Estudo mostra que Federer é o jogador que mais vence pontos quando perde uma partida

Uma análise da ATP concluiu que o suíço Roger Federer é o jogador que teve o maior porcentual de pontos vencidos mesmo quando perdeu suas partidas, pelo menos desde 1991, quando houve o início da disponibilização das estatísticas.

Federer obteve uma média de quase 48% dos pontos vencidos quando saiu derrotado de quadra, em um dado que leva em conta 491 jogadores que perderam pelo menos 50 partidas em torneios ATP e Grand Slam.

Confira abaixo os jogadores que tiveram melhor aproveitamento em pontos vencidos depois de perderem seus jogos:

Fonte: ATP

ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

Memórias do bicampeonato: Guga bate Norman e conquista o seu 2º título em Roland Garros

GUGA É CAMPEÃO EM ROLAND GARROS

Brasileiro conquista o bicampeonato em Paris e a liderança da Corrida dos Campeões

Com um tênis espetacular, digno de melhor jogador da temporada, Gustavo “Guga” Kuerten entrou mais uma vez para a história do tênis mundial, neste Domingo, ao conquistar pela segunda vez o campeonato de Roland Garros. Para garantir a vitória, Guga teve que salvar 11 match points, diante do sueco Magnus Norman e ao fim de 3h44min pôde erguer o troféu, tendo superado Norman, por 3 sets a 1, parciais de 6/2 6/3 2/6 7/6 (6).

Campeão do torneio em 97, Guga entrou na quadra central do complexo, solto e arrasador. Saiu quebrando o primeiro serviço do sueco, que antes de perder a partida ocupava a liderança da Corrida dos Campeões, e repetiu a quebra no 2×0, chegando a fazer 4×0 em Norman. No 5/2 sacou para o primeiro set e com uma curtinha de direita fechou o primeiro set. Na Segunda série, Guga repetiu a quebra no primeiro game e novamente no quarto, abrindo 5/1. No 5/2 o sueco quebrou o serviço de Guga, mas ele devolveu em seguida, fazendo 6/3 e ficando com dois sets a zero. Na terceira série, foi Norman quem quebrou os serviços de Guga, no 2×2 e no 4×2, fechando o set em 6/2, com um ace.

O quarto set foi uma verdadeira luta. Norman saiu quebrando o serviço de Guga. No game seguinte foi Guga quem quebrou o saque do sueco. No 2×2 outra quebra a favor de Guga. No 3×4, Guga devolveu e no 5/4, no saque de Norman começou o primeiro de uma série de 11 match points que levariam Guga ao topo novamente. Neste game foram três match points, que Norman salvou com bolas na linha, especialmente a primeira, em que Guga já comemorava a vitória. Mas, Guga manteve-se focado e voltou a Ter quatro match points no 6/5, no saque de Norman. Sem conseguir fechar a partida, a decisão foi para o tie-break.

O primeiro match point de Guga no tie-break veio no 6/3. Norman, no entanto não se entregou e foi só no 7/6, que Guga finalmente conseguiu selar a Segunda vitória em Roland Garros, com uma bola de Norman que ficou fora.

Emocionado, logo após erguer os braços em ar de consagração, Guga foi logo abraçar o técnico Larri Passos, que o acompanha há 10 anos e sempre acreditou que seu pupilo estaria entre os melhores do mundo e também ao amigo, Antônio Carlos de Almeida Braga.

Em seguida, recebeu o troféu das mãos de Boris Becker, e no discurso agradeceu ao técnico, ao irmão Rafael, a avó Olga Schlosser, que chegou ontem a Paris, a Braga, aos amigos, o público e também mandou um beijo à mãe Alice e ao irmão mais novo, Guilherme, que assistiram à vitória pela televisão, em Florianópolis.

“Aqui estou de novo. Feliz por este momento. Eu estava muito nervoso no final do jogo. Foi aqui que eu apareci pela primeira vez, para ganhar o meu primeiro torneio em 97. Foi aqui que meus sonhos começaram a se tornar realidade. Não achei que pudesse voltar aqui e vencer,” disse Guga com o microfone na mão. “Também gostaria de parabenizar o Norman. Nós dois merecíamos estar aqui hoje.”

Após o discurso, Guga posou para fotos com o troféu, acenou para todos os lados da quadra, especialmente para o box onde estavam os amigos e familiares, estourou garrafa de champagne e saiu da quadra ovacionado pela torcida, que tanto o apoiou desde que começou a vencer os grandes jogos em 97.

Outro que estava emociona era o técnico Larri Passos, que conseguiu fazer de Guga o bicampeão de Roland Garros. “Ele estava forte física, psicológica e taticamente. Estava muito bem orientado,” afirmou.

Durante a partida final, Guga marcou nove aces, três duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 69 erros não forçados, fez 17 winners de direita, 10 de esquerda, deu 8 passadas, fez 3 curtinhas e teve 58% de aproveitamento na rede.

“No primeiro ano que eu ganhei aqui, as coisas aconteceram, eu apareci e foi uma surpresa para todo mundo. Muita gente ficou na dúvida se eu iria chegar lá mesmo. Eu nunca duvidei, mas hoje, a vitória veio selar o fato de eu estar entre os melhores do mundo. Veio tudo no momento certo. Estou confiante e sei que posso jogar de igual para igual com todos os jogadores,” disse Guga.

Campeão em Roland Garros, Guga assumirá na Segunda-feira a liderança da Corrida dos Campeões, o ranking que conta os resultados da temporada, com 505 pontos. No ranking mundial, chamado de Entry System, Guga marcou 1000 pontos e deve melhorar a sua atual posição de número cinco.

“Estou feliz de estar em número um na corrida, mas para mim o que vale mesmo é o entry system. No começo do ano as pessoas comentavam que eu estava fora dos 100 e que nem era o número um do Brasil e eu sempre defendi o outro ranking. Esse ranking da corrida não avalia a carreira do jogador e sim reflete o atual momento. Provei, com os meus últimos resultados, que sou o cara que estou jogando melhor no momento.”

Para comemorar o bicampeonato, feito apenas conseguido por Jan Kodes, Ivan Lendl, Guillermo Vilas, Jim Courier, Mats Wilander e Sergi Bruguera, na Era Aberta, Guga sairia para jantar com os familiares e amigos mais íntimos. “Quero curtir esse momento com o meu técnico, meu irmão e os amigos. Quero fazer as coisas que gosto e ficar tranquilo,” comentou Guga, aproveitando para agradecer a compreensão e paciência da imprensa que o acompanhou desde a chegada em Paris até o ponto final da vitória sobre Norman, respeitando os momentos de tranquilidade do atleta. “Eu precisava do tempo para descansar e me concentrar. Foi um lado muito importante para mim e vocês me ajudaram muito desta maneira.”

Na segunda-feira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/ Pepsi/Rider/Globo.com) posará para fotos às 14h no Trocadero e à noite deverá regressar ao Brasil.

Memórias do bicampeonato: Guga luta por quase 4h, supera Ferrero e vai à final de Roland Garros

Gustavo “Guga” Kuerten superou outra longa batalha e está na final do torneio de saibro mais importante do mundo.

Nesta sexta-feira, na quadra central de Roland Garros ele derrotou o espanhol Juan Carlos Ferrero, por 3 sets a 2, parciais de 7/6 4/6 2/6 6/4 6/3, em 3h38min de muita luta.


“O Ferrero realmente surpreendeu pela maneira como jogou solto nesta semifinal. Mais uma vez superei e sobrevivi,” disse Guga, logo após deixar a quadra central do complexo.

Agora, no domingo, Guga, que marcou 17 aces e teve 50% de aproveitamento do primeiro serviço, enfrentará o sueco Magnus Norman, líder da Corrida dos Campeões, pelo bicampeonato em Paris e também pela liderança da Corrida, em que atualmente é o vice-líder.

Memória: Há 20 anos, Guga vencia com tranquilidade na estreia da campanha do bicampeonato em Roland Garros

BRASILEIRO DERROTOU SUECO POR 3 SETS A 0

Gustavo “Guga” Kuerten arrasou na sua estréia em Roland Garros, nesta segunda-feira. Em apenas 1h13min de jogo, na quadra Suzanne Lenglen, ele derrotou o sueco Andreas Vinciguerra, por 3 sets a 0, parciais de 6/0 6/0 6/3 e enfrentará, na próxima rodada, na quarta-feira, o argentino Marcelo Charpentier.

Confiante e praticamente sem cometer erros, Guga chegou a fazer 15 games a zero no sueco, 53º colocado no ranking mundial e 40º na Corrida dos Campeões considerado uma das novas revelações do circuito. O sueco só foi conseguir fazer um game em Guga, quando o placar marcava 6/0 6/0 3/0. Vinciguerra manteve o seu serviço, mas em seguida foi quebrado por Guga, que fez 5/1 e sacou para o jogo. Mas, não conseguiu fechar e Vinciguerra fez mais dois games. No 5/3, na primeira oportunidade que teve, Guga não titubeou e confirmou a sua grande fase.

“Foi um dia perfeito para mim, uma estréia que não esperava. É difícil você jogar a primeira partida de um torneio e apresentar o seu melhor tênis. Vou aproveitar, porque daqui pra frente só deve vir pedreira,” disse Guga, que fez dois aces, uma dupla-falta, teve 54% de aproveitamento do primeiro serviço, 65% dos pontos vencidos com o primeiro saque, cometeu 25 erros não-forçados e marcou 21 winners. No total, Guga venceu 90 pontos no jogo e ganhou seis games de zero, em que o sueco não marcou um ponto.

“Comecei muito forte e já entrei no mesmo ritmo que venho jogando nos últimos torneios. Ele ficou um pouco frustrado e não encontrou a maneira de vencer os pontos. Eu estava muito relaxado, por ter saído na frente. Não fiz muitos erros, estava sólido e colocando pressão no cara o tempo todo,” contou Guga.

Por ter vencido Vinciguerra, a quem enfrentou pela primeira vez na carreira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) marcou 35 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros sete na Corrida dos Campeões, em que ocupa o segundo posto.

Na próxima rodada, na quarta-feira, Guga enfrentará o argentino Marcelo Charpentier, que veio do qualifying, ocupa a 230ª posição no ranking mundial e não está listado na Corrida dos Campeões, e hoje derrotou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 2.

Guga e Charpentier se enfrentaram quatro vezes, no início da carreira do brasileiro na ATP. Eles estão empatados em dois nos confrontos diretos e a última vez que jogaram, no ATP Tour de Bolonha, em 97, Guga venceu. “Estou mais preocupado comigo e não com o adversário. Estou confiante e acho que posso passar desta rodada,” disse Guga, que aproveitou para comentar a sua boa fase, mais madura. “Estou muito mais focado, tranquilo e confiante. Às vezes, em um jogo, perco a tranquilidade, mas o foco e a concentração estão me ajudando a ganhar partidas. Estou mais forte mentalmente.”

LÍDER DE ACES– Nas estatísticas divulgadas pela ATP, nesta segunda-feira, Guga permaneceu na primeira posição no ranking de aces, somando 321 em 33 partidas. Com os dois aces de hoje, tem agora 323 em 35 jogos no ano. Guga também está bem classificado nas estatísticas de pontos vencidos com o primeiro serviço. Ele está em quinto, com 78%. No ranking de games de saque vencidos, Guga aparece em 7o, com aproveitamento de 84%.

Nas listagem de vitórias e derrotas da temporada, Guga é o 3º atrás somente de Magnus Norman e Lleyton Hewiit, com 27 (agora 28) vitórias e 10 derrotas. Neste ranking no saibro, Guga é o segundo, depois de Mariano Puerta, tendo vencido 21 (agora 22) jogos e perdido seis.

Depois de 10 longos meses de suspensão, Bia Haddad está liberada pra voltar ao circuito (quando este retornar)

Acabou! Beatriz Haddad Maia está livre para fazer o que mais gosta novamente. Jogar tênis!

Nesta sexta-feira, Bia cumpriu a sua longa espera de 10 meses por suspensão por doping, que começou a contar de forma provisória no dia 23 de julho de 2019.

O exame em questão foi feito no dia 4 de junho do mesmo ano, no WTA de Bol, na Croácia.

Vale lembrar que a tenista brasileira conseguiu provar a contaminação cruzada de um suplemento, mas a ITF não a eximiu de responsabilidades. Nestes casos, cada vez mais, as entidades entendem que é de responsabilidade do atleta o que ele coloca em seu corpo. Resultado: 10 meses. 10 longos meses, principalmente pra Bia.

A única notícia que “ameniza” esse período é que a espera acabou com menos impacto no ranking, já que o circuito está parado desde março, em virtude da pandemia no novo coronavírus.

Atualmente, Bia Haddad é a nº 286 do ranking da WTA.

Diretor do Australian Open admite a possibilidade de torneio, se for realizado, ter apenas torcedores australianos em 2021

O diretor do Australian Open, Craig Tiley, deu uma entrevista para a a Associeted Press Australia e detalhou o que o torneio vem pensando como possibilidade para a edição de 2021 do primeiro Grand Slam da temporada.

Inclusive, fica clara em sua fala a chance de o torneio não ser disputado ou que tenha apenas a presença de público australiano.

“O tênis australiano está comprometido com a questão da Covid-19. Na pior das hipóteses, não teríamos a realização do torneio. Na melhor, teríamos apenas público australiano e com jogadores que poderiam chegar aqui seguindo as recomendações de quarentena. Não descartamos a presença de torcedores de outros países, mas é um cenário que requer planejamento.”

“Temos que analisar todos os cenários possíveis, pois muitas de nossas decisões ficarão fora do nosso controle, sendo relacionadas às medidas adotadas por governos. Precisamos ter todos os protocolos possíveis.” concluiu.

Há 20 anos, Guga fazia grande partida, mas perdia pro Sampras na final de Miami em jogo de alto nível e marcações duvidosas

Há exatos 20 anos, no dia 02 de abril de 2000, Gustavo Kuerten entrava em quadra para fazer mais um grande jogo na sua carreira, na final do Masters 1000 de Miami – na época Masters Series – diante do norte-americano Pete Sampras, um dos maiores de todos os tempos, que jogava com o apoio da torcida.

Ainda nos tempos de finais em 5 sets, os dois jogaram em altíssimo nível por mais de 3 horas, em partida que acabou com vitória de Sampras por 6/1 6/7(2) 7/6(5) e 7/6(8).

A partida ficou marcada também por bolas duvidosas, especialmente uma no tiebreak do set decisivo. Em um tempo sem desafio, restou ao brasileiro e toda sua torcida a reclamação diante dos árbitros.

Meses depois, os dois se reencontraram, na semifinal da Masters Cup, em Lisboa, com vitória do brasileiro, que seguia para a final, pro título e pro topo do ranking.

Na chave de Miami, Guga passou por grandes desafios desde o início, encarando Arnaud Clement, Goran Ivanisevic, Gianluca Pozzi, Wayne Ferreira e Andre Agassi antes da final.

O jornal O Globo do dia seguinte reconheceu a grande atuação do brasileiro, com a capa abaixo:

Confira também em seguida o release pós-final, produzido pela Diana Gabanyi, editora-chefe da Tennis View e então assessora de imprensa do Guga:

GUGA É VICE-CAMPEÃO EM MIAMI
Próximo desafio é a Copa Davis
Gustavo “Guga” Kuerten fez de tudo, mas não conseguiu conter o jogo do norte-americano Pete Sampras, número dois do mundo e acabou ficando com o vice-campeonato do Ericsson Open, o quinto maior torneio do mundo. Neste domingo, na final, Sampras venceu Guga por 3 sets a 1, parciais de 6/1 6/7 (2) 7/6 (5) 7/6 (8), em 3h18min de um tênis espetacular.
Depois de um primeiro set complicado, em que não teve praticamente chances diante de Sampras, Guga teve seu serviço quebrado no 1×2 e no 1×5, perdendo por 6/1. Na segunda série a situação também começou bem complicada para o brasileiro, que perdeu seu saque no 2×2. Mas, quando o dono de 12 títulos de Grand Slam sacava para fechar o set, no 5×4, Guga conseguiu quebrá-lo e levar a decisão para o tie-break, em que atuou brilhantemente vencendo por 7/2 e empatando o jogo.
No terceiro set não houve quebras de serviço e Guga conseguiu se sair de situações difíceis, como três break points no 3×4 e a decisão foi outra vez para o tie-break. Desta vez, no entanto, mesmo tendo salvado dois set points, Sampras fechou o set e ficou com uma vantagem de 2 sets a 1.
Na quarta série, com a quadra central do Crandon Park alternando gritos de ole Guga e let’s go Pete, o jogo virou uma verdadeira guerra de jogadas fantásticas de ambos os tenistas e outra vez sem quebras de serviço a decisão do set foi para o tie-break. Sampras abriu 6/2 e teve quatro match points seguidos, que Guga salvou com excelentes serviços e devoluções de saque. No 6/7, mais um match point para o norte-americano e Sampras fez dupla-falta. Depois no 7/8, com outro match point, Guga conseguiu se salvar empatando tudo.Mas, no seu serviço uma bola de Sampras foi na linha, segundo o juiz e Sampras teve o sétimo match point, que não desperdiçou.
“Foi uma grande semana para mim, especialmente com o apoio da torcida brasileira que foi maravilhosa. Pelo menos tentei ganhar do Agassi e do Sampras no mesmo torneio, mas meu jogo não foi suficiente. De qualquer maneira estou feliz pela semana que tive e ter disputado essa final, pela primeira vez, foi incrível,” disse Guga, na cerimônia de entrega de prêmios.
Durante o jogo Guga marcou 16 aces, quatro duplas-faltas, teve 57% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 68% dos pontos com o primeiro saque, fez 54 winners, 19 erros não forçados, 68% de aproveitamento na rede e 147 pontos vencidos no total.
De acordo com os cálculos da ATP, com os 350 pontos conquistados por ter alcançado a final, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider), atual 6º colocado no ranking mundial, aparecerá na quarta posição nesta segunda e na Corrida dos Campeões, em que hoje é o 26º, será o oitavo.

Relembrando as 20 últimas finais de Indian Wells

Se o coronavírus não tivesse assolado o planeta, a maiora de nós estaria, a essa hora, assistindo a final de Indian Wells. Teríamos visto a decisão feminina e depois assistiríamos a final masculina. Mas, essa imagem ficará para 2021.

Há duas semanas, na véspera do qualifying do torneio de Indian Wells começar, a organização do evento tomou a decisão de cancelar a competição da ATP e da WTA. Muitos ficaram em choque.

Diversos tenistas ficaram sabendo pelo twitter. A Califórnia começava a registrar aumento dos casos do COVID-19 e a região onde o torneio é disputada é habitada por idosos em sua maioria. Foi uma medida de precaução. Dois dias depois 6 casos foram registrados na região de Palm Springs. Indian Wells foi o primeiro grande evento esportivo mundial a ser cancelado. O quinto maior torneio de tênis do mundo.

Era só o começo de uma disrupção no mundo esportivo, o começo de um alerta. Parecia tudo muito distante daqui… Duas semanas depois, pelo menos em São Paulo, estamos todos confinados, sem esportes na TVm essa notícia do cancelamento de Indian Wells, parece coisa do passado e ainda é apenas o primeiro torneio de tênis cancelado do calendário integralmente. A competição só tem data prevista para voltar na segunda semana de junho (dia 06). Mas, a probabilidade é que demore ainda mais.

Vamos aproveitar este domingo que seria tenístico para relembrar as finais dos últimos 20 anos em Indian Wells, tanto da ATP, quanto da WTA?

Você se lembra, por exemplo, que o Guga foi vice-campeão em 2003. Perdeu para o Hewitt. E no ano 2000 o campeão foi o Corretja, ganhando do Enqvist na final. Entre 2011 e 2017 só Federer, Nadal ou Djokovic ganharam Indian Wells. Aí veio o Delpo em 2018 e no ano passado, o Thiem, que nem pôde defender o seu título. Entre 2004 e 2009 também só deu Federer, Djoko ou Nadal. A exceção em 2010 foi o hoje técnico do Fed, o Ljubicic. No início do milênio, quando o torneio ainda estava longe de ser o que é hoje, mas não deixava de ser um Masters 1000, Agassi ganhou do Sampras na final de 2001.

Entre as mulheres o domínio não foi assim tão absoluto. Especialmente porque Serena e Venus Williams deixaram de jogar a competição por anos, devido a ofensas racistas que sofreram (de 2001 a 2015). Fora a vitória da Serena em 2001 e da Andreescu no ano passado, no torneio que deu o start do seu ano fenomenal, as vitórias nos outros 18 anos foram apenas de tenistas europeias ou da japonesa Osaka. Clijsters, Henin, Sharapova, Azarenka, Ivanovic, Jankovic, Hantuchova, Zvonareva, Vesnina e Halep deixaram suas marcas no deserto californiano.

 

2019 – Dominic Thiem d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/5

Bianca Andreescu d. Angelique Kerber:  6/4 3/6 6/4

2018 – Juan Martin Del Potro d. Roger Federer: 6/4 6/7(8) 7/6(2)

Naomi Osaka d. Daria Kasatkina: 6/3 6/2

2017 – Roger Federer d. Stan Wawrinka: 6/4 7/5

Elena Vesnina d. Svetlana Kuznetsova: 6/7(6) 7/5 6/4

2016 – Novak Djokovic d. Milos Raonic: 6/2 6/0

Victoria Azarenka d. Serena Williams: 6/4 6/4

2015 –  Novak Djokovic d. Roger Federer: 6/3 6/7(5) 6/2

Simona Halep d. Jelena Janković: 2/6 7/5 6/4

2014Novak Djokovic d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/6(3)

Flavia Pennetta d. Agnieszka Radwańska: 6/2 6/1

2013Rafael Nadal d. Juan Martín del Potro: 4/6 6/3 6/4

Maria Sharapova d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/2

2012Roger Federer d. John Isner: 7/6(7) 6/3

Victoria Azarenka d. Maria Sharapova: 6/2 6/3

2011Novak Djokovic d. Rafael Nadal: 4/6 6/3 6/2

Caroline Wozniacki d. Marion Bartoli: 6/1 2/6 6/3

2010Ivan Ljubičić d. Andy Roddick: 7/6(3) 7/6(5)

Jelena Janković d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/4

2009Rafael Nadal d. Andy Murray: 6/1 6/2

Vera Zvonareva d. Ana Ivanović: 7/6(5) 6/2

2008Novak Djokovic d. Mardy Fish: 6/2 5/7 6/3

Ana Ivanović d. Svetlana Kuznetsova: 6/4 6/3

2007Rafael Nadal d. Novak Djokovic: 6/2 7/5

Daniela Hantuchová d. Svetlana Kuznetsova: 6/3 6/4

2006Roger Federer d. James Blake: 7/5 6/3 6/0

Maria Sharapova d. Elena Dementieva: 6/1 6/2

2005Roger Federer d. Lleyton Hewitt: 6/2 6/4 6/4

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 4/6 6/2

2004Roger Federer d. Tim Henman: 6/3 6/3

Justine Henin-Hardenne d. Lindsay Davenport: 6/1 6/4

2003Lleyton Hewitt d. Gustavo Kuerten: 6/1 6/1

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 7/5

2002Lleyton Hewitt d. Tim Henman: 6/1 6/2

Daniela Hantuchová d. Martina Hingis: 6/3 6/4

2001Andre Agassi d. Pete Sampras: 7/5 7/5 6/1

Serena Williams d. Kim Clijsters: 4–6, 6–4, 6–2

2000Alex Corretja d. Thomas Enqvist: 6/4 6/4 6/3

Lindsay Davenport d. Martina Hingis: 4/6 6/4 6/0

 

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Fotos de Cynthia Lum

Marcelo Melo fala sobre cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells e treina para Miami

Depois dos organizadores anunciarem o cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, por causa do coronavírus (COVID-19), o mineiro Marcelo Melo seguirá treinando no Indian Wells Tennis Garden, na Califórnia (EUA). A preparação, agora, será para o próximo torneio do calendário, também nos Estados Unidos, o Masters 1000 de Miami, na Flórida, com início previsto para o próximo dia 25, e que, por enquanto, teve sua disputa confirmada, em um comunicado nesta segunda-feira (9).

Indian Wells seria realizado a partir desta quinta-feira (12) até o próximo dia 22, o primeiro Masters 1000 da temporada 2020. Marcelo havia iniciado os treinamentos no sábado (7), visando a estreia nesta semana, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot.

“Nós fomos pegos de surpresa. Estávamos no clube, tinha acabado o dia de treinamento normal e aí o pessoal chegou com essa notícia de que o torneio tinha sido cancelado. Antes não havia nenhum tipo de aviso. Eles tomaram essa decisão, logicamente, em precaução da saúde de todo mundo. Não tem pânico, nem nada. A maioria dos jogadores ainda está aqui. E o torneio continuará aberto para nós, para treinarmos”, explicou Melo.

A decisão dos organizadores foi anunciada no domingo (8), após a declaração de emergência de saúde pública, com o surgimento de um caso confirmado do coronavírus em Coachella Valley, determinando o cancelamento de todos os eventos esportivos da região.

“Vou permanecer por aqui e continuarei treinando normalmente. Não sabemos ainda como vai ficar relacionado a ranking, como vão fazer com os pontos, quais torneios futuros serão cancelados ou não. Muito difícil falar agora o que vai acontecer. Mas está tudo tranquilo aqui, tudo certo”, completou Marcelo.