Sabalenka e Rybakina se enfrentam na final do US Open, neste sábado

O sábado terá a grande final feminina do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Pela quarta vez seguida, Aryna Sabalenka estará na decisão, depois de superar a norte-americana Jessica Pegula por 2×0.

“Estou muito feliz por ter conseguido apresentar esse nível de tênis”, disse Sabalenka em quadra após a vitória de 80 minutos. “Eu queria muito essa vitória. Queria demais, e tentava conversar comigo mesma e lembrar: ‘Aqui é a minha casa’.” disse Sabalenka, que vai deixar o topo do ranking da WTA mesmo em caso de título.

Sua adversária na final de sábado será a cazaque Elena Rybakina, que será a nova número 1 do mundo. Na semifinal, ela venceu de virada a norte-americana Coco Gauff.

Sabalenka e Rybakina já se enfrentaram 19 vezes na carreira, com 11 vitórias da bielorrussa. Será a terceira final de Grand Slam entre elas. Sabalenka venceu a decisão do Australian Open, em 2023, enquanto Rybakina levou a melhor neste ano, também em Melbourne.

Foto: Simon Bruty/USTA

Luisa Stefani aplica pneu e vai às quartas do US Open pela sexta vez seguida

Luisa Stefani, número quatro mundo, e a parceira Gabriela Dabrowski, tiveram mais uma atuação com autoridade e, nesta segunda-feira (7), atingiram vaga nas quartas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado em Nova York, nos Estados Unidos. A segunda melhor dupla da temporada passou com tranquilidade pela dupla da japonesa Eri Hozumi e da eslovena Andreja Klepac por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3.

Esta será a sexta vez seguida de Luisa nas quartas do US Open e buscará a terceira semifinal. Em 2020 ela alcançou as quartas ao lado da americana Hailey Carter, em 2021 fez semi com Dabrowski onde machucou o joelho justo na disputa de vaga para a final e ficou mais de um ano parada. Em 2023 foi semifinalista com a americana Jenifer Brady e nos anos de 2024 e 2025 fez quartas com a holandesa Demi Schuurs e a húngara Timea Babos respectivamente. Ela soma 19 vitórias e cinco derrotas no torneio em Nova York.

Em busca de vaga em sua terceira semifinal, Stefani e a parceira Dabrowski enfrentam as chinesas Shuai Zhang e Xinyu Jiang, cabeças de chave 7, não antes das 17h na quadra 17.

“Eu daria uma nota 9 na escala até 10. Sempre há espaço para melhora”, afirmou Luisa, patrocinada pela Prudential Brasil, Parmalat Whey Fit e Slyce e os apoios da Liga Tênis 10, Bolsa Atleta, Head e JFL.

“Temos um grande time por trás com muito trabalho e lhes dou grande crédito pelos resultados que estamos tendo”, seguiu Luisa.

“O que vem dando certo é ficarmos firmes com nossas melhores ferramentas. Tivemos alguns momentos esse ano onde não pudemos jogar o calendário completo com lesões minhas e dela e lidamos muito bem com isso. Voltamos e discutimos questão de treinamentos e o tênis que deveríamos jogar, isso ficou bem claro e vem nos ajudando”, apontou Dabrowski.

Stefani e Dabrowski formam a segunda melhor dupla da temporada com final de Wimbledon, semi de Roland Garros e do Australian Open além de três títulos no WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes, WTA 500 de Estrasburgo, na França, e WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra.

Foto: Mike Lawrence /USTA

Cerundolo conquista grande virada sobre Fritz e vai às 8ªs do US Open

Francisco Cerundolo conquistou mais uma grande vitória de virada para garantir sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Neste sábado, o argentino perdeu os dois primeiros sets diante do local Tayor Fritz, mas permaneceu no jogo pra anotar uma grande virada, com parciais de 3/6 4/6 6/3 6/4 e 6/4.

“Não sei como venci”, disse Cerundolo, rindo com incredulidade. “O Taylor é um jogador de alto nível, já disputou a final aqui; é uma das partidas mais difíceis. Eu sabia o quão complicado seria.” disse o argentino depois do jogo.

“Ele estava jogando muito melhor do que eu nos dois primeiros sets, sendo muito agressivo. Eu não estava me sentindo nada confortável. Depois de devolver a quebra no terceiro set, comecei a entrar no ritmo aos poucos e, no quarto e no quinto sets, acho que encontrei o meu melhor tênis. Vencer aqui, na minha primeira vez na Ashe, é incrível!” completou.

Nas oitavas, Cerundolo terá pela frente o belga Alexander Blockx, número 34 do mundo. Os dois se enfrentaram neste ano, no saibro do Masters 1000 de Madri, com vitória do belga.

Foto: Mike Lawrence/USTA

Jodar é superado por chinês na estreia do US Open. De Minaur confirma o favoritismo

A quarta-feira teve uma grande surpresa na chave masculina do quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

O espanhol Rafael Jodar, uma das grandes promessas da nova geração e atual número 13 do mundo foi superado na estreia em sets diretos pelo chinês Bu Yunchaokete, vencendo apenas 4 games na partida que acabou com parciais de 6/2 6/1 e 6/1.

Quem confirmou o favoritismo com tranquilidade foi o australiano Alex De Minaur, que triunfou por 3×0 sobre o italiano Andrea Guerrieri.

Mesmo não sendo um dos principais cabeças de chave do torneio, mas favorito na partida, Andrey Rublev foi derrotado por 3×1 pelo espanhol Daniel Merida Aguilar.

Foto: Darren Carroll/USTA

Navone supera Djokovic na estreia do US Open

O primeiro dia do US Open já teve logo uma grande surpresa na chave masculina do quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Na noite deste domingo, o argentino Mariano Navone superou o sérvio Novak Djokovic em cinco sets, o que fez o ex-número 1 do mundo ser superado na primeira rodada de um Slam depois de 20 anos:

“Acho que estava óbvio que foi uma sensação horrível em quadra para mim”, disse Djokovic. “É algo com que venho lidando, infelizmente, praticamente em todas as partidas deste ano — vômitos, querendo vomitar, um problema sério. E então meu corpo inteiro começa a travar, basicamente, câimbras e dor.” Disse Djokovic, completando em seguida:

“É, minhas costas simplesmente não aguentaram no final, e meu ombro também, e eu não consegui fechar a partida. Eu estava com quebra de vantagem no quarto set, mas lutei o tempo todo, desde o quarto game da partida.”

Já o argentino, que aproveitou a oportunidade, comemorou muito a vitória sobre um dos maiores de todos os tempos:

“Significa muito. É um sonho que se tornou realidade, com certeza.” afirmou.

Foto: Mike Lawrence/USTA

Fonseca não se recupera de lesão e fica fora do US Open

João Fonseca anunciou nesta segunda-feira que não jogará o US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Depois de abandonar o Masters 1000 de Cincinnati para tratar uma lesão no abdômen, o brasileiro anunciou nas redes sociais que não se recuperou a tempo de jogar nos Estados Unidos:

“Após passar por exames e iniciar o tratamento no abdômen, ficou claro para mim e para minha equipe que eu preciso de mais tempo para me recuperar 100% e poder competir em alto nível. Assim, infelizmente, não poderei disputar o US Open. Não foi uma decisão fácil de tomar, já que é um torneio especial para mim. Seguimos trabalhando para poder voltar o quanto antes.”

O próximo compromisso agendado para João Fonseca é a disputa do confronto pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, contra a Suíça, no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de setembro.

Foto: Fotojump/RioOpen

Alcaraz bate Sinner, conquista o bi do US Open e retoma a liderança do ranking

Carlos Alacaraz elevou mais o nível, fez um grande jogo e se tornou neste domingo bicampeão do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Em um jogo equilibrado, como era de se esperar, o espanhol superou mais uma vez o italiano Jannik Sinner, seu grande rival, com parciais de 6/2 3/6 6/1 e 6/4, repetindo o resultado de Roland Garros, quando também conquistou o título.

Alcaraz campeão. Clive Brunskill/Getty Images)

Com isso, ele não só conquista o bicampeonato do US Open, mas também o 6º título de Grand Slam da carreira, sendo o segundo na atual temporada, depois de Paris.

“Toda conquista que tenho é por causa de vocês”, disse Alcaraz a sua equipe após levantar o troféu, antes de mandar seus agradecimentos sinceros ao público de Nova York:

“Este torneio é super especial para mim”, acrescentou. “É um privilégio fazer parte deste torneio. Eu me sinto em casa, sinto a energia e sinto o amor, e estou apenas tentando jogar o meu melhor para vocês. Vocês tornaram tudo mais fácil.”

Além da importante conquista, Alcaraz retomou o ponto de líder do ranking, ultrapassando justamente o italiano.

Quando venceu o US Open em 2022, Alcaraz havia conquistado o título do Rio Open e estava começando sua meteórica carreira. O título de 2025 veio como consolidação de que ele já é um dos melhores da história.

Veja toda a lista de campeões do US Open.

1968 – Arthur Ashe (Estados Unidos)

1969 – Rod Laver (Austrália)

1970 – Ken Rosewall (Austrália)

1971 – Stan Smith (Estados Unidos)

1972 – Ilie Nastase (Romênia)

1973 – John Newcombe (Austrália)

1974 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1975 – Manuel Orantes (Espanha)

1976 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1977 – Guillermo Vilas (Argentina)

1978 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1979 – John McEnroe (Estados Unidos)

1980 – John McEnroe (Estados Unidos)

1981 – John McEnroe (Estados Unidos)

1982 – Jimmy Connors (Estados Unidos)

1983 – Jimmy Connors (Estados Unidos

1984 – John McEnroe (Estados Unidos)

1985 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1986 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1987 – Ivan Lendl (Tchéquia)

1988 – Mats Wilander (Suécia)

1989 – Boris Becker (Alemanha)

1990 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1991 – Stefan Edberg (Suécia)

1992 – Stefan Edberg (Suécia)

1993 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1994 – Andre Agassi (Estados Unidos)

1995 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1996 – Pete Sampras (Estados Unidos)

1997 – Patrick Rafter (Austrália)

1998 – Patrick Rafter (Austrália)

1999 – Andre Agassi (Estados Unidos)

2000 – Marat Safin (Rússia)

2001 – Lleyton Hewitt (Austrália)

2002 – Pete Sampras (Estados Unidos)

2003 – Andy Roddick (Estados Unidos)

2004 – Roger Federer (Suíça)

2005 – Roger Federer (Suíça)

2006 – Roger Federer (Suíça)

2007 – Roger Federer (Suíça)

2008 – Roger Federer (Suíça)

2009 – Juan Martin Del Potro (Argentina)

2010 – Rafael Nadal (Espanha)

2011 – Novak Djokovic (Sérvia)

2012 – Andy Murray (Grã-Bretanha)

2013 – Rafael Nadal (Espanha)

2014 – Marin Cilic (Croácia)

2015 – Novak Djokovic (Sérvia)

2016 – Stan Wawrinka (Suíça)

2017 – Rafael Nadal (Espanha)

2018 – Novak Djokovic (Sérvia)

2019 – Rafael Nadal (Espanha)

2020 – Dominic Thiem (Áustria)

2021 – Daniil Medvedev (Rússia)

2022 – Carlos Alcaraz (Espanha)

2023 – Novak Djokovic (Sérvia)

2024 – Jannik Sinner (Itália)

2025 – Carlos Alcaraz (Espanha)

Texto: Diana Gabanyi

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Sabalenka conquista o bicampeonato do US Open

Aryna Sabalenka conquistou neste sábado o bicampeonato do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Em final equilibrada diante da tenista da casa, Amanda Anisimova, Sabalenka se impôs nos momentos decisivos e venceu em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6(3).

Depois do vice-campeonato do Australian Open e de Roland Garros neste ano, a bielorrussa falou sobre o quanto merecia conquistar um Slam:

“Eu sabia que, com o trabalho duro que fizemos, eu merecia ter um título de Grand Slam nesta temporada. Quando eu caí, foram emoções verdadeiras, porque significa muito defender este título e trazer um tênis tão bom para a quadra. E trazer a luta e conseguir lidar com minhas emoções da maneira que eu fiz nesta final, significa muito. Estou super orgulhosa de mim mesma agora.”

Além do título, Sabalenka sai dos Estados Unidos com a manutenção do topo do ranking garantida, abrindo vantagem diante de Iga Swiatek e Coco Gauff, que brigam pela vice-liderança.

Foto: Manuela Davies/USTA

Bia Haddad vence Sakkari e enfrenta Anisimova nas oitavas do US Open

Bia Haddad conseguiu uma grande vitória e sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Na noite deste sábado, a brasileira teve grande atuação e venceu com autoridade a grega Maria Sakkari, ex-número 3 do mundo, com parciais de 6/1 e 6/2.

Esse foi o 5º encontro entre elas no circuito e a brasileira manteve a invencibilidade diante da adversária europeia.

A próxima adversária de Bia será uma tenista da casa, Amanda Anisimova, atual número 9 do ranking da WTA. Aas duas já se enfrentaram três vezes no circuito, com duas vitórias de Anisimova. Porém, no confronto mais recente, a vitória foi da brasileira, no WTA de Adelaide, em 2023.

Bia tem como melhor participação no US Open justamente a campanha do ano passado, quando parou nas quartas de final.

Esta também é a melhor campanha de Bia em um torneio do Grand Slam em 2025.

Com muito apoio da torcida brasileira, sempre presente no US Open, ela conseguiu fazer talvez o seu melhor jogo da temporada.

O desafio na próxima fase é maior. Ele duelará contra a jogadora da casa, no Arthur Ashe Stadium, o maior estádio de tênis do mundo, para tentar sua primeira vitória nesta quadra inaugurada em 1997.

Foto: US Open

Texto: Diana Gabanyi

Sinner perde set, mas vence Shapovalov e vai às oitavas do US Open

Jannik Sinner não teve facilidade, mas conseguiu garantir sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Neste sábado, o número 1 do mundo perdeu o primeiro set, mas venceu de virada o canadense Denis Shapovalov, por 3×1.

“”Foi uma partida muito, muito difícil hoje. Conheço o Denis há bastante tempo, então sabia que teria que jogar em alto nível hoje. Estou muito feliz por ter conseguido vencer. Ele começou muito bem. Eu só tentei me manter mentalmente.”

Campeão no ano passado, o italiano aguarda nas oitavas o vencedor do confronto entre o cazaque Alexander Bublik e o norte-americano Tommy Paul.

Quem também não teve facilidade foi o russo Andrey Rublev, que precisou de cinco sets pra bater o surpreendente Coleman Wong, tenista de Hong Kong e número 173 do mundo.

Foto: US Open