James Blake virou profissional em 1999, ano em que era o tenista número 1 da Universidade de Harvard. Apenas dois anos depois, foi um dos convocados para a equipe americana da Copa Davis. Em sua carreira, alcançou a 4ª colocação do ranking mundial e conquistou dez títulos ATP. Hoje, aos 33 anos, segue motivado e com gana de vencer no circuito.
“Eu ainda sou muito motivado. Eu definitivamente quero ganhar, sinto que ainda posso e que há oportunidade para eu continuar bem, especialmente em quadras duras”, comentou Blake, atualmente número 99 do ranking ATP.
O americano &é uma dessas raridades no tênis de hoje, que se destacaram no esporte antes mesmo de se juntar ao circuito profissional ATP Tour. Em Harvard, Blake jogou, estudou e amadureceu. Em fase que as universidades vão preenchendo suas vagas, treinadores pedem a seus alunos que busquem conselhos em grandes nomes como Blake.
“Na minha opinião, você &é contemplado quando está na faculdade. A não ser, &é óbvio, nomes como Andy Roddick e Sam Querrey, por exemplo, que eram talentos naturais, maduros e prontos fisicamente e mentalmente para jogar”, comentou o americano, dando dicas para atletas que ainda não veem o tênis universitário como um bom caminho.
“O melhor a se fazer &é ir para a universidade, nem que seja por um ano. Se você se mostrou o melhor no tênis universitário e achou que deveria ter se tornado profissional, você não vai perder nada. Você terá um ano de formação, terá crescido o seu jogo, al&ém de ganhar muita confiança”, aconselhou Blake, que ainda comentou que este &é um melhor caminho que começar no circuito Future. “No Future Tour, você pode não começar dominando, perdendo muitas partidas e consequentemente, ficando sem confiança, o que pode ser ruim para o atleta”.
“Não há desvantagem estar no tênis universitário. Se você provou que &é bom, o próximo passo &é o profissional. Se você achar que não está fazendo a coisa certa e não se achar pronto para o circuito profissional, a pior coisa que te acontece &é que você terá quatro anos em uma equipe universitária, se divertindo, al&ém de uma grande educação e um diploma em mãos”, finalizou.
No Brasil, o Daquiprafora (http://www.daquiprafora.com.br/) e a Fundação Lemann (http://www.fundacaolemann.org.br/) incentivam e auxiliam no processo de ida aos Estados Unidos, para atletas que querem ou sonham em conseguir bolsas nas universidades americanas.
Fonte: Tennis Shorts
Foto: Cynthia Lum
