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Pupilo de Larri Passos, Bruno Rosa usa o tênis para estudar Economia nos Estados Unidos

18/02/2013 às 19:40

Pupilo de Larri Passos, Bruno Rosa &é mais um daqueles exemplos de jovem promessa do tênis que usou o seu talento para os estudos. O catarinense era treinado por um dos maiores t&écnicos que o país já conheceu e isso não fez com que ele seguisse um novo rumo em sua vida: estudar economia em uma universidade americana.

“Eu tive uma boa carreira no juvenil. Ainda no meu primeiro ano como profissional, eu estava bem, para minha idade (19 anos). Mas percebi que não evoluía no nível em que eu queria, então passei a repensar minha vida. Será que o tênis me levaria realmente aonde eu queria? Precisava saber se isso me satisfaria. Foi então que tomei a decisão de usar o meu tênis para tentar entrar em uma universidade americana. Aquele momento era o limite, pois na &época se eu passasse da idade que estava, não poderia mais tentar”, comentou Bruno.

O tenista então ‘largava’ seu treinador Larri Passos. “Larri &é, foi e sempre será um ídolo para mim. Tudo que aprendi, não só no tênis, mas tamb&ém na vida, ele que me ensinou. At&é hoje, no meu dia-a-dia encontro situações que ele me ensinou. Temos uma ótima relação, somos amigos ainda”, elogiou o catarinense, que afirma não mostrar arrependimento em sua decisão. “Independente de jogar tênis, a faculdade sempre esteve em minha cabeça. Só não sabia o momento certo. Minha decisão foi correta”.

Nos Estados Unidos, Bruno Rosa escolheu, com a ajuda do pessoal do Daquiprafora, fazer o curso de Economia na Rice University, no Texas. “O pessoal do Daquiprafora me ajudou muito. O Felipe, o Salibi, o Pardal me apoiaram demais. Sou muito grato a eles”. Sobre sua adaptação, o ex-tenista mostrou não encontrar muitas dificuldades. “O primeiro semestre foi um pouco difícil, mas me acostumei facilmente. Tinha brasileiros comigo que me ajudaram na adaptação. Eu já falava inglês direitinho tamb&ém, então não foi um grande problema”.

Com sua nova caminhada, o tênis virou secundário em sua vida. Mesmo assim, Bruno figurou entre os dez melhores tenistas universitários do país e chegou a fazer parte do All-America team, uma equipe que escolhe os melhores jogadores ‘amadores’ do ano. “É um campeonato muito competitivo. Eu jogava bem lá, mas meu foco mesmo sempre foi acadêmico. O bom &é que a disciplina que o tênis me ensinou, eu levei para dentro das aulas e isso me ajudou bastante, pois estudei muito”, explicou.

Formado, voltou ao Brasil e trabalhou em grandes empresas. Mas o ponto alto mesmo, &é o seu atual emprego. “Hoje eu trabalho na área de expansão da Estácio, que &é uma empresa da GP Investimentos, um local que tem pessoas que sonhei minha vida inteira em trabalhar. Hoje trabalho lá e aprendo com os melhores. Eu digo que ser um funcionário lá para mim &é a mesma coisa que jogar tênis com o Guga”, analisou Bruno Rosa. Saudade do tênis? “Eu sinto falta de jogar aqui (Brasil Open). Revi vários amigos, vejo eles jogando e fico pensando. Mas eu fiz tudo certo em minha vida”, finalizou.

Por Diego Boscolo

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