Brasil começa bem na Copa Davis e faz 2 a 0 sobre o Líbano

O Brasil teve um ótimo início de Copa Davis no Líbano. Neste sábado, a equipe nacional saiu vencendo os donos da casa por 2 partidas a 0, com os triunfos de Orlando Luz e Felipe Meligeni nos jogos de simples. O confronto tem sequência neste domingo, a partir das 4h (horário de Brasília). Brasil e Líbano se enfrentam em Jounieh, no país asiático, pela fase do Grupo Mundial I da Copa do Mundo do Tênis.

O primeiro a entrar em quadra pelo Brasil foi o gaúcho Orlando Luz (278º na ATP), que enfrentou Benjamin Hassan (410º), o melhor ranqueado da equipe adversária. Com uma quebra logo no primeiro serviço de Hassan, o brasileiro conseguiu controlar a partida para fechar a parcial em 6/4. O segundo set repetiu o roteiro do primeiro, com Orlando voltando a quebrar o libanês no primeiro serviço e fechando em 6/4.

“É um sentimento muito bom estrear pelo Brasil na Copa Davis com a vitória. Foi um jogo bem duro e fiquei um pouco nervoso no final, o que eu acho que é normal. Mas, no fim das contas, estou muito feliz por fazer esse ponto para o nosso time no começo do confronto”, comemorou Orlando. “Acho que eu e o capitão conversamos muito bem e a tática funcionou. Conseguimos apressar alguns pontos, forçando o erro do adversário, e ele sentiu bastante. Isso é fruto do trabalho que fizemos ao longo na semana pensando no jogo”, analisou o tenista.

Na segunda partida do dia, o paulista Felipe Meligeni (194º) teve um começo avassalador contra Hady Habib (754º). Com três quebras de serviço na primeira parcial, Meligeni fechou o set em 6/1. Na segunda parcial, porém, o brasileiro viu o adversário subir de nível e endurecer o confronto. Habib quebrou o brasileiro no início do set e abriu 2 a 0. Felipe só devolveu a quebra no 3 a 3 e, a partir de então, não deu mais chances para o rival, fechando em 6/3.

“Foi uma partida bem intensa pra mim. Eu já tinha jogado duplas na Copa Davis, mas este foi o primeiro jogo de simples e é bem diferente. Muito contente por conseguir a vitória para o Brasil e abrir 2 a 0. No primeiro set, eu joguei muito bem taticamente, como o capitão pediu. No segundo, eu baixei a energia, mas a equipe inteira estava vibrando e conseguiu me puxar de volta. No fim, consegui jogar um ótimo nível de tênis”, celebrou.

Domingo começa com jogo de duplas

O domingo terá início com o duelo das duplas, com Marcelo Demoliner e Rafael Matos enfrentando Hady Habib / Hassan Ibrahim. O jogo terá início às 10h em Jounieh (4h no horário de Brasília). Havendo necessidade, serão disputadas as outras duas partidas de simples: Felipe Meligeni vs. Benjamin Hassan e Orlando Luz vs. Hady Habib.

O confronto da Copa Davis é disputado em melhor de cinco partidas, avançando para a fase de Qualifiers a equipe que somar três vitórias.

Foto: Lucas Balduino/CBT

Brasil recebe torneios Challenger, ITF e WTT a partir de setembro

O tênis internacional está de volta ao Brasil com torneios realizados pelo Instituto Sports para os circuitos masculino e feminino. Serão 5 competições, chanceladas pela ITF (Federação Internacional do Tênis) e ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e com premiação total superior a US$ 110 mil, o equivalente a cerca de R$ 580 mil, além de trazer a oportunidade de somar pontos para os rankings WTA ou ATP.    

Como pontapé para o quarto ano de gira patrocinada pelo Santander Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, o ITF World Tennis Tour desembarca na cidade de Recife, em Pernambuco, entre os dias 20 e 26 de setembro. A competição de US$ 15 mil em prêmios pertence ao calendário masculino e reunirá a nova geração de jogadores brasileiros, e de promessas estrangeiras. 

Do Nordeste, o circuito desembarca em São Paulo com a realização do ITF WTT de Piracicaba, entre 11 e 17 de outubro. Será a vez do esporte feminino ganhar o seu devido espaço com o torneio que promete atrair jogadoras que já são referências no cenário nacional e outras jovens atletas que ainda buscam adquirir experiência para superar o primeiro estágio do tênis profissional.

“Todos os grandes talentos do tênis mundial surgiram a partir destas competições. Como entidade que visa fortalecer a formação de novos tenistas brasileiros, estamos empolgados pelo retorno do circuito internacional ao Brasil, pela oportunidade de percorrer e levar o tênis para diferentes regiões e especialmente por conseguirmos apoiar o esporte feminino, um projeto que o IS buscava realizar há anos e que finalmente se tornou realidade”, comentou Nelson Aerts, presidente do Instituto Sports.

Além de Recife e Piracicaba, os torneios da série ITF WTT também serão disputados com realização do Instituto Sports no Distrito Federal (masculino) e Curitiba (feminino). Confira o calendário abaixo.

O torneio mais tradicional de tênis do País também está confirmado. Em sua 11ª edição, o ATP Challenger de Campinas, em São Paulo, manterá a sua tradição de trazer ao saibro brasileiro os melhores jogadores do nosso País, além de importantes nomes que figuram no top 100 mundial da ATP. A competição será realizada na Sociedade Hípica, com premiação de US$ 52 mil, na semana de 15 a 21 de novembro. 

Calendário – Temporada 2021 

Ano II Brasil Tennis Classic – Etapa de Recife

ITF WTT: 20 a 26 de setembro

Copa Feminina de Tênis – Etapa de Piracicaba 

ITF WTT: 11 a 17 de outubro

Ano II Brasil Tennis Classic – Etapa de Brasília 

ITF WTT: 1 a 7 de novembro 

Campeonato Internacional de Tênis

ATP Challenger 80: 15 a 21/11

Copa Feminina de Tênis – Etapa de Curitiba

ITF WTT: 29/11 a 5/12

Foto: João Pires/Fotojump

Medvedev não dá chances, impede recorde de Djokovic e conquista o título do US Open

Dannil Medvedev é o mais novo componente do seleto grupo de campeões de Grand Slam, logo depois da entrada da romena Emma Raducanu, que no sábado levou o título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada.

Neste domingo, em uma atuação memorável, o russo praticamente não deu chances ao sérvio e número 1 do mundo Novak Djokovic, vencendo por 3×0, com um triplo 6/4.

“Isso torna o sentimento definitivamente mais doce. Pela minha confiança e carreira, saber que venci alguém que estava com 27 vitórias seguidas em Grand Slams, perdi pra ele na Austrália, saber que ele estava buscando um feito e eu saber que o impedi, definitivamente deixa tudo mais doce eme traz confiança para o que está por vir” disse Medvedev depois da partida.

O russo estava se referindo à possibilidade de Djokovic superar o recorde de títulos de Grand Slams, já que está com 20, mesmo número de Roger Federer e Rafael Nadal.

Além disso, ele também poderia ter conquistado em Nova York o 4º dos 4 maiores torneios da temporada, depois de triunfar no Australian Open, Roland Garros e Wimbledon.

Hoje, ele tratou de reconhecer a superioridade do rival, apesar do abatimento pela chance perdida: “Medvedev estava muito determinado em quadra. Você podia sentir que ele estava no auge de suas habilidades em cada golpe. Tinha muita clareza sobre o que precisava fazer taticamente e executou perfeitamente.

Essa foi a terceira final de Medvedev em um Slam. Antes disso, ele havia ficado com o vice no mesmo US Open, em 2019, diante de Rafael Nadal. Já em 2021, ele perdeu a final do Australian Open, justamente para Djokovic.

Foto: Rhea Nall/USTA

Luisa Stefani sofre lesão no joelho na final do US Open e fica com o vice

A paulistana Luisa Stefani, número 17 do mundo, sofreu uma lesão no joelho direito durante partida válida pela semifinal do US Open nesta sexta-feira (10), um dos quatro Grand Slams da temporada. Luisa disputava partida ao lado da canadense Gabriela Dabrowski contra as norte-americanas Catherine McNally e Coco Gauff no tie-break do primeiro set quando torceu o joelho em um movimento perto da rede e precisou sair de cadeira de rodas da quadra.

A paulistana foi a um hospital em Nova York e nos exames preliminares constatou um rompimento no ligamento e já iniciou fisioterapia com os médicos da WTA, a Associação das Tenistas Profissionais. A tenista vai seguir com a fisioterapia, realizar mais exames nos próximos dias e definir os passos de seu tratamento junto aos médicos.

“Estou bem. Bastante chateada pois vinha em um embalo muito especial e no melhor momento da minha carreira. Enfim um imprevisto e surpresa que eu nunca podia me esperar ou me preparar, mas o sonho do Grand Slam continua só vai ter que esperar um pouco mais. Os médicos pediram alguns dias para ver como meu corpo vai reagir e decidir os próximos passos do tratamento. Vamos passar por cima disso tudo. O dia foi difícil, mas senti daqui o carinho das pessoas e estou muito agradecida pela energia positiva aí do Brasil. Foi uma surpresa inoportuna, mas tudo vai dar certo”, disse Luisa, que tem o patrocínio do Banco BRB e os apoios da Fila, CBT, HEAD, Saddlebrook Academy, Tennis Warehouse e Liga Tênis 10.

Luisa vinha na melhor campanha de uma brasileira em 39 anos desde o vice nas duplas mistas de Claudia Monteiro em Roland Garros em 1982 e nas duplas femininas desde o título de Maria Esther Bueno em 1968. Pela campanha em Nova York, Luisa vai subir para o 13º lugar no ranking de duplas.

Foto: Manuela Davies/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray são vice-campeões do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray ficaram com o vice-campeonato do US Open. O mineiro e o britânico foram superados pela dupla do norte-americano Rajeev Ram e do britânico Joe Salisbury em dois sets a um, com parciais de 3/6 6/2 6/2 em 1h45 de duração. Agora o mineiro tem dois títulos e dois vice-campeonatos de duplas no Grand Slam americano, além de dois trofeus nas duplas mistas.

“Nós começamos super bem a partida. Só que no início do segundo set perdemos um pouco do momento, levamos uma quebra e não conseguimos recuperar o nível. Não sacamos bem nesse jogo e eles subiram demais o nível, além de terem sacado melhor, o que acabou dificultando ainda mais”, analisou o atual número 11 do mundo.

“Obviamente estou triste de ter estado tão perto de um título de Grand Slam e ter escapado, mas sempre busco olhar pelo lado positivo também. Depois de tudo o que aconteceu comigo, da apendicite e todo esse tempo fora das quadras, estar em uma final de Slam é realmente especial. E sem dúvidas foi o nosso melhor torneio do ano, jogamos melhor que na Austrália. Agora estamos na briga por uma vaga no ATP Finals, então é aproveitar esse embalo e levar isso para esse fim de temporada”, continuou. Com a campanha em Nova York Bruno e Jamie subiram para a oitava colocação na corrida do Finals e tem como próximo desafio o torneio de Indian Wells.

“Vim para cá só querendo aproveitar o momento e deu no que deu. Queria agradecer o carinho da torcida e todas as mensagens que recebi nessas duas semanas. Agora é levantar a cabeça e seguir firme”, finalizou. O US Open foi o primeiro torneio de Bruno após ser diagnosticado com apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio e ter que passar por cirurgia. No total, o brasileiro ficou sem disputar torneios por dois meses, com o último sendo em Wimbledon.

Esta foi a sexta final de Grand Slam nas duplas masculinas de Bruno Soares. O mineiro foi campeão de major em três oportunidades: no Australian Open, em 2016 (com Jamie Murray), e duas vezes no próprio US Open, em 2016 (Murray) e 2020 (Mate Pavic). Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 34 troféus em 67 finais disputadas no circuito da ATP.

Foto do texto: Darren Carroll/USTA

Foto do banner: Rhea Nall/USTA

Beatriz Haddad Maia é campeã e conquista 2o. título seguido na Suíça

Beatriz Haddad Maia conquistou o título do W60 de Montreux, na Suíça. Campeã de Collonge-Bellerive na última semana, Bia venceu a décima seguida ao derrotar a britânica Francesca Jones, cabeça de chave 1 do torneio e a atual 170ª do mundo, por 6/4  6/3 para conquistar mais um título em 2021.

“Muito feliz com mais uma semana de trabalho duro. Consegui me superar cada vez mais. Tive altos e baixos e lidei muito bem com as emoções. Dedico essa semana para a Luisa Stefani. Sei que não era o título que ela mais queria essa semana, mas ela me fez refletir e lembrar que estou saudável e que tinha a oportunidade de fazer o meu melhor em quadra. Também queria agradecer todo mundo pela força e pelo carinho. Mesmo estando mais ausente nas redes sociais, sinto a energia e força de vocês”, celebrou a 174ª do ranking, que subirá várias posições no ranking com a campanha suíça.

Este foi o quinto título da brasileira nesta temporada. Bia também levantou o troféu nos W25 de Córdoba, Villa María e Montemor-o-Novo, além do W60 de Collonge-Bellerive na última semana. Seu próximo desafio será no W60 de Caldas da Rainha, em Portugal.

Foto: Divulgação

Bruno Soares e Jamie Murray vencem e estão na final do US Open

Bruno Soares está de volta à final do US Open. O atual campeão do torneio e o seu parceiro, o britânico Jamie Murray, superaram a dupla do australiano John Peers com o eslovaco Filip Polasek em dois sets a um, com parciais de 6/3 3/6 6/4 em 1h45 de partida. Na final, a dupla enfrentará o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury.

“Sabíamos que não ia ser nada fácil. Eu não vinha jogando bem, estava sem ritmo nenhum e sabia que ia ser questão de sobrevivência nas primeiras rodadas. Na minha preparação para cá pude treinar apenas uma semana com intensidade. O meu físico não estava nas melhores condições, estava muito abaixo e, quando comecei a treinar mais forte, o meu corpo ficou muito dolorido”, destacou o mineiro.

O US Open foi o primeiro torneio de Bruno após ser diagnosticado com apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio e ter que passar por cirurgia. No total, o brasileiro ficou sem disputar torneios por dois meses, com o último sendo em Wimbledon.

“Eu sabia que ia ser na superação e que essas duas primeiras rodadas iam ser para sobreviver no torneio e pegar ritmo, confiança e subir o nível. E foi exatamente isso o que fizemos, desde a terceira rodada a gente está jogando num nível super bom e com o mental muito firme, não deixando se abalar com pequenas coisas ou situações que sabíamos que iam acontecer. Agora é curtir o momento e não abaixar a guarda. Ainda falta um jogo para conquistar o caneco”, continuou o atual número 11 do ranking de duplas.

Após a cirurgia, Bruno ficou parado por um mês em casa. A situação deixou o mineiro com dúvidas. “Por algumas vezes, ao longo desse mês parado, eu pensei em mudar a minha estratégia e até de não jogar mais neste ano, me preparando para o ano que vem. Num mês parado você perde todo o seu físico, massa múscular, explosão… Mas aí pensei: quer saber? É o último Grand Slam do ano e não sou mais tão jovem assim, então eu vou lá para curtir o momento e fazer o meu melhor. Curtir no sentido de ir com a cabeça aberta, lutando do início ao fim, mas aceitando mais as adversidades. E foi isso que aconteceu”, finalizou Bruno, contente com a escolha de ir para Nova Iorque. Bruno e Jamie voltam a fazer final no US Open após 5 anos da conquista de 2016.

O mineiro foi campeão de major nas duplas masculinas em três oportunidades: no Australian Open, em 2016 (com Jamie Murray), e duas vezes no próprio US Open, em 2016 (Murray) e 2020 (Mate Pavic). Além das duplas masculinas, Bruno tem também dois títulos de duplas mistas em Nova York com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014).. “Difícil de explicar o que acontece comigo aqui em Nova York. É uma combinação de fatores. A energia desse lugar é diferente, o astral desse ano, a superação….”

Foto: Rhea Nall/USTA

Djokovic sai atrás novamente, mas vira sobre Berrettini e encara Zverev na semi do US Open

O cenário se repetiu. Pela terceira vez seguida. Depois de começar atrás, Novak Djokovic se recuperou bem, anotou mais uma virada e está na semifinal do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Na noite desta quarta-feira, o número 1 do mundo teve dificuldades com a agressividade do italiano Matteo Berrettini no primeiro set, mas elevou seu nível a partir da segunda parcial, com ótimas devoluções e muita consistência do fundo de quadra, garantindo a vitória por 5/7 6/2 6/2 e 6/3.

Agora, na semifinal, mais uma promessa de jogão contra o alemão Alexander Zverev, que conseguiu uma vitória tranquila diante do surpreendente sul-africano Lloyd Harris, com parciais de 7/6(4) 6/4 e 6/4.

O alemão chegou à sua 16ª vitória seguida no circuito e tentará o seu 4º triunfo diante de Djokovic, que vence o confronto direto por 6/3.

A outra semifinal será entre o russo Daniil Medvedev e o canadense Felix-Auger-Aliassime.

Foto: Jed Jacobsohn/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray vencem de virada e jogam para ir à final do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray se garantiram na semifinal do US Open e estão a um jogo da decisão do Grand Slam americano. De virada, a dupla derrotou o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2 do torneio, por 6/7(5) 6/4 6/4 em 2h28 de duração.


“Foi um jogaço hoje. Uma sensação incrível. Acho que a gente subiu o nosso nível mais uma vez, foi um dos melhores jogos que eu já participei em Grand Slam. Todos os quatro estavam muito firmes em quadra e foi muito no detalhe. Poderia ter caído para qualquer lado e felizmente caiu pro nosso. Agora é descansar, já que amanhã é o nosso dia livre. Vamos continuar focados para ganhar na semi e seguir em busca do nosso objetivo maior”, analisou o mineiro, atual campeão do US Open (venceu com Pavic ano passado).


Bruno, que está com o seu filho Noah presente, disse que o dia foi ainda mais emocionante pela presença do pequeno. “Mais uma semifinal de Grand Slam e mais uma semifinal aqui em Nova York. É um lugar que todo mundo sabe que é especial para mim, ainda mais com o Noah aqui comigo. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida quando ele entrou na quadra correndo, com a felicidade e o olhar de empolgação que ele me deu. Vai ser um momento eterno para mim”, finalizou.


Na semi, Bruno e Jamie enfrentarão o australiano John Peers e o eslovaco Filip Polasek, os cabeças de chave 7. As equipes nunca se enfrentaram no circuito. Esta é a nona semifinal de Grand Slam que o mineiro disputa em sua carreira. Bruno foi campeão de major nas duplas masculinas em três oportunidades: no Australian Open, em 2016 (com Jamie Murray), e duas vezes no próprio US Open, em 2016 (Murray) e 2020 (Mate Pavic).

Foto: Manuela Davies/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray vencem outra, vão às 4as no US Open e jogam por vaga a semi nesta 3ª feira

Bruno Soares e Jamie Murray continuam embalados no US Open. Nesta segunda-feira, a dupla superou o alemão Dominik Koepfer e o finlandês Emil Ruusuvuori por 7/6(6) 6/7(4) 6/1 para se garantir nas quartas de final do Grand Slam americano.

“Foi mais um jogo duríssimo por aqui. Muito feliz mesmo de poder fazer mais uma quartas de final num Grand Slam, ainda mais em Nova York, que gosto muito das condições e é o meu melhor Slam. Foi uma partida muito disputada e decidida no detalhe. Acho que a chave do jogo foi ter começado o terceiro set bem firme. No fim do segundo set nós sentamos ali, conversamos e resetamos a cabeça. Sabíamos que era necessário começar o terceiro set com tudo e deu tudo certo. Espero que a gente consiga seguir assim, passo a passo e rumo à final”, disse o mineiro.

Bruno, que ficou dois meses sem jogar um torneio e passou por uma cirurgia de apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, também refletiu o sucesso da campanha em seu primeiro torneio. “Toda vez que acontece esse tipo de coisa a nossa perspectiva de mundo muda um pouco, né? A gente começa a valorizar cada vez mais as coisas, mais detalhes que antes passavam batidos. Essa energia extra acabou funcionando muito bem”, finalizou.

Na próxima rodada, Bruno e Jamie terão a difícil missão de enfrentar o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2.Atual campeão do US Open, o mineiro ergueu o trofeu ano passado ao lado do croata Mate Pavic. O último Grand Slam do ano é o major mais vencedor de Soares, tendo também sido campeão em 2016, ao lado de Jamie Murray, e em mais duas outras oportunidades nas duplas mistas, com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014).

Foto: Darren Carroll/USTA