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Renovação da Federação de Tênis do Rio de Janeiro apresenta uma expectativa por mudanças

23/11/2013 às 14:10

Há algum tempo, a Federação de Tênis do Rio de Janeiro vem passando por momentos complicados, cheio de incertezas. Sem sede desde 2011 e com um número cada vez menor de federados, mesmo com um bom número de praticantes no Estado, os torneios juvenis quase foram extintos.

Nos últimos dois anos, o quadro de funcionários tinha apenas uma pessoa, responsável por fazer um pouco de tudo, da organização dos poucos torneios à atualização do site. Porém, esse cenário pode estar chegando ao fim.

Pelo menos, esse é o objetivo do MTR (Muda Tênis Rio), que desde o dia 20 de agosto é responsável pela entidade, depois da vitória por aclamação nas eleições ocorridas no Marina Barra Clube.

Desde então, um grupo heterogêneo de amantes e praticantes de tênis, composto por engenheiro, jornalista, cineasta, juiz, empresários e economista, presidido por Renato Cito, buscam um novo caminho para reestruturar o tênis do Estado.

Segundo Atila Santos, vice-presidente da entidade, o objetivo é administrar “da forma mais democrática, transparente e eficiente possível.”

Sendo assim, a prioridade é reconstruir: “Infelizmente, herdamos uma dívida. Parte deste valor é destinada a pagar ações trabalhistas, o que bloqueia a conta da Federação, nosso maior empecilho. Então, nossa prioridade é tentar desbloquear a conta, fazendo acordos judiciais com os credores e tentando destinar parte da nossa receita pra cobrir essa dívida trabalhista. Enquanto isso, também procuramos uma sede pra FTERJ. Mas, embora ainda sem lugar fixo, o Conselho Administrativo se reúne toda segunda-feira pra deliberar e tomar outras decisões, como, por exemplo, montar o calendário de 2014”, afirmou Atila.

Atila também apresentou as ideias para a nova gestão, inclusive para os tenistas juvenis, com uma novidade: nada de jogos durante a semana.

“Vamos dar atenção a todos: infanto-juvenis, adultos, veteranos, tanto no masculino quanto no feminino) não vamos privilegiar ninguém. É claro que a garotada merece cuidados especiais, carinho, cautela e é pensando nela que vamos, mais uma vez, revolucionar: nada de partidas ou torneios durante a semana, isto é, jogos só nos fins de semana durante o período letivo, pra evitar que os jovens sejam obrigados a “matar” aulas pra entrar em quadra. Além disso, teremos juiz de cadeira em todos os jogos e árbitro geral/coordenador em cada clube ou academia. E também um calendário mínimo, garantido pela Federação, de seis etapas em 2014, o que deve dar, em média, três fins de semana de competições por mês. E com qualidade, rankings legítimos, pontuações decentes, juízes de cadeira, árbitros gerais, site atualizado e atraente”.

Com a cidade vivendo a expectativa das Olimpíadas de 2016, Atila também destaca a importância que a Federação dará para este grandioso evento, especialmente para o complexo voltado para o tênis que será construído.

“Já decidimos fazer gestões junto às autoridades, dirigentes esportivos, governos, CBT, COB e Ministério do Esporte pra usarmos esse complexo que será construído pros Jogos tanto pra sediar torneios da Federação, quanto pra hospedar a sede da entidade, além de abrigar um centro de treinamento de excelência. Evidentemente, preparar tenistas pros Jogos não é nossa prioridade, temos coisas muito mais urgentes pra providenciar, mas também é óbvio que não podemos deixar de pensar nesse grande evento que teremos aqui na nossa “casa”.

Entre as inovações propostas pelo grupo, uma das principais é o projeto “Tênis nas Escolas”, que tem o objetivo de expandir a prática do esporte nas escolas. Como disse Atila: “O princípio é valorizar e ligar estreitamente o nosso esporte com o ensino, com a formação acadêmica, se possível até entrando no currículo regular dos colégios.

Em relação ao aspecto político, a mudança no estatuto é uma preocupação e um dos principais pontos é a abertura do direito ao voto, além da limitação da possibilidade de reeleição de uma gestão.

As tarefas são inúmeras, mas o otimismo é grande: “Podem acreditar na revolução que já foi instaurada no tênis do Rio de Janeiro”, finalizou o dirigente.

Filipe de Lima Alves

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