Brasileiro vence e ganha o Wild Card para a chave Jr de Roland Garros

O brasileiro Gustavo Heide integrará a chave juvenil de Roland Garros.

Depois de ter vencido a fase nacional, há dois meses, em Santa Catarina, Gustavo Heide viajou para Paris e lutou pela vaga contra o chinês Li Zixuan, vencendo por 6/0 6/2 e contra o indiano Mann Shah, em que venceu por 7/5 6/3, se tornando o campeão do Roland Garros Junior Wild Card Series by Oppo.

Heide, de Ribeirão Preto, disputará o torneio junior a partir da semana que vem, no memos local onde é disputado o Grand Slam francês.

Diana Gabanyi

“Jogando Junto”, livro de Fernando Meligeni, tem lançamento em São Paulo nesta 2ª feira

No próximo dia 20 de maio acontecerá o lançamento do mais novo livro de Fernando Meligeni na livraria Martins Fontes localizada na Avenida Paulista das 18h30 às 21h30. Em quase 140 capítulos, Meligeni tenta responder no “Jogando junto” a maior quantidade de perguntas que todo tenista já se fez ou se faz muitas das vezes que está em quadra. Com uma linguagem simples e objetiva para que todos os públicos possam desfrutar das observações, o livro é focado em todos aqueles que adoram praticar o esporte, de vez em quando, iniciantes na carreira ou ainda que almejam uma carreira profissional.

Com a ideia de trazer o máximo de informação possível aos amantes do tênis, um conteúdo abrangente, sem uma ordem determinada, mas muito conteúdo. Os capítulos foram determinados um a um a partir de relatos de amigos, fãs da modalidade, jovens jogadores que participam de seu projeto “Bate bola com o tênis brasileiro” e até mesmo de seus sobrinhos tenistas entre muitos treinos em sua academia MEM.

Conhecido pela garra, determinação e carisma, Fernando se dedicou a mostrar importantes aspectos que envolvem esse jogo, ilustrado muitas vezes por momentos vividos por ele durante sua vida dedicada ao tênis. Ele abre sua caixa de experiências e dá insights de situações cotidianas como por exemplo: Saco primeiro ou devolvo?; como jogar com o vento a favor? Ou contra? Passando ainda por doping, apostas na modalidade, celular, treinos e até mesmo técnicos, se devem ou não contratar mais de um.

Sobre a novidade que chega ao mercado, Fininho desenvolveu um trabalho de estruturação do texto com muito carinho e cuidado para que expusesse sua vivência com o máximo de realismo, além de reforçar as crenças resultantes de tantos anos de atuação profissional no esporte. “Mais uma oportunidade de eu entregar ao tênis um pouco do que foi me dado durante a minha carreira nesta modalidade a qual eu amo. Muito contente com essa oportunidade em parceria com a editora Évora”, afirma.

Esse é o terceiro livro do tenista que lançou em 2008 o Aqui tem! Em parceria com seu amigo e jornalista André Kfouri, contando toda sua carreira e experiências em quadra. Em 2016 juntamente com a editora Évora foi a vez do 6/0 Dicas do Fino e agora em 2019 o Jogando Junto. “Estou feliz em trazer um pouco do que vivi e aprendi nesses anos todos em forma de livro. Será como uma compilação de informações importantes. Devolvo ao tênis um pouco de tudo que me proporcionou”.

Há 20 anos Guga se tornava o Rei de Roma ao vencer Rafter na final

E 20 anos atrás Guga se tornava o Rei de Roma. Conquistava o 5o. título da carreira, o segundo super 9, voltavao ao top 10 e se tornava o único tenista da temporada a ter 2 títulos de Super 9 (o outro era o de Monte Carlo).

Antes de chegar à final para enfrentar Patrick Rafter, Guga teve que vencer Fernando Vicente, Francisco Clavet, Yevgeny Kafelnikov, Karol Kucera e Alex Corretja pelo caminho.

Nos dois anos seguintes ele também chegaria à final, sendo vice-campeão, perdendo para o Norman e o Ferrero.

Vamos lembrar como foi a final de 99 no Foro Itálico.

GUGA É CAMPEÃO EM ROMA

Com mais uma brilhante apresentação neste domingo, Gustavo “Guga” Kuerten conquistou o título do Super 9 de Roma, o segundo da temporada e o quinto de sua carreira, ao derrotar o australiano Patrick Rafter, 4o. colocado no ranking mundial, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 7/5 7/6(6), em 2h38min de jogo, na quadra central do Foro Itálico Romano.

Guga, 14o., começou firme na partida, como queria, para impressionar o adversário, adepto de um jogo de saque e voleio. Saiu devolvendo muito bem o serviço de Rafter, bi-campeão do U.S. Open e passando o australiano na rede, várias vezes. Só no primeiro game, foram três passadas de Guga, que logo quebrou o serviço de Rafter. Guga repetiu a quebra no 3×1, perdeu o seu saque no 5×2, mas na segunda chance que teve de sacar e fechar o set, marcou 1×0 com uma direita para fora de Rafter. Na segunda série, Rafter chegou a cair no chão para tentar pegar uma cruzada de Guga, que quebrou o serviço do australiano no 3×3, perdeu o seu no 5×4, recuperou a quebra em seguida e no 6×5, fez 2 sets a 0, com um bonito smash no meio da quadra. Na terceira série, o jogo seguiu sem quebras até o tie-break, quando no 6×6, depois de ter perdido um match point no saque de Rafter, Guga conseguiu um mini-break e com uma perfeita esquerda paralela ergueu os braços e comemorou a conquista de um dos torneios mais importantes do mundo.

Durante a partida, Guga marcou 08 aces, não cometeu duplas-faltas, teve 58% de aproveitamento do primeiro serviço e venceu 79% dos pontos com o primeiro saque.

“Foi show,” comemorou Guga. “Comecei do jeito que eu queria, jogando bem pra caramba e o cara já sentiu que eu estava firme desde o começo. Aí, fui mantendo o mesmo ritmo forte, acho até que perdi umas oportunidades no segundo set, mas fui lá no tie-break, continuei firme e ganhei num final dramático,” disse Guga, que durante a semana ganhou de três jogadores top 10, incluindo Yevgeny Kafelnikov, o número um do mundo. “É mais um título importantíssimo para mim. Fiz uma excelente campanha aqui, ganhei jogos muito bons, de três top 10 e do número um do mundo. Foi uma semana e tanto,” completou Guga, que dedicou o título ao técnico Larri Passos, em seu discurso, em italiano, na cerimônia de premiação. “Dedico esse título ao meu técnico, a pessoa mais importante para a minha carreira. Cheguei meio cansado no começo da semana e ele fez tudo perfeito para eu ganhar esse torneio.”

O Super 9 de Roma é o quinto título da carreira de Guga, que coleciona os troféus de Roland Garros (97), Stuttgart (98), Mallorca (98) e Monte Carlo (99). Em torneios da série Challenger, Guga foi campeão em Campinas (96) e Curitiba (97), torneio realizado na mesma semana do Super 9 de Roma, que culminou com a conquista do título de Roland Garros, três semanas depois. O tenista tem agora o recorde de cinco vitórias e duas derrotas em finais, tendo perdido os troféus do Super 9 de Montreal, em 97 e do ATP Tour de Bolonha, no mesmo ano.

Com a melhor campanha da temporada na ATP, Guga já marca 28 vitórias e 10 derrotas e é o único tenista do ano a ter conquistado dois títulos de Super 9, a série de torneios mais importante depois do Grand Slam.

TOP 10 – A vitória em Roma, onde já havia sido semifinalista em 98, garantiu ao brasileiro um lugar de volta ao grupo dos 10 melhores do mundo. Segundo o diretor de comunicações da ATP Tour, Nicola Arzani, Guga aparecerá, na segunda-feira, na 9a. posição e já tem garantida a condição de cabeça-de-chave em Roland Garros, que começa no dia 24 de maio, embora os cabeças só sejam divulgados oficialmente no início da semana. Guga marcou 594 pontos, mas teve descontados de seu ranking os 186 do ano passado, somando no total 2441 pontos. “Estou de volta no top 10. Eu estava esperando, mas também não estava com aquela ansiedade. Veio em boa hora.”

Bellucci intensifica recuperação mas não joga Roland Garros

O tenista brasileiro Thomaz Bellucci está intensificando a recuperação no tornozelo esquerdo. Com horas intensas entre musculação, natação, fisioterapia e exercícios físicos, Bellucci está evoluindo, mas não disputará o qualifying do torneio de Roland Garros na semana que vem.

“A recuperação está indo bem, mas seria muito precoce voltar a jogar em Roland Garros na outra semana. Quero voltar quando estiver 100% e sem muitas dúvidas. Ainda não definimos o calendário, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance para voltar ao circuito o quanto antes,” disse o brasileiro que está fazendo a recuperação na capital paulista.

Bellucci sofreu uma entorse moderada do tornozelo esquerdo no dia 25 de abril, durante o jogo contra o alemão Oscar Otte, no Challenger de Francavilla, na Itália. O tenista foi examinado pelos médicos locais e fez exames de imagens que diagnosticaram uma entorse moderada.

Diana Gabanyi

Equipe de competição do Instituto Próxima Geração já soma 25 troféus

Em apenas seis meses de atividade, a equipe competitiva do Instituto Próxima Geração já obteve resultados expressivos em nível estadual e nacional. Cinco talentosos tenistas, entre 8 e 11 anos, conquistaram até o final de abril nada menos que 25 troféus.

A garotada integra o projeto Próximos Campeões, que foi criado em outubro do ano passado pelos treinadores Mauro Menezes e Douglas Santana, e recebem tratamento individualizado já em nível competitivo. Outras 90 crianças, entre 8 e 18 anos, da rede estadual de ensino, estão sendo iniciadas no tênis nas quadras cobertas da academia Leal Double, na zona Oeste de São Paulo.

“É incrível podermos oferecer tal estrutura para que essas crianças possam se desenvolver por completo”, afirma Santana. “Nossos atletas contam com treinamento especializado, preparo físico, nutricionista, aulas de inglês, treinamento mental, tudo o que um atleta de alto rendimento precisa. Além disso contamos com apoio muito forte da Wilson, que fornece os materiais necessários. Ainda  é  muito cedo para mensurar os resultados, mas as conquistas iniciais dessa turma são realmente animadores”, festeja.

Thiago Henrique Santana obteve resultados expressivos em torneios estaduais em 2018, como os título da 3ª etapa do Circuito Paulista, do Torneio Slice e da Copa Troiano, e já vivenciou as primeiras experiências em nível nacional, tendo sido campeão da etapa do Esperia do Circuito Brasileiro e da Copa Marília Silberberg, além do vice na Copa Kirmayr e do Banana Bowl, todos esses em 2019.

Davi Souza, por sua vez, conquistou a Copa Futuro até 9 anos e a Copa Play Tennis, enquanto Pedro Queiroz venceu a Copa Jaraguá e foi vice na Copa Futuro de 10 anos e Nicholas Fujita levantou seu primeiro título neste final de semana no torneio por equipes do CooperTeen. Representante feminino do grupo de elite do IPG, Kamilly Santana foi campeã do Torneio Slice e da Copa Play Tennis e atualmente é a número estadual do ranking da Federação Paulista até 11 anos.

O Instituto Próxima Geração é um projeto social realizado em parceria com a BV, marca de Varejo do Banco Votorantim, e apoio da Wilson. Tem como embaixadora a número 1 do país Beatriz Haddad Maia e neste ano já bateu bola e recebeu dicas de profissionais do porte de Fernando Meligeni e Thomaz Bellucci. O site oficial é o institutoproximageracao.org.br.

“Jogando Junto” é o mais novo título de Fernando Meligeni

Em quase 140 capítulos, Meligeni tenta responder em seu mais novo livro “Jogando junto” a maior quantidade de perguntas que todo tenista já se fez ou se faz muitas das vezes que está em quadra. Com uma linguagem simples e objetiva para que todos os públicos possam desfrutar das observações, o livro é focado em todos aqueles que adoram praticar o esporte, de vez em quando, iniciantes na carreira ou ainda que almejam uma carreira profissional.
Com a ideia de trazer o máximo de informação possível aos amantes do tênis, um conteúdo abrangente, sem uma ordem determinada, mas muito conteúdo. Os capítulos foram determinados um a um a partir de relatos de amigos, fãs da modalidade, jovens jogadores que participam de seu projeto “Bate bola com o tênis brasileiro” e até mesmo de seus sobrinhos tenistas entre muitos treinos em sua academia MEM.
Conhecido pela garra, determinação e carisma, Fernando se dedicou a mostrar importantes aspectos que envolvem esse jogo, ilustrado muitas vezes por momentos vividos por ele durante sua vida dedicada ao tênis. Ele abre sua caixa de experiências e dá insights de situações cotidianas como por exemplo: Saco primeiro ou devolvo?; como jogar com o vento a favor? Ou contra? Passando ainda por doping, apostas na modalidade, celular, treinos e até mesmo técnicos, se devem ou não contratar mais de um.
Sobre a novidade que chega ao mercado, Fininho desenvolveu um trabalho de estruturação do texto com muito carinho e cuidado para que expusesse sua vivência com o máximo de realismo, além de reforçar as crenças resultantes de tantos anos de atuação profissional no esporte. “Mais uma oportunidade de eu entregar ao tênis um pouco do que foi me dado durante a minha carreira nesta modalidade a qual eu amo. Muito contente com essa oportunidade em parceria com a editora Évora”, afirma.
Esse é o terceiro livro do tenista que lançou em 2008 o Aqui tem! Em parceria com seu amigo e jornalista André Kfouri, contando toda sua carreira e experiências em quadra. Em 2016 juntamente com a editora Évora foi a vez do 6/0 Dicas do Fino e agora em 2019 o Jogando Junto. “Estou feliz em trazer um pouco do que vivi e aprendi nesses anos todos em forma de livro. Será como uma compilação de informações importantes. Devolvo ao tênis um pouco de tudo que me proporcionou”.
SOBRE O AUTOR: Fernando Meligeni (Fino):um dos nomes mais consagrados da história do tênis brasileiro participou de diversos campeonatos conquistando pódios e resultados expressivos, inclusive vencendo grandes tenistas como Sampras, Moyá, Nalbadian e Roddick. Conquistou três títulos de nível ATP em simples, foi 25º do ranking e permaneceu 10 anos entre os 100 melhores tenistas do mundo, além disso, foi semifinalista em Roland Garros. Encerrou sua carreira de jogador profissional em 2003, após ganhar medalha de ouro dos jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, neste mesmo ano foi eleito o melhor atleta pelo COB. Atualmente trabalha em diferentes projetos como: Jogando com o Tênis Brasileiro, palestras empresariais e lançame

Melo, Soares e Demoliner jogam o Masters 1000 de Monte Carlo

Sem representantes na simples no primeiro Masters 1000 do saibro que começa neste domingo em Monte Carlo, os duplistas Marcelo Melo, Bruno Soares e Marcelo Demoliner representam o Brasil na histórica competição.

Marcelo Melo é o cabeça-de-chave 2, ao lado do polonês Lukasz Kubot. Eles estreiam contra os espanhóis Marc Lopez e Marcel Granollers.

Já Bruno Soares e o britânico Jamie Murray são os cabeças-de-chave 3 e desafiam o indianao Rohan Bopanna e o também britânico Dominic Inglot, na primeira rodada.

Além dos mineiros, Marcelo Demoliner fará sua estreia no Masters 1000 de Mônaco. Ele jogará ao lado do russo Daniil Medevedev, enfrentando o francês Lucas Pouille e David Goffin.

Diana Gabanyi

Teliana disputa nova série de torneios na Europa

A tenista brasileira Teliana Pereira já está na Europa para disputar uma série de quatro torneios no velho continente, todos no saibro. A gira será a primeira da tenista fora do país na temporada 2019 e ela viajará acompanhada do irmão, também tenista, José Pereira.

A série de torneios começará em Marguerita Di Pula (Itália – 25k) e seguirá para Chiasso (Suíça 25k), Wiesbaden (Alemanha 60k), terminando em Roma (Itália 25k).

Depois de ter iniciado a temporada 2019 no mês passado, em dois torneios no Brasil e voltado a competir livre de lesões, Teliana embarca animada. “Estou super motivada. Treinei muito bem esses dias em Curitiba e estou com vontade de competir, jogando feliz,” disse a brasileira, que já alcançou a 43a. posição no ranking mundial e tem dois títulos de WTA na carreira. “Como já passei por tudo isso antes, sei o que esperar e sei que não vai ser fácil. Mas vou para dar o meu melhor e tentar buscar as boas sensações em quadra.”

Bia disputa vaga na final do WTA de Bogotá

A tenista paulista Beatriz Haddad Maia  disputa neste sábado uma vaga na final do WTA de Bogotá.

Nesta sexta-feira, Bia venceu de virada a espanhola Sara Sorribes Tormo, cabeça de chave 7 do torneio e 79o do mundo, por 6/7(6) 6/2 6/3, em 2h44min de partida, e alcançou a sua quinta vitória consecutiva no torneio colombiano (duas no qualifying e as restantes na chave principal).

“A Sara é uma das poucas amigas que tenho no circuito, foi um jogo um pouco emocional. Ela consegue se safar de tudo, dá bola alta, dá slice, drop, tem muita variedade de jogo. Eu senti um pouco de nervosismo no primeiro set, acabei ficando um pouco ansiosa e errei um pouco mais do que deveria, mas depois eu relaxei, fiquei mais solta e consegui controlar as minhas emoções”, afirmou Bia, 165o do mundo.

Bia chega à sua segunda semifinal da carreira em WTA. A primeira delas foi em Seul, em 2017, quando a brasileira fez a final do torneio coreano, mas foi parada pela letã Jelena Ostapenko, então top 10.

A próxima adversária de Bia, neste sábado, será jovem norte-americana Amanda Anisimova, de 17 anos e 76o do mundo, que derrotou a colombiana Maria Camila Osorio Serrano, também de 17anos, por 6/2 1/6 6/3, nas quartas de final.

“É uma menina nova que joga muito bem e está tendo um ano fantástico no circuito (fez oitavas de final do Australian Open e quartas em Auckland). Vou entrar em quadra e fazer o meu jogo. Estou confiante e feliz, já é meu sexto jogo aqui, estou vindo de boas semanas e contente com o que venho apresentando em quadra”, finalizou.

Carol Meligeni destaca prêmio da Fed Cup e projeta confronto contra eslovacas

Definitivamente, Carol Meligeni elevou seu nível nesta temporada, em quadra e com reflexos fora dela.

Em março, a brasileira de 22 anos, que atualmente treina em Buenos Aires, foi premiada com o Fed Cup Heart Award , que escolhe tenistas que demonstraram esse espírito vencedor em quadra, como foi os eu caso, quando participou de forma decisiva da campanha que levou o time brasileiro ao título do Zonal Americano do torneio entre equipes.

Falamos com ela, que demonstrou não apenas felicidade e orgulho, mas muita gratidão por todos aqueles que participaram desta conquista.

Como foi essa indicação ao prêmio da Fed Cup? O que isso representa pra você, em uma semana com jogos tão importantes?

Fiquei muito feliz quando fiquei sabendo do prêmio. Essas questões de coração, garrra, é das que mais prezo quando jogo. Acredito que seja uma característica bem forte minha. Então, se reconhecida por isso, foi muito importante. Ainda mais em uma competição como a Fed Cup, que se joga não só por você, mas pelo país. Foi incrível, eu fiquei muito, muito feliz.

E como foi quando você soube do resultado?

– Foi muito bom. Eu venci algumas jogadoras…algumas não. Três das quatro que joguei eu nunca tinha vencido antes. Ganhar delas pela primeira vez, ainda mais em uma Fed Cup pelo Brasil foi muito, muito bom. Teve um gostinho diferente, foi incrível. Jogadoras experientes, com o ranking até superior que o meu…até não! Todas com o ranking superior que o meu, não naquela semana, naquela semana, mas que já tiveram o ranking melhor. Foi bem legal.  Jogos bem duros e vitórias importantes pra mim.

Qual foi a importância de ter a Roberta Burzagli no comando da equipe?

A Beta soube comandar muito bem o time. Todos que estavam ali com a gente, mesmo que não estivessem na quadra, foram muito imprescindíveis pro nosso título. Estávamos muito unidas. A equipe inteira. Não só quem tava jogando. A Beta soube levar muito bem isso.

E a experiência de conviver com o mestre Thomaz Koch?

Foi muito show conviver com o Thomaz. Eu já conhecia, já tinha visto algumas vezes. É um exemplo incrível. É um guru. Nossa! Exemplo de tranquilidade, zen…um cara que sabe demais, então é incrível passar um tempo com ele e aprender da experiência que ele tem. Muito, muito legal mesmo!

Aproveitando, como você projeta o confronto contra a Eslováquia (o Brasil enfrenta a equipe europeia nos dias 21 e 22 de abril, fora de casa)

A Eslováquia…claro que é um confronto duro. Achei boa a escolha da superfície. Pra gente é bom o saibro. Acho que temos condições de jogar em qualquer uma, mas melhor ter sido no saibro. A equipe delas é forte. Se eu não me engano todas são top-100…eu não sei bem a escalação exatamente, mas acho que a maioria é top-100, mas na Fed Cup isso não quer dizer nada. Nossa equipe é muito unida. Estamos super bem. Estamos confiantes e tem tudo pra ser um belo confronto.

Fala também como foi acompanhar a Bia Haddad naquela grande vitória sobre a Stephens, em Acapulco?

Eu fui pra assinar. Eu estava bem fora, bem alternate…mas a Bia estava lá e foi um pouco mais fácil tomar a decisão de ir lá assinar. Ela (Bia) falou: “Vem aqui, assina e se der errado você pode ficar aí a semana toda comigo, no quarto, pode treinar comigo, treinar com todas as outras.” Então meu treinador decidiu que eu ia assinar mesmo. Fui, assinei e acabei ficando um (lugar) fora (do quali), o que foi uma pena, mas aproveitei a semana, treinei com um monte de gente. Foi incrível estar ali naquela atmosfera, naquele nível de torneio, com pessoas boas, craques. Foi uma experiência muito legal pra mim de querer pertencer a esses torneios.

Foi muito bom…conviver com a Bia…nós somos muito amigas desde sempre, jogamos juntas desde pequena, somos muito amigas no tênis, fora do tênis, em tudo. Acompanhar a Bia vencendo a Stephens foi incrível, sério! Ela merece muito. Sempre falo pra ela que ela joga um absurdo de tênis. Em breve ela pode ser top-10! Ela joga demais. Só foi mais uma vitória pra mostrar pra ela do que ela é capaz. Ela é um exemplo. Foi incrível viver aquele momento com ela, o aquecimento, o pós-jogo, todas as entrevistas que ela teve que dar (risos)…foi muito legal participar de tudo aquilo com ela.