Beatriz Haddad Maia é vice campeã do WTA 1000 de Toronto

Beatriz Haddad Maia encerrou a sua grande semana no WTA 1000 de Toronto. Disputando a final, a brasileira foi superada pela romena Simona Halep, ex-número 1 do mundo, em 6/3 2/6 6/3 e 2h15 de partida, ficando com o vice-campeonato do torneio canadense. A campanha  histórica garantiu Bia na 16ª posição do ranking na próxima atualização.

“Estou feliz com a semana. Acredito que, por mais que hoje não tenha saído o resultado que eu gostaria, desde a primeira rodada eu tentei melhorar o meu tênis, fazer coisas que eu não estava fazendo na semana passada, ser agressiva e acreditar mais em mim. Hoje me custou muito depois do 3/0, joguei pra menos. Foram coisas que eu não estava fazendo nos últimos jogos. Perdi seis games consecutivos e isso me custou caro. Mentalmente foi abaixo do que eu estava apresentando. De qualquer forma, estou feliz com a semana. Fiz coisas positivas que vou levar comigo em toda a minha carreira. Tem dias que a gente ganha e tem dias que a gente aprende. Hoje eu aprendi”, resumiu Bia.

Esta foi a quarta final de simples que Bia disputou na sua carreira. Além de um vice no WTA 250 de Seul em 2017, a brasileira foi campeã nos WTA 250 de Birmingham e Nottingham neste ano.

Em Toronto, a brasileira superou grandes nomes do circuito, derrotando  Iga Swiatek (1ª do ranking), Belinda Bencic (12ª), Leylah Fernandez (13ª), Karolina Pliskova (14ª) e Martina Trevisan (26ª). A campanha garantiu Bia na 16ª posição do ranking na próxima atualização, a melhor colocação de sua carreira, e também marcou a paulistana como a primeira brasileira a disputar um WTA 1000 em simples na história.

“Jogar contra grandes jogadoras num torneio grande era um dos meus objetivos. Cada vez mais estar neste meio, conviver, jogar, competir, ganhar, perder, sentir a pressão e ver o que preciso melhorar… A semana foi muito positiva. Isso só mostra que o nosso dia a dia está sendo muito bem construído, a minha equipe está de parabéns. O meu mental e o meu físico foram exigidos durante toda a semana. Hoje fiquei um pouco insatisfeita, mas agora é pensar no próximo jogo porque amanhã já começa outro torneio”, continuou.

A tenista também destacou o apoio da torcida brasileira: “Fiquei feliz com a torcida. Escutei muita gente chamando o meu nome e me dando força. Não só aqui presente, mas também sei que muita gente em casa estava torcendo por mim. É muito legal ver o pessoal assistindo tênis feminino. Sou muito grata por ser essa mulher que representa o Brasil. Um dos meus objetivos não era ser apenas uma tenista top, mas ser uma top que faz a diferença na vida das pessoas. Espero que eu possa ajudar as crianças a acreditarem nos seus sonhos e nelas mesmas. Se eu estou aqui, elas também podem”, finalizou Bia, que dedicou o trofeu ao pai, em domingo de dia dos pais no Brasil.

O próximo torneio de Bia será o WTA 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, para onde já está viajando. Lá, a brasileira enfrentará a campeã de Grand Slam Jelena Ostapenko logo na estreia. Nas duplas, a brasileira estará de volta ao lado da cazaque Anna Danilina e enfrentará Chan/Stosur na primeira rodada.

Foto: WTA/Jimmie48

Beatriz Haddad Maia vence outra favorita e está na semi do WTA 1000 de Toronto

Beatriz Haddad Maia continua avançando no WTA 1000 de Toronto. Após superar a número 1 do mundo na última rodada, nesta sexta-feira foi a vez de Bia vencer a suíça Belinda Bencic, 12ª do ranking, em 2/6 6/3 6/3 e 2h11 de duração para se garantir na semifinal do torneio canadense. O resultado também coloca Bia no top 20.

“Estou me sentindo muito feliz, é um momento muito especial. A gente trabalha muito duro por muitos anos para viver esses momentos. Estou muito orgulhosa de mim e do meu time. Desde a primeira rodada eu venho tendo momentos difíceis nas partidas, sempre tudo muito disputado. A primeira rodada foi muito difícil mentalmente para mim, lutei muito. No começo da partida de hoje eu estava errando um pouco, mas eu disse para mim mesma para continuar jogando e ser positiva porque uma partida pode mudar muito rápido. Acho que dar mais uma chance para mim mesma foi a chave de hoje e é por isso que estou aqui na semifinal”, disse a brasileira.

A semifinal em Toronto é o maior resultado em simples de Bia em sua carreira, além de também conseguir o feito de ser a primeira brasileira em simples a chegar numa semifinal de WTA 1000. O resultado já garante a paulistana no top 20 da WTA, alcançando o maior posto de sua carreira e quebrando um jejum de 18 anos no tênis brasileiro. O último brasileiro a ser top 20 em simples foi Gustavo Kuerten em 2004.

A partida também foi marcada pelo apoio da torcida brasileira presente em Toronto. “Tinha sempre alguém gritando ‘Vamos, Bia’ e hoje também vi muitas bandeiras do Brasil em quadra. Me sinto muito orgulhosa, é muito especial mostrar pro mundo, pros jovens e pras meninas que sonham com isso que você pode tudo”, continuou.  

Agora, Bia vai enfrentar a ex-número 1 do mundo Karolina Pliskova, neste sábado. As duas já se enfrentaram, com Pliskova vencendo no Australian Open de 2018 e a brasileira levando melhor em Indian Wells, no ano passado.

“É semifinal, então todo mundo está jogando bem e se sentindo confiante. Já joguei contra a Pliskova e ela é muito agressiva. Saca muito bem, é difícil jogar contra tenistas assim. Vou tentar focar mais no meu jogo e analisar o que fiz hoje em quadra para melhorar o meu tênis. É hora de curtir e deixar tudo na quadra”, finalizou Bia.

Foto: WTA/Jimmie48

Gabriela Cé vence de virada e é campeã do IPG Open Feminino, no Rio de Janeiro

A gaúcha Gabriela Cé conquistou neste domingo seu primeiro título ITF W25 da carreira e o primeiro da temporada ao ser campeã do IPG Open Feminino. Na decisão do torneio, na quadra central Thomaz Koch do Paissandu Atlético Clube, a brasileira, cabeça de chave 1 e 322ª no ranking da WTA, derrotou a boliviana Noelia Zeballos Melgar, cabeça e 565ª, por 4/6 7/5 6/3.

Foi uma verdadeira batalha em quadra, que durou 3h30. A boliviana começou melhor na partida, abrindo 3/0. Cé buscou o empate e, depois disso, cada game foi disputado ponto a ponto.

“Hoje eu tive que me superar”, admitiu Cé. “A Noelia esteve muito perto de ganhar, estava jogando em um belo nível. Então tive que tirar um algo a mais, uma combinação de cabeça, coração e tênis que fez a diferença e me levou ao título. Saio daqui com bastante confiança, principalmente mentalmente”, completou a brasileira.

Pela conquista do título, Cé somou 78 pontos no ranking mundial e ganhou uma premiação de US$ 3.935. Já a vice-campeã ficou com 47 pontos e US$ 2.110 em prêmios.

Criado pelo Instituto Próxima Geração como forma de ajudar no fomento e desenvolvimento do tênis brasileiro, o IPG Open Feminino cumpriu o seu papel no Rio de Janeiro. Das 32 tenistas na chave principal, 20 eram brasileiras com algumas delas garantindo seus primeiros pontos no ranking mundial, como a paulista Camilla Bossi e a carioca Sthefany Lima.

Resultados finais:

Simples – Gabriela Cé (BRA) d. Noelia Zeballos Melgar – 4/6 7/5 6/3

Duplas – Thaisa Pedretti (BRA)/Noela Zeballos Melgar (BOL) d. Riya Bathia (IND)/Maria Paulina Perez-Garcia (COL) – 6/3 6/1

O IPG Open Feminino 2022 é apresentado pelo Banco BV, com os apoios de Wilson, Trousseau, Via Mia, Granado Pharmacias, Frescatto, Z2 Foods, Grupo GPS, Minalba e Paissandu Atlético Clube. Chancela – ITF (Federação Internacional de Tênis), CBT (Confederação Brasileira de Tênis e Tênis RJ. Realização – Instituto Próxima Geração.

Foto: Marcello Zambrana/DGW

Melo e Klaasen jogam a final do ATP 250 de Los Cabos, neste sábado, no México

O mineiro Marcelo Melo e o sul-africano Raven Klaasen decidem neste sábado (6) o título do ATP 250 de Los Cabos. Na noite desta sexta-feira (5), a dupla – cabeça de chave número 4 – avançou para a final no México com mais uma ótima atuação, sem dar chances aos adversários, derrotando o argentino Tomas Martin Etcheverry e o taiwanês Chun-Hsin Tseng por 2 sets a 0, com um duplo 6/3, em 1h08min. Na decisão, às 20h30 (horário de Brasília), enfrentarão o norte-americano William Blumberg e o sérvio Miomir Kecmanovic, que venceram os cabeças de chave 1, o mexicano Santiago Gonzalez e o argentino Andres Molteni, por 2 a 1 (3/6, 7/5 e 13-11).

Foram três jogos, três vitórias e nenhum set perdido na quadra dura mexicana nesta semana até agora para o mineiro e o sul-africano. E esta será a 69ª final da carreira de Melo, a quarta nesta temporada, em busca da primeira conquista de 2022. O mineiro tem 35 títulos na carreira, 15 de ATP 250. Melo e Klaasen chegam à segunda decisão juntos no ano – foram vice-campeões no ATP 250 de Newport (EUA), na grama. 

“Foi excelente o jogo. Não pecamos em nada. Conseguimos entrar e imprimir o nosso ritmo, do primeiro ao último ponto, o que foi decisivo. Aproveitamos as chances de break, salvamos os breaks quando sacamos. E é assim que tem de ser, jogando bem nos momentos importantes”, explicou Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro e BMG, com apoio da Volvo, Head, Voss e Asics. “Agora é usar esse momento, essa confiança para a final, para tentar levantar o troféu de campeão. Mas muito focados no que temos de fazer. Se continuarmos assim, temos boas chances”, completou.

No primeiro set, Melo e Klaasen aproveitaram a única chance de break que tiveram, no oitavo game, para marcar 5/3 e vencer, na sequência, por 6/3, após uma série muito disputada. No segundo set, a quebra veio no sétimo game, para o mineiro e o sul-africano passarem à frente, 4/3. Com mais um break, no nono game, fecharam em novo 6/3, comemorando a vaga na decisão.

Este é o segundo torneio em quadra dura de Melo e Klaasen, que voltaram a formar dupla neste ano, após duas semanas de parceria em 2015. Disputaram a temporada de grama e, antes de Los Cabos, jogaram no ATP 250 de Atlanta (EUA). Em 2015, conquistaram o Masters 1000 de Xangai, na China, e o ATP 500 de Tóquio, no Japão. 

O mineiro ocupa a 41ª colocação no ranking mundial individual de duplas divulgado na segunda-feira (1º) pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com 1.845 pontos. Klaasen, 39 anos, é o atual número 51 do mundo, com 1.475 pontos.

Foto: @AbiertoLosCabos

Gabriela Cé e mais cinco brasileiras estreiam com vitória no IPG Open Feminino no Rio

Principal favorita ao título do IPG Open Feminino – ITF W25, a gaúcha Gabriela Cé, 322ª no ranking da WTA, estreou com vitória, nesta quarta-feira, no Paissandu Atlético Clube, no Rio de Janeiro. Cé venceu a norte-americana Sabastiani Leon, 913ª, por 6/1 6/2.

“Estreia é sempre complicada, mas tive uma boa atuação nas condições que tenho hoje e lidei bem com as situações adversas. Agora é pensar um dia de cada vez, sempre buscando evoluir no dia seguinte e vamos por mais”, disse Gabi, que encara nas oitavas a argentina Maria Victoria Burstein.

Outras cinco brasileiras também avançaram às oitavas de final nesta quarta-feira. A gaúcha Nicole Serraglio, ainda sem ranking da WTA, vem surpreendendo no torneio. Passou o qualifying e conquistou sua primeira vitória em uma chave profissional ao derrotar a carioca Ana Rosa Klabin, por 6/2 6/0. Camilla Bossi, Luiza Fullana, Catarina Melleiro e Júlia Konishi também venceram.

“Eu estava nervosa, bem ansiosa para jogar. Tentei me manter concentrada para fazer o meu jogo, perdi um pouco o foco, mas consegui voltar, imprimir o meu ritmo e seguir firme”, afirmou Nicole, que enfrena na próxima rodada a peruana Romina Ccuco, cabeça 7. “Será um jogo duro, alto nível. Espero fazer um bom jogo e dar o meu melhor. Quero muito ganhar, seguir adiante e aproveitar ao máximo esse torneio”, completou.

O IPG Open Feminino distribui uma premiação total de US$ 25 mil, além de pontos no ranking mundial da WTA (Associação das Tenistas Profissionais).

Resultados desta quarta-feira:

Nicole Serraglio (BRA) d. Ana Rosa Klabin (BRA) – 6/2 6/0

Ana Sofia Sanchez (MEX) d. Gabriela Felix (BRA) – 6/1 60

Gabriela Cé (BRA) d. Sabastiani Leon (USA) – 6/1 6/2

Camilla Bossi (BRA) d. Tiziana Rossini (ARG) – 7/5 6/2

Luiza Fullana (BRA) d. Bianca Bernardes (BRA) – 4/6 6/1 6/2

Rushri Wijesundera (USA) d. Maria Mauad (BRA) – 6/1 6/1

Maria Victoria Burstein (ARG) d Paola Dalmônico (BRA) – 6/7 6/3 4-0 ret

Noelia Melgar (BOL) d. Maria Carolina Turchetto (BRA) – 6/0 6/3

Julia Konishi (BRA) d. Meisha Kendall-Woseley (USA) – 6/7 6/3 6/2

Maria Perez-Garcia (COL) d. Maria Luisa Oliveira (BRA) – 6/1 6/3

Catarina Melleiro (BRA) d. Helena Bueno (BRA) – 6/3 6/3

Programação desta quinta-feira:

Quadra Central – Thomaz Koch

10h

Thaisa Pedretti (BRA) x Sthefany Lima (BRA)

A seguir

Ana Candiotto (BRA) x Ana Sofia Sanchez (MEX)

Não antes das 13h

Gabriela Cé (BRA) x Maria Victoria Burstein (ARG)

Quadra 1

10h

Camilla Bossi (BRA) x Rushri Wijesundera (USA)

A seguir

Julia Konishi (BRA) x Riya Bhatia (IND)

Não antes das 13h

Noelia Melgar (BOL) x Catarina Melleiro (BRA)

Quadra 2

10h

Romina Ccuno (PER) x Nicole Serraglio (BRA)

A seguir

Luiza Fullana (BRA) x Maria Paulina Perez-Garcia (COL)

Foto: Marcello Zambrana/DGW

Bruno Soares embarca para gira da América do Norte, de olho no US Open

Bruno Soares está nos momentos finais de sua preparação para a gira norte-americana. Com viagem marcada para esta quinta-feira, o mineiro partirá para os Estados Unidos, onde retornará às quadras após algumas semanas se recuperando da série de torneios na Europa e treinando no Brasil.

“Essa é a minha gira favorita do calendário, sem dúvida nenhuma. Tive muito sucesso no passado. Já fui campeão pelo menos uma vez em todos esses torneios, então me traz boas memórias, boas energias e muita expectativa”, disse Bruno.

O brasileiro começará pelo ATP 500 de Washington, que terá início no dia 1º de agosto. Depois, Bruno irá para o Masters 1000 de Montreal, no Canadá, e para o Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, antes da disputa do US Open.

“Eu tenho um caminhão de pontos para defender no US Open. Preciso aproveitar que, por causa da apendicite que tive no ano passado, acabei não jogando os torneios preparatórios. É ir pra somar, tentar defender esses pontos e ir em busca de um grande resultado na gira”, finalizou.

Em 2021, Bruno Soares sofreu com uma apendicite quando estava a caminho dos Jogos Olímpicos de Tóquio e precisou passar por uma operação. Na recuperação, o mineiro ficou de fora do circuito durante toda a gira preparatória do US Open, voltando a disputar torneios justamente no Grand Slam nova iorquino. Lá, Bruno e seu parceiro da época, o croata Mate Pavic, foram vice-campeões, caindo para Ram/Salisbury na decisão.

Foto: FotoJump

Experiência inesquecível! Vencedores do Torneio Winners 2022 participam de clínica no Centro de Treinamento Kirmayr

Em fevereiro de 2022, o Rio Open proporcionou a jovens tenistas integrantes de projetos sociais a oportunidade única de competir nas quadras do Jockey Club Brasileiro e de viver todo o ambiente de um ATP 500 através do já tradicional Torneio Winners, realizado desde 2014. E para os meninos e meninas que venceram o Torneio Winners, as experiências inesquecíveis não acabaram em fevereiro, pois, como prêmio pela conquista, eles ganharam o direito de participar de uma clínica no Centro de Treinamento Kirmayr, clínica esta que foi realizada entre os dias 10 e 17 de julho.

Durante o período no CT Kirmayr, que fica localizado em Serra Negra (SP) e é reconhecido como um dos mais bem estruturados da América Latina, Bernardo Félix Torres (12 anos), Lidiny de Santana Silva (13 anos), Arthur Luis Moraes Stys (13 anos), Valter Albuquerque (16 anos), Vitória Almeida (18 anos), e Rafael Henrique Feitosa de Moura (17 anos) realizaram treinos físicos e técnicos em dois turnos, assistiram a aulas teóricas e palestras sobre temas como regras, táticas e história do Tênis e participaram de um torneio interno, tudo isso sob os olhares do próprio Kirmayr. E fora das quadras, ainda sobrou tempo para curtir uma ótima música ao som da “Kirma’s Band” – formada pelo Kirmayr e outros treinadores do CT.

“Receber os campeões do torneio Winners do Rio Open, na verdade, foi um prêmio para nós, para toda equipe do CT Kirmayr.  Jovens talentosos, determinados, habilidosos e de uma educacao excelente, que notoriamente são muito bem orientados, por suas famílias e pelos projetos sociais a que pertencem. Estão todos de parabéns,” disse Carlos Kirmayr.
“Criamos vínculos com estes jovens, e eles sabem que as portas e nossos corações estão abertos para eles sempre,”concluiu Cecilia Kirmayr.

Em 2022, o Torneio Winners recebeu jovens dos projetos sociais Futuro Bom, Tênis na Lagoa, Escolinha de Tênis Fabiano de Paula e Paraty Tênis. Cabe ressaltar ainda que cada projeto social vencedor do Torneio Winners recebeu um voucher para uma semana de treinamentos na IMG Academy, e que três sorteados entre os projetos também ganharam uma bolsa de Ensino Médio no Curso e Escola SEI.

“Foi muito bom passar esse período no CT do Kirmayr. A companhia foi ótima. O pessoal dos outros projetos era muito legal. Consegui aprimorar bastante a minha técnica. Os treinos também foram focados na parte tática do jogo, que com certeza é muito importante e algumas vezes acabamos deixando de lado,” relatou Vitória Almeida, que através do Rio Open já foi boleira no ATP Finals.

Para Valtinho Albuquerque, que esteve em outras edições do Winners e seus prêmios, a experiência foi única.  “Conheci novos métodos de treinamento. O Kirmayr e a Cecília foram super acolhedores e não deixaram faltar nada. Foi uma semana ao mesmo tempo muito legal e puxada, com treinamentos de manhã e de tarde, com mais de 2 horas cada turno.
Uma das etapas do treinamento foi vermos vídeos de nós mesmos jogando. Fazia tempo que eu não via a minha técnica, os meus erros e acertos. Isso tudo com dicas do Kirmayr durante os vídeos.
São experiências únicas que o Rio Open proporciona e eu agradeço pela oportunidade.”

O Rio Open, maior torneio de Tênis da América do Sul, chega à sua nona edição, de 18 a 26 de fevereiro de 2023, no Jockey Club Brasileiro (RJ), apresentando em sua galeria de campeões nomes como Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere, Cristian Garin e Carlos Alcaraz, atual sétimo colocado do mundo, que já está confirmado para edição de 2023. E não é só! Entre os tenistas que já estiveram no top 10 do ranking da ATP, o Rio Open também viu em ação Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Marin Cilic, Gael Monfis e Fabio Fognini.

O Rio Open é uma promoção da IMM com realização do Instituto Carioca de Tênis.

Foto: Divulgação/Peter Wrede

De virada, Djokovic bate Kyrgios e conquista o hepta de Wimbledon

Novak Djokovic mostrou mais uma vez um dos motivos de ser considerado um dos maiores jogadores da História do tênis, ao conquista o título de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Neste domingo, o sérvio saiu atrás, viu o australiano Nick Kyrgios, que fazia sua primeira final de Grand Slam, vencer o primeiro set por 6/4. Porém, como costuma fazer, Djokovic foi se adaptando, elevando seu nível, game a game, até consolidar a virada, com parciais de 4/6 6/3 6/4 e 7/6(3).

Com a conquista, o sérvio se iguala ao espanhol Rafael Nadal, com 21 troféus dos quatro maiores torneios da temporada. Federer vem logo depois, com 20 títulos.

“Acho que administrei tudo muito bem hoje e ele jogou talvez alguns pontos soltos, dupla falta, iguais, começou a falar com seu box. Senti que era o momento em que poderia quebrar o saque dele, o que aconteceu. Aquele game de iguais (no final do 2º set) eu não ganhei; ele perdeu com seus erros não forçados. Eu apenas fiquei lá e o levei ao limite, e recebi a recompensa.” Afirmou.

Djokovic chegou ao heptcampeonato de Wimbledon, sendo o 4º título seguido, mostrando o quanto gosta da grama e o quanto é dominante no piso hoje em dia, mesmo com os desfalques de alguns adversários, como Daniil Medvedev, proibido de jogar o torneio, assim como todos os bielorrussos e russos, em virtude da guerra da Ucrânia.

E esse foi o último torneio que o sérvio poderia conquistar esse ano, já que ele não deve jogar o US Open, que exige a vacinação contra Covid-19. Como essa não foi a opção de Djokovic, ele vai ficar de fora do segundo Grand Slam da temporada, depois de ter sido impedido de jogar o Australian Open.

Como Wimbledon não valia pontos, ele não avança no ranking e segue na terceira posição, em lista que é liderada justamente por Medvedev.

Foto: AELTC/Site Wimbledon

Rybakina entra pra História ao vencer Jabeur e conquistar Wimbledon

O sábado de escrever História em Wimbledon, com a conquista inédita da cazaque Elena Rybakina, que ficou com o título do terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Na grande final, Rybakina viu a favorita do dia, a tunisiana Ons Jabeur, sair na frente, mas não se entregou e reagiu, vencendo de virada, com parciais de 3/6 6/2 e 6/2.

Curiosamente, em um ano em que russos e bielorrussos ficaram de fora do torneio, proibidos pela organização em virtude na guerra na Ucrânia, uma tenista da Rússia fica com o troféu. E de forma bem inesperada. Não apenas neste sábado, quando não era a favorita, mas antes de começar ela não estava entre as mais cotadas e era a cabeça de chave número 17. Porém, pouco a pouco, foi construindo sua campanha de forma sólida.

Antes da final, só havia perdido um set ao longo das duas semanas. Quietinha, como uma boa russa, sem muito alarde e até uma aparente “frieza”, demonstrado até mesmo depois da conquista do título, sem tanta vibração em quadra, Rybakina foi elevando seu nível até triunfar na grama da centenária quadra central de Wimbledon.

Depois do jogo ela foi mais clara com suas emoções, explicando, ou pelo menos tentando, o que estava sentindo naquele momento:

“Estou sem palavras porque estava super nervosa antes da partida, durante a partida e estou honestamente feliz por ter terminado. Eu nunca senti algo assim. Eu não esperava estar na segunda semana em Wimbledon. Para ser uma campeã, é simplesmente incrível. Não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz.” disse Rybakina, que ainda fez questão de enaltecer a adversária da final, que vive grande fase do circuito:


“Quero parabenizar Ons pela grande partida e tudo o que você conquistou. É incrível e você é uma inspiração, não apenas para os jovens, mas para todos. Você tem um jogo incrível e não acho que tenhamos alguém assim no circuito. É uma alegria jogar contra você. Corri muito hoje, então acho que não preciso mais me exercitar, honestamente.” afirmou.

Foto do texto: AETC/Jed Leicester

Foto do banner: AELTC/Florian Eisele

Beatriz Haddad Maia volta ao Brasil e traça novos objetivos: “Jogar em alto nível nos torneios maiores”

Nesta quarta-feira, Beatriz Haddad Maia recebeu a imprensa em São Paulo. Após a conquista de dois títulos de WTA 250 na Inglaterra, em Nottingham e Birmingham, e da escalada no ranking – é a atual 28a – Bia voltou para o Brasil e esteve no Centro de Treinamento Rede Tênis Brasil para bater um papo com os jornalistas.

“Os meus objetivos continuam os mesmos. É construir um jogo agressivo e conseguir jogar deste modo cada vez mais, independentemente da quadra em que eu estiver jogando. Acho que posso melhorar todos os meus golpes também. E o principal é me manter saudável. A gente fala muito de resultado, mas acho que os resultados só estão acontecendo porque estou conseguindo ficar em forma. Conseguir ficar literalmente um ano competindo é muito difícil, muita gente se machuca”, disse Bia, contente por estar saudável e competindo bem, mas já focada nos próximos passos.

“Já em termos de ranking… provavelmente serei a 25 de simples e 24 de duplas na semana que vem. Quando a gente começou o trabalho em abril, eu e o Rafa (Paciaroni, técnico) traçamos o objetivo de ser 50 do mundo, e nós atingimos. Depois fomos subindo. Traçamos 40 e atingimos, 30 e atingimos, e agora tínhamos 25 do mundo como meta até o fim do ano e vai ser muito bom se atingirmos mesmo. Agora é trabalhar duro para fazer as coisas acontecerem”, continuou a tenista.

Agora Bia terá um tempo de descanso e treinos no Brasil antes de retornar ao circuito. O seu próximo torneio será o WTA 500 de San José, nos Estados Unidos, com início no dia 1º de agosto. Depois, Bia seguirá para o WTA 1000 de Toronto, no Canadá, e voltará para os Estados Unidos para o WTA 1000 de Cincinnati e o US Open.

“O que me aguarda é trabalhar mais. Os jogos agora são mais duros, os torneios são mais duros… O meu objetivo será jogar em alto nível nos torneios maiores, e não só nos menores. Nunca avancei no US Open, então o meu objetivo lá será igual a Wimbledon. Tenho os pés no chão e muita clareza de que eu tenho que trabalhar muito para fazer um terceira rodada, por exemplo, e quem sabe desenrolar uma final. Mas antes, tenho que me focar no primeiro jogo do meu próximo torneio”, falou a número 1 do Brasil.

Bia também falou das duplas. Figurando na oitava posição da corrida para a classificação para o WTA Finals com a sua parceira, a cazaque Anna Danilina, a brasileira continuará atuando em pares também.

“A forma como comecei essa parceria com a Danilina foi muito inusitada. A gente mal se conhecia e não era nem com ela com que eu iria jogar lá no início do ano, e no fim acabamos entrando juntas nos 45 do segundo tempo e deu tudo certo. Depois do Australian Open nós sabíamos da possibilidade do Finals e com certeza, enquanto tivermos chances, vamos tentar essa classificação. Mas quando não estivermos juntas, terei a oportunidade de jogar com outas meninas e aprender bastante com elas. Vou tentar mesclar um pouco o meu calendário de duplas entre a Danilina e outras jogadoras”, finalizou.

Foto: Divulgação