Além de nomear o Grupo 1, Guga será homenageado na decisão do ATP Finals

A ATP divulgou no final de semana que Guga Kuerten será homenageado no torneio que encerra o calendário de competições de 2018. Guga que se tornou No. 1 em 2000, depois de vencer os americanos Sampras e Agassi, no Masters de Lisboa, nomeará o Grupo 1 dos tenistas que disputam a liderança do ranking nas simples.

O tricampeão de Roland Garros viaja para Londres na próxima semana para participar de uma homanagem durante a final, no dia 18 de novembro.

“É uma alegria, uma satisfação muito especial, dessas que a gente não tem como imaginar. Receber uma homanagem como essa, traz muita motivação, traz muita convicção que estamos no caminho certo nesse processo de transformar o tênis no Brasil. Dá um “gás” enorme para continuar trabalhando próximo às quadras. É isso que essa homenagem representa! Esse prêmio transmite tudo o que já aconteceu na minha carreira, obviamente, mas também as conquistas atuais, tanto na parte social, com os projetos do Instituto Guga Kuerten, quanto no desenvolvimento do tênis, com a Escola Guga. Vamos para lá celebrar para voltar com pique total para 2019”, festejou Guga.

Essa é a segunda homenagem do ano que o tenista brasileiro recebe de instituições ligadas ao  tênis mundial. Durante o Aberto da França, em junho, a Federação Francesa de Tênis anunciou Guga como o primeiro tenista embaixador do Grand Slam francês.

Foto Cynthia Lum

Ao lado de Guga, mais de 500 crianças se divertem no 15º Encontro da Integração, em Florianópolis

Alegria na potência máxima! O 15º Encontro da Integração que aconteceu hoje, em Florianópolis, reuniu 550 crianças, adolescentes e pessoas com deficiência e Florianópolis, para celebrar o Dia das Crianças, ao lado do tricampeão de Roland Garros. Essa é a única vez no ano que os educandos do programa Campeões da Vida que frequentam os seis núcleos de esporte e educação da Grande Florianópolis, se reúnem.

As crianças se revezaram nas ilhas de esporte, recreação e cultura ao longo do dia, se divertindo com as várias opções oferecidas. Enquanto a equipe do IGK ficou responsável pelo acompanhamento dos educandos e distribuição dos lanches.

A programação do evento contou também com Show de Talentos no palco do Encontrão: destaque para as apresentações do IGK Música, onde os educandos dos Núcleos Biguaçu exibiram uma performance de violino e os de Palhoça e São José, fizeram sucesso com o violão. Um dos momentos mais aguardados foi a coreografia apresentada pelas 20 crianças e adolescentes que integram o IGKdance.
“Esse é o Roland Garros dessa garotada”, definiu Guga. “Nós usamos a nossa experiência para inspirar essas crianças a se sentirem confiantes o suficiente para acreditar no sonho delas. E quem sabe conquistar sonhos inacreditáveis como eu”, explicou ele que na próxima quinta-feira (dia 11) se prepara para receber em Florianópolis mais de 2000 atletas inscritos para disputar as competições da Semana Guga Kuerten, que será realizada até o dia 21 de outubro, no Jurerê Sports Center.

Foto: Fernando Willadino

A Copa Davis como nós conhecemos acabou. Surge uma nova competição.

Princípio de 1997, Copa Davis, Brasil e Estados Unidos em Ribeirão Preto. Brasil ainda liderado por Paulo Cleto. Guga ainda não tinha vencido Roland Garros. Os Estados Unidos eram os todos poderosos do tênis. Agassi viria ao Brasil. Não veio, mas o confronto não perdeu a importância, com Jim Courier presente.
Escolhemos aquele evento para lançar a Tennis View.


Que ambiente foi criado na terra de Roberto Jábali. Um calor de derreter sola de tênis – literalmente – a imprensa estrangeira presente, mas principalmente muito, muito público.
Não foi a minha primeira experiência em Copa Davis, mas uma das mais marcantes.
Já trabalhava com o Guga, embora não full time e lá estava eu fotografando, escrevendo releases e lançando a Tennis View.
Essa situação hoje não aconteceria mais.
A Copa Davis que assim conhecemos, morreu.
Nasce uma outra competição, aprovada hoje em eleição na Assembléida ITF, em Orlando, que pretendem continuar chamando de Copa Davis, a Copa fundada por Dwight Davis 118 anos atrás, mas que perdeu o espírito de confrontos em casa e no terreno do adversário.
Confrontos que traziam estrelas que jamais imaginávamos ver por aqui, para competir.
Na Era Guga, vimos Courier, vimos Lleyton Hewitt e Patrick Rafter (lembram da Davis em Floripa?), vimos os franceses de Guy Forget, um Robin Soderling top 10 e muitos outros.
E isso acontecia em outros países sem Grand Slam ou Masters 1000 onde a presença das maiores estrelas do tênis mundial é rara.


Muita gente teve o primeiro contato com o tênis numa dessas Davis.
Emoções que perspiravam em uma Davis, não acontecerão novamente.
Lembro de entrevistar muito tenista em começo de carreira e deles dizerem que o sonho era representar o Brasil na Copa Davis.
Não acho que o sonho exista mais. A Davis por aqui, há muito tempo no Zonal Americano, não atrai tanta atenção.
Os tenistas talvez nem saibam o que é a emoção de jogar em uma arena lotada, enfrentando os melhores do mundo na sua casa.
Talvez nem se interessem mais.
O mundo mudou. O tênis mudou e o formato que existirá até o fim deste ano era inviável de ser mantido.
Com tanto dinheiro em jogo, o esporte cada vez mais profissional, se dedicar 4 semanas do ano a esta competição, ano após ano, era difícil e muito mais quando se tinha que jogar logo depois de um Grand Slam em um outro piso e em outro continente para ainda na sequência trocar novamente de piso.
Talvez se as estrelas do circuito, o Big Four, não fossem tão essenciais para o esporte, não brilhassem mais do que o próprio esporte e tivessem tempo e energia para competir anualmente pela Saladeira de Dwight Davis, a competição como conhecemos tivesse sobrevivido.
Mas ela morreu.
É um dia melancólico.
Mas, aprendemos que devemos estar abertos a mudanças. O esporte evoluiu e por muitos anos pequenos ajustes que poderiam ter sido feitos (sempre fui a favor de dar bye para os finalistas do ano anterior, de limitar um pouco mudanças de piso, de reduzir as fases iniciais, pelo menos no 1o. e no 2o. dia par 3 sets), não foram. A Davis ficou para trás e agora talvez tenha ido para frente de mais.
Mas, temos que encarar os fatos, aceitar que a mudança ocorreu – independente da maneira que foi – e esperar para ver se vai ser bom ou não para o esporte.
A resposta é difícil, especialmente se a ATP e a ITF não se unirem para não competirem entre si.
No entanto, a única opção que temos agora é dar um voto de confiança para este novo torneio que foi criado hoje.

Saiba mais neste link sobre o novo formato da Copa Davis, ou melhor a nova competição que se chamará Davis.

Diana Gabanyi

Em São Paulo, Guga volta a afirmar que o tênis brasileiro está apenas começando

Criar um cenário para o tênis brasileiro! Foi com essa convicção que Gustavo Kuerten participou hoje do 6º. ENEG (Encontro Nacional das Escolas Guga) que reuniu no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, 130 gestores e educadores das 48 unidades da Escolas Guga no Brasil.

Guga foi enfático ao afirmar para os jornalistas, durante a coletiva de imprensa: “o tênis brasileiro ainda não existe, o que existe são os jogadores.” O tricampeão de Roland Garros explicou que é necessário planejar esse momento, começando pelos treinadores. E deu o exemplo do projeto da Escola Guga que investe na formação continuada dos profissionais que atuam em quadra com os mais de três mil alunos distribuídos nas Escolinhas Guga (para crianças de 5 a 10 anos), Escola Guga (11 a 14 anos), Escola Guga Adulto e Escola Guga Bech Tennis.

Usando o exemplo do futebol, Guga ilustrou o comportamento dos brasileiros com o esporte. “A gente ainda se relaciona com muita paixão e isso cria uma relação distorcida. Precisamos transformar a mentalidade do esporte, fazendo a gestão, assumindo um profissionalismo para garantir a sustentabilidade”, defendeu. Mas, também reagiu com otimismo com relação ao futuro. “Em 10/15 anos vamos conseguir transformar o tênis brasileiro”. A convicção do tenista brasileiro que recentemente foi anunciado embaixador de Roland Garros é pavimentada em dois projetos complementares.

Na base, a ideia é aumentar o número de praticantes, através da capacitação dos professores. “É dessa forma que a gente consegue reter as crianças no esporte. Todos aqui no ENEG sabem que precisam render 130% na quadra! E principalmente, precisamos quebrar o estigma do tênis juvenil. Temos que ter um grupo, uma geração, é dessa forma que vamos evoluir”, declarou.

Já na fase de transição, Guga está envolvido na criação do Time Guga, uma plataforma, ainda em construção, que combina quantidade de jogadores com boa qualidade de atendimento e o bem-estar necessário para alcançar o alto rendimento. E exemplificou: “Depois de sete, oito anos trabalhando com a Escola Guga, estamos pensando em lançar o Time Guga que poderá se transformar no Batalhão Brasileiro, assim como a Armada Espanhola. É assim que podemos transformar o tênis no país.”

Se referindo ao sexto Encontro Nacional das Escolas Guga como uma edição histórica, Guga concluiu que o projeto que engloba as Escolas Guga, gerido pela Guga Kuerten Franquias (empresa do Grupo Guga Kuerten) “é o melhor legado que a gente pode deixar.”

Foto – Marcello Zambrana

Guga é nomeado embaixador do torneio de Roland Garros

Gustavo Kuerten voltou a fazer história em Paris e a extender a sua história de amor com o torneio. A Federação Francesa de tênis anunciou nesta quinta-feira, 7 de junho de 2018, o tricampeão do torneio como oembaixador de Roland Garros. Com isso, Guga terá a missão de promover o Slam parisiense pelo mundo.

“O Guga além do sorriso é um ser humano,” disse Bernard Giudicelli, presidente da Federação Francesa de Tênis, quando perguntado se além de Guga haveria outros embaixadores mundiais do torneio. O Presidente fez questão de lembrar as conquistas do brasileiro em Paris, em 1997, 2000 e 2001 e da sua conexão com o público e história de humildade.

Guga e Roland Garros formam uma verdadeira história de amor, iniciada no ano de seu primeiro título, quando encantou o público francês ao surpreender com a conquista, muito longo de ser um favorito e surpreendendo grandes jogadores.

Em 2001, emocionou a torcida ao desenhar um coração no saibro da quadra Philippe-Chatrier  deitando-se dentro dele em seguida, depois da vitória sobre o norte-americano Michael Russell, jogo em que salvou match-point.

“Estamos extremamente orgulhosos de que Gustavo Kuerten tenha concordado em se tornar um embaixador de Roland-Garros. Ele é um dos campeões que melhor representa o nosso torneio. Ele roubou os corações do público parisiense com seu espírito de luta, sua bondade e seu famoso sorriso. É realmente uma oportunidade maravilhosa tê-lo como embaixador. Ele já aumentou a visibilidade do torneio e do tênis em geral no Brasil. Somos extremamente gratos a ele.” continuou Giudicelli.

Guga também fez questão de agradecer tamanha honraria: “Essa história nunca acaba.É uma grande honra e uma enorme oportunidade para continuar esta relação mágica com Roland Garros, que definitivamente transformou minha vida e me ajudou a encontrar e desfrutar de sentimentos valiosos, memórias e sensações como um tenista e um ser humano. Por isso eu venho aqui a cada ano, trago a família toda e me reconecto com este lugar!” afirmou o brasileiro.

Diana Gabanyi

Guga marca presença no Rio Open e elogia realização do torneio em momento difícil do país

Convidado de gala do Rio Open apresentado pela Claro, Gustavo Kuerten chegou nesta quinta-feira na cidade para acompanhar a competição. O tricampeão de Roland Garros, muito requisitado pelos fãs por onde passa no Jockey Club Brasileiro, elogiou a realização do torneio e a importância da presença de grandes nomes do tênis, principalmente pelo momento difícil que o Brasil está enfrentando. Os ingressos para as rodadas de sexta (23) e sábado (24) estão esgotados. Para domingo estão à venda no site www.tudus.com.br/rioopen .

“Temos que aplaudir a realização do Rio Open, porque está difícil fazer as coisas acontecerem no Brasil, vivemos um momento muito delicado. Vejo que o torneio evoluiu a cada ano, e já está estabilizado, temos grandes nomes por aqui, Cilic, Monfils, os brasileiros das duplas. Também é extraordinário a iniciativa de trazer pessoas de classes mais baixas para conhecer, experimentar, e participar das clínicas. Neste ano foi a vez de ter também o tênis adaptado (clínica para pessoas com deficiência), uma coisa muito legal”, disse o ex-número 1 do mundo que ainda comentou a consolidação do ATP 500 no circuito profissional.”O mais difícil era fazer essas cinco primeiras edições. Agora chegar ao 10o. ano é mais fácil. O torneio está consolidado”.

O brasileiro falou também sobre ter ficado em 21º lugar numa lista de 50 nomes da renomada revista norte-americana “Tennis”, que está elegendo os maiores jogadores da Era Aberta (a partir de 1968) que conquistaram Grand Slam. A públicação está anunciando os jogadores eleitos aos poucos. A lista completa com 50 nomes, 25 de cada sexo, sairá na edição de março/abril. “Fiquei surpreso, é extraordinário estar entre nomes de tenistas grandiosos, principalmente porque minha carreira foi curta. Acho que estou tão bem colocado porque essa eleição vai além das vitórias e conquistas, tem a ver com meu jeito, de colocar emoção nas conquistas, tocar o coração das pessoas, que acho que foi minha marca dentro de quadra”, disse o jogador, que mais uma vez entregará o troféu ao campeão do Rio Open.

Guga comentou também sobre o retorno de Roger Federer à liderança do ranking aos 36 anos. “Não imaginava que ele pudesse voltar a ser número 1, acho que nem ele. Aí machucou o joelho, ficou um período afastado, e deve ter voltado pensando apenas em jogar, sem pretensão, e aí as coisas foram acontecendo”, completou.

Foto: Fotojump

Prêmio IGK comemora 15 anos

O Instituto Guga Kuerten revelou, ontem à noite, o nome dos oito vencedores do Prêmio IGK – A Grande Jogada Social. A 15ª edição do evento reuniu convidados no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, para conhecer os projetos sociais e de comunicação em destaque no ano. A cerimônia de entrega da premiação foi finalizada com o tricampeão no palco, cantando reggae ao lado dos músicos da “Marley in Camerata”.

Acompanhado por toda a Família Kuerten, Guga assistiu as peças de teatro da APAE e a performance dos bailarinos do IGKDance, grupo de dança dos educandos do Instituto Guga Kuerten. As atrações foram intercaladas com as premiações e agradecimentos às empresas parceiras que apoiam os programas do IGK, fundado há 17 anos.  O objetivo do Prêmio IGK é garantir visibilidade à pessoas e instituições que trabalham em prol da educação com crianças ou desenvolvam projetos para pessoas com deficiência, em Santa Catarina.

“Se a gente olhar para trás para analisar esses 17 anos levaríamos um susto. Mas, fomos, a cada dia, construindo e vivendo esse sonho”, explicou Guga ao lembrar que o Instituto já beneficiou 74 mil pessoas.  “No Prêmio IGK a gente tenta trazer para vocês o que acontece no dia-a-dia dos projetos, um trabalho que é realizado com muita alegria e determinação. Fazemos tudo isso em troca de um sorriso, de um abraço é isso que nos dá energia para ir adiante”, resumiu o líder do ranking profissional no ano 2000.

Antes de encerrar o evento, Guga aceitou o “desafio” dos músicos da Marley in Camerata que desenvolvem projetos de aproximação da música erudita com gêneros populares. No palco, ele interpretou dois clássicos de Bob Marley: One Drop e Three Little Birds, para os 700 convidados que prestigiaram o 15º Prêmio IGK – A Grande Jogada Social.

Confira abaixo a lista dos vencedores:

15º PRÊMIO IGK – A GRANDE JOGADA SOCIAL

– Categoria Jornalismo I: Guilherme Lira – SC Mais / NSC TV
– Categoria Jornalismo II: Marcelo Siqueira – Compreendendo o amigo paralímpico / NSC TV (Florianópolis)
– Categoria Inclusão no Esporte: Cleiton Luiz Tamazzia – Projeto Pernas Solidárias (Joinville)
– Categoria Mobilização Comunitária: Carina Zagonel – Projeto Armário Coletivo (Florianópolis)
– Categoria Ação Educativa Ambiental: Monitoramento Mirim Costeiro (Garopaba)
– Categoria Ação Educativa de Prevenção: APAE de Xaxim – Projeto Concurso de prevenção a novos casos de deficiência através da rádio-novela
– Categoria Inclusão no Esporte: ACIC (Associação Catarinense para o Cego) – Projeto O esporte como estratégia de inclusão
– Categoria Especial: Augusto Delfino – primeiro bacharel em Educação Física, com paralisia cerebral do Brasil

Foto – divulgação…


					

Cristo Redentor será iluminado em homenagem aos 20 anos do 1º Roland Garros do Guga

Há 20 anos Gustavo Kuerten surpreendia o mundo ao vencer o tenista espanhol Sergi Bruguera na quadra central de Roland Garros, em Paris. Para comemorar essa data histórica, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, em parceria com a Federação Francesa de Tênis (FFT) homenageiam Guga com uma iniciativa inédita: Amanhã (08/06), o Cristo Redentor será iluminado nas cores azul e amarelo, em referência ao uniforme emblemático utilizado por Guga durante a campanha no Grand Slam francês, em 1997.

A partir das 20h30m, o Cristo Redentor, monumento tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Brasil, será iluminado nos tons da camiseta utilizada por Guga. Uma honraria para lembrar a façanha do tenista brasileiro que aos vinte anos se transformou em campeão de um dos principais torneios do mundo.

Guga deve acompanhar a homenagem a distância, já que está em Paris, onde no próximo domingo (11/06) participa de uma solenidade organizada pelo Hall da Fama Internacional do Tênis para também celebrar o aniversário de 20 anos do primeiro título em Roland Garros, minutos antes da final masculina que definirá o novo campeão do Aberto da França.

Ação: Guga será homenageado com iluminação especial no Cristo Redentor (azul e amarelo)

Data: AMANHÃ – 08/06 (dia exato do aniversário de 20 anos do primeiro título em Roland Garros)

Horário:  A partir das 20h30m (horário de Brasília)

Iniciativa: Arquidiocese do Rio de Janeiro em parceria com a Federação Francesa de Tênis (FFT)

Guga reafirma sonho de Masters 1000 no Brasil e acredita em futuro top-10 brasileiro

Guga peqAssim como fez nas três edições anteriores, Gustavo Kuerten prestigiou, nesta quarta-feira, o Rio Open, ATP 500 disputado no Jockey Club Brasileiro e maior torneio de tênis da América do Sul.

O tricampeão de Roland Garros aproveitou pra conversar com os jornalistas e falou sobre diversos assuntos, sem esconder a vontade que ainda sente de jogar quando comparece ao Rio Open:

“A vontade de jogar é proporcional à paixão que eu tenho pelo tênis e é complicado, pois minha condição física ainda não me permite entrar em quadra. De certa forma, é bom que simboliza que tudo que eu fiz foi concreto. E hoje seria impraticável, meu físico não permite, mas eu gosto de estar por perto, fazer parte como puder e sempre ficar por perto ajudando.”  afirmou.

Guga falou também da situação inusitada de ter um confronto entre brasileiros nas oitavas de final de um grande torneio como esse, principalmente pelo fato de Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro terem jogado juntos na chave de duplas (perderam para os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah pouco depois da entrevista).

“É algo que acontece, você estar dentro de quadra junto, em um jogo de duplas e logo em seguida eles se enfrentam. É bom porque teremos um brasileiro nas quartas de final, e é legal pro público, que pode se programar já e esperar por um brasileiro indo longe.”

Diferentemente do que muitos pensam, Guga não se surpreendeu com a vitória de Bellucci sobre o japonês Kei Nishikori, na estreia, ratificando que acreditava no potencial do brasileiro, principalmente pelas circunstâncias:

“Não foi surpresa o Bellucci vencer, ele é um grande jogador, ainda mais aqui no Brasil. Ele incomoda qualquer outro adversário, tem o potencial de vencer sim e ontem foi um dia iluminado. Mesmo perdendo o saque no segundo set, ele conseguiu se manter dentro da partida. E vejo agora um espelhamento. O Thiago entrou com a expectativa lá em cima pelo que fez ano passado e teve que virar a partida. Acredito que amanhã o Thiago entre mais solto e o Bellucci assuma mais o favoritismo. De qualquer forma, será interessante e servirá de teste para ambos e teremos um tenista nas quartas de final.” disse Guga.

Outro assunto recorrente nas entrevistas de Guga é uma possível mudança de local do Rio Open, que passaria do Jockey para o Centro Olímpico de Tênis e, consequentemente, do saibro para o piso duro. O ex-nº 1 do mundo também opinou sobre isso:

“Esse torneio ainda se comporta melhor aqui. Seria impossível pensar em Centro Olímpico neste momento, pela insegurança e incerteza do que vai acontecer por lá. Um torneio desses é muito grande, depende de uma série de decisões, gera uma conta grande pra pagar, precisa de uma certeza e convicção de que as coisas funcionariam. Então o Centro Olímpico demandaria uma segurança maior para ser pleiteado. Esse torneio sendo feito da forma como está esse ano, mantendo essa experiência fenomenal para todos. Um dia acho que podemos sim ir para o Centro Olímpico e até ser um primeiro passo para virar um Masters 1000, é um sonho legal de cultivar, mas precisaremos de tempo para amadurecer e o Centro Olímpico precisa ser praticável.”

Quando foi indagado sobre a possibilidade de virar treinador, repetindo experiências de ex-jogadores como Boris Becker, por exemplo, que teve sucesso na parceria com Novak Djokovic, Guga rechaçou e ainda brincou com Fernando Meligeni:

“É óbvio que o Fino ia falar essa besteirada (risos). Eu nunca pensei em ser treinador. Eu costumo brincar que hoje sou treinador de dois em casa, dividindo com a minha esposa, as avós e é muito complicado. E pegar um tenista hoje está muito fora dos meus planos e o que eu almejo como contribuição pro tênis é inverso à esse caminho e eu não me vejo pegando a estrada, pois é cair de cabeça de novo no circuito. Sinto que existe muita experiência pra compartilhar, mas a gente opta por empenho na Escolinha Guga pra trabalhar a base, fizemos um projeto com o Thiago Monteiro com 13 anos e hoje ele tá ai, com sucesso no profissional, mas é tudo de uma forma caseira, compatível com a nossa realidade, o dinheiro encolheu muito, tá todo mundo muito desesperado. Tem que ter muito esforço por parte do cara, mesmo os europeus batalham muito e aqui ainda temos essa ideia de que como a estrutura não é a ideal, temos que dar tudo. Então fica uma disparidade muito grande, portanto nosso objetivo é formar novos jogadores e treinadores, por isso meus desafios ficam mais direcionados a essa esfera brasileira.”

Guga também falou sobre a oportunidade de jovens que viajam ao exterior pra treinar, como Cauã Paulino, de apenas 12 anos, que faz parte de um dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open e que ganhou a chance de passar uma semana treinando na IMG Academy, famosa academia de tênis de Nick Bollettieri, no segundo semestre:

“Eu vejo com dois efeitos. Para aquele garoto que vai pra lá e descobre que o tênis vai muito além do profissional, conhecer outras realidades. E outra é que todos que estão em torno querem aquela realidade. Todo mundo tá sendo contagiado pelo fato de alguém ir, quantos garotos viram isso e foram para quadra correndo pensando “ano que vem to lá no Rio Open”. Essa simbologia do esporte precisa ser mantida, incentivar sim essa criança, ter expoentes e que eles sirvam de exemplo para os que vêm em seguida. E o tênis colabora com isso, pois o meio é muito saudável, a criança vai nessa viagem e volta trazendo mais experiência para dividir aqui com toda essa galera. Mais cedo ou mais tarde vai vir um jogador brasileiro que vai ter sucesso, vai chegar ao top 10 e esses estímulos são cruciais para manter a nossa crença de que é possível.” concluiu.

20 anos após 1º título de Guga, brasileiro Vik Muniz elabora pôster oficial de Roland Garros

poster-rg-2017Vinte anos após a conquista de Gustavo Kuerten no saibro de Roland Garros, a honra de elaborar o pôster da edição de 2017 do Slam parisiense será do artista brasileiro Vik Muniz, homenageando Guga e o famoso coração que ele desenhou na quadra do torneio.

Optando por usar pigmentos minerais no solo, Vik desenhou um jogador no momento do saque: “O cartaz é único, mas tem muitas semelhanças com várias obras anteriores minhas. Quando percebi isso, comecei a me concentrar nas cores, até chegar a tonalidade exata do saibro. As cores são verdadeiramente de todo o mundo, pois os pigmentos vêm da África, Ásia e Austrália. E como Roland Garros é um torneio internacional, provavelmente você tem elementos neste piso de todas as nações aqui representadas”, disse o artista.

O trabalho que fornece a fonte para o cartaz foi então fotografado e ampliado … e depois destruído. Sua natureza efêmera faz parte de sua própria essência.

“Eu vejo nisso uma semelhança com o fato de que uma partida de tênis, no minuto que acabou, torna-se parte da nossa memória. Acho que o cartaz ilustra essa analogia, semelhante à filosofia tibetana que exige que os monges lancem suas mandalas de areia no rio. E há também um paralelo com a rede de arrastar que varre as marcas na quadra depois de cada partida”, reflete o artista.

Esta é apenas a segunda vez na história do torneio que o cartaz foi baseado em uma fotografia, sendo o primeiro o cartaz de 1995, do artista americano Donald Lipski.

Nascido em São Paulo, em 1961, o artista brasileiro Vik Muniz é um mestre ilusionista em materiais, um virtuoso do engano visual. Ele desenhou nuvens no céu sobre Manhattan, pintou retratos de crianças em açúcar e recriou velhos mestres usando corda e chocolate.

Um artista cheio de surpresas, reconhecido pelo seu engenhoso uso de uma vasta gama de materiais, Vik Muniz trabalha meticulosamente materiais e pigmentos em criações efêmeras instantaneamente imortalizadas pela fotografia, experimentando sensações visuais e sensoriais inesperadas.

Vik Muniz vive e trabalha entre os Estados Unidos e no Brasil. Nos últimos 25 anos, seu trabalho tem sido mostrado regularmente por todos os maiores museus de arte contemporânea. As exposições de seu trabalho em 2016 incluíram Haia, Rio de Janeiro e Londres.

Foto: Vik Muniz-Galerie Lelong/FFT 2017