ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

ATP, WTA e ITF prorrogam suspensão do tênis até o final de julho

A ATP, a WTA e a ITF anunciaram, nesta sexta-feira, a extensão do período de suspensão dos torneios profissionais em todo o mundo.

Antes em meados de julho, agora os torneios não serão disputados, pelo menos em suas datas pré-agendadas, pelo menos até 31 de julho.

Com isso, vários torneios serão impactados, tanto no circuito masculino quanto no feminino, sendo eles:

ATP: Hamburgo, Bastad, Newport, Umag, Los Cabos, Atlanta, Kitzbuhel, Gstaad.

WTA: Palermo, Jurmala, Bucareste, Lausanne.

Além, é claro, de vários torneios Challengers e menores que seriam disputados neste período.

 

ATP, WTA, ITF e Grand Slams se unem na criação de fundo de ajuda aos jogadores impactados financeiramente pela Covid-19

Os órgãos dirigentes do tênis mundial se uniram para arrecadar mais de US $ 6 milhões para criar um Programa de Ajuda ao Jogador, destinado a apoiar jogadores particularmente afetados pelo impacto contínuo da pandemia do COVID-19.

A iniciativa viu a ATP, a WTA, os quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open – e a ITF, unidos em uma demonstração de apoio aos jogadores que enfrentam desafios sem precedentes devido ao impacto global do COVID-19. Atualmente, o tênis profissional está suspenso até 13 de julho de 2020.

Além das contribuições próprias, a ATP e a WTA administrarão as distribuições financeiras do Player Relief Program, que vê as respectivas contribuições dos quatro torneios do Grand Slam e da ITF divididas igualmente entre homens e mulheres. O Programa de Ajuda aos Jogadores terá como alvo um total de aproximadamente 800 jogadores de simples e duplas, necessitando de apoio financeiro. A elegibilidade para o Programa de Ajuda ao Jogador levará em consideração a classificação de um jogador e os ganhos em dinheiro com prêmios anteriores, de acordo com os critérios acordados por todas as partes interessadas.

A iniciativa das sete partes interessadas fornece a espinha dorsal financeira do Programa, com oportunidades para contribuições adicionais a seguir. Os recursos arrecadados por meio de iniciativas como leilões, doações de jogadores, jogos virtuais de tênis e muito mais, proporcionarão oportunidades para maior apoio ao avanço do Programa e serão bem-vindos.

A criação do Programa de Ajuda ao Jogador é uma demonstração positiva da capacidade do esporte de se unir durante esse período de crise. Continuaremos a colaborar e monitorar o apoio necessário ao tênis, com o objetivo de garantir a saúde a longo prazo do esporte em meio a esse desafio sem precedentes ao nosso modo de vida, e nossos pensamentos permanecem com todos os afetados no momento.

Relembrando as 20 últimas finais de Indian Wells

Se o coronavírus não tivesse assolado o planeta, a maiora de nós estaria, a essa hora, assistindo a final de Indian Wells. Teríamos visto a decisão feminina e depois assistiríamos a final masculina. Mas, essa imagem ficará para 2021.

Há duas semanas, na véspera do qualifying do torneio de Indian Wells começar, a organização do evento tomou a decisão de cancelar a competição da ATP e da WTA. Muitos ficaram em choque.

Diversos tenistas ficaram sabendo pelo twitter. A Califórnia começava a registrar aumento dos casos do COVID-19 e a região onde o torneio é disputada é habitada por idosos em sua maioria. Foi uma medida de precaução. Dois dias depois 6 casos foram registrados na região de Palm Springs. Indian Wells foi o primeiro grande evento esportivo mundial a ser cancelado. O quinto maior torneio de tênis do mundo.

Era só o começo de uma disrupção no mundo esportivo, o começo de um alerta. Parecia tudo muito distante daqui… Duas semanas depois, pelo menos em São Paulo, estamos todos confinados, sem esportes na TVm essa notícia do cancelamento de Indian Wells, parece coisa do passado e ainda é apenas o primeiro torneio de tênis cancelado do calendário integralmente. A competição só tem data prevista para voltar na segunda semana de junho (dia 06). Mas, a probabilidade é que demore ainda mais.

Vamos aproveitar este domingo que seria tenístico para relembrar as finais dos últimos 20 anos em Indian Wells, tanto da ATP, quanto da WTA?

Você se lembra, por exemplo, que o Guga foi vice-campeão em 2003. Perdeu para o Hewitt. E no ano 2000 o campeão foi o Corretja, ganhando do Enqvist na final. Entre 2011 e 2017 só Federer, Nadal ou Djokovic ganharam Indian Wells. Aí veio o Delpo em 2018 e no ano passado, o Thiem, que nem pôde defender o seu título. Entre 2004 e 2009 também só deu Federer, Djoko ou Nadal. A exceção em 2010 foi o hoje técnico do Fed, o Ljubicic. No início do milênio, quando o torneio ainda estava longe de ser o que é hoje, mas não deixava de ser um Masters 1000, Agassi ganhou do Sampras na final de 2001.

Entre as mulheres o domínio não foi assim tão absoluto. Especialmente porque Serena e Venus Williams deixaram de jogar a competição por anos, devido a ofensas racistas que sofreram (de 2001 a 2015). Fora a vitória da Serena em 2001 e da Andreescu no ano passado, no torneio que deu o start do seu ano fenomenal, as vitórias nos outros 18 anos foram apenas de tenistas europeias ou da japonesa Osaka. Clijsters, Henin, Sharapova, Azarenka, Ivanovic, Jankovic, Hantuchova, Zvonareva, Vesnina e Halep deixaram suas marcas no deserto californiano.

 

2019 – Dominic Thiem d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/5

Bianca Andreescu d. Angelique Kerber:  6/4 3/6 6/4

2018 – Juan Martin Del Potro d. Roger Federer: 6/4 6/7(8) 7/6(2)

Naomi Osaka d. Daria Kasatkina: 6/3 6/2

2017 – Roger Federer d. Stan Wawrinka: 6/4 7/5

Elena Vesnina d. Svetlana Kuznetsova: 6/7(6) 7/5 6/4

2016 – Novak Djokovic d. Milos Raonic: 6/2 6/0

Victoria Azarenka d. Serena Williams: 6/4 6/4

2015 –  Novak Djokovic d. Roger Federer: 6/3 6/7(5) 6/2

Simona Halep d. Jelena Janković: 2/6 7/5 6/4

2014Novak Djokovic d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/6(3)

Flavia Pennetta d. Agnieszka Radwańska: 6/2 6/1

2013Rafael Nadal d. Juan Martín del Potro: 4/6 6/3 6/4

Maria Sharapova d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/2

2012Roger Federer d. John Isner: 7/6(7) 6/3

Victoria Azarenka d. Maria Sharapova: 6/2 6/3

2011Novak Djokovic d. Rafael Nadal: 4/6 6/3 6/2

Caroline Wozniacki d. Marion Bartoli: 6/1 2/6 6/3

2010Ivan Ljubičić d. Andy Roddick: 7/6(3) 7/6(5)

Jelena Janković d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/4

2009Rafael Nadal d. Andy Murray: 6/1 6/2

Vera Zvonareva d. Ana Ivanović: 7/6(5) 6/2

2008Novak Djokovic d. Mardy Fish: 6/2 5/7 6/3

Ana Ivanović d. Svetlana Kuznetsova: 6/4 6/3

2007Rafael Nadal d. Novak Djokovic: 6/2 7/5

Daniela Hantuchová d. Svetlana Kuznetsova: 6/3 6/4

2006Roger Federer d. James Blake: 7/5 6/3 6/0

Maria Sharapova d. Elena Dementieva: 6/1 6/2

2005Roger Federer d. Lleyton Hewitt: 6/2 6/4 6/4

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 4/6 6/2

2004Roger Federer d. Tim Henman: 6/3 6/3

Justine Henin-Hardenne d. Lindsay Davenport: 6/1 6/4

2003Lleyton Hewitt d. Gustavo Kuerten: 6/1 6/1

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 7/5

2002Lleyton Hewitt d. Tim Henman: 6/1 6/2

Daniela Hantuchová d. Martina Hingis: 6/3 6/4

2001Andre Agassi d. Pete Sampras: 7/5 7/5 6/1

Serena Williams d. Kim Clijsters: 4–6, 6–4, 6–2

2000Alex Corretja d. Thomas Enqvist: 6/4 6/4 6/3

Lindsay Davenport d. Martina Hingis: 4/6 6/4 6/0

 

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Fotos de Cynthia Lum

Teliana se junta a Cé e Carolina Meligeni no ITF de Olímpia

O Brasil passa a ter cinco representantes no Torneio Internacional Feminino de Tênis – Ano V, apresentado pelo Itaú, que realizado de 9 a 15 de março, no Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), com entrada gratuita para o público.

Com a saída de algumas jogadoras estrangeiras da lista de inscritas, Teliana Pereira, Thaísa Pedretti e Nathaly Kurata garantiram lugar na chave principal do torneio, que distribui uma premiação de US$ 25 mil e pontos no ranking mundial, e se juntam a Gabriela Cé e Carolina Meligeni Alves (convidada da organização).

Ex-número 43 do mundo, a pernambucana radicada em Curitiba e campeã de dois torneios WTA – Bogotá e Florianópolis, ambos em 2015 – está empolgada em jogar pela primeira vez em Olímpia. “Me sinto bem preparada fisicamente e espero ter bons sentimentos e resultados nesses torneios aqui no Brasil. É sempre bom jogar em casa, nós brasileiras sentimos muita falta de poder competir em nosso país”, afirmou Teliana, que depois da Fed Cup, em fevereiro, optou por ficar em Curitiba treinando para o torneio. “Nunca estive em Olímpia, mas já me falaram que é para caprichar no protetor solar”, brincou a tenista.

Além das brasileiras, o Torneio Internacional Feminino terá a participação de tenistas de mais 12 países: Itália, Chile, Argentina, Holanda, Hungria, Espanha, Grã Bretanha, Grécia, Kazaquistão, Bélgica, Rússia e Geórgia.

O Torneio Internacional de Tênis Feminino, apresentado pelo Itaú, faz parte do Olímpia Tennis Classic, que também realizará um Torneio Internacional Masculino, de 16 a 22 de março, também no Thermas dos Laranjais.

Serviço

Torneio Internacional de Tênis Feminino

9 a 15 de março

Thermas dos Laranjais de Olímpia

Av. Aurora Forti Neves, 1.123 – Centro

Entrada gratuita

Aos 32 e com 5 Grand Slams, Sharapova diz adeus às quadras

A russa Maria Sharapova anunciou nesta quarta-feira de cinzas a sua aposentadoria do circuito profissional.
Os sinais já eram evidentes de que estava difícil ela se recuperar e voltar a jogar o tênis que a levou a conquistar 5 títulos de Grand Slam.
Depois de ter sido pega no doping com Meldonium, em 2016 e ter ficado afastada do circuito por 15 meses, ela nunca mais foi a mesma.
Apesar de ter afirmado que foram as lesões que a tiraram do circuito, especialmente o ombro em que sofreu duas cirurgias, Sharapova nunca mais foi mesma depois do afastamento pelo doping. “Eu já vinha lesionada,” afirmou ela ao NY Times.

Acompanhei a história de Sharapova de perto. Quando ela surgiu no circuito, o Guga estava no auge. Li seu livro, acompanhei bem as suas últimas conquistas de Grand Slam quando ela trabalhava com um fisioterapeuta que chegou a tratar o Guga em uma época e vi, agora mais de longe, o seu fim.

Para mim, o que sempre me chamou mais a atenção da russa foi como ela e o pai, Yuri chegaram aos Estados Unidos, sem falar a língua, praticamente sem recursos, do outro lado do mundo, tendo passado por Chernobyl e se assentado na Sibéria, com um grande objetivo. E Sharapova e o pai Yuri chegaram a esse objetivo. Perseveraram, passaram dificuldades na Flórida, e chegaram ao topo do ranking mundial, não só na quadra, mas nos negócios.

Determinação sempre foi o lema da russa. Fosse na quadra treinando, jogando ou fechando um negócio, especialmente os de doces como Sugarpova.
Segundo ela foi essa determinação que a fez adiar tanto tempo o adeus das quadras.

Ela encerrou a carreira nos termos dela. Como ela quis, sem tour de despedida, fazendo como queria, sem se importar com o que os outros iam pensar.
Abaixo segue um relato da última conquista dela de Grand Slam

Maria Sharapova já completou o Grand Slam, já foi número um do mundo e continua sendo a atleta mais bem paga do mundo.

No ano passado ela conquistou o seu segundo título em Paris, surpreendendo a todos. Ninguém imaginava que a russa que conquistou Wimbledon aos 17 anos teria no saibro francês o seu único trofeu de Grand Slam repetido.
Vamos relembrar como foi a campanha de Sharapova em Roland Garros no ano passado?


Sharapova Roland Garros 2014

A primeira rodada foi contra a compatriota Ksenia Pervak. Vitória fácil por 6/1 6/2.

Na segunda fase ela teve que passar pela búlgara, com ocasionais bons resultados, Tsevetana Pironkova. A russa teve um pouco de trabalho no primeiro set mas venceu por 7/5 6/2.

O jogo mais tranquilo de Sharapova na quinzena em Paris foi a terceira rodada. Ela não deixou a argentina Paula Ormaechea fazer um game se quer. Bicicleta – 6/0 6/0.

Veio a segunda semana e os desafios da russa aumentaram.

Contra Samantha Stosur, nas oitavas-de-final, Sharapova perdeu o primeiro set mas se recuperou no jogo. Venceu por 3/6 6/4 6/0.

Nas quartas-de-final contra a espanhola Garbine Muguruza, que havia eliminado Serena Williams, Sharapova quase viu a adversária aprontar mais uma em Paris. Ela teve que virar o jogo depois de perder o primeiro set e acabou ganhando por 1/6 7/5 6/1.

Um jogo antes da final, Sharapova se deparou com a sensação do circuito, a canadense Eugenie Bouchard. Assim como nas duas partidas anteriores, a russa saiu perdendo o primeiro set,mas conseguiu reagir a tempo para selar a vitória por 4/6 7/5 6/2.

Sharapova Roland garros 2014

Na final, diante da novata Simona Halep, que jogava sua primeira decisão de Grand Slam, Sharapova também precisou de três dificílimos sets para conquistar o Trophee Suzanne Lenglen: 6/4 6/7 6/4 e ela se coroava bicampeã de Roland Garros.

Diana Gabanyi

Teliana disputa nova série de torneios na Europa

A tenista brasileira Teliana Pereira já está na Europa para disputar uma série de quatro torneios no velho continente, todos no saibro. A gira será a primeira da tenista fora do país na temporada 2019 e ela viajará acompanhada do irmão, também tenista, José Pereira.

A série de torneios começará em Marguerita Di Pula (Itália – 25k) e seguirá para Chiasso (Suíça 25k), Wiesbaden (Alemanha 60k), terminando em Roma (Itália 25k).

Depois de ter iniciado a temporada 2019 no mês passado, em dois torneios no Brasil e voltado a competir livre de lesões, Teliana embarca animada. “Estou super motivada. Treinei muito bem esses dias em Curitiba e estou com vontade de competir, jogando feliz,” disse a brasileira, que já alcançou a 43a. posição no ranking mundial e tem dois títulos de WTA na carreira. “Como já passei por tudo isso antes, sei o que esperar e sei que não vai ser fácil. Mas vou para dar o meu melhor e tentar buscar as boas sensações em quadra.”

Bia disputa vaga na final do WTA de Bogotá

A tenista paulista Beatriz Haddad Maia  disputa neste sábado uma vaga na final do WTA de Bogotá.

Nesta sexta-feira, Bia venceu de virada a espanhola Sara Sorribes Tormo, cabeça de chave 7 do torneio e 79o do mundo, por 6/7(6) 6/2 6/3, em 2h44min de partida, e alcançou a sua quinta vitória consecutiva no torneio colombiano (duas no qualifying e as restantes na chave principal).

“A Sara é uma das poucas amigas que tenho no circuito, foi um jogo um pouco emocional. Ela consegue se safar de tudo, dá bola alta, dá slice, drop, tem muita variedade de jogo. Eu senti um pouco de nervosismo no primeiro set, acabei ficando um pouco ansiosa e errei um pouco mais do que deveria, mas depois eu relaxei, fiquei mais solta e consegui controlar as minhas emoções”, afirmou Bia, 165o do mundo.

Bia chega à sua segunda semifinal da carreira em WTA. A primeira delas foi em Seul, em 2017, quando a brasileira fez a final do torneio coreano, mas foi parada pela letã Jelena Ostapenko, então top 10.

A próxima adversária de Bia, neste sábado, será jovem norte-americana Amanda Anisimova, de 17 anos e 76o do mundo, que derrotou a colombiana Maria Camila Osorio Serrano, também de 17anos, por 6/2 1/6 6/3, nas quartas de final.

“É uma menina nova que joga muito bem e está tendo um ano fantástico no circuito (fez oitavas de final do Australian Open e quartas em Auckland). Vou entrar em quadra e fazer o meu jogo. Estou confiante e feliz, já é meu sexto jogo aqui, estou vindo de boas semanas e contente com o que venho apresentando em quadra”, finalizou.

Osaka vence o Australian Open e se torna a nova no1 do mundo

Por Diana Gabanyi

A japonesa Naomi Osaka, de apenas 21 anos, conquistou neste sábado o título do Australian Open em uma decisão emotiva na Rod Laver Arena. Ela derrotou a cabeça-de-chave 8, Petra Kvitova, por 6/7 7/5 6/4 para conquistar o seu segundo Grand Slam consecutivo.

Osaka, cabeça 4, de quebra foi alçada ao posto de número um do mundo no ranking da WTA.

 

Poucos meses depois de uma final das mais históricas, pelos motivos errados, de Grand Slam, em que derrotou Serena Williams no US Open, quando a tenista american perdeu pontos por ofender o juiz, se sentiu prejudicada, chorou em quadra, perdeu a compostura e fez Osaka perder o grande momento, enfim a jovem japonesa pôde sentir o gostinho de uma vitória de um torneio desta magnitude.

No entanto, no discurso de campeã, ao erguer o trofeu, a Daphne Ahkhurst Memorial Cup, Osaka parecia sofrer mais para falar diante do público do que para fechar os match points que teve durante a partida. O público pareceu entender. Ela tem apenas 21 anos de idade e mesmo cheia de graça, ainda está se acostumando a viver diante dos holofotes do mundo.

Kvitova, por outro lado, emocionou a todos ao dizer que o trofeu de vice era praticamente o trofeu de campeã para ela. Foi às lágrimas ao agradecer a equipe “por ter ficado com ela, mesmo quando não sabiam se voltaria a segurar uma raquete novamente.”

Uma final emotiva e uma nova número um para a WTA, uma número um jovem, com potencial para atrair novos fãs para o esporte.

Diana Gabanyi

Foto – Getty Images Cameron Spencer

Halep vence Sharapova e decide título de Roma com Svitolina

A tenista número um do mundo, a romena Simona Halep está na decisão do WTA Premier de Roma, depois de vencer a russa Maria Sharapova, em uma verdadeira batalha na quadra central do Foro Itálico. Ela ganhou por 4/6 6/1 6/3 e enfrentará, na mesma decisão do ano passado a ucraniana Elina Svitolina, que passou pela estoniana Anett Kontaveit, por 6/4 6/3.

No ano passado, o título ficou com Svitolina, mas desta vez Halep, que vibrou muito na vitória diante de Sharapova, espera não estar lesionada para enfrentar a ucraniana.

“Foi um jogo dificílimo. Eu vibrei porque foi como eu me senti depois de ganhar uma partida dessas. Para a final, espero não me lesionar. No ano passado eu comecei muito bem e sei bem como tenho que jogar,” disse Halep, que manterá a posição de número um do mundo na próxima semana.

Diana Gabanyi