Zheng é ouro em Paris; Vekic fica com a Prata e Iga com bronze.

Zheng Qinwen se tornou a primeira tenista da China a ganhar uma medalha de ouro em simples no tênis olímpico, com vitória sobre Donna Vekic, da Croácia, na final de simples feminina, por 6/2 6/3.

Donna Vekic (CRO) , prata , Qinwen Zheng (CHN) , ouro , Iga Swiatek (POL) , bronzel (Foto: Corinne Dubreuil)

“Eu estava vendo os outros atletas chineses ganharam medalhas e eu queria a minha também,” disse Zheng.

Para Vekic, que foi semifinalista de Wimbledon recentemente, em um jogo que poderia ter vencido, a conquista da prata foi uma realização. “Estou muito orgulhosa de ter vencido essa medalha para o meu país.”

Na disputa pelo bronze, a número um do mundo, Iga Swiatek, a polonesa número um do muno, derrotou Anna Schmiedlova, da Eslováquia, por 6/1 6/3. “Se eu não pudesse voltar aqui e jogar pela medalha eu estaria completamente arrasada,” comentou Switaek.

O Adeus de Andy Murray

Lembro quando vi Andy Murray pela primeira vez. Era o início dos anos 2000 e ele jogava o torneio juvenil de Roland Garros.

Já havia algumas pessoas falando sobre ele. Um garoto escocês que treinava na Espanha, na Academia do Emilio Sanchez. O ex-jogador espanhol e treinador era colunista da Tennis View e nos contava que havia um futuro campeão treinando em Barcelona e que deveríamos dar uma olhada nele.

Fui vê-lo treinar. Mostrava talento, mas confesso que não me impressionei de cara.

Aos poucos ele foi chegando no circuito. Dois anos depois lembro de vê-lo na sala dos jogadores de Roland Garros, em um encontro com Novak Djokovic, fazendo alguma piada.

Os primeiros anos dele no circuito não foram fáceis. O menino que tinha escapado ao tiroteio em Dunblane, quando era criança, mostrava sua irritação por onde passava, não apenas com sua equipe na quadra.

O tempo foi passando e ele foi amadurecendo. Perdeu finais de Grand Slam antes de conquistar o primeiro dos seus grandiosos trofeus, no US Open, em 2012.

Suas derrotas o tornaram “humano”. Quando ele enfim venceu Wimbledon, em 2013, se tornando o primeiro britânico desde Fred Perry a conseguir tal feito, entrou para a história inglesa, ou melhor do esporte. É um dia que todos nós amantes do tênis lembramos. Três anos depois ele repetiu a vitória.

Naquele 2016 se tornou também o único jogador a ter duas medalhas olímpicas de simples. Já havia sido ouro em Londres 2012 e conquistou o ouro no Rio também.

Andy Murray (GBR) (Photo: Paul Zimmer)

Foi número um do mundo, ganhou o ATP Finals e talvez seja o jogador que mais demonstrou amor ao esporte.

Sofreu com inúmeras lesões e cirurgias, principalmente no quadril. Fez um implante e voltou a jogar com um quadril de metal.

Competiu no circuito Challenger como se estivesse na Catedral do Tênis.

Hoje, disse adeus, em Paris, nos Jogos Olímpicos, ao ser eliminado nas quartas-de-final de duplas. Mas, não foi uma derrota, foi uma vitória ele ter chegado tão longe.

Nós só temos a agradecer, Sir Andy Murray.

Diana Gabanyi