Vinícius Pedrini Bortolatto morava em Dracena (SP), uma cidade de 45 mil habitantes a 650km de São Paulo. Lá teve seu primeiro contato com a bolinha de tênis, jogando ‘taco’, jogo parecido com beisebol que consiste em rebater a bola com um bastão. Foi este o esporte que o levou a começar a treinar tênis, no clube da cidade, aos 7 anos de idade.
Com o tempo, foi jogando torneios da categoria juvenil e sempre se destacava. Não a toa, sempre ficou entre os cinco melhores jogadores do Brasil por todas as categorias em que passou. Em 2000, foi campeão Sul-Americano de 18 anos pela equipe brasileira que era formada por ele, Bruno Soares e Thiago Alves. No mesmo ano, com o mesmo time, foi terceiro colocado da Sunshine Cup (Davis Cup Juvenil). Al&ém disso, orgulha-se em falar que foi revelação do Aberto de São Paulo em 2002.
Mesmo com bons resultados na carreira, Vinícius se sentiu inseguro de seguir na carreira de tênis. Foi então que uma pessoa mudaria sua vida: Antônio Prieto. O tenista e amigo o convenceu a migrar para os Estados Unidos para jogar tênis universitário e estudar. “Muitas pessoas me incentivaram a seguir para o tênis universitário americano, mas Antônio foi o principal”, comenta Vinícius.
“Na &época (2002), estava no Chile jogando Futures, com 20 anos de idade, com o desempenho mais ou menos, e muito inseguro em relação a seguir carreira como tenista profissional. Todos os dias que saia com Antônio para jantar, ele me falava que tinha que ir para os Estados Unidos jogar tênis universitário e estudar. Passamos umas três semanas juntos no Chile e ele acabou me convencendo, pois tinha vivido esta experiência antes. Ele pôde me passar muita coisa legal sobre a vida no país americano”, disse.
Com a ajuda do Daquiprafora e muita luta depois, Vinícius conseguiu passar nos testes e chegou aos Estados Unidos, na Universidade de Winthrop, localizada na Carolina do Sul, em agosto de 2004, com 100% da bolsa. “Em relação a adaptação do local, não tive problemas, por&ém, tive algumas dificuldades em relação a língua. Não falava nada de inglês na &época e foi bem difícil, mas aos poucos fui me sentindo mais a vontade. Sou uma pessoa muito extrovertida e que já tinha vivido em muitos lugares diferentes, isso ajudou muito lá”, explicou o paulista, que ainda comentou sobre a adaptação no tênis na universidade. “Foi tranquilo. Al&ém do treinador ser brasileiro (Cid Carvalho) tinha outros jogadores do Brasil, o que tamb&ém foi um fator muito importante em minha estadia. Como não falava inglês, os brasileiros me ajudaram muito”.
Já formado, o hoje responsável pela área de vendas para hot&éis, spas e yachts da empresa Trousseau, se diz realizado e confirma que tomou a decisão correta em sua vida. “Eu realizei meus objetivos. O período universitário foi ótimo em minha vida, fui muito feliz em todos os aspectos. Fiz parte de uma grande equipe de tênis, fiz muitos amigos de varias partes do mundo, aprendi uma cultura incrível, aprendi o inglês, fui um ótimo estudante… resumindo, me tornei uma pessoa mais preparada e segura. Esta experiência realmente mudou minha vida e olhando para trás, tenho certeza que tomei a decisão correta e faria tudo de novo”, finalizou.
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