Memória: Há 20 anos, Guga vencia com tranquilidade na estreia da campanha do bicampeonato em Roland Garros

BRASILEIRO DERROTOU SUECO POR 3 SETS A 0

Gustavo “Guga” Kuerten arrasou na sua estréia em Roland Garros, nesta segunda-feira. Em apenas 1h13min de jogo, na quadra Suzanne Lenglen, ele derrotou o sueco Andreas Vinciguerra, por 3 sets a 0, parciais de 6/0 6/0 6/3 e enfrentará, na próxima rodada, na quarta-feira, o argentino Marcelo Charpentier.

Confiante e praticamente sem cometer erros, Guga chegou a fazer 15 games a zero no sueco, 53º colocado no ranking mundial e 40º na Corrida dos Campeões considerado uma das novas revelações do circuito. O sueco só foi conseguir fazer um game em Guga, quando o placar marcava 6/0 6/0 3/0. Vinciguerra manteve o seu serviço, mas em seguida foi quebrado por Guga, que fez 5/1 e sacou para o jogo. Mas, não conseguiu fechar e Vinciguerra fez mais dois games. No 5/3, na primeira oportunidade que teve, Guga não titubeou e confirmou a sua grande fase.

“Foi um dia perfeito para mim, uma estréia que não esperava. É difícil você jogar a primeira partida de um torneio e apresentar o seu melhor tênis. Vou aproveitar, porque daqui pra frente só deve vir pedreira,” disse Guga, que fez dois aces, uma dupla-falta, teve 54% de aproveitamento do primeiro serviço, 65% dos pontos vencidos com o primeiro saque, cometeu 25 erros não-forçados e marcou 21 winners. No total, Guga venceu 90 pontos no jogo e ganhou seis games de zero, em que o sueco não marcou um ponto.

“Comecei muito forte e já entrei no mesmo ritmo que venho jogando nos últimos torneios. Ele ficou um pouco frustrado e não encontrou a maneira de vencer os pontos. Eu estava muito relaxado, por ter saído na frente. Não fiz muitos erros, estava sólido e colocando pressão no cara o tempo todo,” contou Guga.

Por ter vencido Vinciguerra, a quem enfrentou pela primeira vez na carreira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) marcou 35 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros sete na Corrida dos Campeões, em que ocupa o segundo posto.

Na próxima rodada, na quarta-feira, Guga enfrentará o argentino Marcelo Charpentier, que veio do qualifying, ocupa a 230ª posição no ranking mundial e não está listado na Corrida dos Campeões, e hoje derrotou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 2.

Guga e Charpentier se enfrentaram quatro vezes, no início da carreira do brasileiro na ATP. Eles estão empatados em dois nos confrontos diretos e a última vez que jogaram, no ATP Tour de Bolonha, em 97, Guga venceu. “Estou mais preocupado comigo e não com o adversário. Estou confiante e acho que posso passar desta rodada,” disse Guga, que aproveitou para comentar a sua boa fase, mais madura. “Estou muito mais focado, tranquilo e confiante. Às vezes, em um jogo, perco a tranquilidade, mas o foco e a concentração estão me ajudando a ganhar partidas. Estou mais forte mentalmente.”

LÍDER DE ACES– Nas estatísticas divulgadas pela ATP, nesta segunda-feira, Guga permaneceu na primeira posição no ranking de aces, somando 321 em 33 partidas. Com os dois aces de hoje, tem agora 323 em 35 jogos no ano. Guga também está bem classificado nas estatísticas de pontos vencidos com o primeiro serviço. Ele está em quinto, com 78%. No ranking de games de saque vencidos, Guga aparece em 7o, com aproveitamento de 84%.

Nas listagem de vitórias e derrotas da temporada, Guga é o 3º atrás somente de Magnus Norman e Lleyton Hewiit, com 27 (agora 28) vitórias e 10 derrotas. Neste ranking no saibro, Guga é o segundo, depois de Mariano Puerta, tendo vencido 21 (agora 22) jogos e perdido seis.

Depois de 10 longos meses de suspensão, Bia Haddad está liberada pra voltar ao circuito (quando este retornar)

Acabou! Beatriz Haddad Maia está livre para fazer o que mais gosta novamente. Jogar tênis!

Nesta sexta-feira, Bia cumpriu a sua longa espera de 10 meses por suspensão por doping, que começou a contar de forma provisória no dia 23 de julho de 2019.

O exame em questão foi feito no dia 4 de junho do mesmo ano, no WTA de Bol, na Croácia.

Vale lembrar que a tenista brasileira conseguiu provar a contaminação cruzada de um suplemento, mas a ITF não a eximiu de responsabilidades. Nestes casos, cada vez mais, as entidades entendem que é de responsabilidade do atleta o que ele coloca em seu corpo. Resultado: 10 meses. 10 longos meses, principalmente pra Bia.

A única notícia que “ameniza” esse período é que a espera acabou com menos impacto no ranking, já que o circuito está parado desde março, em virtude da pandemia no novo coronavírus.

Atualmente, Bia Haddad é a nº 286 do ranking da WTA.

ATP, WTA e ITF prorrogam suspensão do tênis até o final de julho

A ATP, a WTA e a ITF anunciaram, nesta sexta-feira, a extensão do período de suspensão dos torneios profissionais em todo o mundo.

Antes em meados de julho, agora os torneios não serão disputados, pelo menos em suas datas pré-agendadas, pelo menos até 31 de julho.

Com isso, vários torneios serão impactados, tanto no circuito masculino quanto no feminino, sendo eles:

ATP: Hamburgo, Bastad, Newport, Umag, Los Cabos, Atlanta, Kitzbuhel, Gstaad.

WTA: Palermo, Jurmala, Bucareste, Lausanne.

Além, é claro, de vários torneios Challengers e menores que seriam disputados neste período.

 

ATP, WTA, ITF e Grand Slams se unem na criação de fundo de ajuda aos jogadores impactados financeiramente pela Covid-19

Os órgãos dirigentes do tênis mundial se uniram para arrecadar mais de US $ 6 milhões para criar um Programa de Ajuda ao Jogador, destinado a apoiar jogadores particularmente afetados pelo impacto contínuo da pandemia do COVID-19.

A iniciativa viu a ATP, a WTA, os quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open – e a ITF, unidos em uma demonstração de apoio aos jogadores que enfrentam desafios sem precedentes devido ao impacto global do COVID-19. Atualmente, o tênis profissional está suspenso até 13 de julho de 2020.

Além das contribuições próprias, a ATP e a WTA administrarão as distribuições financeiras do Player Relief Program, que vê as respectivas contribuições dos quatro torneios do Grand Slam e da ITF divididas igualmente entre homens e mulheres. O Programa de Ajuda aos Jogadores terá como alvo um total de aproximadamente 800 jogadores de simples e duplas, necessitando de apoio financeiro. A elegibilidade para o Programa de Ajuda ao Jogador levará em consideração a classificação de um jogador e os ganhos em dinheiro com prêmios anteriores, de acordo com os critérios acordados por todas as partes interessadas.

A iniciativa das sete partes interessadas fornece a espinha dorsal financeira do Programa, com oportunidades para contribuições adicionais a seguir. Os recursos arrecadados por meio de iniciativas como leilões, doações de jogadores, jogos virtuais de tênis e muito mais, proporcionarão oportunidades para maior apoio ao avanço do Programa e serão bem-vindos.

A criação do Programa de Ajuda ao Jogador é uma demonstração positiva da capacidade do esporte de se unir durante esse período de crise. Continuaremos a colaborar e monitorar o apoio necessário ao tênis, com o objetivo de garantir a saúde a longo prazo do esporte em meio a esse desafio sem precedentes ao nosso modo de vida, e nossos pensamentos permanecem com todos os afetados no momento.

Diretor do Australian Open admite a possibilidade de torneio, se for realizado, ter apenas torcedores australianos em 2021

O diretor do Australian Open, Craig Tiley, deu uma entrevista para a a Associeted Press Australia e detalhou o que o torneio vem pensando como possibilidade para a edição de 2021 do primeiro Grand Slam da temporada.

Inclusive, fica clara em sua fala a chance de o torneio não ser disputado ou que tenha apenas a presença de público australiano.

“O tênis australiano está comprometido com a questão da Covid-19. Na pior das hipóteses, não teríamos a realização do torneio. Na melhor, teríamos apenas público australiano e com jogadores que poderiam chegar aqui seguindo as recomendações de quarentena. Não descartamos a presença de torcedores de outros países, mas é um cenário que requer planejamento.”

“Temos que analisar todos os cenários possíveis, pois muitas de nossas decisões ficarão fora do nosso controle, sendo relacionadas às medidas adotadas por governos. Precisamos ter todos os protocolos possíveis.” concluiu.

Marcelo Melo fala sobre cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells e treina para Miami

Depois dos organizadores anunciarem o cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, por causa do coronavírus (COVID-19), o mineiro Marcelo Melo seguirá treinando no Indian Wells Tennis Garden, na Califórnia (EUA). A preparação, agora, será para o próximo torneio do calendário, também nos Estados Unidos, o Masters 1000 de Miami, na Flórida, com início previsto para o próximo dia 25, e que, por enquanto, teve sua disputa confirmada, em um comunicado nesta segunda-feira (9).

Indian Wells seria realizado a partir desta quinta-feira (12) até o próximo dia 22, o primeiro Masters 1000 da temporada 2020. Marcelo havia iniciado os treinamentos no sábado (7), visando a estreia nesta semana, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot.

“Nós fomos pegos de surpresa. Estávamos no clube, tinha acabado o dia de treinamento normal e aí o pessoal chegou com essa notícia de que o torneio tinha sido cancelado. Antes não havia nenhum tipo de aviso. Eles tomaram essa decisão, logicamente, em precaução da saúde de todo mundo. Não tem pânico, nem nada. A maioria dos jogadores ainda está aqui. E o torneio continuará aberto para nós, para treinarmos”, explicou Melo.

A decisão dos organizadores foi anunciada no domingo (8), após a declaração de emergência de saúde pública, com o surgimento de um caso confirmado do coronavírus em Coachella Valley, determinando o cancelamento de todos os eventos esportivos da região.

“Vou permanecer por aqui e continuarei treinando normalmente. Não sabemos ainda como vai ficar relacionado a ranking, como vão fazer com os pontos, quais torneios futuros serão cancelados ou não. Muito difícil falar agora o que vai acontecer. Mas está tudo tranquilo aqui, tudo certo”, completou Marcelo.

Nova geração do tênis brasileiro disputa o Challenger de Olímpia

A nova geração do tênis brasileiro irá disputar o Torneio Internacional de Tênis – Olímpia Tennis Classic, que será realizado de 16 a 22 deste mês, no Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP).

Os paulistas Mateus Alves, 19 anos, e Igor Marcondes, 22, e mais o catarinense Pedro Boscardin, 17, receberam convites (wild cards) para ingressarem na chave principal do torneio da série ATP Challenger 50, que distribui uma premiação de US$ 35 mil e pontos importantes no ranking mundial.

Os três jovens tenistas se juntam a Thiago Wild, Guilherme Clezar, Pedro Sakamoto, Orlando Luz e Felipe Meligeni, já inscritos na chave, aumentando para oito o número de brasileiros confirmados no torneio.

Alves e Boscardin foram indicados pela Confederação Brasileira de Tênis. Já Marcondes foi campeão de um CNIP (Campeonato Nacional de Incentivo ao Profissionalismo), realizado no mês de janeiro, em Florianópolis, e que garantia ao vencedor uma vaga na chave principal do Olímpia Tennis Classic.

“Estou muito feliz por poder jogar o Olímpia Tennis Classic. Comecei bem o ano, com bons resultados no México em simples e duplas (foi campeão em duplas e semifinalista em simples no ITF de Cancún). Venho treinando bastante, me sinto confiante para o torneio”, afirmou Marcondes. “Fiz uma boa pré-temporada para começar com tudo esse ano, depois de ficar 2018 parado e voltar a jogar os torneios futures somente no meio de 2019. Então esse é ano que pretendo jogar a temporada inteira”, acrescentou.

Thiago Wild conquista o título do ATP de Santiago e se torna o mais jovem brasileiro campeão de ATP

Thiago Wild fez história neste domingo no saibro de Santiago, no Chile, ao conquistar seu primeiro título nível ATP e se tornar, com 19 anos, o mais jovem brasileiro a vencer um título desse porte.
Wild, atual 182º colocado, natural de Marechal Candido Rondon (PR), derrotou o segundo favorito, o norueguês Casper Ruud, 38º colocado, por 7/5 4/6 6/3 após 2h16min de duração.
“É um grande feito, algo que sempre sonhei”, disse Wild sobre a primeira conquista de ATP: “Estou muito feliz, foi uma semana com um furacão de coisas. Quero agradecer à organização do ATP de Santiago e a Octagon pelo convite e pela hospitalidade. Agradecer ao público brasileiro , minha equipe da Tennis Route e todo mundo que faz parte disso aqui”, disse Thiago.
“A partida foi muito equilibrada,chances pros dois lados,saquei um pouco melhor no terceiro set , aproveitei minhas chances e pude sair com a vitória.  Tive muitas chances no segundo set, dois ou três 0/30 no saque do Casper, não pude converter, tive que focar para tirar o melhor tênis no terceiro set”,disse Wild que é o mais jovem desde Rafael Nadal a vencer um torneio da chamada Golden Swing, de eventos no saibro latino-americana, iniciado em 2001. Nadal foi campeão em 2005, em Acapulco, no México, com apenas 18 anos.
“Sempre tive o Rafa como um ídolo desde que comecei a jogar tênis com 5, 6 anos. Estou muito feliz com isso”, apontou Wild que destacou a confiança para o restante da temporada, mas fincou os pés no chão e evita euforia com o daqui por diante.
“Não pensei mais adiante e sim que com essa semana eu ganho confiança para o restante da temporada”, seguiu: “Não há muito o que pensar no que vou ser ou no que fiz antes, e sim no que está fazendo no momento, como estou jogando e como quero jogar, tenho que pensar no trabalho e nada mais”.
Wild quebra um jejum de quase cinco anos sem títulos de ATP. O último havia sido Thomaz Bellucci em maio de 2015 com o troféu em Genebra, na Suíça. Ele passa a ser o nono brasileiro a ter conquistado um ATP. Gustavo Kuerten venceu 20 canecos, Luiz Mattar ganhou sete, Bellucci faturou quatro, Fernando Meligeni ganhou três, Jaime Oncins e Thomaz Koch venceram dois, Ricardo Mello e Carlos Alberto Kirmayr venceram um cada.
“Foi uma semana que veio para comprovar o amadurecimento do Thiago dentro e fora da quadra, coisa que estamos há bastante tempo trabalhando. Semana do Rio de Janeiro do Rio Open teve bastante disso e agora essa semana coroou esse momento dele. É um trabalho importante que vem sendo feito também pelo Felipe Vardiero (psicólogo) uma peça fundamental que entrou em nosso time uns meses atrás para lidar nesse processo dele. Foi uma semana incrível, Thiago jogou tênis de alto nível do início ao fim do torneio. Lidou bem com as situações de cada jogo, foi muito bonito ver isso em quadra e mais bonito ainda sendo coroado com esse título. É um título fundamental nesse caminho que ainda é longo. Tem muita coisa ainda para melhorar e o Thiago sabe disso, está consciente e o mais importante é isso. Estamos com processo sólido, construído com o Alex Matoso na preparação física, o Roberto Bretas na fisioterapia, Cláudio o pai do Thiago ajuda muito. Equipe bem sólida que dá uma segurança bem legal para apostar na força que ele tem na capacidade como jogador. E parabenizar o Thiago pelo nível e disciplina aprendizado, esforço e dedicação que vem tendo. Agora é pés no chão, olhar adiante, muita coisa a ser feita e com muito trabalho”, detalhou o treinador de Wild, João Zwetsch, do Instituto Tennis Route
O paranaense começou sua campanha desbancando o 131º do mundo, o argentino Facundo Bagnis em três sets e eliminou na sequência o quinto favorito, o argentino Juan Londero, 63º, o chileno Cristian Garín, 18º e cabeça de chave 1, campeão do Rio Open e do ATP 250 de Córdoba, na Argentina, nas semis derrotou o qualifier Renzo Olivo (297º) até o triunfo final sobre Ruud, campeão em Buenos Aires.
Thiago não perde tempo e embarca na madrugada desta segunda-feira para Adelaide, na Austrália, onde defende o Brasil pela Copa Davis na próxima sexta e sábado em duelo que vale vaga nas finais da competição mundial, em novembro.

Com Kubot, Marcelo Melo é bicampeão em Acapulco, seu 34º título da carreira e o 6º da parceria com o polonês

Após uma final muito disputada, com dois tie-breaks e um match tie-break decidido ponto a ponto, o título do ATP 500 de Acapulco é de Marcelo Melo e Lukasz Kubot. No início da madrugada deste domingo (1º), a dupla – cabeça de chave número 2 – comemorou sua primeira conquista na temporada 2020 ao derrotar a parceria número 1 do mundo, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah (cabeças 1) por 2 sets a 1, parciais de 7/6 (8-6), 6/7 (4-7) e 11-9, em 2h31min, no México. Marcelo tem, agora, dois títulos em Acapulco, campeão também em 2015, então jogando com o croata Ivan Dodig.
Este é o 34º título da carreira do mineiro Marcelo, recordista brasileiro, e o 14ª com Kubot. E passa a somar oito ATP 500, seis com o parceiro polonês, que venceu outras duas vezes em Acapulco, em 2010 e 2013. A final no México foi a 24ª de Melo e Kubot juntos, a 63ª da carreira de Marcelo.
“Ficamos muito felizes com o título em Acapulco. Conseguimos executar muito bem a nossa estratégia de jogo hoje. Cabal e Farah terminaram como dupla número 1 do mundo, jogaram muito bem o torneio também. Salvamos match point. Foi realmente decidido muito no detalhe, praticamente todos os games. E especialmente o match tie-break. Acho que essa energia que a gente conseguiu trazer, pegar lá no Rio, ajudou muito a conquistar este título aqui”, comemorou Melo.
A final começou com uma sequência de quebras. Dos cinco primeiros games, quatro tiveram breaks. A partir do empate em 3/3, as duplas mantiveram os seus serviços e a decisão do primeiro set foi para o tie-break. Depois de muito equilíbrio, vitória de Melo e Kubot por 7/6 (8-6). Na segunda série, mais disputa e equilíbrio e um novo tie-break, desta vez com os adversários vencendo por 7/6 (7-4). Aí, em um match tie-break decidido ponto a ponto, Melo e Kubot marcaram 11-9, após salvar match point, para comemorar o título.

No ranking mundial individual de duplas, o mineiro Melo e o polonês Kubot estão empatados na oitava colocação, com 4.820 pontos. Farah é o líder, com Cabal em segundo, ambos com 8.170 pontos.

Os próximos torneios da dupla serão nos Estados Unidos: a partir do dia 12 de março jogam o primeiro Masters 1000 da temporada, em Indian Wells. E, na sequência, com início em 25 de março, o Masters 1000 de Miami, ambos em quadras duras, como no México.

Melo e Kubot buscam primeiro título da temporada neste sábado, no ATP 500 de Acapulco

O sábado será de decisão no México para Marcelo Melo e Lukasz Kubot. A dupla entra na quadra, no ATP 500 de Acapulco, em busca do primeiro título da temporada 2020. Às 22h30 (horário de Brasília), os cabeças de chave número 2 disputam a final do torneio diante da parceria número 1 do mundo, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah (cabeças 1). Na semifinal, na madrugada deste sábado, Melo e Kubot derrotaram de virada os sérvios Nikola Cacic e Dusan Lajovic por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (6-8), 6/0 e 10-6, em 1h33min. Cabal e Farah venceram os franceses Adrian Mannarino e Fabrice Martin por 2 a 0 (6/4 e 6/2).
O mineiro Melo e o polonês Kubot chegam a sua primeira final do ano, a 24ª juntos e a 63ª da carreira de Marcelo, que tem 33 títulos – 13 com o parceiro polonês -, sendo sete ATP 500 – cinco com Kubot.
“Depois de uma boa virada na semifinal, chegamos à decisão em Acapulco, a primeira da temporada. Será um jogo duro contra Cabal e Farah, mas  vamos com tudo em busca do título. Vale a torcida”, afirmou Melo.
Após um primeiro set equilibrado, vencido pelos adversários no tie-break, Melo e Kubot tomaram conta do jogo, ganhando a segunda série sem perder um game e não dando chances a Cacic e Lajovic no match tie-break.
No set inicial, Cacic e Lajovic chegaram a abrir 3/0, após a quebra no segundo game. Melo e Kubot devolveram o break no sétimo game, deixando tudo igual em seguida, 4/4. E a definição foi para o tie-break, que repetiu o equilíbrio da série como um todo, com vitória dos sérvios, 8-6, saindo na frente na partida. A partir daí, o que se viu foi um total domínio de Melo e Kubot. Com um 6/0 no segundo set, a dupla cabeça de chave número dois levou o jogo para o match tie-break, onde mais uma vez impuseram o seu ritmo, estiveram sempre à frente e fecharam em 10-6 para comemorar a vaga na final em Acapulco.
No ranking mundial individual de duplas, o mineiro Melo e o polonês Kubot estão empatados na oitava colocação, com 4.820 pontos. Farah é o líder, com Cabal em segundo, ambos com 8.170 pontos.

Depois de Acapulco, disputam os próximos torneios nos Estados Unidos: a partir do dia 12 de março jogam o primeiro Masters 1000 da temporada, em Indian Wells. E, na sequência, com início em 25 de março, o Masters 1000 de Miami, ambos em quadras duras, como no México.