Melo e McDonald estreiam com vitória no ATP 250 de Adelaide. Ingrid Gamarra Martins busca semi em Auckland

A temporada 2023 começou com vitória, na retomada da parceria do mineiro Marcelo Melo e do norte-americano Mackenzie McDonald. Na madrugada desta terça-feira (3), na estreia no ATP 250 de Adelaide, na Austrália, Melo e McDonald jogaram apenas um set para avançar para as oitavas de final do torneio. Depois de um ótimo início de partida, vencendo por 6/3, em 28 minutos, a dupla viu os adversários australianos Thanasi Kokkinakis e Jordan Thompson desistirem, quando Kokkinakis sentiu o joelho.

Em busca da vaga nas quartas de final, Melo e McDonald terão um difícil jogo pela frente. Eles enfrentarão os cabeças de chave número 1 em Adelaide, o holandês Wesley Koolhof e o britânico Neal Skupski – bye na primeira rodada -, em data a ser definida.

“Começamos vencendo aqui, não da maneira ideal, mas foi bom por termos jogado um excelente primeiro set. O Thanasi acabou se retirando, porque sentiu o joelho. Então, estamos felizes com a vitória, por ter jogado muito bem. Foi ótimo. Espero continuar nessa mesma onda, nessa mesma vibe, na próxima rodada. Será um confronto muito duro, diante dos cabeças 1, que jogam há muito tempo juntos. Se jogarmos do jeito que a gente vem jogando, temos boas chances”, explicou Marcelo.

Já no WTA 250 de Auckland, na Nova Zelândia, a brasileira Ingrid Gamarra Martins entra em quadra na madrugada desta quarta-feira, no horário de Brasília, para buscar uma vaga na semifinal.

A brasileira e a norte-americana Ingrid Neel terão pela frente a parceria formada pela taiwanesa Latisha Chan e chilena Alexa Guarachi.

Na primeira rodada, Ingrid e sua parceira passaram por Sophie Chang e Angela Kulikov, com parciais de 6/3 4/6 e 10/6.

Foto: Rakuten Open

Cabeças de chave se garantem nas quartas de final da Copa Feminina de Tênis

Estão definidas as 8 tenistas que fazem, nesta sexta, as quartas de final da Copa Feminina de Tênis. E dos 7 jogos que envolveram cabeças de chave no torneio, todas as melhores ranqueadas na Women Tennis Association (WTA) confirmaram o favoritismo e seguem na briga pelo título.

Destaque para as vitórias de Gabriela Cé, uma das favoritas e cabeça número 1, e Thaisa Pedretti, que venceu Emily da Silva Chang por 2 sets a 0 (6/4 6/1). “Ainda tenho um longo caminho pela frente até chegar à decisão. O jogo está bem rápido aqui em Curitiba mas tenho conseguido me adaptar bem às condições. Estou muito feliz de poder voltar às quadras e chegar às quartas. Espero fazer um grande jogo amanhã contra a Escauriza”.

Nesta sexta, na quadra central e a partir das 11h, Gabriela Cé tenta chegar à semifinal e enfrenta a alemã Emily Welker, enquanto Pedretti mede forças contra a paraguaia Lara Escauriza.

Além delas, as brasileiras Ingrid Martins Gamarra, cabeça 3 e Nathaly Kurata, cabeça 4, garantiram vaga nas quartas de final, ao vencerem Maria Carolina Ferreira Turchetto e a paraguaia Heidy Doldan, respectivamente. “Muito feliz em poder jogar no Brasil e em um torneio com bom nível e organizado. O público aqui é mais caloroso e estou aproveitando a experiência”, declarou Ingrid, que antes do início da pandemia, vivia e treinava nos Estados Unidos. Kurata, que faz seu melhor resultado em 2021, joga contra a boliviana Noelia Zeballos Melgar, enquanto Ingrid tenta ser semifinalista contra a argentina Martina CapurroTaborda.

Entre as estrangeiras, a alemã Emily Welker bateu a tenista curitibana Isabela Mocelin Romanichen por 6/1 6/4, enquanto a argentina Martina Capurro Taborda despachou a estoniana Maria Lota Kaul por 2 sets a 1 (7/66/2 e 7/5).

Torneio de duplas chega à fase decisiva

Nesta sexta, serão definidas as duplas que vão decidir o título da Copa Feminina de Tênis. A partir das 16h30, na quadra 1,  Gabriela Cé/Thaisa Pedretti (BRA) ou Heidy Doldan/Susan Doldan (PAR) x Nathaly Kurata/Eduarda Piai (BRA) e Maria Lota Kaul (EST)/Emily Welker (GER) x Lara Escauriza (PAR)/Noelia Zeballos Melgar (BOL) se enfrentam . A decisão será neste sábado, com horário a ser anunciado pela organização do torneio, que tem entrada gratuita para o público.

Confira a programação de 3 de dezembro:

Quadra central

11h – Noelia Zeballos Melgar (BOL) x Nathaly Kurata (BRA)

Seguido de Lara Escauriza (PAR) x Thaisa Grana Pedretti (BRA)

Não antes das 14h – Gabriela Cé (BRA) x Emily Welker (GER)

Não antes das 18h30 – Ingrid Gamarra Martins (BRA) x Martina Capurro Taborda (ARG)

Quadra 1

Não antes das 16h30 – Gabriela Cé/Thaisa Pedretti (BRA) ou Heidy Doldan/Susan Doldan (PAR) x Nathaly Kurata/Eduarda Piai (BRA)

Seguido de – Maria Lota Kaul (EST)/Emily Welker (GER) x Lara Escauriza (PAR)/Noelia Zeballos Melgar (BOL)

Foto: Divulgação

Jogando e estudando nos EUA, Ingrid Martins quer ter boa formação sem largar o circuito profissional

ingrid-gamarra-martins-2-peqAos 20 anos de idade, a carioca Ingrid Gamarra Martins, que começou a jogar tênis com apenas 4 anos, é mais uma que se diz realizada com sua escolha profissional: ir para os Estados Unidos estudar e jogar o circuito de tênis universitário.

Estudando Tecnologia da Informação na University of South Carolina, em Columbia, desde o ano passado, ela nos contou como foi o processo de conhecer o que seria o circuito universitário dos EUA e a tomada de decisão:

“Decidi ir pros EUA em março de 2015. Eu estava jogando um Future, meu pai estava lá, meu psicólogo, que ficou dando exemplos de jogadores que foram, tiveram a carreira bem sucedida e ainda jogaram tênis profissional depois. Começamos a pesquisar muito pra ver como era lá, não entendia nada, nossa visão era diferente do que realmente é lá e começou por ali.”

Ingrid contou também que treinava com Ricardo Acioly, o Pardal – entre outras coisas, ex-capitão do Brasil na Copa Davis e diretor de relações institucionais do Rio Open – que se formou nos Estados Unidos e ajudou a abrir portas. Vale destacar que ela também teve apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos:

Treinava com o Pardal e ele se formou nos EUA.  A primeira coisa foi conversar com ele que deu opções de universidades, ajudou muito. Foi tudo muito rápido, fiz todos os testes de idiomas. Tive que começar aulas de inglês, que eu sabia falar de viajar, de escola, mas não fluentemente. Foi a decisão mais difícil, mas a mais certa que eu fiz. É meio clichê, mas foi a melhor escolha que eu fiz na vida.” afirmou Ingrid.

Com a decisão, foi a vez de encarar o desafio de ir pra outro país, morar sozinha e em um ambiente muito diferente ao que estava acostumada. No começo, não foi fácil e muitas mudanças foram percebidas:

“Eu não conhecia nada. As meninas do time, o técnico, foi tudo novo pra mim. Indo morar em um país diferente, sozinha. A maior dificuldade foi o inglês e o lance de equipe. Eu estava acostumada a jogar torneios individuais, viajar sozinha. Cheguei lá e era um esporte individual que passou a ser coletivo. Individual só na quadra.” disse Ingrid, completando: “ Tive que saber lidar com as dificuldades, não pensar só em mim, ter que tomar decisões não só pra mim, mas visando o time e lidar com os técnicos de uma outra cultura, meninas de uma outra cultura. Foi difícil no início, mas eu sentia que estava crescendo como pessoa e como atleta também.”

Ingrid deixa claro que sua pretensão para depois de se formar é se dedicar ao circuito profissional, no qual chegou a ser nº 723 da WTA, com a diferença, é claro, de ter um diploma de muita qualidade em mãos. Por isso, a escolha da Universidade foi um diferencial:

“Fui lá conhecer um pouco (a Universidade), conversei com os técnicos, gostei da postura deles, o objetivo, como tratavam o tênis universitário, a equipe. Escolhi porque quero jogar tênis profissional, quero ter um treinamento intensivo e ter oportunidade de estudar lá. Então, foi a melhor opção pra ter esse treino, crescer no tênis e ao mesmo tempo, crescer na vida.” disse a carioca.

Essa sua intenção fica clara quando se observa que ela continua jogando alguns torneios profissionais durante o ano, como fez em Charleston, em outubro, ITF no qual ficou com o vice-campeonato:

“Esse ano não joguei muitos ITF, pois a carga de torneios é muito alta, o nível é muito alto. Nas férias, de junho a agosto, com certeza tento jogar o máximo de torneios por perto até pra continar jogando profissional. Não vou deixar de jogar quando posso, mas tenho que cumprir meu papel na universidade, dar meu máximo lá.”

Neste ano, Ingrid esteve em uma lista elaborada pelo Universal Tennis Ranking, um sistema de ranking que abarca jogadores de todo o mundo, em 16 níveis diferentes dos iniciantes ao profissionais, com base em resultados dos jogos reais sem levar em conta idade, sexo ou onde os jogos são disputados, um reconhecimento dos seus bons resultados defendendo sua Universidade:

“O processo de reconhecimento levo como consequência do trabalho. Sei que se trabalhar, vou ter resultados no futuro. Levo na boa, pego como motivação pra trabalhar mais firme e conseguir mais coisas, não só pra mim, mas pra universidade.”

Por fim, ela fez questão de recomendar a experiência que está vivendo para aqueles que estão em dúvida se optam ou não pelo circuito universitário norte-americano.

“Recomendo pra todo mundo o tênis universitário. É um processo da vida, muito importante pro crescimento da pessoa e do atleta. Nos EUA, tem muitas universidades, cada uma com seu tipo, umas mais focadas no estudo, outras mais no tênis, então é só ver o seu perfil, pesquisar bastante as universidades e ver o que é melhor pra você. Não tem como não gostar. A estrutura é incrível, eles dão todo suporte pra você crescer em todos os aspectos e com certeza é uma oportunidade. Pra todos os brasileiros que puderem ir pra lá, eu recomendaria, com certeza. Claro que não é fácil no começo, muito estudo no início pra passar nas provas, muitas dúvidas na cabeça, mas é só esse processo inicial, depois fica tudo mais fácil.” concluiu.