Del Potro e Djokovic se enfrentam na final do US Open

Resiliência, superação, motivação, recuperação. São todas palavras que se aplicam, de formas distintas aos finalistas do US Open. De um lado Juan Martin Del Potro, o argentino que em 2009 conquistou o seu primeiro e único título de Grand Slam, o US Open, mas que depois daquele verão americano foi aos poucos desaparecendo do circuito. Lesões no punho e três cirurgias o afastaram e quase o tiraram das quadras. A grande reviravolta começou nas Olimpíados do Rio, há dois anos. Agora vem a recompensa. Volta à final do US Open, depois de derrotar Rafael Nadal, por 7/6(3) 6/2 e desistência do número um do mundo com lesão no joelho.

Do outro, Novak Djokovic, três vezes campeão na Big Apple. O homem de ferro do tênis, que completou o Grand Slam em 2016 ao vencer Roland Garros perdeu o gás. Deixou tudo o que tinha para completar o feito histórico. Viu a família crescer, as prioridades mudarem e também se lesionou. Não ouviu o corpo e a mente e continuou jogando, mesmo quando precisava parar. Viu a lesão se agravar e tudo o que ele sabia fazer em quadra parecia ter desaparecido. Troco de técnico – chamou Andre Agassi – mudou a equipe toda e quando aparecia para jogar não era o mesmo Djokovic de sempre. Fez cirurgia e voltou cedo de mais ao circuito. Perdido em quadra voltou à equipe original e em julho ganhou Wimbledon. Nesta sexta, derrotou Kei Nishikori, por 6/3 6/4 6/2 para avançar a mais uma final de US Open.

O duelo, no domingo, entre o número 3 o número 6 do mundo, vai deixar Nova York ainda mais eletrizante.

Del Potro, que tem até livro chamado “O Milagre Del Potro,” sabe que o favorito é o sérvio. “Mas, naquela final de 2009 o Federer também era,” lembrou. “Nunca imaginei que fosse voltar a uma final de Grand Slam. Da outra vez eu era um menino e agora vou ter outra chance de estar aqui no domingo, na final do meu torneio favorito.”

Diana Gabanyi

Foto de Cynthia Lum

Time off para os tenistas?

A temporada terminou de vez neste domingo com a vitória da República Checa diante da Sérvia, em Belgrado, dando aos checos o segundo título seguido da Taça Davis.Davis cup czech

Com o fim da temporada, (ela recomeça no dia 30 de dezembro) os tenistas entram naquele período de TIME OFF. Mas, nem para todos.

Muitos tenistas, homens e mulheres, marcaram exibições mundo afora. Muitas na nossa vizinha Argentina – está até parecendo o Brasil no ano passado (Nadal e Nalbandian, Hewitt e Del Potro, Djokovic, as irmãs Williams), outras no Chile e até no Peru!

Federer que rodou a América do Sul no ano passado, vai descansar e se preparar para uma melhor temporada em 2014 do que esta. Murray, se recuperando de cirurgia nas costas também não se exibirá mundo afora.

Americanos, em sua maioria, jogam uma série de eventos de um dia, percorrendo o país, muitas vezes em exibições de caridade para os amigos. Foi o caso desta noite, em que John Isner, Venus Williams e até Marion Bartoli participaram do WTT Smash Hits, com Billie Jean King e Elton John, em Orlando.

Neste domingo, em uma das aulas do Intensivo da The School of Life, em São Paulo, o professor britânico David Baker falava sobre como equilibrar a vida pessoal com o trabalho e que as expressões TIME OFF e TIME ON deveriam ser trocadas.

Outro assunto debatido foi como não ser um workaholic, como fazer tempo para você mesmo fora do seu trabalho.Fiquei pensando nestes tenistas que acabaram de sair de uma exaustiva temporada, especialmente Nadal e Djokovic, Del Potro, Serena Williams e vão logo jogar exibições.

Será que, apesar de amarem o trabalho e estas exibições serem mais do que lucrativas, não seria bom desligar um pouco?

O próprio Nadal explicou que para ele jogar exibição não é como disputar um torneio. O cansaço mental não existe.

Mas, o físico sim e você não deixa a sua ferramenta de trabalho de lado, sem falar na correria das viagens.

Quem ganha são os fãs. O efeito nos tenistas, só saberemos na temporada 2014.

Diana Gabanyi