Chicpova

Vender Sugarpova não é mais apenas colocar as balinhas e gomas de mascar da Maria Sharapova em alguma loja, se tornou também uma experiência e muito chique.

Não que a tenista russa vendesse seus “candies” nas dellies de Nova York, ou em Food Trucks na rua, mas desta vez SharapoSugarpova New YorkIMG_3385va mostrou todo o seu estilo com a Pop Up Store da 5th Avenue.

Instalada no café do Andaz Hotel, um hotel 5 estrelas da rede Hyatt, bem em frente ao histórico prédio da New York Public Library, a pop up shop chama a atenção de quem está passando pela Avenida, entre as ruas 41 e 42.

Andaz se vestiu de Sugarpova por fora. O logo estampa ¼ do quarteirão e todos os tipos de balinhas e chicletes ficam expostos na vitrine, na parte de baixo. Logo na entrada, um menu quase te intimida e já indica que não se trata apenas de uma lojinha da Maria Sharapova, mas de um local elegante para se tomar um bom vinho rosé nestes dias de calor em Nova York, ou apenas comer um lindo cookie com um special coffee, para na saída levar um saquinho de Sugarpova, por U$5,99 (aproximadamente R$ 14,00).

IMG_3384Sugarpova Sharapova

Como tudo o que faz, Sharapova faz bem-feito e, com muita classe. Sugarpovaneste espaço pode ser chamada de Chicpova.

Diana Gabanyi

 

US Open: Acabou a brincadeira. Agora é pra valer.

Domingo pré-US Open em Nova York é a perfeita definição da calma antes da tempestade. Depois de uma semana de muita agitação que terminou com o Arthur Ashe Kid’s Day, Flushing Meadows fica vazio, só tem os tenistas treinando e esperando o último Grand Slam do ano começar na segunda-feira.

Roger Federer US Open

Até mesmo o caminho de Manhattan para Flushing Meadows é tranquilo. Domingo não tem trânsito, não tem aquela correria nas ruas da Big Apple e poucos fãs se aventuram para ver o que eles chamam de “open practice – treino aberto.”

É mais um bate-bola para dar aquela última ajustada. Tudo o que tinha que ser feito foi realizado nos dias, ou melhor, nas semanas anteriores.

Nos últimos dias, em Nova York, os tenistas fizeram tudo o que não tem tempo durante o Grand Slam.

Serena Williams taste of tennis

Serena Williams e Novak Djokovic foram ao show do David Letterman; os Bryan Brothers e Victoria Azarenka participaram de ação promocional da Esurance, na Times Square; Gael Monfils assinou autógrafos na loja da Asics, downtown; Sloane Stephens também fez sessão de autógrafos em vários Walgreens da cidade; Grigor Dimitrov marcou presença na Niketown; Diversos tenistas participaram do Taste of Tennis, inclusive as irmãs Williams; Djokovic jogou partida exibição na academia de John McEnroe, com o próprio, em Randall Island; Jankovic autografou raquetes no stand da Prince; Sharapova lançou sua pop up store de Sugarpova, na 5ª Avenida; Andy Murray foi se encontrar com Rory MclRoy; Roger Federer e outros aceitaram o Ice Bucket Challenge e muitos, muitos jogadores divertiram a criançada no Kid’s Day.

Djokovic Letterman

O Arthur Ashe Kid’s Day faz o Billie Jean King National Tennis Center virar um parque de diversões para a garotada. Shows de bandas teens lotam a programação na quadra central, com a aparição das maiores estrelas do esporte. Nas outras quadras, mais tenistas conduzem clínicas, brincam com a garotada que tem uma série de opções de diversão. Difícil não sair dali querendo jogar tênis.

Mas, a partir deste domingo tudo muda. Os principais tenistas já deram suas entrevistas coletivas neste sábado, já na sala de entrevistas do torneio e pouquíssimos farão atividades extra-quadra. A programação de segunda já foi definida – veja neste link – e acabou a brincadeira. Agora está valendo e muito.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

US Open: Vai começar o Show Slam em New York

O Grand Slam mais agitado da temporada está chegando. Daqui a poucos dias uma multidão de pessoas sairá da linha 7 do metrô, direto em Flushing Meadows para assistir os maiores tenistas do planeta em ação. Roger Federer e Serena Williams, campeões em Cincinnatti, são favoritos?

US Open under the lightsAmbos já venceram o US Open 5 vezes e se acostumaram a jogar em Nova York. Se o Australian Open tem um ambiente relaxado, Roland Garros tem todo aquele glamour, Wimbledon a tradição e a calma, o US Open tem a agitação da Big Apple. Às vezes andar pelo torneio entre uma quadra e outra é como cruzar a Times Square em horário de pico.

São vários os jogadores que confessaram ter uma dificuldade de adaptação ao torneio. Os hotéis oficiais ficam em Mid Town Manhattan, longe do Corona Park. São necessários, no mínimo, 30 minutos de trajeto entre um local e outro, sem trânsito algum. Andar ao redor do hotel para ir a um restaurante ou apenas dar uma voltinha também é agitado. Há sempre diversas pessoas atravessando as ruas, olhando para os seus telefones e com copos de café na mão. Jogar em Flushing Meadows, especialmente nas sessões noturnas, não é para qualquer também.

Federer US Open

As arquibancadas ficam cheias de pessoas que estão indo a um evento. Como nas competições de baseball, basquete, futebol americano, compram seus sanduíches, nachos, cerveja, comem e conversam enquanto Djokovic dispara uma de suas devoluções, ou enquanto Sharapova desfere seus golpes no Arthur Ashe Stadium.

Ficam no jogo até o fim, gritam, aplaudem e entram no jogo à moda nova yorquina, sempre barulhenta.

O US Open, diferente dos outros Grand Slams é um evento de entretenimento. Toda primeira segunda-feira do campeonato há uma cerimônia de abertura pirotécnica; todos os dias à noite, alguém é designado para cantar o hino nacional americano, tudo vira um show. Experiências e atividades para os fãs fora das quadras são inúmeras, em muito mais número do que na Inglaterra, França ou Austrália. Bares de champagne e cerveja se espalham pelo complexo e são cada vez maiores os números de restaurantes e lanchonetes por lá.

O tênis muitas vezes fica em segundo plano.

Para esta edição de 2014 do US Open, as principais atenções estarão voltadas para Novak Djokovic e Roger Federer. O número um do mundo e o suíço que teve os melhores resultados no US Open Series. Djokovic, apesar de não ter jogado bem nos Masters 1000 da América do Norte é sempre favorito.

Campeão em 2012, Andy Murray, assim como Tomas Berdych que não fez um bom “verão” são algumas incógnitas.

Jo-WIlfried Tsonga, campeão em Toronto, diz estar mais preparado e mais forte do que nunca. Vencedor do Australian Open, Stanislas Wawrinka é outro ponto de interrogação desta Grand Slam.

Muitos apostam em um bom resultado de Grigor Dimitrov, semifinalista em Wimbledon.

Ferrer e Milos Raonic também são bons nomes para uma boa campanha em Nova York. Ambos jogaram bem as últimas semanas e podem fazer estrago em Flushing Meadows.

Gael Monfils, Nick Kyrgios, John Isner, Marin Cilic, Feliciano Lopez, entre outros, prometem ser bons coadjuvantes do show.

Entre as mulheres Serena Williams, a campeã do US Open Series, chega como principal favorita. Atual campeã do Grand Slam americano é a sua propria adversária. Não jogou bem na Austrália, na França e na Inglaterra.Serena Williams US Open

Simona Halep, Maria Sharapova, Agnieszka Radwanska, Ana Ivanovic, Petra Kvitova, Caroline Wozniacki (venceu 1 set da americana em Montreal e Cincinnati) podem desafiá-la. Eugenie Bouchard, que fez boa campanha em todos os Grand Slams, mas não foi bem em Montreal e em Cincinnatti, pode se sair bem em Nova York, mas no momento é uma incógnita, assim como Azarenka que ainda não parece recuperada da lesão que a tirou por alguns meses de ação neste ano.

Pennetta, Venus, Petkovic, Makarova, Kuznetsova, Cibulkova, Safarova, entre outras, farão o papel de coadjuvante no show das mulheres em Nova York.

fotos de Cynthia Lum

Diana Gabanyi

Domingo especial para o tênis brasileiro

Ter brasileiro disputando final de Masters 1000 hoje em dia só acontece com Bruno Soares ou Marcelo Melo e como são apenas 9 torneios desta categoria por ano, são raras as vezes por temporada em que isso acontece. Por isso, este domingo é especial. Os dois disputam a final da Rogers Cup, o Masters 1000 de Toronto, fato inédito para o tênis brasileiro, logo antes de Roger Federer e Jo-Wilfried Tsonga entrarem na quadra central do Rexall Centre.

Cada um com seu parceiro, Bruno Soares com Alexander Peya e Marcelo Melo com Ivan Dodig jogará a segunda final de Masters 1000 da temporada. Soares e Peya foram vice em Indian Wells e Melo e Dodig perderam a decisão de Monte Carlo.

DODIG MELO DUPLAS TORONTO

Há tempos que são os duplistas que levam o tênis do Brasil para frente. Só eles atualmente conseguem chegar longe nos grandes torneios e ser capa, por exemplo, do site da ATP e das chamadas de transmissão de televisão.

PEYA SOARES DUPLAS TORONTO

Ambos top 10, o que já é incrível para o país, Melo é o 6º na ATP e Soares é o 3º, tentarão aumentar o número de títulos conquistados. O mais alto dos mineiros tem 13 trofeus e Bruno tem 17.

O Brasil só tem a comemorar e engrandecer ainda mais os duplistas que continuam fazendo história.

Diana Gabanyi

Sem Nadal, US Open Series aquece com disputa dos Masters 1000

E já se foram duas semanas de US Open Series, mas para os homens a competição começa para valer mesmo agora, com a disputa dos Masters 1000 de Toronto e Cincinnatti. Sem Rafael Nadal, campeão dos dois eventos no ano passado e lesionado do punho, Novak Djokovic, o número um do mundo, é o grande favorito ao título.

Ele chega a Toronto, recém-casado e campeão de Wimbledon. Roger Federer também pousou no Canadá com boas expectativas, depois do vice-campeonato na Inglaterra.

Andy Murray, com Amelie Mauresmo permanente no papel de técnica, talvez seja uma das grandes interrogações das próximas semanas. Fez uma campanha mediana em Wimbledon e ainda há muitos pontos de interrogação sobre o seu nível atual, apesar do bom resultado em Wimbledon.Federer Toronto

Vice-campeão no ano passado, Milos Raonic há semanas vem fazendo campanhas promocionais para o maior campeonato do seu país. Mais maduro, com um jogo mais completo e com o tênis cada vez mais popular no Canadá, quer surpreender de novo.

Vasek Pospisil, semifinalista surpresa de 2013, também chegará embalado em Toronto. Foi campeão de duplas de Wimbledon, com Jack Sock e venceu Berdych em Washington.

Será interessante observar como se sairá Stanislas Wawrinka e também Grigor Dimitrov. Ambos não jogaram depois de Wimbledon.

David Ferrer, Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet, John Isner e Berdych, também podem aprontar em terras canadenses e norte-americanas.

Confira aqui a chave da Rogers Cup, em Toronto.

Serena Williams Canada

Entre as mulheres, em Montreal, todos os olhos estarão voltados para a “princesa” local, Eugenie Bouchard e para Serena Williams. Apesar de estar jogando em Stanford, nesta semana, muito ainda se fala sobre o “vírus” que a deixou completamente tonta em quadra e a obrigou a abandonar a competição de duplas com Venus, em Wimbledon. Bouchard Princess Canada

Apesar de rumores de uma separação, o técnico Patrick Mouratoglou já confirmou que estará presente em Montreal.

Victoria Azarenka, que desde que voltou a jogar, na temporada de grama, não teve boa performance, espera recuperar o seu melhor jogo antes do US Open chegar.

E o que esperar de Petra Kvitova, a campeã de Wimbledon que se diz agora mais madura para encarar a pressão do circuito e continuar vencendo.

Agnieszka Radwanska, sem boas vitórias recentemente é uma grande dúvida para as próximas semanas.

Campeã de Roland Garros, Maria Sharapova vem se preparando para encarar os mais duros torneios da temporada norte-americana e chegar tinindo no US Open.

Sharapova e Bouchard

Com a ausência de Na Li, lesionada no joelho, a discreta romena Simona Halep, iniciará as disputas dos torneios em quadra rápida como número dois do mundo.

Quatro das próximas cinco semanas, entre os dois Masters 1000 e WTAs e o US Open, prometem muita agitação no circuito!

WTT mais um ace da Billie Jean King

Terminou neste final de semana, nos EUA, a 39ª edição do World Team Tennis, a liga de times de tênis criada por Billie Jean King e o seu então marido nos anos 1970, Larry King. A vitória foi do Washington Kastles que venceu o Springfield Lasers por 25-13 na final, ganhando o King Trophy pela quarta vez consecutiva.

Tennis: 2014 WTT FinalA temporada deste ano, a 39ª, foi acompanhada um pouco mais de perto devido a presença de um brasileiro na competição. Marcelo Melo jogou pelo Philadelphia Freedoms e foi eleito MVP do WTT. Participou pela primeira vez, vibrou com cada jogo do time e foi embora, na final da conferência, e mais do que elogiado por Billie Jean King. Jogou duplas e duplas mistas e deu para sentir daqui a vibração do brasileiro com o evento.

2014 Mylan World Team TennisDisputado entre 7 equipes, oWTT tem 2 homens, 2 mulheres e um técnico. Jogam simples masculina e feminina, duplas, duplas feminina e masculina e duplas mistas.

Assim como na maioria dos esportes por equipes dos Estados Unidos, os jogadores são escolhidos em um draft, com times podendo manter os seus tenistas de uma temporada para a outra.

Com um calendário puxado, para ser disputado entre o fim de Wimbledon e antes dos grandes torneios do US Open Series, o WTT tem alguns jogadores fixos e outros que disputam apenas partidas quando jogam na cidade do time. O time de Melo, o Philadelphia Freedoms, contou com a participação de Victoria Azarenka quando jogaram na Philadelphia.
Andy Roddick jogou pelo Austin Aces, em Austin, onde reside. E desta maneira grandes estrelas participaram e continuam participando do evento. Até Andre Agassi já jogou o WTT.

Com um ambiente bem mais relaxado do que o circuito, mas com jogos ao mesmo tempo sérios, é uma ótima oportunidade para quem quer pegar ritmo de jogo. Foi o caso de Azarenka e no ano passado de Venus Williams.

As regras diferem, mas foram feitas para criar entusiasmo. O técnico pode subsitituir jogador, os sets vão até 5, se empatar em 4 vão para um tie-break até 9, tem tempo técnico, o sistema de contagem é o no-ad, a quadra é colorida, enfim, tudo feito para deixar o esporte mais divertido. Até a Primeira Dama dos EUA, Michelle Obama foi assistir os jogos em Washington.

A cada ano que passa cresce o interesse pelo WTTA que inclusive é televisionado nos EUA e a admiração por Billie Jean King só aumenta.

Fotos de Fred / Susan Mullane Camerawork USA

Diana Gabanyi

US Open Series dá a largada nesta semana, rumo ao US Open

Foram dois meses de ausência do blog, de licença maternidade, dois meses em que muita aconteceu no tênis e no mundo do esporte. Rafael Nadal e Maria Sharapova ganharam Roland Garros; Novak Djokovic e Petra Kvitova foram campeões em Wimbledon; a Alemanha venceu a Copa do Mundo FIFA no Brasil; nós brasileiros, fomos eliminados na semifinal, perdendo de 7 a 1 para os campeões e sem nem perceber já é hora do US Open Series e daqui a pouco o US Open está aí.  Nadal us open series

Começa hoje em Atlanta, a série de torneios na América do Norte que percorre Estados Unidos e Canadá até chegar a Nova York,  no dia 25 de agosto, para o último Grand Slam da temporada. São seis semanas de muito tênis e muitos torneios por lá, em que os melhores jogadores desta mini-temporada de quadras rápidas tem a chance de ganhar o bônus de U$ 1 milhão. Os 3 primeiros colocados na série de disputas, na ATP e WTA ganham bônus no US Open.

Isner

Chamada de Emirates US Open Series, começa nesta 2a. com a disputa do ATP 250 de Atlanta e segue para Washington, com um ATP 500 e um WTA em Stanford. A 3a semana tem a disputa da Rogers Cup, em Toronto, um Masters 100o e WTA Premier, em MOntreal e Toronto. A quarta semana é de Masters 1000 de novo, em Cincinnatti, com homens e mulheres jogando simultaneamente. A 5a semana tem um WTA International em New Haven e um ATP 250 em Winston Salem, antes do US Open chegar e completar as 7 semanas de tênis ao vivo e televisionado na América do Norte, com os melhores jogadores e jogadoras do mundo.  Serena Williams US Open series

Calendário completo

BBT

BB&T Atlanta Open
Atlanta, GA
July 21-27, 2014
Defending Champion:
John Isner
Bank_of_the_West_Classic_Logo_2012

Bank of the West Classic
Stanford, CA
July 28 – Aug. 3, 2014Defending Champion:
Dominika Cibulkova
CitiOpen120x120

Citi Open
Washington, DC
July 28 – Aug. 3, 2014
Defending Champion:
Juan Martin del Potro
 

rogers_logo

Rogers Cup presented by National Bank
Montreal, Canada
Aug. 4-10, 2014
Defending Champion:
Serena Williams

Rogers Cup presented by National Bank
Toronto, Canada
Aug. 4-10, 2014
Defending Champion:
Rafael Nadal

 

WSOpen

Western & Southern Open
Cincinnati, OH
Aug. 10-17, 2014
Defending Champions:
Victoria Azarenka
Rafael Nadal

CTOpen_lt_bkgd

Connecticut Open
New Haven, CT
Aug. 17-23, 2014Defending Champion:

Simona Halep
WinstonSalemOpen_215

Winston-Salem Open
Winston-Salem, N.C.
Aug. 17-23, 2014
Defending Champion:
Jurgen Melzer
11USO4c

2014 US Open
USTA Billie Jean King
National Tennis Center
Flushing Meadows, NY
Aug. 25 – Sept. 8, 2014
Defending Champions:
Serena Williams
Rafael Nadal
Diana Gabanyi

O centro de treinamento dos sonhos

Já imaginou um lugar com mais de 100 quadras de tênis, com estrutura de primeiro mundo, fácil acesso de carro e avião e clima bom o ano inteiro? Este será o novo centro de treinamento e desenvolvimento dos jogadores da USTA, em Lake Nona, na Flórida, perto de Orlando.

Com previsão para ser inaugurado em 2016, o complexo terá quadras rápidas e de saibro e estará aberto para todos os tipos de tenistas, desde o juvenil até o profissional dos profissionais e os veteranos. Uma sede da USTA também terá lugar em Lake Nona, onde eventos como as ligas das federações, torneios Challengers, Futures e Copa Davis, poderão ser realizados.USTA Lake Nova

A ideia da USTA, impulisonada pelos incentivos fiscais oferecidos pela região Central da Flórida, foi centralizar tudo em um lugar só e aproveitar o centro o ano inteiro. Hoje a entidade tem alguns centros de treinamento nos Estados Unidos, incluindo Boca Raton (a poucas horas de Lake Nova, de carro), Flushing Meadows, onde é disputado o US Open e Carson, na Califórnia.

O projeto prevê a construção de escritórios, sala de fisioterapia, preparação física, encordoamento, sala dos jogadores, área pública, vestiários, unidade de tênis universitário, quadras com arquibancada e capacidade para transmissão de televisão, centro de desenvolvimento de alta performance, dormitórios, lojas, restaurantes, enfim tudo o que envolve a preparação de um tenista de todos os níveis e atende as expectativas de fãs, quando houver eventos.

É o centro de treinamento dos sonhos, mas que será tornará realidade. O anúncio foi feito nesta quarta pela USTA.

Diana Gabanyi

Nishikori faz história na ATP ao chegar ao top 10. Tenista se mudou para os EUA aos 14 anos de idade

Nunca pensei que fosse escrever sobre a entrada de Kei Nishikori no top 10.  Mas, o fato é que o japonês está jogando muito tênis. A partir de segunda-feira estará no top 10 da ATP, como o primeiro tenista do país a conseguir tal feito. Depois de conquistar o ATP 500 de Barcelona, decide o Masters 1000 de Madri contra Rafael Nadal, final inédita na sua carreira.

NISIHIKORI top 10

Lembro da primeira vez que ouvi falar em Kei Nishikori. Era 2007 e estávamos em Miami. Guga ganhava um wild card para jogar a competição, mas tinha que ser ao lado de um tenista da IMG. E o tal tenista era um japonês de 16 anos, grande aposta da casa. Em apenas um jogo não deu para ver muita coisa de Nishikori.

Alguns meses foram passando e um ano depois ele estava ganhando o título do ATP de Delray Beach, quando ainda era disputado na quadra rápida. Ganhou outro em 2012, em Toquio, aumentando ainda mais a sua fama no Japão e no ano passado venceu o ATP de Memphis. Mas, mesmo assim ainda faltava algo a mais para o japonês, baseado na Flórida, na IMG Academy.

Foi justo sobre Nishikori, um dos últimos capítulos do livro de Nick Bollettieri,Changing the Game, que li uns dias atrás e escrevi no post anterior. Bollettieri conta que Nishikori veio parar na academia depois dele e de Arthur Ashe terem feito uma clínica no Japão e um dos acionistas da Sony ter visto o impacto que teve nos tenistas e o quão avançado eram os métodos do americano. O Sr. Morita mandou então um técnico japonês para Bradenton e o treinador, com o patrocínio da Sony, foi levando alguns talentos para a Flórida e um deles, aos 14 anos, foi Nishikori.

“O Kei não falava uma palavra de inglês, nunca tinha provado comida americana e estava num alojamento com outras 7 crianças. Ele demorou um pouco para se adaptar, mas não na quadra. Logo percebi que ele tinha talento. Era muito rápido e tinha mãos mágicas. Como o Agassi e o Rios, ele tem um talento nato, que não pode ser ensinado, apenas canalizado.”

Desde que chegou à academia, mesmo com o consultor japonês por trás, Nishikori foi treinado por Dante Bottini e o agente sempre foi o Olivier van Lindonk. Segundo Bollettieri, ninguém diz muito de Bottini, mas o técnico é quieto, sabe o que faz e entende Kei.

A grande mudança, no entanto, para que a estrela japonesa desse o salto que faltava para começar a vencer os jogadores tops e passar de um jogador mediano para um top foi a contratação de Michael Chang, no fim do ano passado. Há poucas semanas, em uma entrevista ao jornal L’Equipe, Chang disse que aceitou o desafio primeiro por entender Nishikori e ter origem asiática e por acreditar que podia fazer o tenista melhorar. No entanto, Chang não viaja com Nishikori todas as semanas e quem está o tempo todo ao lado dele é Bottini.

A primeira mudança que Chang fez no jogo do tenista foi melhorar a movimentação de pernas e como dar mais impacto à bola, colocar profundidade e spin, que fazem a total diferença no saibro.

Bollettieri conta no livro que aprovou a contratação de Chang e que um fator importante é que o campeão de Roland Garros 1989 fará Nishikori acreditar em si mesmo.

Não há dúvidas de que está acreditando, mesmo precisando de 10 match points para derrotar David Ferrer na semifinal em Madri.

O físico pode ser uma barreira na final contra Nadal, como já foi em Miami, em que teve que abandonar a semifinal contra Djokovic depois de ter vencido o mesmo Ferrer e Federer na sequência. Mas, agora aos 24 anos, ele está chegando lá.

Foto: Diego G. Souto/MMO

Diana Gabanyi

Bollettieri, de fato “changing the game”

Nick Bollettieri realmente revolucionou o mundo do tênis. Não, ele não mudou regras do esporte e não se tornou ídolo mundial. Mas, seu método de treinamento e a criação da primeira academia do mundo em que os tenistas puderam morar e estudar no mesmo local, transformou o tênis. É basicamente sobre o seu caminho até chegar hoje no que é a IMG Academy e o seu relacionamento com os inúmeros tenistas tops que treinou que ele conta no livro “Changing the Game – Nick Bollettieri.”

O livro é de fácil leitura, daquelas bem rápidas. Os capítulos são curtos, a linguagem é fácil – mesmo para quem não fala inglês dos mais fluentes, dá para entender bem. Depois das páginas iniciais em que conta como chegou no tênis e o caminho até comprar o primeiro terreno na Flórida, em Bradenton para construir as primeiras quadras e “alugar” um hotel para hospedar os primeiros tenistas, basicamente fala de um tenista por capítulo, emendando com o crescimento da academia – a compra da IMG, a mudança de nome e os seus oito casamentos.

bollettieri changing the game

Há algumas passagens interessantes no livro que eu desconhecia completamente, como o relacionamento de Bollettieri com Arthur Ashe e o programa que eles fizeram em alguns estados norte-americanos de iniciação ao tênis, em áreas de baixa renda no País; o programa que ele lançou com a atual mulher, Cindi, uns anos atrás, para diminuir a obesidade infantil entre meninas e por aí vai.

Os capítulos com os tenistas são interessantes, principalmente os que não ficaram tanto tempo na academia e como ele trabalhava com os jogadores e suas equipes. Foi rápido o contato que ele teve, por exemplo, com Martina Hingis. Mas foi com ele e a mãe Melanie Molitor que ela ganhou um dos Masters, ainda em NY. Ele conta da relação com Serena Williams e Venus Williams, fala abertamente da influência exarcebada das mães de Jelena Jankovic e Anna Kournikova; da do pai de Sabine Lisicki; entre outros.

Não há novidades sobre os relacionamentos com Andre Agassi, Jim Courier, Tommy Haas, entre outros.

Ele já havia falado bastante sobre isso no livro My Aces, My Faults e anunciado alguns arrependimentos, como o da maneira em que terminou a parceria com Andre Agassi.

Boris Becker também ganha algumas boas páginas do livro.

Mas, muito além de como Bollettieri lidou com esse número enorme de tenistas estrelas que pela academia passaram e ainda passam, o que fica claro pra mim é algo que sempre me falaram. Como o tênis te abre portas. Desde que começou a dar aulas em um hotel em Miami, a vida de Bollettieri foi se transformando pelas pessoas que ele encontrou.

Claro, as ideias e os sonhos foram e são deles. Mas, se não fosse pelas pessoas que conheceu em academias, clubes, dando aulas, ou treinando os filhos, não teria o apoio, companheirismo e investimento necessários para chegar onde chegou.

Vejo isso em diversos níveis do esporte.

Até hoje, aos 83 anos, Bollettieri continua viajando o mundo, visitando os amigos de décadas atrás, jogando tênis com grandes figurões do mundo corporativo em suas residências, segue acordando 04h30min e dando treinos na IMG Academy e indo aos Grand Slams, onde é constantemente reverenciado por todos os tenistas que treinou ou que passaram pela academia.

Homenageado inúmeras vezes nos EUA e pelo mundo, ganhará a maior honraria do esporte, quando entrar no Hall da Fama do tênis, em Newport, em julho deste ano.

Nick Bollettieri with Bob Davis
Changing the Game

New Chapter Publisher – disponível em inglês no kindle e impresso.

2014

Diana Gabanyi