Sá vai às 4as de duplas no ATP de Umag

André Sá, número três do Brasil e 53º do ranking da ATP, estreou nesta quarta-feira com ótima vitória no ATP 250 de Umag, na Croácia, evento sobre o piso de saibro, com premiação de 439 mil euros.

André Sá está nas 4as de duplas em Umag

Sá e o argentino Maximo Gonzalez derrotaram na primeira rodada a parceria cabeça de chave 2 formada pelo britânico Dominic Inglot e o alemão Philipp Petzschner por dois sets a zero, com um duplo 6/4, em 1h08min de jogo: “Fizemos um grande jogo. Jogamos bem desde o começo e no segundo set fomos muito bem nos momentos decisivos. Uma bela estreia”, avaliou Sá, que terá outra parada dura pela frente nas quartas de final, a dupla austríaca formada por Julian Knowle e Philipp Oswald.

André conquistou dois títulos este ano em ATPs, no saibro de Buenos Aires com o finlandês Jarkko Nieminen, e em Nottingham, na Inglaterra, com o australiano Chris Guccione.

Brasil tem vitórias de Demoliner, Bellucci e Soares nas duplas

Se na simples o Brasil não conseguiu uma vitória, ou melhor, vencer um set na chave principal – Thomaz Bellucci, João Souza e Teliana Pereira foram eliminados na estreia – nas duplas, o país começou a participação com 100% de aproveitamento nesta quarta, em Wimbledon.

Com Demoliner, Bellucci e Soares, Brasil vence todas nas dupas em Wimbledon

Marcelo Demoliner foi o primeiro a vencer. Depois de entrar de lucky loser na chave principal – Wimbledon é o único Grand Slam que tem qualifying de duplas -, ao lado de Marcus Daniell, da Nova Zelândia, Demoliner marcou a sua primeira vitória em Grand Slams, derrotando Robin Haase e Benoit Paire por 6/3 7/6 6/1.

Depois foi a vez de Thomaz Bellucci ganhar nas duplas, com o argentino Guillermo Duran. Eles derrotaram os sempre perigosos Radek Stepanek e Mikhail Youzhny, em 5 sets, por 5/7 6/4 6/2 6/7 6/3.

Para terminar o dia de vitórias para o Brasil, Bruno Soares, com o parceiro habitual, Alexander Peya, venceu os espanhóis Pablo Carreno Busta e Daniel Gimeno Traver por 6/3 6/4 6/7 6/1.

Nesta quinta-feira, estreiam André Sá e Marcelo Melo. Sá joga com Chris Guccione, com quem conquistou o ATP de Nottingham, na semana passada, contra Juan Sebastian Cabal e Robert Farah.

Melo e Dodig, voltando a jogar depois do título em Roland Garros, enfrentam os argentinos Leonardo Mayer e Diego Schwartzman.

Demoliner e Daniell já jogam de novo na 5a., contra Guillermo Garcia Lopez e Malek Jaziri.

Foto: AGIF

Bruno joga por 19a. final da carreira em Munique

Bruno Soares e o parceiro austríaco Alexander Peya disputarão neste domingo a primeira final da temporada 2015, no ATP de Munique. Neste sábado eles derrotaram Andy Murray e Jean Julien Rojer, por 6/3 6/2 e enfrentarão na final os donos da casa, os irmãos alemães Alexander e Mischa Zverev.  Soares e Peya vencem e jogam pela 1a. final da temporada em Munique

“Hoje foi mais um grande jogo. A gente vem jogando super bem em Munique. Pegamos uma chave duríssima e estamos extramente felizes com a nossa performance. A gente sabia que tinha que fazer um grande jogo, contra um dos melhores duplistas do mundo, o Rojer e um dos melhores jogadores do mundo, o Andy. Sacamos muito bem e neutralizamos o jogo deles o tempo todo. E assim conseguimos essa vitória e passamos para a final,” explicou Bruno.

Para conquistar o primeiro título da temporada, Bruno e Peya terão que passar pelos convidados do torneio, os irmãos Zverev. “Eles são a dupla da casa. O Mischa sabemos a qualidadade dele. Ele joga muito bem dupla, apesar de não ter no currículo tantos resultados, por ter um foco na simples e jogar mais Challengers. E o Alexander, o irmão mais novo, é um talento puro e daqui a pouco vai estar entre os melhores. Assistimos alguns jogos deles. Eles estão jogando muito bem e vai ser uma parada dura. Esperamos poder render a mesma coisa que a gente vem rendendo essa semana, para conquistar esse título.”

Bruno jogará pelo 19o. título da carreira, o primeiro em 2015 e o 11o. ao lado do parceiro austríaco. No total, o brasileiro já disputou 37 finais no circuito.

 

Outro brasileiro que estava na semi de duplas em ATP, André Sá, ao lado de Chris Guccione, foi superado por Albot e Lajovic por 6/4 7/6

US Open – Brasil vive momento único nas duplas

Não vamos nos acostumar mal e achar que é normal. Vamos aproveitar este momento único na história do esporte brasileiro, com os tenistas de duplas disputando finais de Grand Slam, como faz o mineiro Bruno Soares, ao lado do austríaco Alexander Peya, no US Open, neste domingo, contra Leander Paes e Radek Stepanek.

bruno soares us open

O tênis brasileiro está vivendo um momento mágico nas duplas. É o segundo Grand Slam seguido que temos um tenista do Brasil na final. A 2ª melhor parceria do mundo tem um brasileiro – Bruno Soares – e a 10ª – Marcelo Melo – também. Temos 6 jogadores entre os top 100: Soares (4º), Melo (14º), Sá (68º), Demoliner (76º) e Souza (93º). E Melo ainda deve subir de posição quando os novos rankings forem divulgados na segunda à noite. Temos enormes chances de contar com dois brasileiros no ATP Finals, em Londres.

Bruno Soares, 31 anos, está vivendo essa fase de resultados espetaculares desde que conquistou o primeiro Grand Slam da carreira, há um ano, neste mesmo US Open, nas duplas mistas.

De lá para cá foram quatro títulos no fim de 2012 e mais cinco este ano, incluindo o primeiro trofeu de Masters 1000 (Canadá) e outras três finais. Esses bons resultados incluem ainda a semifinal de Roland Garros nas duplas e o vice-campeonato nas duplas mistas.

Sim, esta será a terceira final de Grand Slam de Bruno Soares e a primeira nas duplas. A segunda final seguida no US Open.

Marcelo Melo, que perdeu a semifinal em New York, com Ivan Dodig, para Bruno Soares, já disputou duas finais de Grand Slam. Foi vice-campeão de duplas mistas, em 2009, em Roland Garros e vice de Wimbledon, neste ano.

É tão difícil chegar à uma final de Grand Slam, que o Brasil demorou 08 anos, entre o título de Gustavo Kuerten em 2001, em Roland Garros e o vice de Melo, nas mistas, em 2009.

É tão raro vencer um Grand Slam, que até hoje, entre os brasileiros, apenas Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Guga e Soares ergueram o tão cobiçado trofeu.

Por isso, não vamos nos acostumar mal, achando que é normal assistir jogo de duplas na televisão e ver brasileiro na cerimônia de premiação. É raríssimo e eles devem ser festejados e reverenciados.

Nos acostumamos tão mal com Guga como número um do mundo e beijando o Tropheé des Mousquetaires, em Paris, que hoje parecemos apreciar – inclusive ele – muito mais o que ele fez, do que na época. Parecia normal, mas não é.

O que essa turma de duplistas está jogando de tênis é que é fora do normal.

Diana Gabanyi