeira vez na história 10 tenistas de diferentes países integraram o top 10.

2012 – Victoria Azarenka e Serena Williams se tornam as duas primeiras mulheres a superar U$ 7 milhões em premiação, em uma única temporada.

2013 – A temporada 2013 terá no total 58 eventos em 33 países. 4 são Grand Slams, 1 é o WTA Championships, 21 são os WTA Premiers (com premiação que varia de U$681 mil a U$5 milhões) e 32 os WTA Internationals, com premiação a partir de U$ 235 mil. Serena Williams é a número um.

PS – Azarenka lesionada não compareceu; Clijsters gravidíssima do segundo bebê da família também não viajou a Londres; Venus Williams ficou em casa se recuperando e Steffi Graf não apareceu.

E para quem quiser aprender um pouco de história da WTA e ver as melhores do mundo reunidas, aqui está o vídeo de 2 horas da cerimônia deste domingo 30 de junho.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jT_OVo2FC0c

Diana Gabanyi

Guerra dos Sexos de Billie Jean King também comemora 40 anos e vira filme

O maior jogo de tênis da história comemora em 2013, 40 anos, assim como a instituição do ranking da ATP e a fundação da WTA. Principal articuladora para instituir a Women’s Tennis Association, Billie Jean King foi e ainda é a atriz principal do esporte feminino mundo afora. Personagem de vários documentários, King agora está nos cinemas com a “Guerra dos Sexos.”battle of the sexes movie

Disputada no dia 20 de setembro de 1973, no Houston Astrodome, contra Bobby Rigs, a “Guerra dos Sexos,”entrou para a história não só como o maior jogo de todos os tempos, com 31.000 pessoas na plateia e uma audiência na TV de 100 milhões, mas como uma partida que mudou para sempre o papel da mulher no esporte e além. Billie Jean King venceu a disputa com Riggs por 3 sets a 0, em um jogo que foi altamente divulgado e comentado mundo afora. Imagina na época, nos anos 1970, nos Estados Unidos, no auge da luta pela liberdade feminina, uma mulher desafiar um homem?
Foi notícia em todos os meios de comunicação possíveis, muito além do tênis. Eles apareciam nos mais diversos programas de televisão fazendo o “preview”do jogo, com Riggs dizendo que mulheres deveriam ficar em casa e que King não tinha chance alguma.  Meses antes ele havia derrota Margareth Court por 6/2 6/1.

Desde que comecei a acompanhar tênis ouço falar da “Battle of The Sexes.” Li sobre o assunto, especialmente no livro de Billie Jean King, “Pressure is a Privilege,”em que ela conta os detalhes da preparação para a partida.

Acabei de ler também o livro de Jimmy Connors, “The Outsider,”em que ele também conta passagens da “Battle of The Sexes,”até porque depois enfrentou Martina Navratilova e ganhou. Mas não foi fácil.

O que eu nunca havia visto eram imagens em vídeo desta noite no Houston Astrodome.

Billie Jean King battle of the sexes

Hoje a gente vê um espetáculo como o BNP Paribas Showdown, no Madison Square Garden, ou o Nadal e o Federer jogando em uma quadra metade de grama, metade de saibro e acho que é o maior espetáculo de tênis da Terra. Engano.

Nunca vi nada tão faraônico como aquele jogo em 1973. King entrou em quadra carregada por homens em um trono de realeza e Riggs, rodeado por mulheres.  Os Estados Unidos pararam para ver aquele jogo. Talvez seja algo que nunca mais a gente vá ver no nosso esporte.

A final de Roland Garros teve audiência mundial de 60 milhões na TV e estamos na era completamente digital.

Nos últimos dias Billie Jean deu inúmeras entrevistas falando da Batalha e da fundação da WTA que completou 40 anos no dia 20. E o que ela mais enfatizou foi que ëu estava muito certa de que era sobre uma mudança social, não era sobre o hype e nem por causa do dinheiro” O campeão ganhou U$ 100 mil – valor impensável na época.

De lá para cá, Billie Jean King se tornou a maior voz do esporte feminino mundial. Fundou também a “Women’s Sports Foundation,”ganhou a medalha da liberdade do Presidente Barack Obama, em 2009, e continua a advogar pelas mulheres mundo afora.

Serena Williams, Maria Sharapova, Caroline Wozniacki e muitas outras tenistas participam do filme. E como diz Billie Jean, “elas estão vivendo o nosso sonho.”

A premiere foi nesta semana em Londres, coincidindo, claro com a disputa de Wimbledon. Já entrei em contato como pessoal do filme para ver se há chance dele chegar por aqui.

Billie Jean King women's rightsEnquanto isso pode ser que a gente veja antes uma outra Guerra dos Sexos. Andy Murray, talvez empolgado com o buzz que está na Inglaterra com o filme, desafiou Serena Williams para uma partida em Las Vegas. A americana, apesar de ter dito hoje que “acha que não ganharia um ponto, mas que seria divertido.”

Mais do que divertido, levantaria novamente a questão da igualdade entre homens e mulheres, não apenas nas quadras.

Como disse Billie Jean, hoje com 69 anos, isso me motivou muito naquela época.

Ëra o que mais me motivava. Eu pensava nisso todos os dias. Mas apesar de termos avançado muito, ainda precisamos de muito mais mulheres em posições de liderança.”

Para quem não é super fã de tênis, o diretor James Erskine afirma que não é um filme tenístico e sim um filme sobre a “luta dos direitos das mulheres por igualdade com os homens e como isso aconteceu em uma quadra de tênis.

Diana Gabanyi

Fotos – divulgação The Battle of the Sexes

Com Serena e Billie Jean e Seles e Sharapova, WTA lança campanha dos 40 anos de história

Parece até sem sentido escrever algo hoje que não seja sobre o movimento que está acontecendo no Brasil, um momento histórico do nosso país. No entanto, a WTA, a Women’s Tennis Association, completa no dia 20 de junho 40 anos. Foram 4 décadas que transformaram o esporte, não só o tênis, mas o esporte feminino, com a liderança de Billie Jean King. Serena Williams Billie Jean King

“Foram 40 anos mesmo? Éramos apenas atletas que queriam competir,e fizemos história pelo caminho, determinadas a vencer, não só pela gente, mas por todas as mulheres, em todos os lugares,”diz Billie Jean King em um vídeo que vai circular nas TVs e sites do mundo inteiro. São dois spots de 30 e 60 segundos cada, com os títulos “O tempo voa”e “Dê

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Para comemorar os 40 anos, a WTA já havia lançado no início do ano uma campanha, a 40Love, e agora além dos “spots”de TV e digital, também tem uma campanha impressa, em que coloca lado a lado as estrelas do esporte de hoje em dia, com ícones do passado. Serena Williams aparece ao lado de King; Sharapova de Seles; Azarenka de Steffi Graf; Venus de Navratilova e Li Na de Chris Evert.  Quebrando barreiras há 40 anos, obrigada por nos inspirar, diz o anúncio.

Evert WTA tennis

As comemorações dos 40 anos da WTA chegarão ao auge no dia 30 de junho com um encontro, um parade of champions, das tenistas números um da história, em Londres.

wta 40 anos seles sharapova

A CEO da WTA, Stacey Allaster, ressalta o crescimento da entidade. “De 2 milhões de dólaers em premiação anual, antes de 1973, da formação da WTA, crescemos para US$ 2 milhões, com 54 torneios em 33 países.”

Diana Gabanyi