Guga estrela campanha da Stella Artois em Roland Garros

Vinte e cinco anos depois de conquistar o posto de número 1 do mundo, Gustavo Kuerten assume uma nova posição: a de embaixador da cerveja Stella Artois, marca premium da Ambev que tem apostado no tênis como plataforma estratégica de relacionamento com o público. A parceria com o ex-tenista começará com ações da marca durante Roland Garros, 25 anos após o histórico bicampeonato de Guga no Grand Slam francês, com presença também de celebridades e criadores de conteúdo convidados por Stella.

Guga estará em Paris


Gustavo Kuerten foi um dos grandes responsáveis por popularizar o tênis no Brasil. Durante o auge de sua carreira, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, conquistou três títulos de Roland Garros e chegou ao topo do ranking da ATP, tornando-se número 1 do mundo em 2000. Além dos resultados em quadra, construiu uma trajetória marcada por carisma, entrega e forte identificação com o público. Mesmo após se despedir do circuito profissional, segue como uma das figuras mais respeitadas do esporte brasileiro.


A parceria com Stella Artois se alinha ao posicionamento global da marca, que cresce com o tênis internacional a cada ano. Stella patrocina grandes atletas, como Maria Sharapova e Frances Tiafoe, além de ter a estrela Bia Haddad como embaixadora no Brasil. Globalmente, a marca também é a cerveja oficial de Roland Garros e Wimbledon, dois dos maiores torneios do tênis internacional, e anunciou no início de maio o patrocínio à ATP Tour e a ATP Finals, destacando que o tênis é um território prioritário para a marca.


A novidade chega em meio a um momento de forte desempenho do segmento premium da Ambev, do qual Stella Artois faz parte, que cresceu mais de 20% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço financeiro divulgado pela companhia na última semana. As ativações com o tenista terão início no Grand Slam francês, que começa em 25 de maio. Na ocasião, a marca estará presente das quadras às áreas de hospitalidade com uma nova campanha para Stella Pure Gold, o mais recente lançamento da marca que tem todo o sabor da versão original, com 17% menos calorias e sem glúten.


“Roland-Garros sempre tem um sabor especial e, dessa vez, voltar ao lado de Stella Artois, celebrando esses 25 anos do bicampeonato com um brinde ao tênis e à vida, é sensacional. Uma parceria perfeita para celebrar lembranças inesquecíveis”, comenta Guga.

Tênis volta a Costa do Sauípe com Challenger 125

A Costa do Sauípe, palco de momentos icônicos do tênis mundial, voltará a receber um torneio de alto nível com o Costa do Sauípe Open, ATP Challenger 125 que acontece entre os dias 19 e 26 de outubro de 2025, em quadras de saibro totalmente renovadas. Com uma premiação de US$ 200 mil e 125 pontos no ranking da ATP ao campeão, o torneio se torna o segundo maior evento de tênis do Brasil. A partir de uma bem sucedida associação entre a Try e a Costa do Sauípe, que já dura mais de 20 anos, a história do tênis no Brasil ganhará um novo capítulo. Com o destino totalmente renovado e um torneio de porte inédito no país, o tênis de alta qualidade está de volta ao maior resort do Brasil.

Saretta no lançamento do evento em SP (Fotojump)

 A Costa do Sauípe foi referência para a elite do tênis. entre 2001 e 2011, quando o Brasil Open atraiu alguns dos maiores nomes do circuito profissional. Gustavo Kuerten levantou o troféu em 2002 e 2004, sendo esta sua última conquista na carreira. Rafael Nadal brilhou em 2005, ainda como um jovem promissor.

 O torneio também contou com estrelas como Carlos Moyá, Richard Gasquet, Guillermo Coria, Gastón Gaudio, Juan Carlos Ferrero, Fernando Meligeni e Thomaz Bellucci, que disputou sua primeira final de ATP na Costa do Sauípe, em 2009.

(Costa do Sauípe volta a receber torneio de tênis)

 No início, o complexo promovia ações na região, incentivando participação de tenistas em plantio de árvores e visitas às comunidades do entorno. Os atletas internacionais sempre elogiaram a Costa do Sauípe pela facilidade e comodidade de estar hospedado perto das quadras, pois podiam ir caminhando, além do conforto da hospitalidade. Costa do Sauípe era considerado por tenistas um dos melhores lugares do mundo para torneios por esse motivo e pela interação com público durante essas ações sociais promovidas.

 É com esse legado que, mais de uma década depois, a Costa do Sauípe volta a receber um grande torneio internacional, colocando o Nordeste novamente no circuito global do esporte. Este novo ATP Challenger 125, um dos dois únicos da América do Sul, tem o objetivo de crescer para um ATP250, além de acrescentar um feminino,  consolidando o evento nos próximos anos,   tornando novamente a Costa do Sauípe uma referência no tênis mundial, construindo um novo legado de longo prazo. O evento integra o calendário ATP Challenger Tour.

Costa do Sauípe renovada

Desde a aquisição do complexo, em 2018, a Aviva – que já tem uma operação de sucesso em Goiás há mais de 60 anos com o Rio Quente Resorts e o Hot Park – tinha o plano de renová-lo totalmente e isso acontece no atual ciclo de investimentos, que vai até 2028. Já passaram por renovação completa a orla da praia, o centro de entretenimento do resort com a Vila Nova da Praia e a Quermesse da Vila, e dois dos quatro hotéis em operação. Um quinto hotel será convertido em um produto residencial de tempo compartilhado, o InCanto Residence Club. O destino também terá um novo parque aquático, Hot Park Costa do Sauípe, que será inaugurado em 2027. O parque abrigará também um novo clube social com atividades e serviços essenciais para clientes fidelizados.

Grande parte do reposicionamento da Costa do Sauípe passa pela renovação de seu ativo hoteleiro. São, agora, dois hotéis na categoria Grand Premium. O primeiro retrofit foi o do hotel Brisa Grand Premium, que teve sua categoria elevada em 2022 e que, em 2024, conquistou o prêmio Best of the Best Travellers’ Choice, do Tripadvisor, e está entre 1% dos melhores hotéis do mundo. Com base em estudos de mercado e pesquisas próprias, a Aviva viu que os hotéis que mais cresceram em satisfação, ocupação e diária média foram os de alto padrão. Considerando isso e atendendo à alta demanda que tem o Brisa Grand Premium, outro hotel também foi elevado de categoria em sua renovação como parte do reposicionamento da Costa do Sauípe. O Sol Grand Premium teve um investimento de mais de R$ 90 milhões e chegou cheio de baianidade e novidades para toda a família, com serviços de piscina e vista para o mar, hospitalidade e gastronomia de alto padrão.

Este novo momento da Costa do Sauípe reflete também uma nova onda de desenvolvimento para o litoral norte baiano e tem no retorno do complexo ao mapa mundial do tênis um marco importante deste seu reposicionamento. Para receber o Costa do Sauípe Open, as quadras de tênis que guardam momentos tão memoráveis do esporte no Brasil também estão passando por um processo completo de modernização. Com seis quadras de saibro – uma central e cinco secundárias – para o torneio e outras cinco quadras rápidas, oferecerá uma estrutura de alto nível aos jogadores e público, além de ficarem como legado para uso de hóspedes do resort e entusiastas do esporte no resto do ano.

1º Costa do Sauípe Open

Data: 19 a 26 de outubro de 2025

Sede: Costa do Sauípe Resorts – Rod. BA099 Km76 S/N – Linha Verde, Sauípe, Mata de São João/BA

Rio Open reúne os maiores nomes da história do tênis brasileiro

Estar entre os melhores do tênis mundial é um feito que 60 brasileiros conseguiram até o momento. Na semana em que mais um se junta à lista, com a entrada de João Fonseca no top 100, o Rio Open anuncia a oitava edição do Clube Top 100, a iniciativa que celebra e abre as portas do maior torneio de tênis da América do Sul para os tenistas brasileiros que integraram o top 100 do ranking mundial.

Guga integra o Clube top 100 (Fotojump)

Uma tradição iniciada em 2017 e inspirada no “Last 8 Club” do torneio de tênis mais tradicional do mundo, Wimbledon, o Clube Top 100 do Rio Open convida todos os tenistas que foram top 100 do mundo para fazer parte da maior festa do tênis brasileiro. Além de ver as grandes estrelas do circuito da ATP em quadra, com acompanhante, o Clube Top 100 também oferece credencial para acessar o Players Guest Area, espaço exclusivo para convidados dos jogadores.

Entre os 60 atletas brasileiros, integram a lista, que continua crescendo a cada ano, nomes como Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Thomaz Koch, Carlos Kirmayr, Cassio Motta, Bruno Soares, Marcelo Melo, Maria Esther Bueno, Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Teliana Pereira, Luisa Stefani, Beatriz Haddad Maia e mais.

A 11ª edição do Rio Open acontecerá entre os dias 15 e 23 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro e conta com o alemão Alexander Zverev, número 2 do mundo, o dinamarquês Holger Rune, 12º do ranking, o medalhista olímpico Lorenzo Musetti, a sensação do circuito João Fonseca e mais em ação.

Para solicitar a credencial do Clube Top 100, os atletas devem entrar em contato com o Rio Open através do e-mail: logisticarioopen@eventosimmbr.com

Lista de brasileiros que foram top 100 de simples na Era Aberta:

Maria Esther Bueno – In Memoriam

Gustavo Kuerten – 1º

Beatriz Haddad Maia – 10ª

Thomaz Bellucci – 21º

Thomaz Koch – 24º

Fernando Meligeni – 25º

Luiz Mattar – 29º

Marcos Hocevar – 30º

Niege Dias – 31ª

Jaime Oncins – 34º

Carlos Kirmayr – 36º

Teliana Pereira – 43ª

Flávio Saretta – 44º

Patrícia Medrado – 48ª

Cássio Motta – 48º

Ricardo Mello – 50º

André Sá – 55º

Marcos Daniel – 56º

Thiago Wild – 58º

Thiago Monteiro – 61º

Rogério Dutra Silva – 63º

Júlio Goes – 68º

João Souza – 69º *

Cláudia Monteiro – 72ª

João Soares – 74º

Andrea Vieira – 76ª

Edison Mandarino – 81º

Ivan Kley – 81º

Givaldo Barbosa – 82º

Thiago Alves – 88º

Danilo Marcelino – 91º

Fernando Roese – 92º

Roger Guedes – 93º

Alexandre Simoni – 96º

João Fonseca – 99º

Gisele Miró – 99ª

Laura Pigossi – 100ª

Duplas

Marcelo Melo – 1º

Bruno Soares – 2º

Cássio Motta – 4º

Carlos Kirmayr – 6º

Patricia Medrado – 9ª

Luisa Stefani – 9ª

Beatriz Haddad Maia – 10ª

André Sá – 17º

Jaime Oncins – 22º

Rafael Matos – 26º

Givaldo Barbosa – 32º

Fernando Meligeni – 34º

Marcelo Demoliner – 34º

Gustavo Kuerten – 38º

Ricardo Acioly – 46º

Ingrid Martins – 47ª

João Soares – 49º

Franco Ferreiro – 53º

Luiz Mattar – 55º

Ivan Kley – 56º

Thomaz Koch – 60º

Mauro Menezes – 62º

Orlando Luz – 66º

João Souza – 70º *

Thomaz Bellucci – 70º

Danilo Marcelino – 73º

Flávio Saretta – 78º

Felipe Meligeni – 75º

Daniel Melo – 79º

César Kist – 79º

Nelson Aerts – 80º

Fernando Roese – 81º

José Carlos Schmidt – 82º (In Memoriam)

Claudia Monteiro – 82ª

Dácio Campos – 82º

Rogerio Dutra Silva – 84º

Marcos Hocevar – 86º

André Ghem – 88º

Fernando Romboli – 88º

Niege Dias – 89ª

Marcelo Zormann – 92º

Vanessa Menga – 93ª

Paula Gonçalves – 95ª

Antônio Prieto – 95º

Fabrício Neis – 96º

Bia faz história e vai à semi em Roland Garros

Beatriz Haddad Maia vai escrevendo a sua própria história em Roland Garros. A brasileira derrotou Ons Jabeur, a número 7 do mundo, de virada, com parciais de 3/6 7/6(5) 6/1 e 2h29 de duração. Esta é a primeira vez que o Brasil tem uma mulher na semifinal de Roland Garros na Era Aberta.

Beatriz Haddad Maia of Brazil – 2023 Roland Garros

“Jogar contra uma tenista tão competitiva quanto a Ons é difícil. Eu tentei ser agressiva o tempo inteiro e estou feliz que eu consegui melhorar o meu tênis e continuar tentando, empurrando. Também estou muito feliz com a minha mentalidade de hoje, porque eu tive que ser muito paciente e esperar pela oportunidade. Consegui melhorar o meu tênis, sacar melhor e melhroar durante o jogo. Estou orgulhosa disso, da minha disciplina”, disse Bia.

“Eu vim pra cá com o primeiro objetivo de estar na terceira rodada. Eu nunca tinha passado de uma segunda rodada em Grand Slam e eu precisava de um objetivo realista. Quando eu atingi, já precisava de outro objetivo. Numa quartas de final todas as tenistas estão jogando bem, então todas podem acreditar que é possível vencer. Eu estava preparada para a partida e sabia que seria muito difícil. Não é nada fácil estar um set abaixo contra a Jabeur e ela estava jogando bem. Quando a partida de hoje terminou, eu só olhei para o meu time e disse ‘Nós conseguimos’. Estou muito feliz com o resultado e muito animada para a próxima partida”, continuou.

Beatriz Haddad Maia – 2023 Roland Garros

Número 1 do Brasil e atual 14ª do ranking, Bia pode atingir outra grande marca para sua carreira e o tênis brasileiro amanhã. A brasileira entrará no Top 10 do ranking mundial caso vá à final ou a tcheca Karolina Muchova perca na semifinal.

O próximo desafio de Bia em Paris será a polonesa Iga Swiatek, a atual número 1 do mundo e bicampeã de Roland Garros. As tenistas se enfrentaram em uma oportunidade no circuito, com vitória da brasileira.

“Ela é a número 1 do mundo e uma das melhores tenistas que temos. Ela é jovem e uma pessoa incrível também, além de já ter ganhado aqui em Roland Garros duas vezes. Eu vou tentar aproveitar e jogar ponto a ponto. Vou deixar tudo em quadra, não tenho nada a perder. Vou tentar o meu máximo, jogar o meu melhor e tentar melhorar o que preciso”, finalizou.

Há 25 anos, Guga conquistava Roland Garros pela primeira vez

Encontrei, fazendo uma busca no meu arquivo, o release que escrevi após a vitória do Guga em Roland Garros, naquele  08 de junho de 1997, há exatos 25 anos!

Da sala de imprensa escrevi o texto e distribuí por fax para todo o Brasil.

Foi curioso ouvir o Guga repetir algumas das coisas que escrevi tantos anos atrás, ainda hoje. Durante coletiva na “sale de presse” de Roland Garros, Guga lembrou que não estava pensando que era uma final de Grand Slam na época e o que isso significava.

Guy Forget, ex-jogador e Diretor do Torneio de Roland Garros, comentou que se lembra do Guga brincando na sala de jogos dos juvenis, na quadra Suzanne Lenglen, um dia antes da final e não acreditava no que estava vendo. Pensou que não ia ser bom, mas foi e deu certo. O que Forget mais lembrou foi do brilho nos olhos do Guga que existiam em 1997 e existem até hoje.

Gustavo Kuerten brilhou na quadra central do templo sagrado do saibro, Roland Garros, e conquistou, hoje (domingo – 8/6/97), seu primeiro título de Grand Slam, ao arrasar o espanhol Sergi Bruguera, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 6/4 6/2. Com a vitória Guga passa a ser o primeiro brasileiro a ganhar um torneio do Grand Slam e se colocará entre os vinte melhores jogadores do mundo, podendo ocupar até o 15o lugar na ATP.

O brasileiro esteve perfeito na partida de hoje (8/6/97). Jogou o seu melhor tênis. Fez apenas quatro aces, mas a porcentagem de pontos ganhos com o primeiro saque foi de 82%, enquanto que a do espanhol foi de 58%. O ponto mais bonito do jogo aconteceu no segundo game, do segundo set. Os dois trocaram várias bolas, de fundo e de rede e de todos os ângulos da quadra. Guga venceu o rally, digno de uma final de um torneio tão importante como este e comemorou como se tivesse vencido um set. Na terceira série, o torcedor do Avaí, quebrou o serviço do catalão no 6o. game e aí não permitiu mais a reação do adversário. “Só senti mesmo que poderia vencer no 5×2. Até então não estava acreditando que ganharia Roland Garros”, contou Guga, que fez a sua melhor partida do torneio, hoje. “Entrei em quadra muito confiante e acreditando em mim. Realmente joguei muito bem e todos as jogadas que tentei, deram certo” Nervosismo e apreensão por jogar a final de um Grand Slam não estiveram presentes na mente do tenista número um do Brasil, hoje. “Eu estava jogando partida por partida e fazendo o meu melhor a cada jogo. Nunca pensei, uau é a final de Roland Garros e tenho que vencer. Joguei como se fosse um treino, muito relaxado e curtindo bastante”, explicou.

Para ganhar o torneio de saibro mais importante do mundo Guga teve que vencer os últimos três campeões do torneio: Thomas Muster – 95 -, Yevgeny Kafelnikov – 96 -, Sergi Bruguera – 93, 94-. “Antes de sair do Brasil sabia que para vencer algumas rodadas aqui teria que me superar e acho que consegui fazer isso. Com certeza é o dia mais feliz da minha vida”, comemorou.

Guga recebeu o troféu das mãos de duas lendas do tênis mundial, que triunfaram em Roland Garros: Bjon Borg e Guillermo Villas. Antes de subir ao pódio para recer o pesado troféu, Guga limpou os pés e se curvou diante de Bjorg, seis vezes campeão deste torneio. “Foi uma grande emoção para mim receber o troféu destes ídolos do tênis. Eles são muito melhores do que eu, fizeram coisas incríveis para o tênis e tenho muito respeito por eles. São coisas novas para mim, essas de encontrar pessoas famosas e gostei muito.”

Ontem, o catarinense recebeu mais de trezentos fax de congratulações e incentivo, do Brasil inteiro, dentre eles, um de Pelé. No estádio de Roland Garros os torcedores brasileiros cantaram e tocaram um samba e por alguns minutos Guga participou da festinha. “É muito legal ver isso acontecendo com o tênis também. Normalmente a festa é para o futebol, mas tenho certeza de que hoje foi diferente e muitas pessoas no Brasil pararam para ver o meu jogo. Fico muito feliz”, agradeceu Guga.

A comemoração do título acontece hoje (domingo – 8/6/97) à noite, com a família e os amigos, num hotel de Paris.

Amanhã à tarde Guga e o técnico Larri Passos embarcam para Bologna, na Itália, onde o tenista disputa o ATP Tour local, no saibro. Na estréia, na terça-feira, ele enfrentará o argentino Marcelo Charpentier.

A foto eu mesma tirei!

Diana Gabanyi

No dia 3 de dezembro de 2000, há 21 anos, Guga vencia Agassi pra conquistar a Masters Cup e se tornar nº 1 do mundo

Brasileiro é o primeiro vencedor da Corrida dos Campeões

Guga acabou com a hegemonia dos norte-americanos, que desde 92, terminavam o ano como número um do mundo

Gustavo “Guga” Kuerten entrou para história mais uma vez, neste domingo, ao conquistar a Copa do Mundo de Tênis, a Masters Cup, em Lisboa, derrotando o norte-americano Andre Agassi, por 3 sets a 0, parciais de 6/4 6/4 6/4, em 2h06min de jogo. Com a vitória, Guga tornou-se o primeiro brasileiro a terminar o ano como número um do mundo, e além disso é agora o primeiro jogador da história e vencer a Corrida dos Campeões.

Tranquilo, como acordou neste domingo, Guga entrou na quadra central do Pavilhão Atlântico, sem parecer que o jogo valia o título de campeão do mundo e de número um também. Logo no primeiro game quebrou o saque de Andre Agassi, ex-número um do mundo, campeão do Grand Slam e campeão deste torneio em 1990. A vantagem foi suficiente para Guga fechar o primeiro set em 6/4, lutando muito a cada game e salvando break points inúmeras vezes, com aces e jogadas fantásticas. Na segunda série, Guga manteve a mesma calma, vibrando com seus familiares e com a torcida luso-brasileira, que lotava as arquibancadas do Pavilhão. A quebra desta vez veio no quinto game e com um ace, no 5/4 Guga fez 2 sets a 0.

No terceiro e que veio a ser o set decisivo, Guga quase perdeu seu serviço no segundo game, mas conseguiu outra vez se sair de uma situação difícil e no quinto game veio a quebra, que deixaria Guga com vantagem somente precisando controlar os nervos para vencer a partida. Na hora de sacar para o campeonato, Guga não titubeou e com uma bola fora de Agassi comemorou o seu primeiro título em quadra rápida coberta, o seu primeiro título de Campeão do Mundo e a chegada ao topo do ranking.

“Nem posso acreditar no que está acontecendo,” dizia Guga, logo após a vitória. “Se me dissessem, quando o torneio começou e depois ainda de passar aquele aperto no início, que para ser campeão eu teria que vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, em três dias seguidos, não acreditaria. Mas fui indo aos pouquinhos, ganhando jogo por jogo, crescendo na confiança e hoje entrei com tudo na quadra,” contou Guga. “Estou realmente muito feliz. Fechei o meu ano com chave de ouro e terminei, este domingo, uma semana de sonhos.”

O técnico de Guga, Larri Passos, muito emocionado, contou que minutos antes do jogo começar, decidiu com Guga, ir para o ataque. “Optamos por ir para o ataque. Foi uma estratégia de risco, mas que felizmente deu certo. Estou muito contente e emocionado. O Guga realmente mereceu esta vitória, porque ele trabalhou muito para chegar onde chegou. Além disso, tirei um peso das minhas costas, porque fui muito cobrado no início. Agora posso desfrutar e aprendi a aproveitar os bons momentos.”

Logo depois de deixar a quadra, ovacionado pela torcida, em que agradeceu a todos os fãs, familiares, técnico e dedicou o título à mãe Alice Kuerten, Guga se dirigiu ao vestiário, que em Lisboa é pessoal de cada jogador e foi recebido, por amigos mais próximos e familiares, com champagne, caipirinha e um bolo com formato de número 1. “É estranho, realmente não acreditava que poderia ser número um. Talvez isso tenha sido bom, porque não me pressionei e quando entrei em quadra, estava muito tranquilo, como se fosse um jogo estadual. Foi um ano de muito sucesso para mim, para a ATP, com todo mundo querendo ganhar e depois de vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, acho que realmente mereci ganhar este título. Mas, também, se tivesse perdido e o Safin ficado com o número um, não teria me importado, sei que estaria em boas mãos. O Safin foi a grande estrela desta Corrida e “brigamos” até o último momento para isso acontecer.

É muito grande para mim, é uma sensação indescritível.”

Após comer o bolo, estourar champagne, abraçar os familiares, Guga passou horas na sala de entrevista, atendendo a imprensa do mundo todo, sempre sorridente e exibindo, com orgulho, os seus troféus de campeão do torneio e o de número um do mundo. “Sempre estive na frente, no jogo. Depois de conseguir o break, me soltei e fiquei super motivado. Todo mundo sabe que eu tive problemas físicos e que eu tinha que ganhar da maneira mais rápida possível. Minha cabeça estava funcionando perfeitamente hoje, tudo estava dando certo e eu fiz uma partida incrível. Acho que acordei hoje, realmente para fazer isso. Estou muito orgulhoso de mim mesmo e de ser brasileiro. Tenho certeza que fiz um domingo feliz para todos e para mim. É o dia mais feliz da minha vida,” disse Guga, na coletiva. O brasileiro continuou a entrevista, dizendo que admirava muito Pete Sampras e Andre Agassi, que eles realmente haviam dominado o tênis na última década e o jogador e que terminar o ano desta maneira é incrível, fantástico.

E o jogador, que no passado completou o Grand Slam, ao vencer Roland Garros e terminou 99 como número um do mundo, foi pessoalmente ao vestiário de Guga, cumprimentá-lo e felicitar o técnico Larri Passos, e a família do campeão. “Só queria dizer parabéns ao Guga, pelo excelente ano, pela conquista e nos vemos na Austrália,” despediu-se Agassi.

Guga (Banco do Brasi l/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) agora entra de férias, volta a treinar dentro de duas ou três semanas e inicia a temporada 2001, no Australian Open. “Foi sem dúvida o melhor ano da minha vida. Quero agora comemorar muito com os meus amigos e a minha família. Foi muito importante ter os meus familiares comigo aqui, todos reunidos. Eles me deram muita força a semana toda.”

Super conquista do Guga em Cincinnati completa em 20 anos


Texto feito em comemoração aos 11 anos do título

Sempre que chega essa semana da temporada, a do Masters 1000 de Cincinnati, as lembranças daqueles dias de vitórias do Guga, vem à mente. As pessoas perguntam, como é que foi mesmo? Teve “tempestade”, ele jogou duas partidas no mesmo dia? Teve de tudo. E é uma história que vale a pena ser relembrada, todos os anos.

Duas coisas ainda me impressionam quando eu penso no Masters 1000 de Cincinnati. A primeira é o fato de o torneio ser disputado no meio do nada, no meio-oeste americano, ficar de verdade na beira de uma Estrada e estar completamente lotado.

Todos nos acostumamos a chamar de Cincinnati, mas pela cidade a gente só passa para ir e vir do aeroporto, que aliás fica em Kentucky. É, o aeroporto de Kentucky é o mais perto da cidade de Mason, em Ohio, onde o complexo de tênis foi construído.

O caminho do hotel, que também fica na beira de uma estrada, ao lado de um supermercado e que tem no Applebee’s o restaurante mais próximo, para o torneio é típico da região. Casas em meio a campos de golfe e a plantações de milho.

A única atração à vista, entre o hotel e o Western & Southern Financial Group tournament, é o parque de diversões que a gente consegue ver do topo do estádio, onde também fica a sala de imprensa.

Pelo que me contam, o complexo foi totalmente reformado e ampliado para oferecer mais conforto aos tenistas e aos fãs. E tudo o que puder ser melhorado, ajuda, porque é um calor e uma umidade absurda que a gente sente naquela região.  No ano anterior ao título do Guga, lembro do jogo que ele fez com o Stefan Koubek, que teve que ser interrompido pois a umidade tinha chegado a níveis altíssimos.

E a outra coisa que ainda me surpreende, é olhar a chave do Guga de 11 anos atrás. Ele teve que ganhar de Andy Roddick (ranking da época 27), Tommy Haas (16), Goran Ivanisevic (19), Yevgeny Kafelnikov (6), Tim Henman (8) e Patrick Rafter (7) para ser campeão em Cincinnati.

São quatro campeões de Grand Slam e dois tenistas que estiveram muito próximos do topo do ranking. Até hoje esse feito é histórico. Guga foi o tenista que venceu mais tenistas tops para chegar ao título. A média de ranking de cada um foi de 13.8.

Na noite da semifinal, uma tempestade atingiu a região, o jogo com o Henman foi interrompido e até tentaram voltar. Mas, a tempestade havia sido forte. O entorno do torneio ficou alagado. Lembro de ver cadeiras flutando, carros quase boiando e como estava trovejando muito, com raios por toda parte, resolveram marcar a continuidade do jogo para o dia seguinte.

Enquanto isso, Rafter descansava no hotel. Ele havia jogado a semifinal na hora do almoço e provavelmente, depois da meia-noite, quando ainda estávamos saindo do estádio, sem o jogo terminado, ele já estava dormindo.

Lembro que subi e desci aquela escadaria da sala de imprensa inúmeras vezes, até decidirem o que seria feito.

Todos já davam o título para Rafter. Guga teve pouquíssimo tempo entre a disputa do jogo com Henman e Rafter. Quando a partida com o australiano começou eu ainda estava acabando de mandar os press releases da vitória sobre o Henman.

Com a tática planejada por Larri Passos executada à perfeição, Guga não deu a menor chance a Patrick Rafter. Ouvia o técnico gritar marreta e devolvia o saque do australiano de maneira que ia deixando o estádio todo boquiaberto.

A comemoração foi uma partida de golfe, seguida de um churrasco e uma parada no parquet de diversões, no dia seguinte, já no caminho para Indianápolis.

Encontrei nos meus arquivos um dos textos que escrevi sobre a conquista do título!

Diana Gabanyi

GUGA É CAMPEÃO EM CINCINNATI

Brasileiro conquistou o terceiro título em quadras rápidas, o sexto da temporada e o 16a. da carreira

Gustavo “Guga” Kuerten é campeão do Masters Series de Cincinnati. Com um jogo perfeito o número um do mundo derrotou o australiano Patrick Rafter, por 2 sets a 0, parciais de 6/1 6/3 e conquistou o seu primeiro título de Masters Series em quadra rápida. A vitória marcou a terceira conquista de Guga em quadras duras, a quinta em um Masters Series, a sexta na temporada e a 16a. da carreira.

Para conquistar o título em Cincinnati, Guga precisou vencer dois jogos neste domingo de muito calor no meio-oeste americano, depois de ver seu jogo de semifinal contra o inglês Tim Henman, interrompido no sábado à noite, devido a uma forte tempestade que caiu na região. Guga deixou o ATP Tennis Stadium depois das 00h00min, tendo vencido o primeiro set por 6/2 e estando perdendo o segundo por 1/5. Guga voltou à quadra central 18 horas depois de haver iniciado o jogo com Henman e conseguiu superar o inglês que o havia derrotado nas semifinais no ano passado, por 6/2 1/6 7/6 (4), em uma partida emocionante.

Poucos minutos depois, o número um do mundo já estava de novo em quadra, desta vez para disputar a final da competição e contra um adversário especialista neste tipo de piso e que já havia sido campeão, em 1998, naquela mesma quadra.

Quente ainda do jogo com Henman, Guga esqueceu o cansaço e partiu para cima de Rafter. O primeiro game do jogo, foi tudo o que o australiano conseguiu fazer no primeiro set. Todos os outros games da série foram vencidos por Guga, que ou ganhava o ponto com o seu serviço potente ou arrasava nas devoluções de saque e passadas. Na segunda série, o bicampeão do US Open até que tentou respirar um pouco mais aliviado, mas apenas tentou. Na primeira oportunidade que teve, no 3/2, Guga quebrou o saque de Rafter e administrou a vantagem para somente precisar sacar para a vitória no 5/3. Sem titubear, Guga sacou e comemorou o seu 16o. título com o sinal de uma “marretada” na quadra, símbolo das suas fortes devoluções de saque.

Durante o jogo, que teve a duração de uma hora, Guga marcou oito aces, duas duplas-faltas, teve 55% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 22 de 27 pontos com o primeiro saque e ganhou 58 dos 99 pontos do jogo.
Para chegar ao título, Guga teve que superar Andy Roddick, Tommy Haas, Goran Ivanisevic, Yevgeny Kafelnikov, Tim Henman e por fim Rafter, que foi só elogios ao número um do mundo. “O Guga jogou de forma superba. Ele não precisa mais provar que não é apenas um jogador de saibro, ele joga bem em todos os pisos e hoje eu não tive resposta para nada que ele fez.”

Por ter conquistado o troféu de campeão em Cincinnati, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/ Motorola) marcou 500 pontos no ranking mundial e outros 100 na Corrida dos Campeões, em que aparecerá também como líder amanhã.

O brasileiro viaja para Indianápolis amanhã, onde provavelmente na quarta-feira, inicia a disputa da competição, em que foi campeão no ano passado. O adversário será o vencedor do jogo entre dois tenistas vindos do qualifying.

Especial 20 anos do tri: Guga é tricampeão em Paris e entra para a História de Roland Garros

Com a vitória deste domingo sobre o espanhol Alex Corretja por 6/7(3), 7/5, 6/2 e 6/0, Guga, além de conquistar o tricampeonato em Roland Garros, entra para a seleta lista de tenistas profissionais que subiram ao lugar mais alto do pódio pelo menos três vezes. Junto ao brasileiro, figuram na lista Bjorn Borg, Mats Wilander e Ivan Lendl. Como se não bastasse, Guga passará a ser o número 1 na Corrida dos Campeões e continuará na liderança do Sistema de Entradas (ranking mundial).
Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Guga derrotou Corretja, vice-campeão do torneio em 1998, em 3h12min de partida. Kuerten manteve-se impecável no seu jogo, mostrando ao público da quadra Philippe Chatrier porque Roland Garros é realmente a sua competição do coração. O espanhol tentou reagir em determinados momentos da partida, mas não conseguiu quebrar o domínio de Guga. Essa foi a 19ª decisão de Guga na carreira com 14 vitórias.


Para chegar até mais esta final, Guga teve que derrotar, respectivamente, Guillermo Coria, Agustin Caleri, Karim Alami, Michael Russel, Yevgeny Kafelnikov, Juan Carlos Ferrero e, nesta final, Alex Corretja.


As conquistas de Guga em Roland Garros tiveram início em 1994, quando ele jogou no juvenil e triunfou na competição de duplas, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Em 1997, Guga venceu pela 1ª vez o torneio sem ser favorito, entrando na competição na 66ª posição do Sistema de Entradas. Na sua segunda conquista, no ano passado, Guga enfrentou o sueco Magnus Normam na final e faturou o troféu pela segunda vez. Com este resultado, o brasileiro pulou do segundo lugar na Corrida dos Campeões para o topo do ranking pela primeira vez na carreira.


RANKINGS DA ATP – Com esta grande conquista de hoje, Guga repete o feito do ano passado e pula da terceira posição para a liderança na Corrida dos Campeões. O tri em Roland Garros rendeu a Guga 200 pontos na Corrida e garantiu 1000 pontos no Sistema de Entradas.

Diana Gabanyi

Especial 20 anos do tri: Guga vence Ferrero e está na final de Roland Garros

Release enviado após a sexta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 07 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na final do torneio de Roland Garros. Nesta sexta-feira em Paris, com uma atuação perfeita do começo ao fim, Guga não deu chances ao espanhol Juan Carlos Ferrero, 4o. colocado no ranking mundial, e venceu, sem perder um set, por 6/4 6/4 6/3, em 2h10min de um show de tênis na quadra Philippe Chatrier. No domingo, a partir das 09h15min (Brasília), ele luta pelo tricampeonato com o espanhol Alex Corretja.

Melhor jogador de saibro da temporada, Guga, como ele mesmo afirmou, “jogou perto da perfeição” seguindo um plano de jogo e estando forte mentalmente em todos os momentos da partida, inclusive naqueles em que a situação não lhe era tão favorável. Logo no primeiro game o brasileiro teve três break points contra e conseguiu reverter a situação. No 3/3, teve seu serviço quebrado, mas não deixou Ferrero tomar a dianteira no jogo, devolvendo a quebra em seguida, quebrando novamente o serviço do “Mosquito,” no 5/4 e fechando a série com um winner de esquerda cruzada.

No segundo set, Guga abriu 2/0, mas perdeu o seu saque no game seguinte. O jogo seguiu igual até o 5/4, quando novamente o brasileiro quebrou o saque de Ferrero, com uma esquerda do adversário na rede e fez 2 sets a 0. No terceiro set, mantendo o mesmo ritmo forte do início do jogo, Guga continuou sem dar chances ao espanhol, mesmo quando este tinha algum break point a favor. Guga se superava e, com jogadas fantásticas, não deixava o espanhol respirar por muitos segundos e no 4/3 a quebra apareceu, deixando o brasileiro tranquilo para sacar para vitória no game seguinte. No segundo match point, com uma bola para fora de Ferrero, Guga pulou, ergueu os braços para cima e comemorou a sua terceira passagem a uma final de Roland Garros, tendo sido campeão em 1997 e 2000.

“Joguei perto da perfeição, me movimentando bem e com as minhas táticas de jogo bem claras, do início ao fim da partida,” disse Guga. “Eu sabia que não podia deixá-lo controlar o jogo e nem mesmo respirar muito. Tentei surpreendê-lo com jogadas fundas e usando a experiência que adquiri nos últimos dois anos e de já ter sido campeão aqui duas vezes. Estava super à vontade na quadra e quando estou sentindo bem a bola na raquete e jogando o meu melhor tênis é difícil alguém ganhar de mim.”

De tão bem que Guga vem jogando ele foi comparado a Picasso pelo russo Yevgeny Kafelnikov, há três dias, e o número um do mundo contou que tentou acreditar no russo. “Eu tentei acreditar nas palavras dele, de que eu sou um Picasso na quadra. Agora quem sabe possa pegar alguma coisa do Van Gogh e tentar desenhar o meu jogo ainda melhor, porque eu não poderia querer jogar mais do que eu joguei hoje. Foi um dia muito feliz para mim e um prêmio pelo que eu passei aqui essa semana, nos jogos e nos treinos. Foram horas na quadra tentando dar um passo adiante e foi na parte mental, com a minha cabeça positiva que eu me superei,” comemorou Guga, sem esquecer do jogo contra o norte-americano Michael Russell, nas oitavas-de-final, em que salvou um match point. “O Guga que está hoje em quadra é um Guga diferente do que o de antes do match point contra o Russell. Como eu já disse, me tiraram do torneio e me colocaram de volta e agora não tenho mais nada a perder. Fui um abençoado naquele dia.”

E é assim, tranquilo e curtindo cada momento, que Guga pretende disputar a sua terceira final em Paris e a quinta da temporada, tendo conquistado três títulos, em Buenos Aires, Acapulco e Monte Carlo. “Nem nos meus sonhos mais mirabolantes eu poderia imaginar que eu estaria disputando a minha terceira final em Roland Garros. Vou entrar em quadra me sentindo um cara de muita sorte e disposto a lutar por todos os pontos.”

Nas duas outras finais que jogou em Roland Garros, Guga venceu, respectivamente, o espanhol Sergi Bruguera e o sueco Magnus Norman.

A partida final, será a 29a. em Roland Garros, sendo que destas 29 ele está invicto a 13. “Roland Garros para mim é um lugar muito especial. Toda vez que venho para cá, até mesmo para treinar, sinto uma coisa a mais, uma energia especial.”

Neste sábado, Guga (Banco do Brasil/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) deve manter a mesma rotina com o técnico Larri Passos. Acordar por volta das 11h, fazer trabalho físico e, no final da tarde, uma hora de treinos na quadra. A esses treinos, Larri credita a passagem de Guga à final. “Foi a vitória do trabalho. Ontem à noite eu assisti uma reportagem sobre o Maurice Green e ele respondeu uma pergunta sobre qual era o segredo do sucesso dele e a resposta foi o trabalho que eu faço com o meu técnico. Eu e o Guga trabalhamos duro nesses últimos dias e eu mostrei o ombro pra ele no final do jogo, porque treinei forte com ele na quadra, fiz muita força e deu certo.”

Com 700 pontos já garantidos no ranking mundial e outros 140 na Corrida dos Campeões, Guga pode ficar com 1000 e 200, respectivamente, se passar pelo espanhol Alex Corretja, 13o. colocado no ranking mundial e 32o. na Corrida. Os dois já se enfrentaram seis vezes, todas elas no saibro, com quatro vitórias para Guga, incluindo a última, nas quartas-de-final do Masters Series de Roma.

Guga x Corretja – 4 / 2
Copa Davis 1998 – Porto Alegre / saibro Corretja d. Guga 6/3 7/5 4/6 6/4
Masters Series Hamburgo 1998 / saibro Corretja d. Guga 4/6 7/6 6/4
Copa Davis 1999 – Lérida / saibro Guga d. Corretja 6/3 6/4 7/5
Masters Series Roma 1999 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2000 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2001 / saibro – Guga d. Corretja 6/2 6/3

ESTATÍSTICAS GUGA
>Aces – 10
>Duplas-faltas – 2
>Aproveitamento do primeiro serivço – 62%
>Pontos vencidos com o primeiro serviço – 66%
>Erros Não Forçados – 53
>Winners de Direita – 20
>Winners de Esquerda – 7
>Passadas – 3
>Pontos Vencidos Na Rede – 20
>Aproveitamento na Rede – 80%
>Curtinhas Vencedoras – 3
>Pontos Vencidos – 112

Especial 20 anos do tri: Guga vence Kafelnivov e está na semifinal de Roland Garros

Release enviado após a quinta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 05 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na semifinal do torneio de Roland Garros, um dos eventos mais importantes do circuito mundial. Nesta terça-feira, com uma atuação impecável, ele derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, por 3 sets a 1, parciais de 6/1 3/6 7/6 (3) 6/4, em 2h32min de jogo e decide, na sexta-feira, pela terceira vez na carreira, uma vaga na final do torneio. O adversário é o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Depois de ter ganhado uma nova vida no torneio, ao salvar um match point na partida de oitavas-de-final contra Michael Russell, Guga entrou solto na quadra Philippe Chatrier e com o objetivo de surpreender Kafelnikov, campeão de Roland Garros em 1996. E foram necessários apenas 18 minutos para Guga mostrar isso ao russo, 7o. colocado no ranking mundial. Nesse tempo, Guga fechou o 1º set, com duas quebras de serviço no 2/1 e no 4/1 e só perdendo três pontos no seu saque no set inteiro.

No 2ºset, foi a vez de Kafelnikov tomar conta da partida e ele e Guga começaram a protagonizar um belíssimo espetáculo de tênis em Roland Garros. No 1/2 ele conseguiu uma quebra de saque e manteve o seu serviço para fechar o set em 6/3, com um ace. No 3º set, o russo chegou a estar bem perto de sacar para a série, quando no 4/4, Guga sacava com 0/40. Guga se salvou desses três break points e de outros dois no mesmo game e conseguiu levar a decisão para o tie-break, em que entrou concentrado, jogando ponto por ponto e venceu por 7/3.

No 4º set, Guga saiu na frente e abriu 3/0 com duas quebras de serviço do adversário. Mas, Kafelnikov não quis se entregar e ainda conseguiu quebrar o saque de Guga mais uma vez, no 3/0. Mas foi só o que Guga deixou o russo fazer, além dos aplausos que recebeu do próprio adversário, ao dar uma passada de esquerda paralela espetacular. No 4/3 salvou dois break points para sacar para a vitória no 5/4 e celebrar a passagem à semifinal com uma bola de Kafelnikov que ficou na rede.

“Quando a minha primeira bola entrou em jogo eu já estava sentindo-a bem melhor na minha raquete, do que no jogo contra o Russell. Eu sabia que tinha que começar bem no jogo, até para surpreendê-lo um pouco e mostrar que eu estava sólido. Ele esperava que eu jogasse mais cruzado e eu estava indo mais para a parelala e arrisacando mais do que o normal. No Masters, em Lisboa, joguei assim com ele e deu certo,” contou Guga, muito feliz por estar, pela terceira vez, na semifinal de um Grand Slam e especialmente em Roland Garros, seu torneio favorito.

“Tenho agora que desfrutar um pouco disso. Passei por uma maratona antes desses jogos e não é todo dia que você está na semifinal de um Grand Slam. Tive as melhores sensações da minha vida no tênis nesta quadra central de Roland Garros e vou lutar muito para estar pela terceira vez na final,” comemorou o número um do mundo, que em nove confrontos venceu Kafelnikov seis vezes, incluindo a vitória desta terça-feira e outras duas nas quartas-de-final deste mesmo torneio, nos anos em que foi campeão, 1997 e 2000.

“Já estão dizendo que o Kafelnikov é o meu amuleto e tomara que seja mesmo, mas não é isso que vai me fazer ganhar o torneio. Os jogos contra o Kafelnikov são sempre como jogos de xadrez, em que um ponto pode mudar tudo e você tem que estar focado, no jogo o tempo todo. Agora me vejo com boas chances de ganhar outra vez, mas vou ter que estar muito forte mentalmente”, concluiu Guga, que foi chamado por Kafelnikov de um Picasso das quadras, pelas mágicas que faz com sua esquerda. “Ele falou isso porque nunca me viu desenhando. Talvez eu possa fazer mágica na quadra, mas quando pego o papel sou como um jogador do qualifying.”

O técnico Larri Passos, que está com Guga há 11 anos, se emocionou tanto quanto o seu pupilo ao vê-lo alcançar a semifinal de Roland Garros pela terceira vez e, com lágrimas nos olhos, disse que uma das principais coisas que Guga continua fazendo é o trabalho duro. “Hoje, antes do jogo nós aquecemos por 45 minutos e isso é fundamental. O Guga é número um do mundo e continua dando duro. Ele jogou um 1ºset incrível contra o Kafelnikov e o principal nos próximos dois dias vai ser trabalhar duro e fazer a recuperação física também.” O técnico também aproveitou para explicar que não tem falado muito com a imprensa porque “aprendi com os chineses, que os sábios não falam e eu porque não sou sábio e tenho que aprender a cada dia, me calo.”

Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) ficará agora dois dias sem jogar antes da semifinal com Juan Carlos Ferrero (4o. colocado no ranking mundial e 2o. na Corrida dos Campeões), um rival que enfrentou duas vezes. Uma, na semifinal do ano passado, em que venceu em cinco sets e a outra, na final do Masters Series de Roma, há três semanas, em que perdeu em cinco sets.

“O Ferrero é o cara que mais me impressionou nesta temporada e com certeza vai ser um jogo muito duro,” antecipou Guga, que já garantiu 450 pontos no ranking mundial e outros 90 na Corrida dos Campeões. Se avançar à decisão, fica com 700 e 140, respectivamente.