Depois de disputar em Sant Cugat, Espanha, na segunda semana de outubro, seu último torneio na temporada, Teliana Pereira foi entrevistada pela WTA e a matéria acabou ganhando destaque no site da entidade.
Ela foi a primeira brasileira a chegar à semifinal em de um torneio WTA desde 1990, feito alcançado em Bogotá, em fevereiro. Com outros bons resultados, incluindo uma sequência de títulos em ITF Challengers, ela entrou no top 100 e alcançou o nº 88 do ranking.
Parece que o céu é o limite para ela, mas a pernambucana não esquece suas origens humildes e o início da carreira.
“Eu nasci em uma cidade pequena, onde a vida é muito difícil. Existe muita pobreza lá e é difícil conseguir uma boa educação”, disse ela. “Meu pai foi para Curitiba, uma cidade maior, em busca de um bom emprego. Ele começou a trabalhar em uma academia de tênis e toda minha família se mudou pra lá também. Eu gostava de ir à academia ajudar o meu pai e meus irmãos começaram a jogar. Depois eu comecei a tentar jogar também”.
Teliana comentou também sobre a maior visibilidade que conseguiu desde que conquistou resultados de maior destaque:
“Depois da semifinal em Bogotá, as pessoas foram dando mais atenção ao tênis feminino. Além disso, me colocaram mais na mídia depois de chegar ao top 100, feito que uma brasileira havia feito pela última vez há 23 anos. Tive mais pressão, mas trabalhei muito duro pra isso. Passei por dois anos difíceis, com lesão no joelho, mas agora estou muito feliz porque as coisas estão realmente acontecendo para mim”, disse a brasileira, que também falou sobre as expectativas para o próximo ano.
“No início desse ano, eu queria terminar 2013 no top 100 e fizemos uma programação boa para isso. Estou me sentindo bem, ganhando muitos jogos e sinto que posso fazer ainda mais, o que também é bom para o Brasil, pois as meninas percebem que podem jogar um bom tênis. Também vamos ter mais torneios no Brasil e isso é ótimo. Espero que 2014 seja melhor pra mim e para o tênis feminino do Brasil”.
Por fim, a brasileira ainda comentou sobre quando se sente com a oportunidade de jogar tênis profissional: “Sinto realmente muita sorte de ter esta oportunidade quando estou em quadra e tento me divertir”, finalizou.
Foto: Cristiano Andujar
