Navone supera Djokovic na estreia do US Open

O primeiro dia do US Open já teve logo uma grande surpresa na chave masculina do quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Na noite deste domingo, o argentino Mariano Navone superou o sérvio Novak Djokovic em cinco sets, o que fez o ex-número 1 do mundo ser superado na primeira rodada de um Slam depois de 20 anos:

“Acho que estava óbvio que foi uma sensação horrível em quadra para mim”, disse Djokovic. “É algo com que venho lidando, infelizmente, praticamente em todas as partidas deste ano — vômitos, querendo vomitar, um problema sério. E então meu corpo inteiro começa a travar, basicamente, câimbras e dor.” Disse Djokovic, completando em seguida:

“É, minhas costas simplesmente não aguentaram no final, e meu ombro também, e eu não consegui fechar a partida. Eu estava com quebra de vantagem no quarto set, mas lutei o tempo todo, desde o quarto game da partida.”

Já o argentino, que aproveitou a oportunidade, comemorou muito a vitória sobre um dos maiores de todos os tempos:

“Significa muito. É um sonho que se tornou realidade, com certeza.” afirmou.

Foto: Mike Lawrence/USTA

Fonseca não se recupera de lesão e fica fora do US Open

João Fonseca anunciou nesta segunda-feira que não jogará o US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Depois de abandonar o Masters 1000 de Cincinnati para tratar uma lesão no abdômen, o brasileiro anunciou nas redes sociais que não se recuperou a tempo de jogar nos Estados Unidos:

“Após passar por exames e iniciar o tratamento no abdômen, ficou claro para mim e para minha equipe que eu preciso de mais tempo para me recuperar 100% e poder competir em alto nível. Assim, infelizmente, não poderei disputar o US Open. Não foi uma decisão fácil de tomar, já que é um torneio especial para mim. Seguimos trabalhando para poder voltar o quanto antes.”

O próximo compromisso agendado para João Fonseca é a disputa do confronto pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, contra a Suíça, no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de setembro.

Foto: Fotojump/RioOpen

Alcaraz bate Sinner, conquista o bi do US Open e retoma a liderança do ranking

Carlos Alacaraz elevou mais o nível, fez um grande jogo e se tornou neste domingo bicampeão do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Em um jogo equilibrado, como era de se esperar, o espanhol superou mais uma vez o italiano Jannik Sinner, seu grande rival, com parciais de 6/2 3/6 6/1 e 6/4, repetindo o resultado de Roland Garros, quando também conquistou o título.

Alcaraz campeão. Clive Brunskill/Getty Images)

Com isso, ele não só conquista o bicampeonato do US Open, mas também o 6º título de Grand Slam da carreira, sendo o segundo na atual temporada, depois de Paris.

“Toda conquista que tenho é por causa de vocês”, disse Alcaraz a sua equipe após levantar o troféu, antes de mandar seus agradecimentos sinceros ao público de Nova York:

“Este torneio é super especial para mim”, acrescentou. “É um privilégio fazer parte deste torneio. Eu me sinto em casa, sinto a energia e sinto o amor, e estou apenas tentando jogar o meu melhor para vocês. Vocês tornaram tudo mais fácil.”

Além da importante conquista, Alcaraz retomou o ponto de líder do ranking, ultrapassando justamente o italiano.

Quando venceu o US Open em 2022, Alcaraz havia conquistado o título do Rio Open e estava começando sua meteórica carreira. O título de 2025 veio como consolidação de que ele já é um dos melhores da história.

Veja toda a lista de campeões do US Open.

1968 – Arthur Ashe (Estados Unidos)

1969 – Rod Laver (Austrália)

1970 – Ken Rosewall (Austrália)

1971 – Stan Smith (Estados Unidos)

1972 – Ilie Nastase (Romênia)

1973 – John Newcombe (Austrália)

1974 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1975 – Manuel Orantes (Espanha)

1976 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1977 – Guillermo Vilas (Argentina)

1978 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1979 – John McEnroe (Estados Unidos)

1980 – John McEnroe (Estados Unidos)

1981 – John McEnroe (Estados Unidos)

1982 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1983 – Jimmy Connors (Estados Unidos

1984 – John McEnroe (Estados Unidos)

1985 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1986 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1987 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1988 – Mats Wilander (Suécia)

1989 – Boris Becker (Alemanha)

1990 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1991 – Stefan Edberg (Suécia)

1992 – Stefan Edberg (Suécia)

1993 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1994 – Andre Agassi (Estados Unidos)

1995 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1996 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1997 – Patrick Rafter (Austrália)

1998 – Patrick Rafter (Austrália)

1999 – Andre Agassi (Estados Unidos)

2000 – Marat Safin (Rússia)

2001 – Lleyton Hewitt (Austrália)

2002 – Pete Sampras (Estados Unidos)

2003 – Andy Roddick (Estados Unidos)

2004 – Roger Federer (Suíça)

2005 – Roger Federer (Suíça)

2006 – Roger Federer (Suíça)

2007 – Roger Federer (Suíça)

2008 – Roger Federer (Suíça)

2009 – Juan Martin Del Potro (Argentina)

2010 – Rafael Nadal (Espanha)

2011 – Novak Djokovic (Sérvia)

2012 – Andy Murray (Grã-Bretanha)

2013 – Rafael Nadal (Espanha)

2014 – Marin Cilic (Croácia)

2015 – Novak Djokovic (Sérvia)

2016 – Stan Wawrinka (Suíça)

2017 – Rafael Nadal (Espanha)

2018 – Novak Djokovic (Sérvia)

2019 – Rafael Nadal (Espanha)

2020 – Dominic Thiem (Áustria)

2021 – Daniil Medvedev (Rússia)

2022 – Carlos Alcaraz (Espanha)

2023 – Novak Djokovic (Sérvia)

2024 – Jannik Sinner (Itália)

2025 – Carlos Alcaraz (Espanha)

Texto: Diana Gabanyi

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Sabalenka conquista o bicampeonato do US Open

Aryna Sabalenka conquistou neste sábado o bicampeonato do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Em final equilibrada diante da tenista da casa, Amanda Anisimova, Sabalenka se impôs nos momentos decisivos e venceu em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6(3).

Depois do vice-campeonato do Australian Open e de Roland Garros neste ano, a bielorrussa falou sobre o quanto merecia conquistar um Slam:

“Eu sabia que, com o trabalho duro que fizemos, eu merecia ter um título de Grand Slam nesta temporada. Quando eu caí, foram emoções verdadeiras, porque significa muito defender este título e trazer um tênis tão bom para a quadra. E trazer a luta e conseguir lidar com minhas emoções da maneira que eu fiz nesta final, significa muito. Estou super orgulhosa de mim mesma agora.”

Além do título, Sabalenka sai dos Estados Unidos com a manutenção do topo do ranking garantida, abrindo vantagem diante de Iga Swiatek e Coco Gauff, que brigam pela vice-liderança.

Foto: Manuela Davies/USTA

Bia Haddad vence Sakkari e enfrenta Anisimova nas oitavas do US Open

Bia Haddad conseguiu uma grande vitória e sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Na noite deste sábado, a brasileira teve grande atuação e venceu com autoridade a grega Maria Sakkari, ex-número 3 do mundo, com parciais de 6/1 e 6/2.

Esse foi o 5º encontro entre elas no circuito e a brasileira manteve a invencibilidade diante da adversária europeia.

A próxima adversária de Bia será uma tenista da casa, Amanda Anisimova, atual número 9 do ranking da WTA. Aas duas já se enfrentaram três vezes no circuito, com duas vitórias de Anisimova. Porém, no confronto mais recente, a vitória foi da brasileira, no WTA de Adelaide, em 2023.

Bia tem como melhor participação no US Open justamente a campanha do ano passado, quando parou nas quartas de final.

Esta também é a melhor campanha de Bia em um torneio do Grand Slam em 2025.

Com muito apoio da torcida brasileira, sempre presente no US Open, ela conseguiu fazer talvez o seu melhor jogo da temporada.

O desafio na próxima fase é maior. Ele duelará contra a jogadora da casa, no Arthur Ashe Stadium, o maior estádio de tênis do mundo, para tentar sua primeira vitória nesta quadra inaugurada em 1997.

Foto: US Open

Texto: Diana Gabanyi

Sinner perde set, mas vence Shapovalov e vai às oitavas do US Open

Jannik Sinner não teve facilidade, mas conseguiu garantir sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Neste sábado, o número 1 do mundo perdeu o primeiro set, mas venceu de virada o canadense Denis Shapovalov, por 3×1.

“”Foi uma partida muito, muito difícil hoje. Conheço o Denis há bastante tempo, então sabia que teria que jogar em alto nível hoje. Estou muito feliz por ter conseguido vencer. Ele começou muito bem. Eu só tentei me manter mentalmente.”

Campeão no ano passado, o italiano aguarda nas oitavas o vencedor do confronto entre o cazaque Alexander Bublik e o norte-americano Tommy Paul.

Quem também não teve facilidade foi o russo Andrey Rublev, que precisou de cinco sets pra bater o surpreendente Coleman Wong, tenista de Hong Kong e número 173 do mundo.

Foto: US Open

Fonseca supera Kecmanovic na estreia e enfrenta Machac na 2ª rodada do US Open

João Fonseca estreou com vitória no US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o brasileiro superou em sets diretos o sérvio Miomir Kecmanovic, em sets diretos, com parciais de 7/6(3) 7/6(5) e 6/3, diante de um adversário que endureceu a partida, chegando a ter vantagem na primeira parcial e no tiebreak da segunda.

Além disso, João teve que superar mais um desafio no terceiro set, já que passou mal e precisou de atendimento:

“Me senti um pouco cheio, talvez por ter bebido muita água. Depois me senti bem melhor, não é nada grave.” disse o brasileiro, que na segunda rodada terá pela frente o tcheco Tomas Machac.

“O Machac é um bom jogador, nunca joguei contra ele. Sei que ele tem feito uma boa gira, especialmente nesses últimos dois anos. Ele vem jogando super bem, fazendo bons resultados e ganhando de bons jogadores. Com certeza é um jogador que pode ganhar de qualquer um. Vou dar o meu melhor na partida, mas com certeza será um jogo duro.” completou.

Fonseca US Open 2023 (Cynthia Lum)

Esta foi a primeira vez que João Fonseca jogou a chave principal do US Open. Ele que foi campeão juvenil da competição em 2023, o levando ao topo do ranking da categoria, jogou a fase classificatória no ano passado e perdeu na última rodada da fase. Desta vez entrou direto pelo ranking.

Foto: US Open

Texto: Diana Gabanyi.

Djokovic, Fritz e Shelton passam bem pela estreia no US Open. Medvedev perde. Alcaraz e Fonseca jogam na 2ª feira

O primeiro dia do US Open não teve grandes surpresas e os principais favoritos estrearam bem no quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Já na programação noturna do Arthur Ashe Stadium, Novak Djokovic chegou a enfrentar um tiebreak, mas superou o local Learner Tien por 3×0, garantindo sua vaga na segunda rodada para enfrentar outro norte-americano, Zachary Svajda.

Um pouco mais cedo, Bem Shelton não teve dificuldades pra superar o peruano Ignacio Buse por 3×0, assim coo Taylor Fritz, que passou pelo compatriota Emilio Nava pelo mesmo placar.

Também foi em sets diretos a vitória do tcheco Jakub Mensik sobre o chileno Nicolas Jarry, mas o russo Daniil Medvedev, cabeça de chave número 13, não resistiu ao francês Benjamin Bonzi e perdeu por 3×2.

A segunda-feira será o dia da estreia de mais alguns favoritos, como o espanhol Carlos Alcaraz, que terá pela frente o sacador da casa, Reilly Opelka, fechando a programação do Arthur Ashe Stadium.

Um pouco mais cedo, no mesmo local, Frances Tiafoe terá o apoio da torcida diante do japonês Yoshihito Nishioka.

No Louis Armstrong Stadium, destaque para o jogo do britânico Jack Draper contra o argentino Federico Gomez, além da partida do norueguês Casper Rudd contra o austríaco Sebastian Ofner.

Já no Grandstand, o dinamarquês Holger Rune joga contra o holandês Botic Van de Zandschulp, enquanto o brasileiro João Fonseca estreia contra o sérvio Miomir Kecmanovic.

Foto: Clive Brunskill

Fonseca enfrenta sérvio na estreia do US Open, na 2ª feira

João Fonseca estreia nesta segunda-feira no US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

O brasileiro terá pela frente em sua primeira partida o experiente sérvio Miomir Kecmanovic, número 45 do ranking da ATP, ou seja, logo atrás do brasileiro.

Será a primeira partida entre eles no circuito e também a primeira do brasileiro na chave principal do torneio, já que no ano passado ele parou no qualifying.

“O US Open é um Grand Slam muito especial pra mim, muito feliz em estar de volta. É um Slam que, na primeira vez em que joguei, perdi na primeira rodada, mas na segunda, ambas no juvenil, fui campeão. Ano passado disputei o quali já como profissional e agora estou na chave principal, muito feliz em poder estar aqui.”

Sobre a estreia, o brasileiro falou que já conhece seu adversário: “Acho que vai ser um bom jogo. Já cheguei a treinar com ele, mas vai ser a primeira vez em que vou jogar contra ele. Ele é um bom jogador, que pode ganhar de qualquer um, então tenho que ir preparado mentalmente e fisicamente para partir com tudo” disse Fonseca.

Foto: @Cincytennis

Thiago Monteiro desembarca em Nova York para o US Open

Thiago Monteiro desembarcou nesta quinta-feira em Nova York para o último Grand Slam do ano. O cearense, que joga a sua 10ª edição do Grand Slam norte-americano, disputará o qualifying da competição, que acontece entre os dias 18 e 21 de agosto em Flushing Meadows.

“Acabei de chegar aqui em Nova York. Passei por duas semanas e meia de preparação e estou me sentindo 100% fisicamente e pronto para uma longa gira, mais confiante no meu corpo. O objetivo é buscar voltar ao ritmo, competir bem e somar boas semanas, sempre construindo um fim de temporada semana a semana”, disse o brasileiro, atual 168º do mundo.

No US Open, Thiago vai em busca da sua sétima chave principal no torneio em 10 edições disputadas. Ao todo, o US Open 2026 marca a 37ª participação de Monteiro em torneios do nível Grand Slam. 

Após o US Open, Thiago partirá para uma sequência de Challengers na Europa: Challenger 75 de Como, na Itália; Challenger 125 de Gênova, também na Itália; Challenger 125 de Szczecin, na Polônia; e o Challenger 100 de Lisboa, em Portugal.

Foto: Fotojump/João Pires