Reis e Rainhas nas quadras de tênis da Cidade Maravilhosa

No dia 6 de agosto, começa a competição de Tênis na Rio 2016. Diferentemente das edições de 2008 e 2012, o torneio olímpico do Rio não contará pontos para os rankings de simples e duplas da WTA e ATP. Mesmo assim, os grandes reis e rainhas do tênis mundial estarão na cidade maravilhosa, buscando uma medalha pra lá de especial. Cinco chaves serão disputadas: simples masculina, simples feminina, duplas masculinas, duplas femininas e duplas mistas.

  1. Na simples masculina, os favoritos são “três dos quatro grandes”, já que Federer desistiu, por contusão: Djoko,   Murray e Nadal. Murray tentará o bi e confirmar a ótima fase mostrada em Wimbledon, pondo fim ao “reinado dentro do reinado” de Djokovic. Nadal, se o punho permitir, buscará repetir a dourada que ganhou em Pequim, 2008, enquanto Djoko estará atrás de seu primeiro título olímpico e sua segunda medalha, já que foi bronze em terras mandarins em 2008. O Brasil terá nessa chave Thomaz Bellucci e Rogerio Dutra e Silva, o Rogerinho, e os tenistas paulistas tentarão repetir o feito de Meligeni em Atlanta 1996 e chegar à semifinal olímpica, disputando, então, uma medalha inédita para o tênis brasileiro.

Murray, ouro olímpico em Londres

  1. A chave de simples feminina tem, obviamente, uma favorita: Serena Williams vai em busca do tri olímpico em simples ( venceu em 2008 e 2012) e do tetra em duplas femininas, junto com a irmã, Venus. Campeã de simples em 2000, em Sidney, Venus é uma das poucas tenistas que pode roubar o ouro da hermana, pois vem em boa fase, após alcançar a semi de Wimbledon nas simples e faturar as duplas ( já se preparando com Serena para a Rio 2016). Outras candidatas ao título em simples seriam a espanhola Garbine Muguruza e a alemã Angelique Kerber ( finalista em Wimbledon). O Brasil terá a pernambucana Teliana Pereira na chave de simples, que cresce muito quando jogam em casa, espera surpreender e vender caro cada ponto que disputar nas quadras rápidas do Centro Olímpico de Tênis. Nas duplas femininas, além do favoritismo das Williams sisters, temos como principais aspirantes ao ouro a forte dupla de Taiwan, Chan Yung-Jan e Chan Hao-Ching, as francesas Caroline Garcia e Kristina Mladenovic, as tchecas Andrea Hlavackova e Lucie Hradecka e a principal dupla feminina espanhola, Garbiñe Muguruza e Carla Suarez Navarro. As representantes brasileiras nas duplas femininas serão a paulista Paula Gonçalves e Teliana Pereira.

Serena e Venus ouro nas duplas em Londres

  1. Nas duplas masculinas temos a principal esperança de medalha do tênis brasileiro. Os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo formam uma dupla fortíssima e candidata, sim, ao ouro. Terão como principais adversarios os campeões de Wimbledon e atual dupla número 1 do mundo, formada pelos franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolás Mahut e os irmãos Bryan, campeões em Londres 2012. Não podemos esquecer  da armada espanhola, com destaque para a dupla Nadal e Marc Lopez, e da dupla colombiana, formada por Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. Teremos ainda mais uma dupla no masculino formado por “laços de sangue”: a esquadra britânica Andy e Jamie Murray, o parceiro de Bruno Soares no circuito em 2016. Vale lembrar que, além de Melo e Soares, o Brasil será também representado pelo excelente duplista mineiro André Sá, em parceria com o filho ilustre de Tietê, Thomaz Belluci.

Irmãos Bryan, ouro em 2012

  1. A competição de duplas mistas foi reintroduzida no calendário olímpico somente em Londres 2012, ou seja, ficou quase cem anos sem ser disputada, desde Paris 1924, e é a chave em que possivelmente teremos as maiores surpresas. Na grama sagrada de Wimbledon (Londres-2012) , quem faturou o título foi a dupla de Belarus ( não chamem o país de Bielo Rússia), formada por Victoria Azarenka e Max “La besta” Mirnyi e a prata ficou com os anfitriões Laura Robson e Andy Murray. Para este ano, a competição gera grandes expectativas, uma vez que muitos dos “times” ainda não foram definidos. Será que Wawrinka vai jogar com Martina Hingis? Djokovic terá a companhia ( nas quadras) da bela Ana Ivanovic? E quem será a dupla de Teliana Pereira, Bruno Soares ou Marcelo Melo? E armada-mista-espanhola, virá de Muguruza e Nadal? Realmente teremos um cardápio muito interessante nas duplas mistas, com todos esses grandes jogadores e jogadoras fazendo parcerias únicas, muitas delas inéditas. A Índia pode surpreender com Sania Mirza e Rohan Bopanna ou Leander Paes ( que tirou o bronze do Fininho em 1996) e o favoritismo será das duplas francesa, suiça, sérvia e espanhola, mas tenho esperança de ver Teliana e “seu príncipe eleito” também no alto do pódio.

 

Rodrigo Papa, diplomata brasileiro, trabalhou na organização da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 

Antes de embarcar para Roland Garros, Bruno Soares conduz tocha olímpica

Soares - Tocha 2 peqAntes de embarcar para Roland Garros, Bruno Soares viveu uma experiência diferente nesta terça-feira. O tenista mineiro foi até Vitória participar do revezamento da tocha olímpica.

“Foi muito legal, uma experiência única. Essa oportuniade de conduzir a tocha, já faz o povo brasileiro começar a viver o sonho olímpico desde já. Não esperava sentir toda essa emoção, esse friozinho na barriga. Parecia que eu já estava entrando em quadra para competir. Foi muito legal poder compartilhar isso com pessoas de outras áreas e esse é o espírito olímpico, através do esporte reunir todas as pessoas,” disse Bruno, que jogará na Rio2016 ao lado do também mineiro Marcelo Melo.

Mas, antes dos jogos chegarem, Bruno ainda disputa dois Grand Slams, Roland Garros e WImbledon e outros torneios da ATP, ao lado do parceiro de circuito Jamie Murray. O Grand Slam francês começa no domingo em Paris. “Viajo ainda mais motivado depois de sentir toda essa emoção e o carinho das pessoas.”
No primeiro Grand Slam do ano, na Austrália, Bruno foi campeão de duplas, com Murray e de duplas mistas com Elena Vesnina, com quem repete a parceria na França. “Grand Slam é sempre aquela preparação especial e uma expectativa diferente, ainda mais Roland Garros que tem tanta história pro tênis brasileiro.”

Bruno embarca na 5a. feira para Paris. Depois de Roland Garros ele joga os torneios de Queens, Stuttgart e Wimbledon.