Em dia de surpresas, Nadal arrasa na estreia em Nova York

Em um dia de surpresas na chave masculina do US Open, com as eliminações do cabeça-de-chave  4 Dominic Thiem e do cabeça 8 Stefanos Tsitsipas, na primeira rodada, quem brilhou foi Rafael Nadal.

O número dois do mundo não deu chances ao australiano John Millman, aquele que havia eliminado Roger Federer no ano passado em Flushing Meadows, vencendo por 6/3 6/2 6/2. Na próxima rodada, Nadal encara agora outro australiano, Thanasi Kokkinakis, que passou por Ilya Ivashka, por 6/3 7/6 6/7 6/2.

Thiem e Tsitsipas, que não tiveram uma grande temporada de quadras rápidas, foram surpreendidos respectivamente por Thomas Fabbiano (6/4 3/6 6/3 6/2) e Andrey Rublev (6/4 6/7 7/6 7/5).

Em outros jogos da rodada, quem também disse adeus logo na primeira rodada foi o espanhol semifinalista de Wimbledon, Roberto Bautista Agut, que perdeu para Mikhail Kukushkin por 3/6 6/1 6/4 3/6 6/3; Felix Auger Aliassime, o nextgen mais badalado do momento foi superado pelo amigo e compatriota Denis Shapovalov, por 6/1 6/1 6/4.

Alexander Zverev, que não vem em boa fase também, conseguiu vencer em 5 sets o moldavo Radu Albot, por 6/1 6/3 3/6 4/6 6/2.

Nesta quarta-feira tem início a primeira rodada de duplas, mas nenhum dos brasileiros estará em ação.

Diana Gabanyi

Foto – divulgação

 

Serena arrasa Sharapova na estreia do US Open

O jogo teve toda a “antecipação” de uma final, desde que a chave foi sorteada na 5a. feira: Serena Williams x Maria Sharapova.

Apesar de não ser uma rivalidade, já que a americana vencera 19 dos 21 confrontos entre as duas até então, era um confronto que normalmente acontecia em finais de Grand Slam e entre duas das maiores campeãs dos últimos muitos anos da WTA. Serena com 23 trofeus de Grand Slam e Sharapova com 5.

Ambas não vivem a melhor fase, mas tenta ressurgir. Apesar de Serena estar bem melhor do que a russa que também já foi número um do mundo, tendo alcançado três finais de Slam desde que voltou a competir no início do ano passado, após o nascimento da filha Olympia, é a oitava do mundo e ainda não venceu um torneio desde o retorno. Sharapova não conseguiu voltar ao top 20 desde que retomou as competições após ter sido afastada do circuito pro mais de ano e vem sofrendo com diversas lesões, especialmente a de ombro que sempre a perseguiram na carreira.

Mas, mesmo assim era um duelo de duas grandes personalidades da história do circuito; dois grandes contrastes dentro e fora das quadras.

No entanto, quando o jogo começou, só Serena Williams brilhou. Venceu em apenas 59 minutos cedendo apenas dois games.

Sharapova saiu da quadra rapidamente. Vai sair do top 100 e provavelmente precisará repensar a carreira. Não esperava-se muito da russa, mas não se imaginava que não fosse oferecer resistência alguma, independente da performance da Serena.

“Vi que enfrentaria uma 5x campeã de Grand Slam e sabia que tinha que me preparar muito para esse confronto,” disse Serena, quando perguntada sobre o sorteio da chave. “Desde então venho treinando duro e me mantive muito focada. Sabia que contra uma grande jogadora precisava trazer o meu melhor jogo.”

A demonstração de gala foi diante de um Arthur Ashe Stadium lotado, na noite de abertura do US Open, uma experiência das mais especiais no circuito, com direito a homanagem para Rod Laver e os seus 2 calendar Slams e show de música e hino americano antes da entrada das estrelas em quadra.

“Eu já tive derrotas difícies, mas voltar aqui a cada ano e sentir esse amor de vocês é o que me faz continuar jogando,” finalizou Serena, que joga em busca do 24o. Grand Slam da carreira.

A próxima adversária da maior jogadora de todos os tempos da atualidade é a também americana Cathy Mcnally.

Para ver todos os resutlados da chave feminina no 1o. dia de jogos do US Open, clique aqui

Diana Gabanyi

Thiago Monteiro é superado na estreia do US Open

O tenista brasileiro Thiago Monteiro não conseguiu passar da estreia no US Open. Nesta segunda-feira, no primeiro jogo da rodada que abriu a competição, o cearense não conseguiu render o esperado e foi eliminado pelo norte-americano Bradley Khlan, 108o colocado no ranking mundial, por 6/3 6/2 6/3.

Thiago Monteiro

Monteiro era o único brasileiro, tanto no feminino, quanto no masculino, que disputava a chave de simples do último Grand Slam do ano.

Nas duplas, Bruno Soares joga ao lado de Mate Pavic; Marcelo Melo com Lukasz Kubot e Marcelo Demoliner, com Dominic Inglot, ainda sem data de estreia.

Eles enfrentam, respectivamente: Garin/Jarry; Molchanov/ Sitak e Krawitez/Mies.

 

 

Thiago Monteiro estreia nesta 2a. no US Open

O tenista brasileiro Thiago Monteiro estreia nesta 2a. feira no US Open, o último Grand Slam da temporada que acontece em Nova York.

Direto na chave principal do Grand Slam (único brasileiro na chave de simples), atual número um do Brasil e 100o. colocado no ranking mundial, o cearense enfrentará o americano Bradley Khlan, 108o. na ATP.

Em Nova York desde 4a. feira, Thiago está motivado para a estreia no Grand Slam, o primeiro do ano em que não precisou jogar o qualifying.

“Estou treinando há uns dias em Flushing Meadows, com vários jogadores e por último com o Cameron Norrie, um canhoto como meu adversário. Me sinto muito preparado para a estreia. O Khlan é um cara que joga bem nas quadras rápidas, vem sempre pra cima e é bem agressivo. Precisarei estar atento, aproveitando as oportunidades do jogo. Como entrei direto na chave, pude fazer uma preparação melhor, mesmo não tendo feito tantos jogos nos torneios anteriores. Estou adaptado e tenho tudo para fazer uma boa estreia amanhã,” analisou o brasileiro.

Esta é a segunda vez que Thiago Monteiro joga a chave principal do US Open, tendo perdido na estreia em 2017.

 

Diana Gabanyi

Foto Clive Brunskill – Getty Images

Brasileiro decide título do ITF de cadeira de rodas em Santos

Serão conhecidos neste domingo os campeões do Wheelchair Brasil – ITF Tênis Internacional nas categorias Masculino, Feminino, Quad (atletas com deficiência nos membros superiores e inferiores), Junior e Duplas Masculino e Feminino, a partir das 8h, no Tênis Clube de Santos.

No Masculino, o argentino Ezequiel Casco, 36o do ranking mundial da ITF, ratificou sua condição de principal favorito ao título e chegou à final da chave. Em rodada dupla, neste sábado, primeiro venceu o chileno Brayan Tapia, cabeça 6, por duplo 6/2, nas quartas de final. Depois, pelas semifinais, eliminou o paulista Maurício Pommê, cabeça 3, por 6/4 6/1, para se garantir na final.

O brasiliense Carlos Jordan Santos, número 100 do mundo e cabeça 4, começou o dia derrotando Felipe Ferreira de Lima, por duplo 6/3, nas quartas. Na outra rodada, pelas semifinais, Santos bateu Bruno Makey, por 6/2 6/1.

A final deste domingo reúne dois jogadores experientes do tênis em cadeira de rodas mundial. Eles já se enfrentaram 11 vezes no circuito, com seis vitórias para Casco e cinco para Santos.

“Jogo duro amanhã, já fizemos vários jogos bons,. Vou tentar ir o mais longe possível, colocar o meu melhor em quadra. Como sempre Brasil x Argentina é uma rivalidade, um nervosismo, mas quero aproveitar a chance de estar jogando em casa, com a torcida a favor para garantir o título”, afirmou Santos que não esperava avançar à final.

“Está sendo um torneio excelente aqui em Santos, uma das melhores quadras que já joguei. Vim com uma expectativa de fazer uma semifinal para somar pontos no ranking e buscar até maio do ano que vem minha classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio”, contou o brasiliense.

Duelo das favoritas no Feminino

A final da categoria Feminino será entre as duas melhores tenistas do torneio: a mineira Ana Caldeira e a brasiliense Jade Lanai, respectivamente cabeças de chave 1 e 2.

Nas semifinais, Ana Caldeira, 57o do mundo, derrotou Lucimarry Nascimento, terceira favorita, por duplo 6/3, enquanto Jade venceu Marisa Ferreira, por 7/5 6/0.

Ana e Jade se enfrentam pela primeira vez em uma final, mas as duas se conhecem muito bem. Nos quatro duelos entre elas, Ana venceu todos.

“É uma felicidade imensa poder estar em uma final com a Jade. Era uma coisa que a gente vinha brincando desde quando nos inscrevemos para o torneio e ficamos sabendo que eu seria cabeça 1 e ela 2. Ela é uma menina incrível, de pouca idade e com um tênis de alto nível”, observou Ana.

“Com certeza eu ganho muito experiência em quadra enfrentando ela. É sempre um jogo muito bom, disputado e que eu gosto de jogar e quero repetir muitas vezes”, disse Jade, número 80 do mundo.

O Wheelchair Brasil – ITF Tênis Internacional reúne 70 paratletas de quatro países – Brasil, Argentina, Chile e Colômbia – e é válido pelo ranking da ITF (Federação Internacional de Tênis) e da CBT (Confederação Brasileira de Tênis). 

Ash Barty é a nova número um do mundo

O tênis tem uma nova número um do mundo, a australiana Ashleigh Barty.

Desde que o ranking mundial da WTA foi computadorizado pela primeira vez, em 1975, Barty é a 27a tenista a chegar a este posto, a segunda australiana depois de Evonne Goolagong, em 1976, uma tenista de origens aborígene como ela.
De Chris Evert a Barty passaram os maiores nomes do esporte. As lendas Navratilova, Graf, Seles, Austin, Hingis, Henin, Capriati, a ainda em atividade Serena Williams, a irmã Venus e muitas outras que passaram pelo topo, permaneceram muitas semanas, mas que o público médio do tênis não deve se lembrar.
Ana Ivanovic, Dinara Safina, Karolina Pliskova, Angelique Kerber, Simona Halep, Victoria Azarenka, Garbine Muguruza – todos nomes que fizeram história no nosso esporte, mas não se tornaram uma força do mesmo.
Tiveram seus momentos de glória, mas não pararam o mundo, não viraram o assunto da mesa de bar.
Osaka, que estava no posto até ser destronada por Barty, de 21 anos, pode vir a ter aquele impacto que tocam gerações, que influenciam de fato vidas.

A belga Kim Clijsters, número um há mais de 15 anos, por seu sorriso, simpatia e humildade, além dos títulos de Grand Slam, talvez lembre o jeito de ser de Barty.
Barty, recém campeã de Roland Garros, é um raro caso de coragem no esporte, não coragem de subir para rede e matar o ponto, mas coragem de fazer valer o que sente.

Campeã juvenil de Wimbledon em 2011, não aguentou a rotina do circuito. Nascida em um país de extrema tradição no tênis, sua vitória em Londres a colocaram como a nova número 1 (e não é que acertaram) e logo a levaram para treinar no centro da Tennis Australia, em Melbourne, longe da sua família e amigos em Ipswich.
Apesar do sucesso nas duplas –  foi vice de Grand Slams com Casey Dellacqua, hoje já aposentada – Barty não estava aguentando tanto tempo longe da sua base, das suas origens.
Largou o tênis em 2014, por tempo indeterminado. Se dedicou ao cricket e teve sucesso em equipes.
Mas, depois de dois anos sentiu que estava madura e pronta para retornar ao circuito.

Foi em meados de 2016 em Eastbourne, que ela voltou a competir, sem ranking, mas ao lado do técnico Craig Tyzzer, que ela não deixa de mencionar em momento algum.
Celebrou a equipe ao vencer Roland Garros há duas semanas e neste domingo, ao vencer o WTA de Birmingham, na grama, feito que a levará ao topo do ranking mundial nesta segunda-feira, fez o mesmo. “Estou muito orgulhosa de todo o trabalho que eu e o meu time fizemos. É uma honra chegar a número um do mundo, um lugar ocupado por tantas lendas do nosso esporte.”
Humilde, sorridente, sincera e com um jogo capaz de triunfar no saibro parisiense e na grama inglesa, essa é a nova número um do mundo, que esperamos deixe a sua marca no esporte.

Todas as números um do mundo (desde 1975)

ATUAL – ASHLEIGH BARTY

STEFFI GRAF
377*
 1987
MARTINA NAVRATILOVA
332
 1978
SERENA WILLIAMS
319
 2002
CHRIS EVERT
260
1975
MARTINA HINGIS
209
1997
MONICA SELES
178
 1991
JUSTINE HENIN
117
 2003
LINDSAY DAVENPORT
98
1998
CAROLINE WOZNIACKI
71
2010
SIMONA HALEP
64
2017
VICTORIA AZARENKA
51
2012
AMELIE MAURESMO
39
2004
ANGELIQUE KERBER
34
2016
DINARA SAFINA
26
2009
MARIA SHARAPOVA
21
2005
TRACY AUSTIN
21
1980
KIM CLIJSTERS
20
 2003
NAOMI OSAKA 20 2019
JELENA JANKOVIC
18
2008
JENNIFER CAPRIATI
17
2001
ANA IVANOVIC
12
2008
ARANTXA SANCHEZ VICARIO
12
1995
VENUS WILLIAMS
11
2002
KAROLINA PLISKOVA
8
2017
GARBINE MUGURUZA
4
2017
EVONNE GOOLAGONG
2
1976

 

Diana Gabanyi

Foto saibro – Cynthia Lum

Foto grama – Jordam Mansfield/Getty Images

Projeto Tênis na Lagoa celebra 15 anos com festa, sorrisos e sucesso

Sol, alegria, amigos e muita festa. Foi assim a comemoração dos 15 anos do Projeto Tênis na Lagoa, no dia 9 de junho, em duas quadras ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas.
A festa contou com muita comida, brincadeiras e a presença de alunos, pais, professores e voluntários. Celebridades também marcaram presença e prestigiaram o evento, como a atriz Malu Mader e a primeira-dama do Rio de Janeiro, Sylvia Jane.
O Projeto ainda teve um presente surpresa de aniversário. Presentes, aliás. Todos os alunos ganharam uniformes novos, cedidos por uma confecção parceira do Tênis na Lagoa.
Iniciativa idealizada e administrada pelo casal Alexandre e Paula Borges, o projeto atende cerca de 250 jovens entre 6 e 18 anos e, nesses 15, já viu atletas conquistando títulos importantes, vagas em academias na Europa e nos Estados Unidos, conseguindo bolsa de estudos em universidades e, o mais importante, crescendo enquanto cidadãos.
– Nesses 15 anos, pude proporcionar educação, disciplina e diversão à essas crianças, além de apresentá-las ao esporte que eu tanto amo, o tênis. A expectativa para os próximos 15 é sempre melhorar e continuar formando cidadãos, principalmente com educação – disse Alexandre, em discurso durante a festa.

Brasileiro vence e ganha o Wild Card para a chave Jr de Roland Garros

O brasileiro Gustavo Heide integrará a chave juvenil de Roland Garros.

Depois de ter vencido a fase nacional, há dois meses, em Santa Catarina, Gustavo Heide viajou para Paris e lutou pela vaga contra o chinês Li Zixuan, vencendo por 6/0 6/2 e contra o indiano Mann Shah, em que venceu por 7/5 6/3, se tornando o campeão do Roland Garros Junior Wild Card Series by Oppo.

Heide, de Ribeirão Preto, disputará o torneio junior a partir da semana que vem, no memos local onde é disputado o Grand Slam francês.

Diana Gabanyi

“Jogando Junto”, livro de Fernando Meligeni, tem lançamento em São Paulo nesta 2ª feira

No próximo dia 20 de maio acontecerá o lançamento do mais novo livro de Fernando Meligeni na livraria Martins Fontes localizada na Avenida Paulista das 18h30 às 21h30. Em quase 140 capítulos, Meligeni tenta responder no “Jogando junto” a maior quantidade de perguntas que todo tenista já se fez ou se faz muitas das vezes que está em quadra. Com uma linguagem simples e objetiva para que todos os públicos possam desfrutar das observações, o livro é focado em todos aqueles que adoram praticar o esporte, de vez em quando, iniciantes na carreira ou ainda que almejam uma carreira profissional.

Com a ideia de trazer o máximo de informação possível aos amantes do tênis, um conteúdo abrangente, sem uma ordem determinada, mas muito conteúdo. Os capítulos foram determinados um a um a partir de relatos de amigos, fãs da modalidade, jovens jogadores que participam de seu projeto “Bate bola com o tênis brasileiro” e até mesmo de seus sobrinhos tenistas entre muitos treinos em sua academia MEM.

Conhecido pela garra, determinação e carisma, Fernando se dedicou a mostrar importantes aspectos que envolvem esse jogo, ilustrado muitas vezes por momentos vividos por ele durante sua vida dedicada ao tênis. Ele abre sua caixa de experiências e dá insights de situações cotidianas como por exemplo: Saco primeiro ou devolvo?; como jogar com o vento a favor? Ou contra? Passando ainda por doping, apostas na modalidade, celular, treinos e até mesmo técnicos, se devem ou não contratar mais de um.

Sobre a novidade que chega ao mercado, Fininho desenvolveu um trabalho de estruturação do texto com muito carinho e cuidado para que expusesse sua vivência com o máximo de realismo, além de reforçar as crenças resultantes de tantos anos de atuação profissional no esporte. “Mais uma oportunidade de eu entregar ao tênis um pouco do que foi me dado durante a minha carreira nesta modalidade a qual eu amo. Muito contente com essa oportunidade em parceria com a editora Évora”, afirma.

Esse é o terceiro livro do tenista que lançou em 2008 o Aqui tem! Em parceria com seu amigo e jornalista André Kfouri, contando toda sua carreira e experiências em quadra. Em 2016 juntamente com a editora Évora foi a vez do 6/0 Dicas do Fino e agora em 2019 o Jogando Junto. “Estou feliz em trazer um pouco do que vivi e aprendi nesses anos todos em forma de livro. Será como uma compilação de informações importantes. Devolvo ao tênis um pouco de tudo que me proporcionou”.

Há 20 anos Guga se tornava o Rei de Roma ao vencer Rafter na final

E 20 anos atrás Guga se tornava o Rei de Roma. Conquistava o 5o. título da carreira, o segundo super 9, voltavao ao top 10 e se tornava o único tenista da temporada a ter 2 títulos de Super 9 (o outro era o de Monte Carlo).

Antes de chegar à final para enfrentar Patrick Rafter, Guga teve que vencer Fernando Vicente, Francisco Clavet, Yevgeny Kafelnikov, Karol Kucera e Alex Corretja pelo caminho.

Nos dois anos seguintes ele também chegaria à final, sendo vice-campeão, perdendo para o Norman e o Ferrero.

Vamos lembrar como foi a final de 99 no Foro Itálico.

GUGA É CAMPEÃO EM ROMA

Com mais uma brilhante apresentação neste domingo, Gustavo “Guga” Kuerten conquistou o título do Super 9 de Roma, o segundo da temporada e o quinto de sua carreira, ao derrotar o australiano Patrick Rafter, 4o. colocado no ranking mundial, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 7/5 7/6(6), em 2h38min de jogo, na quadra central do Foro Itálico Romano.

Guga, 14o., começou firme na partida, como queria, para impressionar o adversário, adepto de um jogo de saque e voleio. Saiu devolvendo muito bem o serviço de Rafter, bi-campeão do U.S. Open e passando o australiano na rede, várias vezes. Só no primeiro game, foram três passadas de Guga, que logo quebrou o serviço de Rafter. Guga repetiu a quebra no 3×1, perdeu o seu saque no 5×2, mas na segunda chance que teve de sacar e fechar o set, marcou 1×0 com uma direita para fora de Rafter. Na segunda série, Rafter chegou a cair no chão para tentar pegar uma cruzada de Guga, que quebrou o serviço do australiano no 3×3, perdeu o seu no 5×4, recuperou a quebra em seguida e no 6×5, fez 2 sets a 0, com um bonito smash no meio da quadra. Na terceira série, o jogo seguiu sem quebras até o tie-break, quando no 6×6, depois de ter perdido um match point no saque de Rafter, Guga conseguiu um mini-break e com uma perfeita esquerda paralela ergueu os braços e comemorou a conquista de um dos torneios mais importantes do mundo.

Durante a partida, Guga marcou 08 aces, não cometeu duplas-faltas, teve 58% de aproveitamento do primeiro serviço e venceu 79% dos pontos com o primeiro saque.

“Foi show,” comemorou Guga. “Comecei do jeito que eu queria, jogando bem pra caramba e o cara já sentiu que eu estava firme desde o começo. Aí, fui mantendo o mesmo ritmo forte, acho até que perdi umas oportunidades no segundo set, mas fui lá no tie-break, continuei firme e ganhei num final dramático,” disse Guga, que durante a semana ganhou de três jogadores top 10, incluindo Yevgeny Kafelnikov, o número um do mundo. “É mais um título importantíssimo para mim. Fiz uma excelente campanha aqui, ganhei jogos muito bons, de três top 10 e do número um do mundo. Foi uma semana e tanto,” completou Guga, que dedicou o título ao técnico Larri Passos, em seu discurso, em italiano, na cerimônia de premiação. “Dedico esse título ao meu técnico, a pessoa mais importante para a minha carreira. Cheguei meio cansado no começo da semana e ele fez tudo perfeito para eu ganhar esse torneio.”

O Super 9 de Roma é o quinto título da carreira de Guga, que coleciona os troféus de Roland Garros (97), Stuttgart (98), Mallorca (98) e Monte Carlo (99). Em torneios da série Challenger, Guga foi campeão em Campinas (96) e Curitiba (97), torneio realizado na mesma semana do Super 9 de Roma, que culminou com a conquista do título de Roland Garros, três semanas depois. O tenista tem agora o recorde de cinco vitórias e duas derrotas em finais, tendo perdido os troféus do Super 9 de Montreal, em 97 e do ATP Tour de Bolonha, no mesmo ano.

Com a melhor campanha da temporada na ATP, Guga já marca 28 vitórias e 10 derrotas e é o único tenista do ano a ter conquistado dois títulos de Super 9, a série de torneios mais importante depois do Grand Slam.

TOP 10 – A vitória em Roma, onde já havia sido semifinalista em 98, garantiu ao brasileiro um lugar de volta ao grupo dos 10 melhores do mundo. Segundo o diretor de comunicações da ATP Tour, Nicola Arzani, Guga aparecerá, na segunda-feira, na 9a. posição e já tem garantida a condição de cabeça-de-chave em Roland Garros, que começa no dia 24 de maio, embora os cabeças só sejam divulgados oficialmente no início da semana. Guga marcou 594 pontos, mas teve descontados de seu ranking os 186 do ano passado, somando no total 2441 pontos. “Estou de volta no top 10. Eu estava esperando, mas também não estava com aquela ansiedade. Veio em boa hora.”