Monteiro leva virada de Popyrin na estreia em Winston-Salem e segue para o Us Open

Thiago Monteiro levou uma virada na primeira rodada do ATP 250 de Winston-Salem, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

Diante do jovem e talentoso australiano Alexei Popyrin, nº 106 do mundo, o brasileiro fez um jogo equilibrado, saiu na frente, mas acabou levando a virada, com parciais de 5/7 6/4 e 7/6(7).

Agora, Popyrin terá pela frente o sérvio Miomir Kecmanovic, nº 49 do mundo e cabeça de chave nº 13.

Vale destacar que o brasileiro já tem vaga garantida na chave principal do US Open e agora já segue para a disputa do quarto e último Grand Slam da temporada, que começa na próxima semana.

 

Medvedev confirma e bate Goffin pra conquistar em Cincinnati o seu 1º título de Masters 1000

O russo Daniil Medvedev ratificou mais uma vez sua grande fase neste domingo, ao conquistar em Cincinnati, nos Estados Unidos, seu primeiro titulo de Masters 1000.

Depois do vice-campeonato em Montreal, na semana passada, quando perdeu pra Rafael Nadal, Medvedev mostrou todo seu potencial nesta semana ao bater de virada Novak Djokovic na semifinal.

Na decisão deste domingo, diante do belga David Goffin,ele se impôs novamente com seu ótimo saque e anotou 7/6(3) e 6/4.

Com o resultado, Medvedev chegou ao 5º lugar do ranking da ATP e já aparece com um dos favoritos ao 4º Grand Slam da temporada, aparecendo logo depois do Big 3, já que Andy Murray não vai jogar em Nova Iorque.

Vale destacar a fase sensacional do russo que, além de Montreal, havia ficado com o vice do ATP 500 de Washington, na semana anterior.

Agora, o circuito da ATP se prepara para a disputa do US Open, dentro de duas semanas, com apenas um torneio ATP sendo disputado na próxima semana, em Winston-Salem, também nos Estados Unidos.

Soares e Pavic vencem a 3ª em Cincinnati e buscam a 1ª final da parceria. Melo e Kubot perdem nas quartas

Bruno Soares e Mate Pavic enfim embalaram uma boa campanha e chegaram à semifinal do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

Na noite desta sexta-feira, o brasileiro e o croata tiveram uma grande atuação e venceram o sul-africano Raven Klaasen e o neozelandês Michel Venus, em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/3.

Neste sábado, eles buscam a primeira final da parceria, mas terão um desafio pela frente, já que enfrentarão os colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, parceria nº 1 do mundo.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot pararam nas quartas de final do torneio. Nesta sexta-feira (16), o croata Ivan Dodig e o eslovaco Filip Polasek avançaram marcando 2 sets a 1, parciais de 3/6, 6/4 e 10-5, em 1h32min. Cabeças de chave número 2, Melo e Kubot deixam o torneio  em mais um passo para o US Open, quarto Grand Slam do ano, que será disputado a partir do próximo dia 26, em Nova Iorque (EUA).

Melo e Kubot vinham de duas ótimas vitórias em Cincinnati, sem perder sets. E começaram o jogo desta sexta com a mesma confiança, impondo o seu ritmo. Logo no primeiro game conseguiram a quebra, salvaram breaks no segundo e no sexto games, e voltaram a quebrar no nono, para vencer o primeiro set por 6/3. Mas, na segunda série, o break no game inicial foi de Dodig – que já formou parceria com Marcelo – e Polasek, que a partir daí administraram e fecharam em 6/4, para deixar tudo empatado. Veio o match tie-break e os adversários foram abrindo vantagem. Melo e Kubot até tentaram uma reação, mas a vitória ficou com Dodig e Polasek: 10-5.

Monteiro bate holandês e encara Soeda nas oitavas em Vancouver. Clezar e Orlandinho vencem na Itália

Thiago Monteiro conseguiu uma boa vitória na estreia do Challenger de Vancouver, no Canadá, que é disputado no piso duro e que serve como preparação para o US Open.

Nesta terça-feira, em partida válida pela segunda rodada, o brasileiro superou o holandês Tim Van Rijthoven, em sets diretos, com um duplo 6/4.

Nas oitavas de final, Monteiro terá pela frente o japonês Go Soeda, nº 170 do mundo, que o venceu no único confronto disputado entre eles até o momento, em confronto pela Copa Davis, em 2017.

No Challenger de Cordenons, na Itália, disputado no saibro, Guilherme Clezar garantiu vaga na segunda rodada ao vencer o francês Fabien Reboul por duplo 6/2. Orlando Luz foi para as oitavas ao anotar 7/5 e 6/3 sobre o cazaque Dmitry Popko.

Já Felipe Meligeni perdeu na primeira rodada para o italiano Andrea Basso, com parciais de 7/6(3) 3/6 e 6/2.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot vencem dupla de Djokovic na estreia em Cincinnati

Em um jogo em que impuseram seu ritmo, não dando chances de reação aos adversários, Marcelo Melo e Lukasz Kubot estrearam com vitória diante dos sérvios Novak Djokovic e Janko Tipsarevic no Masters 1000 de Cincinnati. Cabeças de chave número 2, precisaram de apenas 1h, nesta segunda-feira (12), para marcar 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/3, avançando para as oitavas de final do torneio. Agora aguardam os ganhadores da partida entre o chileno Cristian Garin e o francês Benoit Paire diante do moldávio Radu Albot e do russo Kaven Khachanov para conhecer os próximos adversários.

“Fizemos um jogo praticamente perfeito. Jogamos muito bem, do começo ao fim. Conseguimos impor toda a nossa experiência na dupla. Por mais que estivéssemos contra o Djokovic e o Tipsarevic, que também joga muito bem, imprimimos nosso ritmo. Em Montreal já tínhamos atuado bem, mas faltou um pouquinho nos momentos importantes, ao contrário de hoje”, analisou Melo.

“Muito feliz. Era um jogo muito duro para começar o torneio. Agora é continuar os treinos amanhã (terça), para depois de amanhã, de repente, tentar jogar da mesma maneira. Qualquer uma das duplas que ganhar é praticamente o mesmo estilo. Então temos de estar novamente prontos, para fazer mais uma bela partida”, completou Marcelo.

Melo e Kubot dominaram totalmente o jogo diante de Djokovic e Tipsarevic – que receberam wild card para disputar a chave de duplas. Logo no segundo game conseguiram a quebra, abrindo na sequência 3/0, e com novo break, fecharam o set em 6/2. O domínio se repetiu no segundo set, em que a quebra veio no sexto game, 4/2, e os cabeças de chave 2 administraram a vantagem para marcar 6/3 e comemorar a vaga na segunda rodada em Cincinnati.

Foi a segunda vitória de Melo e Kubot neste ano diante do número 1 do mundo em simples: tinham derrotado Djokovic – então em parceria com o italiano Fabio Fognini – na semifinal do Masters 1000 de Indian Wells (EUA).

O Masters 1000 de Cincinnati é o terceiro e último torneio de Melo e Kubot antes do US Open, quarto Grand Slam do ano, que encerra a gira em quadra dura, que já teve o ATP 500 de Washington (EUA) – em que chegaram até a semifinal – e o Masters 1000 de Montreal, no Canadá – parando na primeira rodada. No ano passado, em Cincinnati, dupla foi até as quartas de final. O US Open será realizado a partir do dia 26 deste mês, em Nova Iorque (EUA).

Nadal atinge feito em Montreal com seu 35º Masters 1000. Volta de Murray é breve, sendo superado por Gasquet em Cincinnati

Muitos podem dizer que ele fez apenas seu papel, mas Rafael Nadal cumpriu com sua “obrigação” de uma forma como muita gente acaba não fazendo.

Era o principal favorito na chave do Masters 1000 de Montreal, não teve a concorrência de seus principais adversários e se impôs.

Enfrentou dificuldade diante do italiano Fabio Fognini, que chegou a levar um set nas quartas, arrumou um jeito de virar e deixou evidente a ainda juventude do jovem russo Daniil Medvedev na decisão, anotando um sonoro 6/3 e 6/0.

De quebra, conseguiu mais alguns feitos, ao levar pra casa seu 35º título de Masters 1000, fato que o fez desistir da chave do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, que começou neste domingo.

Aliás, pela primeira vez o torneio nos EUA reuniria o Big Four desde o Australian Open do início do ano, quando Andy Murray chegou a se despedir das quadras, mas com retorno nesta semana. Na primeira rodada, no entanto, o britânico foi superado pelo francês Richard Gasquet.

Nadal vira sobre Fognini e chega à semi em Montreal. Jovens russos se enfrentam na outra semifinal

Aproveitando uma chave um pouco menos complicada, com a ausência de alguns de seus principais adversários, Rafael Nadal segue tranquilo e já garantiu vaga na semifinal do Masters 1000 de Montreal, no Canadá, que é disputado no piso duro.

Nesta sexta-feira, ele precisou virar a partida diante do habilidoso e inconstante Fabio Fognini. O italiano resolveu jogar e e teve um grande desempenho no primeiro set, vencendo por 6/2.

Porém, o espanhol elevou seu nível na sequência pra conseguir sua virada com parciais de 6/1 e 6/2.

Agora, ele tem que esperar a partida entre o francês Gael Monfils e o espanhol Roberto Bautista Agut, que entraram em quadra na sexta, mas viram a partida ser interrompida pela chuva ainda no primeiro game.

A outra semifinal já está definida e será um confronto russo da nova geração entre dois tenistas que já estão no top-10. Karen Khachanov, que passou pelo alemão Alexander Zverev por 2×0 encara Daniil Medvedev, que teve um grande desempenho diante de Dominic Thiem, vencendo por 6/3 e 6/1.

 

Jaime Oncins convoca Brasil para confronto contra Barbados na Copa Davis

O novo ciclo do Brasil na Copa Davis já tem a sua fórmula definida pelo capitão Jaime Oncins: a mescla da experiência com a juventude. O treinador definiu os nomes que irão compor a equipe no confronto contra Barbados, em 13 e 14 de setembro, em Criciúma (SC). O grupo de cinco jogadores contará com Marcelo Melo, Bruno Soares, Thiago Monteiro, João Menezes e Thiago Wild.

O confronto, válido pelo Zonal Americano I, será realizado no saibro da Sociedade Recreativa Mampituba. As características da quadra foram uma escolha do capitão brasileiro: saibro, em local no nível do mar e com temperatura amena.

“Nós temos um bom grupo de jogadores, em diferentes níveis de experiência. Temos os atletas com mais experiência, que são os casos do Marcelo e do Bruno, com vários confrontos de Davis. Temos o Thiago Monteiro, que, apesar de ser jovem, já tem bastante experiência no circuito internacional, e também temos o João Menezes, que é um jovem que vem numa ascensão muito grande, coroada com o ouro no Pan. Temos também o Thiago Wild, que é um jovem buscando adquirir experiência no circuito internacional e que terá uma excelente oportunidade para trocar informações com todos esses jogadores”, afirma Oncins.

Em quinto lugar no ranking de duplas da ATP, o mineiro Marcelo Melo é um dos atletas brasileiros com mais convocações no currículo para a Copa Davis, com 22 participações. Em bom momento no circuito internacional, ele está confiante com o novo momento da equipe.

“A expectativa é muito boa. Acho que venho jogando muito bem ultimamente e com certeza estarei pronto para defender o Brasil mais uma vez na Copa Davis. Vai começar um novo ciclo com o Jaime e acredito que ele vai ser um excelente capitão. Ele já jogou vários confrontos de Davis, tem uma experiência grande na competição e vai agregar muito para todos os jogadores”, aponta Melo.

O otimismo é compartilhado pelo também mineiro Bruno Soares, 10º do ranking de duplas. Com 18 convocações e membro da equipe brasileira desde 2005, ele mantém o orgulho de representar o país numa competição por equipes. “A expectativa de voltar a defender o Brasil na Davis é sempre muito boa. É uma competição extremamente especial por causa honra máxima que é ser convocado, representar o país, a bandeira, e vestir a camisa da seleção. Tenho certeza que todo mundo vai chegar com foco máximo no objetivo, que é ganhar o confronto”, destaca.

Com seis convocações para a Copa Davis, o cearense Thiago Monteiro (106º do ranking de simples da ATP) espera aproveitar as próximas semanas no circuito internacional para ganhar ainda mais ritmo. “Eu venho em um bom ano e as expectativas são as melhores possíveis. Agora, a meta é se preparar bem, pois tem algumas semanas de torneio para estar em bom ritmo, forte, para chegar no melhor momento possível na Davis. Temos que buscar a vitória nesse confronto para, no ano que vem, retornar à elite do tênis”, diz.

Uma das grandes novidades entre os convocados é o mineiro João Menezes, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, já sob o comando de Jaime Oncins, e número 212 da ATP. Essa será a primeira vez de Menezes na equipe principal da Davis, embora ele tenha sido convidado para participar dos treinamentos com o grupo em fevereiro, quando o Brasil enfrentou a Bélgica. “Desde o começo do ano eu disse que seria um objetivo meu: jogar a Davis. Espero representar o país na Davis do mesmo jeito que representei no Pan, com garra, empenho e dando o máximo de mim. Além disso, será ótimo voltar a trabalhar com o Jaime. Mais uma semana de aprendizado com ele é um tempo muito bem aproveitado. Sem o Jaime, não teria vindo a medalha de ouro no Pan”, conta Menezes.

“A expectativa para a Davis é sempre a mesma: ajudar a equipe a sair com os melhores resultados e tirar o melhor desta semana. Passei uma semana bem legal com o Jaime no Pan-Americano e gostei do método de trabalho dele”, completa Thiago Wild, número 372 na ATP.

Foto: Luiz Candido, Divulgação

Menezes fica com o ouro e encerra boa participação do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima

O tênis brasileiro segue com sua tradição nos Jogos Pan-Americanos e fechou sua participação em Lima, no Peru, com duas medalhas.

Depois do bronze conquistado nas duplas feminina, com Carolina Meligeni e Luisa Stefani, João Menezes chegou ao lugar mais alto do pódio no domingo.

Na disputa pela medalha de ouro, o brasileiro participou de uma batalha contra o chileno Marcelo Tomas Barrios Vera, vencendo no 3º set por 6/4, fazendo o Brasil chegar ao topo mais uma vez, depois de Flavio Saretta, que triunfou nos Jogos do Rio, em 2007.

Foi uma participação muito boa do Brasil, que ainda teve chances de mais um bronze com a Carol Meligeni, que perdeu a disputa para a paraguaia Veronica Cepede Royg.

Com o resultado, Menezes fica muito, muito perto de garantir uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Para isso, basta ocupar um lugar dentro do top-300 da ATP, em junho do ano que vem.

 

Com tradição nos Jogos Pan-Americanos, tenistas brasileiros falam sobre a emoção da conquista de uma medalha

Acostumados ao individualismo inerente à modalidade, são poucos os tenistas que têm a oportunidade de representar o País em competições em equipe como Copa Davis, Jogos Olímpicos e Jogos Pan-americanos. Com histórico de vitórias e conquistas desde o início das disputas do Pan, o Brasil mantém sua tradição nos Jogos de 2019, que estão sendo disputados em Lima, no Peru.

Carolina Meligeni e Luisa Stefani levaram o bronze nas duplas e, neste domingo, João Menezes vai em busca do ouro na chave de simples.

A Tennis View voltou no tempo e ouviu alguns dos principais tenistas brasileiros que brilharam em Jogos Pan-americanos como Thomaz Koch, Patrícia Medrado, Fernando Meligeni, Joana Cortez, André Sá, entre outros, para saber os momentos marcantes e o quanto as conquistas representaram em suas carreiras. Confira abaixo os depoimentos dos tenistas, e logo depois a lista com todos os medalhistas brasileiros:

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

Flávio Saretta

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Cidade do México 1955
Bronze 
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro
Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella 

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

Guadalajara 2011

Prata

Rogério Dutra Silva

Bronze

Rogério Dutra Silva/Ana Clara Duarte

Por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri