
Felipe Lima foi estudar e jogar tênis nos Estados Unidos em 2003 e, quatro anos depois de se formar, começou a trabalhar na Ernst & Young, em Nashville. O gaúcho embarcou para os Estados Unidos em 2003, para jogar tênis e estudar contabilidade na Belmont University, no Tennessee. Após quatro anos de viagens para disputar torneios, o ex-bolsista da Fundação Lemann foi assistente-t&écnico de sua equipe, mas optou pela área em que se graduou. “Fiz dois estágios durante o curso, mas em um deles já era tratado como um funcionário em tempo integral. Eles me treinaram para fazer exatamente o que eu faço hoje”, lembra. O estágio era na Ernst & Young, uma das maiores empresas de auditoria do mundo, e desde que se formou, em 2007, trabalha na empresa em Nashville.
Tennis View – Por que e quando você decidiu ir para os Estados Unidos fazer faculdade?
Felipe Lima – Decidi ir estudar nos EUA no meu último ano de juvenil. Queria continuar jogando tênis, aprender inglês e vivenciar algo diferente na vida.
TV – O que você esperava aprender e viver de forma diferente do Brasil?
FL – Eu esperava aprender o inglês fluente, melhorar meu jogo de tênis, vivenciar experiências novas morando sozinho, trabalhar um ano nos EUA e voltar para o Brasil.
TV – Na universidade, que experiências você acredita que não teria no Brasil e pôde ter nos EUA?
FL – Todo o apoio esportivo que tive nos EUA seria difícil ter em uma faculdade no Brasil. Bolsa de estudos, viagens por todos EUA, torneios que nunca imaginei jogar, e amigos que fiz. Academicamente, eu acho que as instalações aqui nos EUA são muito mais avançadas que nas faculdades do Brasil.
TV – Quais os principais aprendizados do período na graduação e de viver em outro país?
FL – Acho que o principal foi a experiência de vida que ganhei morando sozinho e estando tão longe da minha família. A gente acaba crescendo como ser humano mais rápido do que planejamos. Passar por situações onde a gente não fala a língua e mesmo assim acaba sendo bem sucedido &é uma situação interessante, mas bem legal.
TV – Onde você fez estágios durante o curso e o que mais aprendeu neles?
FL – Fiz dois estágios em Nashville. Um com a UBS, no verão de 2006, onde não aprendi muita coisa. O estágio não era pago e eu praticamente ficava fazendo arquivamento o dia inteiro. No segundo estágio, com a Ernst & Young, no verão de 2007, foi um pouco diferente. Eu trabalhei como auditor e era tratado como um funcionário em tempo integral e não como um estagiário. Eles me treinaram para fazer exatamente o que eu faço hoje. Foi um aprendizado bem legal que me ajudou a crescer como pessoa e a trabalhar duro.
TV – Como você acredita que esta experiência nos EUA fez diferença na hora de entrar no mercado de trabalho?
FL – Acho meio difícil responder essa pergunta porque tudo que vivi de experiências de trabalho foi aqui nos EUA. Mas acho que ter jogado a divisão 1 do tênis universitário ajuda bastante quando vou para entrevistas de trabalho. É sempre um tópico que conversamos e isso tamb&ém ajuda a provar que eu posso fazer várias coisas juntas e ser bem sucedido. Assim como ser estudante “full time” e jogador “full time”.
TV – Como você avalia os anos no tênis universitários e este início de carreira?
FL – Eu acho que os quatro anos com o time de tênis me ajudaram bastante a aprender a conviver com pessoas de culturas diferentes, caráter e personalidades diferentes. Esses são obstáculos que certamente passamos no dia a dia de trabalho. A experiência anterior, com certeza, está ajudando.
TV – Quais são seus planos profissionais para os próximos anos?
FL – Meus planos são de continuar trabalhando por mais um tempo aqui nos EUA e, quem sabe, no futuro voltar ao Brasil, já que toda minha família ainda mora no Brasil. Não sei se continuarei a trabalhar na mesma área que trabalho hoje, mas talvez um dia trabalharei com algo voltado mais para negócios no esporte.
TV – Que conselho você daria para um jovem que está pensando em fazer faculdade nos EUA?
FL – Com certeza recomendaria vir para os EUA. Gostaria que essa pessoa passasse por experiências que passei. Este aprendizado de vida não tem preço.

Por Leonardo Stavale
Belmont University – www.belmont.edu
Com cerca de 5900 estudantes de 25 países diferentes, al&ém dos Estados Unidos, a Belmont University, em Nashville (TN), oferece mais de 75 áreas de estudos, unindo a educação cristã e o ensino liberal de artes. Os esportes incluem beisebol, basquete, cross country, futebol, golfe, softbol, tênis, vôlei.
(foto: Divulgação)
