Especial 20 anos do tri: Guga é tricampeão em Paris e entra para a História de Roland Garros

Com a vitória deste domingo sobre o espanhol Alex Corretja por 6/7(3), 7/5, 6/2 e 6/0, Guga, além de conquistar o tricampeonato em Roland Garros, entra para a seleta lista de tenistas profissionais que subiram ao lugar mais alto do pódio pelo menos três vezes. Junto ao brasileiro, figuram na lista Bjorn Borg, Mats Wilander e Ivan Lendl. Como se não bastasse, Guga passará a ser o número 1 na Corrida dos Campeões e continuará na liderança do Sistema de Entradas (ranking mundial).
Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Para chegar até mais esta final, Guga teve que derrotar, respectivamente, Guillermo Coria, Agustin Caleri, Karim Alami, Michael Russel, Yevgeny Kafelnikov, Juan Carlos Ferrero e, nesta final, Alex Corretja.


As conquistas de Guga em Roland Garros tiveram início em 1994, quando ele jogou no juvenil e triunfou na competição de duplas, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Em 1997, Guga venceu pela 1ª vez o torneio sem ser favorito, entrando na competição na 66ª posição do Sistema de Entradas. Na sua segunda conquista, no ano passado, Guga enfrentou o sueco Magnus Normam na final e faturou o troféu pela segunda vez. Com este resultado, o brasileiro pulou do segundo lugar na Corrida dos Campeões para o topo do ranking pela primeira vez na carreira.


RANKINGS DA ATP – Com esta grande conquista de hoje, Guga repete o feito do ano passado e pula da terceira posição para a liderança na Corrida dos Campeões. O tri em Roland Garros rendeu a Guga 200 pontos na Corrida e garantiu 1000 pontos no Sistema de Entradas.

Especial 20 anos do tri: Guga vence Ferrero e está na final de Roland Garros

Release enviado após a sexta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 07 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na final do torneio de Roland Garros. Nesta sexta-feira em Paris, com uma atuação perfeita do começo ao fim, Guga não deu chances ao espanhol Juan Carlos Ferrero, 4o. colocado no ranking mundial, e venceu, sem perder um set, por 6/4 6/4 6/3, em 2h10min de um show de tênis na quadra Philippe Chatrier. No domingo, a partir das 09h15min (Brasília), ele luta pelo tricampeonato com o espanhol Alex Corretja.

Melhor jogador de saibro da temporada, Guga, como ele mesmo afirmou, “jogou perto da perfeição” seguindo um plano de jogo e estando forte mentalmente em todos os momentos da partida, inclusive naqueles em que a situação não lhe era tão favorável. Logo no primeiro game o brasileiro teve três break points contra e conseguiu reverter a situação. No 3/3, teve seu serviço quebrado, mas não deixou Ferrero tomar a dianteira no jogo, devolvendo a quebra em seguida, quebrando novamente o serviço do “Mosquito,” no 5/4 e fechando a série com um winner de esquerda cruzada.

No segundo set, Guga abriu 2/0, mas perdeu o seu saque no game seguinte. O jogo seguiu igual até o 5/4, quando novamente o brasileiro quebrou o saque de Ferrero, com uma esquerda do adversário na rede e fez 2 sets a 0. No terceiro set, mantendo o mesmo ritmo forte do início do jogo, Guga continuou sem dar chances ao espanhol, mesmo quando este tinha algum break point a favor. Guga se superava e, com jogadas fantásticas, não deixava o espanhol respirar por muitos segundos e no 4/3 a quebra apareceu, deixando o brasileiro tranquilo para sacar para vitória no game seguinte. No segundo match point, com uma bola para fora de Ferrero, Guga pulou, ergueu os braços para cima e comemorou a sua terceira passagem a uma final de Roland Garros, tendo sido campeão em 1997 e 2000.

“Joguei perto da perfeição, me movimentando bem e com as minhas táticas de jogo bem claras, do início ao fim da partida,” disse Guga. “Eu sabia que não podia deixá-lo controlar o jogo e nem mesmo respirar muito. Tentei surpreendê-lo com jogadas fundas e usando a experiência que adquiri nos últimos dois anos e de já ter sido campeão aqui duas vezes. Estava super à vontade na quadra e quando estou sentindo bem a bola na raquete e jogando o meu melhor tênis é difícil alguém ganhar de mim.”

De tão bem que Guga vem jogando ele foi comparado a Picasso pelo russo Yevgeny Kafelnikov, há três dias, e o número um do mundo contou que tentou acreditar no russo. “Eu tentei acreditar nas palavras dele, de que eu sou um Picasso na quadra. Agora quem sabe possa pegar alguma coisa do Van Gogh e tentar desenhar o meu jogo ainda melhor, porque eu não poderia querer jogar mais do que eu joguei hoje. Foi um dia muito feliz para mim e um prêmio pelo que eu passei aqui essa semana, nos jogos e nos treinos. Foram horas na quadra tentando dar um passo adiante e foi na parte mental, com a minha cabeça positiva que eu me superei,” comemorou Guga, sem esquecer do jogo contra o norte-americano Michael Russell, nas oitavas-de-final, em que salvou um match point. “O Guga que está hoje em quadra é um Guga diferente do que o de antes do match point contra o Russell. Como eu já disse, me tiraram do torneio e me colocaram de volta e agora não tenho mais nada a perder. Fui um abençoado naquele dia.”

E é assim, tranquilo e curtindo cada momento, que Guga pretende disputar a sua terceira final em Paris e a quinta da temporada, tendo conquistado três títulos, em Buenos Aires, Acapulco e Monte Carlo. “Nem nos meus sonhos mais mirabolantes eu poderia imaginar que eu estaria disputando a minha terceira final em Roland Garros. Vou entrar em quadra me sentindo um cara de muita sorte e disposto a lutar por todos os pontos.”

Nas duas outras finais que jogou em Roland Garros, Guga venceu, respectivamente, o espanhol Sergi Bruguera e o sueco Magnus Norman.

A partida final, será a 29a. em Roland Garros, sendo que destas 29 ele está invicto a 13. “Roland Garros para mim é um lugar muito especial. Toda vez que venho para cá, até mesmo para treinar, sinto uma coisa a mais, uma energia especial.”

Neste sábado, Guga (Banco do Brasil/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) deve manter a mesma rotina com o técnico Larri Passos. Acordar por volta das 11h, fazer trabalho físico e, no final da tarde, uma hora de treinos na quadra. A esses treinos, Larri credita a passagem de Guga à final. “Foi a vitória do trabalho. Ontem à noite eu assisti uma reportagem sobre o Maurice Green e ele respondeu uma pergunta sobre qual era o segredo do sucesso dele e a resposta foi o trabalho que eu faço com o meu técnico. Eu e o Guga trabalhamos duro nesses últimos dias e eu mostrei o ombro pra ele no final do jogo, porque treinei forte com ele na quadra, fiz muita força e deu certo.”

Com 700 pontos já garantidos no ranking mundial e outros 140 na Corrida dos Campeões, Guga pode ficar com 1000 e 200, respectivamente, se passar pelo espanhol Alex Corretja, 13o. colocado no ranking mundial e 32o. na Corrida. Os dois já se enfrentaram seis vezes, todas elas no saibro, com quatro vitórias para Guga, incluindo a última, nas quartas-de-final do Masters Series de Roma.

Guga x Corretja – 4 / 2
Copa Davis 1998 – Porto Alegre / saibro Corretja d. Guga 6/3 7/5 4/6 6/4
Masters Series Hamburgo 1998 / saibro Corretja d. Guga 4/6 7/6 6/4
Copa Davis 1999 – Lérida / saibro Guga d. Corretja 6/3 6/4 7/5
Masters Series Roma 1999 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2000 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2001 / saibro – Guga d. Corretja 6/2 6/3

ESTATÍSTICAS GUGA
>Aces – 10
>Duplas-faltas – 2
>Aproveitamento do primeiro serivço – 62%
>Pontos vencidos com o primeiro serviço – 66%
>Erros Não Forçados – 53
>Winners de Direita – 20
>Winners de Esquerda – 7
>Passadas – 3
>Pontos Vencidos Na Rede – 20
>Aproveitamento na Rede – 80%
>Curtinhas Vencedoras – 3
>Pontos Vencidos – 112

Especial 20 anos do tri: Guga vence Kafelnivov e está na semifinal de Roland Garros

Release enviado após a quinta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 05 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na semifinal do torneio de Roland Garros, um dos eventos mais importantes do circuito mundial. Nesta terça-feira, com uma atuação impecável, ele derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, por 3 sets a 1, parciais de 6/1 3/6 7/6 (3) 6/4, em 2h32min de jogo e decide, na sexta-feira, pela terceira vez na carreira, uma vaga na final do torneio. O adversário é o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Depois de ter ganhado uma nova vida no torneio, ao salvar um match point na partida de oitavas-de-final contra Michael Russell, Guga entrou solto na quadra Philippe Chatrier e com o objetivo de surpreender Kafelnikov, campeão de Roland Garros em 1996. E foram necessários apenas 18 minutos para Guga mostrar isso ao russo, 7o. colocado no ranking mundial. Nesse tempo, Guga fechou o 1º set, com duas quebras de serviço no 2/1 e no 4/1 e só perdendo três pontos no seu saque no set inteiro.

No 2ºset, foi a vez de Kafelnikov tomar conta da partida e ele e Guga começaram a protagonizar um belíssimo espetáculo de tênis em Roland Garros. No 1/2 ele conseguiu uma quebra de saque e manteve o seu serviço para fechar o set em 6/3, com um ace. No 3º set, o russo chegou a estar bem perto de sacar para a série, quando no 4/4, Guga sacava com 0/40. Guga se salvou desses três break points e de outros dois no mesmo game e conseguiu levar a decisão para o tie-break, em que entrou concentrado, jogando ponto por ponto e venceu por 7/3.

No 4º set, Guga saiu na frente e abriu 3/0 com duas quebras de serviço do adversário. Mas, Kafelnikov não quis se entregar e ainda conseguiu quebrar o saque de Guga mais uma vez, no 3/0. Mas foi só o que Guga deixou o russo fazer, além dos aplausos que recebeu do próprio adversário, ao dar uma passada de esquerda paralela espetacular. No 4/3 salvou dois break points para sacar para a vitória no 5/4 e celebrar a passagem à semifinal com uma bola de Kafelnikov que ficou na rede.

“Quando a minha primeira bola entrou em jogo eu já estava sentindo-a bem melhor na minha raquete, do que no jogo contra o Russell. Eu sabia que tinha que começar bem no jogo, até para surpreendê-lo um pouco e mostrar que eu estava sólido. Ele esperava que eu jogasse mais cruzado e eu estava indo mais para a parelala e arrisacando mais do que o normal. No Masters, em Lisboa, joguei assim com ele e deu certo,” contou Guga, muito feliz por estar, pela terceira vez, na semifinal de um Grand Slam e especialmente em Roland Garros, seu torneio favorito.

“Tenho agora que desfrutar um pouco disso. Passei por uma maratona antes desses jogos e não é todo dia que você está na semifinal de um Grand Slam. Tive as melhores sensações da minha vida no tênis nesta quadra central de Roland Garros e vou lutar muito para estar pela terceira vez na final,” comemorou o número um do mundo, que em nove confrontos venceu Kafelnikov seis vezes, incluindo a vitória desta terça-feira e outras duas nas quartas-de-final deste mesmo torneio, nos anos em que foi campeão, 1997 e 2000.

“Já estão dizendo que o Kafelnikov é o meu amuleto e tomara que seja mesmo, mas não é isso que vai me fazer ganhar o torneio. Os jogos contra o Kafelnikov são sempre como jogos de xadrez, em que um ponto pode mudar tudo e você tem que estar focado, no jogo o tempo todo. Agora me vejo com boas chances de ganhar outra vez, mas vou ter que estar muito forte mentalmente”, concluiu Guga, que foi chamado por Kafelnikov de um Picasso das quadras, pelas mágicas que faz com sua esquerda. “Ele falou isso porque nunca me viu desenhando. Talvez eu possa fazer mágica na quadra, mas quando pego o papel sou como um jogador do qualifying.”

O técnico Larri Passos, que está com Guga há 11 anos, se emocionou tanto quanto o seu pupilo ao vê-lo alcançar a semifinal de Roland Garros pela terceira vez e, com lágrimas nos olhos, disse que uma das principais coisas que Guga continua fazendo é o trabalho duro. “Hoje, antes do jogo nós aquecemos por 45 minutos e isso é fundamental. O Guga é número um do mundo e continua dando duro. Ele jogou um 1ºset incrível contra o Kafelnikov e o principal nos próximos dois dias vai ser trabalhar duro e fazer a recuperação física também.” O técnico também aproveitou para explicar que não tem falado muito com a imprensa porque “aprendi com os chineses, que os sábios não falam e eu porque não sou sábio e tenho que aprender a cada dia, me calo.”

Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) ficará agora dois dias sem jogar antes da semifinal com Juan Carlos Ferrero (4o. colocado no ranking mundial e 2o. na Corrida dos Campeões), um rival que enfrentou duas vezes. Uma, na semifinal do ano passado, em que venceu em cinco sets e a outra, na final do Masters Series de Roma, há três semanas, em que perdeu em cinco sets.

“O Ferrero é o cara que mais me impressionou nesta temporada e com certeza vai ser um jogo muito duro,” antecipou Guga, que já garantiu 450 pontos no ranking mundial e outros 90 na Corrida dos Campeões. Se avançar à decisão, fica com 700 e 140, respectivamente.

Especial 20 anos do tri: Guga salva match-point em jogo histórico contra Russell e chega às quartas em Paris

Release enviado após a quarta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 04 de junho de 2001.

Brasileiro teve a vitória do coração.

Gustavo “Guga” Kuerten está nas quartas-de-final de Roland Garros. Com uma vitória emocionante, à base de muita luta, Guga virou um jogo praticamente perdido e venceu o norte-americano Michael Russell, por 3 sets a 2, parciais de 3/6 4/6 7/6 (3) 6/3 6/1, em um espetáculo de 3h25min de duração, na quadra central de Roland Garros, que terminou com o brasileiro ajoelhado no meio de um coração, que ele mesmo desenhou. Na terça-feira, em horário ainda indefinido, Guga enfrenta o russo Yevgeny Kafelnikov, em busca de uma vaga na semifinal do Grand Slam.

Atual campeão do torneio, Guga acordou cedo neste domingo para enfrentar o norte-americano. Quando a partida começou o termômetro marcava 11o.C na quadra Philippe Chatrier e o vento fazia a temperatura parecer ainda mais fria. Guga saiu sacando, mas perdeu o seu serviço no terceiro e no quinto game, deixando Russell fazer 5/1. No 5/2, Guga devolveu uma quebra, mas não foi suficiente para reverter a situação do set e no game seguinte, no saque de Guga, com uma direita paralela, Russell fez um set a zero.

No segundo set, a partida seguiu equilibrada até o 3/4, quando Guga perdeu o seu saque. No game seguinte, o catarinense devolveu a quebra, mas no 4/5 não conseguiu manter o seu serviço novamente e com outra bola paralela, desta vez de esquerda, Russell fez 2 sets a 0.

Na terceira série, o norte-americano que veio do qualifying, parecia estar ainda mais no jogo, continuando a jogar bolas na linha e a estragar qualquer tipo de jogada que Guga tentava fazer. No 2/3 ele quebrou o serviço do número um do mundo e fez 2/4. Em seguida, sacou e fez 2/5 e no 3/5 sacou para ganhar a partida e esteve bem perto disso. Guga teve dois break points, não converteu e Russell chegou ao match point. Depois de um ponto muito disputado, com uma bola na linha, Guga escapou de deixar a quadra e aí sim conseguiu quebrar o saque do norte-americano e levar a decisão do set para o tie-break. Confiante depois de haver vencido um set no tie-break no jogo contra Alami, Guga não deixou dúvidas de que não queria entrar no avião e voltar para o Brasil. Entrou firme na hora do desempate e com uma devolução de saque para fora de Russell, fechou a série, com 7/3 no tie-break.

Um pouco mais aliviado no quarto set e jogando mais solto, Guga ficou adiante no placar do jogo pela primeira vez ao quebrar o serviço de Russell no segundo game e só precisou manter o seu saque para empatar o jogo em dois sets. Com um ace Guga fechou a série e entrou no quinto set, em que conseguiu três quebras de saque para vencer a partida, no primeiro, quinto e último game. No 5/1, no segundo match point, Guga cravou um smash na quadra e celebrou uma das maiores vitórias de sua carreira.

Emocionado, Guga desenhou um coração na quadra de saibro com a sua raquete, ajoelhou no meio dele e agradeceu a torcida que o apoiou durante toda a partida.

“Eu sou muito emotivo e hoje tive uma das melhores sensações da minha vida em uma quadra de tênis. Foi muito especial e talvez um dos dias mais felizes que eu já tive,” disse Guga, que não planejava desenhar o coração na quadra. “Foi uma coisa do momento. Eu estava com uma sensação incrível que eu não tenho muitas vezes e foi a maneira que eu encontrei de agradecer ao público, que influenciou muito a minha vitória de hoje.”

Sem nunca ter enfrentado Russell antes na carreira, Guga contou que encontrou dificuldades com o jogo do norte-americano no início do jogo. “Ele jogou o melhor tênis dele numa situação muito difícil. Eu nunca tinha jogado com ele e estava mais defensivo do que agressivo. Ele estava me frustrando e bloqueando todo o tipo de jogada que eu tentava fazer, até que chegou um momento em que eu fiquei mais tranquilo e saí de uma zona de segurança para uma de risco e as bolas na linha, a esquerda paralela, o saque, tudo começou a funcionar. Saí do fundo do poço para o paraíso. Na hora que estava tudo praticamente perdido, terminado a bola pegou na linha, entrou e quando o jogo terminou me senti o homem mais feliz do mundo por alguns minutos. Ganhei uma recompensa por todo o trabalho que eu venho fazendo. Muita gente me viu treinando aqui às 20h durante alguns dias e essas coisas de repente fazem a diferença e me fizeram acreditar que eu poderia ganhar.”

Feliz com a vitória, antes de iniciar as entrevistas para as televisões internacionais, Guga brincou, querendo saber se ninguem havia tido um ataque do coração no Brasil, por causa do seu jogo. “Em poucos segundos me tiraram e me colocaram de novo no torneio e agora estou aqui, nas quartas-de-final, em vez de estar arrumando as malas para entrar no avião. Já não tenho mais nada a perder e provavelmente vou jogara bem mais solto daqui pra frente.”

Esta é a quarta vez que Guga alcança as quartas-de-final em Roland Garros e a segunda consecutiva, tendo sido campeão em 1997, 2000 e quadrifinalista há dois anos. Com 11 vitórias seguidas no Grand Slam francês, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) voltará a competir na terça-feira, enfrentando um velho rival, campeão do torneio em 96, o russo Yevgeny Kafelnikov (7o. colocado no ranking mundial e 8o. na corrida dos campeões), de quem ganhou nas duas vezes em que ergueu o troféu de campeão em Paris, também nas quartas-de-final. “Já vou entrar na quadra com essa vantagem,” brincou ele, que no total, já enfrentou Kafelnikov oito vezes, vencendo cinco, inclusive a última, no Masters Cup de Lisboa.

Tenista número um do mundo e terceiro colocado na Corrida dos Campeões, Guga já garantiu 250 pontos no ranking mundial e outros 50 na Corrida. Se passar por Kafelnikov fica com 450 e 90, respectivamente.

TORCIDA ESPECIAL

Além do apoio da torcida francesa, do irmão Rafael, do técnico Larri Passos, Guga contou com uma força a mais neste domingo em Roland Garros. O cavaleiro Rodrigo Pessoa e o jogador de futebol Leonardo estavam acompanhando a partida do número um do mundo na Tribuna Internacional, ao lado também do cantor e compositor Marcelo.

Conhecido de Guga, Pessoa veio esta manhã de Bruxelas para prestigiar o catarinense e antes do jogo começar conversou bastante com Rafael.

Já Leonardo, conseguiu um convite com amigos e encontrou Guga depois do jogo. Os dois almoçaram juntos no restaurante dos jogadores, que fica embaixo da quadra Philippe Chatrier.

GUGA X KAFELNIKOV – Confrontos Diretos
1996 ATP Tour de Stuttgart / saibro Kafelnikov d. Guga 6/1 6/4
1997 Roland Garros / saibro Guga d. Kafelnikov 6/2 5/7 2/6 6/0 6/4
1998 New Haven / rápida Kafelnikov d. Guga 6/4 6/4
1999 Masters Series Indian Wells / rápida Guga d. Kafelnikov 0/6 7/6 6/3
1999 Masters Series Roma / saibro Guga d. Kafelnikov 7/5 6/1
2000 Roland Garros / saibro Guga d. Kafelnikov 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2
2000 Olimpíadas Sydney / rápida – Kafelnikov d. Guga 6/4 7/5
2001 Masters Cup Lisboa / rápida coberta Guga d. Kafelnikov 6/3 6/4

Especial 20 anos do tri: Guga supera Alami e garante vaga nas oitavas de Roland Garros

Release enviado após a terceira partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 01 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha em Roland Garros, nesta sexta-feira. Em uma partida emocionante, com duração de 3h11min, ele superou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (3) 7/6 (5) 6/2 e enfrenta, no domingo, Michael Russel, dos Estados Unidos.

Quando Guga entrou na quadra Suzanne Lenglen já passavam das 17h em Paris e, desde o início do jogo, com as arquibancadas praticamente lotadas a atmosfera era de uma grande partida. Guga começou bem o jogo, quebrando o saque de Alami no segundo game. No seguinte, perdeu o seu, mas fez outra quebra no 3/2 e no 5/3 sacou para o set, fechando a série com um ace.

No segundo set, fazendo um dos melhores jogos de sua carreira e chegando em todas as bolas que pareciam ser winners de Guga, Alami conseguiu igualar a partida. Sem quebras de serviço dos dois lados, a decisão do segundo set foi para o tie-break, que acabou vencido pelo marroquino.

Na terceira série, Guga e Alami perderam os seus serviços nos cinco primeiros games, deixando o marroquino, com seguidos momentos de inspiração, em vantagem na partida. Mas, depois de salvar três set point no 4/5, Guga devolveu a quebra, levou o set para o tie-break e, no segundo set point que teve, com uma bola para fora de Alami fez 2 sets a 1.

À frente no placar, Guga entrou firme no quarto set e já saiu quebrando o saque de Alami no primeiro game. O brasileiro, impondo o seu jogo, abriu 3/1 e no 4/2 conseguiu outra quebra de saque a seu favor, ficando com 5/2. Empolgado e no clima do jogo, Guga enriqueceu o espetáculo da quadra Suzanne Lenglen, ao fazer a ola também, duas vezes, antes de sacar para a vitória. Em um ponto muito disputado, em que a bola da Alami não passou da rede, o número um do mundo ergueu os braços e comemorou a vitória da garra e a sua 10a. consecutiva em Roland Garros.

“Ganhei esse jogo na luta e na garra. Comecei o primeiro set muito bem, mas no segundo ele conseguiu me tirar do meu plano de jogo e eu só consegui voltar ao meu melhor tênis depois que eu ganhei o tie-break,” disse Guga, que está com um recorde de 3 vitórias e 13 derrotas em tie-breaks nesta temporada. A última vez que ele havia vencido um tie-break foi na Copa Davis, no jogo contra Patrick Rafter.

“Acho até que foi no tie-break do terceiro set que eu consegui virar o jogo mesmo. Já no 4/5 quando eu salvei o set point, fiquei vivo no set e entrei no tie-break com a atitude certa, super concentrado e jogando da maneira correta. Não entrei derrotado, fui pensando ponto-a-ponto e isso foi muito importante. Na hora que eu mais precisei, voltei a ganhar um tie-break e isso ajuda muito. Cresce a minha confiança, a atitude e você sente um negócio a mais no seu chip, você sente que está pronto para outro. Da mesma maneira que eu venci inúmeros jogos seguidos no saibro, eu também vinha perdendo inúmeros tie-breaks e não é fácil sair de uma situação como essa,” explicou o número um do mundo, na entrevista coletiva após o seu jogo.

“O Alami é um cara difícil de jogar e estava fazendo a partida da vida dele. Ele é um cara que erra uma bola fácil e depois dá uma bola milagrosa. De certa maneira, foi um grande teste para mim e foi um jogo mais parecido com o que eu vou ter que encarar daqui pra frente e já deu para ver que se precisar, estou bem de físico.”

O técnico de Guga, Larri Passos, que vibrou a cada ponto com seu pupilo, também comemorou muito a quarta passagem de Guga às oitavas-de-final de Roland Garros. “Estou duplamente feliz com o Guga de hoje. Primeiro, porque o Guga mostrou que está bem de físico e segundo porque ganhou um tie-break.”

Bicampeão do torneio, tendo vencido em 1997 e 2000, e quadrifinalista em 1999, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) já garantiu 150 pontos no ranking mundial e 30 na Corrida dos Campeões. Se passar por Michael Russel (122o. colocado no ranking mundial e 136o. na Corrida dos Campeões), um jogador que veio do qualifying e a quem nunca enfrentou, ficará com 250 e 50, respectivamente.

Escola Guga anuncia sua primeira franquia internacional

A Escola Guga Tênis, junto com Little Tenis, vai começar no próximo ano, uma nova experiência e anuncia sua primeira unidade franqueada na Argentina. O acordo para operar no país que tem grande tradição no tênis foi formalizado durante a Semana Guga Kuerten, no mês passado, em Florianópolis.

De acordo com Bruno Raupp, gestor da Guga Kuerten Franquias, empresa responsável pela rede de Escola Guga, a parceria começou a ser pavimentada em 2013, com a troca de know how entre a Little Tennis e a GKF. “Começamos a trocar informações tanto na área técnica quanto na de gestão e evoluímos para uma parceria formal que vai se consolidar como a primeira Escola Guga Tênis no exterior.

Nos planos para o próximo ano para a Escola, a ideia é continuar focando no projeto de expansão. Atualmente são 49 unidades em 32 cidades brasileira com a missão de ensinar o esporte para crianças, adolescentes e adultos. Além de aulas de tênis, algumas franquias oferecem aulas de Beach Tennis. Com a operação em Buenos Aires, a intenção é desenvolver conhecimento de forma bilateral para conquistar, em breve, novos mercados.

Foto: Fernando Willadino

Guga é homenageado no ATP Finals, em Londres

Há quase 18 anos Gustavo Kuerten entrava para a história ao vencer, em Lisboa, dois grandes tenistas (Pete Sampras e Andre Agassi) no torneio que reúne os melhores jogadores do ano e conquistar o topo do ranking no tênis profissional.

Hoje Guga marcou presença no atual ATP World Tour Finals para ser homenageado e participar da cerimônia de premiação, logo após a vitória de Alexander Zverev que venceu Novak Djokovic,  líder do grupo Guga Kuerten na competição.

Guga participou de eventos organizados pela ATP para celebrar os campeões de década de 2000, durante todo o fim de semana.”É sempre muito gratificante relembrar toda a minha trajetória. Mas, essa homenagem é um grande incentivo, uma inspiração, para que a gente possa continuar trabalhando, com muita determinação, para transformar o tênis brasileiro”, declarou Guga.

Novamente nº 1 do mundo, Djokovic lidera o Grupo Guga Kuerten no ATP Finals, que não terá Nadal

Foram sorteados nesta segunda-feira os grupos do ATP Finals, torneio que reúne na O2 Arena, em Londres, os oito melhores tenistas da temporada.

Também durante a segunda, pouco antes do sorteio, Rafael Nadal anunciou que não jogaria o torneio londrino, depois de não se recuperar de uma lesão abdominal, que o deixou de fora do Masters 1000 de Paris.

Com isso, o norte-americano John Isner garantiu sua primeira participação no Finals e ele ficará no grupo 1, que se chamará Grupo Guga Kuerten, em homenagem ao grande tenista brasileiro. Como favorito, esse grupo terá Novak Djokovic, que reassumiu o topo do ranking, além de Alexander Zverev e Marin Cilic.

No Grupo 2, que se chamará Grupo Lleyton Hewitt, o favorito é Roger Federer, que terá a companhia de Kevin Anderson, que o venceu nas quartas de final de Wimbledon, neste ano, Dominic Thiem e Kei Nishikori.

Vale lembrar que no ATP Finals, os tenistas se enfrentam dentro de cada grupo, com os dois melhores se classificando para as semifinais.

Guga anuncia a criação da Equipe Guga

Gustavo Kuerten esteve hoje em Belo Horizonte para participar do Encontro Nacional da Escolinha Guga (ENEG) e anunciou uma novidade para os gestores e professores que participam desde segunda-feira (24), do evento que acontece pela primeira vez na capital mineira. O tricampeão de Roland Garros oficializou a criação da Equipe Guga para que os juvenis de 9 a 18 anos possam aprimorar as técnicas do tênis.

“Lançar a Equipe Guga traz uma satisfação enorme, porque são passos que consolidam o nosso projeto de desenvolvimento do tênis e dão segurança para a gente evoluir para as próximas etapas, depois de sete anos de trabalho. Esse novo projeto vai ser realizado com muito cautela, com tranquilidade para transformar essa experiência para eles numa oportunidade, sem traumas. A ideia é ensinar que perder pode ser bom também, faz parte do aprendizado, preparando-os para  enfrentar as competições. Dialogar com os pais é um outro desafio, porque os pais querem ver os filhos vencendo… Mas, eu vejo que com o tempo vamos atravessando esses obstáculos”, explicou Guga.

A nova iniciativa será gerenciada pela Guga Kuerten Franquias (GKF), empresa responsável pela gestão das franquias das 38 unidades da Escolinha e 21 Escola Guga no país, concentrando mais de 2 mil alunos. Além de oferecer aulas de tênis de forma lúdica para as crianças de 5 a 10 anos na Escolinha Guga e para os adolescentes de 11 a 15 anos na Escola Guga, a GKF também está investindo na implantação da Escola Guga Adultos.

Alinhada com o discurso de Guga que ressalta a importância da formação dos professores, a GKF promove anualmente o ENEG que reuniu em Belo Horizonte mais de 100 pessoas nas palestras e atividades práticas. Para encerrar o evento, Guga reiterou a importância do empenho no trabalho com as crianças e revelou seu próximo objetivo. “A ideia é ter um Time Guga, mas para frente, com jogadores ainda melhor preparados e em condições de disputar níveis internacionais. Mas, agora o projeto é mais nacional, precisamos demonstrar que com muito trabalho, seriedade, respeito e educação é possível transformar o esporte. É difícil, mas não tem mistério, e sim muito esforço. Ver uma equipe ser montada é um grande orgulho. É uma forma de mostrar para as pessoas que o momento de 97 ainda está vivo. Vamos parar de reclamar de desperdício e vamos fazer isso que nós estamos conseguindo executar nos últimos sete anos”, declarou Guga, antes de entregar a premiação do Programa Destaque de Excelência da Escolinha Guga.

Semana Guga Kuerten termina coroando os campeões juvenis

Foram 11 dias de competição que reuniu mais de 1600 atletas de dez países, e público estimado em 58 mil pessoas. A edição 2016 da Semana Guga Kuerten revelou, nesse domingo, em Florianópolis, os campeões da Copa Guga Kuerten de Tênis Infantojuvenil. Nathan Rodrigues, atleta baiano, venceu a categoria 14 anos, conquistando a vaga para disputar o Le Mondial Lacoste.

Semana Guga Kuerten termina coroando os campeões juvenis

Nathan que no ano passado ficou com o título de vice-campeão, conseguiu conquistar a vaga na competição mundial que reúne os seis melhores tenistas da categoria, vencendo o paranaense Adriell dos Santos, com parciais de 6/2, 6/0. Como premiação, o novo campeão ganha a viagem para o Le Mondial Lacoste que acontece durante o ATP World Tour Finals, em Londres, no próximo mês, com direito a acompanhante. Já na categoria 18 anos, decidida por dois argentinos, Sebastian Baez venceu Juan Grassi por duplo 6/4.

Guga que participou da solenidade de premiação também anunciou uma novidade para o campeão da categoria 16 anos. Natural de Campinas, Matheus Pucinelli venceu Eduardo Almeida por 6/1, 6/1. A vitória credenciou Pucinelli a participar do Programa Sparring Rio Open, que garante ao atleta a chance de servir de sparring para os tenistas que disputarão a próxima edição do Rio Open, no Rio de Janeiro, em fevereiro.

No feminino, a Copa Guga Kuerten foi marcada por uma despedida. A tenista de São Bernardo do Campo, Thaísa Pedretti, disputou a final 18 anos com Vitória Okuyama, vencendo a tenista paranaense por 6/3, 6/0. Pedretti conquistou o tricampeonato e anunciou que esse foi a última vez no torneio, já que ela tem a intenção de se profissionalizar no próximo ano.

Além dos vencedores do torneio infantojuvenil, a Semana Guga Kuerten também conheceu hoje os nomes dos campeões da Copa das Federações de Beach Tennis e do Torneio Tennis Kids, que reuniu 313 atletas de 8 a 11 anos, nas quadras do Jurerê Sports Center. Confira abaixo a lista com os nomes dos campeões.


COPA GUGA KUERTEN

18 anos
Campeão: Sebastian Baez (ARG)
Vice-campeão: Juan Grassi (ARG)

Campeã: Thaísa Pedretti (BRA)
Vice-campeã Vitória Okuyama (BRA)

16 anos
Campeão: Matheus Pucinelli (BRA)
Vice-campeão: Eduardo de Almeida (BRA)

Campeã: Isabela Bifano (BRA)
Vice-campeã: Camila Felizolla (BRA)

14 anos
Campeão: Nathan Rodrigues (BRA)
Vice-campeão: Adriell dos Santos (BRA)

Campeã: Maria Menezes (BRA)
Vice-campeã: Namie Isago (BRA)

12anos
Campeão: Gustavo Tedesco (RJ)
Vice-campeão: Diogo Pessoa (SP)

Campeã: Amanda Oliveira (RS)
Vice-campeã: Ana Candioto (SP)

TENNIS KIDS

11 anos
Campeão: Luiz Carvalho (SP)
Vice-campeão: Kauã Santos (SP)

Campeã: Antônia Ferrarini (RS)
Vice-campeã: Gabriela Sandrini (PR)

10 anos
Campeão: Tiago Guglieri (RS)
Vice-campeão: Augusto Machado (RS)

Campeã: Allegra Hodson (SC)
Vice-campeã: Sofia Perovani (SP)

9 anos
Campeão: Bernardo Fuckner (SC)
Vice-campeão: João Toffoli (SC)

Campeã: Mariana Soares (GO)
Vice-campeã: Yasmim Aguirres (RS)

8 anos
Campeão: Francisco Damorim (SP)
Vice-campeão: Bruno Burckhart (PR)

Campeã: Sofia Bloot (PR)
Vice-campeã: Sofia Albieri (SP)