Melhor campanha de Guga em Wimbledon, quartas de final, completa 20 anos

O ano era 1999. Há exatos 20 anos. Depois de duas derrotas na estreia, em 97 e em 98, naqueles anos em que a grama quase parecia uma pista de patinação no gelo de tão rápida, Gustavo Kuerten fazia a sua melhor campanha no Grand Slam da grama, piso pouco simpático aos brasileiros, de forma geral. 

Há exceções, claro, a principal é Maria Esther Bueno, tricampeã de simples e pentacampeã de duplas em Londres.

O fato é que intimidade com grama pra brasileiro, historicamente, é no futebol. No tênis, nem mesmo Guga tinha facilidade.

Há 20 anos, porém, a História foi diferente. Depois de chegar às quartas de Roland Garros, quando perdeu para Medvedev, Guga jogava sem grande responsabilidade na grama, apesar de chegar como cabeça de chave nº 11.

Na verdade, fez pouca coisa diferente. Como já estava acostumado, ficou hospedado em uma casa alugada no Wimbledon Park, e se preparou nos poucos dias de sol antes do torneio começar, sem eventos de preparação.

Um detalhe fundamental dessa campanha é que Guga jamais havia vencido um único jogo na grama em toda sua carreira. Exatamente isso: Em 4 partidas disputadas, sendo duas pela chave principal de Wimbledon, Guga nunca havia triunfado na grama, incluindo uma derrota para o norte-americano Justin Gimelstob, atualmente envolvido em uma polêmica no conselho de jogadores da ATP, na edição de 1997.

Aliás, foi neste mesmo ano, em que conquistou seu primeiro Roland Garros, que Guga fez uma aposta com Larri Passos: Se o brasileiro chegasse às quartas de Wimbledon, o treinador rasparia a sua cabeça! Bom, não foi exatamente naquele ano, mas dois anos depois, Guga começou sua campanha diante do norte-americano Chris Wilkinson, vencendo por triplo 6/4 e desencalhando na grama.

Depois, mais duas vitórias por 3×0. A primeira, sobre o alemão David Prinosil. A outra sobre o sérvio Nenad Zimonjic, que anos depois também fez muito sucesso como duplista, chegando ao topo do ranking.

As coisas começaram a complicar nas oitavas, quando precisou de quatro parciais diante do suíço Lorenzo Mata. Depoís, ficou difícil de vez: Andre Agassi.

Depois do adiamento da partida causado pela chuva, Guga perdeu ritmo de jogo e o norte-americano não deu chances ao manezinho da ilha, venceu por 3×0 e encerrou a melhor campanha do nosso nº 1 do mundo nas quadras do All England Lawn Tennis and Croquet Club.

Pelo menos, Larri cumpriu sua promessa e no dia seguinte à vitória sobre Mata, apareceu com a cabeça de fato raspada, virando não apenas um visual de ocasião, mas uma marca registrada.

A edição de 99 também ficou marcada pela presença de Rubens Barrichello na torcida pelo tenista nas arquibancadas de Londres. Rubinho havia corrido no fim de semana no GP da França e foi até Wimbledon torcer por Guga.

Na época, Guga disse que chegar às quartas era “a realização de um sonho.” E de fato foi.

Depois, em 2002, André Sá igualou o feito de Guga e também chegou às quartas de final do torneio, quando parou diante do ídolo local, Tim Henman.

Para Guga, competir em Wimbledon, com apenas duas semanas de intervalo entre o torneio de Roland Garros e o Grand Slam da grama era difícil, depois da longa temporada de saibro (hoje são 3 semanas de intervalo). Ele viria jogar Wimbledon apenas mais duas vezes, alcançando a terceira rodada no ano 2000 e a 2a. em 2003.

Há 20 anos Guga se tornava o Rei de Roma ao vencer Rafter na final

E 20 anos atrás Guga se tornava o Rei de Roma. Conquistava o 5o. título da carreira, o segundo super 9, voltavao ao top 10 e se tornava o único tenista da temporada a ter 2 títulos de Super 9 (o outro era o de Monte Carlo).

Antes de chegar à final para enfrentar Patrick Rafter, Guga teve que vencer Fernando Vicente, Francisco Clavet, Yevgeny Kafelnikov, Karol Kucera e Alex Corretja pelo caminho.

Nos dois anos seguintes ele também chegaria à final, sendo vice-campeão, perdendo para o Norman e o Ferrero.

Vamos lembrar como foi a final de 99 no Foro Itálico.

GUGA É CAMPEÃO EM ROMA

Com mais uma brilhante apresentação neste domingo, Gustavo “Guga” Kuerten conquistou o título do Super 9 de Roma, o segundo da temporada e o quinto de sua carreira, ao derrotar o australiano Patrick Rafter, 4o. colocado no ranking mundial, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 7/5 7/6(6), em 2h38min de jogo, na quadra central do Foro Itálico Romano.

Guga, 14o., começou firme na partida, como queria, para impressionar o adversário, adepto de um jogo de saque e voleio. Saiu devolvendo muito bem o serviço de Rafter, bi-campeão do U.S. Open e passando o australiano na rede, várias vezes. Só no primeiro game, foram três passadas de Guga, que logo quebrou o serviço de Rafter. Guga repetiu a quebra no 3×1, perdeu o seu saque no 5×2, mas na segunda chance que teve de sacar e fechar o set, marcou 1×0 com uma direita para fora de Rafter. Na segunda série, Rafter chegou a cair no chão para tentar pegar uma cruzada de Guga, que quebrou o serviço do australiano no 3×3, perdeu o seu no 5×4, recuperou a quebra em seguida e no 6×5, fez 2 sets a 0, com um bonito smash no meio da quadra. Na terceira série, o jogo seguiu sem quebras até o tie-break, quando no 6×6, depois de ter perdido um match point no saque de Rafter, Guga conseguiu um mini-break e com uma perfeita esquerda paralela ergueu os braços e comemorou a conquista de um dos torneios mais importantes do mundo.

Durante a partida, Guga marcou 08 aces, não cometeu duplas-faltas, teve 58% de aproveitamento do primeiro serviço e venceu 79% dos pontos com o primeiro saque.

“Foi show,” comemorou Guga. “Comecei do jeito que eu queria, jogando bem pra caramba e o cara já sentiu que eu estava firme desde o começo. Aí, fui mantendo o mesmo ritmo forte, acho até que perdi umas oportunidades no segundo set, mas fui lá no tie-break, continuei firme e ganhei num final dramático,” disse Guga, que durante a semana ganhou de três jogadores top 10, incluindo Yevgeny Kafelnikov, o número um do mundo. “É mais um título importantíssimo para mim. Fiz uma excelente campanha aqui, ganhei jogos muito bons, de três top 10 e do número um do mundo. Foi uma semana e tanto,” completou Guga, que dedicou o título ao técnico Larri Passos, em seu discurso, em italiano, na cerimônia de premiação. “Dedico esse título ao meu técnico, a pessoa mais importante para a minha carreira. Cheguei meio cansado no começo da semana e ele fez tudo perfeito para eu ganhar esse torneio.”

O Super 9 de Roma é o quinto título da carreira de Guga, que coleciona os troféus de Roland Garros (97), Stuttgart (98), Mallorca (98) e Monte Carlo (99). Em torneios da série Challenger, Guga foi campeão em Campinas (96) e Curitiba (97), torneio realizado na mesma semana do Super 9 de Roma, que culminou com a conquista do título de Roland Garros, três semanas depois. O tenista tem agora o recorde de cinco vitórias e duas derrotas em finais, tendo perdido os troféus do Super 9 de Montreal, em 97 e do ATP Tour de Bolonha, no mesmo ano.

Com a melhor campanha da temporada na ATP, Guga já marca 28 vitórias e 10 derrotas e é o único tenista do ano a ter conquistado dois títulos de Super 9, a série de torneios mais importante depois do Grand Slam.

TOP 10 – A vitória em Roma, onde já havia sido semifinalista em 98, garantiu ao brasileiro um lugar de volta ao grupo dos 10 melhores do mundo. Segundo o diretor de comunicações da ATP Tour, Nicola Arzani, Guga aparecerá, na segunda-feira, na 9a. posição e já tem garantida a condição de cabeça-de-chave em Roland Garros, que começa no dia 24 de maio, embora os cabeças só sejam divulgados oficialmente no início da semana. Guga marcou 594 pontos, mas teve descontados de seu ranking os 186 do ano passado, somando no total 2441 pontos. “Estou de volta no top 10. Eu estava esperando, mas também não estava com aquela ansiedade. Veio em boa hora.”

Australian Open – Sem nostalgia

Durante muito tempo, quando começavam os Grand Slams me dava sempre uma nostalgia. Afinal, durante uma década a meia o meu calendário se baseava na agenda do circuito profissional. As semanas dos Grand Slams, com rara exceção do Australian Open, indicavam que lá estaria eu com o Guga, fazendo as minhas matérias também para a Tennis View e depois que ele encerrou a carreira, com algum outro compromisso profissional e a própria Tennis View.

Nos últimos dois anos, por inúmeras razões, acabei não indo a nenhum Grand Slam e acompanhando e reportando daqui do Brasil mesmo. A cada ano essa nostalgia diminui. Afinal, já faz 10 anos que o Guga se aposentou. Mas, foi tudo muito intenso, a história foi escrita, amizades foram feitas e a verdade que estar em um Grand Slam é estar no auge do esporte em si e também nos relacionamentos. Jornalistas do mundo todo, agentes, Rps, as marcas, os fãs, todos estão nestes eventos. E é disso que mais sinto falta, desta conexão.

Curiosamente, quando chega o Australian Open, não tenho essa nostalgia.

Sei que o Grand Slam evoluiu muito, praticamente se transformou, desde a última vez que estive “down under” há 15 anos.

Mas, com a desgastaste viagem e o pouco tempo que por lá fiquei – o Australian Open foi o pior Grand Slam do Guga – não desenvolvi laços naquelas terras. Nunca me encontrei muito no complexo. Achava tudo meio confuso e a cidade tão pequena, se comparada a Paris, Londres e Nova York, para sediar um Slam. E, quando começava a entrar no fuso horário já era hora de voltar para casa.

A sensação que tenho ao começar o torneio em Melbourne é justamente a contrária: “Ai que bom que vou acompanhar do sofá de casa.”

Isso não quer dizer que o Grand Slam não tenha relevância ou seja empolgante. Tem tudo isso e o atrativo especial de estar no começo da temporada, quando não sabemos muito o que esperar do circuito.

É comum ser o Grand Slam onde acontecem “bombas” de notícias. Justamente por ser o primeiro grande do ano onde todos se reúnem. Este ano começou com o Andy Murray anunciando o fim da sua luta com o quadril. E nas próximas duas semanas muitas outras notícias vão rolar. A mais quente do momento é o “Player Council” e a decisão de manter ou não Chris Kermode no cargo de CEO da ATP. Mas, estamos apenas começando. Temos 2 semanas de muito tênis e muito bastidor do circuito para acompanhar.

Diana Gabanyi

Guga é homenageado com o troféu Men of the Year

Guga recebeu ontem (27) no Rio de Janeiro o troféu Men of the Year, na categoria Ícone GQ. A revista homenageou 17 personalidades que marcaram o ano de 2018. Guga encerrou a noite do evento, recebendo a premiação do ator Lázaro Ramos que descreveu a trajetória de Guga como inspiracional, citando as conquistas no esporte e os projetos do Instituto Guga Kuerten.

Uma das capas da edição da GQ de dezembro, Guga agradeceu a homenagem com uma mensagem de esperança. “A gente tem muito a aprender com o outro. Essa curiosidade de seguir em frente, de continuar caminhando e descobrindo alternativas é o maior trunfo do brasileiro. Nossa essência é criativa, comunicativa, a gente quer solucionar… E é por isso que eu tenho um orgulho enorme em representar o Brasil”, declarou.

Essa é a segunda vez que o tricampeão de Roland Garros é homenageado no Men of the Year. Em 2015, Guga recebeu a premiação na categoria Responsabilidade Social, em função das ações promovidas pelo Instituto Guga Kuerten.

Foto: Selmy Yassuda

Além de nomear o Grupo 1, Guga será homenageado na decisão do ATP Finals

A ATP divulgou no final de semana que Guga Kuerten será homenageado no torneio que encerra o calendário de competições de 2018. Guga que se tornou No. 1 em 2000, depois de vencer os americanos Sampras e Agassi, no Masters de Lisboa, nomeará o Grupo 1 dos tenistas que disputam a liderança do ranking nas simples.

O tricampeão de Roland Garros viaja para Londres na próxima semana para participar de uma homanagem durante a final, no dia 18 de novembro.

“É uma alegria, uma satisfação muito especial, dessas que a gente não tem como imaginar. Receber uma homanagem como essa, traz muita motivação, traz muita convicção que estamos no caminho certo nesse processo de transformar o tênis no Brasil. Dá um “gás” enorme para continuar trabalhando próximo às quadras. É isso que essa homenagem representa! Esse prêmio transmite tudo o que já aconteceu na minha carreira, obviamente, mas também as conquistas atuais, tanto na parte social, com os projetos do Instituto Guga Kuerten, quanto no desenvolvimento do tênis, com a Escola Guga. Vamos para lá celebrar para voltar com pique total para 2019”, festejou Guga.

Essa é a segunda homenagem do ano que o tenista brasileiro recebe de instituições ligadas ao  tênis mundial. Durante o Aberto da França, em junho, a Federação Francesa de Tênis anunciou Guga como o primeiro tenista embaixador do Grand Slam francês.

Foto Cynthia Lum

Ao lado de Guga, mais de 500 crianças se divertem no 15º Encontro da Integração, em Florianópolis

Alegria na potência máxima! O 15º Encontro da Integração que aconteceu hoje, em Florianópolis, reuniu 550 crianças, adolescentes e pessoas com deficiência e Florianópolis, para celebrar o Dia das Crianças, ao lado do tricampeão de Roland Garros. Essa é a única vez no ano que os educandos do programa Campeões da Vida que frequentam os seis núcleos de esporte e educação da Grande Florianópolis, se reúnem.

As crianças se revezaram nas ilhas de esporte, recreação e cultura ao longo do dia, se divertindo com as várias opções oferecidas. Enquanto a equipe do IGK ficou responsável pelo acompanhamento dos educandos e distribuição dos lanches.

A programação do evento contou também com Show de Talentos no palco do Encontrão: destaque para as apresentações do IGK Música, onde os educandos dos Núcleos Biguaçu exibiram uma performance de violino e os de Palhoça e São José, fizeram sucesso com o violão. Um dos momentos mais aguardados foi a coreografia apresentada pelas 20 crianças e adolescentes que integram o IGKdance.
“Esse é o Roland Garros dessa garotada”, definiu Guga. “Nós usamos a nossa experiência para inspirar essas crianças a se sentirem confiantes o suficiente para acreditar no sonho delas. E quem sabe conquistar sonhos inacreditáveis como eu”, explicou ele que na próxima quinta-feira (dia 11) se prepara para receber em Florianópolis mais de 2000 atletas inscritos para disputar as competições da Semana Guga Kuerten, que será realizada até o dia 21 de outubro, no Jurerê Sports Center.

Foto: Fernando Willadino

A Copa Davis como nós conhecemos acabou. Surge uma nova competição.

Princípio de 1997, Copa Davis, Brasil e Estados Unidos em Ribeirão Preto. Brasil ainda liderado por Paulo Cleto. Guga ainda não tinha vencido Roland Garros. Os Estados Unidos eram os todos poderosos do tênis. Agassi viria ao Brasil. Não veio, mas o confronto não perdeu a importância, com Jim Courier presente.
Escolhemos aquele evento para lançar a Tennis View.


Que ambiente foi criado na terra de Roberto Jábali. Um calor de derreter sola de tênis – literalmente – a imprensa estrangeira presente, mas principalmente muito, muito público.
Não foi a minha primeira experiência em Copa Davis, mas uma das mais marcantes.
Já trabalhava com o Guga, embora não full time e lá estava eu fotografando, escrevendo releases e lançando a Tennis View.
Essa situação hoje não aconteceria mais.
A Copa Davis que assim conhecemos, morreu.
Nasce uma outra competição, aprovada hoje em eleição na Assembléida ITF, em Orlando, que pretendem continuar chamando de Copa Davis, a Copa fundada por Dwight Davis 118 anos atrás, mas que perdeu o espírito de confrontos em casa e no terreno do adversário.
Confrontos que traziam estrelas que jamais imaginávamos ver por aqui, para competir.
Na Era Guga, vimos Courier, vimos Lleyton Hewitt e Patrick Rafter (lembram da Davis em Floripa?), vimos os franceses de Guy Forget, um Robin Soderling top 10 e muitos outros.
E isso acontecia em outros países sem Grand Slam ou Masters 1000 onde a presença das maiores estrelas do tênis mundial é rara.


Muita gente teve o primeiro contato com o tênis numa dessas Davis.
Emoções que perspiravam em uma Davis, não acontecerão novamente.
Lembro de entrevistar muito tenista em começo de carreira e deles dizerem que o sonho era representar o Brasil na Copa Davis.
Não acho que o sonho exista mais. A Davis por aqui, há muito tempo no Zonal Americano, não atrai tanta atenção.
Os tenistas talvez nem saibam o que é a emoção de jogar em uma arena lotada, enfrentando os melhores do mundo na sua casa.
Talvez nem se interessem mais.
O mundo mudou. O tênis mudou e o formato que existirá até o fim deste ano era inviável de ser mantido.
Com tanto dinheiro em jogo, o esporte cada vez mais profissional, se dedicar 4 semanas do ano a esta competição, ano após ano, era difícil e muito mais quando se tinha que jogar logo depois de um Grand Slam em um outro piso e em outro continente para ainda na sequência trocar novamente de piso.
Talvez se as estrelas do circuito, o Big Four, não fossem tão essenciais para o esporte, não brilhassem mais do que o próprio esporte e tivessem tempo e energia para competir anualmente pela Saladeira de Dwight Davis, a competição como conhecemos tivesse sobrevivido.
Mas ela morreu.
É um dia melancólico.
Mas, aprendemos que devemos estar abertos a mudanças. O esporte evoluiu e por muitos anos pequenos ajustes que poderiam ter sido feitos (sempre fui a favor de dar bye para os finalistas do ano anterior, de limitar um pouco mudanças de piso, de reduzir as fases iniciais, pelo menos no 1o. e no 2o. dia par 3 sets), não foram. A Davis ficou para trás e agora talvez tenha ido para frente de mais.
Mas, temos que encarar os fatos, aceitar que a mudança ocorreu – independente da maneira que foi – e esperar para ver se vai ser bom ou não para o esporte.
A resposta é difícil, especialmente se a ATP e a ITF não se unirem para não competirem entre si.
No entanto, a única opção que temos agora é dar um voto de confiança para este novo torneio que foi criado hoje.

Saiba mais neste link sobre o novo formato da Copa Davis, ou melhor a nova competição que se chamará Davis.

Diana Gabanyi

Em São Paulo, Guga volta a afirmar que o tênis brasileiro está apenas começando

Criar um cenário para o tênis brasileiro! Foi com essa convicção que Gustavo Kuerten participou hoje do 6º. ENEG (Encontro Nacional das Escolas Guga) que reuniu no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, 130 gestores e educadores das 48 unidades da Escolas Guga no Brasil.

Guga foi enfático ao afirmar para os jornalistas, durante a coletiva de imprensa: “o tênis brasileiro ainda não existe, o que existe são os jogadores.” O tricampeão de Roland Garros explicou que é necessário planejar esse momento, começando pelos treinadores. E deu o exemplo do projeto da Escola Guga que investe na formação continuada dos profissionais que atuam em quadra com os mais de três mil alunos distribuídos nas Escolinhas Guga (para crianças de 5 a 10 anos), Escola Guga (11 a 14 anos), Escola Guga Adulto e Escola Guga Bech Tennis.

Usando o exemplo do futebol, Guga ilustrou o comportamento dos brasileiros com o esporte. “A gente ainda se relaciona com muita paixão e isso cria uma relação distorcida. Precisamos transformar a mentalidade do esporte, fazendo a gestão, assumindo um profissionalismo para garantir a sustentabilidade”, defendeu. Mas, também reagiu com otimismo com relação ao futuro. “Em 10/15 anos vamos conseguir transformar o tênis brasileiro”. A convicção do tenista brasileiro que recentemente foi anunciado embaixador de Roland Garros é pavimentada em dois projetos complementares.

Na base, a ideia é aumentar o número de praticantes, através da capacitação dos professores. “É dessa forma que a gente consegue reter as crianças no esporte. Todos aqui no ENEG sabem que precisam render 130% na quadra! E principalmente, precisamos quebrar o estigma do tênis juvenil. Temos que ter um grupo, uma geração, é dessa forma que vamos evoluir”, declarou.

Já na fase de transição, Guga está envolvido na criação do Time Guga, uma plataforma, ainda em construção, que combina quantidade de jogadores com boa qualidade de atendimento e o bem-estar necessário para alcançar o alto rendimento. E exemplificou: “Depois de sete, oito anos trabalhando com a Escola Guga, estamos pensando em lançar o Time Guga que poderá se transformar no Batalhão Brasileiro, assim como a Armada Espanhola. É assim que podemos transformar o tênis no país.”

Se referindo ao sexto Encontro Nacional das Escolas Guga como uma edição histórica, Guga concluiu que o projeto que engloba as Escolas Guga, gerido pela Guga Kuerten Franquias (empresa do Grupo Guga Kuerten) “é o melhor legado que a gente pode deixar.”

Foto – Marcello Zambrana

Guga é nomeado embaixador do torneio de Roland Garros

Por Diana Gabanyi

Gustavo Kuerten voltou a fazer história em Paris e a extender a sua história de amor com o torneio. A Federação Francesa de tênis anunciou nesta quinta-feira, 7 de junho de 2018, o tricampeão do torneio como oembaixador de Roland Garros. Com isso, Guga terá a missão de promover o Slam parisiense pelo mundo.

“O Guga além do sorriso é um ser humano,” disse Bernard Giudicelli, presidente da Federação Francesa de Tênis, quando perguntado se além de Guga haveria outros embaixadores mundiais do torneio. O Presidente fez questão de lembrar as conquistas do brasileiro em Paris, em 1997, 2000 e 2001 e da sua conexão com o público e história de humildade.

Guga e Roland Garros formam uma verdadeira história de amor, iniciada no ano de seu primeiro título, quando encantou o público francês ao surpreender com a conquista, muito longo de ser um favorito e surpreendendo grandes jogadores.

Em 2001, emocionou a torcida ao desenhar um coração no saibro da quadra Philippe-Chatrier  deitando-se dentro dele em seguida, depois da vitória sobre o norte-americano Michael Russell, jogo em que salvou match-point.

“Estamos extremamente orgulhosos de que Gustavo Kuerten tenha concordado em se tornar um embaixador de Roland-Garros. Ele é um dos campeões que melhor representa o nosso torneio. Ele roubou os corações do público parisiense com seu espírito de luta, sua bondade e seu famoso sorriso. É realmente uma oportunidade maravilhosa tê-lo como embaixador. Ele já aumentou a visibilidade do torneio e do tênis em geral no Brasil. Somos extremamente gratos a ele.” continuou Giudicelli.

Guga também fez questão de agradecer tamanha honraria: “Essa história nunca acaba.É uma grande honra e uma enorme oportunidade para continuar esta relação mágica com Roland Garros, que definitivamente transformou minha vida e me ajudou a encontrar e desfrutar de sentimentos valiosos, memórias e sensações como um tenista e um ser humano. Por isso eu venho aqui a cada ano, trago a família toda e me reconecto com este lugar!” afirmou o brasileiro.

Diana Gabanyi

Guga marca presença no Rio Open e elogia realização do torneio em momento difícil do país

Convidado de gala do Rio Open apresentado pela Claro, Gustavo Kuerten chegou nesta quinta-feira na cidade para acompanhar a competição. O tricampeão de Roland Garros, muito requisitado pelos fãs por onde passa no Jockey Club Brasileiro, elogiou a realização do torneio e a importância da presença de grandes nomes do tênis, principalmente pelo momento difícil que o Brasil está enfrentando. Os ingressos para as rodadas de sexta (23) e sábado (24) estão esgotados. Para domingo estão à venda no site www.tudus.com.br/rioopen .

“Temos que aplaudir a realização do Rio Open, porque está difícil fazer as coisas acontecerem no Brasil, vivemos um momento muito delicado. Vejo que o torneio evoluiu a cada ano, e já está estabilizado, temos grandes nomes por aqui, Cilic, Monfils, os brasileiros das duplas. Também é extraordinário a iniciativa de trazer pessoas de classes mais baixas para conhecer, experimentar, e participar das clínicas. Neste ano foi a vez de ter também o tênis adaptado (clínica para pessoas com deficiência), uma coisa muito legal”, disse o ex-número 1 do mundo que ainda comentou a consolidação do ATP 500 no circuito profissional.”O mais difícil era fazer essas cinco primeiras edições. Agora chegar ao 10o. ano é mais fácil. O torneio está consolidado”.

O brasileiro falou também sobre ter ficado em 21º lugar numa lista de 50 nomes da renomada revista norte-americana “Tennis”, que está elegendo os maiores jogadores da Era Aberta (a partir de 1968) que conquistaram Grand Slam. A públicação está anunciando os jogadores eleitos aos poucos. A lista completa com 50 nomes, 25 de cada sexo, sairá na edição de março/abril. “Fiquei surpreso, é extraordinário estar entre nomes de tenistas grandiosos, principalmente porque minha carreira foi curta. Acho que estou tão bem colocado porque essa eleição vai além das vitórias e conquistas, tem a ver com meu jeito, de colocar emoção nas conquistas, tocar o coração das pessoas, que acho que foi minha marca dentro de quadra”, disse o jogador, que mais uma vez entregará o troféu ao campeão do Rio Open.

Guga comentou também sobre o retorno de Roger Federer à liderança do ranking aos 36 anos. “Não imaginava que ele pudesse voltar a ser número 1, acho que nem ele. Aí machucou o joelho, ficou um período afastado, e deve ter voltado pensando apenas em jogar, sem pretensão, e aí as coisas foram acontecendo”, completou.

Foto: Fotojump