Semana Guga Kuerten é cancelada por conta da COVID-19

A Semana Guga Kuerten não será realizada em 2020. Em função da pandemia causada pelo coronavírus, o Grupo Guga Kuerten decidiu cancelar o evento que acontece desde 2009, em Florianópolis. Reunindo cerca de 2000 atletas de vários países, a Semana Guga Kuerten promoveu em onze edições competições de tênis que envolviam torneios juvenis com a chancela da CBT, COSAT e ITF; além da maior disputa de tênis profissional em cadeira de rodas da América Latina: a Copa Guga Kuerten de Tênis em Cadeira de Rodas.

O evento que contou nos primeiros anos com jogos-exibição de Guga, trouxe a Florianópolis tenistas contemporâneos do tricampeão de Roland Garros. Em 2009, a Semana reeditou a final histórica de 1997, em Roland Garros, com Guga desafiando o espanhol Sergi Bruguera. No ano seguinte, foi a vez do russo Yevgeny Kafelnikov, seguido de Carlos Moya, em 2011. Em 2012, Guga participou da última exibição na Semana Guga, encarando o tenista equatoriano Nicolás Lapentti.

Além das competições, a Semana Guga Kuerten ganhou destaque entre as novas gerações, concentrando a participação de cerca de 300 famílias na disputa do Torneio Tennis 10 e do Festival Escolinha Guga de Minitênis.

Estudo mostra que Federer é o jogador que mais vence pontos quando perde uma partida

Uma análise da ATP concluiu que o suíço Roger Federer é o jogador que teve o maior porcentual de pontos vencidos mesmo quando perdeu suas partidas, pelo menos desde 1991, quando houve o início da disponibilização das estatísticas.

Federer obteve uma média de quase 48% dos pontos vencidos quando saiu derrotado de quadra, em um dado que leva em conta 491 jogadores que perderam pelo menos 50 partidas em torneios ATP e Grand Slam.

Confira abaixo os jogadores que tiveram melhor aproveitamento em pontos vencidos depois de perderem seus jogos:

Fonte: ATP

Rio Open e Play for a Cause se unem em ação para ajudar projetos sociais impactados pela COVID-19

Sempre acreditando no esporte como uma importante ferramenta de transformação social, o Rio Open se uniu à Play For a Cause com o objetivo de contribuir no combate à crise causada pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Para isso, será realizado o leilão  de uma experiência única na edição de 2021, que será convertido em ajuda aos projetos sociais apoiados pelo maior torneio de tênis da América do Sul.

“Para nós do Rio Open, o esporte é uma poderosa ferramenta para melhorar a saúde e a educação das pessoas. Por isso, estamos muito felizes com essa parceria com a Play for a Cause, que vai ajudar na manutenção de projetos esportivos que contemplam centenas de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, em um momento tão delicado“, diz Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

“Nosso objetivo principal é mostrar que a paixão pelo esporte pode gerar um impacto muito maior e gerar recurso para impactar diretamente a sociedade. O Rio Open é o primeiro evento esportivo que oficializa essa parceria com a Play For a Cause, mostrando que eles estão alinhados com nosso objetivo e que sua preocupação também vai além das linhas da quadra. Esperamos que essa parceria seja exemplo para que outros eventos esportivos percebam que podemos, juntos, fazer do esporte uma grande ferramenta de transformação social”, pontuou André Georges, fundador da Play For a Cause.

A partir desta segunda-feira (22), os fãs do tênis poderão participar do leilão no site rioopen.playforacause.com.br e disputar uma experiência inesquecível para a próxima edição, que inclui dois ingressos para o dia de Rio Open à sua escolha, acesso ao Corcovado Club (área vip do evento), backstage tour para conhecer os bastidores, Meet and Greet com um jogador, conhecer a cabine de transmissão do Sportv, transporte terrestre com carro oficial do torneio, além de duas passagens aéreas e hospedagem em quarto duplo no hotel oficial (para quem não residir no Rio de Janeiro).

Além da alta relevância esportiva, o Rio Open também acredita que o esporte pode mudar vidas e ser a esperança de um futuro melhor para as crianças e para o planeta.Nesta ação, os projetos sociais, que são beneficiados serão: Projeto Futuro Bom, Escolinha de tênis Fabiano de Paulo e o Projeto Tênis na Lagoa, todos apoiados pelo torneio desde a primeira edição.  Ao todo, os três atendem cerca de 640 crianças e jovens de comunidades do Rio de Janeiro.

Acreditamos muito no papel transformador do esporte, ainda mais nesse momento em que estamos passando. E convidamos os amantes do tênis a embarcarem nessa causa com a gente. Além de ajudar ainda vão poder garantir uma experiência única na edição de 2021“, comenta Luiz Carvalho, diretor do torneio.

Sobre o Rio Open

O Rio Open é o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil e integra o seleto grupo de 13 torneios denominados ATP 500, sendo um dos 22 mais importantes do calendário da ATP e único que ocorre no país. Isso o credencia como o maior evento esportivo anual do Rio de Janeiro e um dos únicos torneios ATP 500 de saibro no mundo.

O torneio é exibido ao vivo para 170 países, levando imagens positivas do Rio de Janeiro para o mundo. Dos visitantes do evento, 30% são de fora da cidade. O torneio injeta mais de R$ 100 milhões na economia do estado, gerando renda e emprego e transformando a vida das pessoas. Essa transformação também está presente para as mais de 600 crianças dos projetos sociais apoiados pelo evento

Desde sua primeira edição o Rio Open segue firme na plataforma social, com  projetos apoiados, todos ligados ao tênis: Instituto Futuro Bom, Tênis na Lagoa, Escolinha de Tênis Fabiano de Paula e Arremessar para o Futuro são parceiros da competição, além do NERO – Núcleo Esportivo Rio Open. O evento realiza o Torneio Winners, uma competição voltada especialmente para as crianças e jovens que frequentam os projetos. Os integrantes dessas instituições também ganham ingressos para assistir às partidas do Rio Open e alguns deles fazem parte da equipe de Ball Kids, os famosos “boleiros”. Desde a edição de 2019 são selecionados cerca de 15 jovens dos projetos para trabalharem nos bastidores do evento.

 

Sobre a Play For a Cause

A Play For a Cause faz do esporte e do entretenimento uma grande ferramenta de transformação social. Nascida do futebol, como Football for a cause, a empresa leiloa itens e experiências de atletas, clubes, competições, eventos e entidades esportivas e direciona o lucro para instituições e projetos sociais. Grandes nomes, como Marta, Zico, Cacá Bueno, Neymar, Cafu, Belletti, Leandrinho, Gabriel Jesus e Richarlison já participaram doando objetos pessoais para as campanhas.

Em dois anos de projeto, foram mais de 140 itens leiloados, impactando diretamente 14 mil pessoas com os recursos destinados a 18 instituições beneficiadas. Atualmente, devido aos impactos negativos causados pela pandemia da Covid-19 no Brasil, está no ar a campanha O Futebol se Importa, que tem parceria com o Canal Wamo e já conta com 122 doadores e 83 itens leiloados até o momento. As vendas resultaram em mais de 22 toneladas de alimentos arrecadados, que impactaram 8.952 pessoas diretamente.

ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

Memórias do bicampeonato: Guga bate Norman e conquista o seu 2º título em Roland Garros

GUGA É CAMPEÃO EM ROLAND GARROS

Brasileiro conquista o bicampeonato em Paris e a liderança da Corrida dos Campeões

Com um tênis espetacular, digno de melhor jogador da temporada, Gustavo “Guga” Kuerten entrou mais uma vez para a história do tênis mundial, neste Domingo, ao conquistar pela segunda vez o campeonato de Roland Garros. Para garantir a vitória, Guga teve que salvar 11 match points, diante do sueco Magnus Norman e ao fim de 3h44min pôde erguer o troféu, tendo superado Norman, por 3 sets a 1, parciais de 6/2 6/3 2/6 7/6 (6).

Campeão do torneio em 97, Guga entrou na quadra central do complexo, solto e arrasador. Saiu quebrando o primeiro serviço do sueco, que antes de perder a partida ocupava a liderança da Corrida dos Campeões, e repetiu a quebra no 2×0, chegando a fazer 4×0 em Norman. No 5/2 sacou para o primeiro set e com uma curtinha de direita fechou o primeiro set. Na Segunda série, Guga repetiu a quebra no primeiro game e novamente no quarto, abrindo 5/1. No 5/2 o sueco quebrou o serviço de Guga, mas ele devolveu em seguida, fazendo 6/3 e ficando com dois sets a zero. Na terceira série, foi Norman quem quebrou os serviços de Guga, no 2×2 e no 4×2, fechando o set em 6/2, com um ace.

O quarto set foi uma verdadeira luta. Norman saiu quebrando o serviço de Guga. No game seguinte foi Guga quem quebrou o saque do sueco. No 2×2 outra quebra a favor de Guga. No 3×4, Guga devolveu e no 5/4, no saque de Norman começou o primeiro de uma série de 11 match points que levariam Guga ao topo novamente. Neste game foram três match points, que Norman salvou com bolas na linha, especialmente a primeira, em que Guga já comemorava a vitória. Mas, Guga manteve-se focado e voltou a Ter quatro match points no 6/5, no saque de Norman. Sem conseguir fechar a partida, a decisão foi para o tie-break.

O primeiro match point de Guga no tie-break veio no 6/3. Norman, no entanto não se entregou e foi só no 7/6, que Guga finalmente conseguiu selar a Segunda vitória em Roland Garros, com uma bola de Norman que ficou fora.

Emocionado, logo após erguer os braços em ar de consagração, Guga foi logo abraçar o técnico Larri Passos, que o acompanha há 10 anos e sempre acreditou que seu pupilo estaria entre os melhores do mundo e também ao amigo, Antônio Carlos de Almeida Braga.

Em seguida, recebeu o troféu das mãos de Boris Becker, e no discurso agradeceu ao técnico, ao irmão Rafael, a avó Olga Schlosser, que chegou ontem a Paris, a Braga, aos amigos, o público e também mandou um beijo à mãe Alice e ao irmão mais novo, Guilherme, que assistiram à vitória pela televisão, em Florianópolis.

“Aqui estou de novo. Feliz por este momento. Eu estava muito nervoso no final do jogo. Foi aqui que eu apareci pela primeira vez, para ganhar o meu primeiro torneio em 97. Foi aqui que meus sonhos começaram a se tornar realidade. Não achei que pudesse voltar aqui e vencer,” disse Guga com o microfone na mão. “Também gostaria de parabenizar o Norman. Nós dois merecíamos estar aqui hoje.”

Após o discurso, Guga posou para fotos com o troféu, acenou para todos os lados da quadra, especialmente para o box onde estavam os amigos e familiares, estourou garrafa de champagne e saiu da quadra ovacionado pela torcida, que tanto o apoiou desde que começou a vencer os grandes jogos em 97.

Outro que estava emociona era o técnico Larri Passos, que conseguiu fazer de Guga o bicampeão de Roland Garros. “Ele estava forte física, psicológica e taticamente. Estava muito bem orientado,” afirmou.

Durante a partida final, Guga marcou nove aces, três duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 69 erros não forçados, fez 17 winners de direita, 10 de esquerda, deu 8 passadas, fez 3 curtinhas e teve 58% de aproveitamento na rede.

“No primeiro ano que eu ganhei aqui, as coisas aconteceram, eu apareci e foi uma surpresa para todo mundo. Muita gente ficou na dúvida se eu iria chegar lá mesmo. Eu nunca duvidei, mas hoje, a vitória veio selar o fato de eu estar entre os melhores do mundo. Veio tudo no momento certo. Estou confiante e sei que posso jogar de igual para igual com todos os jogadores,” disse Guga.

Campeão em Roland Garros, Guga assumirá na Segunda-feira a liderança da Corrida dos Campeões, o ranking que conta os resultados da temporada, com 505 pontos. No ranking mundial, chamado de Entry System, Guga marcou 1000 pontos e deve melhorar a sua atual posição de número cinco.

“Estou feliz de estar em número um na corrida, mas para mim o que vale mesmo é o entry system. No começo do ano as pessoas comentavam que eu estava fora dos 100 e que nem era o número um do Brasil e eu sempre defendi o outro ranking. Esse ranking da corrida não avalia a carreira do jogador e sim reflete o atual momento. Provei, com os meus últimos resultados, que sou o cara que estou jogando melhor no momento.”

Para comemorar o bicampeonato, feito apenas conseguido por Jan Kodes, Ivan Lendl, Guillermo Vilas, Jim Courier, Mats Wilander e Sergi Bruguera, na Era Aberta, Guga sairia para jantar com os familiares e amigos mais íntimos. “Quero curtir esse momento com o meu técnico, meu irmão e os amigos. Quero fazer as coisas que gosto e ficar tranquilo,” comentou Guga, aproveitando para agradecer a compreensão e paciência da imprensa que o acompanhou desde a chegada em Paris até o ponto final da vitória sobre Norman, respeitando os momentos de tranquilidade do atleta. “Eu precisava do tempo para descansar e me concentrar. Foi um lado muito importante para mim e vocês me ajudaram muito desta maneira.”

Na segunda-feira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/ Pepsi/Rider/Globo.com) posará para fotos às 14h no Trocadero e à noite deverá regressar ao Brasil.

Memórias do bicampeonato: Guga luta por quase 4h, supera Ferrero e vai à final de Roland Garros

Gustavo “Guga” Kuerten superou outra longa batalha e está na final do torneio de saibro mais importante do mundo.

Nesta sexta-feira, na quadra central de Roland Garros ele derrotou o espanhol Juan Carlos Ferrero, por 3 sets a 2, parciais de 7/6 4/6 2/6 6/4 6/3, em 3h38min de muita luta.


“O Ferrero realmente surpreendeu pela maneira como jogou solto nesta semifinal. Mais uma vez superei e sobrevivi,” disse Guga, logo após deixar a quadra central do complexo.

Agora, no domingo, Guga, que marcou 17 aces e teve 50% de aproveitamento do primeiro serviço, enfrentará o sueco Magnus Norman, líder da Corrida dos Campeões, pelo bicampeonato em Paris e também pela liderança da Corrida, em que atualmente é o vice-líder.

Memórias do bicampeonato: Guga vira sobre Kafelnikov, vence em 5 sets e vai à semifinal de Roland Garros

GUGA VENCE PARTIDA EMOCIONANTE E ESTÁ NA SEMIFINAL EM ROLAND GARROS

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha nesta terça-feira em Roland Garros e está na semifinal do torneio de saibro mais importante do mundo. Ele derrotou, em três horas de disputa, o russo Yevgeny Kafelnikov, quarto colocado no ranking mundial e quarto na Corrida dos Campeões, por 3 sets a 2, parciais de 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2 e agora, na sexta-feira, enfrentará o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Sem perder uma partida desde 14 de junho (11 jogos), Guga entrou na quadra central de Roland Garros, para enfrentar o mesmo Kafelnikov que derrotara nas quartas-de-final de 97, quando foi campeão, cheio de confiança. No primeiro set, dominou o jogo. Quebrou o saque de Kafelnikov no 1×1, mas perdeu o seu em seguida. Depois, quebrou o serviço do russo no 3×3 e repetiu a quebra no 5×3, fechando o primeiro set com uma bola para fora de Kafelnikov. No segundo, tudo indicava que Guga venceria tranquilamente. Logo no segundo game teve break point a seu favor, mas não converteu. No 3×2, outros dois break points a seu favor, mas Kafelnikov reverteu a situação. Se salvou e no game seguinte foi Guga quem perdeu o serviço, assim como no 3×5, e uma esquerda na rede do brasileiro empatou o jogo em um set.

Na terceira série, Kafelnikov tomou conta da situação. Guga tentava de tudo, mas o russo ganhava os pontos com bolas na linha, subidas à rede e jogadas incríveis. No 4×5, conseguiu quebrar o serviço de Guga e fechou o set.

O quarto set estava praticamente nas mãos de Kafelnikov. Guga teve seu serviço quebrado no 2×3 e o russo chegou a fazer 2×4 e tinha 40×15 no seu saque para ficar com 2×5. Mas, Guga conseguiu quebrá-lo e empatar a partida em 4. No game seguinte, quebrou o serviço de Kafelnikov e conseguiu levar a partida para o quinto set.

Logo no começo da série decisiva, no 1×1, Guga quebrou o serviço do russo, mas perdeu o seu em seguida. Sem entregar os pontos, voltou a quebrar o serviço de Kafelnikov e daí por diante, não perdeu mais o seu e só dominou o jogo. No 4×2 ainda conseguiu outra quebra e no 5×2 sacou para a vitória, fechando o jogo no terceiro match point, com uma bola para fora de Kafelnikov.

Durante o jogo Guga marcou 14 aces, fez 3 duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 56 erros não forçados, deu 9 winners de direita, 9 de esquerda, 8 passadas, 7 curtinhas certeiras, teve 63% de aproveitamento na rede e ganhou 8 games de zero.

“Ainda não consegui entender o que aconteceu e como as coisas mudaram tanto depois do 4×2 no quarto set. Naquela hora não tinha um plano de jogo, nada estava funcionando. Ele estava pronto para ganhar. Alguém me ajudou a vencer. Estava 4×2 para ele no quarto set e 15 minudos depois o jogo ficou 4×2 para mim,” disse Guga, em entrevista coletiva após a partida, completamente lotada por jornalistas de todo o mundo.

Guga também contou que no meio do jogo começou a pensar muito na partida do ano passado, em que foi eliminado nas quartas-de-final e no jogo contra Kafelnikov em 97 e que isso o atrapalhou um pouco. “Foi duro para mim. No ano passado perdi nas quartas-de-final em três Grand Slams e comecei a pensar nisso na quadra. Perdi a concentração. É difícil escapar disso. Era o mesmo cara de 97 e o mesmo jogo. Não dá pra ficar pensando nisso no meio da partida, mas aconteceu. Acho que no próximo jogo vou estar mais relaxado. Sei que já poderia estar no Brasil amanhã então tudo o que vier é lucro. Ganhei um presente e vou aproveitar. Não é sempre que se está na semifinal de um Grand Slam. Agora não tenho mais nada a perder.”

Na entrevista coletiva o brasileiro aproveitou para fazer uma comparação da partida desta terça com a de 97. “São dois jogos completamente diferentes. Naquele ano entrei sem nada a perder e joguei melhor do que ele. Hoje comecei bem, mas tive que sair do sufoco. O jogo estava muito pra ele só que ele não soube definir. Já eu aproveitei a única chance que tive e agora a diferença é que vou estar na semifinal na sexta-feira e com chances de ganhar o título.”

SEMIFINAL – Esta é a segunda vez que Guga alcança a semifinal de um Grand Slam, tendo sido campeão em Roland Garros em 97. Na temporada esta será a sexta semifinal do brasileiro, que foi campeão em Hamburgo e Santiago, vice em Roma e Miami e semifinalista em Bogotá. No total, Guga está com um recorde de 32 vitórias e 10 derrotas na temporada 2000. No saibro, são 26 vitórias e seis derrotas.

“Estou tendo o melhor ano da minha carreira. Espero continuar assim,” comentou Guga, que enfrentará uma das mais novas revelações do circuito mundial, pela vaga na final.

Juan Carlos Ferrero começou a aparecer no circuito no ano passado, quando foi campeão do ATP Tour de Mallorca. Nesta temporada já foi finalista dos ATP Tours de Dubai e Barcelona e agora ocupa a 16ª posição no ranking mundial e a 11ª na Corrida dos Campeões.

“Vou encarar esse jogo como uma coisa que poderia não estar acontecendo. Vou entrar solto em quadra, dando tudo de mim. Vai ser um jogo bem diferente de hoje,” antecipou Guga, que nunca enfrentou Ferrero.

Até agora Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) já garantiu 450 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros 90 na Corrida dos Campeões, em que é o segundo. Se avançar à final, passará a ter 700 e 140, no total.

Memórias do bicampeonato: Guga passa por amigo Lapentti pra ir às quartas de Roland Garros

O confronto que decidira a vaga nas quartas-de-final, que Guga havia atingido também no ano passado, seria entre dois grandes amigos.

Guga e o equatoriano Nicolas Lapentti se conhecem desde os tempos de juvenil e, juntos, foram campeões de Roland Garros de duplas júnior em 94. No circuito profissional, andam juntos, são parceiros de duplas e já haviam se enfrentado várias vezes, com mais vitórias de Guga.

Como o catarinense já havia dito, uma partida com um amigo sempre é diferente, e quem esteve na quadra central de Roland Garros pôde notar isso. Mas Guga foi mais forte psicologicamente, não se atrapalhou com o fato de estar encarando Lapentti e venceu por 6/4 6/3 7/6(4).

Estava novamente nas quartas-de-final de um torneio do Grand Slam. “A nossa amizade mexeu um pouco com o jogo, mas acho que levei vantagem porque cheguei com mais confiança, o que acabou determinando o resultado do jogo.” explicou Guga.

 

Memória: Em 2000, Guga perdeu seu 1º set na campanha do bicampeonato em Roland Garros, mas venceu Chang pra ir às 8ªs de final

GUGA SUPERA CHANG E ESTÁ NAS OITAVAS-DE-FINAL EM ROLAND GARROS

Próximo adversário é Nicolas Lapentti

Gustavo “Guga” Kuerten está nas oitavas-de-final de Roland Garros. O brasileiro garantiu a vaga, nesta sexta-feira, ao superar o norte-americano Michael Chang, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (9) 6/1 6/4, em 2h59min de um verdadeiro espetáculo de tênis, na quadra central de Roland Garros. Na próxima rodada, no domingo, o adversário de Guga será o equatoriano Nicolas Lapentti.

O brasileiro, quinto cabeça-de-chave da competição, começou bem na partida, a primeira que jogou na quadra central reformada e recém-inauguarada, neste ano. Saiu logo quebrando o saque de Chang, campeão em Paris em 89 e no 5/3 quebrou o serviço do norte-americano novamente, com uma passada brilhante de direita. No segundo set, no entanto foi a vez de Chang quebrar o saque de Guga no primeiro game. No 2×3 Guga devolveu a quebra, mas perdeu seu serviço no 4×4. Chang sacou para o set em seguida, mas Guga conseguiu quebrá-lo e a decisão acabou indo para o tie-break. O espetáculo de dois campeões de Roland Garros continuava. Chang e Guga correram para todos os lados da quadra e mesmo tendo três set points, o norte-americano levou a melhor e empatou o jogo, com uma esquerda para fora de Guga.

Na terceira série, Guga voltou a dominar a partida. Quebrou o serviço de Chang no primeiro, terceiro e no sétimo game, fechando o set com uma curtinha de Chang que ficou na rede. No que veio a ser o último set, Guga quebrou o serviço do adversário no 2×1 e sacou para o jogo no 5×3, mas não conseguiu fechar. Em seguida, não desperdiçou mais chances e no terceiro match point selou a passagem às oitavas-de-final de Roland Garros, pela terceira vez na sua carreira, – foi campeão em 97 e quadrifinalista no ano passado – com uma esquerda de Chang que saiu fora, com a corda de sua raquete quebrada, que tantas vezes trocara durante a partida. “Um pouco de sorte sempre ajuda,” comentou Guga, na entrevista coletiva, quando perguntado sobre o último ponto.

Durante a partida, Guga marcou 18 aces, quatro duplas-faltas, teve 55% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 83% dos pontos com o primeiro saque, teve 68% de aproveitamento na rede, fez 58 erros não forçados e deu 66 winners.

“Foi um jogo duro e nós dois lutamos muito o tempo todo. Foi um grande teste para mim. Tive chance de dominar a partida e quem sabe de ter vencido em três sets. Mas, desperdicei algumas oportunidades no segundo set, saí um pouco da minha tática e tive que ser forte. Mas, voltei muito bem no terceiro e no quarto set. Acho que ganhei dele técnica e fisicamente e saí da quadra bem mais inteiro do que ele. Foi importante jogar uma partida longa, em quatro sets. Cada ponto demorava e o cara estava muito motivado. Foi um jogo que poderia ter sido uma semifinal ou final do torneio, envolveu muita luta, garra e nervosismo. Terminei a partida muito feliz,” disse Guga.

Na próxima rodada, no domingo, em horário ainda indefinido, Guga enfrentará um de seus melhores amigos no circuito, o equatoriano Nicolas Lapentti, 11º colocado no ranking mundial e 15º na Corrida dos Campeões.

Guga e Lapentti, que além de amigos são parceiros de duplas, tendo conquistado o título juvenil de Roland Garros em 94 e também o troféu do ATP Tour de Adelaide, no ano passado, já se enfrentaram oficialmente cinco vezes, com Guga vencendo três delas, inclusive a última no Masters de Hannover, no ano passado, em quadra de carpete coberta, por 6/1 6/2. “Vai ser um confronto diferente e tem tudo para ser uma partida muito disputada,” comentou o brasileiro.

Até agora, Guga, quinto colocado no ranking mundial e segundo na Corrida dos Campeões já garantiu 150 pontos no mundial e outros 30 na Corrida. Se passar por Lapentti ficará com 250 e 50, respectivamente.

Memória: Guga vencia Charpentier em sets diretos e se preparava para enfrentar Chang na 3ª rodada de Roland Garros

GUGA VENCE CHARPENTIER E JÁ ESTÁ NA TERCEIRA RODADA EM ROLAND GARROS

Brasileiro fala da nova geração do tênis e da rivalidade com Magnus Norman

Gustavo “Guga” Kuerten já está na terceira rodada do torneio de Roland Garros. Nesta quarta-feira ele derrotou o argentino Marcelo Charpentier, por 3 sets a 0, parciais de 7/6 (5) 6/2 6/2, em 1h58min de disputa e na sexta-feira, enfrentará o norte-americano Michael Chang, por uma vaga nas oitavas-de-final.

Na quadra 2 do complexo, completamente lotada de fãs brasileiros e franceses, Guga precisou de um tie-break para vencer a primeira série. Nenhum dos jogadores perdeu o seu serviço até o 5/5, quando Charpentier, 230º colocado no ranking mundial, quebrou o saque de Guga. No game seguinte, Guga devolveu a quebra e a decisão foi para o tie-break, em que Guga venceu por 7/5. Na segunda série, Guga conseguiu quebrar o saque de Charpentier no 1×1, repetiu a quebra no 3×1 e só precisou manter o seu serviço para fechar o segundo set em 6/2. Ainda mais solto e confiante no terceiro set, com lindas jogadas, lobbies e subidas à rede, Guga quebrou o saque do argentino no primeiro game, depois no terceiro e abriu 4/0. No 4×1 Charpentier quebrou o saque de Guga, mas o brasileiro logo devolveu a quebra e no game seguinte, no primeiro match point, selou a terceira vitória sobre Charpentier, em cinco confrontos, e a passagem à terceira rodada do torneio de saibro mais importante do mundo.

“O primeiro set poderia ter sido de qualquer um de nós. Na verdade eu perdi algumas oportunidades no começo e quem sabe o primeiro teria sido igual aos outros dois. Mas, o importante é que eu estava tranquilo, sabia que ia começar a jogar bem e que o cara estava perto do limite dele. Depois do primeiro set passei a jogar bem melhor. Fiquei mais relaxado, encontrei meu ritmo, passei a gastar menos energia e a usar a força dele também. O jogo não começou muito da maneira que eu gostaria, mas terminou como eu queria,” analisou Guga.

Durante o jogo Guga marcou 10 aces, fez apenas uma dupla-falta, teve 52% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 81% dos pontos com o primeiro saque, deu 32 winners, fez 49 erros não forçados e teve 76% de aproveitamento na rede.

Durante a entrevista coletiva, tão relaxado e tranquilo quanto tem estado na quadra, Guga aproveitou para falar sobre a rivalidade que está surgindo entre ele e o sueco Magnus Norman. “Nós dois estamos jogando muito bem, motivados e com excelente condição física. Nos últimos meses jogamos várias vezes e tomara que surja uma rivalidade como a do Agassi e do Sampras entre nós. Acho que eu, ele, o Lapentti, o Moya, o Rios estamos aí para dominar o tênis nos próximos anos. Se não fizermos a final nesse ano, acredito que vamos nos encontrar em muitas outras finais daqui pra frente. Mas, ainda estamos longe de ser como o Sampras e o Agassi. Eles têm uma história no tênis e já fizeram muita coisa. Seria muito para mim, nem dá para comparar, mas tomara que um dia eu chegue lá.”Mas, antes de pensar numa possível com Norman, o líder da Corrida dos Campeões, Guga terá que passar, na próxima rodada, pelo norte-americano Michael Chang. Campeão em Roland Garros em 1989, aos 17 anos, ele chegou a ser o número dois do mundo em 96. Atualmente ele ocupa a 33ª posição no ranking mundial e a 43ª na Corrida dos Campeões. Guga e Chang já se enfrentaram três vezes, todas em quadras rápida e Chang lidera por 2×1 nos confrontos diretos, ganhando o último confronto, em 98, na semifinal do ATP Tour de Memphis, por 7/6 7/6.

Até agora, por estar na terceira rodada de Roland Garros, Guga (Banco do Brasil/ Diadora/ Head/ Pepsi/ Head) já garantiu 75 pontos no ranking mundial, em que é o 5º colocado e outros 15 na Corrida dos Campeões, em que ocupa a vice-liderança. Se passar por Chang ficará com 150 e 30, respectivamente.