Aos 32 e com 5 Grand Slams, Sharapova diz adeus às quadras

A russa Maria Sharapova anunciou nesta quarta-feira de cinzas a sua aposentadoria do circuito profissional.
Os sinais já eram evidentes de que estava difícil ela se recuperar e voltar a jogar o tênis que a levou a conquistar 5 títulos de Grand Slam.
Depois de ter sido pega no doping com Meldonium, em 2016 e ter ficado afastada do circuito por 15 meses, ela nunca mais foi a mesma.
Apesar de ter afirmado que foram as lesões que a tiraram do circuito, especialmente o ombro em que sofreu duas cirurgias, Sharapova nunca mais foi mesma depois do afastamento pelo doping. “Eu já vinha lesionada,” afirmou ela ao NY Times.

Acompanhei a história de Sharapova de perto. Quando ela surgiu no circuito, o Guga estava no auge. Li seu livro, acompanhei bem as suas últimas conquistas de Grand Slam quando ela trabalhava com um fisioterapeuta que chegou a tratar o Guga em uma época e vi, agora mais de longe, o seu fim.

Para mim, o que sempre me chamou mais a atenção da russa foi como ela e o pai, Yuri chegaram aos Estados Unidos, sem falar a língua, praticamente sem recursos, do outro lado do mundo, tendo passado por Chernobyl e se assentado na Sibéria, com um grande objetivo. E Sharapova e o pai Yuri chegaram a esse objetivo. Perseveraram, passaram dificuldades na Flórida, e chegaram ao topo do ranking mundial, não só na quadra, mas nos negócios.

Determinação sempre foi o lema da russa. Fosse na quadra treinando, jogando ou fechando um negócio, especialmente os de doces como Sugarpova.
Segundo ela foi essa determinação que a fez adiar tanto tempo o adeus das quadras.

Ela encerrou a carreira nos termos dela. Como ela quis, sem tour de despedida, fazendo como queria, sem se importar com o que os outros iam pensar.
Abaixo segue um relato da última conquista dela de Grand Slam

Maria Sharapova já completou o Grand Slam, já foi número um do mundo e continua sendo a atleta mais bem paga do mundo.

No ano passado ela conquistou o seu segundo título em Paris, surpreendendo a todos. Ninguém imaginava que a russa que conquistou Wimbledon aos 17 anos teria no saibro francês o seu único trofeu de Grand Slam repetido.
Vamos relembrar como foi a campanha de Sharapova em Roland Garros no ano passado?


Sharapova Roland Garros 2014

A primeira rodada foi contra a compatriota Ksenia Pervak. Vitória fácil por 6/1 6/2.

Na segunda fase ela teve que passar pela búlgara, com ocasionais bons resultados, Tsevetana Pironkova. A russa teve um pouco de trabalho no primeiro set mas venceu por 7/5 6/2.

O jogo mais tranquilo de Sharapova na quinzena em Paris foi a terceira rodada. Ela não deixou a argentina Paula Ormaechea fazer um game se quer. Bicicleta – 6/0 6/0.

Veio a segunda semana e os desafios da russa aumentaram.

Contra Samantha Stosur, nas oitavas-de-final, Sharapova perdeu o primeiro set mas se recuperou no jogo. Venceu por 3/6 6/4 6/0.

Nas quartas-de-final contra a espanhola Garbine Muguruza, que havia eliminado Serena Williams, Sharapova quase viu a adversária aprontar mais uma em Paris. Ela teve que virar o jogo depois de perder o primeiro set e acabou ganhando por 1/6 7/5 6/1.

Um jogo antes da final, Sharapova se deparou com a sensação do circuito, a canadense Eugenie Bouchard. Assim como nas duas partidas anteriores, a russa saiu perdendo o primeiro set,mas conseguiu reagir a tempo para selar a vitória por 4/6 7/5 6/2.

Sharapova Roland garros 2014

Na final, diante da novata Simona Halep, que jogava sua primeira decisão de Grand Slam, Sharapova também precisou de três dificílimos sets para conquistar o Trophee Suzanne Lenglen: 6/4 6/7 6/4 e ela se coroava bicampeã de Roland Garros.

Diana Gabanyi

Sétima edição do Rio Open encerra com público de 50 mil pessoas

O Rio Open apresentado pela Claro reforçou sua importância para o calendário do tênis com grandes nomes do esporte em quadra, diversas atrações para o público fora dela e o incentivo para crianças e jovens de projetos sociais com o Rio Open Kids e o Torneio Winners. O chileno Cristian Garin foi o grande campeão neste domingo, dia 23, no Jockey Club Brasileiro, com o italiano Gianluca Mager com o vice-campeonato. Nas duplas, o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos ficaram com o título ao vencerem italianos Salvatore Caruso e Federico Gaio. Pela primeira vez as partidas do qualifying foram transmitidas no site do evento, com as disputas das quadras Guga Kuerten, 1, 2 e 4 do complexo.

Fora das quadras, o maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil reuniu 50 mil pessoas no Jockey Club Brasileiro. Quem não pode estar no Jockey Club para acompanhar, teve a opção de assistir pelo SporTV mais de 60 horas de transmissão e cerca de 58 horas no Globoesporte.com. O sinal da TV foi enviado para mais de 190 países e o material produzido pelos 257 jornalistas credenciados levou todo o clima da competição para o mundo.

“O público compareceu em peso ao Jockey. Essa sétima edição foi bastante positiva e nos mostrou como fomos abraçados pelo Rio de Janeiro. O Rio Open está consolidado como um evento obrigatório no calendário da cidade nesta época do ano. Cariocas e turistas de outras regiões e países lotaram o espaço desde o início, transformando o Leblon Boulevard em uma verdadeira mistura de sotaques e idiomas”, afirma Marcia Casz, diretora geral do Rio Open. “Vamos manter a evolução e a inovação características do torneio para manter acesa a experiência do Rio Open ao longo do ano”, completa.

“Tivemos grandes partidas, principalmente dos brasileiros, que mostraram uma nova geração chegando para dar um novo gás para o tênis do país. A gente teve uma crescente do evento desde o seu início até quinta-feira, com dias incríveis de sol. Tivemos o desafio das chuvas, mas conseguimos controlar bem e oferecer uma experiência completa para todo mundo, com uma reta final muito bacana e com os jogos lotados desde o início. As pessoas vieram neste domingo e encheram as quadras. O público respondeu bem e a gente espera que as pessoas terminem a memória desta sétima edição desta forma”, afirma Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

Uma das grandes novidades dessa edição foi o revolucionário sistema espanhol FoxTenn. O sistema de revisão eletrônica foi utilizado pela primeira vez no saibro em um evento da ATP no Rio Open. Os jogadores puderam pedir o desafio de forma ilimitada e os árbitros de cadeira não precisaram deixar a cadeira para verificar a marca da bola na quadra, valendo a chamada do sistema. Ao todo, o FoxTenn foi utilizado 109 vezes durante o Rio Open 2020.

A sustentabilidade também foi um ponto fundamental no torneio que, para a sétima edição, criou o inédito plano Rio Open Green marcando um novo ciclo do torneio. Em uma iniciativa da ENGIE, as emissões de CO2 do Rio Open, serão compensadas com créditos de carbono cedidos pela Usina Hidrelétrica Jirau – Sociedade de Propósito Específico que tem como acionistas a ENGIE (40%), Eletrobras Eletrosul (20%), Eletrobras Chesf (20%) e Mizha Participações S.A. (20%). Neste número constam todas as fontes relativas ao torneio em si, desde a montagem até a desmontagem, além de emissões com deslocamento de atletas e equipe técnica, bem como o consumo adicional da energia elétrica pelo Jockey Club Brasileiro durante o Rio Open.

A La Boutique, loja oficial do evento, teve recorde de vendas e vários produtos esgotados, como os bonés, pin raquete, copo dos campeões e ímãs de acrílico. Os chaveiros de raquete tiveram que ser repostos. As pulseiras feitas com cordas de raquetes foram um sucesso, com sua produção realizada durante o evento. Os bodies para bebês foram novamente os queridinhos do público, com alguns modelos esgotados. As toalhas também tiveram muita procura.

O Leblon Boulevard, área interativa de aproximadamente 10 mil m², foi totalmente coberto neste ano, garantindo mais conforto para o visitante nos intervalos dos jogos. A estrutura é comparável à de grandes eventos do circuito mundial e ofereceu muito entretenimento e gastronomia, com diversas ativações dos patrocinadores e a presença de chef renomado, restaurantes premiados, bares e foodtrucks. O estrelado restaurante Lasai foi um dos destaques do espaço, que também contou com produtos específicos para o evento de marcas já consagradas no torneio, como o suco Match Point do Greenpeople e a Empanada Rio Open da Las Empanadas.

Um dos locais mais disputados do torneio foi a Praça Rio Open, que contou com o Bar Petra, com cervejas geladas e a opção de copos reutilizáveis, telão gigante para não perder um ponto sequer e uma belíssima vista para o Cristo. Já o Espaço Pedra da Gávea, novidade este ano, reuniu o Bar Grey Goose e os caixas do evento, que pela primeira vez utilizou pulseiras de pagamento com o sistema cashless, trazendo mais tecnologia e comodidade para o público.

Confira alguns números e curiosidades do Rio Open 2020:

– Quadras de saibro: 09

– Capacidade da quadra central: 6.200

– Capacidade da quadra 1: 1.000

– Empregos gerados: 1.300

– Projetos sociais: 05 (que ajudam em torno de 600 crianças)

– Parceiros de mídia: 05

– Tamanho Leblon Boulevard: 10.000m²

– Atletas: 61, incluindo duplas e qualifying

– Países: 21 (Brasil, Áustria, Argentina, Croácia, Chile, Sérvia, Espanha, Uruguai, Itália, Noruega, Bolívia, França, Polônia, Bélgica, Holanda, República Tcheca, Eslováquia, Equador, Hungria, Portugal e Colômbia)

– Partidas disputadas: 62 contando o Qualifying (43 simples e 17 duplas, além de uma de exibição de duplas de cadeirantes com seus técnicos)

– Premiação: U$ 1.915,485

– Membros da ATP: 57 (Juízes de linha: 45, Juízes de cadeira: 7, Referee: 01, Supervisores: 02, Chefe de Juiz: 01, Assistente de Chefe de Juiz: 01)

– Jornalistas credenciados: 257

– Países alcançados com a transmissão: Mais de 190

– Horas de transmissão: mais de 60 horas no SporTV 3 com as partidas da Quadra Central e cerca de 58 horas no Globoesporte.com com os jogos da Quadra 1.

– Boleiros: 71 + 2 coordenadores, sendo 17 boleiros oriundos dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open

– Toneladas de pó de saibro: 14

– Tratadores de quadra: 24

– Assistentes de quadra: 8

– Bolas: 5.040

– Raquetes encordoadas: 475 – totalizando 5,7km de corda

– Pulseiras produzidas com cordas de raquetes: 475

– Toalhas: 900

– Água: 20 mil litros

– Isotônico: 5 mil unidades. Sabor mais consumido foi Tangerina, com quase 1.500 unidades.

– Gelo: 1000 sacos

– Suco Green People: 400 de água de coco e 400 sucos Match Point exclusivos para os atletas

– Desafios FoxTenn: 109

– Itens mais vendidos na La Boutique:

  • Pulseiras feitas de cordas de raquetes
  • Toalha
  • Copo Campeões
  • Chaveiros
  • Ímãs
  • Pins
  • Bonés
  • Bodies para bebês

Garin vence Mager na decisão do Rio Open, conquista maior título da carreira e entra no top-20 do ranking

O chileno Cristian Garin confirmou o favoritismo na decisão e conquistou o título do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul.

Neste domingo, o chileno entrou em quadra cedo pra completar a vitória diante do croata Borna Coric, jogando apenas quatro games.

Depois, encarou o surpreendente qualifier italiano Gianluca Mager, que mais cedo precisou ir ao tiebreak do terceiro set pra superar o húngaro Attila Balazs.

Na final, Mager não parecia nas suas melhores condições físicas, mas mesmo assim foi muito aguerrido e arriscou mais, com golpes pesados do fundo de quadra.

Mais consistente, Garin levou a melhor por 7/6(3) 7/5 e conquistou seu maior título da carreira até o momento.

Com o resultado, Garin vai ocupar pela primeira vez carreira um lugar no top-20 do ranking da ATP.

Foto: Fotojump

 

Melo/Kubot e Meligeni/Monteiro perdem na semi e Rio Open segue sem campeão brasileiro

Acabou no começo da tarde deste domingo o Rio Open para os tenistas brasileiros, com a eliminação das duas duplas da casa.

Em jogos interrompidos pela chuva deste sábado, Thiago Monteiro e Felipe Meligeni foram superados pela dupla formada pelo espanhol Marcel Granollers e o argentino Federico Zeballos, com parciais de 7/6(6) e 6/4.

Depois, Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot lutaram muito na quadra 1, chegaram a levar pro match-tiebreak, mas perderam para os italianos Salvatore Caruso e Federico Gaio por 6/3 3/6 e 10/4.

Com isso, o Brasil segue com o jejum de nunca ter feito um campeão do Rio Open. Quem sabem em 2021?

 

Monteiro encara Mayer na estreia do ATP de Santiago. Wild joga contra Bagnis

Saiu a chave do ATP 250 de Santiago, no Chile, disputado no saibro e já com dois brasileiros garantidos na chave.

Thiago Monteiro é um deles e o brasileiro ainda está no Rio de Janeiro pra jogar a semi de duplas do Rio Open, depois de ser eliminado nas oitavas de final de simples.

O brasileiro, que no torneio chileno é o cabeça de chave nº 8, não deve ter vida fácil diante do argentino Leonardo Mayer. Os dois já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória pra cada lado.

Outro brasileiro na chave é Thiago Wild, que também vem de oitavas no Rio, enfrenta outro argentino. Facundo Bagnis, que o superou no único confronto entre eles até hoje, no Challenger de Campinas, em 2018.

Pelo quali, dois brasileiros estão a um jogo da chave principal, depois deste sábado. Orlando Luz venceu o equatoriano Gonzalo Escobar por 6/2 e 6/4, enquanto Pedro Sakamoto superou o compatriota Fernando Romboli por 6/1 e 6/2.

 

Coric e Thiem vencem e buscam vaga na semifinal do Rio Open nesta sexta

O austríaco Dominic Thiem e o croata Borna Coric tiveram trabalho, mas venceram seus jogos nesta quinta-feira e estão nas quartas de final do Rio Open apresentado pela Claro. O número 4 do ranking mundial derrotou o espanhol Jaume Munar, de virada, por 6/7 (5), 6/3 e 6/4, em 2h41. Já Coric, um dos destaques da nova geração, eliminou o brasileiro Thiago Wild por 6/3, 1/6, 7/6 (5), em 2h19. Os dois voltam a jogar nesta sexta, pelas quartas de final. Thiem enfrentará o italiano Gianluca Mager, no terceiro jogo da quadra central. Coric pega outro italiano, Lorenzo Sonego, no segundo jogo da rodada, que começa às 15h, com a partida entre o chileno Cristian Garin e o argentino Federico Coria. Os ingressos do Rio Open podem ser adquiridos no site www.tudus.com.br/rioopen. Restam poucas unidades.

O público que vier ao Rio Open nesta sexta terá boa oferta de música dentro e fora das quadras. A recepção ficará por conta do duo Digga Digga Duo, com um resgate de canções das décadas de 20 e 30. A quadra central irá receber o saxofonista Rodrigo Sha nos intervalos das partidas, além de participações fora de quadra.

Thiem, vice-campeão do Australian Open em janeiro e campeão no Rio em 2017, tinha duas vitórias sobre Munar, que treina na academia de Rafael Nadal. Mesmo com o bom retrospecto encontrou dificuldades para superar o rival. “Jaume fez uma boa partida e não me deu pontos de graça. Não estou na mesma forma que estava na Austrália, o que é normal. Não jogava no saibro desde agosto passado. O que importa é que ganhei, e que lutei do primeiro ao último ponto”, disse o jogador, que está perto de ultrapassar o suíço Roger Federer no ranking mundial.

Será a primeira vez que Thiem enfrentará o adversário desta sexta, o italiano Mager, que venceu o português João Domingues por 6/3 e 7/6 (5). “A campanha aqui no Rio está sendo um sonho para mim. Não joguei bem na semana passada, mas cheguei no Rio e estou jogando o melhor tênis da minha vida”, disse Mager. “Enfrentar o Thiem será a realização de um sonho, vou aproveitar ao máximo essa oportunidade”.

Coric elimina Wild no tiebreak do terceiro set

Na partida entre Coric e Wild, o croata venceu o primeiro set, viu o brasileiro empatar e ganhou a partida no tiebreak. Foi a vitória de número 50 da carreira dele no piso de saibro em torneios ATP. “Sabia que seria difícil, que ele teria toda torcida a seu favor. Mesmo sem ainda ter jogado contra ele, assisti sua estreia e esperava por dificuldades”, disse o tenista de 23 anos, ex-número 12 do ranking e que disputa o Rio Open pela primeira vez.

O próximo adversário de Coric, o italiano Sonego, eliminou o sérvio Dusan Lajovic, cabeça de chave número 2, por 7/6 (5) e 7/6 (5). Sonego, de 25 anos e atual número 52 do mundo, disputa sua primeira quartas de final de um ATP 500. O italiano tem um título na carreira, em Antalya 2019. “Coric é um ótimo jogador, tem vitória sobre Federer, tenho que tentar fazer o meu melhor em quadra”, disse Sonego, que quando chegou no Rio vinha de uma sequência de 11 derrotas.

Convidado pela organização para jogar a chave principal, Wild saiu contente por ter alcançando a segunda rodada. “Foi uma boa partida, tive minhas chances, mas não aproveitei. De qualquer maneira saio daqui vendo o lado positivo da minha participação. Acho que estou mais maduro, que meu jogo evoluiu, e tive uma melhora na parte física bem grande”, disse o jogador de 19 anos, que fez o jogo mais longo da história do Rio Open, com 3h50, na estreia contra o espanhol Alejandro Davidovich Fokina.

Foto: Fotojump

Monteiro é eliminado na 2ª rodada do Rio Open por húngaro Balazs, mas vence nas duplas com Meligeni

 

O brasileiro Thiago Monteiro foi eliminado na segunda rodada pelo húngaro Attila Balazs por 1/6, 6/1 e 6/4. O tenista número 1 do Brasil lamentou o resultado. “É uma derrota dura, mas tenho que tentar olhar pelo lado de mais um aprendizado. Comecei o jogo bem, mas dei uma desconcentrada no segundo set e cedi vários pontos de graça. Isso não pode acontecer, e me custou o jogo”, disse.

Balazs, de 31 anos, entrou na chave como lucky looser. O tenista da Hungria chegou a se retirar das quadras em 2014, mas voltou a jogar dois anos depois. “Comecei a me sentir entediado em casa e achei que era cedo para tentar ser treinador, então decidi jogar alguns torneios próximos de onde moro. Ganhei a maioria deles e meus amigos e familiares me incentivaram a retomar a carreira profissional. Fiz isso e aqui estou”, disse o húngaro, feliz por estar em sua primeira quartas de final da carreira. “Eu tive muitos altos e baixos na minha vida, tive que lidar com algumas lesões, e talvez agora eu esteja merecendo ter um pouco de sorte. Quero curtir esse momento”, disse o jogador, que enfrentará na próxima rodada o espanhol Pedro Martinez, responsável por eliminar seu compatriota Pablo Andujar por 6/1 e 6/4.

Em outra partida, o jovem espanhol Carlos Alcaraz foi eliminado pelo argentino Federico Coria por 6/4, 4/6 e 6/4. O garoto de 16 anos  e oito meses deixa o Rio Open com a marca de ser o mais jovem a vencer uma partida de ATP 500 desde que a série foi criada em 2009. “Foi uma grande experiência jogar com tenistas desse nível, aprendi muito jogando aqui e, mesmo perdendo, vou levar esse aprendizado para os próximos torneios”, disse Alcaraz.

O adversário de Coria nas quartas será o chileno Cristian Garin, cabeça de chave número 3, que passou pelo argentino Federico Delbonis por 6/4 e 6/3. O chileno vive a melhor fase da carreira, ocupando o 25º lugar no ranking, com três títulos conquistados nós últimos 11 meses.

Derrotado nas simples, Monteiro venceu nas duplas em parceria com Felipe Meligeni. Eles venceram os belgas Sander Gille e Joran Vliegen por 7/6 (6), 4/6 e 10/3 e farão um duelo brasileiro nesta quinta contra Orlando Luz e Rafael Matos, no segundo jogo da quadra 2.  “Difícil jogar depois de ter perdido, mas era um jogo importante para mim e para ele, e estou feliz de ter feito uma boa partida. Tira um pouco a sensação ruim da derrota nas simples”, disse Monteiro. “Foi a primeira vez que jogamos juntos, entramos muito bem e estou feliz de conquistar essa vitória no dia do meu aniversário”, disse Meligeni, que completou 22 anos nesta quarta.

Marcelo Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, também jogam nesta quinta. Eles enfrentam nas quartas de final, no segundo jogo da quadra 1, o tcheco Roman Jebavy e o eslovaco Igor Zelenay, que derrotaram o brasileiro Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop por 5/7, 6/3 e 10/8.

Foto: Fotojump

Meligeni joga bem, vence um set, mas Thiem estreia com vitória no Rio Open. Monteiro bate Pella de virada

O austríaco Dominic Thiem teve trabalho, mas confirmou o favoritismo e estreou com vitória sobre o brasileiro Felipe Meligeni no Rio Open apresentado pela Claro, por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 4/6 e 6/1, nesta terça-feira. O próximo adversário do número 4 do mundo será o espanhol Jaume Munar, que passou pelo  italiano Salvatore Caruso por 7/5 e 6/4. O Brasil garantiu mais um tenista na segunda rodada com a vitória de Thiago Monteiro sobre o argentino Guido Pella, de virada, por 5/7, 6/4 e 7/6 (3). Nesta quarta, às 19h, na quadra central, ele enfrentará o húngaro Attila Balazs, que eliminou o uruguaio Pablo Cuevas por 6/4 e 6/3. Os ingressos do Rio Open podem ser adquiridos no site www.tudus.com.br/rioopen. Restam poucas unidades.

Quem também começou o torneio com vitória foi o croata Borna Coric. Pela primeira vez na disputa do ATP 500 do Rio, um dos grandes nomes da nova geração eliminou o argentino Juan Ignacio Londero por 7/6 (5) e 7/5. Valendo vaga nas quartas de final, enfrentará o brasileiro Thiago Wild, em data a ser definida.

Com a quadra central cheia – os ingressos da sessão noturna se esgotaram -, Thiem dominou o primeiro set contra Meligeni, de 21 anos, que recebeu convite da organização. Na segunda parcial, o austríaco recebeu atendimento no joelho esquerdo duas vezes, e viu o brasileiro empatar. No set decisivo, valeu mais a experiência de Thiem.  “Fiquei feliz com a vitória, joguei bem no primeiro e no terceiro sets, e ele fez um segundo set incrível. A atmosfera na quadra estava demais, com a arquibancada cheia, normal que a torcida estivesse do lado dele, mas também sinto que tenho uma relação especial com o público brasileiro desde que venci aqui (em 2017)”, disse Thiem, que contou sobre as dores no joelho. “Bati o joelho numa porta quando cheguei no Jockey. Na hora não me incomodou, mas durante a partida comecei a sentir dores e fiquei preocupado. Depois do atendimento melhorou”.

Mesmo com a derrota, Meligeni saiu satisfeito com a experiência que viveu no Rio Open. “Estava nervoso antes da partida, mas deixei tudo em quadra, ganhei um set do número 4 do mundo, tive o apoio da torcida, vivi momentos maravilhosos”, disse.

Monteiro também saiu de quadra feliz após a vitória de virada sobre Pella, com direito a tiebreak no terceiro set. “Foi um jogo nervoso, cada um tentando uma estratégia, mas estou contente por ter sido superior no tiebreak e vencer essa estreia difícil para seguir no torneio”, disse o tenista número um do Brasil, que também jogará duplas nesta quarta. Ele e Meligeni enfrentaram os belgas Sander Gille e Joran Vliegen.

Thiago Wild levanta a torcida com vitória em jogo mais longo do Rio Open

O Brasil garantiu um representante na segunda rodada do Rio Open apresentado pela Claro. Em jogo emocionante na quadra central, na noite desta segunda-feira, Thiago Wild salvou três match points para vencer o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, de virada, por 5/7, 7/6 (3) e 7/5, em 3h50, no jogo mais longo da história do torneio. Foi a primeira vitória do brasileiro de 19 anos em um torneio ATP 500. Ele comemorou com a torcida, que encheu as arquibancadas, em uma partida que teve clima quente.

O Rio Open segue nesta terça, com a esperada estreia do favorito ao título, o austríaco Dominic Thiem, contra o brasileiro Felipe Meligeni, às 19h, na quadra Guga Kuerten. A torcida brasileira também verá a estreia do tenista da casa Thiago Monteiro, que pega o argentino Guido Pella, após a partida de Thiem. Pela chave de duplas, Marcelo Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, estreiam contra o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Fernando Verdasco, no último jogo da quadra 1. Os ingressos podem ser adquiridos no site www.tudus.com.br/rioopen. Restam poucas unidades.

Na partida de Wild, depois de perder o primeiro set, o brasileiro viu o rival ter três match points no segundo. O paranaense se recuperou e levou a série para o tiebreak. Fokina ficou nervoso com o barulho da  torcida, reclamou com o juiz, e Wild acabou levando por 7 a 3. No set decisivo, o jogo continuou equilibrado, com quebras dos dois lados, mas Wild foi firme para fechar no saque do espanhol. O antigo recorde de partida mais longa no torneio era do ano passado: 3h19, no jogo entre o espanhol Jaume Munar contra o britânico Cameron Norrie.

“Foi minha maior vitória da carreira, por ser em um ATP 500, fiquei muito feliz e vou levar para meus próximos dias de trabalho. Independentemente do que acontecer na próxima rodada, é algo que ficará guardado, que me mostrou que estou no caminho certo”, disse o 206º do ranking.

Na próxima rodada, Wild, que recebeu convite da organização, enfrentará o vencedor da partida entre o croata Borna Coric e o argentino Juan Ignacio Londero, que jogam nesta terça, na abertura da quadra central, às 16h30.

Thiem é atração principal nesta terça-feira

Grande atração da sétima edição do maior torneio de tênis da América do Sul, Thiem fará seu retorno às quadras após o vice-campeonato do Australian Open. Uma boa campanha no ATP 500 do Rio pode levá-lo a ultrapassar o suíço Roger Federer no ranking mundial. Thiem, duas vezes vice em Roland Garros, é o quatro colocado na lista e joga no piso onde obteve suas maiores conquistas.  “É um grande objetivo e, se for bem aqui, vai me ajudar a ir atrás do terceiro lugar no ranking”, disse o jogador de 26 anos. Meligeni, adversário da estreia, recebeu convite da organização.

Felipe Meligeni terá dura estreia contra Dominic Thiem no Rio Open. Monteiro encara argentino Pella

Foi sorteada a chave principal do Rio Open, ATP 500 disputado no saibro do Jockey Club Brasileiro e maior torneio de tênis da América do Sul.

Neste sábado, Felipe Meligeni estava presente ao sorteio e não escondeu sua reação ao ver que seu nome foi o primeiro sorteado depois dos cabeças de chave. O brasileiro vai enfrentar nada mais, nada menos, que Dominic Thiem, principal cabeça de chave do evento e nº 4 do mundo, que já foi campeão do torneio e que foi eliminado na primeira rodada no ano passado.

Depois, perguntado sobre o que sentiu ao perceber sua estreia, ele não escondeu que não é o que sonhava, mas vai tentar tirar o melhor da ocasião:

“Foi o primeiro nome tirado no sorteio. Não é uma rodada que todo mundo deseja, mas estreia é sempre um jogo nervoso. Pode ser um jogo nervoso pra mim e pra ele. É o cabeça 1 do torneio, muita expectativa nele. Vou tentar entrar, fazer meu melhor. Óbvio que vou ficar um pouco nervoso, quadra central provavelmente, vai ser um jogo bem grande, minha primeira vez jogando contra um top-10. To bem ansioso. Quero entrar na quadra, dar meu melhor, aproveitar a atmosfera.”

Outro primeiro jogo interessante de primeira rodada será entre Thiago Monteiro e o argentino Guido Pella, enquanto Thiago Wild fará um confronto de jovens talentos diante do espanhol Alejandro Davidovich Fokina.