Brasil fecha participação na Fed Cup vencendo a Bolívia

Luisa Stefani peqO Brasil encerrou neste sábado a sua participação no Zonal Americano I da Fed Cup com vitória por 2 a 0 diante da Bolívia para se manter no primeiro zonal da competição na próxima temporada.

O capitão Fernando Roese promoveu a estreia da jovem paulista Luisa Stefani em simples para enfrentar a boliviana Maria Fernanda Alvarez Teran e a brasileira conseguiu sair com a vitória apesar de o nervosismo a ter atrapalhado um pouco no terceiro set, fechando com 6/4 6/7(0) 7/6(3).

“Eu estava bem motivada para esse jogo, ontem o Fernandão falou que talvez precisasse de mim para a simples e a dupla, então estava pronta, todos os dias eu estava pronta para jogar e hoje foi o dia. Felizmente consegui ganhar o jogo, foi um jogo duro, tive que lidar com bastante emoção, mas fiquei muito animada. Representar o Brasil foi um prazer bem grande, ainda mais a minha primeira vez aqui, foi muito especial”, afirmou Stefani.

“Aprendi muito essa semana de várias formas e acho que o tênis universitário, com o fato de jogar por um time, me ajudou, ainda mais hoje nos momentos de pressão, quando não joguei tao bem, mas consegui sair com a vitória”, completou a novata da equipe.

Gabriela Cé entrou em quadra precisando da vitória para confirmar a permanência do Brasil no Zonal Americano I e conseguiu se sair bem contra a boliviana Noelia Zeballos, vencendo com duplo 6/3.

“Hoje era tão tenso quanto jogar a final, porque são os dois extremos, um é lutar para subir para o Playoff e outro é para permanecer no Zonal. Era uma responsabilidade bem grande que a gente tinha e o fato de a Lu ter ganho o jogo dela foi determinante porque se ela tivesse perdido poderia ser dramático o segundo jogo e eventualmente uma dupla.  Me deu uma tranquilidade muito grande para entrar em quadra e realizar o meu trabalho”, afirmou Cé.

Desfalcado de duas de suas principais tenistas, o Brasil teve confrontos equilibrados, mas acabou perdendo nos detalhes em disputa contra a Colômbia, a Argentina e o Chile, sempre tendo chances de vencer as partidas, mas as derrotas acabaram por colocar o time do capitão Fernando Roese na disputa para permanecer no primeiro Zonal em 2017.

“O nível das equipes estava muito parelho e assim como jogamos contra o rebaixamento, a gente poderia ter jogado pelo terceiro lugar. Escapou em alguns jogos muito em função de detalhes. A Teliana fez um esforço muito legal, como capitão fiquei muito feliz com a presença dela por tudo o que representou para o tênis do Brasil. Ela ter vindo participar da equipe foi uma consideração muito grande, ainda mais sabendo que a Paula não quis jogar e a Bia por lesão não veio. Só a presença dela faz a diferença para a gente, mas alguns jogos escaparam”, afirmou Roese.

“A Gabriela hoje segurou a onda, veio a semana inteira sofrendo um pouco com os jogos, mas em termos de experiência foi muito bom. A equipe teve que se superar muito e perdemos nos detalhes, o fator muito positivo aqui foi a presença da Carol e da Luisa, que já mostra uma renovação, as duas tiveram a chance de jogar, a Carol e a Luisa na dupla, e hoje a Luisa na simples em um momento muito delicado. Ela tem um jogo que favorece ela nessas condições e isso foi determinante na escolha por ela jogar. Ela sentiu um pouco, ficou nervosa, poderia ter ganhado o terceiro set um pouco mais fácil, teve três match points antes do tiebreak mas segurou a onda no final”, analisou o capitão sobre a disputa.

Roese finalizou enfatizando o lado positivo da equipe em termos de experiência e lembrou que o resultado final alerta para que o tênis feminino tenha uma maior atenção na formação de mais jogadoras.

“Foi uma experiência muito boa, principalmente para elas que estão entrando agora e um aprendizado grande para a Gabriela de jogar como titular, acho que a gente tem que tirar desse momento difícil as coisas boas. Logicamente é um alerta para a gente pensar e ver mais meninas no nosso tênis feminino que está tão fraco já faz algum tempo, para a gente conseguir fazer alguma coisa melhor”, finalizou o capitão.

Foto: Jaime Lopez/ITF

Fernando Roese é o novo capitão do Brasil na Fed Cup

Roese peqA equipe do Brasil terá novidades para a disputa do Zonal Americano I da Fed Cup, que será entre os dias 3 e 6 de fevereiro no Country Club Las Palmas, na cidade de Santa Cruz, na Bolívia.

O gaúcho Fernando Roese, de 50 anos, é o novo capitão brasileiro e vai comandar a equipe formada pelas tenistas Teliana Pereira, Gabriela Cé, Beatriz Haddad Maia e Paula Gonçalves.

Roese substitui a paulista Carla Tiene, que realizou um ótimo trabalho à frente da equipe entre 2013 e 2015, com a ida ao Playoff do Grupo Mundial II em 2014, além da chegada às finais do Zonal Americano I em 2013 e 2014.

Projetando novamente a ida ao Playoff do Grupo Mundial, a CBT decidiu iniciar um novo ciclo na equipe e agradece Carla Tiene pelos serviços prestados, além de desejar boa sorte na sequência de sua carreira como treinadora.

Além da grande carreira que teve como tenista profissional, Fernando Roese já vem trabalhando nos últimos anos com o tênis feminino, acompanhando a tenista Gabriela Cé. Em 2015, também viajou com as atletas Paula Gonçalves e Beatriz Haddad Maia em alguns torneios, inclusive no WTA de Bogotá, quando Bia e Paula foram campeãs de duplas e Teliana Pereira em simples.

Técnico de Teliana Pereira, Renato Pereira segue na equipe como auxiliar técnico. Com isso, o Brasil tem uma comissão técnica encabeçada por profissionais que estão na elite feminina nos torneios WTA e também nos eventos intermediário (ITF), de onde vem as adversárias do Brasil no Zonal Americano.

“Primeiro fico muito contente pelo convite da CBT para treinador da Fed Cup. Para mim, teoricamente, é muito fácil também de estar como capitão porque hoje tenho viajado o circuito feminino, conheço todas elas muito, conversei com elas sobre isso também, já é uma facilidade conhecer bem as meninas. Espero poder ajudar, fazer com que elas façam uma boa campanha não só na Fed Cup como durante todo o ano também já que acho que nos últimos dois anos o tênis feminino deu uma boa levantada aí com os resultados da Teliana, a Bia e a Paula ganhando torneio de WTA, a Gabi Cé também ganhou dupla também em um torneio WTA no final do ano passado. Então é muito legal pegar um tênis feminino nesta ascendência, fico muito contente, pronto e louco para trabalhar com as meninas”, afirma Roese.

O time brasileiro terá como adversárias este ano as equipes de Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Paraguai e Peru, lembrando que apenas o campeão do zonal se garante nos Playoffs do Grupo Mundial II.