Em dia de poucos jogos e muita chuva, Federer vence no US Open

Em uma quarta-feira chuvosa em Nova York, mais especificamente em Flushing Meadows, a rodada teve que ser cancelada, com exceção dos dois estádios cobertos, o Arthur Ashe e o Louis Armstrong.

Todos aqueles fãs que comrpraram tickets para a GrandStand e / ou as quadras externas, esperando ver os jogos do primeiro dia da segunda rodada, precisarão trocar os seus tickets para um outro dia deste ano ou para 2020.

Enquanto isso, alguns dos principais favoritos que já estavam programados para jogar nas principais quadras, entraram em ação.

Primeiro foi Karolina Pliskova, que venceu Mariam Bolkvadze, da Geórgia, por 6/1 6/4 e depois foi a vez do Maestro, de Roger Federer adentrar novamente o Arthur Ashe Stadium para encarar Damir Dzhumur, da Bósnia.

Assim como na primeira rodada, em que demorou para encontrar o seu ritmo contra Nagal, Federer demorou para apresentar o seu melhor jogo. Perdeu o primeiro set com 17 erros não forçados, mas conseguiu virar o jogo e acabou vencendo por 3/6 6/2 6/3 6/4.

“É frustrante fazer dois jogos seguidos desta forma, mas eu sei que acontece e sei o que fazer nestas situações, que é recomeçar do zero no set seguinte. A coisa boa é que só tenho a melhorar,” disse o suíço que já venceu o US Open por 5 vezes.

Quem também jogou, no Louis Armstrong Stadium, foi o japonês Kei Nishikori, derrotando Bradley Khlan, que havia vencido o brasileiro Thiago Monteiro na estreia. Nishikori ganhou por 6/2 4/6 6/3 7/5.

Na chave feminina, Venus Williams foi eliminada pela ucraniana Elina Svitolina, por duplo 6/4 e Madison Keys ganhou da chinesa Lin Zhu por 6/4 6/1.

A rodada desta quinta-feira promete em Flushing Meadows.

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Diana Gabanyi

Foto: Divulgação USTA

Djokovic vence na estreia no US Open

Atual campeão do US Open e campeão de Wimbledon recentemente, número um do mundo e principal favorito ao título deste último Grand Slam, Novak Djokovic estreou com vitória na competição que começou hoje em Nova York.

Ele derrotou o espanhol Roberto Carballes Baena por 6/4 6/1 6/4, para avançar para a segunda rodada em que enfrentará o argentino Juan Ignacio Londero, que surpreendeu ao vencer o americano Sam Querrey por 3/6 6/1 7/6(3) 7/5.

“Joguei bem os momentos importantes e isso fez a diferença,” disse o sérvio. “É sempre bom voltar a jogar neste estádio, o maior do mundo no nosso esporte. Fico muito feliz de poder estar competindo em alto nível nos Grand Slams até hoje,” disse o número um.

Em outros jogos da rodada, o jovem Miomir Kecmanovic ganhou de Laslo Djere por 6/2 6/1 7/5; o americano Reily Opelka superou o cabeça-de-chave 11 Fabio Fognini por 6/3 6/4 6/7(8) 6/3; outro americano, o jovem Jenson Brroskby eliminou o checo Tomas Berdych por 6/1 2/6 6/4 6/4; o boliviano Hugo Dellien continua fazendo história para o seu país e ganhou do coreano Soonwoo Kwon por 6/3 6/4 2/6 2/3 desistência; Lucas Pouille, que fez bela campanha na Austrália, derrotou Philip Kohlschreiber por 6/3 4/6 6/4 6/4 e Grigor Dimitrov eliminou o italiano Andreas Seppi por 6/1 6/7(7) 6/4 6/3.

Diana Gabanyi

Del Potro e Djokovic se enfrentam na final do US Open

Por Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Resiliência, superação, motivação, recuperação. São todas palavras que se aplicam, de formas distintas aos finalistas do US Open. De um lado Juan Martin Del Potro, o argentino que em 2009 conquistou o seu primeiro e único título de Grand Slam, o US Open, mas que depois daquele verão americano foi aos poucos desaparecendo do circuito. Lesões no punho e três cirurgias o afastaram e quase o tiraram das quadras. A grande reviravolta começou nas Olimpíados do Rio, há dois anos. Agora vem a recompensa. Volta à final do US Open, depois de derrotar Rafael Nadal, por 7/6(3) 6/2 e desistência do número um do mundo com lesão no joelho.

Do outro, Novak Djokovic, três vezes campeão na Big Apple. O homem de ferro do tênis, que completou o Grand Slam em 2016 ao vencer Roland Garros perdeu o gás. Deixou tudo o que tinha para completar o feito histórico. Viu a família crescer, as prioridades mudarem e também se lesionou. Não ouviu o corpo e a mente e continuou jogando, mesmo quando precisava parar. Viu a lesão se agravar e tudo o que ele sabia fazer em quadra parecia ter desaparecido. Troco de técnico – chamou Andre Agassi – mudou a equipe toda e quando aparecia para jogar não era o mesmo Djokovic de sempre. Fez cirurgia e voltou cedo de mais ao circuito. Perdido em quadra voltou à equipe original e em julho ganhou Wimbledon. Nesta sexta, derrotou Kei Nishikori, por 6/3 6/4 6/2 para avançar a mais uma final de US Open.

O duelo, no domingo, entre o número 3 o número 6 do mundo, vai deixar Nova York ainda mais eletrizante.

Del Potro, que tem até livro chamado “O Milagre Del Potro,” sabe que o favorito é o sérvio. “Mas, naquela final de 2009 o Federer também era,” lembrou. “Nunca imaginei que fosse voltar a uma final de Grand Slam. Da outra vez eu era um menino e agora vou ter outra chance de estar aqui no domingo, na final do meu torneio favorito.”

 

US Open: Serena domina e decidirá final em Nova York

Um ano após se tornar mãe pela primeira vez e passar por graves complicações no pós parto, Serena Williams está na sua segunda final de Grand Slam consecutiva. Vice-campeã de Wimbledon em julho, ela decide no sábado o US Open, em busca do recorde e do seu 24o. título da categoria. Na noite de quinta-feira ela derrotou Anastasija Sevastova, da Letônia, por 6/3 6/0 para se garantir na sua 9a. final em Nova York e na 31a. da carreira.

“Um ano atrás, depois da Olympia nascer eu literalmente estava lutando pela minha vida, então sou muito agradecida cada vez que piso nesta quadra. Não importa o que acontecer, semifinal, final, eu sinto que já venci,” disse Serena, após a consistente vitória diante da tenista da Letônia.

No domingo, em que jogará pelo sétimo título no Arthur Ashe Stadium, Serena enfrentará a vencedora do jogo entre Madison Keys e Naomi Osaka.

Um dos maiores ícones culturais e esportivos do mundo, Serena afirmou que não imaginou que seria tão duro voltar a competir após a maternidade. O documentário produzido pela HBO mostra detalhes do dia a dia da super campeã, sofrendo com a falta de ritmo, o excesso de peso, a demanda muito maior do que estava acostumada de treinos para voltar ao nível competitivo e a luta interna entre o desejo de cuidar da criança e ter que trabalhar para vencer.

Neste US Open, Serena, que venceu o seu primeiro Grand Slam justamente nestas quadras quase 20 anos atrás (1999), conta que o diferencial foi a sua melhora física. É notável que todo o esforço que ela vem fazendo está sendo recompensado.

Diante de campeãs mais jovens, com ritmo de jogo e mais embalo do que Serena,36 anos, fala mais alto, além do talento e competência, a experiência, o amor pelo esporte e o desejo da vitória, acima de tudo.

Diana Gabanyi