Luz e Matos são campeões no ATP de Santiago

Orlando Luz e Rafael Matos seguem brilhando na temporada. Neste sábado eles faturaram o título do ATP 250 de Santiago, no Chile, evento sobre o saibro, com premiação total de US$ 700 mil.

Luz e Matos (Chile Open)


Luz e Matos derrotaram a dupla do uruguaio Ariel Behar e do australiano Mathew Romios por 6/4 6/3. Esta é a segunda conquista deles na temporada. Os dois foram campeões no primeiro torneio da gira no saibro em Buenos Aires, na Argentina, e a terceira deles juntos – haviam sido campeões em 2024 em Bastad, na Suécia.

Agora Matos soma 13 títulos e Orlando três: “Muito feliz com mais um título na América do Sul. Estamos muito orgulhosos do trabalho. E hoje foi um jogo bem duro, acredito que muito mais por nervos, claro querendo sempre o troféu, final é final, jogamos para ganhar. Dos três torneios, dois título na gira do saibro,” disse Orlando Luz.

Naná conquista maior título no juvenil

A tenista Nauhany Silva, do Time Rede Tênis, conquistou neste sábado (28) o maior título de sua carreira no circuito juvenil ao sagrar-se campeã do ITF J300 de Santa Cruz, disputado no saibro boliviano.

Na decisão, Naná, de apenas 15 anos e atual 36ª do ranking mundial juvenil, superou a principal cabeça de chave do torneio, a argentina Sol Larraya, de 18 anos e número 20 do mundo, por 5/7 7/6(3) 6/0, em uma final de alto nível e marcada por grande intensidade.

Naná, entre Danilo e Leo Azevedo

“Foi uma semana muito boa. Acho que consegui ser consistente ao longo dos jogos. A final foi muito dura, mas consegui competir bem e fazer as coisas melhores nos momentos importantes. Acho que isso foi fundamental para a vitória. É muito especial jogar aqui, porque já tinha conquistado um título em Santa Cruz antes. Fiquei muito feliz por voltar e ganhar meu primeiro J300, e ainda mais por conquistar também o título de duplas”, comemorou Naná.

Com o resultado, a brasileira soma agora cinco títulos no circuito mundial juvenil, sendo este o de maior pontuação da carreira. Ela já havia vencido um J200 também em Santa Cruz e foi finalista do Campeonato Sul-Americano no ano passado, na Colômbia.

Além do troféu de simples, Naná também foi campeã nas duplas. Ao lado da própria Sol Larraya, conquistou o título na sexta-feira (26), após vitória sobre a gaúcha Pietra Rivoli (integrante do Time Rede Tênis) e a argentina Sofia Meabe por 6/4 6/1.

Os próximos compromissos da jovem brasileira serão a Brasil Juniors Cup (J300), em Porto Alegre (RS), de 9 a 15 de março, e o tradicional Banana Bowl (J500), de 16 a 22 de março, em Gaspar (SC).

Melo e Zverev são campeões em Acapulco

Marcelo Melo e Alexander Zverev comemoraram na noite deste sábado (28) o título do ATP 500 de Acapulco, no México, a primeira conquista do mineiro e do alemão juntos. Repetindo as atuações ao longo da semana, jogando muito bem e com confiança, Melo e Zverev derrotaram o austríaco Alexander Erler e o norte-americano Robert Galloway por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, em 1h09min, na quadra central do torneio.

Zverev e Melo campeões em Acapulco (Abierto Telcel)

Com o resultado, Melo chega ao 42º título na carreira em 80 finais – 14º de ATP 500 – , tricampeão em Acapulco (venceu também em 2015 com o croata Ivan Dodig e em 2020 com o polonês Lukasz Kubot). E iguala o número de conquistas do croata Mate Pavic, como duplistas em atividade mais vitoriosos do circuito. Zverev é duas vezes campeão no México – ganhou também em 2019, ao lado do irmão Mischa, somando agora três títulos em duplas.

Bicampeão no Rio Open, no dia 22 deste mês, Melo trocou o saibro pela quadra dura para conquistar seu segundo ATP 500 em menos de uma semana, somando oito vitórias seguidas. Com o título em Acapulco, voltará ao top 50 do ranking, devendo aparecer na 46ª colocação na próxima atualização. A parceria Melo e Zverev tem, agora, um título e um vice-campeonato – no Masters 1000 de Monte Carlo em 2024.

“É sempre um prazer estar em Acapulco. Um lugar especial para mim, para o Sascha. Muito obrigado ao público, a todos que vieram aqui acompanhar a final, o torneio. Ganhei no Rio, venci aqui, muito feliz”, afirmou Melo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Alto Giro, com apoio de Volvo, Head e Asics.

Domínio e confiança – Melo e Zverev dominaram o primeiro set. Com duas quebras, no terceiro e no nono games, o mineiro e o alemão saíram na frente no jogo, marcando 6/3. Um domínio que seguiu no início do segundo set, quebrando no quarto game e abrindo em seguida 4/1. A partir daí, os adversários iniciaram uma pequena reação, devolvendo o break no sétimo game e deixando tudo igual depois, 4/4. Mas, o mineiro e o alemão não perderam a confiança. Salvaram dois break points no nono game, para, na sequência, quebrar mais uma vez e fechar em 6/4, comemorando o título.

Melo disputou o torneio em Acapulco pela 10ª vez. Esta é a 20ª temporada do mineiro no circuito, com 672 vitórias na carreira, em um total de 1.130 jogos. Está na 59ª colocação no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com 1.530 pontos. Zverev é número 4 em simples. 

Orlando Luz e Rafael Matos disputam a final do ATP 250 de Santiago

Orlando Luz e Rafael Matos estão na final de duplas do ATP 250 de Santiago, no Chile, torneio que é disputado no saibro.

Depois de três vitórias em sets diretos, os dois jogam neste sábado a decisão do torneio chileno diante da dupla formada pelo uruguaio Ariel Behar e o australiano Christopher Romios.

Na temporada, a dupla brasileira busca o segundo título, depois da conquista do ATP 250 de Buenos Aires, também no saibro.

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João Fonseca e Marcelo Melo vencem jogo emocionante são campeões de duplas do Rio Open

Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio Open apresentado pela Claro teve o título das duplas conquistado por tenistas brasileiros no Jockey Club Brasileiro, com o primeiro ATP vencido em casa na carreira de João Fonseca e o segundo consecutivo de Marcelo Melo, tenista que mais vezes chegou à final do maior torneio de tênis da América do Sul. Os campeões receberam o troféu das mãos do ex-número 1 do mundo Andre Agassi.

O carioca João Fonseca fatura o primeiro título de duplas da carreira e o terceiro no geral. Ele já havia vencido em simples os torneios ATP 500 da Basileia e ATP 250 de Buenos Aires, e mantém o aproveitamento de 100% em finais, tendo vencido as três disputadas.

Marcelo Melo repetiu o feito do ano passado, quando foi campeão ao lado de Rafael Matos, e chega ao título de número 41 na carreira. Ele dedicou a conquista ao pai Paulo Ernane, que morreu no ano passado, um dia depois do título do mineiro em solo carioca.

“Eu vou dedicar esse título ao meu pai, que no ano passado infelizmente veio a falecer um dia depois do meu título aqui. Então, pai, esse título é seu. Não tirando minha mãe que está aqui, o título também é seu”, disse emocionado.

Antes da premiação, o ex-número 1 do mundo deu todos os méritos da conquista a Fonseca e chamou a atenção para a frieza do parceiro nos dois pontos finais que decidiram o título.

“Esse cara aqui é especial, é muito especial! Muita gente pega no pé dele, é injustiça. Esse cara é brincadeira, vocês podem ver o que ele fez agora, mérito total dele, hoje eu só acompanhei. Durante todo o torneio, outros jogos também. 8/8 no super e o cara me dá winner, depois da um ace, mostra o tanto que a mentalidade dele é de campeão. Vitória dele!”, disse Melo.

Fonseca também se emocionou durante a cerimônia de premiação e dedicou o título ao fisioterapeuta Egídio, que perdeu a mãe há poucos dias. O carioca também mostrou confiança de que também ganhará o título de simples no torneio com o qual tem uma longa relação.

“Queria agradecer à Marcia e ao Lui, que desde 2023 me deram a oportunidade de jogar aqui um torneio muito especial para mim, que eu tenho uma história muito legal. Ainda vou ganhar esse torneio de simples, eu acredito, mas enquanto isso a gente ganhou a dupla e está ótimo”, disse Fonseca.

“Não posso deixar de agradecer ao Egidio (fisioterapeuta) que perdeu a mãe anteontem, agradecer a ele pelo profissionalismo e tenha certeza que a sua mãe está descansando”, completou muito emocionado o jovem tenista carioca.

Adversário derrotado pelos brasileiros na final, o holandês Robin Haase se rendeu a João Fonseca nos elogios ao jogo do carioca e também agradeceu pela presença do público para a final de duplas.

“Antes do tie-break, eu achava que a gente precisava da devolução do Andre Agassi. Depois, eu pensei talvez nós precisássemos da devolução do Fonseca. Se você seguir assim, com certeza vai vencer em simples também”, disse Haase.

“Estou no circuito por 20 anos e eu sempre sonhei em jogar com um público deste no meu país, então muito obrigado”, concluiu.

Fonseca festeja semana especial e Melo ressalta patamar do título no Rio Open

Campeões de duplas do Rio Open, João Fonseca e Marcelo Melo destacaram em entrevista coletiva o significado do título vencido em casa, na Quadra Central Guga Kuerten, e a influência que o resultado pode ter na sequência da temporada.

“Com certeza traz mais confiança. Eu não vou dizer que tira a pressão, a pressão vai vir momentaneamente quando entrar na quadra e tem que saber lidar com ela. Mas eu diria que me traz mais convicção, mais confiança. Com certeza é uma semana especial para mim, que eu vou levar pra minha vida como aprendizado, por ter sido tão especial”, disse Fonseca.

Campeão de Roland Garros em 2015 e Wimbledon em 2017, além de nove títulos de Masters 1000, Marcelo Melo apontou o segundo título conquistado no maior torneio de tênis da América do Sul entre os mais especiais da carreira.

“Eu acho que se tornou mais especial por estar jogando com o João, no momento que ele vem, na casa dele, é uma energia diferente, então esse título realmente pra mim é muito importante”, disse Melo.

“Para validar mais para mim mesmo o nível que eu ainda posso jogar, das coisas que eu venho investindo, para continuar no caminho ainda, que eu acho que ainda posso prosperar, mas eu coloco esse título,  vou botar esse título logo atrás dos meus Grand Slam”, completou.

Fonseca destacou o aprendizado que teve com na semana com a experiência do parceiro nas duplas, enquanto Melo também ressaltou a qualidade mostrada pelo carioca nas situações em que foi preciso lidar com pressão.

“Sensacional compartilhar a quadra com ele. A gente tem uma relação fora quadra que é muito especial, a gente consegue, apesar de uma grande diferença de idade, a gente tem raciocínios parecidos e as conversas são super maduras e sempre legais, beneficiam os dois, então eu acho que eu aprendi bastante nessa dupla, a mentalidade que ele tem de enfrentar os momentos difíceis”, disse Fonseca.

“Ele tem 19 anos, e o que jogou hoje e jogou durante o torneio, do 8 a 8, jogando em casa, queira ou não queira, simples ou dupla, você tem que ter um algo diferenciado para fazer o que ele fez hoje. O Melo estava lá também, mas realmente quem foi decisivo hoje foi o João e eu acho que ele merece ser decisivo igual foi hoje, em uma quadra lotada, em casa. Eu sei que para ele é importante, para mim é extremamente importante também”, completou Melo.

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Andre Agassi se encanta pelo Rio Open e faz elogios a João Fonseca na volta ao Brasil

Um dos maiores tenista da história, o ex-número 1 do mundo Andre Agassi chegou nesta sexta-feira ao Rio Open apresentado pela Claro, no qual será o responsável pela entrega do troféu ao campeão da 12ª edição do maior torneio da América do Sul, no Jockey Club Brasileiro, e falou sobre suas primeiras impressões, das lembranças do Brasil e do fenômeno carioca João Fonseca.

Logo que chegou ao Rio Open, o dono de oito títulos de Grand Slam se encontrou com os brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo. Agassi esteve com o jovem carioca recentemente na Laver Cup e teceu elogios a ele.

“É ótimo estar de volta e ter uma desculpa para voltar ao Brasil. São muitas lembranças aqui. Eu só tive uma breve chance de caminhar pelo clube, que parece extraordinariamente bonito, tanto do ponto de vista das instalações, quanto da paisagem. É muito intimista”, afirmou.

De volta ao país onde conquistou o primeiro título ATP de sua carreira, o torneio de Itaparica em 1987, Agassi também falou sobre o desenvolvimento do tênis do período em que jogava para os dias atuais, a relação com o Brasil, os fãs sul-americanos e opinou sobre uma possível mudança de piso nos torneios da América do Sul.

“Eu tenho um lugar especial no meu coração por estar aqui por muitas razões. De todos os fãs de esportes e tênis aqui na América do Sul, e eu gosto de ver a equidade sendo compartilhada. Acho que a mudança de superfície poderia ter impacto nas decisões de alguns jogadores de virem para cá, porque esta é uma transição muito difícil para ir daqui direto para as quadras duras americanas, isso afeta os jogadores”, explicou.

João Fonseca também foi assunto para Agassi, que se encontrou com ele logo na chegada ao Jockey Club Brasileiro e ressaltou sua admiração pelo jovem talento brasileiro.

“Eu encontrei João rapidamente nas quadras de treino, passei uma semana com ele na Laver Cup e foi muito bom vê-lo novamente. Ele é obviamente uma sensação e tanto, mas também um ser humano ainda melhor, muito além da sua idade, mentalmente, emocionalmente, muito consciente do seu ambiente, dos processos. Eu sempre gosto de ver alguém que eu respeito tanto dentro e fora da quadra”, completou.

Agassi também comentou a alta expectativa em torno de Fonseca pela forma como o brasileiro conseguiu tão cedo se colocar no circuito e mostrar um alto nível de tênis, e as reações que acontecem em alguns momentos em que as coisas não saem como o esperado.

“As pessoas acham que ele deveria ganhar todas as partidas. É um grande elogio. Eu também o encorajaria a não viver de acordo com as expectativas de outras pessoas, não é sua responsabilidade. Ele sempre buscando melhorar é sua responsabilidade. Espero que ele tenha conforto nessa separação das expectativas de outras pessoas versus o que ele escolhe fazer e se concentrar por si mesmo”, disse o ex-número 1 do mundo.

“Ele tem o luxo de ser jovem, mas ele tem o fardo de ter tanta expectativa. E eu o conheço bem o suficiente para entender suas sensibilidades. Ele está emocionalmente além de sua idade, é muito inteligente intelectualmente e emocionalmente estável”, completou.

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João Fonseca e Marcelo Melo eliminam cabeças de chave e vão às semifinais de duplas no Rio Open. Guto Miguel e Heide eliminam favoritos

O Rio Open apresentado pela Claro teve nesta quarta-feira a classificação dos brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo para as semifinais da chave de duplas, com uma grande vitória diante dos cabeças de chave 2 do torneio, os argentinos Maximo Gonzalez e Andrés Molteni, campeões do maior torneio de tênis da América do Sul em 2023.

Fonseca e Melo foram os primeiros garantidos nas semifinais após a vitória por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/0, em 1h09.

Os brasileiros não cederam nenhuma chance de quebra em todo o jogo, conseguiram uma quebra decisiva no final do primeiro set e foram dominantes na segunda parcial.

“Foi um belíssimo jogo. Depois de uma primeira rodada muito boa, conseguimos fazer umas quartas de final melhor ainda. Espero que  até o final da semana e a gente consiga ir atrás desse caneco”, disse Fonseca.

Em busca do segundo título consecutivo do torneio, desta vez ao lado do fenômeno carioca Fonseca, Marcelo Melo se garantiu nas semifinais do Rio Open pela sexta vez e agora vai em busca da quarta final.

Ex-número 1 do mundo, dono de 40 títulos e um total de 78 finais disputadas na carreira, Marcelo Melo chegou à vitória de número 666 ao vencer ao lado de Fonseca nesta quarta-feira.

“Tênis é a nossa profissão, mas eu acho que a gente tem que se divertir dentro de quadra. Todo mundo me pergunta ‘você vai parar quando?’. Enquanto eu estiver me divertindo, jogando no alto nível, eu vou continuar. Eu acho que a gente está fazendo isso bem”, disse Melo.

Guto vence pela primeira vez nas duplas do Rio Open com Heide

Possíveis adversários de Fonseca e Melo nas semifinais são os também brasileiros Luis ‘Guto’ Miguel e Gustavo Heide, que entraram como lucky loser nas duplas e venceram nesta quarta-feira uma das duplas favoritas na estreia, o americano Evan King e o australiano John Peers.

Os brasileiros aplicaram um 6/0 no primeiro set e depois levaram a melhor em uma segunda parcial muito equilibrada, salvando três set points antes de fechar o jogo com 6/0 e 7/6(8), em 1h25.

Guto falou na coletiva que teve dificuldade para dormir depois da derrota na primeira rodada de simples, mas conseguiu um bom entrosamento com Heide para vencer nas duplas.

“Ontem eu não consegui dormir direito, eu dormir era 4h da manhã de tanto que eu estava pensando no jogo ainda, mas no jogo de dupla hoje eu acho que a gente entrou bem ligado, bem ativado e com um plano de jogo muito certo, o Gustavo estava com uma energia muito muito boa hoje, me puxando nos momentos em que eu estava para baixo. Muito contente com a vitória e vamos com tudo para a próxima”, disse Guto.

“A gente fez um plano de jogo, mas o ‘pneu’ não tava muito no plano. Mas a gente jogou super bem hoje, está muito entrosado. É engraçado, é a primeira vez que a gente está jogando junto. Muito feliz com o resultado, agora seguir junto das próximas rodadas”, completou Heide.

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João Fonseca faz grande jogo e vence duelo brasileiro com Thiago Monteiro no Rio Open. Berrettini também supera estreia

O fenômeno carioca João Fonseca estreou em grande forma na chave de simples do Rio Open apresentado pela Claro e se garantiu nas oitavas de final depois da primeira vitória na temporada no duelo brasileiro com Thiago Monteiro na abertura da Sessão Noite desta terça-feira, na Quadra Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro.

Com um retrospecto de duas vitórias em jogos contra brasileiros, nos duelos com Thomaz Bellucci em 2017 e Felipe Meligeni Alves em 2024, Monteiro não conseguiu derrubar o favoritismo de Fonseca, cabeça de chave número 3 do maior torneio de tênis da América do Sul.

Depois de um primeiro set muito equilibrado, sem nenhuma chance de quebra para nenhum dos dois tenistas, Fonseca elevou o nível no tie-break, dominou os pontos e não perdeu a dianteira na segunda parcial, quando conseguiu a quebra logo no segundo game, fechando com 7/6(1) e 6/1, em 1h34.

“Uma vitória difícil, um jogo muito difícil, com um começo muito tenso para os dois lados, os dois conseguindo fazer bons games de saque e não deixando oportunidades para o outro, ele foi me deixando sem entrada no saque dele, eu fui fazendo o meu e fui ficando”, analisou Fonseca.

“Acho que no tie-break eu consegui elevar o nível, consegui fazer meu jogo confiante, agressivo e hoje eu consegui entrar em quadra com uma mentalidade muito boa, com uma confiança boa. Acho que a torcida me ajudou muito no suporte, um jogo muito mental, então feliz de ter de ter enfrentado ele super bem”, completou.

Thiago Monteiro destacou o nível de jogo apresentado por Fonseca, o potencial que ele tem para evoluir e destacou que agora fica na torcida pelo tenista carioca no Rio Open.

“É um jogador que tem muita bola, muita potência, tem todos os fundamentos que são em altíssimo nível e ainda pode desenvolver muito mais”, disse Monteiro.

“Eu sabia que ele estaria mais tenso, também. Foi a primeira vitória dele na temporada, jogando em casa, sei que não é fácil. Sem dúvidas agora a minha torcida fica totalmente para ele, eu já torcia para ele antes, infelizmente tive que jogar com ele hoje”, completou.

Fonseca volta à Quadra Central Guga Kuerten nesta quarta-feira, a partir das 16h30, mas desta vez nas duplas. Ao lado do ex-número 1 do mundo Marcelo Melo, ele enfrenta os argentinos Maximo Gonzalez e Andres Molteni, cabeças de chave 2, pelas quartas de final.

Na volta ao Rio Open apresentado pela Claro após quatro anos da participação anterior, o italiano Matteo Berrettini manteve sua boa sequência em primeiras rodadas no saibro e venceu a 15ª de 16 estreias na superfície ao passar pelo chileno Tomas Barrios Vera.

Em jogo que abriu a programação da Quadra Guga Kuerten nesta terça-feira, Berrettini levou 2h25 para superar Barrios Vera por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(1) e 7/5.

“Eu sabia que não seria um jogo fácil. Ele fez dois jogos no Qualifying e eu não tenho muitos jogos nas pernas esterno, então estou muito feliz com a forma como eu lutei e acho que no fim do jogo eu também estava jogando melhor. Então tenho boas sensações para este torneio”, disse Berrettini.

Assim como na estreia, Berrettini terá pela frente novamente um lucky loser, desta vez o sérvio Dusan Lajovic, que é o tenista que mais vezes jogou a chave principal do Rio Open, presente em todas as edições do maior torneio de tênis da América do Sul.

O italiano chama a atenção para a dificuldade que é encarar um adversário nesta condição, em que ele já tem mais jogos disputados na mesma edição do torneio por vir do Qualifying.

“Eu acho que hoje em dia no circuito ATP todos os jogos são muito difíceis, não importa com quem você joga, se é Lucky loser ou qualifier, o ranking não importa muito. Nessas condições, a umidade, a bola não está indo, é muito difícil ganhar jogos e ganhar pontos”, disse Berrettini.

“Lajovic tem uma carreira incrível, uma grande experiência. Ele ganhou um jogo muito difícil na primeira rodada contra um jogador muito bom. Você não pode subestimar ninguém. Quando você vem de jogar alguns jogos, você conhece as condições e sabe o que tem que fazer. É por isso que os Lucky losers são sempre tão difíceis de enfrentar”, concluiu.

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Guto Miguel faz bom jogo, mas é superado na estreia de simples no Rio Open

O brasileiro Luis ‘Guto’ Miguel, de apenas 16 anos, fez uma grande partida de estreia no Rio Open apresentado pela Claro, mas acabou superado na primeira rodada de simples pelo lituano Vilius Gaubas no encerramento da Sessão Noite na Quadra Central Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro.

Guto teve grande reação no segundo set depois de sair com uma quebra atrás na segunda parcial, mas não conseguiu manter o ritmo no fim e acabou perdendo por 2 sets a 1, com parciais  de 6/3, 2/6 e 6/2, em 2h11 de partida.

“Foi um jogo muito bom para mim, foi mais uma experiência incrível na minha carreira. Queria agradecer a todos os envolvidos, principalmente ao Lui Carvalho, pela oportunidade de jogar a chave deste torneio incrível”, disse Guto.

“A atmosfera estava muito boa. Acabou escapando ali a energia no começo do terceiro set. Agora é trabalhar que tem muito mais por vir este ano, são pequenos ajustes que fazem grande diferença”, completou.

O jovem tenista volta à quadra nesta quarta-feira para jogar a chave de duplas ao lado do também brasileiro Gustavo Heide. Eles enfrentam o americano Evan King e o australiano John Peers, cabeças de chave 4 do maior torneio de tênis da América do Sul.

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Rio Open terá super terça com duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, além dos jogos de Berrettini, Cerundolo e Baez

O Rio Open apresentado pela Claro terá uma super terça com o duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, a estreia de Guto Miguel, além de alguns dos principais favoritos ao título, como o italiano Matteo Berrettini e os argentinos Francisco Cerundolo, cabeça de chave 1, e Sebastian Baez, atual bicampeão.

A Sessão Noite será aberta pelo jogo entre o fenômeno João Fonseca e Thiago Monteiro, brasileiro com mais vitórias na história do maior torneio de tênis da América do Sul.

Fonseca projetou nesta segunda-feira o duelo depois de vencer a estreia nas duplas ao lado de Marcelo Melo e fez elogios ao adversário da primeira rodada.

“Acho que vai ser super legal, o Thiago é um grande amigo, já treinamos juntos várias vezes, compartilhamos o time na Copa Davis algumas vezes também. É um ótimo jogador, todos sabemos a história que ele tem, a humildade que ele tem, o carisma e que aqui no Rio Open ele joga um belíssimo tênis, gosta de jogar com a torcida”, disse Fonseca.

“Mas tenho vindo de uma de um bom momento, estou jogando um bom tênis, confiante e tem tudo para ser um bom jogo. Espero que seja um bom jogo e vamos com tudo?, completou.

Berrettini é quem abre a programação da Quadra Central Guga Kuerten a partir das 16h30. Em sua segunda vez disputando o maior torneio de tênis da América do Sul, ele enfrenta o chileno Tomas Barrios Vera.

Quem fecha a programação na principal quadra do Jockey Club Brasileiro é o novo prodígio do tênis brasileiro Luis Guto Miguel, que enfrenta o lituano Vilius Gaubas.

A Quadra 1 terá uma jornada argentina, com dois dos favoritos ao título em ação. Cabeça de chave 1, Francisco Cerundolo enfrenta Mariano Navone, vice-campeão de 2024, na segunda partida. O terceiro jogo terá o atual bicampeão Sebastian Baez encarando o português Jaime Faria que foi até as quartas de final em 2025. O jogo que abre a Quadra 1 é outro duelo de argentinos, com Tomas Etcheverry contra Francisco Comesaña, semifinalista no ano passado.

Cabeça de chave número 2 e vindo de um vice-campeonato em Buenos Aires, o italiano Luciano Darderi joga na Quadra 2 contra Juan Manuel Cerundolo. Logo em seguida, tem Brasil em quadra com Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann contra o belga Sander Gille e o holandês Sem Verbeek.

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