Madri tem “Charity Day” com Nadal e Casillas

O Mutua Madrid Open começou nesta sexta-feira em grande estilo na Caja Magica, com o ‘Charity Day’ inaugural do Masters 1000 espanhol.

O evento reuniu dois dos maiores ídolos espanhóis, o número um do mundo do tênis, Rafael Nadal e o Campeão do Mundo do Futebol, Iker Casillas. Ambos jogaram tênis e fut-tênis, com a presença de outros ídolos do esporte na quadra Manolo Santana. Serena Williams, Agnieszka Radwanska, Feliciano Lopez, Andy Murray, Carlos Moyá, também se apresentaram diante do público, ao lado de Nadal e Casillas.

Cada um levou um cheque de 23,5 mil Euros para as suas respectivas fundações.

O qualifying feminino começou nesta sexta e o masculino tem início neste sábado, mesmo dia em que é disputada a primeira rodada da chave principal da WTA.

As principais fotos do Charity Day (Mutua Madrid Open)

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Diana Gabanyi

Quando Madri anda era Stuttgart e Hamburgo

Se tem algo que é respeitado no tênis é a tradição. Não só a do branco de Wimbledon, mas como a dos grandes campeões e dos torneios centenários. O Mutua Madrid Open, que começa neste fim de semana, é o mais novo Masters 1000 do circuito. Até alguns anos atrás era o Masters Series de Stuttgart e depois o de Hamburgo.caja-magica-aerea-11_560

A primeira edição do Masters 1000 espanhol foi disputada em 2002, durante a temporada indoor da Europa, substituindo o Masters Series de Stuttgart (diferente da Mercedes Cup que acontece no saibro, no verão europeu – no ano que vem mudará para grama). O campeonato alemão, sem seus maiores ídolos, já não conseguia mais sobreviver.

Haas StuttgartBoris Becker e Michael Stich fizeram o público alemão vibrar com diversas conquistas e finais das mais disputadas. O piso era daqueles bem rápidos, que muitos costumavam chamar de pista de gelo. É só olhar para a lista das finais que dá para comprovar essa teoria. Becker ganhou de Lendl; Ivanisevic de Edberg; Stich de Krajicek; Becker de Sampras; Korda de Krajicek, entre outros. O último campeão em Stuttgart foi Tommy Haas, em 2001.

O Masters Series indoor foi então comprador por Ion Tiriac que o levou para Madri. Mas, até o torneio ser jogado no saibro da Caixa Mágica, ele ficou durante sete anos sendo disputado na quadra rápida indoor. O primeiro campeão do Masters 1000 espanhol foi Andre Agassi.

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Só em 2009, quando o mais do que centenário Masters 1000 de Hamburgo (Guga foi campeão em 2001, Federer venceu 3 vezes) foi rebaixado para um ATP 500 – também por falta de recursos dos alemães, em uma batalha que foi parar na justiça – , que o torneio passou a ser realizado na temporada européia de saibro, a ter disputas simultâneas de homens e mulheres e a acontecer neste local que vemos hoje.

A competição passou por severas críticas desde a mudança. Muitos jogadores reclamaram e ainda reclamam da altitude madrilenha.

A Caixa Mágica em seus primeiros anos foi considerada “fria,” com muito concreto, pouco aconchegante.

Depois veio a tentativa de Ion Tiriac de usar um saibro azul para que a bolinha fosse mais visível na televisão, entre outros pontos.  O saibro não deu certo, jogadores reclamaram, perderam cedo e ameaçaram não voltar mais caso o saibro não fosse o original.

A decisão foi parar na ATP e Tiriac teve que ceder. Aparentemente a relação do poderoso empresário romeno com os tenistas melhorou e agora o Masters 1000 espanhol segue para um caminho duradouro e de tradição no tênis.

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Todos os campeões do Mutua Madri Open

2013 – Rafael Nadal e Serena Williams * saibro

2012 – Roger Federer e Serena Williams * saibro

2011 – Novak Djokovic e Petra Kvitova * saibro

2010 – Rafael Nadal e Aravane Rezai * saibro

2009 – Roger Federer e Dinara Safina * saibro

 

2008 – Andy Murray

2007 – David Nalbandian

2006 – Roger Federer

2005 – Rafael Nadal

2004 – Marat Safin

2003 – Juan Carlos Ferrero

2002 – Andre Agassi

Diana Gabanyi

Um começo de temporada de saibro bem interessante

Há uma semana Nadal era o favorito ao título do Masters 1000 de Monte Carlo; Djokovic vinha logo atrás e muitas dúvidas pairavam no ar. Terminado o primeiro grande torneio da temporada de saibro europeia, Stanislas Wawrinka surge como o grande campeão, o número 1 de 2014 (corrida) e o único a ter vencido três títulos até agora.Wawrinka Monte Carlo

Vencedor do Australian Open, em janeiro, Wawrinka ganhou neste domingo, derrotando o compatriota Roger Federer na final, o primeiro Masters 1000 da carreira, em Monte Carlo. Sim, a decisão foi com Federer. Nem com Nadal, nem com Djokovic.

O número um do mundo, Rafael Nadal, perdeu nas quartas-de-final para David Ferrer, em um jogo apático. Djokovic, com dores no punho/braço, não ofereceu muita resistência a Federer na semifinal.

E Federer, que resolveu jogar na última hora – na verdade confessou que já pensava em jogar, mas não queria se comprometer, fazer os fãs comprarem ingressos antes de ter certeza, depois dos dois Masters 1000 americanos e da Copa Davis, de que estaria bem fisicamente – acabou indo até a final, vencendo Tsonga e Djokovic. Talvez tenha se beneficiado de uma performance bem abaixo do normal do sérvio, mas isso não importa. Chegou à final e esteve a frente no placar durante mais da metade do jogo.

Federer Monte Carlo

Nadal também aproveitou a semana no Principado de Mônaco para confessar que recebeu uma infiltração nas costas logo após o Rio Open e que mesmo tendo alcançado a final em Miami e ganhado na capital carioca, ainda não encontrou a sua melhor forma após a lesão que sofreu na decisão do Australian Open, diante de Wawrinka.

Os espanhóis tiveram uma semana especial na terra monegasca. Dez deles estavam na 2ª rodada e 6 nas oitavas-de-final. Destaque para Guillermo Garcia Lopez, aquele espanhol mediano, que ninguém dá muito valor, mas que venceu Casablanca e embalou, alcançando as quartas em Monte Carlo, com direito a vitória sobre Tomas Berdych e Alexander Dolgopolov.

Tsonga, apesar de ter perdido nas quartas, até que fez uma boa semana, se comparado às outras até agora. Monfils começou cheio de esperança, falando em boa campanha e sonhando com título em Roland Garros, mas não passou do segundo jogo, perdendo para Carreno Busta.

Ferrer jogou o melhor tênis da temporada em Monte Carlo, mas não conseguiu manter o mesmo nível diante de Wawrinka, depois de ter derrotado Nadal no saibro.

Raonic também fez boa campanha, alcançando as quartas no Masters 1000 na terra batida, um piso que nada lhe agrada. E Dimitrov, de espanhol em espanhol, parou diante de Ferrer.

Diante deste quadro, de um Nadal um pouco menos confiante, um Djokovic que precisará ficar parado para repousar o punho, de Wawrinka e Federer ameaçando os números 1 e 2 do mundo, de Murray sem jogar muito, dos espanhóis mostrando um certo domínio, de Tsonga aparentemente subindo de produção, a temporada de saibro européia de fato começou bem interessante.

Diana Gabanyi

 

Vai começar a temporada de saibro européia, a mais bela do tênis mundial

A temporada de saibro começou timidamente com as disputas dos ATPs de Casablanca e Houston, depois de disputas agitadas da Copa Davis. Mas, “the clay court season,” começa mesmo pra valer agora, com a disputa do Masters 1000 de Monte Carlo.

Monte Carlo Country Club Em um dos cenários mais belos do tênis mundial, tem início a também mais glamurosa e linda temporada anual do tênis. De agora até o início de junho, os tenistas percorrerão boa parte da Europa, passando, depois do Principado de Mônaco, por Barcelona, Bucareste, Roma, Estoril, Madri, Nice, Munique, Dusseldorf até chegar na mágica Paris.

Nadal rei do saibroAté lá tanta coisa pode acontecer no nosso esporte, ou não. Será que Rafael Nadal conseguirá manter o nível altíssimo do ano passado, quando ganhou praticamente tudo (perdeu a final de Monte Carlo para Djokovic). Será que ele ganhará mais um Roland Garros?

É justamente o título em Paris que Djokovic persegue, o único do Grand Slam que falta na sua estante.Como se desenrolará o relacionamento com o técnico Boris Becker?

Djokovic Monte CarloRoger Federer, ausente de Monte Carlo nos últimos dois anos, volta a jogar na Cote DAzur, mostrando que as lesões ficaram realmente no ano passado.

Andy Murray, sem técnico desde o Sony Open, em Miami, não jogará o primeiro Masters 1000 do saibro. Está em busca de novo treinador e quer descansar depois dos Masters 1000 americano e da disputa da Copa Davis.

Como será a performance no saibro, do atual campeão do Australian Open, Stanislas Wawrinka, que em 2013 iniciou a escalada no ranking com o título do ATP de Oeiras (ex-Estoril Open)?

E Fabio Fognini, repetirá o bom desempenho em Monaco e nos outros Masters 1000 da terra batida, especialmente no da sua casa, em Roma, para continuar subindo no ranking e ganhando respeito dos jogadores e fãs, principalmente.

E os franceses? Daqui a algumas semanas começará a conversa de mais de 30 anos sem francês campeão em Roland Garros. Algum deles conseguirá fazer uma temporada de saibro que dê confiança para chegar a Paris como um dos favoritos? Monfils? Gasquet? Tsonga?

Será interessante observar a performance de David Ferrer nos próximos torneios. Vice-campeão de Roland Garros no ano passado, o número dois espanhol pode sempre surpreender, mas ainda falta um resultado mais convincente em 2014. Outro espanhol que sempre se dá bem no saibro é Nicolas Almagro. Apesar de não ter tido bons resulatdos na gira da América do Sul, ainda está em tempo de se recuperar.

Grigor Dimitrov, um pouco mais maduro ao lado de Roger Rasheed, também será uma das atrações da temporada, ao lado de Tomas Berdych. Apesar de preferirem a quadra rápida, ambos  costumam ser versatéis.

Enfim, a temporada está apenas começando, muitas horas de tênis estão por vir e daqui a 2 meses tudo pode ser diferente, ou Rafael Nadal pode continuar quebrando recordes e fazendo mais história no mundo do esporte.

Diana Gabanyi

A imprevisibilidade da Copa Davis

Quantas vezes já ouvimos que ranking não vale na Copa Davis, que a competição é diferente, que mexe com outros fatores importantes como pressão, defender uma nação, jogar em equipe, contar com o apoio da torcida, resistência física e mental, estratégia de convocação entre outros? Diversas, mas muitas acreditamos ser apenas conversinha do capitão para não falar em superioridade do time ou não ligamos muito. Mas, tudo isso aconteceu em diversos confrontos, com especial destaque para França e Alemanha.

Os confrontos de quartas-de-final da Davis, que não prometiam muita emoção, fora o duelo entre Itália e Reino Unido, em Nápoles, acabaram virando um exemplo típico do que a competição pode causar.

A França, jogando em casa, com Julien Benneteau e Jo-Wilfried Tsonga perdeu os dois jogos de simples para o time B da Alemanha. Haas, Kohlschreiber e Mayer não estão competindo. Benneteau foi superado por Tobias Kamke e Tsonga por Peter Gojowczyk. Tsonga até que ofereceu mais resistência e levou o confronto para o 5º set, mas foi o 119º colocado no ranking mundial, sentindo cãibras e estreante na Davis que acabou vencendo o jogo por 8/6 no quinto set.

A convocação de Benneteau já foi questionada por muitos e mesmo com Gasquet e Monfils não estando muito aptos a competir, ainda havia outros melhores ranqueados do que o tenista de 32 anos. Arnaud Clement, vai ter que se explicar diante da exigente torcida francesa.

Wawrinka - Davis

A Suíça também levou um susto. Atual campeão do Australian Open, Stanislas Wawrinka perdeu, diante de 15 mil pessoas, na Palexpo Arena, em Genebra, para Andrey Golubev do Cazaquistão, 64º no ranking. Foi a primeira grande aparição dele em casa.

Roger Federer fez as honras da casa e venceu Mikhail Kukushkin.

O duelo entre Japão e República Checa, os atuais campeões, perdeu um pouco a graça sem o ídolo local Kei Nishikori, ainda lesionado e também sem Tomas Berdych. Mas, os experientes Radek Stepanek e Lukas Rosol não decepcionaram o número um do país e ganharam de Tatsuma Ito e Daniel Taro no Ariake Coliseum.

O confronto mais comentado até as quartas-de-final começarem, o entre Itália e Grã Bretanha, montado numa bonita arena com as bandeiras dos dois países desenhada nas arquibancadas foi suspenso no meio do segundo jogo. Fognini ganhou de James Ward, como esperado e Andy Murray vencia Andreas Seppi por 6/4 5/5 quando o jogo foi interrompido por falta de luz natural (começou tarde por causa da chuva).

O Brasil, jogando o zonal americano contra o Equador em Guaiaquil, começou com a vitória de Rogerinho Dutra Silva diante de Julio Campozano, mas foi pego de surpresa no 2º jogo. Guilherme Clezar e Emilio Gomez estavam empatados em 1 set quando o gaúcho sentiu uma dor na virilha e teve que abandonar a partida. Imprevisibilidade na Davis e complicação para o país que se tiver que ir para o 5º jogo, terá que contar com Marcelo Melo ou Bruno Soares, os nossos duplistas.

Clezar - Davis

Seja confronto de quartas-de-final ou de zonal, a Copa Davis sempre traz essa emoção diferente dos outros torneios do circuito. Se Gojowczyk tivesse ganhado de Tsonga em um torneio qualquer do circuito, o impacto não teria sido tão grande. Mas dois alemães ganhando de dois franceses, na França, muda a história completamente. Se Clezar tivesse abandonado uma disputa com Emilio Gomez em um Challenger lamentaríamos mas não pensaríamos nas consequências para o Brasil.

O formato pode não ser o ideal, especialmente para os jogadores tops que às vezes acabam tendo que se comprometer durante 4 semanas a mais no circuito para levar o País à vitória, mas a competição é única, especialmente por esta imprevisibilidade.

Diana Gabanyi

Dias interessantes em Miami

Há torneios que correm tranquilamente, sem muitas novidades, surpresas ou muito burburinho. Há outros, no entanto, em que acontece de tudo e o Sony Open está sendo assim. Não é apenas uma característica do local, mas sim das circunstâncias. Estamos apenas na segunda rodada e já tem muita historinha para contar.

O cenário aliás é bem diferente do ano passado, quando Roger Federer e Rafael Nadal não competiram no Crandon Park e deixaram o campeonato com um ambiente meio estranho, onde parecia faltar aquele buzz tão comum em Miami.

Neste Sony Open 2014, todos os tops, com exceção de Azarenka estão jogando e deixando os jornalistas com muita material para escrever.

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Olha só o que já aconteceu:

Murray anunciou a separação de Ivan Lendl  – ainda não mostrou inclinação por outro treinador.  Nomes são especulados no Reino Unido diariamente.

Djokovic que deveria estar com Boris Becker ao seu lado na Flórida, está com Marian Vajda. O alemão teve que ser operado dos dois quadris novamente, às pressas, e não pôde viajar.

Djokovic Sony OpenFederer parece estar no melhor momento dos últimos tempos. Está com o técnico Stefan Edberg em Miami, passou na Disney antes de chegar a Key Biscayne e depois da vitória na estreia até foi ao jogo do Miami Heat – e ainda encontrou o Guga por lá.

A ATP errou ao fazer a chave de duplas e teve que refazer a mesma. Usaram o ranking antigo.

Juan Martin del Potro, ainda sentindo dores no pulso, desistiu de jogar em Miami. Jornalistas argentinos reclamaram da maneira em que o anúncio foi feito. Dias depois especularam uma data para uma nova cirurgia do número 1 do país, nos EUA, enfurecendo o assessor de imprensa do mesmo que escreveu um blog/carta atacando “certa mídia local” e dando nomes aos bois. Interessante ver até onde vai este bate-boca. Acompanho com especial interesse. Fico imaginando como seria o meu trabalho com o Guga se já estivéssemos na era do twitter e do facebook anos atrás. A imprensa argentina quer informações, mas o assessor não quer divulgar possibilidades. Quer divulgar quando tiver informações concretas e estas, por experiência própria, às vezes demoram a ser tomadas.

Flávia Pennetta, campeã em Indian Wells, ganhou um jogo em Miami, mas foi eliminada por Ana Ivanovic na segunda rodada. Vamos ver se ela vai ficar em Miami para acompanhar Fabio Fognini, “ o amigo especial.”

Serena Williams Sony OpenSerena Williams, jogando o torneio do seu quintal – assim mesmo que ela se refere ao Sony Open, – e com uniforme das cores do time em que é uma das proprietárias, o Miami Dolphins, teve jogo complicado na estreia contra Yaroslava Shvedova, nada comum para a número um do mundo.

A irmã de Serena, Venus Williams, ressurge em Miami com energia renovada. Aparentemente ela está conseguindo contornar os efeitos da Síndrome de Sjorgen. Venceu bem na estreia.

Nick Bollettieri está direto no Crandon Park, autografando o seu novo livro, Game Changer. Aos 82 anos, ele entra para o Hall da Fama neste ano.

Tommy Haas, semifinalista do torneio no ano passado, abandonou a disputa na noite de sexta-feira, com a mesma lesão no ombro que o fez desistir do Brasil Open e do Australian Open. Pode ser que a gente não veja o alemão mais em ação em Miami no ano que vem.

Hewitt x NadalLleyton Hewitt venceu o seu jogo número 600 na estreia. Aos 33 anos e inúmeras cirurgias depois, o australiano é sempre uma ameaça, especialmente nos grandes torneios.

O compatriota Bernardo Tomic, no entanto, não teve atuação semelhante. Conseguiu perder o jogo mais rápido da história da ATP (desde que se tem registro) e foi eliminado por 6/0 6/1 por Jarkko Nieminen. Tomic disse ser normal, afinal volta de cirurgia no quadril. Não, não é normal. O normal é voltar a competir quando está em condições. Achei rápida a volta dele. Operou em meados de janeiro na Austrália e em meados de março já estar jogando novamente é um pouco audacioso. Mas, falo sem conhecimento absoluto dos detalhes da cirurgia e da recuperação, apenas com o meu conhecimento de ter acompanhado de perto as intervenções do Guga.

Martina Hingis finalmente teve uma boa atuação nas duplas, desta vez ao lado da tenista que está treinando, a alemã Sabine Lisicki e avançou no Sony Open.

Interessantes vitórias de Donna Vekic, Varvara Lepchenko, Ajla Tomijanovic e Elina Svitolina nas primeiras rodadas.

E a torcida latina cada vez mais presente no torneio, seja para torcer pelos brasileiros nas duplas, pelos colombianos, pela porto-riquenha Monica Puig, pelos argentinos (todos já eliminados), ou simplesmente acompanhando o torneio mais sul-americano do grande circuito.

Diana Gabanyi

Indian Wells continua crescendo, mas para os brasileiros, Miami ainda é preferência nacional

Indian Wells continua crescendo e recebendo elogios do mundo todo, mas para nós brasileiros o Sony Open, em Miami, que começa nesta terça, com jogos da chave principal feminina, ainda segue na frente.

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Miami está a apenas 08h de vôo de São Paulo. O fuso é de 1 hora somente, o espanhol é praticamente a língua oficial do local, brasileiros que vivem no sul da Flórida invadem o Crandon Park e os que moram por aqui também. O segundo principal patrocinador do evento, o Itaú, é um banco brasileiro. Diversas celebridades do esporte nacional costumam aparecer no torneio, especialmente os da Fórmula Indy.

Sem falar que o Crandon Park, em Key Biscayne, fica a pouquíssimos minutos do centro de Miami, facilitando a vida de quem quer ir e vir do complexo e aproveitar para curtir uma praia ou fazer compras, atravessando um dos mais belos cartões postais da região, a Rickenbacker Causeway.

Passei em Miami na semana passada e já dava para sentir o clima do torneio pela cidade. A vontade era de ficar por lá, fazer bom uso da minha credencial, acompanhar e curtir esse ambiente único em um Masters 1000, mas tive que voltar antes.

Para quem estiver por lá ou quem for acompanhar a competição daqui, este ano o torneio promete muito mais emoção, especialmente com as participações de Roger Federer e Rafael Nadal, que não jogaram no ano passado.

Os latinos, apesar de terem perdido suas estrelas da década passada, quando Guga, Nico Lapentti, Luis Horna, Fernando Gonzalez, Nicolas Massu, Guillermo Cañas, Guillermo Coria, David Nalbandian, entre outros, transformavam o Crandon Park em um local ainda mais festivo, poderão torcer pelos duplistas (entre os brasileiros apenas Bruno Soares e Marcelo Melo jogam) e por uma série de jogadores argentinos e colombianos que estão na disputa. Juan Martin del Potro está na chave, mas ainda é dúvida, com lesão no pulso.

2013 Sony Open Tennis, MiamiSerena e Venus Williams chegam sempre com fome de título, depois de não jogarem Indian Wells anualmente, por conta de ofensas e acusações de racismo sofrida há mais de uma década.

Atual campeã e número um do mundo, Serena vive pertinho de Miami, em Palm Beach (pouco mais de 1 hora) e estreia contra a vencedora do jogo entre Francesca Schiavone e Yaroslava Shvedova.

A cabeça 2, Li Na, aguarda a ganhadora do confronto entre Iveta Melzer (ex-Benesova) e Alisa Kleybanova.

Vai ser interessante acompanhar como vai se sair a campeã de Indian Wells, Flavia Pennetta – espera qualifiers – no seu primeiro torneio pós a maior conquista da carreira. Victoria Azarenka que costuma jogar bem em Miami não compete, lesionada, assim como Agnieszka Radwanska.

As atenções também estarão bem voltadas para Maria Sharapova, que ainda não fez uma grande exibição em 2014, com o novo técnico Sven Groeneveld. Sem falar nas novatas americanas e na local Victoria Duval, nascida no Haiti.

Entre os homens, em um momento em que os tops estão jogando praticamente de maneira equilibrada, o Sony Open pode vir a dar continuidade à interessante quinzena que Indian Wells proporcionou aos fãs de tênis, com muitas surpresas pelo caminho.Murray_Sony Open_301O detentor do título, Andy Murray, ainda não conseguiu voltar ao melhor nível, depois de ter sido submetido a cirurgia nas costas, no ano passado. Ele espera o ganhador de Ebden e Kubot, para conhecer o primeiro adversário na sua segunda casa. O escocês passa boa parte do ano em Miami, onde tem apartamento, treinando para o circuito.

Vice em 2013, David Ferrer, apesar de alguns bons resultados nesta temporada, ainda não está no melhor da forma e se recupera de lesão que o tirou de Indian Wells. Pode enfrentar Granollers ou Gabashvilli na primeira rodada.

Campeão no deserto californiano, Djokovic que volta a estar com Boris Becker no Crandon Park, terá pela frente um dos jogadores mais queridos da região, Juan Monaco, ou o francês Jeremy Chardy.

Vice, Roger Federer, depois de curtir a nova boa fase na Disney, aguardará o ganhador de um qualifier e do sempre perigoso Ivo Karlovic.

Para alegria dos americanos, ou melhor, alívio, o top 10 nativo, John Isner, jogará contra o vencedor de Berlocq e Donald Young.

Alexander Dolgopolov, a grande sensação do momento, espera Bernard Tomic, que retorna de cirurgia no quadril e Jarkko Nieminen.

Super badalado, Stanislas Wawrinka, o campeão do Australian Open, pega o ganhador de Gimeno Traver e do convidado Karen Kachanov.

Número um do mundo, Nadal aguarda o vencedor do duelo entre Hewitt e Haase.

A lista de tenistas para ficarmos de olho nestes primeiros dias de Sony Open é extensa e continua com Fabio Fognini, Milos Raonic, Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Tommy Haas, Tomas Berdych, Grigor Dimitrov, entre muitos outros, que vale a pena ficar ligado e assistir nas belas quadras roxas do Crandon Park.

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Nem Serena, nem Nadal. O primeiro Grand Slam do ano é de Na Li e Wawrinka

Há duas semanas só se falava em Serena Williams, Rafael Nadal, Victoria Azarenka, Novak Djokovic, um pouco sobre Maria Sharapova, Roger Federer, Andy Murray e Juan Martin del Potro. No entanto, quem saiu de Melbourne erguendo os trofeus do Australian Open foram Na Li e Stanislas Wawrinka.

Na Li Australian Open championA chinesa vinha chegando perto do título há alguns anos, mas sempre parecia faltar algo para que o sonho de vencer o “Grand Slam da Ásia Pacífico,” fosse realizado.  Wawrinka vinha melhorando mês a mês, desde o incrível jogo com Djokovic, no ano passado, neste mesmo Grand Slam. Mas, até então, de fato imaginar que o trofeu não ficaria nas mãos de um dos top 4 – só Safin e Del Potro conseguiram tal feito desde 2005 – também parecia sonho.

Na Li chegou ao título de maneira consistente, depois de salvar match point contra Safarova, na terceira rodada e com a chave aberta não precisou nem enfrentar tenista entre as top 20 para ganhar o seu segundo Grand Slam. Mas, isso não importa. Ninguém vai lembrar, anos lá na frente, ao olhar o nome de Na Li entre as campeãs na Austrália, de quem ela ganhou para se tornar a detentora do título.

Assim como pouquíssimos lembraram hoje da final abandonada por Justine Henin, diante de Amelie Mauresmo, em 2006, quando começaram a levanter a hipótese de Nadal desistir no meio da final contra Wawrinka, após ser atendido pelo médico, sentindo dor nas costas.Wawrinka Australian Open champion

O número 1 suíço, isso mesmo – confesso que é estranho escrever o número 1 para o Wawrinka, até ele disse na entrevista que apesar de ser o primeiro jogador do seu país, ainda acha que está atrás de Federer, mereceu o título. Ganhou de Djokovic nas quartas-de-final, de Berdych na semi e vinha fazendo um jogo brilhante até Nadal dar sinais de que algo estava bem errado.

Conseguiu administrar a situação de ver um adversário lesionado e apesar de ter perdido o terceiro set, não deixou a cabeça ir muito longe, já pensando no trofeu, no título, na hora de fechar o jogo no quarto.

O tênis esperava comemorar os recordes de Serena Williams e Rafael Nadal neste Grand Slam. Serena se aproximaria cada vez mais de Chris Evert e Martina Navratilova, venceria o 6º Australian Open. Nadal se tornaria o primeiro tenista depois de Rod Laver a vencer todos os Grand Slams pelo menos duas vezes e igualaria a marca de 14 trofeus de Pete Sampras, que estava lá para entregar a taça ao campeão.

Mas, em vez disso o torneio viu dois novos campeões e dos mais populares, triunfarem na Rod Laver Arena. É um interessante início de temporada para a ATP e para a WTA.

Bravo, parabéns Na Li e Wawrinka.

O Australian Open não é mesmo o Grand Slam dos brasileiros

Dizem que a Austrália é o Brasil que deu certo. O clima e a receptividade do povo são mesmo comparáveis ao do nosso País. Mas, nada disso tem efeito quando o assunto é o Australian Open para os brasileiros. A não ser pelo resultado do juvenil Tiago Fernandes, campeão da competição em 2010, nunca avançamos por lá.

Desta vez não foi diferente. Thomaz Bellucci até passou o qualifying mas foi eliminado na segunda rodada. Os duplistas Marcelo Melo e Bruno Soares, cada um com seu parceiro, que no ano passado foram, no mínimo, até a semifinal de Roland Garros, US Open e Wimbledon, em duplas e / ou duplas mistas, mal chegaram até as quartas. Bruno+Soares+Australian+Open+Day+3+1aaodi-xv-2l

André Sá jogou o Grand Slam com Feliciano Lopez, mas deu azar de enfrentar Bruno Soares na estreia.

Marcelo Zorman foi o juvenil que mais avançou na chave – parou nas oitavas-de-final.

Claro, tivemos um marco histórico na competição. O Brasil voltou a ter representente feminina na chave, com Teliana Pereira, depois de 20 anos. Mas, ela também não passou da estreia.

Quando Guga competia também não era diferente. Curiosamente, o Grand Slam australiano é o que ele tem a pior participação. Até em Wimbledon ele chegou às quartas, mas em Melbourne nunca passou da terceira rodada.

Já procurei explicações, falei com os atletas, mas é difícil encontrar um padrão para as respostas. Alguns dizem que a proximidade com as festas de final de ano no Brasil, depois de uma longa temporada atrapalham. O brasileiro já está no calor, no verão, não quer fugir do frio para a Austrália, como fazem, principalmente os europeus e americanos.

A dificuldade de adaptação ao fuso horário é igual para todos, mas aparentemente sofremos mais com isso.

É um mistério e por enquanto, no quesito tênis, o Brasil não funciona muito bem na Austrália.

Diana Gabanyi

Começou a 2ª semana do Australian Open – é um novo torneio

Começou a segunda semana do Australian Open e como em todo Grand Slam, costumamos dizer que tem início um novo torneio.

Dos 128 jogadores em cada chave, masculina e feminina, só restaram 16, disputando as oitavas-de-final, ou como se diz lá fora, Round of 16. Ou seja, de  256 só sobraram 32 tenistas em Melbourne. Muitos já pegaram o avião de volta, alguns comemorando uma boa vitória, outros, como Del Potro, lamentando a derrota precoce.

Novak Djokovic Aus Open

Os jornalistas, principalmente os australianos, que durante praticamente o mês inteiro que atencedeu o Grand Slam fizeram matérias com as “esperanças locais,” já aceitaram a dura realidade de que mais uma vez não terão tenistas nas fases decisivas do torneio. Bernard Tomic inclusive já anunciou que ficará afastado por uns bons três meses do circuito, para se submeter a uma cirurgia no quadril.

Enquanto preprava este post, alguns jogos das oitavas-de-final estavam acontecendo.

Eugenie Bouchard Aus OpenA Austrália viu sua última tenista na chave principal – Casey Dellacqua –  de simples dar adeus, diante da canadense Eugenie Bouchard. Mas, sendo realista, faz muito mais sentido ver a novata Bouchard nas quartas de um Grand Slam, do que Dellacqua.

Fabio Fognini até que fez bonito alcançando um lugar entre os 16 melhores do torneio. Mas, o talento italiano não foi suficiente para dar trabalho a Djokovic.

Flavia Pennetta, mais madura, continua seu sucesso nos Grand Slam. Depois de alcançar a semifinal do Australian Open, derrotou Angelique Kerber e está nas quartas em Melbourne.Pennetta Aus Open

David Ferrer também já está nas quartas (d. Florian Mayer), a sua nona consecutiva em Grand Slam.

Na Li sofreu bem menos do que nas rodadas iniciais e depois de vencer Ekaterina Makarova, por 6/2 6/0, continua fazendo do “Aussie Open,” o seu Grand Slam de maior sucesso.

Tomas Berdych também avançou perante Kevin Anderson, sem dificuldades.

A grande surpresa do dia foi a vitória de Ana Ivanovic diante de Serena Williams, a número um do mundo.

Coisa rara de se ver, Serena foi eliminada nas oitavas-de-final de um Grand Slam.

Ana Ivanovic Aus Open

A diferença, para Ivanovic, foi não entrar derrotada em quadra. Já deu para notar, quando ela venceu Samantha Stosur, na terceira rodada, que ao mencionar o próximo jogo contra Serena, não estava intimidada.  Confessou que a vitória sobre Venus Williams, na final de Auckland, deu a confiança que ela precisava e que desde o início do jogo sentia que estava no que eles chamam de “in the zone,” dentro do jogo e que tinha chances. Ivanovic acreditou e começará a ser chamada de “Aussie Ana,” novamente. Apelido este que foi dado a ela quando alcançou a final em Melbourne, seis anos atrás.

Neste domingo, segunda em Melbourne, tem mais jogos de oitavas-de-final. Federer, Nadal, Murray, Sharapova, Azarenka, todos estarão em ação. E vale a pena notar como parece de fato outro torneio.

Diana Gabanyi