Brasil enfrenta o Canadá em casa na BJKC

O Brasil conheceu nesta quinta-feira (23) seu próximo adversário nos Playoffs da Billie Jean King Cup. Em sorteio realizado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), a equipe brasileira enfrentará o Canadá, em casa, nos dias 20 e 21 ou 21 e 22 de novembro, em local ainda a ser confirmado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Naná jogou pelo Brasil na última BJKC (CBT)

O último confronto entre Brasil e Canadá na Billie Jean King Cup aconteceu em 2013, em Medellín, na Colômbia, pelo Zonal Americano, com vitória canadense por 2 a 1.

O capitão Luiz Peniza destacou a importância do confronto e o fator casa na disputa por uma vaga na próxima fase da competição: “Após a classificação conquistada em Ibagué, na Colômbia, estávamos na expectativa para o sorteio que aconteceu hoje.
Confrontos de Playoffs de BJKC, independente do adversário, são sempre contra equipes de alto nível. Tínhamos o desejo de jogar no Brasil, onde podemos contar com a atmosfera da torcida que é sempre especial para o nosso time.”

O Brasil voltará a atuar diante de sua torcida após dois anos – a última vez foi na vitória por 3 a 2 sobre a Argentina, em São Paulo.

“Este confronto nos Playoffs tem um significado especial dentro do processo de reconstrução e fortalecimento da nossa equipe feminina. O sorteio nos trouxe uma boa oportunidade, e temos uma sequência importante pela frente, com a Copa Davis em setembro e a Billie Jean King Cup em novembro. Estamos confiantes de que o Brasil estará preparado para competir em alto nível, representando o país com seriedade e comprometimento”, destacou Alexandre Farias, presidente da CBT.

“O momento também coincide com uma renovação da equipe e com um trabalho consistente que vem sendo desenvolvido ao longo da temporada. A partir de junho, teremos um calendário forte no Brasil, com a realização de cerca de 17 a 19 torneios internacionais femininos, culminando com o ENGIE Open W75 logo após a BJKC. É uma estratégia para fortalecer a base, gerar oportunidades e aumentar a competitividade, projetando um futuro ainda mais promissor para o tênis brasileiro”, completou Farias.

Os Playoffs reúnem as sete nações promovidas a partir dos torneios do Grupo Regional I de 2026 e sete equipes que foram derrotadas nos Qualifiers de 2026, disputados em abril.

As seleções vencedoras dos Playoffs avançam para os Qualifiers de 2027, primeiro passo rumo à disputa do título mundial e do troféu da Billie Jean King Cup. Já as equipes derrotadas disputarão os torneios do Grupo Regional I em 2027.

Cada confronto será composto por duas partidas de simples no primeiro dia e, no segundo, uma partida de duplas seguida por dois jogos de simples invertidos. Todas as partidas serão disputadas em melhor de três sets com tie-break.

Naná estreia no quali de Madri nesta 2a

O qualifying do WTA 1000 de Madri começa nesta segunda-feira e o Brasil terá a participação da tenista Nauhany Silva, a Naná, que ganhou um convite da organização para jogar a competição pela primeira vez na carreira.

Nauhany Silva, a Naná (Divulgação CBT)

A estreia será contra a ucraniana Daria Snigur, número 101 do ranking e cabeça de chave 3 do quali. O duelo acontece na quadra 8 da Caja Magica.

Naná é campeã da Brasil Junior’s Cup

Com uma campanha impecável e 100% de aproveitamento, a tenista paulistana Nauhany Silva, do Time Rede Tênis, conquistou os títulos de simples e duplas da Brasil Juniors Cup, torneio ITF J300 disputado em Porto Alegre.

Naná, campeã de simples e duplas (Divulgação)

Na decisão da chave de simples, neste domingo (15), Naná derrotou a norte-americana Welles Newman por 6/1 7/5. Já nas duplas, no sábado (14), a brasileira e a argentina Sol Larraya Guidi superaram a britânica Ophelia Davies e a tcheca Pavla Sviglerova por 6/1 6/2.

Com o resultado, Naná tornou-se a primeira brasileira campeã de simples da Brasil Juniors Cup desde 1991, quando Eugenia Maia conquistou o título. Nas duplas, a última brasileira campeã havia sido Luisa Stefani, em 2015.

“Estou muito feliz pelos títulos, ainda mais por ter sido na semana do meu aniversário. Completei 16 anos na sexta-feira e esse foi o melhor presente que eu poderia ter me dado. Foi uma semana muito intensa, com jogos difíceis, mas consegui me manter focada e competir bem até o final. Fico feliz de ver minha evolução dentro de quadra e de todo o trabalho que venho fazendo no dia a dia. Agora é aproveitar um pouco essa conquista e já começar a focar no Banana Bowl”, afirmou Naná.

O título em Porto Alegre marca o segundo troféu consecutivo de ITF J300 da brasileira, que há duas semanas também havia sido campeã em Santa Cruz, na Bolívia.

Para Léo Azevedo, Head Coach do Time Rede Tênis, a semana foi marcada não apenas pelos títulos, mas também pela evolução da atleta em momentos decisivos.

“Tivemos uma semana muito boa. A Naná passou por dois jogos de três sets bastante exigentes e competiu muito bem em situações difíceis. O mais importante não é apenas ganhar, mas ver o amadurecimento dela dentro de quadra, a forma como compete e como consegue lidar com diferentes momentos do jogo. Esse crescimento é fruto do trabalho diário e da busca constante por evolução. Estamos muito felizes com o desempenho dela e de toda a equipe”, destacou.

Fullana vence Naná e conquista em Ribeirão Preto o seu 3º título seguido

Confirmando a ótima fase na carreira, Luiza Fullana conquistou neste domingo o título do W15 de Ribeirão Preto, em São Paulo, torneio disputado no saibro.

Em final brasileira, ela venceu a jovem Nauhany Silva, em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/4, o que significou o seu terceiro título seguido no circuito.

Antes de Ribeirão Preto, a sequência vitoriosa de Fullana começou no torneio de Criciúma e depois continuou em Mogi das Cruzes, todos no saibro.

Com o resultado, a brasileira, que é a atual número 573ª do ranking da WTA, deve ganhar mais de 50 posições, ficando perto das primeiras 520 da lista.

Foto: João Pires/Fotojump

Carol derrota Naná e Pigossi faz duelo brasileiro com Pedretti no clube Paineiras

No aguardado reencontro de gerações entre Carol Meligeni e Nauhany Silva, desta vez a experiente 250º do mundo levou a melhor. Carol conseguiu virada e avançou às quartas de final do Torneio Internacional Feminino de Tênis – Ano IX, evento de nível W35 com entrada gratuita no clube Paineiras do Morumby, e marcou as parciais de 6/7 (5-7), 6/4 e 6/2.

A vitória foi revanche para Carol, que havia sido superada por Naná durante o SP Open, WTA 250 disputado em nas quadras duras do Parque Villa-Lobos há três semanas, também de virada. “Cada jogo é um jogo, mas sim teve o lance de revanche”, afirmou a número 3 do Brasil.

“É muito difícil enfrentar a Naná. Parece um jogo de xadrez e você precisa ficar se adaptando o tempo todo”, analisou a cabeça 2 da semana. “Fiz isso muito bem e fiquei firme no mental, porque você precisa aceitar que vai levar winners ou bolas absurdas. Esta vitória me dá confiança”.

A campineira de 29 anos garante oito pontos na WTA pela campanha no torneio e pode somar 14 pontos se for semifinalista. Sua adversária desta sexta-feira será a italiana Miriana Tona, cabeça 5 do torneio e 373ª do ranking, que venceu a paulista Júlia Konishi por 6/0 e 6/1.

Pigossi, Candiotto, Pedretti e Cé também avançam

A favorita e atual campeã Laura Pigossi teve mais uma atuação muito firme na quadra principal do Paineiras e superou a convidada Marjorie Souza, por 6/2 e 6/0, numa partida de 72 minutos. Ela fará agora duelo nacional contra Thaisa Pedretti, cabeça 6 do Torneio Internacional, que virou dura partida contra a argentina Maria Urrutia, por 4/6, 7/6 (7-0) e 6/3.

“Estou satisfeita por ter sido agressiva e ditar os pontos”, analisou Pigossi, que venceu o único duelo oficial contra Pedretti, em um W25 disputado no Sul em outubro. “Pressão sempre existe, este é um torneio muito importante para mim, mas tento deixar isso num segundo plano. Conta mais minha atitude em quadra”. 

A paulista Ana Candiotto, de 21 anos e 468ª colocada, segue firme, depois de vitória exigente sobre a argentina Carla Markus, por 6/2, 6/7 (6-8) e 6/3. Sua próxima rival é ainda mais difícil:  a também argentina Jazmin Ortenzi, cabeça 3 e 287ª do mundo, que ganhou da compatriota Josefina Estevez, por 6/0 e 6/1.

A quinta brasileira classificada para as quartas de final é a canhota Gabriela Cé. A gaúcha impôs sua experiência sobre a fluminense Rebeca Pereira, por 6/0 e 6/3, e terá pela frente a chilena Antonia Vergara, cabeça 8, que superou Letícia Vidal, por duplo 6/1.

A rodada desta sexta-feira começa às 11 horas, com Candiotto x Ortenzi na quadra principal e Cé x Vergara na quadra 2. Não antes de 13h, jogam Carol x Tona e em seguida Pigossi x Pedretti, ambos no estádio. As semifinais de duplas estão previstas para 17 horas.

Foto: Rafael Pignataro

Nana vence e ganha vaga no AUS Open juvenil

Pedro Dietrich e Nauhany Silva conquistaram, neste sábado, o título do Australian Open Junior Series South America, torneio com tenistas de até 16 anos do continente sul-americano, realizado na Rio Tennis Academy, no Rio de Janeiro, e se classificaram para a chave principal juvenil do Aberto da Austrália que acontece em janeiro de 2025.


O evento foi uma parceria da Confederação Brasileira de Tênis, a Confederação Sul-Americana de Tênis, a Cosat, e a Tennis Australia, a federação australiana, e é jogado na Rio Tennis, situada no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Nauhany Silva, a Naná (CBT)

Nauhany, de apenas 14 anos e mais jovem a figurar no ranking mundial profissional, superou Pietra Rivoli no duelo de atletas companheiras da Rede Tênis Brasil por 2 sets a 0 com parciais de 6/3 6/2. Este será o segundo Grand Slam que a tenista disputa. Ela foi campeã do Roland Garros Series realizado em abril, em São Paulo, e disputou o Aberto da França, em Paris.


“Estou muito feliz, já tinha ido para Roland Garros, agora estou indo para a Austrália, estou muito feliz com essa oportunidade que estou tendo. Agora lá na Austrália vamos dar o máximo”, comemorou a brasileira que comentou sobre a final contra sua amiga: “Foi a primeira que jogamos juntas, foi bem intenso assim o início tava bem, depois ela deu uma apertada e até o final foi duríssimo com pontos apertados, o placar não mostra o que foi a partida. Eu entrei em quadra para dar o meu melhor, não pensei que valia vaga para a Austrália, só joguei meu tênis”.


“Muito legal jogar aqui na Rio Tennis, muito feliz também por ter saído campeã, sentimento a mais, nunca tinha vindo pro Rio, no início do torneio estava quente, mas foi bem legal a semana aqui, joguei bem todos os jogos”, adicionou e atleta que disputa torneio J200 na Bolívia na próxima semana e na sequência a Billie Jean King Cup juvenil em Antália, na Turquia, em novembro, ao lado de Pietra e Ana Cruz.


Na final masculina a disputa foi muito apertada e emocionante com o gaúcho de Porto Alegre, Pedro Dietrich, derrotando o atleta da casa, da Rio Tennis, o cuiabano Leonardo Storck, por 6/4 5/7 6/4 em batalha de mais de três horas de duração. Os dois atletas são companheiros de Seleção Brasileira onde foram campeões do Sul-Americano em Lima, no Peru, em agosto, e irão defender o país na Copa Davis juvenil, o campeonato mundial até 16 anos, em novembro, em Antália, na Turquia.


Dietrich, também da Rede Tênis Brasil, vai disputar, aos 16 anos, seu primeiro Grand Slam da carreira: “Sensação é muito boa, um grande torneio, nunca fui para a Austrália, será uma nova experiência, nunca joguei um torneio desse tamanho. A final foi uma partida muito dura, muitos altos e baixos, mas consegui me sobressair, Leo jogou muito ,foi muito equilibrado, tanto eu como ele poderiam ganhar. A chave foi me manter positivo nos games de saque, conseguir pressionar o dele, no final deu tudo certo, consegui quebrar”, vibrou o gaúcho: “Minha primeira vez na Rio Tennis, já esperava que seria uma grande academia, melhor que eu esperava, quadras muito boas, infra-estrutura muito boa, muito bom jogar aqui”. 


Leo Storck, que chegou a salvar três match-points na final, saiu de cabeça erguida após a final: “Foi um jogo muito duro, Pedro é meu parceiro de equipe, já esperava que a partida seria muito dura, saí com uma quebra na frente no primeiro set, mas a intensidade caiu um pouquinho e ele fechou a parcial. No segundo fui mantendo o ritmo, venci, mas no terceiro foi muito equilibrado com altos e baixos, os dois salvando chances e ele acabou controlando melhor a situação. Foi uma semana muito positiva, fiz excelentes jogos, ganhando de adversários muito duros, com nível muito alto, é sair de cabeça erguida”.