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Brasil vai com equipe jovem para o Pan de Toronto. Bia Maia é o principal destaque

09/06/2015 às 09:07

A Confederação Brasileira de Tênis definiu a equipe que representará o tênis brasileiro no Time Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015, no Canadá, de 10 e 16 de julho, nas chaves de simples e duplas masculino e feminino, além das duplas mistas.

Brasil vai com equipe jovem para o Pan

O tênis brasileiro terá seis atletas estreantes em Jogos Pan-Americanos, com idade entre 17 a 24 anos, uma nova geração formada pelos tenistas Orlando Luz, João Menezes e Marcelo Zormann, no masculino, com Beatriz Haddad Maia, Gabriela Cé e Paula Gonçalves no feminino.

Com um histórico vitorioso nos Jogos Pan-Americanos, de 34 atletas medalhistas e 33 medalhas conquistadas, 14 de ouro, 7 de prata e 12 de bronze, o tênis brasileiro mais uma vez contará com o número máximo de representantes na competição. Além da participação em simples, o Brasil terá a dupla masculina formada por Orlando Luz e Marcelo Zormann, a dupla feminina com Beatriz Haddad Maia e Paula Gonçalves, além da dupla mista com João Menezes e Gabriela Cé.

Os tenistas convocados são estreantes em Jogos Pan-Americanos, mas já tiveram experiências em jogando pelo país. Orlandinho e Zormann foram medalhistas de ouro nas duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim-2015, Paula Gonçalves conquistou ouro em simples e bronze nas duplas nos Jogos Sul-Americanos de Santiago-2015.

Bia Maia é o principal destaque

“É uma coisa meio inesperada, mas acho que é o sonho de qualquer atleta jogar um Pan-Americano e uma Olimpíada pelo seu país, hoje eu vou representar o Brasil no Pan, é um grande começo. Vai ser legal, uma turma nova jogando, são jogadores que vêm se apresentando muito bem e acho que a gente vai representar bem o país”, afirma Orlandinho.

“A experiência que tive nos Jogos Olímpicos da Juventude foi maravilhosa e vai me ajudar bastante no Pan, esse tipo de competição gera uma certa expectativa e pressão a mais”, completa Zormann.

Campeãs do WTA de Bogotá nas duplas, encerrando um jejum que durava 29 anos para o Brasil, Bia Haddad Maia e Paula Gonçalves estão preparadas mais uma vez para formar dupla. Elas e a gaúcha Gabriela Cé estiveram nas últimas edições da Fed Cup defendendo o Brasil.

“Poucos têm a oportunidade de jogar um torneio como esse. Como sempre, jogar pelo Brasil tem um gostinho diferente, a gente sabe o quanto é importante. Será depois da Gira Europeia, eu estarei com ritmo, então estou muito feliz”, afirma Bia.

“É o tipo de competição que eu adoro, adoro poder representar o meu país, acho que muda um pouco a gente. Vai ser muito legal, estou animada, confiante e ansiosa que a gente tem grande chance de medalha tanto em simples quanto na dupla”, declara Paula Gonçalves.

“É a maior competição que a gente tem por equipes depois da Olimpíada, então é muito legal poder representar o país, é uma honra bem grande e espero poder contribuir ao máximo para o nosso país”, completa Gabriela Cé, que será parceira de Menezes nas duplas mistas.

Capitã da Fed Cup, a treinadora Carla Tiene será a técnica das tenistas brasileiras no feminino, enquanto Patricio Arnold será o técnico do masculino.

“As meninas estão preparadas, estão jogando direto esse ano, sem lesões, cumprindo o calendário e ficaram muito felizes por representar o país, como na Fed Cup, elas dão muita importância, a equipe está preparada, é muito forte e vamos brigar por medalhas, com certeza”, afirma Tiene.

O capitão do Time do Brasil na Copa Davis, João Zwetsch, aprovou a convocação e explicou os motivos que dificultaram a participação de nomes como Marcelo Melo, campeão de duplas em Roland Garros, no Pan de Toronto.

“Vai ser uma experiência muito legal para eles, que muito provavelmente vão estar nos representando na Olimpíada de Tóquio-2020. É importante começar cedo, ter experiência neste tipo de competição o mais rápido possível. A data do Pan é muito complicada para os jogadores profissionais, fica ali junto ao torneio de Wimbledon, em uma época do calendário muito corrida e o pessoal está buscando pontos e ranking visando a Olimpíada. Acho que o Brasil vai estar muito bem representado, todo mundo começando a sentir, principalmente os meninos, o que é representar o país em competições importantes”, afirmou João Zwetsch.

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