Em São Paulo, Guga volta a afirmar que o tênis brasileiro está apenas começando

Criar um cenário para o tênis brasileiro! Foi com essa convicção que Gustavo Kuerten participou hoje do 6º. ENEG (Encontro Nacional das Escolas Guga) que reuniu no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, 130 gestores e educadores das 48 unidades da Escolas Guga no Brasil.

Guga foi enfático ao afirmar para os jornalistas, durante a coletiva de imprensa: “o tênis brasileiro ainda não existe, o que existe são os jogadores.” O tricampeão de Roland Garros explicou que é necessário planejar esse momento, começando pelos treinadores. E deu o exemplo do projeto da Escola Guga que investe na formação continuada dos profissionais que atuam em quadra com os mais de três mil alunos distribuídos nas Escolinhas Guga (para crianças de 5 a 10 anos), Escola Guga (11 a 14 anos), Escola Guga Adulto e Escola Guga Bech Tennis.

Usando o exemplo do futebol, Guga ilustrou o comportamento dos brasileiros com o esporte. “A gente ainda se relaciona com muita paixão e isso cria uma relação distorcida. Precisamos transformar a mentalidade do esporte, fazendo a gestão, assumindo um profissionalismo para garantir a sustentabilidade”, defendeu. Mas, também reagiu com otimismo com relação ao futuro. “Em 10/15 anos vamos conseguir transformar o tênis brasileiro”. A convicção do tenista brasileiro que recentemente foi anunciado embaixador de Roland Garros é pavimentada em dois projetos complementares.

Na base, a ideia é aumentar o número de praticantes, através da capacitação dos professores. “É dessa forma que a gente consegue reter as crianças no esporte. Todos aqui no ENEG sabem que precisam render 130% na quadra! E principalmente, precisamos quebrar o estigma do tênis juvenil. Temos que ter um grupo, uma geração, é dessa forma que vamos evoluir”, declarou.

Já na fase de transição, Guga está envolvido na criação do Time Guga, uma plataforma, ainda em construção, que combina quantidade de jogadores com boa qualidade de atendimento e o bem-estar necessário para alcançar o alto rendimento. E exemplificou: “Depois de sete, oito anos trabalhando com a Escola Guga, estamos pensando em lançar o Time Guga que poderá se transformar no Batalhão Brasileiro, assim como a Armada Espanhola. É assim que podemos transformar o tênis no país.”

Se referindo ao sexto Encontro Nacional das Escolas Guga como uma edição histórica, Guga concluiu que o projeto que engloba as Escolas Guga, gerido pela Guga Kuerten Franquias (empresa do Grupo Guga Kuerten) “é o melhor legado que a gente pode deixar.”

Foto – Marcello Zambrana