João Fonseca está na semifinal do ATP 500 de Basel, na
Suíça, torneio que é disputado no piso duro coberto.
Nesta sexta-feira, o brasileiro vencia a partida contra o
canadense Denis Shapovalov por 3/6 6/3 e 4/1, quando viu o adversário abandonar
o jogo:
“Essa semana tem sido muito diferente do normal. Ganhei na
primeira rodada contra o atual campeão, na segunda o Mensik infelizmente não
pôde jogar e agora nas quartas o meu adversário precisou se retirar. Eu estou
aqui pegando as minhas oportunidades” disse João, que agora terá pela frente o
espanhol Jaume Munar, número 42 do ranking.
Será o primeiro jogo entre eles no circuito. Curiosamente,
Munar também vem de uma partida que não chegou ao final, já que o canadense
Felix Auger-Aliassime desistiu depois de perder o primeiro set.
“Agora vai ser mais um jogo difícil. Apesar do Munar não ser um jogador de ranking muito alto, ele joga muito bem nessas condições, então tenho que tomar cuidado.” disse João, que com a campanha já garante sua entrada no top-40 da ATP pela primeira vez na carreira.
Pedro Boscardin segue surpreendendo na Copa Internacional de Tênis de Curitiba. Depois de eliminar o top 100 Thiago Tirante (ARG) e superar Juan Prado Angelo nas quartas, o catarinense derrotou neste sábado um dos favoritos ao título, o argentino Roman Burruchaga, 131º do ranking mundial e cabeça 5 do torneio. A vitória foi de virada, por 2/6, 6/2 e 6/4, encerrando uma sequência de oito vitórias do argentino, campeão em Buenos Aires no fim de setembro.
Boscardin, que já disputou duas finais de Challenger — uma em 2022, quando o torneio ainda era categoria 80, e outra em 2023, em Lima (PER) — busca agora seu primeiro título de Challenger da carreira e os 75 pontos no ranking da ATP. A premiação total em Curitiba é de US$ 200 mil.
“Tenho feito um trabalho mental com um psicólogo e com o João (Zwetsch), que tem me ajudado muito. Todo mundo está jogando bem nesse nível, e a força mental faz a diferença. Essa semana estou forte mentalmente. A torcida também ajuda muito, mas é importante saber quando buscar a energia deles e quando focar em mim mesmo — e estou conseguindo fazer isso. Bora continuar amanhã e tentar o caneco”, comentou Boscardin.
Na primeira semifinal do dia, o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo interrompeu a boa campanha do paranaense João Schiessl e garantiu vaga na decisão da Copa Internacional de Tênis. A partida foi equilibrada, mas terminou nas mãos do 253º do mundo, que venceu por 6/4 e 6/4. João chegou a abrir 4/1 no primeiro set, mas Vallejo reagiu e manteve o domínio no segundo.
Para chegar à final, Vallejo eliminou o cabeça 1, o norte-americano Emilio Nava (93º da ATP), depois passou pelo chileno Matias Soto, pelo também chileno Thomaz Barrios Vera — campeão em Antofagasta na última semana — e, neste sábado, por Schiessl.
Aos 21 anos, o paraguaio disputa sua quinta final de Challenger na carreira e a segunda na temporada. Ele foi campeão do Challenger 75 de São Leopoldo em 2023.
“Quero dar os parabéns ao João. Ele é da minha idade e teve uma semana excelente, que espero que continue. Eu estava nervoso, não jogando solto, mas fui levando e estou feliz por ter vencido. Será minha segunda final do ano; tive alguns meses duros, mas o trabalho com meu time foi fundamental. Espero jogar bem amanhã e sair com o título”, disse Vallejo.
Final de duplas
A final de duplas da Copa Internacional de tênis -ANO III- ATP Challenger 75 de Curitiba revelou o primeiro bi-campeão do torneio.O chileno Matias Soto, que em 2024 ganhou ao lado de Fernando Romboli, neste ano teve como parceiro na campanha vitoriosa o boliviano Federico Zeballos. Os dois que jogaram juntos duas vezes e nas duas foram campeões, não deram muito chance para os favoritos Gonzalo Escobar(ECU) e Miguel Reyes-Varela(MEX) e levantaram o troféu após dois sets a zero, parciais de 6/4 7/5.
Os campeões ficam com US$ 14.200 de premiação e 75 pontos no ranking. Os finalistas ganham US$ 8.330 e 44 pontos.
Após a premiação, tanto os campeões quanto os finalistas, elogiaram o Graciosa Country Club e agradeceram a recepção, a organização e principalmente a torcida que durante toda a semana lotou as arquibancadas para apoiar os atletas.
” Foi muito importante vencer aqui, foi uma bonita semana. Já são dois anos ganhando em Curitiba, e tinha que defender o título, não só pelos pontos, mas também porque percebi que joguei bem nestas condições. Muito feliz com a semana, agradecer a organização que sempre faz um torneio muito bonito e acolhedor desde o primeiro dia. Vou embora com boas sensações”, disse Soto.
Já Federico Zeballos foi direto ao assunto: ” Agradeço a todos, clube, organização e torcida e também ao meu parceiro. Foi incrível jogar duas vezes juntos e sair com o título. Espero poder continuar a parceria”, falou Zeballos que nesta temporada venceu também o Challenger de Porto Alegre organizado pelo Instituto Sports.
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A 12ª edição do Rio Open ganhou mais dois grandes nomes internacionais no line-up. Grandes favoritos da torcida brasileira, Gael Monfils e Matteo Berrettini estão garantidos no maior torneio de tênis da América do Sul, se juntando a João Fonseca, número 1 do Brasil, e Lorenzo Musetti, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris. O Rio Open 2026 acontecerá de 14 a 22 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro.
Sinônimo de entretenimento garantido nas quadras, Monfils anunciou recentemente que se aposentará no final da temporada de 2026, com o Rio Open fazendo parte do seu calendário de despedida do circuito. Esta será a segunda participação do carismático francês de 39 anos no ATP 500 carioca, torneio que também disputou em 2018, quando foi quadrifinalista.
Ex-número 6 do mundo, Monfils é dono de 13 títulos e tem no seu currículo semifinais em Roland Garros (2008) e no US Open (2016) e vitórias contra nomes como Roger Federer e Rafael Nadal, sendo um dos grandes expoentes da sua geração. Dono de diversos recordes ligados à longevidade, ele é o campeão mais velho da história do circuito da ATP (criado em 1990), e o mais velho desde Ken Rosewall em 1977, após a conquista do título em Auckland neste ano. O tenista também é ao francês com mais jogos vencidos em Roland Garros, empatado com a lenda Yannick Noah em 40 vitórias.
“Mal posso esperar para voltar ao Rio Open. Estive lá apenas uma vez e a atmosfera foi incrível. Esta será minha última temporada, então minha expectativa é aproveitar, tentar jogar um grande tênis e ter uma conexão incrível com os fãs do Rio.Lembro do ambiente na quadra e foi simplesmente sensacional,” disse o francês.
Berrettini fez história para o tênis do seu país após ser o primeiro italiano a chegar na final de Wimbledon em 2021. Ele também foi o primeiro tenista nascido nos anos 90 a fazer quartas de final ou melhor em todos os Grand Slams, mostrando a sua consistência em todas as superfícies. Matteo é dono de 10 títulos em simples, sendo 6 deles conquistados no saibro.
“Estou muito feliz em voltar ao Rio depois de uns anos. Eu realmente tenho uma grande expectativa para este torneio. Como vocês sabem, eu tenho uma avó brasileira, então eu realmente quero jogar o meu melhor tênis lá e da última vez que joguei o apoio foi inacreditável,” disse Berrettini.
Esta será a segunda vez do ex-número 6 do mundo no Rio Open. Em 2022, o italiano, que é neto de brasileira, esteve pela primeira vez no Brasil como profissional e chegou às quartas de final do torneio, jogando em frente de seus familiares.
“Ter o Monfils de volta ao Rio Open será muito especial, justamente no ano da sua despedida. Ele é um dos jogadores mais carismáticos e populares do circuito, sempre muito querido pelo público brasileiro. O Berrettini também tem uma conexão forte com o Brasil e é um dos nomes que o público mais gosta de ver em ação. Estamos prontos para um Rio Open vibrante, com estilos de jogo e gerações diferentes que vão empolgar os fãs”, afirmou Luiz Carvalho, Diretor do Rio Open.
Gael Monfils, Matteo Berrettini, João Fonseca e Lorenzo Musetti estão garantidos na 12ª edição do Rio Open. Mais confirmações no line-up e informações de pré-venda e venda geral de ingressos serão dadas em breve nos canais oficiais do Rio Open.
Com mais uma atuação firme e agressiva, a juvenil paulista Nauhany Silva, a Naná, conquistou neste domingo seu primeiro título profissional de simples, ao faturar o Torneio Internacional Feminino de Tênis – Ano VIII, torneio de nível W15 do ranking mundial. Na decisão, a jogadora de apenas 15 anos derrotou a chilena Antonia Vergara, número 533 e de 18 anos, com parciais de 6/4 e 6/3.
“Estou muito feliz, a sensação (de ganhar primeiro título) é muito boa. Foi uma semana difícil, com jogos muito duros, e acho que em todos eu consegui me superar, colocar meu coração e me entregar cada vez mais em quadra”, afirmou Naná, que uma semana antes havia conquistado seu primeiro título profissional de duplas no W35 do clube Paineiras, em São Paulo. “Agora, espero ganhar mais, evoluir sempre, pegar experiência”.
Ela também não esqueceu de agradecer o apoio constante do público da cidade em todas suas partidas. “Foi muito importante, desde a primeira rodada, quando eu estava perdendo por 1/4 no terceiro set lá na quadra coberta. Vou guardar esta semana para o resto da minha vida”, completou a sensação brasileira, que ainda agradeceu os treinadores Leo Azevedo e Danilo Ferraz e seu pai Paulo, a pessoa que a colocou na quadra ainda muito pequena.
Naná se tornou campeã em seu oitavo torneio profissional como profissional, façanha semelhante à de Beatriz Haddad Maia, que precisou de cinco participações para levantar seu primeiro troféu, aos 15 anos, então três meses mais jovem.
Nauhany obterá o mais alto ranking profissional de sua carreira já nesta segunda-feira, quando entram os pontos da campanha em São Paulo na semana passada, e subirá 23 posições, chegando ao 772º lugar, 15 acima de seu recorde pessoal anterior. Com mais 15 pontos obtidos em São João, ficará próxima à 670ª posição na próxima lista.
Uma semana depois de conquistar seu primeiro título como profissional nas duplas do W35 disputado no clube Paineiras, a juvenil paulista Nauhany Silva chega agora à inédita final de simples em sua jovem carreira.
A tenista de 15 anos e cinco meses avançou neste sábado para a decisão do Torneio Internacional Feminino de Tênis – Ano VIII, torneio de nível W15 que acontece nas quadras de saibro da Sociedade Esportiva Sanjoanense, ao derrotar a chilena Jimar Gerald Gonzalez, sétima principal inscrita, por 6/4 e 6/2.
“Comecei desconcentrada e ela chegou a fazer 4/0, mas daí em diante passei a impor meu jogo”, afirmou Naná. “Consegui seguir a estratégia de jogo que minha equipe havia traçado. E a torcida me ajudou muito, principalmente no começo em que estava tão atrás do placar”.
A adversária da final deste domingo, marcada para as 11 horas com entrada gratuita ao público, será a chilena Antonia Vergara, número 533 e de 18 anos. Ela superou nesta tarde a argentina Justina Maria Gonzalez, por 6/4 e 7/5, e busca seu terceiro troféu de nível W15 da carreira e da temporada.
Este é apenas o oitavo torneio profissional em que Naná conseguiu jogar a chave principal. Ela já obterá o mais alto ranking profissional de sua carreira nesta segunda-feira, quando entram os pontos da campanha em São Paulo na semana passada, e subirá 23 posições, chegando ao 772º lugar, 15 acima de seu recorde pessoal anterior. Em São João, já garante mais 10 pontos e assim deverá entra no top 700. Em caso de título, serão 15 pontos no total e provável 670ª posição.
O tênis brasileiro também chegou na final de duplas e ficou com o vice-campeonato. Julia Konishi e Rebeca Pereira, cabeças 2, foram superadas numa partida equilibrada pela argentina Jazmin Ortenzi e a colombiana Maria Perez-Garcia, pelo placar de 3/6, 7/6 (7-3) e 10-7.
O chileno Christian Garin, ex-top 20 do mundo, é um dos nomes confirmados na chave principal da Copa Internacional de Tênis – Ano III, torneio ATP Challenger 75 que será disputado de 13 a 19 de outubro, nas quadras de saibro do Graciosa Country Club, em Curitiba. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos no site https://appticket.com.br/ecp, sempre no dia anterior ao jogo escolhido.
Vindo de uma sequência positiva no circuito, Garin conquistou no último fim de semana o título do Challenger de Antofagasta, em seu país, ao vencer o argentino Facundo Díaz Acosta por 2/6, 6/3 e 6/3. Foi o terceiro troféu Challenger do chileno em 2025, somando-se aos de Oeiras (Portugal) e Mauthausen (Áustria). Com o resultado Garin tira de Nicolás Jarry o posto de segundo melhor chileno no ranking mundial.
Com o resultado, o ex-número 17 do mundo subiu para a 107ª posição no ranking da ATP e ficou muito próximo de retornar ao Top 100, consolidando sua retomada após um período de altos e baixos nas últimas temporadas.
Especialista no saibro, aos 29 anos Garin chega a Curitiba em grande forma e desponta como um dos nomes mais perigosos da chave. Campeão de quatro torneios ATP 250 e do Rio Open 2020 (ATP500), o maior na carreira — todos na terra batida — e com vitórias sobre grandes nomes do circuito, ele é considerado um adversário de alto risco para qualquer cabeça de chave no torneio paranaense, ainda que seja o 9º cabeça pelo ranking que fechou na lista de entrada -125º.
A presença de Garin reforça o nível técnico da Copa Internacional de Tênis, que em 2025 terá três jogadores top 100 e os principais nomes do tênis brasileiro, incluindo Thiago Monteiro e Thiago Seyboth Wild, ao lado do paranaense João Eduardo Schiessl, primeiro atleta a receber convite da organização. A chave tem 20 tenistas com entrada pelo ranking, três por convite e seis pelo qualifying e ainda existem dois para o caso de Special Exempts, quando o atleta não pode disputar o classificatório porque está na final em outro evento. Se não utilizados, entrtam os próximos da lista.
O qualifying está marcado para começar no dia 12 e terminar no dia 13 de outubro, quando também começa a chave principal. A Copa Internacional de Tênis Ano III distribui um total de US$100 mil em premiação e 75 pontos ao campeão.
Carlos Alcaraz garantiu vaga nas quartas de final do ATP 500
de Tóquio, no Japão, torneio que é disputado no piso duro.
O espanhol superou sua segunda partida na competição ao
bater o belga Zizou Bergs, com parciais de 6/4 e 6/3.
Seu adversário por um lugar na semifinal será o norte-americano Bradon Nakashima, número 33 do mundo. Os dois já se enfrentaram duas vezes ao longo da carreira, com duas vitórias do número 1 do mundo.
A partida entre eles deve começar entre o final da madrugada e início da manhã de domingo, no horário de Brasília.
Cabeça de chave número 2 do torneio, o norte-americano Taylor Fritz também garantiu sua vaga nas quartas ao bater o português Nuno Borges por 7/5 e 7/6(4).
Seu próximo adversário será o compatriota Sebastian Korda. Os dois já se enfrentaram três vezes, com duas vitórias de Fritz.
Luisa Stefani e Timea Babos são as primeiras campeãs da história do SP Open. A brasileira e a húngara conquistaram neste sábado o título de duplas depois de uma grande final contra a dupla formada pelas também brasileiras Ingrid Martins e Laura Pigossi no Parque Villa-Lobos. Elas foram as primeiras tenistas a levantarem o troféu feito pelo joalheiro Ara Vartanian, inspirado no Marco Zero de São Paulo.
A conquista é a primeira de tenistas brasileiras em duplas no Brasil depois de 39 anos. O último título de brasileiras nas duplas em um torneio no Brasil havia sido no Guarujá, em 1986, com Niege Dias e Patricia Medrado.
Cabeças de chave número 1 do WTA 250 da maior cidade das Américas, Stefani e Babos venceram de virada a final disputada na Quadra Central Maria Esther Bueno, com parciais de 4/6 6/3 e 10-4, em 1h29.
As brasileiras se emocionaram e mostraram muito respeito na cerimônia de premiação e exaltaram a importância do momento para o tênis brasileiro, em especial, o tênis feminino.
“Esta semana aqui é muito mais do que um título. Isso aqui é muito grande, é um passo gigantesco no caminho certo do futuro do nosso tênis brasileiro, especificamente, o tênis feminino brasileiro”, disse Luisa.
“Olha o que a gente fez no Parque Villa-Lobos essa semana. Tem sido realmente um momento muito especial, e estou super feliz de fazer parte dessa história e a gente não para por aqui. Tem muito mais coisa boa vindo pela frente!”, completou.
Tenistas brasileiras ressaltam emoção com final e realização do SP Open
Na entrevista coletiva, Luisa reforçou a emoção de conquistar um título em casa e dividindo a quadra com outras duas brasileiras, que são amigas dela no circuito.
“É indescritível. Senti muitas emoções ali na quadra, deu para ver. Foi emocionante, claro, por ser uma final, pelo título, mas principalmente por ser contra a Lau e a Gri. Foi um jogo tenso do começo ao fim, não foi fácil jogar, não aproveitei todos os momentos, mas no tie-break consegui relaxar um pouco mais e jogar melhor”, disse Luisa.
“As emoções são enormes porque essa semana foi especial demais. Há seis meses a gente fala do SP Open e chegar aqui, viver uma semana mágica e ainda terminar com o título é a cereja do bolo. Vai levar alguns dias pra eu absorver tudo: o carinho do público, o trabalho da organização, todo mundo nos bastidores. O Brasil merece um torneio desse porte, São Paulo merece. Saio daqui muito grata, me sentindo amada e orgulhosa de todo mundo que fez isso acontecer”, concluiu.
“Foi uma semana sólida. Nem sempre jogamos o nosso melhor tênis, mas mantivemos a calma nos momentos decisivos, e isso fez a diferença. A torcida foi incrível, a organização também”, disse Timea Babos.
“Foi minha primeira vez em São Paulo, e o que mais me marcou foram as pessoas. Na Europa às vezes esquecemos de aproveitar a vida, e aqui sinto que todos gostam de ser felizes. Todo mundo tenta ajudar, mesmo sem falar a mesma língua. Isso é especial. Saio daqui com o coração cheio”, completou.
Após a partida, Laura Pigossi e Ingrid Martins falaram sobre a derrota na final do SP Open e a sensação com a qual elas saem do torneio na capital paulista.
“Para nós, jogar uma final em casa, ter essa oportunidade contra adversárias incríveis, como pessoas e jogadoras, é especial. Claro que a derrota bate, não estamos satisfeitas. Até o final do jogo, estávamos segurando o choro. Era um torneio importante para nós, uma final importante, e a gente queria muito vencer. Mas ao mesmo tempo, temos que olhar o lado positivo: fizemos uma ótima semana, jogamos de igual para igual com jogadoras que têm título de Grand Slam. Então precisamos reconhecer e nos parabenizar pelo que conquistamos”, disse Laura.
“Como a Laura falou, não existe boa ou pior derrota. Mas nós demos tudo de nós. Foi uma ótima semana de trabalho com a Laura; fazia tempo que não jogávamos juntas. Competir em alto nível, em São Paulo, com essa torcida e contra jogadoras tão fortes é sempre positivo. Levaremos não só o resultado, mas as memórias e tudo o que sentimos essa semana para o resto da vida”, completou Ingrid.
Nauhany Silva, a Nana, brilhou em sua estreia no SP Open e conseguiu a primeira vitória da carreira logo na primeira vez que jogou uma partida em um WTA 250 ao vencer Carolina Meligeni na Quadra Central Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, justamente onde cresceu jogando.
Com apenas 15 anos e 5 meses, a paulista perdeu um primeiro set equilibrado, mas conseguiu reagir e superar Carol Meligeni em três sets, com parciais de 6/7(0), 6/2 e 6/0, em 1h49.
Naná superou a marca de Bia Haddad Maia, que estreou em um WTA vencendo a primeira partida aos 16 anos e 8 meses.
A jovem tenista não conseguiu segurar o sorriso com o resultado que a vai fazer subir 400 posições no ranking mundial. Mais do que isso, por mais uma lembrança positiva que terá do Parque Villa-Lobos.
“Desde pequeninha eu jogo nessas quadras, então para mim é muito especial passar a primeira rodada de um WTA, principalmente o primeiro. Estou muito feliz, não estava imaginando passar da primeira rodada”, disse Naná após o jogo.
“Era bem legal, a gente vinha mais de sábado e domingo e a gente treinava, aproveitava e tomava água de coco e andava de bicicleta no Parque, então era divertido para mim. Eu sabia que todo fim de semana iria vir e fazer a mesma coisa: treinar, tomar água de coco e andar de bicicleta. Pra mim aqui sempre tem boas memórias, então estar aqui para jogar o primeiro WTA é muito especial”, completou.
Decepcionada pela derrota na primeira rodada, Carol destacou a dificuldade de enfrentar Naná e elogiou a adversária depois da partida.
“Foi um jogo duro, difícil enfrentar uma brasileira aqui, na primeira rodada. Primeiro set bom da minha parte, consegui sacar bem e também aproveitar algumas oportunidades que eu tive de quebrar o saque dela. No segundo set eu não conseguir sustentar tanto o o meu saque e ela começou a se soltar e atacar muito. Ela foi agressiva e contundente nesse set e no terceiro a mesma coisa”, disse Carol.
“Ela tem muita qualidade nos golpes, tem muita velocidade e quando as bolas vão dentro, é muito difícil de conseguir fazer pontos longos, que é o que eu vinha fazendo no primeiro set. Acho que faltou eu acreditar um pouco mais em mim, mas também mérito dela de ter conseguido se soltar ao longo do jogo encontrar uma forma de ganhar”, completou.
Surpresas marcam o primeiro dia da chave principal do SP Open
O primeiro dia da chave principal de simples do SP Open foi marcado por surpresas. A única favorita a vencer seu jogo foi a argentina Solana Sierra, cabeça de chave 2, que derrotou a holandesa Arianne Hartono em sets diretos, com 7/6(4) e 6/3.
Nas outras partidas, avançaram a mexicana Victoria Rodríguez e a eslovaca Martina Okalova, que viram do qualifying, além de Janice Tjen, da Indonésia.
No jogo que abriu a programação da Quadra Central Maria Esther Bueno, Rodríguez venceu o primeiro set contra a australiana Ajla Tomljanovic por 6/4 e contou com o abandono da adversária quando tinha 4/2 na segunda parcial devido a uma lesão no joelho esquerdo.
“Estou muito feliz por ter avançado. Claro que não foi do melhor jeito, já que a Ajla se retirou, mas estou feliz com meu desempenho especialmente porque as condições hoje estavam bem diferentes das de ontem, que estava bem frio”, disse Rodríguez ainda na quadra.Okalova superou a australiana Arina Rodionova em dois sets, com 7/5 e 6/4, enquanto Tjen desbancou a francesa Leolia Jeanjean, cabeça de chave 7 do torneio, com 6/2 e 6/3. No jogo mais longo do dia, a francesa Tiantsoa Rakotomanga Rajaonah eliminou a mexicana Ana Sofia Sánchez ao vencer com 6/4, 4/6 e 7/6(7), em 2h54.
Bia Haddad Maia e Laura Pigossi estreiam em simples nesta terça-feira
Quatro brasileiras estreiam em simples no SP Open nesta terça-feira, com destaque para Beatriz Haddad Maia, que faz o último jogo da rodada noturna da Quadra Central Maria Esther Bueno contra a italiana Miriana Tona.
A partida que abre a programação na quadra principal no Parque Villa-Lobos é a da brasileira Luiza Fullana contra a mexicana Renata Zarazua, cabeça de chave número 5.
Em seguida é a vez de Laura Pigossi duelar com a americana Elizabeth Mandlik. Na Quadra 1, Ana Candiotto enfrenta a ucraniana Valeria Strakhova. Também tem brasileiras nas duplas, com Victoria Barros e Nauhany Silva contra a parceria da americana Anna Rogers e a indonésia Janice Tjen.
Carlos Alacaraz elevou mais o nível, fez um grande jogo e se tornou neste domingo bicampeão do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.
Em um jogo equilibrado, como era de se esperar, o espanhol superou mais uma vez o italiano Jannik Sinner, seu grande rival, com parciais de 6/2 3/6 6/1 e 6/4, repetindo o resultado de Roland Garros, quando também conquistou o título.
Alcaraz campeão. Clive Brunskill/Getty Images)
Com isso, ele não só conquista o bicampeonato do US Open, mas
também o 6º título de Grand Slam da carreira, sendo o segundo na atual
temporada, depois de Paris.
“Toda conquista que tenho é por causa de vocês”, disse
Alcaraz a sua equipe após levantar o troféu, antes de mandar seus
agradecimentos sinceros ao público de Nova York:
“Este torneio é super especial para mim”, acrescentou. “É um
privilégio fazer parte deste torneio. Eu me sinto em casa, sinto a energia e
sinto o amor, e estou apenas tentando jogar o meu melhor para vocês. Vocês
tornaram tudo mais fácil.”
Além da importante conquista, Alcaraz retomou o ponto de líder do ranking, ultrapassando justamente o italiano.
Quando venceu o US Open em 2022, Alcaraz havia conquistado o título do Rio Open e estava começando sua meteórica carreira. O título de 2025 veio como consolidação de que ele já é um dos melhores da história.