Bruno Soares e Mate Pavic ficam com o vice de Roland Garros

Faltou pouco para Bruno Soares em Roland Garros. O mineiro e Mate Pavic lutaram na decisão, mas foram superados pelos alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies, que defenderam o seu título na capital francesa, por 6/3  7/5. Esta foi a primeira final no Grand Slam francês para o brasileiro, que tem 2 títulos de duplas no US Open e um no Australian Open.

“Foi um grande torneio, muito feliz com o resultado. Acho que, avaliando como um todo, foi mais uma tremenda semana. Hoje fomos dominados pelo Krawietz e o Mies, eles jogaram melhor que a gente. Não conseguimos impor o nosso jogo, ficamos o tempo inteiro incomodados. O estilo de jogo deles é muito difícil, incomoda. Eles são muito eficientes no saque e colocam muita pressão na gente. Mérito deles, que conseguiram fazer a gente não jogar e não render o nosso melhor”, avaliou Bruno, reconhecendo a superioridade dos adversários e contente com o desempenho nas duas semanas.

Neste sábado, Bruno fez a sua quinta final de Grand Slam nas duplas masculinas e a nona no geral. Além dos títulos no Australian Open e no US Open de 2016 com Jamie Murray e o mais recente, no US Open deste ano ao lado de Pavic, o mineiro também fez final no Grand Slam norte-americano em 2013, com Alexander Peya. Nas mistas, Soares também foi campeão em três oportunidades: US Open em 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Completando as decisões de Grand Slam jogadas, o brasileiro fez uma final em Wimbledon ao lado da norte-americana Lisa Raymond em 2013. Ao todo, Bruno Soares é dono de 33 troféus em 64 finais disputadas no circuito da ATP.

A campanha colocará Bruno Soares de volta ao top 10. O mineiro de 38 anos, que passou um ano fora do grupo dos 10 melhores do mundo, figurará na sexta posição do ranking da próxima segunda-feira. Além do ranking individual, a dupla também subirá para a segunda colocação no ranking da temporada, ficando atrás apenas de Rajeev Ram e Joe Salisbury, os campeões do Australian Open.

Após o grande resultado em Roland Garros, Bruno voltará para o Brasil para recarregar as energias. “Muito feliz mesmo com o resultado, agora é voltar para casa e descansar 15 dias antes de voltar para a reta final da temporada, que tem muita coisa importante ainda”, finalizou. Depois da pausa, Soares e Pavic seguirão para Áustria, onde disputarão o ATP 500 de Viena, e França, para o Masters 1000 de Paris, antes de encerrar o ano no ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada na O2 Arena, em Londres.

Bruno Soares e Mate Pavic vão à final em Roland Garros

Bruno Soares e Mate Pavic estão em mais uma final de Grand Slam, a segunda seguida. A dupla, que foi campeã no US Open, derrotou os colombianos Juan Sebastián Cabal e Robert Farah por 7/6 (4) 7/5 para avançar à decisão de Roland Garros. Esta é a primeira final de Soares no torneio francês e será a sua 5a final de Grand Slam de duplas, além de outras três de duplas mistas.

“Foi mais um grande jogo aqui, extremamente feliz com mais uma final de Grand Slam. Nós estamos jogando com uma energia e uma convicção muito alta nos momentos de dificuldade, acho que ajuda muito. Foi uma chave pedreira, contra a dupla número 1 de 2019, cabeças de chave 1, que estavam jogando muito bem e conseguimos segurar a onda. Quando nós estamos jogando bem temos condição de ganhar de qualquer dupla, e hoje foi mais uma grande vitória contra um grande time”, disse o mineiro, contente com o momento da dupla.

“É a minha primeira final aqui em Roland Garros, depois de duas semifinais. Os Grand Slams são os torneios que queremos estar, os jogos que queremos disputar e os troféus que queremos conquistar. Agora é focar todas as forças e energia para o último jogo, buscando as inspirações do nosso Guga para buscar esse caneco no sábado”, finalizou Bruno.

Na decisão, a dupla disputará o troféu com os atuais campeões de Roland Garros, os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies. Para chegar em mais uma final em Paris, o time alemão derrotou Wesley Koolhof e Nikola Mektic, dupla que enfrentou Pavic/Soares na decisão do US Open.

Bruno Soares, que vai em busca do 34º título de sua carreira, disputará a sua quinta decisão de Grand Slam nas duplas masculinas. Além do título recente em Nova York, o mineiro também foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016, com Jamie Murray. Foi também no US Open que Bruno ficou com um vice-campeonato, em 2013, ao lado de Alexander Peya. Além dos títulos de duplas ele tem três títulos de duplas mistas em Grand Slams, um no Australian Open e dois no US Open.

 

Bruno Soares chega à 500a vitória na carreira e avança, com Pavic, à semi em Paris

O dia foi de alegria para Bruno Soares. Nesta segunda-feira, os campeões do US Open, o mineiro e o croata Mate Pavic viraram a partida contra o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, cabeças de chave 3 e campeões do Australian Open, com parciais de 4/6 6/4 7/5, para alcançar as semifinais de Roland Garros. O resultado também marcou 500 vitórias na carreira do brasileiro.

“Foi mais um jogaço, no detalhe. Poderia ter caído pra qualquer lado. O Ram e o Salisbury são a dupla número 1 da temporada, estão com muita confiança e estavam jogando muito bem antes da pausa, então estou muito feliz com o resultado e com a nossa performance”, disse Bruno, satisfeito com a partida diante do time que lidera o ranking da temporada. Na próxima rodada, a dupla enfrentará os vencedores do duelo dos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, cabeças de chave 1, contra o time formado pelo dinamarquês Frederik Nielsen e o alemão Tim Puetz.

A única chance de quebra que a dupla teve no último set veio de um ponto espetacular de Bruno, dando o match point para a dupla. “Esse ponto foi loucura. Quando o Salisbury fez aquele voleio espetacular e a bola foi naquela direção, pensei comigo: ‘A única chance que eu tenho de ganhar o ponto é fazendo uma bola mais espetacular ainda’. E foi o que aconteceu, tive a sorte de pegar no momento certo, sem encostar na cadeira do juiz e bem baixinha pra dar o match point e uma chance de a gente fechar o jogo, o que aconteceu”, continuou.

Esta é a 13ª participação do mineiro no Grand Slam francês, repetindo as campanhas de 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya) e igualando o seu melhor resultado no torneio. “Estou muito contente por estar em mais uma semifinal de Grand Slam, e depois de 7 anos aqui em Roland Garros. É continuar surfando nessa onda. Assim como a última partida, hoje foi o tipo de jogo que você ganha quando você está num momento de muita confiança e que você sente que as coisas vão acontecer a seu favor. O importante é seguir acreditando e aproveitar este momento. Jogo a jogo, sabemos que estamos cada vez mais perto do objetivo final”, falou o brasileiro, enfatizando o bom momento da dupla.

Além da classificação para a semifinal, Bruno, que disputa torneios do nível ATP desde 2008, também atingiu 500 vitórias na carreira hoje. O brasileiro tem 33 títulos, incluindo três Grand Slams. Além do mais recente, no US Open, Soares foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016, ao lado de Jamie Murray. “É um número surreal, pra ser sincero. Nunca esperava atingir um número assim na minha carreira. Sou extremamente grato por tudo que conquistei, é um momento pra comemorar e agradecer a todos os parceiros que me carregaram nestes anos”, finalizou Bruno.

Diana Gabanyi

Foto: ATP

 

Bruno Soares e Pavic vão às 4as em Roland Garros

O tenista brasileiro Bruno Soares e o croata Mate Pavic estão nas quartas-de-final de Roland Garros. Neste domingo, os campeões do US Open venceram a dupla de Jean Julien Rojer e Horia Tecau, por 7/5 1/6 6/3 e voltam a jogar já nesta segunda, para avançar à semi do Grand Slam francês, contra os campeões do Australian Open, Rajeev Ram e Joe Salisbury.

“Foi um jogo bem duro hoje. Não só pelos adversários, mas pelas condições também do torneio. O primeiro set ganhamos na raça, na pressão. Eles começaram a jogar muito bem no segundo, até a quebra na frente no 3o. set. Foi quando conseguimos trazer aquela confiança e manter o nosso bom momento, ganhando o jogo,” contou o mineiro. “Estou super feliz com a vitória e mais uma quartas-de-final aqui em Roland Garros. Amanhã temos outro jogo duro contra uma dupla que ganhou o Australian Open e vem jogando bem na retomada circuito.”

Campeões do US Open há poucas semanas, Bruno quer se manter focado, de olho no título francês mais adiante. “Todo torneio que a gente vem jogar, acredita que pode ganhar. Sempre dá para pensar em título e está sempre na cabeça, mas não dá pra pensar nisso. Temos que ir jogo a jogo e passo a passo.”

Bruno está disputando a sua 13ª edição de Roland Garros, em busca de um título inédito em sua carreira. O brasileiro foi semifinalista em Paris em duas ocasiões, 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya).

Diana Gabanyi

Foto ATP

Soares e Melo avançam e estão na segunda rodada de Roland Garros

A quarta-feira foi de vitória para Bruno Soares e Mate Pavic em Roland Garros. Os cabeças de chave 7 estrearam com vitória após superarem a dupla formada pelo neozelandês Marcus Daniell e o austríaco Philipp Oswald por 6/2  6/3.

“Foi uma estreia muito boa, muito feliz. Em condições que a gente nunca viu em Roland Garros: setembro, frio, à noite e com luz artificial. Jogamos muito bem, conseguimos deixar o resultado confortável. Seguimos surfando nessa onda de energia e de confiança que a gente vem trazendo desde o US Open”, disse Soares, contente por continuar o bom momento de Nova York, onde conquistaram o título do Grand Slam norte-americano.

Na próxima rodada, Bruno e Pavic enfrentarão o argentino Andres Molteni e o monegasco Hugo Nys. “Vai ser pedreira, Nys e Molteni jogam muito bem no saibro. Nós assistimos a primeira rodada deles, que venceram Gille/Vliegen, uma dupla sempre perigosa. Agora, nós temos mais um dia para nos preparar e ir com tudo na sexta-feira”, finalizou o mineiro, enfatizando a qualidade dos adversários.

Bruno está disputando a sua 13ª edição de Roland Garros e vai em busca de um título inédito na sua carreira. Em Paris, o brasileiro conta com duas semifinais nas duplas masculinas como seus melhores resultados no torneio, em 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya). Nas duplas mistas, outras duas semifinais, com a última acontecendo na temporada passada.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot confirmaram o favoritismo e, não dando chances aos adversários, os cabeças de chave número 4 derrotaram os franceses Arthur Cazaux e Harold Mayot para avançar no Grand Slam, em Paris, na França. Melo e Kubot venceram por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/2, em 1h20min. E já voltam à quadra pela segunda rodada, nesta quinta-feira (1º), por volta das 14h (horário de Brasília), diante dos norte-americanos Nicholas Monroe e Tommy Paul, valendo vaga nas oitavas de final.

Uma estreia especial, na quadra central, a Philippe-Chatrier, em que Melo tem na memória a conquista do título de Roland Garros em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig, seu primeiro Grand Slam. Depois, com Kubot, em 2017, comemorou seu segundo Grand Slam, vencendo o torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra.

“Eu fiquei muito feliz de poder ter jogado a primeira rodada na quadra central. Tenho belas recordações de lá, quando fui campeão com o Ivan. Então realmente foi muito especial estrear na Philippe-Chatrier. Normalmente jogamos a final lá. Estrear o torneio jogando muito bem, na quadra central, foi muito legal, muito prazeroso”, explicou Marcelo.

Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop foram superados pelo inglês Daniel Evans e o polonês Hubert Hurkacz, com parciais de 7/6(2) 3/6 e 7/5.

 

Soares, Melo e Demoliner estreiam nesta 4ª feira em Roland Garros

Bruno Soares e Mate Pavic seguem vencendo e estão nas 4as em Roma

Após uma pausa para recarregar as energias e bons treinos na capital francesa, Bruno Soares e o seu parceiro, o croata Mate Pavic, estão prontos para a estreia em Roland Garros. Nesta quarta-feira, os cabeças de chave 7 enfrentarão a dupla formada pelo experiente austríaco Philipp Oswald e o neozelandês Marcus Daniell.

“Cheguei aqui em Paris na última quinta-feira, deu para descansar bem e treinar bastante. Estreamos amanhã e, desta vez, num Roland Garros diferente. Mais frio, com chuva e condições bem pesadas. Elas não favorecem um jogo mais agressivo, que é o jeito que gostamos de jogar, mas estamos preparados. Outra coisa diferente é que a nossa partida será à noite, que é algo que também não acontecia em Roland Garros. É tudo novo para a gente, mas estamos treinando muito bem, super firmes”, disse Bruno, destacando as diferenças do Grand Slam francês nesta edição, que está sendo disputada durante o outono europeu e após uma série de renovações na estrutura.

Soares e Pavic, já classificados para o ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada em Londres, conquistaram há poucas semanas o US Open. “A expectativa é super positiva. A chave é manter a energia boa e trazer a confiança do US Open para cá”, finalizou o mineiro, focado no bom momento do time.

Em Roland Garros, Soares conta com duas semifinais nas duplas masculinas como seus melhores resultados no torneio, em 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya). Nas duplas mistas, outras duas semifinais, com a última acontecendo na temporada passada.

Cabeças de chave número 4, Marcelo Melo e Lukasz Kubot – pelo quarto ano jogando juntos no Grand Slam em Paris – estreiam diante da dupla francesa Arthur Cazaux e Harold Mayot (wild card), em jogo por volta das 14h (horário de Brasília). Será a 14ª participação de ambos no torneio, que disputam desde 2007. Marcelo tem uma lembrança especial, a conquista de seu primeiro título de Grand Slam, em 2015. Em 2019, Melo e Kubot chegaram até as oitavas de final.

“Um Roland Garros com condições bem diferentes, dias de muito frio, vento, chuva, em um ano também muito diferente por causa da pandemia. Vamos, passo a passo, buscar bons resultados, neste torneio de boas memórias”, afirma Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Itambé, com apoio da Volvo, Orfeu Cafés Especiais, Head, Voss, Foxton, Asics, Bolsa Atleta e Confederação Brasileira de Tênis.

Em Paris, Melo conquistou o seu primeiro título de Grand Slam ao lado do croata Ivan Dodig: derrotaram na final os irmãos Bryan, Bob e Mike, então parceria número 1 do mundo. Depois, com Kubot, em 2017, comemorou seu segundo Grand Slam, vencendo o torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra.

Quem também joga nesta quarta-feira é Marcelo Demoliner, ao lado do holandês Matwe Middelkoop. Os dois enfrentam o britânicos Daniel Evans e o polonês Hubert Hurkacz.

 

Bruno Soares e Mate Pavic seguem vencendo e estão nas 4as em Roma

Embalados, Bruno Soares e Mate Pavic continuam vencendo. Em partida válida pelas oitavas do Masters 1000 de Roma, na Itália, os campeões do US Open superaram os belgas Sander Gillé e Joran Vliegen por 6/3  6/2, aumentando a sequência de vitórias do time para sete.

Soares e Pavic continuam a sua ótima forma derrotando mais um grande time e se garantindo nas quartas de final do torneio que inicia a gira de saibro europeia. “Foi mais um jogão aqui. Foi duro, mas jogamos super bem hoje. Estamos com a energia alta e mantendo o ritmo, a confiança e o embalo”, disse Bruno.

“Ainda não sabemos os adversários de amanhã, mas será pedreira de qualquer jeito, é quartas de um Masters 1000. Vamos com tudo em busca dessa semifinal”, completou o brasileiro, que já fez duas semis, em 2009 e 2018, no torneio italiano.

Na próxima rodada, o mineiro e o croata enfrentarão os vencedores do duelo entre os cabeças de chave 4 Granollers/Zeballos e os canadenses Auger-Aliassime/Raonic.

Bruno Soares e Mate Pavic são campeões do US Open

A quinta-feira foi de festa para Bruno Soares. Ao lado do croata Mate Pavic, o mineiro conquistou o título do US Open ao superar a dupla formada pelo holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic por 7/5 6/3, com 1h31 de duração. Este é o terceiro título de Grand Slam nas duplas masculinas e o sexto na vitoriosa carreira de Soares.

“É uma sensação incrível. Mais um título de Grand Slam e mais um título em Nova York. É uma cidade que sempre joguei o meu melhor, desde a primeira vez que pisei aqui. Pra mim, aos 38 anos de idade, depois de altos e baixos e quatro anos após o meu último título de Grand Slam, poder segurar um troféu desse é uma sensação muito especial. Sei que estou no estágio final da minha carreira e cada momento assim passa a ter um gostinho especial. Me dá muita força pra seguir trabalhando duro e seguir acreditando”, disse Soares, contente com a quarta conquista em Nova York.

Soares adiciona mais um Grand Slam em sua vitoriosa carreira. O mineiro, que foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016 com Jamie Murray, aumentou o número de conquistas em majors nas duplas masculinas para três. Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 33 troféus em 63 finais disputadas no circuito da ATP. A parceria com Pavic, que foi iniciada durante a temporada de grama no ano passado, já havia rendido um título no Masters 1000 de Xangai, na China, além de uma final no ATP 250 de Estocolmo, na Suécia.

O jogo foi marcado pela solidez da dupla. Seguros no saque, Bruno e Pavic não deram nenhuma chance de quebra para seus adversários durante toda a partida. A devolução foi chave para a dupla, e foi justamente com uma de Bruno que o time conseguiu a quebra e o set, fechando a parcial em 7/5. No segundo set, a quebra veio no sexto game após um lob de Pavic, que fez a dupla abrir 4/2 no placar. O time segurou a vantagem até o fim, trazendo o título para o Brasil e a Croácia.

“O nosso US Open foi uma trajetória bem 2020, né, bem maluca. Foi tudo muito diferente, desde o início, quando contraí o coronavírus 15 dias antes de viajar e tive que ficar isolado, sem treinar, e aí chegar nos Estados Unidos completamente despreparado. Em Cincinnati, acho que foi até bom perder na primeira rodada, porque conseguimos fazer uma bela semana de treino para o US Open. Consegui recuperar o meu físico, que estava bem abaixo depois de tudo isso, e a chave foi duríssima, né? O fato da chave estar pela metade fez tudo ficar mais difícil. Seríamos cabeça de chave num Grand Slam normal, mas aqui ficamos de fora e tivemos que matar um leão logo na primeira rodada. Foi tudo muito complicado, mas superamos e conseguimos crescer muito”, resumiu o mineiro, contando os altos e baixos da dupla.

“Eu e o Mate temos algo em comum, nós dois precisamos de uma ‘estilingada’ pra aumentar o nível. Ele tem um jogo muito agressivo, então quando ele encaixa as bolas é muito perigoso. Canhoto, saca bem e ser 10 anos mais novo ajuda na movimentação e na explosão. Eu sou um cara que meu ponto forte é ser consistente, tanto no mental quanto em quadra, e acho que foi o que fez a diferença hoje, passar essa tranquilidade pro Mate. Ele começou um pouquinho nervoso na devolução, mas ele me viu tranquilo e foi acalmando, entrando mais nas devoluções. Nós controlamos os nervos e sacamos super bem, não tivemos nenhum break point contra. Sempre acreditei no nosso potencial. No ano passado a gente perdeu muitos jogos de uns jeitos esquisitos e aqui conseguimos virar essa situação”, continuou Soares, elogiando o parceiro. A dupla destacou a positividade como a chave para as conquistas durantes as duas semanas do Grand Slam.

O brasileiro, ex-número 2 do mundo, é o atual 27º no ranking da ATP. Com a conquista do US Open, Soares voltará a figurar entre os 20 melhores do mundo. “Não estar tão bem ranqueado entra um pouco na cabeça, mas tenho uma coisa muito clara para mim: quando estou jogando o meu melhor sei que venço qualquer um. É isso que me faz seguir jogando tênis.”

Agora, a dupla seguirá para Roma, onde começarão a gira europeia do saibro no Masters 1000 italiano. “Viajaremos amanhã para Roma. Com o título aqui e praticamente classificados pro Finals, vamos poder dar uma reajustada no calendário e disputar menos torneios do que estávamos planejando”, finalizou o campeão do US Open 2020.

Bruno Soares e Mate Pavic vencem mais uma e decidem título do US OPEN

Bruno Soares está de volta à final do US Open. Quatro anos após a sua conquista ao lado do britânico Jamie Murray, o mineiro disputará mais uma vez a decisão do Grand Slam norte-americano, desta vez, na 5a. feira,  com o croata Mate Pavic. Nesta terça-feira, a dupla superou o forte time do holandês Jean-Julien Rojer e do romeno Horia Tecau por 6/4 7/5, se garantindo na primeira final de Grand Slam da parceria. Esta será a oitava final de Bruno Soares em um Grand Slam.

“Era difícil esperar qualquer coisa depois do tempo em que ficamos parados, era uma incerteza muito grande para todo mundo. Mas depois de alguns dias de treino aqui nós sentimos que estávamos jogando bem, muito próximos de pegar ritmo, e acabamos pegando uma primeira rodada muito dura e que subiu muito o nosso nível e a nossa energia”, disse Bruno, destacando que o desempenho na estreia foi essencial para o embalo da dupla.

“Nova York é um lugar muito especial para mim, é a minha quinta final de Grand Slam aqui”, continuou o mineiro. “A decisão vai ser mais uma pedreira, pegamos uma chave duríssima e não seria diferente em uma final de Grand Slam. O mais importante é a gente manter o nível de tênis que estamos jogando e também a nossa energia. Se conseguirmos colocar em prática, com certeza vamos ter as nossas chances. Agora é ir com tudo, descansar, fazer um bom dia de treino amanhã e preparar bem a cabeça para enfrentar mais esse grande desafio”, encerrou Soares, focado na conquista de um terceiro Grand Slam nas duplas masculinas.

Os adversários da final, que será disputada na quinta-feira, às 16h, horário de Brasília, serão o holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic. A dupla, que iniciou a parceria neste ano, é formada por dois estreantes em finais de Grand Slam nas duplas masculinas.

Esta será a oitava final de Grand Slam da carreira de Bruno Soares, sendo a quinta no US Open. Além do título em 2016 com Jamie Murray, o mineiro também foi duas vezes campeão nas duplas mistas, em 2012 (Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e finalista nas duplas masculinas em 2013 com Alexander Peya.

Nos outros Grand Slams, Bruno foi campeão do Australian Open em 2016 tanto nas duplas masculinas (com Jamie Murray) quanto nas duplas mistas (com Elena Vesnina). A final de duplas mistas com Lisa Raymond em Wimbledon na temporada de 2013 completa o grande desempenho de Soares nos majors.

No circuito da ATP, no total, esta será a 63a. decisão do mineiro, que tem 32 trofeus. Com Pavic, com quem iniciou a parceria em meados de 2019, será a terceira decisão. Eles foram campeões, ano passado, do Masters 1000 de Xangai e vices do ATP 250 de Estocolmo.

Bruno Soares e Mate Pavic vencem favoritos e estão na semi do US Open. Stefani e Hayley perdem nas 4ªs

Bruno Soares continua vencendo em Nova York. Em mais uma grande partida, Soares e seu parceiro, o croata Mate Pavic, derrotaram os britânicos Jamie Murray e Neal Skupski por 6/2 7/6(4), e avançaram às semifinais do Grand Slam americano. O mineiro e o croata esperam agora os vencedores do duelo entre a dupla de Jean-Julien Rojer e Horia Tecau e a parceria de Rohan Bopanna e Denis Shapovalov.

“Hoje foi um jogaço, nós conseguimos jogar bem do início ao fim. Eles começaram um pouco erráticos, mas depois subiram muito o nível. Ficamos muito firmes na partida, o segundo set foi de altíssimo nível. Estou muito feliz de estar em uma semifinal de Grand Slam outra vez. Agora é seguir concentrado, descansado e preparado”, disse Bruno. Esta semifinal é a melhor campanha de Soares em Grand Slams desde 2016, quando foi campeão de duplas masculinas em York.

“Acho que o mais importante foi a nossa energia. Independente do nível que a gente esteja apresentando, a energia está sempre muito alta e a vontade de ganhar está se sobressaindo. Sempre esperamos jogar o melhor possível, mas sabemos que não temos controle disso. A energia e a vontade de ganhar, porém, nós temos”, finalizou o mineiro, destacando a motivação do time.

O resultado já é o melhor em Grand Slams da dupla, que iniciou a parceria no ano passado e disputa seu quarto major. No circuito, o time conquistou um título no Masters 1000 de Xangai, na China. Na carreira de Bruno, o US Open é o seu Grand Slam de maior sucesso. Além do título em 2016, ao lado de Jamie Murray, o mineiro foi vice em 2013, com Alexander Peya e também foi campeão nas duplas mistas em duas oportunidades. O jogo de semifinal, vale portanto, uma vaga para disputar uma 5a final em Nova York.

Luisa Stefani e a norte-americana não resistiram à dupla formada pela norte-americana Nicole Melichar e a chinesa Yi-Fan Xu, e perderam nas quartas de final, com parciais de 6/2 e 6/3.