João Fonseca fica com o vice de duplas em Halle e segue para o ATP de Eastbourne

João Fonseca ficou com o vice-campeonato de duplas do ATP 500 de Halle, na Alemanha, que é disputado na grama.

Neste domingo, o brasileiro e o alemão Daniel Altmaier foram superados pelos franceses Theo Arribage e Albano Olivetti depois de um jogo duro, com parciais de 7/6(2) e 6/4.

Agora, João segue para o ATP de Eastbourne, na Inglaterra, também disputado na grama, como parte da sua preparação para Wimbledon:

“Foi uma semana positiva, com certeza. Depois da derrota na simples, em que não consegui jogar bem, foi importante encontrar um ritmo melhor na grama e passar mais tempo competindo nessa superfície.

Isso também traz confiança. Poder sentir a pressão nos momentos importantes, tanto no saque quanto na devolução, jogar com a torcida, viver essas situações de jogo… tudo isso foi muito importante para mim.

Agora é seguir para o próximo desafio, em Eastbourne. Tenho me sentido cada vez melhor na grama. É um torneio um pouco mais lento do que Halle, e tenho boas lembranças de lá. Joguei bem no ano passado, gostei do meu nível e depois tem Wimbledon.”

Foto: Terra Wortmann Open

Copa Davis será disputada no Rio de Janeiro

O Brasil já tem definido o palco para o próximo desafio na Copa Davis. O confronto diante da Suíça, válido pelo Grupo Mundial I da competição, será realizado nos dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro (RJ).

João Fonseca (CBT)

A escolha da sede foi feita pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT), em conjunto com a comissão técnica, capitaneada por Jaime Oncins, levando em consideração as condições de jogo consideradas ideais para o confronto diante da Suíça, além da capacidade de receber um grande evento para o público brasileiro.

“Pela primeira vez em muito tempo, tomamos uma decisão que foge do tradicional. Antigamente, quando jogávamos no Brasil, a escolha era automática: saibro e nível do mar. Hoje, a realidade é outra. O perfil dos nossos jogadores mudou e eles demonstraram uma excelente capacidade de adaptação a diferentes pisos, como vimos em nossos últimos resultados fora de casa. Pensando nisso e nas características atuais da nossa equipe, decidimos jogar em uma quadra rápida e coberta, onde os atletas se sentem confortáveis e já vêm obtendo bons resultados. Além disso, o fato de contarmos com uma arena indoor que possui toda a infraestrutura necessária para sediar um evento desse porte em casa pesou muito na nossa escolha. É um cenário ideal e onde, historicamente, inclusive na Copa Davis, nossos jogadores têm se adaptado muito bem”, destacou Jaime Oncins, capitão da equipe brasileira.

A Farmasi Arena é um dos principais espaços para eventos do Brasil. Localizada na Barra da Tijuca, a arena foi palco de disputas dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e voltou a receber competições de alto nível durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. 

O Brasil volta a sediar um confronto da Copa Davis após três anos. A última vez que atuou em casa foi em 2023, na cidade de Florianópolis (SC), diante da China. Desde então, a equipe brasileira disputou seus compromissos na competição longe da torcida brasileira.

Brasil e Suíça se enfrentaram em duas oportunidades na história da Copa Davis, com uma vitória para cada lado. O duelo mais recente ocorreu em 1992, em Genebra, com vitória dos suíços, enquanto o primeiro encontro foi realizado em 1954, com vitória da equipe brasileira. 

Fonseca joga neste sábado por vaga na final de duplas do ATP 500 de Halle

João Fonseca joga neste sábado por vaga na final de duplas do ATP 500 de Halle, na Alemanha, torneio que é disputado na grama.

O brasileiro entra em quadra ao lado do tenista da casa Daniel Altmaier e os dois terão pela frente a parceria formada pelo italiano Flavio Cobolli e o norte-americano Ben Shelton.

A dupla vencedora terá pela frente os franceses Theo Arribage e Albano Olivetti.

Vale destacar que o brasileiro já venceu um ATP 500 de duplas neste ano, no Rio Open, ao lado do compatriota Marcelo Melo.

Foto: Terra Wortmann Open

Fonseca perde para Hanfmann na estreia em Halle. Com alemão, o brasileiro vence na chave de duplas

João Fonseca foi eliminado na estreia do ATP 500 de Halle, na Alemanha, torneio que é disputado na grama.

O brasileiro foi superado pelo local Yannick Hanfmann, que venceu em sets diretos, com um duplo 6/2.

Depois, na chave de duplas, o brasileiro e o alemão Daniel Altmaier venceram na estreia a parceria formada pelos norte-americanos Ethan Quinn e Learn Tien, com parciais de 6/2 e 7/6(1).

Nas quartas, eles terão pela frente o francês Sadio Doumbia e o australiano Marc Polmans.

Foto: Fotojump

Em busca do 1º troféu de Slam, Zverev e Cobolli se enfrentam neste domingo na final de Roland Garros

Roland Garros tem marcado para o domingo a grande final masculina do segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Grande favorito ao título, Alexander Zverev terá a grande chance de conquistar seu 1º título de Slam, depois de ficar com o vice-campeonato em três oportunidades (US Open/2020, Roland Garros/2024, Australian Open/2025).

O atual número 3 do mundo terá pela frente o italiano Flavio Cobolli, que não precisou entrar em quadra na semifinal, já que seu compatriota Matteo Arnaldi, com uma virose, desistiu da partida.

Cobolli, atual número 14 do mundo, fará sua primeira final de Slam, mas já garantiu chegar ao seu melhor ranking da carreira até o momento. Ex-número 12, ele entrará no top-10 na próxima atualização da ATP.

Os dois já se enfrentaram quatro vezes no circuito, com três vitórias do alemão, incluindo o jogo de terceira rodada no mesmo torneio, no ano passado.

Cobolli levou a melhor em partida disputada neste ano, na semifinal do ATP de Munique, na Alemanha.

Foto: Jean-Charles Caslot / FFT

Andreeva vence surpresa polonesa e conquista em Paris o seu 1º título de Slam

Mirra Andreeva é a grande campeã da chave feminina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Neste sábado, a russa confirmou o seu favoritismo na final diante da surpreendente polonesa Maja Chwalinska, e venceu em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/2, levantando um troféu de um Slam pela primeira vez na carreira.

“Vou ser honesta, já fiz muitas visualizações antes,” disse Andreeva. “Não apenas neste torneio, mas tive sonhos, tive muitos pensamentos sobre como isso vai acontecer, se vai acontecer, quando vai acontecer, onde.”

“Eu diria que a sensação na vida real é muito melhor, obviamente, do que nos seus sonhos. É simplesmente olhar para este troféu e perceber que isso é realmente verdadeiro, e eu posso me chamar de campeã de Grand Slam, eu acho.” disse a russa de 19 anos.

Com a campanha na França, ela vai subir duas posições no ranking da WTA, indo para o 6º lugar, uma abaixo da sua melhor marca até o momento.

Já Chwalinska também tem motivos para comemorar. Além de se tornar a primeira qualifier finalista de Roland Garros, ela vai pular incríveis 93 posições no ranking, indo para o 21º posto. Sua melhor marca até o momento havia sido o número 113.

Foto: Nicolas Gouhier / FFT

Guto Miguel conquista título inédito em Roland Garros juvenil e assume o topo do ranking

O tênis brasileiro ganhou mais um capítulo histórico neste sábado (6). O goiano Guto Miguel, de apenas 17 anos, conquistou o título de Roland Garros Junior e entrou definitivamente para a galeria dos grandes nomes da modalidade no país. Integrante do Time Rede Tênis e treinado por Santos Dumont e Kike Grangeiro, em Brasília, o brasileiro derrotou o norte-americano Michael Antonius por 6/2 6/4 na decisão do Grand Slam juvenil.

Com a conquista, Guto torna-se o primeiro brasileiro campeão de simples juvenil em Roland Garros e assumirá, na próxima atualização da Federação Internacional de Tênis (ITF), nesta segunda-feira (8), a liderança do ranking mundial juvenil.

A campanha representa um feito inédito para o tênis nacional. Antes dele, apenas Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (1962 e 1963) e Luis Felipe Tavares (1967) haviam alcançado a final juvenil de simples em Roland Garros, mas nenhum conseguiu levantar o troféu.

O título também coloca Guto em um seleto grupo de brasileiros campeões de Grand Slam juvenil em simples. Até então, apenas Tiago Fernandes, campeão do Australian Open em 2010, Thiago Wild, vencedor do US Open em 2018, e João Fonseca, campeão do US Open em 2023, haviam alcançado esse feito.

Além do troféu em Paris, o brasileiro consolida uma trajetória de ascensão meteórica no circuito juvenil. Roland Garros é o sétimo título da carreira na categoria até 18 anos. Em 2026, ele já havia conquistado o J300 de Traralgon, na Austrália. Na temporada passada, venceu importantes torneios internacionais, incluindo o J500 de Mérida, no México, até então o maior título de sua carreira.

Após a conquista, Guto destacou o trabalho realizado ao longo dos últimos anos e fez questão de valorizar sua equipe. “É um sentimento de alívio e também de muita gratidão por tudo o que Deus tem feito na minha vida. Existe muito trabalho duro por trás disso, de toda a minha equipe e de todos que me acompanham há bastante tempo. Estamos colhendo alguns frutos agora, mas sei que ainda é apenas o começo.”

Mesmo com a conquista do Grand Slam e a chegada ao topo do ranking juvenil, o jovem manteve o discurso focado no futuro. “Sei que é um torneio juvenil, sei que é o número 1 do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira profissional. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando. Ainda não aconteceu nada no profissional”, lembrou ele, número 829 do ranking da ATP.

Durante a final, Guto mostrou maturidade para administrar a pressão de disputar o maior jogo da carreira. Após abrir vantagem no segundo set, precisou controlar a ansiedade natural de fechar uma decisão de Grand Slam.

“É sempre difícil fechar um jogo, ainda mais em uma final de Grand Slam. Procurei manter minha cabeça focada o tempo todo. Fiquei repetindo para mim mesmo: ‘joga ponto por ponto, joga ponto por ponto’. Consegui fazer isso e deu certo”, afirmou.

O campeão também agradeceu o apoio recebido ao longo da campanha. “Quero agradecer ao meu time, à minha família e a todas as pessoas que estavam torcendo por mim, seja aqui em Paris ou no Brasil. Toda essa energia positiva faz diferença e me ajudou muito durante a semana”, finalizou.

A conquista em Roland Garros coroa uma temporada excepcional e confirma Guto Miguel como uma das maiores promessas do tênis mundial. Aos 17 anos, o atleta do Time Rede Tênis já alcança o topo do ranking juvenil e passa a mirar voos ainda maiores no circuito profissional.

Fotos: FFT

Guto Miguel vence confronto nacional e está na final de Roland Garros juvenil

Guto Miguel está na final juvenil de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Em confronto brasileiro, Guto venceu o compatriota Leonardo Storck, com parciais de 6/1 3/6 e 6/2, garantindo vaga na decisão do torneio francês.

Depois do vice-campeonato de de Edison Mandarino, Thomaz Koch (duas vezes) e Luis Felipe Tavares, ele tentará e tornar o primeiro brasileiro campeão de simples em Paris.

Seu adversário neste sábado será o norte-americano Michael Antonius, cabeça de chave número 13. Os dois já se enfrentaram uma vez no circuito juvenil, com vitória de Antonius.

Foto: Tomas Stevens / FFT

Chwalinska surpreende, se torna a 1ª qualifier finalista de Roland Garros e enfrenta Andreeva na decisão em Paris

Com muita surpresa, está definida a grande final feminina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Na primeira partida desta quinta-feira, a russa Mirra Andreeva segurou o embalo da ucraniana Marta Kostyuk, que vinha do título do WTA 1000 de Madri, e venceu com autoridade em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/3, se garantindo na final de um Slam pela primeira vez na carreira.

“Estou muito feliz com a forma como joguei hoje. Estou muito feliz pela revanche da final de Madri e também por estar em minha primeira final de Grand Slam. Todos esses sentimentos se combinaram” disse a jovem russa de 19 anos.

Mais improvável ainda é sua adversária na final de sábado, já que a polonesa Maja Chwalinska, número 114 do mundo, se tornou a primeira qualifier a chegar à final de Roland Garros.

Nesta quinta, ela bateu a russa Diana Schnaider, que vinha de vitória sobre Aryna Sabalenka. Chwalinska venceu com parciais de 7/6(4) e 6/4.

“Quer dizer…parece um sonho, honestamente. Não sei o que está acontecendo.” Disse a polonesa depois da partida, visivelmente emocionada: “Não sei o que dizer, me desculpe. Estou muito feliz.”

O confronto de sábado será o primeiro entre elas no circuito.

Foto: Pierre Froger / FFT

Cobolli e Arnaldi vencem e garantem confronto italiano na semi de Roland Garros

Estão definidas as semifinais da chave masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Depois das vitórias de Alexander Zverev sobre Rafael Jodar e de Jakub Mensik sobre João Fonseca, nesta terça-feira, o primeiro confronto será justamente entre eles, na sexta-feira.

Nesta quarta, o primeiro a garantir sua vaga foi o italiano Flavio Cobolli, que anotou uma virada sobre o canadense Felix-Auger Aliassime, com parciais de 4/6 6/4 6/4 e 6/4.

Depois, o também italiano Matteo Arnaldi vencia o compatriota Matteo Berrettini por 7/5 e 5/2, quando viu o adversário desistir da partida.

O confronto italiano na semifinal será o terceiro entre eles no circuito, com uma vitória pra cada lado. Em 2025, eles se enfrentaram na segunda rodada de Roland Garros, com vitória de Cobolli em 4 sets.

Foto: Cédric Lecocq / FFT