Brasil enfrenta o Canadá em casa na BJKC

O Brasil conheceu nesta quinta-feira (23) seu próximo adversário nos Playoffs da Billie Jean King Cup. Em sorteio realizado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), a equipe brasileira enfrentará o Canadá, em casa, nos dias 20 e 21 ou 21 e 22 de novembro, em local ainda a ser confirmado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Naná jogou pelo Brasil na última BJKC (CBT)

O último confronto entre Brasil e Canadá na Billie Jean King Cup aconteceu em 2013, em Medellín, na Colômbia, pelo Zonal Americano, com vitória canadense por 2 a 1.

O capitão Luiz Peniza destacou a importância do confronto e o fator casa na disputa por uma vaga na próxima fase da competição: “Após a classificação conquistada em Ibagué, na Colômbia, estávamos na expectativa para o sorteio que aconteceu hoje.
Confrontos de Playoffs de BJKC, independente do adversário, são sempre contra equipes de alto nível. Tínhamos o desejo de jogar no Brasil, onde podemos contar com a atmosfera da torcida que é sempre especial para o nosso time.”

O Brasil voltará a atuar diante de sua torcida após dois anos – a última vez foi na vitória por 3 a 2 sobre a Argentina, em São Paulo.

“Este confronto nos Playoffs tem um significado especial dentro do processo de reconstrução e fortalecimento da nossa equipe feminina. O sorteio nos trouxe uma boa oportunidade, e temos uma sequência importante pela frente, com a Copa Davis em setembro e a Billie Jean King Cup em novembro. Estamos confiantes de que o Brasil estará preparado para competir em alto nível, representando o país com seriedade e comprometimento”, destacou Alexandre Farias, presidente da CBT.

“O momento também coincide com uma renovação da equipe e com um trabalho consistente que vem sendo desenvolvido ao longo da temporada. A partir de junho, teremos um calendário forte no Brasil, com a realização de cerca de 17 a 19 torneios internacionais femininos, culminando com o ENGIE Open W75 logo após a BJKC. É uma estratégia para fortalecer a base, gerar oportunidades e aumentar a competitividade, projetando um futuro ainda mais promissor para o tênis brasileiro”, completou Farias.

Os Playoffs reúnem as sete nações promovidas a partir dos torneios do Grupo Regional I de 2026 e sete equipes que foram derrotadas nos Qualifiers de 2026, disputados em abril.

As seleções vencedoras dos Playoffs avançam para os Qualifiers de 2027, primeiro passo rumo à disputa do título mundial e do troféu da Billie Jean King Cup. Já as equipes derrotadas disputarão os torneios do Grupo Regional I em 2027.

Cada confronto será composto por duas partidas de simples no primeiro dia e, no segundo, uma partida de duplas seguida por dois jogos de simples invertidos. Todas as partidas serão disputadas em melhor de três sets com tie-break.

Brasil perde no 1o dia da BJKC

Brasil perdeu os dois jogos de simples (Bia Haddad Maia) – foto de Marcelo Leao / CBT

Nesta quinta-feira (10), o Time Brasil BRB foi superado pela República Tcheca, por 2 a 1, na estreia do Grupo B dos Qualifiers da Billie Jean King Cup by Gainbridge. Em Ostrava (República Tcheca), Laura Pigossi perdeu para Marie Bouzkova, por 6/0 7/6. Depois, Beatriz Haddad Mais foi derrotada por Linda Noskova, por 6/4 6/0. Nas duplas, Bia e Luisa Stefani venceram Linda Noskova e Tereza Valentova, por 6/4 7/6.

Laura Pigossi em Ostrava (Marcelo Leao / CBT)

Mesmo com o revés no primeiro confronto, a equipe brasileira ainda tem chance de se classificar para as finais da BJKC. Para isso, precisa vencer a Espanha nesta sexta-feira (11), a partir das 10h (horário de Brasília), e torcer para que as adversárias vençam as mandantes, no sábado (12). As partidas do Time Brasil BRB têm transmissão ao vivo na ESPN e no Disney+.

Abrindo os confrontos contra a República Tchec, na RT Torax Arena, Laura Pigossi teve dois sets distintos contra Marie Bouzkova. No primeiro, a paulista viu Marie Bouzkova dominar a quadra e saiu atrás do placar. Já no segundo set, a medalhista olímpica foi mais competitiva e chegou a ficar a um game de igualar o jogo por duas oportunidades, mas cedeu a derrota no tiebreak e fechou o placar em 6/0 7/6.

Após a partida, Pigossi falou sobre os altos e baixos e destacou os bons momentos em quadra. “Tive alguns pontos importantes para reverter a situação, só que não soube lidar com as iniciativas e acabei perdendo esses momentos. Eu poderia ter ficado mais sólida, principalmente nas bolas de meio, mas sabia que seria um desafio pela situação de quando cheguei. Apesar do resultado, tive bons momentos no jogo e tenho certeza que vou melhorar para amanhã. Já estarei mais adaptada e acredito que esse é o caminho para o meu jogo fluir”, destacou.

Na segunda partida do dia, Bia Haddad Mais teve um início equilibrado contra Linda Noskova, mas saiu atrás após sofrer uma quebra no set. Em seguida, a rival conseguiu controlar o ritmo em quadra e superou a brasileira, por 6/4 6/0.

Poucos minutos depois, Bia se juntou à Luisa Stefani para disputar a partida de duplas e a parceria brasileira demonstrou entrosamento contra Noskova e Tereza Valentova. As tenistas controlaram o primeiro set e estiveram à frente durante todos os games. No segundo, as tchecas equilibraram o confronto e chegaram a levar para o tiebreak. Então, as brasileiras retomaram a vantagem e fecharam o placar em 6/4 7/6.

Com a vitória, Bia falou sobre a recuperação entre as partidas. “Não tive muito tempo para o meu segundo jogo, mas consegui canalizar a minha energia e focar na dupla. Estou feliz que a gente conseguiu se organizar, jogar bem e de forma agressiva durante todos os minutos. No final, fizemos um bom trabalho para entrar melhor amanhã contra a Espanha”, pontuou.

Já Stefani explicou que a preparação fez a diferença nas duplas e que a equipe ainda vai buscar a classificação. “É muito diferente entrar sabendo que eu vou jogar a dupla no final do dia, então é outro tipo de preparação ao longo do dia. Eu, obviamente, estou torcendo, apoiando as meninas, mas também tive como me preparar mentalmente e taticamente. Amanhã é um novo dia e queremos chegar com essa energia para ir com tudo contra a Espanha”, completou.

Confira os resultados desta quinta-feira

Time Brasil BRB 1×2 República Tcheca

Marie Bouzkova (CZE) d. Laura Pigossi – 6/0 7/6

Linda Noskova (CZE) d. Beatriz Haddad Maia (BRA) – 6/4 6/0

Luisa Stefani (BRA)/Beatriz Haddad Maia d. Linda Noskova (CZE)/Tereza Valentova (CZE) – 6/4 7/6

Brasil vai a Grécia pela Copa Davis

João Fonseca, número 1 do Brasil (CBT)
O sorteio realizado nesta quinta-feira (6), na sede da Federação Internacional de Tênis (ITF), definiu o adversário do Time Brasil BRB no Grupo Mundial I da Copa Davis. A equipe brasileira enfrentará a Grécia em setembro, nos dias 12 e 13 ou 13 e 14, em mais um confronto fora de casa.

Este será o segundo encontro entre as duas seleções na história da Copa Davis. Em 1963, em Atenas, o Brasil conquistou a vitória por 3 a 2, com destaque para as vitórias de José-Edison Mandarino (2x) e Ronald Barnes.O TIme Brasil BRB retorna à competição, após ter sido superado pela França, nos Qualifiers. Se vencer, retorna a mesma fase e segue na busca por uma vaga nas finais da Copa Davis de 2026.

Jaime Oncins, capitão do Time Brasil BRB, ressaltou a sua insatisfação com mais um sorteio fora de casa. “Mais uma vez, temos que enfrentar um adversário fora de casa, e, infelizmente, o sorteio nos levou para longe de casa novamente. Desta vez, enfrentaremos a Grécia, principalmente com Stefanos Tsitsipas, que é o grande nome da equipe. É bem provável que também vejamos os irmãos Tsitsipas, Stefanos e Petros, em ação. A dificuldade de jogar novamente fora é grande, e, como sempre, o sorteio acaba nos colocando em uma situação complicada. No entanto, ainda há bastante tempo para nos prepararmos, e estou muito otimista com o desempenho dos nossos jogadores. Vamos encarar esse desafio com toda a determinação e lutar pela vitória, mesmo longe da nossa torcida”, declarou.

Bonini vence e está na final do Banana Bowl

O paranaense João Pedro Bonini está na final do 55º Banana Bowl, torneio de nível ITF J500, que acontece no Bela Vista Country Club, em Gaspar (SC). As finais acontecem neste domingo (2), a partir das 10h, com a decisão feminina entre a argentina Sol Larraya Guidi e a norte-americana Thea Frodin. Na sequência, Bonini enfrenta o espanhol Andres Santamarta Roig, cabeça de chave 1 e 6º do ranking mundial, em busca do título inédito de um dos maiores torneios juvenis do mundo. Ambas as partidas serão transmitidas ao vivo pela Nsports.

João Bonini (Gustavo GOmes/CBT)

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Atual 34º do mundo e melhor brasileiro na chave masculina, Bonini garantiu sua vaga na final após derrotar o norte-americano Jack Kennedy, 12º do mundo e segundo favorito ao título, com duplo 6/4, em 1h47 de partida. “Enfrentei um adversário extremamente sólido. No primeiro set, apesar do placar, consegui administrar bem o jogo, sacar tranquilo e achar uma quebra importante. O segundo set foi mais duro, com games longos,  muito calor e umidade. A pressão foi grande, mas consegui fechar a partida no final”, comentou o paranaense.

Com a vaga garantida, Bonini chega à primeira final do Banana Bowl e, também a sua primeira final de um torneio J500. Caso vença, o paranaense encerra um jejum de dez anos de títulos brasileiros no torneio. Se ficar com o vice, igualará o resultado do carioca João Fonseca, que foi finalista em 2023. “É uma sensação incrível, estou muito emocionado e feliz. Ainda não caiu a ficha, mas sei que tenho uma final para jogar amanhã. Agora é seguir firme, que tem mais uma final importante amanhã. Será mais um jogo difícil, contra um adversário sólido, que tem um estilo de jogo que me agrada. Espero contar com o apoio da torcida.”, disse Bonini.

Na outra semifinal, o brasiliense Pedro Chabalgoity, que também buscava uma vaga na final, foi superado por Santamarta em uma partida de 3 horas, com parciais de 6/4 6/7 6/1. “Foi um jogo muito complicado, fui até o meu limite físico. O Santamarta tem um jogo muito intenso, mas foi muito importante para a minha carreira, eu acho que nunca vou me esquecer desse jogo ao lado dessa torcida maravilhosa, que vibrava a cada ponto meu e me fazia tirar forças de onde não nem tinha. Foi uma semana maravilhosa, muito complicada, mas fui jogo a jogo ganhando mais confiança, impondo meu jogo”.

Victoria Barros conquista maior título da carreira

Victoria Barros conquistou, neste sábado (1), seu maior título da carreira ao vencer a chave de duplas no 55º Banana Bowl. Ela, ao lado da búlgara Yoana Konstantinova, surpreendeu as favortias norte-americanas Maya Iyengar e Annika Penickova, por 6/3 7/5. “Estou muito feliz ter vencido esse torneio. Claro, que adoraria estar disputando a final de simples amanhã, mas infelizmente não consegui. Mesmo assim, estou satisfeita com os meus jogos aqui. Joguei melhor que no ano passado, estava mais tranquila, sem pressão, jogando meu jogo.  O Banana Bowl tem um significado muito especial para mim, meu primeiro J500, ainda mais jogando em casa”, afirmou a potiguar de 15 anos.

Definidos os campeões dos 14 e 16 anos em São Paulo

Neste sábado (1), foram definidos os campeões das categorias 14 e 16 anos do 55º Banana Bowl, nas quadras do Esporte Clube Pinheiros em São Paulo.

Nos 14 anos feminino, em uma final 100% nacional, o título ficou com a catarinense Clara Coura, que venceu a baiana Gabriela Bettoni por 6/0 6/4. 

Nos 16 anos feminino, a campeã foi a peruana Luciana Luna, que derrotou a compatriota Nicole Alva, com parciais de 6/1 6/3. No masculino, o carioca Bernardo Carvalho ficou o vice-campeonato ao ser superado pelo chileno Simon Flores Leyton, por 6/4 6/4.

Resultados deste sábado (1)

Semifinais

Sol Larraya Guidi (ARG) [10] d. Annika Penickova (USA) [2] – 2/6 6/1 6/2

Thea Frodin (USA) [11] d. Luna Cinalli (ARG) [3] – 1/6 7/5 7/6

Andres Santamarta Roig (ESP) [1] d. Pedro Chabalgoity (BRA) – 6/4 6/7 6/1

João Pedro Bonini (BRA) [8] d. Jack Kennedy (USA) [2] – 6/4 6/4

Final de duplas

Ronit Karki (USA)/Jack Satterfield (USA) [8] d. Yannick Alexandrescou (ROU) [4]/Ryo Tabata (JPN) – 6/4 0/6 10-4

Victoria Barros (BRA)/Yoana Konstantinova (BUL) [4] d. Maya Iyengar (UA)/Annika Penickova (USA) [1] – 6/3 7/5

Programação deste sábado 92) 

Finais 

10h

Sol Larraya Guidi (ARG) [10] vs. Thea Frodin (USA) [11]

A seguir

Andres Santamarta Roig (ESP) [1] vs. João Pedro Bonini (BRA) [8]

Laura Pigossi abre confronto com Argentina

Em sorteio realizado, nesta quinta-feira (14), foi definido a ordem dos jogos do confronto entre Time Brasil BRB e Argentina, pelos Playoffs da Billie Jean King Cup by Gainbridge, no Ginásio do Ibirapuera. Nesta sexta-feira (15), a partir das 15h, abrindo os jogos, Laura Pigossi, a tenista número 2 do Brasil e 129ª do mundo, enfrenta Solana Sierra, a número 1 da Argentina e 154ª. 

Equipe do Brasil enfrenta a Argentina

Na sequência, será a vez de Beatriz Haddad Maia entrar em quadra. A número 1 do Brasil e 17ª do mundo, enfrenta Jazmin Ortenzi,número 2 da Argentina e 274ª. Os jogos terão transmissão ao vivo pela NSports – Claro TV (566), VIVO Play (567), Zapping (24) e YouTube. Os ingressos estão à venda no site www.ingressonacional.com.br.

Laura enalteceu o apoio da torcida no Ginásio do Ibirapuera. “Realmente eu gosto de jogar com a torcida. É a primeira vez que vou abrir o confronto. Estou muito animada de poder representar o Brasil mais uma vez aqui no Ginásio do Ibirapuera, e muito feliz com o nosso time, a maneira como a gente vem treinando esses dias e a nossa união. Isso é o mais importante e o que faz a diferença e, com certeza, a atmosfera incrível vai ajudar muito”.

Bia se diz motivada e feliz para enfrentar a Argentina. “Acho que o confronto contra a Alemanha fortaleceu muito a gente como time, e estamos mais preparadas. Estou me sentindo muito motivada e feliz, vivo um bom momento e me sinto competitiva para a gente jogar sexta e sábado”, disse a número 1 do Brasil.

No sábado, os jogos começam às 14h, com o duelo entre as números 1 de cada país, Bia e Sierra. Em seguida, jogam as números 2, Laura e Ortenzi. Laura e Em caso de empate, a definição será no jogo de duplas entre Bia e Ingrid Martins contra Martina Capurro Taborda e Melany Krywoj. 

Confira a programação do confronto Time Brasil BRB vs Argentina:

Sexta-feira (15)

15h (abertura dos portões 1h30 antes)

Laura Pigossi (BRA) x Solana Sierra (ARG)

A seguir

Beatriz Haddad (BRA) x Jazmin Ortenzi (ARG)

Sábado (16)

14h (abertura dos portões 1h30 antes)

Beatriz Haddad (BRA) x Solana Sierra (ARG)

A seguir

Laura Pigossi (BRA) x Jazmin Ortenzi (ARG)

A seguir 

Beatriz Haddad (BRA)/Ingrid Martins (BRA) x Martina Capurro/Melany Krywoj (ARG)

https://www.flickr.com/photos/cbtenis/albums/72177720321881213/

Brasileiros avançam no Lajeado Open

O Lajeado Open ITF M25 entra na sua reta final com a realização das partidas de quartas de final nesta sexta-feira, dia 1º. Das quatro partidas que serão realizadas a partir das 11:00 nas quadras do Clube Tiro e Caça, três delas terão brasileiros buscando vaga na semifinal. Matheus Pucinelli, Daniel Dutra da Silva e João Lucas Reis são os representantes do país e farão duelos diante dos argentinos Juan Estevez, Tomas Farjat e Bautista Vilicich, respectivamente. Na outra partida se enfrentam o chileno Matias Soto e o argentino Lautaro Midon. A entrada para acompanhar as partidas é gratuita.

Joao Lucas Reis (Lajeado Open)

O torneio faz parte do Circuito Banco BRB/ENGIE de Tênis Profissional e dará uma premiação total de 25 mil dólares, além de somar pontos para o ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

O Lajeado Open 2024 conta com o patrocínio das empresas Fasa/Darling Ingredients e Imec Supermercados, através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte do Governo Federal, das empresas locais Construtora Diamond e Four Exportação, além do Banco BRB, através da Confederação Brasileira de Tênis.

Brasil conhece grupo da Davis e joga em Bolonha

O Time Brasil BRB conheceu seus adversários da fase final de grupos da Copa Davis.

Thiago Monteiro é um dos destaques do time (green filmes)

Em sorteio realizado pela ITF ficou definido que a equipe capitaneada por Jaime Oncins está no Grupo A juntamente com Itália, Brasil e Bélgica.

Os jogos serão realizados entre os dias 10 e 15 de setembro, na Unipol Arena, em Bolonha, na Itália. As duas primeiras equipes avançam à fase final, que acontecerá de 19 a 24 de novembro, em Málaga, na Espanha.

Oncins destacou a presença da Itália, atual campeã da competição, no grupo do Brasil. “Um sorteio que eu já imaginava a dificuldade. Todos os países que se classificaram têm bons times. A Itália, senão é a mais forte é uma das equipes mais fortes, ainda mais jogando em casa. Bélgica e Holanda também têm times fortes, mas acredito que temos condições de surpreender”, afirmou ele.

Segundo o capitão, os próximos meses serão importantes para a preparação do Time Brasil BRB. “Temos até setembro para nos prepararmos. Os jogadores estarão jogando o circuito e, quando chegar o momento, tenho certeza que teremos um time com condições de surpreender e se classificar para a próxima fase”, finalizou.

CBT e FFT lançam circuito brasileiro de tênis amador, em Paris

A Federação Francesa de Tênis, em parceria com a Confederação Brasileira de Tênis, lançou neste sábado (2), em uma coletiva de imprensa em Paris, o Roland-Garros Amateur Series by Peugeot, um circuito de tênis amador que será realizado pela primeira vez no Brasil. Estiveram presentes no lançamento o presidente da FFT, Bernard Giudicelli, e o Diretor de relações internacionais da FFT, Pascal Maria, o Coordenador de Projeto internacionais da FFT, Lucas Douborg, o presidente da CBT, Rafael Westrupp, o conselheiro da CBT, Rafael Kuerten, o gerente de Esportes e Eventos da CBT, Eduardo Frick, o diretor de Marketing e Comunicação da Peugeot na França, Thierry Lonziano, e o representante do Minas Tênis Clube, Ernani Melo, irmão do tenista Marcelo Melo.

O presidente da CBT, Rafael Westrupp, celebrou a ampliação da parceria com a Federação Francesa. “É muito mais do que uma parceria comercial entre CBT e FFT. Nossa parceria, que teve início com o Rendez-vous à Roland Garros, está crescendo. Esse ano, obtivemos duas vagas no torneio – meninos e meninas. Agora, estamos dando um novo passo para aproximar os jogadores amadores no Brasil. Isso tudo com a profunda confiança da Peugeot, da Federação Francesa de Tênis e dos clubes, que estão fazendo esse sonho virar realidade no Brasil”, disse Westrupp.

O mesmo tom de parceria e amizade entre as entidades foi adotado pelo presidente da FFT, Bernard Giudicelli, que ainda lembrou dos triunfos de Gustavo Kuerten em Roland Garros. “Quero agradecer ao meu amigo Rafael porque essa parceria é baseada em uma verdadeira amizade entre nós e entre a CBT e a FFT, não são apenas negócios. A Federação Francesa de Tênis tem uma boa lembrança das três vitórias do Guga aqui. Guga ainda está em nosso coração, e o Brasil não é para nós apenas um parceiro, é uma verdadeira amizade entre os nossos países. Obrigado, Peugeot, obrigado, Rafael”, ressaltou o presidente da FFT.

A parceria da Peugeot com Roland Garros já tem 34 anos e a montadora também é patrocinadora da CBT. “É uma longa história, somos parceiros de Roland Garros por 34 anos. Somos parceiros em diversos torneios ao redor do mundo, o tênis é muito importante para nós. Estamos muito felizes com essa parceria. O Brasil é um país muito importante para nós, estamos presentes na América do Sul, temos fábricas no Rio, em Porto Real, em São Paulo. O tênis, essa parceria e esse projeto Amateur Series terão todo o nosso apoio para organização e para a comunicação. Estamos orgulhosos de receber esse projeto aqui e também de fazer parte dele”, destacou o diretor de Marketing e Comunicação da Peugeot na França, Thierry Lonziano.

Como será o Roland-Garros Amateur Series by Peugeot?

O Amateur Series terá quatro etapas no Brasil, três em 2018 e a quarta em março de 2019, todas disputadas no saibro. A última etapa reunirá os oito melhores de cada categoria. Ao todo, serão 22 categorias. Da 1ª a 6ª classe no masculino e da 1ª a 5ª no feminino. O campeão geral de cada categoria, após as quatro etapas, participará de um sorteio, onde o vencedor ganhará uma viagem a Roland Garros com as despesas totalmente pagas durante uma semana.

A etapa inaugural será realizada no Iate Clube de Brasília, no Distrito Federal, entre 23 e 26 de agosto. O segundo torneio será disputado entre 4 e 7 de outubro em Belo Horizonte, no Minas Tênis Clube, que se tornou o primeiro clube do Brasil a receber o selo Roland Garros, neste sábado, em Paris. A terceira etapa ocorrerá em Porto Alegre, de 22 a 25 de novembro. As finais serão disputadas no Rio de Janeiro em março de 2019.

Esta será a primeira vez que a CBT terá um circuito de tênis amador que reunirá adolescentes e adultos no mesmo torneio. O Amateur Series é destinado a jogadores amadores, homens e mulheres, entre 13 e 80 anos, e contará com um sistema de pontos para o ranking nacional de classes. O objetivo é reunir jogadores de diferentes clubes, idades e níveis de jogo na mesma competição. Hoje, o Brasil tem aproximadamente 100 mil tenistas amadores adultos que jogam torneios de clubes organizados pelas Federações de cada estado.

Segundo uma pesquisa da Sports Marketing Surveys INC., 2,3 milhões de pessoas jogam tênis no Brasil, o equivalente a 1,3% da população nacional. A maioria destes praticantes está concentrada no amador. Ainda de acordo com o estudo, 28% do total de jogadores são homens com 35 anos ou mais, 47% preferem jogar em clubes, 20% em academias e 13% em condomínios, casas e quadras privadas.

“Não é uma parceria baseada apenas no alto rendimento, esse projeto é baseado no tênis do cotidiano, no tênis amador, que constitui a principal riqueza de uma federação. Todos os jogadores de alto nível vêm de um clube, eles aprenderam em um clube. Se eles aprenderam em um clube é porque tiveram estrutura para acolhê-los, dos treinadores e dos dirigentes”, afirmou Giudicelli.

“Obrigado, Peugeot, pela confiança. Quero agradecer ao Rafael Kuerten, que é membro do nosso conselho e irmão do Guga, que conhece profundamente essa quadra atrás de nós, ao Ernane Melo, que tem a confiança da Federação Francesa recebendo o selo Roland Garros para o Minas Tênis Clube”, destacou Westrupp.

“É uma parceria fantástica para a Confederação Brasileira de Tênis, pensando a médio prazo. O que podemos trocar com a Federação Francesa de Tênis é fantástico, eles têm um trabalho bastante estruturado aqui, tanto na gestão, quanto na parte técnica. Só temos a ganhar. Além disso, vem também um encantamento. A Federação Francesa está ligada a Roland Garros, que, por sua vez, para nós, brasileiros, tem a história do Guga. Tem esse encanto que podemos também levar para os jogadores e para os jovens. Estou muito convicto de que só vamos colher bons frutos”, ressaltou Rafael Kuerten.

“É um prazer estar aqui anunciando essa parceria para nós, estamos muito orgulhosos de fazer parte desse mundo, nos considere igualmente como amigos. Sou o irmão mais velho do Marcelo Melo, que venceu aqui em 2015. Roland Garros está no sangue da nossa família também. Muito obrigada, nossa parceria será muito importante para desenvolver o tênis brasileiro. No Minas Tênis Clube, que é o maior clube do Brasil, podemos desenvolver ótimos projetos. Obrigado novamente. O anúncio dessa parceria é muito positivo e estamos muito orgulhosos”, comemorou Ernani Melo.

Foto: Jean-Charles Caslot/FFT

Meligeni: “Precisamos desesperadamente de união e de um rumo pro tênis”

meligeni-peqFernando Meligeni, além de ídolo do tênis brasileiro, sempre foi conhecido por uma personalidade forte dentro e fora das quadras, um lutador. E o mesmo empenho que colocava com a raquete nas mãos, que o levou à semifinal de Roland Garros, em 1999, e ao nº 25 do ranking da ATP, foi passada para sua dedicação no trabalho como comentarista depois da carreira.

Atualmente, o “Fino” é comentarista e blogueiro da ESPN, além de ser uma pessoa marcante por sua simpatia, acessibilidade e educação no trato com todos, sem deixar passar a possibilidade de demonstrar com palavras sua opinião sobre o tênis.

Em uma conversa na última quinta-feira (dia 08), durante o evento de lançamento da edição de 2017 do Rio Open, que tem como novo patrocinador a marca Fila, da qual Meligeni é embaixador, ele mais uma vez deixou claro o que pensa sobre os rumos que o tênis brasileiro está tomando e apresentou ideias que podem melhorar a qualidade do esporte que tanto ama.

Essa postura firme, por vezes, já o fez ter a antipatia de grupos políticos, inclusive ligados a Confederação Brasileira de Tênis, mas ele não deixa de expor seu posicionamento, de acordo com suas convicções, mesmo que isso contrarie aqueles que seriam responsáveis pela valorização do esporte, assim como de seus principais responsáveis: os tenistas.

“Acho meio patético ter uma confederação que não usa os atletas que fizeram o esporte. Quando a gente vai pra um cargo público, não tem muito essa história de quem eu gosto e quem não gosto. O que conta são as pessoas que são importantes pro tênis. A gente não pode esquecer do Thomaz (Koch), do Meligeni, do Jaime Oncins, do Ricardo Mello, do Saretta. É a nossa História. A gente não mora em um país em que muitos caras foram 10 do mundo.”

Uma das coisas que parecem incomodar Meligeni é justamente essa falta de reconhecimento dos órgãos que regem o tênis, enquanto os fãs do esporte continuar a enaltecer os feitos das gerações anteriores:

“Acho muito engraçado. Na rua, a molecada idolatra a gente, somos muito bem tratados pelos pais, enquanto na nossa própria entidade a gente não é. Nunca fiz nada. Pode ser que eu tenha uma postura diferente, uma visão diferente.”

Recentemente, em uma entrevista para o jornalista Alexandre Cossenza, do blog Saque e Voleio, Thomaz Koch, um dos principais jogadores da História do tênis brasileiro, relatou o fato de não ter ganhado um único ingresso para o confronto entre Brasil e Croácia pela Copa Davis, em 2015. Koch assistiu ao confronto arcando com todas as despesas, desde passagens e hospedagem, conseguindo um convite já em Florianópolis, sede dos jogos. Meligeni não deixou de opinar sobre o assunto, revelando uma tentativa que fez no passado para mudar esse tratamento com ex-jogadores:

“Eu me sinto muito à vontade pra falar sobre isso, pois quando fui capitão de Copa Davis, pleiteei isso, que um camarote em todos os confrontos teria que ser dos ex-jogadores. E fui vetado pelo mesmo presidente (Jorge Lacerda, atual presidente da CBT) que não deu a entrada pro Thomaz. 70 anos de idade, o cara mais importante do país em Copa Davis…se você não der ingresso pra ele, vai dar pra quem? Chega a ser triste ver que essa é a realidade do nosso esporte.”

Neste ano, a CBT teve um corte significativo na sua verba de patrocínio para os próximos anos, já que o contrato com o Correios acabou e a renovação foi ratificada por um valor muito abaixo do anterior. Meligeni não deixou de dar sua opinião sobre como esse investimento deve ser feito a partir de agora:

“Vai depender muito da maneira que for olhado. Não adianta der 7 milhões por ano e ir por um lado que, na visão da gente, tenista, não é o mais correto. Com todo respeito que tenho pelos tenistas (melhores ranqueados), acabaram de passar dois (Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro passaram e cumprimentaram Meligeni), a CBT não tem que olhar eles. Ajudar eles, trocar com eles sim, mas não ajudar financeiramente. Vamos ver se agora que tem bem menos dinheiro, acho que 2 milhões por ano, olham a base. Aí é uma visão minha, não é uma crítica. Tem hora que critico. A coisa do Thomaz (Koch) eu critiquei, mas linhas de conduta é a particular. Eu tenho a minha, o Guga tem a dele, o Thomaz outra…são apenas linhas diferentes de pensamento. Agora vai ter menos dinheiro e vai ter que ser bem gasto.” afirmou.

Sobre o presidente da entidade máxima do tênis brasileiro, Meligeni fez questão de ressaltar que nem tudo pode ser olhado por um ponto de vista negativo, mas disse que Jorge Lacerda errou quando não soube se relacionar com muita gente do meio tenístico:

“Eu acho que o Jorge tem coisas legais. Não acho que tudo foi ruim. Acho que o Jorge conseguiu tirar o tênis de um grande limbo que estava na gestão anterior. Conseguiu um patrocinador muito forte, que é o Correios, conseguiu coisas boas. Acho que ele pecou muito no relacionamento. Achou muito que a CBT era dele. E essa é minha crítica a ele. E esse é um problema do político brasileiro. Nosso querido presidente do Senado acha que é o dono do Senado. O presidente da Câmara achava que era dono da Câmara. O presidente do Brasil acha que é o dono do Brasil. E não é. Dirigente da CBT não é dono do tênis. “ disse Meligeni. “Espero que o Rafael (Westrupp, presidente eleito da CBT), mude isso. Se vai pra um lado ou outro, tudo bem. E pode até errar, é normal. O que não pode é ter 50 tenistas que você não olha na cara.” completou.

O futuro do tênis parece ser uma preocupação constante do ex-jogador, que acredita na junção de forças para fazer uma mudança pra melhor no esporte do país;

“A gente precisa desesperadamente fazer uma união do tênis e ter um rumo. Eu não acho que o Brasil tenha uma plataforma, uma gestão de tênis. Acho que dá pra fazer uma gestão muito maior, uma unidade muito maior. Temos grandes nomes no tênis brasileiro, com grandes técnicos que são reconhecidos no mundo inteiro. Grandes ex-jogadores que são reconhecidos. Dá pra fazer coisa melhor.”

Por fim, Meligeni disse estar animado com a próxima edição do Rio Open, destacando o que, em sua opinião, o torneio oferece de melhor aos jogadores e amantes do esporte da bolinha amarela:

“O Rio Open está totalmente dentro do coração e do respeito do atleta. Sempre com grandes nomes, casa cheia. O tênis é bem tratado. O Rio Open trata o tênis como a gente gosta de ser tratado. Trata bem. Vai ter erros e vai ter acertos de novo, mas trata bem. Ano que vem vai fazer sucesso, com grandes nomes, como o Nishikori, e espero muita coisa boa.” finalizou.

Por Filipe de Lima Alves