Murray, Nishikori, Bellucci, Kvitova e Nadal

Murray campeão em Shenzen, Nishikori em Kuala Lumpur, Kvitova em Wuhan, Nadal voltando a competir em Beijing e Bellucci vice-campeão de simples e campeão de duplas com André Sá em Orleans. Esta foi a semana do tênis internacional. Murray Shenzen

Andy Murray conquistou o primeiro título de 2014, salvando 5 match points na final contra Tommy Robredo (57 76 61), no novo ATP 250 do calendário, em Shenzen, na China.  A vitória levou Murray ao 10º lugar na Corrida para Londres. Britânico, ele já não jogou o ATP Finals em 2013 e não quer ficar de fora neste ano. Foi o 29º título da carreira de Murray.

Nishikori Kuala Lumpur Kei Nishikori voltou a jogar um torneio depois do vice-campeonato no US Open e saiu com o título de campeão. Ganhou em Kuala Lumpur, vencendo Julien Benneteau por 76 64 na final. O francês tentava o seu 1º título de ATP em dez finais que já disputou. Nishikori conquistou o terceiro título da temporada e continua firme na corrida para Londres, na 6ª posição.

Entre as mulheres, a disputa da primeira edição do WTA Premier de Wuhan foi marcada por muitas surpresas. Eliminações precoces de Serena Williams, Maria Sharapova, Victoria Azarenka, Agnieszka Radwanska, Ana Ivanovic, entre outras, abriram o caminho para a conquista de Petra Kvitova, que derrotou Eugenie Bouchard na final. Originalmente pensado para impulsionar o tênis na região asiática, o WTA ganhou o status de Premier e apareceu no calendário por ser a cidade de Na Li, mas a chinesa anunciou a aposentadoria dias antes do torneio começar e foi apenas homenageada em Wuhan. Nas duplas, trofeu para Martina Hingis e Flavia Pennetta. A parceria da suíça e da italiana continua rendendo.Kvitova Wuhan

Nesta semana, a gira asiática continua com dois ATPs 500 e a volta de Rafael Nadal. Sem jogar desde a eliminação para Nick Kyrgios nas oitavas, em Wimbledon, o espanhol retoma o circuito em Beijing, sem criar expectativas. Quem também joga na China éNovak Djokovic, longe dos holofotes desde a derrota para Nishikori na semifinal do US Open. O outro ATP 500 em Tóquio, tem como principais atrações o herói local, Nishikori e Stan Wawrinka. As mulheres todas competem em Beijing.

Os duplistas brasileiros também voltam a atuar. Bruno Soares e Alexander Peya jogam na China e Marcelo Melo e Ivan Dodig, no Japão.

Bellucci OrleansEnquanto isso, na Europa,Thomaz Bellucciaproveitou o bom momento da Copa Davis e disputou a final de simples e a de duplas do Challenger de Orleans, com premiação de 105 mil Euros. Foi vice-campeão de simples, ganhando de Paul Henri Mathieu na semi e perdendo para Sergiy Stakhovsky por 62 75 na decisão. Nas duplas, com André Sá, ganhou o título em cima de James Cerretani e Andreas Siljestrom por 57 64 10-8. Ambos seguem para Mons, na Bélgica, onde disputam o Challenger também com forte premiação.

Pelos resultados, Bellucci marcou 75 pontos de simples e ele e Sá fizeram 125 nas duplas.

E ainda tinha o João Souza, o Feijão, jogando a final do Challenger de Pereira, na Colômbia.

Diana Gabanyi

Copa Davis terá final dos sonhos entre Suíça e França

O mundo do tênis assistirá entre os dias 21 e 23 de novembro uma final dos sonhos de Copa Davis, entre Suíça e França. Será a primeira vez que esta geração de jogadores suíços disputará a “Saladeira” e para os franceses, será a primeira decisão desde 2010, quando perderam para a Sérvia. FEderer davis

Depois de dois anos vendo os checos conquistarem a Taça Davis, e sem atrair muita empolgação mundial, a Federação Internacional de Tênis celebra uma final cheia de estrelas.

Federer e Wawrinka jogarão a primeira decisão de Davis de suas vidas. A última vez que a Suíça alcançou a final foi em 1992, quando ganhou a semi do Brasil. Depois, Federer tentou algumas vezes, outras não jogou, mas nunca chegou perto de vencer a Davis. Terá agora chance inédita.

Os franceses sediarão o confronto, provavelmente em Lille e com talvez um dos melhores times do mundo, com Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet e Gael Monfils, só para começar.

Para chegar à final, a Suíça derrotou neste fim de semana os italianos por 3×1, com Federer marcando o terceiro ponto diante de Fabio Fognini. Antes disso venceram o Casaquistão e a Sérvia.

Os franceses não deram chances aos checos neste fim de semana em Roland Garros e nas rodadas anteriores ganharam da Alemanha e da Austrália.

Diana Gabanyi

Copa Davis: lembranças dos grandes confrontos em Lérida e Porto Alegre

O Brasil enfrentará a Espanha de sexta a domingo, em busca de uma vaga no Grupo Mundial da Copa Davis, em São Paulo, em um confronto bem diferente das duas últimas vezes em que as nações se desafiaram.

Vi in loco, o Brasil perder da Espanha, em Porto Alegre, em 1998 e vencer os donos da casa, em Lérida, em 1999.

103507A pequena cidade de Lérida recebeu o confronto de primeira rodada, em um Clube local, pequeno, mas com muito ambiente de tênis. Guga, Meligeni, Oncins e Marcio Carlsson integravam o time brasileiro do capitão Ricardo Acioly. A Espanha, jogando em casa, foi com força máxima, Moya, Corretja, Costa e Mantilla.

O confronto tinha os dois últimos campeões de Roland Garros – Guga em 1997 e Moyá em 1998, além do vice de 98, Corretja. Muitas estrelas do esporte reunidas em uma pequena cidade.

Moyá era o número dois do mundo – havia se tornado o 1º semanas antes; Corretja, o 6º; Guga ainda era o 18º na ATP e Meligeni, o 59º. Ou seja, o favoritismo era total da Espanha.

Mas, Guga estava em momento inspirado. Viria a ganhar os Masters 1000 de Monte Carlo e Roma depois. Não deu chances aos adversários. Venceu Corretja no 1º dia por 6/3 6/4 7/5 (Meligeni havia perdido para o Moyá 6/2 6/7 6/0 6/4), ganhou nas duplas com Oncins por de Corretja e Costa, em um jogo que lembro ter demorado horas, por 6/2 5/7 4/6 6/4 6/3 e no 1º jogo de domingo, arrasou o amigo Moyá por 6/2 6/4 6/1 e garantiu a vitória do Brasil, for a de casa, diante de uma das nações mais poderosas do tênis.

 

O confronto no ano anterior também era válido pela primeira rodada do Grupo Mundial. O capitão ainda era o Paulo Cleto e o Brasil vivia a euforia da primeira vitória do Guga em Roland Garros. O Parque Moinho dos Ventos estava lotado para ver o novo ídolo brasileiro em ação. Moya e Corretja ainda não haviam disputado a final de Roland Garros, mas ambos estavam entre os top 20. Moyá era o 17º e Corretja o 7º. Guga na época era o 10º na ATP e Meligeni o 67º.

Fazia muito calor na capital gaúcha e o público insultava os espanhóis. Mas nada disso adiantou. Guga começou vencendo Moyá por 5/7 1/6 6/4 6/4 6/4 e Meligeni perdeu um jogo duríssimo contra Corretja por 4/6 6/4 3/6 6/4 6/4. Nas duplas, com o público pegando no pé de Javier Sanchez e Corretja, Guga e Oncins ganharam por 6/1 7/5 3/6 6/2. Mas, no último dia, Corretja empatou o confronto, derrotando Guga por 6/3 7/5 4/6 6/4 e Moyá acabou ganhando Meligeni por 7/6 6/2 6/2.

O duelo deste fim de semana em São Paulo talvez tenha o drama de um confronto de Davis, mas faltam personagens que na época fizeram o evento se tornar gigante. Jornais davam páginas e páginas de sua cobertura para a Copa Davis, mandavam correspondentes para os confrontos e a semana era uma loucura com tanto jogador top envolvido.

A  Espanha tem de estrela apenas o seu capitão, Moyá. Nadal, Ferrer, Robredo, Verdasco e Feliciano Lopez não vieram ao Brasil e nós, há tempos, não temos um jogador top. Dependemos das duplas para ganhar torneios, mas só com Bruno Soares e Marcelo Melo não dá para movimentar uma nação.

A oportunidade para o Brasil do líder Thomaz Bellucci e do segundo jogador de simples, Rogerinho Dutra Silva é boa contra uma Espanha desfalcada que joga com Roberto Bautista Agut, Pablo Andujar, David Marrero e Marc Lopez. É saber aproveitar e lembrar com saudosismo dos últimos confrontos que foram históricos.

Diana Gabanyi

No dia do aniversário, Guga lança autobiografia em SP

Guga lança autobiografia

Gustavo Kuerten comemorou o 38º aniversário de maneira especial, lançando o seu livro Guga, Um Brasileiro (Editora Sextante), ao lado da família e amigos do tênis, na Livraria Cultura na Avenida Paulista.

Com prefácio da mãe, Alice Kuerten, o livro de 383 páginas divididas em 40 capítulos conta a trajetória de Guga desde a infância até os dias de hoje, passando claro pelos principais momentos da carreira, as três conquistas de Roland Garros e a Masters Cup em Lisboa.

Durante entrevista coletiva, nesta quarta, Guga explicou o porquê do nome do livro “Eu sou um brasileiro como todos esses que nascem todos os dias aqui no nosso país. Alcançar o que alcancei não dependeu só de mim, mas de muita gente e de um monte de coisas. Sei que é bem mais difícil para nós, brasileiros, do que para alguém de fora. Mas é possível.” Guga espera que o livro sirva de inspiração para muita gente.

Um brasileiro que conquistou o mundo, se tornou o melhor do planeta, entrou para o Hall da Fama do tênis, virou o queridinho dos parisienses, posto que até hoje nem mesmo o nove vezes campeão, Rafael Nadal, conseguiu tirar.

Guga fala da parceira com Larri, o segundo pai, dos momentos difíceis na carreira, da família, lembra as amizades especiais com Carlos Moyá e Nicolas Lapentti e entre muitas outras coisas, fala também do nosso trabalho, na época uma inovação no circuito ter uma assessora de imprensa viajando com um jogador.

Momento especial para o tênis brasileiro ter tudo o que o Guga conquistou agora registrado em um livro, com tiragem inicial de 100 mil exemplares.

O livro será vendido a R$ 39,00 e na versão e-book a R$ 24,00

Diana Gabanyi

Tênis sonha com final da Davis entre França e Suíça

Enquanto Brasil e Espanha se enfrentam em São Paulo pela permanência da vaga no Grupo Mundial, entre as principais nações do esporte, dois duelos tem a torcida de toda a comunidade tenística por uma final dos sonhos. A França enfrenta a República Checa em Roland Garros e a Suíça pega a Itália, em Genebra.Federer Davis Cup

Uma final de Copa Davis entre França e Suíça atrairia a atenção do público mundial e não somente dos dois países, com o atrativo ainda de possivelmente ver Roger Federer ganhar um dos raríssimos trofeus que faltam para a sua coleção: a Taça Davis.

Federer se comprometeu a jogar e ao lado de Wawrinka enfrentam a Itália que joga com Fognini de líder e Seppi, Lorenzi e Bollelli completando o time, em um estádio com capacidade para 18 mil pessoas.

A França, com toda a sua força, joga na sua “maison principal,” Roland Garros, com Tsonga, Monfils, Gasquet e Benneteau. A missão é contra o time vencedor dos últimos 2 anos, a República Checa de Berdych, Stepanek, Rosol e Vesely.

Tsonga davis cupOs donos da casa, França e Suíça, precisam vencer para se enfrentarem na final dos sonhos da Copa Davis, entre os dias 21 e 23 de novembro.

Diana Gabanyi

 

Copa Davis – Grupo Mundial: Tênis sonha com final entre Suíça e França

Enquanto Brasil e Espanha se enfrentam em São Paulo pela permanência da vaga no Grupo Mundial, entre as principais nações do esporte, dois duelos tem a torcida de toda a comunidade tenística por uma final dos sonhos. A França enfrenta a República Checa em Roland Garros e a Suíça pega a Itália, em Genebra. Federer Davis cup

Uma final de Copa Davis entre França e Suíça atrairia a atenção do público mundial e não somente dos dois países, com o atrativo ainda de possivelmente ver Roger Federer ganhar um dos raríssimos trofeus que faltam para a sua coleção: a Taça Davis. As duas últimas finais de Davis, em 2012

Federer se comprometeu a jogar e ao lado de Wawrinka enfrentam a Itália que joga com Fognini de líder e Seppi, Lorenzi e Bollelli completando o time, em um estádio com capacidade para 18 mil pessoas.

A França, com toda a sua força, joga na sua “maison principal,” Roland Garros, com Tsonga, Monfils, Gasquet e Benneteau. A missão é contra o time vencedor dos últimos 2 anos, a República Checa de Berdych, Stepanek, Rosol e Vesely.

Os donos da casa, França e Suíça, precisam vencer para se enfrentarem na final dos sonhos da Copa Davis, entre os dias 21 e 23 de novembro.

Foto da capa: Cynthia Lum

 

Será que esse é o futuro do nosso esporte? Bom ou Ruim?

US Open termina com desordem no tênis mundial

Um dia iria acontecer. Federer, Djokovic e Nadal não vão durar para sempre. Mas, ninguém esperava que fosse acontecer repentinamente. Com Marin Cilic campeão do US Open, tendo vencido o japonês Kei Nishikori na final e Serena Williams ganhando o 6º US Open de Caroline Wozniacki na decisão, o tênis mundial enfrenta agora um período de desordem.Marin Cilic US OPen

O CEO da ATP Chris Kermode disse em Nova York nos últimos dias que desde a época de Connors, Borg e McEnroe se dizia que quando eles parassem o tênis chegaria ao fim. “Mas sempre aparece alguém novo.” Mas será que Cilic, Nishikori e os “young guns,” como a ATP vem promovendo Milos Raonic e Grigor Dimitrov (Wawrinka não faz parte da lista – já não é tão novinho assim), por exemplo, conseguirão superar ao longo do tempo, claro que não de um dia para o outro, todo o legado que Federer, Djokovic e Nadal já construíram?

Por um lado é preocupante, mas por outro, empolgante. Lembra quando Federer e Nadal se enfrentavam em praticament todas as finais de torneios e muita gente dizia que o tênis estava chato?Nishikori US Open

Dá para incluir Murray junto ao suíço, sérvio e espanhol, mas ele ainda está um pouco distante de ser um fenômeno. Comparado aos outros três, só tem 2 títulos de Grand Slam e não chegou ao posto de número um do mundo ainda.

Djokovic,  Nadal e Federer, nesta ordem, ainda lideram o ranking da ATP, nas posições de 1, 2 e 3. Mas, o top 10 agora tem o quarteto Raonic, Nishikori, Cilic e Dimitrov, respectivamente 7, 8, 9 e 10 do mundo.

Não quer dizer que Djoko, Nadal e Federer estão acabados. Pelo contrário. Ganharam muitos torneios este ano, venceram ou fizeram finais de Grand Slam e querem mais. Mas, pode ser o começo de uma nova ordem no tênis mundial.

Serena Williams US OpenEntre as mulheres vimos Serena Williams ganhar o 18º trofeu de Grand Slam da carreira. Mas, do outro lado da rede, na final, nada de Sharapova, Halep, Azarenka, Radwanksa, ou Kvitova. Caroline Wozniacki, a dinamarquesa aos poucos vai retomando o lugar que uma vez já foi seu e está de volta ao top 10.  A semifinal teve Ekaterina Makorava e Shuai Peng.

Será que entre as mulheres também, agora é possível acreditar que dá para vencer as tops? Claro, tirando Serena Williams quando está jogando o seu melhor.

Fotos de Cynthia Lum

Diana Gabanyi

Cilic, o novo campeão do US Open; um novo campeão do Grand Slam; um novo herói da Croácia

O US Open tem um novo campeão; o Grand Slam tem um novo vencedor; a Croácia, um novo herói: Marin Cilic. Arrasador na final desta segunda-feira, derrotou Kei Nishikori por triplo 6/3 para erguer o primeiro trofeu de Grand Slam da carreira e comemorar, com muita vibração, no melhor estilo do seu técnico Goran Ivanisevic.Marin Cilic US Open

O campeão de Wimbledon 2001 revelou em entrevistas em Nova York, que foi durante uma conversa com Cilic, no Masters 1000 de Roma, o momento em que tudo mudou. “Falei para ele que se continuasse a jogar da maneira que estava jogando e não fizesse o que eu estava sugerindo, de ser agressivo, ele ficaria entre os 15, 20 do mundo para sempre e que não precisava de mim como técnico. Ele tinha que ser agressivo sempre e não voltar a jogar como estava acostumado, quando as coisas começavam a dar errado. Foi lá que tudo começou a mudar e em Roland Garros ele já jogou muito bem.”

Os benefícios que Ivanisevic trouxe ao jogo do campeão do US Open eu escrevi aqui há uns dias, mas Cilic falou de outro na cerimônia de premiação. “Ele me deu a alegria de jogar tênis, deixou tudo mais divertido e joguei o melhor tênis da minha vida.”  Claro, que trabalhando muito duro. Goran contou que precisou fazer o jogo do menino que viu crescer, evoluir.

Cilic parecia Ivanisevic em quadra. O próprio Goran falou isso. Muito firme no saque e abusando dos winners. Foi assim contra Roger Federer e foi assim também contra Tomas Berdych. Cilic não foi campeão por acaso. Ganhou no jogo superior a todos que enfrentou.

E para animar os companheiros de circuito, adversários em quadra, que muitas vezes entram derrotados ao se depararem com Djokovic, Nadal e Federer, Cilic avisou “Espero que isso dê esperança aos outros jogadores.”

Esperança e confiança foi com certeza um fator que Goran Ivanisevic acrescentou em Cilic. O treinador foi eleito algumas vezes a maior personalidade da Croácia. Será que Cilic seguirá o mesmo caminho?

Diana Gabanyi

Campeão do US Open, Bruno Soares continua escrevendo seu nome na história do esporte nacional

Ganhar Grand Slam é para poucos, ser campeão duas vezes ainda mais. Nesta sexta-feira, Bruno Soares ergueu o segundo trofeu de Grand Slam da carreira, nas duplas mistas, ao derrotar Santiago Gonzalez e Abigail Spears, na final do US Open, por 61 26 11-9, repetindo a conquista de 2012, ao lado de Ekaterina Makarova.

Bruno Soares e Sania Mirza

Se olharmos para o histórico do Brasil nos Grand Slams, apenas quatro nomes até hoje, no profissional, aparecem como campeões: Bruno, Thomaz Koch, Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten. Ninguém mais, entre tantos profissionais que o Brasil já teve, conseguiu levanter este tão cobiçado trofeu.  Por isso a conquista de Bruno se torna ainda mais especial.

São apenas quatro Grand Slams no ano e quase sempre, como aconteceu nste US Open, ele tem que jogar com uma parceira diferente. Se nas duplas ele compete regularmente com Alexander Peya, nas duplas mistas é diferente. “A gente tem que se adaptar na hora, entender quais são os pontos fortes da parceira e mostrar para ela quais são os meus também, onde costumo sacar, como gosto de jogar. Eu conhecia a Sania fora da quadra, mas nunca tinha jogado com ela,” comentou o bicampeão do US Open.

Bruno Soares campeao US Open

Há dois anos, Bruno dizia se sentir até “assustado”ao ver o seu nome ao lado de Guga, Koch e Maria Esther Bueno. Agora ganhar Grand Slam não é mais novidade, mas continua sendo especial. É o auge do tenista, o US Open é o maior campeonato de tênis do mundo, a final foi disputada inclusive na maior estádio de tênis do planeta, o Arthur Ashe Stadium, a cerimônia, mesmo que rápida, teve toda a pompa e circunstância de uma conquista de Grand Slam e pelo terceiro ano seguido em Nova York, Bruno fez parte. Pela segunda vez, saiu com o trofeu, e não com a bandeja de vice-campeão, como fora no ano passado, ao lado de Peya.

Demorou 11 anos entre a última conquista do Guga em Roland Garros e o primeiro título de Grand Slam de Soares, em 2012. Agora se passaram dois anos até que ele erguesse outro trofeu da categoria.

Por isso, vamos comemorar o momento histórico do mineiro Bruno Soares, dando títulos para o Brasil.

Confira a lista de todos os títulos de Grand Slam vencidos por brasileiros

Maria Esther Bueno

1958 – Wimbledon, duplas

1959 – Wimbledon, simples; US Open, simples

1960 – Wimbledon, simples e duplas; Australian Open, duplas; US Open, duplas; Roland Garros, duplas e duplas mistas

1962 – US Open, duplas

1963 – Wimbledon, duplas; US Open, simples

1964 – Wimbledon, simples;  US Open, simples

1965 – Wimbledon, duplas

1966 – Wimbledon, duplas; US Open, simples e duplas

1968 – US Open, duplas

Thomaz Koch

1975 – Roland Garros, duplas mistas

Gustavo Kuerten

1997 – Roland Garros, simples

2000 – Roland Garros, simples

2001 – Roland Garros, simples

Bruno Soares

2012 – US Open, duplas mistas

2014 – US Open, duplas mistas

Fotos de Cynthia Lum

Diana Gabanyi

Paraíso dos tenistas

O lugar é pequeno e quase apertado, a localização, entre as luxuosoas Avenidas Park e Madison, é mais apropriada para escritórios de grandes empresas do que uma loja de tênis.  Mas, é lá que fica a Masons Tennis, um lugar que cada vez que entro me sinto num paraíso para os tenistas amadores.

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Tudo o que é possível imaginar que um tenista queira está lá, desde as coisas mais básicas até roupas de alta costura para jogar tênis num desses country clubs que costumamos ver em filmes americanos.

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Raquetes, tênis, meias, roupas de todas as marcas – inclusive vi hoje vendendo a Lotto do Ferrer que raramente encontro, a linha completa da Nike do US Open, de todos os modelos, o de oncinha da Serena inclusive; a roupa da Jankovic, da Fila; todos os modelos adidas em linha infantil; Ralph Lauren para jogo; a linha completa do US Open, igualzinha a que vendem em Flushing Meadows, com os mesmos preços; bolinha de tênis para jogar e para decoração, com design de leopardo; munhequeiras, grips e bandanas com os mais variados desenhos; filmes de tênis, de jogos épicos; e até macarrão em formato de raquete se vende na Masons Tennis.

Os preços são acessíveis e a loja vive cheia de brasileiros. Além de ter muita variedade e todos os tênis que como diz o proprietário Mark Mason os brasileiros amam, tem vendedores que falam português.

Visita quase obrigatória para o fã de tênis.

Diana Gabanyi