Miriam D’Agostini retornou à quadra principal da Associação Leopoldina. Ela foi uma das homenageadas no evento que celebra os 30 anos do torneio por ser recordista em número de títulos, com cinco em simples e cinco em duplas. Em simples, foi campeã nos 12 anos, em 1990, nos 14 anos, em 1992, e nos 18 anos em três edições, 1993, 1994 e 1996. Esse último, inclusive, foi muito especial: marcou sua despedida das competições juvenis.
Hoje, com 34 anos, a publicitária Miriam D’Agostini confessa que o tênis está distante do seu dia a dia. A gaúcha de Passo Fundo mora há 10 anos no Rio de Janeiro, com o marido, Pedro, e com os filhos Gabriela e Guilherme. Não bastasse a atenção que dá à família, trabalha no departamento de marketing do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), atuando na área de branding (marcas) e comunicação visual.
Com o mesmo sorriso cativante de quando estava em quadra, Miriam assegura se sentir muito feliz por voltar à capital gaúcha, o que não fazia há oito anos. “É muito bom retornar a Porto Alegre, ao clube no qual treinei durante um tempo e ao torneio que marcou toda a minha carreira como juvenil”, afirma a campeã, que chegou do Rio na tarde de segunda-feira. “At&é fiquei nervosa quando o avião pousou, porque esse reencontro &é muito emocionante”, completa a ex-tenista profissional que alcançou o posto de número 188 no ranking mundial.
LEMBRANÇAS
Muitas são as lembranças de Miriam ao passear pela sede principal da Associação Leopoldina Juvenil. Mas, sem nenhuma dúvida, o título conquistado em 1996, na sua despedida como juvenil, foi inesquecível.
“Eu havia decidido encerrar aqui e, naquele torneio, toda a minha família veio me assistir e torcer”, recorda.
Uma brasileira não vence a Copa Gerdau/Itaú desde 1996, justamente quando Mirim D’Agostini faturou o título para o Brasil. Desde então, o torneio vem tendo somente estrangeiras como campeãs.
Foto: Marcelo Ruschel/Poa Press/Divulgação
