Festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa deu mais uma lição de solidariedade e amor ao tênis neste domingo

Domingão de muito calor no Rio de Janeiro. Onde você espera encontrar Malu Mader, Tony Bellotto?  Eles trocaram a praia, ou as dependências do luxuoso Clube dos Caiçaras para prestigiar a festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa, ao lado do padrinho Thomaz Koch e da criançada de Alexandre Borges, animadíssima, mas comportada.tenis na lagoa

Apesar de não ter sido um daqueles dias de sol a pino, dava para sentir o mormaço e o calor que vinha de dentro da quadra rápida da Lagoa estava sufocante. Isso não impediu Alexandre de se vestir de Papai Noel e entregar um a um os presentes que as crianças pediram em cartinhas enviadas a “ele”.

Sem patrocínio algum, Alexandre conseguiu com doações de amigos e colaboradores, e com o dinheiro que arrecada dando aulas particulares, realizar o sonho e fazer muita criança sorrir neste domingo.
Não eram presentes simples.  Raquetes, mochilas, skates, bicicletas, uniformes de tênis e muito mais foi distribuído.

Os irmãos das 80 crianças das comunidades próximas à quadra – Lagoa, Cruzada São Sebastião e Vidigal – que participam do projeto, também receberam presentes. “Serve como incentivo. No ano seguinte eles querem entrar para o projeto,” contava Alexandre.

As mães que desceram o morro e foram participar da festa de Natal, também foram presenteadas.

Os mais assíduos ganharam até Cesta Básica de Natal.

Uma festa bonita e simples, em que só de observar dá para ver que é feita com muito esforço e acima de tudo, com coração.

O mesmo coração, ou melhor – corações, afinal Paula, a esposa de Alexandre também toca o projeto – que há 10 anos faz este projeto acontecer, não ensinando apenas tênis para essa garotada, mas muita disciplina e educação.

Alexandre aproveitou para vender na festa, as camisetas de apoio ao projeto, por R$ 25,00, para ajudar levar os mehores tenistas para competir em torneios Brasil afora, no início do ano.

Para quem quiser contribuir, aqui vai o email do Alexandre –alexandreborges@tenisnalagoa.com.br

A página do projeto no Facebook é https://www.facebook.com/projeto.tenisnalagoarj

Diana Gabanyi

Quadras públicas atraem praticantes em Seropédica

Distante aproximadamente 70km do centro do Rio de Janeiro, o município de Seropédica, na Baixada Fluminense, abriga aquele que poderia ser um dos mais valorizados espaços para a prática do tênis na região. Na centenária Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, seis quadras de tênis, sendo uma coberta, estão à disposição da população. Porém, poucas pessoas sabem e aproveitam esse privilégio.

As quadras, inauguradas em 1976, começaram a passar por reformas em 2001 e a maior parte das pessoas que jogam são alunos, ex-alunos ou moradores do município. Apesar de não ser comum, ainda há aqueles dispostos a encarar uma viagem um pouco mais longa para aproveitar o lugar onde é possível jogar gratuitamente.

“Tem um rapaz que vem de Niterói (80km de distância).Ele é viciado. Se formou e tem vários amigos aqui”, diz Caio Dias, aluno da universidade e dos principais frequentadores do local.

Não é raro encontrar iniciantes no esporte e sempre tem alguém mais experiente para oferecer ajuda na evolução. O espaço é livre e se ninguém estiver jogando, as quadras geralmente ficam sem rede, mas quem tem carteirinha da Atlética Central pode pegar uma na rouparia e aproveitar.

O bate bola dos jogadores no local acabou gerando a ideia de organizar um torneio entre os praticantes e no ano 2000 aconteceu o I Aberto de Tênis da Rural, organizado pelos próprios alunos e com o apoio do Prof. Dr. Walter Jacinto Nunes.  Em 2012, o torneio chegou à sua 9ª edição, contando mais uma vez com o apoio Prof. Walter e da própria Universidade Rural. Para esse ano já está marcada a décima edição, em maio.

Com anos praticando o esporte e através da experiência adquirida na Universidade, Caio teve uma ideia que há um ano modificou a rotina de crianças e jovens da escola Centro Educacional Arlinda Donadello Moreira, localizada bem próxima à Rural.

Em busca de uma renovação dos jogadores da comunidade e o incentivo da prática esportiva, ele e seu amigo Patrick Bermudes elaboraram um projeto no qual crianças dos 7 aos 14 anos tem aulas duas vezes por semana, utilizando o próprio espaço da escola e jogando com bolas soft, investindo um valor apenas simbólico (R$ 20,00), comparado ao que é praticado nas academias de tênis no estado.

“Quem utiliza as quadras da Rural são, em sua maioria, os estudantes, que se formam e muitos acabam não jogando mais na Rural. Os moradores da cidade também jogam, mas o número de jovens que praticam o esporte é quase zero. Foi com o intuito de promover essa renovação, além da prática esportiva, que hoje em dia é cada vez mais necessária, considerando que os jovens e crianças quase não brincam mais na rua, que montamos esse projeto junto à escola”, afirma Caio.

Para quem quiser aproveitar o espaço com as quadras, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, está localizada na Rod BR 465, Km 7, Seropédica – RJ. O sábado pela manhã é uma ótima opção para quem quer encontrar um parceiro para uma partida.

Esta matéria está na edição 123 da revista Tennis View, que está nas bancas.

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Filipe de Lima Alves