Menezes, Wild e Meligeni estreiam nesta segunda-feira no quali de Wimbledon

Três brasileiros entram em quadra nesta segunda-feira, pela primeira rodada do qualifying de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

O mineiro João Menezes – número 3 do Brasil e 206 do mundo – terá como adversário o britânico Jack Pinnington Jones, 18 anos, que recebeu wild card., em confronto que será inédito.

“Agora, foco neste quali em Wimbledon. Depois, voltarei ao Brasil, passando alguns dias em Uberaba, antes da disputa dos Jogos de Tóquio”, afirma Menezes.

Em outro jogo inédito, Thiago Wild terá pela frente o experiente alemão Tobias Kamke, nº 240 do ranking da ATP.

O outro brasileiro a entrar em quadra nesta segunda é Felipe Meligeni, que joga contra o argentino Francisco Cerundolo. Os dois já se enfrentaram quatro vezes, todas no saibro, com três vitórias do jogador argentino.

Depois de alguns dias no Brasil, Marcelo Melo volta à Europa e treina para Wimbledon

Depois de passar alguns dias no Brasil, o mineiro Marcelo Melo viajou neste sábado (19) de volta para a Europa. E, com ele, seguem também seu irmão e treinador, Daniel Melo, e o preparador físico Chris Bastos, que não vinham acompanhando Melo nos torneios por causa das restrições da pandemia da Covid-19. Agora, a equipe estará reunida nas viagens novamente, para a disputa do torneio de Wimbledon, Grand Slam que será realizado entre os dias 28 deste mês e 11 de julho, em que o mineiro foi campeão em 2017, ao lado do polonês Lukasz Kubot.

Inicialmente, Melo viajaria na quinta-feira (17) e jogaria o ATP 250 de Eastbourne, na próxima semana, na grama, preparatório para Wimbledon. Mas, houve uma mudança na programação, com a decisão de ir direto para Londres, dando sequência aos treinos físicos e técnicos realizados em Belo Horizonte (MG), visando o Grand Slam.

“Optamos por seguir já para Londres, com foco em Wimbledon, dando continuidade à preparação feita em Belo Horizonte. Chegar um pouco antes, treinar, ir se adaptando para jogar esse torneio tão especial”, afirma Marcelo.

Melo não voltava ao Brasil desde a pré-temporada e aproveitou os dias em Belo Horizonte (MG) para recarregar as energias junto à família e treinar em quadra e fisicamente, ao lado de Daniel e Chris, para a sequência da temporada.

Time novamente reunido – Em Roland Garros, no início deste mês, Melo retomou a parceria com Kubot. Juntos, disputarão pela quarta vez Wimbledon, desde 2017 quando comemoraram o título – no ano passado o torneio não foi realizado por causa da pandemia. E, além de estar com Kubot novamente em Londres, Melo terá o apoio de Daniel e Chris.

“Marcelo viajou várias semanas sozinho. Então, eu poder ir, o Chris, preparador físico, também, a equipe toda, é muito legal, ainda mais em um torneio tão especial e com o Marcelo voltando a jogar com o Lukasz. O time novamente reunido. Isto está sendo muito bom. A expectativa é a melhor possível. Vários países não puderam nos receber por causa da Covid, tive de saltar tantas semanas, de Masters 1000, até mesmo Roland Garros. Assim, é muito bom poder ir agora”, observa Daniel.

“A sensação de viajarmos novamente é muito boa, todo o tempo juntos, nas refeições, nos treinos, na quadra, na academia. E, agora, mais do que nunca, já que haverá uma bolha. Esse período de ficar sem viajar, sem estar com o Marcelo no dia a dia, foi bastante longo em função da Covid, que dificultou muito a nossa ida. O Brasil ficou em uma lista muito difícil em termos de locomoção nos diferentes países. Mas, agora, parece que vamos retornar aos poucos e da melhor forma. Esses últimos torneios já tiveram público e a expectativa é sempre muito grande de que tudo possa ir voltando ao normal”, garante Chris.

Depois de Wimbledon, o foco de Melo estará voltado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em que formará dupla com o também mineiro Bruno Soares. O tênis começa no Japão no dia 24 de julho e segue até 1º de agosto. No ranking mundial individual de duplas divulgado na segunda-feira (14) pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), Melo está em 18º lugar, com 5.190 pontos. Kubot é o 17º, com 5.280.

Beatriz Haddad Maia é campeã em Portugal e segue para o quali de Wimbledon

Beatriz Haddad Maia voltou a triunfar em Portugal. Disputando o W25 de Montemor-o-Novo, a brasileira conquistou o seu quinto título no país desde o seu retorno ao circuito, ao derrotar a georgiana Mariam Bolkvadze, cabeça de chave 1 da competição e número 221 do mundo, num duplo 6/4.

“Eu venho observando a adversária de hoje já em outros torneios e também assisti ao jogo dela aqui, contra a Ingrid (Martins). Ela é muito sólida e competitiva, foi difícil, mas consegui ser corajosa e fazer meu trabalho o mais firme possível. Estou muito feliz, essa semana foi muito especial. Não joguei tão bem em alguns jogos, tenisticamente falando, mas consegui ficar firme e competir até o final, o que eu acho que foi o diferencial”, disse a tenista, feliz com o lado mental.

Este é o sétimo troféu que Bia conquista desde o seu retorno ao circuito, com cinco sendo em Portugal. Montemor-o-Novo é ainda mais especial para a atual 225ª do ranking da WTA, que disputou o seu primeiro torneio e conquistou o seu primeiro título após a suspensão justamente em Montemor-o-Novo.

“Eu tenho um carinho muito grande pelo lugar. Foi aqui que voltei a jogar, não faz nem um ano e já percorri muito. Me sinto em casa, é ótimo vir aqui e pegar toda essa energia positiva para seguir confiante no circuito. Agora é seguir trabalhando firme para o quali de Wimbledon”, finalizou a brasileira.

Disputado em quadras rápidas, o torneio português fez parte da preparação de Bia para Wimbledon. Garantida no qualifying, Bia voltará a disputar um Grand Slam após dois anos. Os jogos da fase qualificatória do torneio da grama têm inicio no dia 21 de junho.

Djokovic vira mais uma vez, conquista o bi em Roland Garros e o seu 19º Slam da carreira

Mais uma vez, como se tivesse alguma necessidade, Novak Djokovic mostrou o motivo de ser o atual número 1 do mundo e um dos maiores jogadores da História do tênis.

Em mais uma partida incrível, o sérvio conseguiu uma virada histórica pra conquistar pela segunda vez na carreira o título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Apesar de mais uma vez perder o primeiro set, Djokovic não começou mal. Pressionou o saque de Stefanos Tsitsipas, teve break point logo no primeiro game, mas salvou set point antes de sacar em 6/5. Não aproveitou e viu o adversário abrir 4/0 no tiebreak, ainda foi buscar, mas o grego fechou.

No segundo set, Tsitsipas jogou muito tênis. Estava inspirado, acertava quase tudo e viu o sérvio com a guarda um pouco baixa, especialmente no final da parcial. Buscando seu primeiro título de Slam, o grego não titubeou e abriu 2×0.

Porém, é Djokovic, né? Não se dá por vencido. Erro de quem pensa que ele vai se entregar. O número 1 do mundo foi subindo seu nível a partir do terceiro set, se impôs, errou menos e levou a partida para o 5º set.

Tsitsipas tentou de tudo, até o último game. Salvou match-point com muita coragem, mas na segunda oportunidade, deu o sérvio. Deu Novak Djokovic. Pela 19ª vez em um Grand Slam, ficando pertinho de Roger Federer e Rafael Nadal, com 20 títulos cada.

Em Paris, é sua segunda vez, depois de ficar com o troféu em 2016. E quanto ao grego, aparentemente está cada vez mais perto de conquistar um dos 4 maiores torneios da temporada.

Krejcikova bate Pavlyuchenkova e conquista em Roland Garros o seu 1º título de Slam de simples

Barbora Krejcikova é campeão de Grand Slam. De simples, é bom dizer, já que a tcheca já conquistou Wimbledon e Roland Garros como duplista. Agora, ela também tem em sua coleção um título na capital francesa na chave de simples.

Neste sábado, Krejcikova parecia ter o controle da partida a todo momento, tanto que rapidamente tratou de abrir vantagem e fechar por 6/1 o primeiro set diante de Anastasia Pavlyuchenkova.

Mesmo quando a russa reagiu e fechou a segunda parcial por 6/2, parecia uma questão de tempo para a atual nº 33 do mudo retomar o controle da partida. E foi o que aconteceu.

Pavlyuchenkova parecia se segurar muito mais pra tentar equilibrar do que de fato buscava a vitória, e viu sua adversária abrir 5/3 e ter dois match-points. A russa salvou ambos e obrigou Krejcikova sacar pra fechar. Porém, ela não titubeou. Experiente em torneios grandes, ela fechou a parcial por 6/4 e o jogo por 2×1. Campeã, teve uma comemoração contida em quadra, mas emocionante no discurso.

E um detalhe importante: Neste domingo, ela vai em busca do seu segundo título de duplas em Roland Garros, com sua parceira e compatriota, Katerina Siniakova. As duas farão a final de duplas contra a norte-americana Bethanie Mattek-Sands e a polonesa Iga Swiatek.

Djokovic vence Nadal de virada e decide Roland Garros contra Tsitsipas

Foi incrível! Aquilo que todo mundo esperava e talvez um pouco mais. Foi absolutamente gigante a partida que Novak Djokovic e Rafael Nadal fizeram na semifinal de Roland Garros.

Nesta sexta-feira, os dois entraram em quadra para o 58º confronto entre eles, recheado de expectativas. Nadal em busca de uma vaga na decisão para buscar seu 14º título em Paris. Djokovic querendo seguir para buscar seu segundo. Fora o desafio que é vencer o espanhol na terra batida em um confronto de cinco sets.

Porém, é o número 1 do mundo. Não é qualquer um e de fato esse feito não é pra qualquer um. Somente os gigantes conseguem isso. E ele conseguiu. Depois de sair atrás, Djokovic não esmureceu. Pelo contrário, cresceu. E cresceu muito.

Venceu o segundo set e chegou a sacar pra fechar o terceiro. Aí Nadal mostrou toda sua força pra devolver a quebra e levar pro tiebreak. Djokovic não bobeou. Fechou o 3º set e o jogo na quarta parcial. No fim, vitória com parciais de 3/6 6/3 7/6(4) e 6/2.

O jogo foi tão grande que quase ofuscou o duelo anterior, aquele que definiu o primeiro finalista. E será o grego Stefanos Tsitsipas, que caminhava pra uma vitória tranquila diante de Alexander Zverev depois de abrir dois sets de vantagem, mas viu o alemão reagir e levar a partida pra parcial decisiva. No fim, vitória do grego por 6/3 6/3 4/6 4/6 e 6/3.

Djokovic e Tsitsipas se enfrentarão pela 9ª vez no circuito e a vantagem no retrospecto é do sérvio, que venceu 5 dos 8 confrontos até o momento, incluindo uma bela semifinal em Roland Garros, em 2020, decidida em 5 sets.

Djokovic entra em quadra pra buscar seu 19º título de Grand Slam e colar de vez em Federer e Nadal, com 20, enquanto Tsitsipas tenta entrar no hall dos vencedores de um dos quatro maiores torneios da temporada.

Nesta 6ª feira, Djokovic e Nadal se enfrentarão pela 58ª vez. Zverev e Tsitsipas na outra semi de Roland Garros

A sexta-feira reserva um dos jogos mais esperados de Roland Garros, válido pela semifinal do segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Como era aguardado desde o sorteio da chave, Rafael Nadal e Novak Djokovic se enfrentarão na disputa por uma vaga na grande final do Slam parisiense.

Nadal conquistou seu lugar na semi depois de passar pelo argentino Diego Schwartzman por 3×1. Mesmo placar do triunfo do sérvio sobre o italiano Matteo Berrettini.

Esse será o 58º jogo entre eles, que possuem um retrospecto extremamente equilibrado, com 19 vitórias de Djokovic e 28 de Nadal. Neste ano, os dois já se enfrentaram uma vez, na final do Masters 1000 de Roma, com vitória do espanhol por 2×1.

Na outra semifinal, um confronto entre dois dos mais cotados aos títulos de Slam em breve. O alemão Alexander Zverev e o grego Stefanos Tsitsipas disputarão a 8ª partida entre os dois. Por enquanto, Tsitsipas leva a melhor, com cinco vitórias em sete jogos, mas o alemão venceu o confronto mais recente e único disputado neste ano até o momento, na final do ATP de Acapulco.

Sakkari surpreende Swiatek e enfrenta Krejcikova na semi em Paris. Pavlyuchenkova encara Zidansek

Atual campeã e favorita para repetir o feito neste ano, a polonesa Iga Swiatek foi eliminada nas quartas de final de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Nesta quarta-feira, a número 9 do mundo foi superada pela grega Maria Sakkari, que triunfou em sets diretos, com um duplo 6/4, garantindo sua vaga na semifinal.

“É uma grande conquista, com certeza. Estou curtindo…Tenho pessoas ao meu redor dizendo que isso aconteceria…elas estavam certas” disse Sakkari depois da partida.

Agora, por vaga na final, ela terá pela frente a tcheca Barbora Krejcikova, que passou pela jovem norte-americana Coco Gauff. E isso depois de ver a adversária perder 5 set-points na primeira parcial. Krejcikova foi paciente pra virar o set e confirmar em seguida a vitória, com parciais de 7/6(6) e 6/3.

Sakkari e Krejcikova já se enfrentaram duas vezes ao longo da carreira, uma no saibro e outra no piso duro. Nas duas oportunidades, a tcheca levou a melhor.

A outra semi, que também será disputada nesta quinta-feira, será entre a russa Anastasia Pavlyuchenkova e a eslovena Tamara Zidansek, em confronto que será inédito.

Djokovic sai atrás, vira sobre Musetti e encara Berrettini nas 4ªs em Paris. Nadal e Schwartzman marcam encontro

A segunda-feira foi bem interessante na chave masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Como já havia deixado notar no sábado e confirmado no domingo, Roger Federer não entrou em quadra, pensando em focar na temporada de grama, o que fez o italiano Matteo Berrettini garantir automaticamente sua vaga nas quartas de final.

Seu adversário foi definido nesta segunda e não foi nada fácil para o sérvio Novak Djokovic, que viu o jovem italiano Lorenzo Musetti abrir dois sets de vantagem, em dois tiebreaks.

Depois, a promessa do tênis italiano pareceu sentir o físico e viu Djokovic se impor, não perder chances e vencer as parciais seguintes por 6/1 e 6/0. Quando perdia o set decisivo por 4/0, Musetti abandonou a disputa.

Será o segundo jogo entre Djokovic e Berrettini. O primeiro foi no ATP Finals de 2019, quando o sérvio venceu com tranquilidade.

No primeiro jogo do dia, o argentino Diego Schwartzman parecia ter trabalho diante do alemão Jan-Lennard Struff, que teve quebras de saque de vantagem nos dois primeiros sets. Porém, o argentino não se entregou, levou o primeiro no tiebreak e triunfou por 3×0.

Nas quartas de final, Schwartzman vai reeditar a semifinal do ano passadoi, diante de Rafael Nadal. O espanhol teve menos trabalho que o esperado diante de outro jovem italiano, Jannik Sinner, vencendo por 7/5 6/3 e 6/0.

Especial 20 anos do tri: Guga salva match-point em jogo histórico contra Russell e chega às quartas em Paris

Release enviado após a quarta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 04 de junho de 2001.

Brasileiro teve a vitória do coração.

Gustavo “Guga” Kuerten está nas quartas-de-final de Roland Garros. Com uma vitória emocionante, à base de muita luta, Guga virou um jogo praticamente perdido e venceu o norte-americano Michael Russell, por 3 sets a 2, parciais de 3/6 4/6 7/6 (3) 6/3 6/1, em um espetáculo de 3h25min de duração, na quadra central de Roland Garros, que terminou com o brasileiro ajoelhado no meio de um coração, que ele mesmo desenhou. Na terça-feira, em horário ainda indefinido, Guga enfrenta o russo Yevgeny Kafelnikov, em busca de uma vaga na semifinal do Grand Slam.

Atual campeão do torneio, Guga acordou cedo neste domingo para enfrentar o norte-americano. Quando a partida começou o termômetro marcava 11o.C na quadra Philippe Chatrier e o vento fazia a temperatura parecer ainda mais fria. Guga saiu sacando, mas perdeu o seu serviço no terceiro e no quinto game, deixando Russell fazer 5/1. No 5/2, Guga devolveu uma quebra, mas não foi suficiente para reverter a situação do set e no game seguinte, no saque de Guga, com uma direita paralela, Russell fez um set a zero.

No segundo set, a partida seguiu equilibrada até o 3/4, quando Guga perdeu o seu saque. No game seguinte, o catarinense devolveu a quebra, mas no 4/5 não conseguiu manter o seu serviço novamente e com outra bola paralela, desta vez de esquerda, Russell fez 2 sets a 0.

Na terceira série, o norte-americano que veio do qualifying, parecia estar ainda mais no jogo, continuando a jogar bolas na linha e a estragar qualquer tipo de jogada que Guga tentava fazer. No 2/3 ele quebrou o serviço do número um do mundo e fez 2/4. Em seguida, sacou e fez 2/5 e no 3/5 sacou para ganhar a partida e esteve bem perto disso. Guga teve dois break points, não converteu e Russell chegou ao match point. Depois de um ponto muito disputado, com uma bola na linha, Guga escapou de deixar a quadra e aí sim conseguiu quebrar o saque do norte-americano e levar a decisão do set para o tie-break. Confiante depois de haver vencido um set no tie-break no jogo contra Alami, Guga não deixou dúvidas de que não queria entrar no avião e voltar para o Brasil. Entrou firme na hora do desempate e com uma devolução de saque para fora de Russell, fechou a série, com 7/3 no tie-break.

Um pouco mais aliviado no quarto set e jogando mais solto, Guga ficou adiante no placar do jogo pela primeira vez ao quebrar o serviço de Russell no segundo game e só precisou manter o seu saque para empatar o jogo em dois sets. Com um ace Guga fechou a série e entrou no quinto set, em que conseguiu três quebras de saque para vencer a partida, no primeiro, quinto e último game. No 5/1, no segundo match point, Guga cravou um smash na quadra e celebrou uma das maiores vitórias de sua carreira.

Emocionado, Guga desenhou um coração na quadra de saibro com a sua raquete, ajoelhou no meio dele e agradeceu a torcida que o apoiou durante toda a partida.

“Eu sou muito emotivo e hoje tive uma das melhores sensações da minha vida em uma quadra de tênis. Foi muito especial e talvez um dos dias mais felizes que eu já tive,” disse Guga, que não planejava desenhar o coração na quadra. “Foi uma coisa do momento. Eu estava com uma sensação incrível que eu não tenho muitas vezes e foi a maneira que eu encontrei de agradecer ao público, que influenciou muito a minha vitória de hoje.”

Sem nunca ter enfrentado Russell antes na carreira, Guga contou que encontrou dificuldades com o jogo do norte-americano no início do jogo. “Ele jogou o melhor tênis dele numa situação muito difícil. Eu nunca tinha jogado com ele e estava mais defensivo do que agressivo. Ele estava me frustrando e bloqueando todo o tipo de jogada que eu tentava fazer, até que chegou um momento em que eu fiquei mais tranquilo e saí de uma zona de segurança para uma de risco e as bolas na linha, a esquerda paralela, o saque, tudo começou a funcionar. Saí do fundo do poço para o paraíso. Na hora que estava tudo praticamente perdido, terminado a bola pegou na linha, entrou e quando o jogo terminou me senti o homem mais feliz do mundo por alguns minutos. Ganhei uma recompensa por todo o trabalho que eu venho fazendo. Muita gente me viu treinando aqui às 20h durante alguns dias e essas coisas de repente fazem a diferença e me fizeram acreditar que eu poderia ganhar.”

Feliz com a vitória, antes de iniciar as entrevistas para as televisões internacionais, Guga brincou, querendo saber se ninguem havia tido um ataque do coração no Brasil, por causa do seu jogo. “Em poucos segundos me tiraram e me colocaram de novo no torneio e agora estou aqui, nas quartas-de-final, em vez de estar arrumando as malas para entrar no avião. Já não tenho mais nada a perder e provavelmente vou jogara bem mais solto daqui pra frente.”

Esta é a quarta vez que Guga alcança as quartas-de-final em Roland Garros e a segunda consecutiva, tendo sido campeão em 1997, 2000 e quadrifinalista há dois anos. Com 11 vitórias seguidas no Grand Slam francês, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) voltará a competir na terça-feira, enfrentando um velho rival, campeão do torneio em 96, o russo Yevgeny Kafelnikov (7o. colocado no ranking mundial e 8o. na corrida dos campeões), de quem ganhou nas duas vezes em que ergueu o troféu de campeão em Paris, também nas quartas-de-final. “Já vou entrar na quadra com essa vantagem,” brincou ele, que no total, já enfrentou Kafelnikov oito vezes, vencendo cinco, inclusive a última, no Masters Cup de Lisboa.

Tenista número um do mundo e terceiro colocado na Corrida dos Campeões, Guga já garantiu 250 pontos no ranking mundial e outros 50 na Corrida. Se passar por Kafelnikov fica com 450 e 90, respectivamente.

TORCIDA ESPECIAL

Além do apoio da torcida francesa, do irmão Rafael, do técnico Larri Passos, Guga contou com uma força a mais neste domingo em Roland Garros. O cavaleiro Rodrigo Pessoa e o jogador de futebol Leonardo estavam acompanhando a partida do número um do mundo na Tribuna Internacional, ao lado também do cantor e compositor Marcelo.

Conhecido de Guga, Pessoa veio esta manhã de Bruxelas para prestigiar o catarinense e antes do jogo começar conversou bastante com Rafael.

Já Leonardo, conseguiu um convite com amigos e encontrou Guga depois do jogo. Os dois almoçaram juntos no restaurante dos jogadores, que fica embaixo da quadra Philippe Chatrier.

GUGA X KAFELNIKOV – Confrontos Diretos
1996 ATP Tour de Stuttgart / saibro Kafelnikov d. Guga 6/1 6/4
1997 Roland Garros / saibro Guga d. Kafelnikov 6/2 5/7 2/6 6/0 6/4
1998 New Haven / rápida Kafelnikov d. Guga 6/4 6/4
1999 Masters Series Indian Wells / rápida Guga d. Kafelnikov 0/6 7/6 6/3
1999 Masters Series Roma / saibro Guga d. Kafelnikov 7/5 6/1
2000 Roland Garros / saibro Guga d. Kafelnikov 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2
2000 Olimpíadas Sydney / rápida – Kafelnikov d. Guga 6/4 7/5
2001 Masters Cup Lisboa / rápida coberta Guga d. Kafelnikov 6/3 6/4