Stephanie agarrou a oportunidade do circuito universitário e agora é treinadora nos EUA

Stephanie Dalmacio 3 peqParaense por nascimento, mas “candanga” de coração, Stephanie Dalmacio é mais um exemplo de que aliar esporte e educação tem tudo pra ser sinônimo de muito sucesso.

Em 2006, aos 18 anos, um ano depois de ser campeã brasileira juvenil, ela rumou para os Estados Unidos em uma empreitada que misturou o desconhecido e a motivação em agarrar aquela oportunidade única: Estudar Gestão Desportiva e jogar tênis representando a Wichita State University, no Kansas, apoiada pelo Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas.

Dali em diante, não parou. E não voltou! Seguiu carreira nos Estados Unidos, fez mestrado e obteve muito sucesso. Confira um pouco da trajetória da Stephanie:

Você foi para o Estados Unidos em 2006, certo? Como surgiu a oportunidade de ir para lá?

Sim, eu comecei minha carreira em 2006 depois que tive bons resultados em 2005, meu último ano de juvenil, quando ganhei o Campeonato Brasileiro. Depois disso, tive a ajuda do Daquiprafora para começar o processo de bolsas e universidades que poderia ir.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil? Como era sua vida jogando tênis aqui?

Eu nasci em Belém, Pará, mas me mudei para Brasília quando tinha 5 anos de idade, então também me considero Candanga. Eu sempre joguei todos os esportes que podia e foi aos 11, quase 12 anos de idade que decidi me dedicar ao tênis. Tive muita sorte de ter pessoas que realmente acreditaram no meu potencial, como o meu primeiro treinador, Marcelo Machado. Ele foi a pessoa que me incentivou e me fez amar o tênis desde que me chamou para bater a primeira bola, numa de suas aulas particulares com o meu padrasto. Depois disso, foi bem fácil tomar a decisão. Foi amor à primeira batida e eu era muito viciada. Se não estava na quadra treinando, eu estava de ajudante nas suas aulas, batendo ou catando bola, ou batendo sozinha no paredão do Clube Apcef. Aos 14 anos, comecei a jogar torneios em Brasília, de classe e juvenil, e não demorou muito para jogar torneios nacionais e a liga COSAT na América do Sul. Aos 16, comecei a jogar os meus primeiros torneios profissionais de Future e ganhei alguns pontos, chegando a ficar entre 900-950 do ranking WTA. Infelizmente, depois de jogar 6-8 meses desses torneios, eu perdi o patrocínio que tinha e tive que parar de viajar. Foi um momento bem difícil porque eu ainda era muito nova e realmente queria estar no topo do ranking profissional. A melhor opção pra mim depois disso foi fazer universidade nos EUA com bolsa completa e ainda jogar um nível alto de tênis. Eu ainda pensava jogar profissionais aqui, mas por causa de tempo e dinheiro também não foi viável.

 

Além da graduação, continuou exercendo outras atividades nos EUA?

Continuei minha vida no tênis universitário aqui. Depois de me formar, fui Graduate assistant para conseguir bolsa de mestrado em Psicologia Esportiva e depois comecei minha carreira de treinadora como assistente aqui em Bowling Green State University, em Ohio. Eu hoje sou a treinadora principal (Head Coach) da universidade, que é  Divisão 1 e jogamos na Mid-American Conference. Então sim, continuei minha carreira nos esportes porque eu sempre quis dar a oportunidade de volta a atletas que também não tem ou tiveram os meios financeiros para jogar o circuito profissional. Também acho que o tênis universitário te dá oportunidades incríveis de crescer, não só como tenista, mas como ser humano e profissional em qualquer área que você escolher. Sou muito agradecida ao tênis e a vida que esse esporte me proporcionou aqui nos Estados Unidos.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou?

Eu escolhi Wichita State University, no Kansas, porque me pareceu a melhor opção para ainda melhorar como atleta. Quando eu cheguei, o programa não tinha tido muitas conquistas nacionalmente. Junto com as minhas parceiras de equipe, sempre soubemos que poderíamos quebrar recordes e elevar o nível do programa. Foi o que fizemos e atá hoje temos nossas fotos nas paredes da universidade. Tive a honra de representar a universidade no torneio nacional de All-Americans no meu terceiro ano e chegamos a ser top 20 no ranking da NCAA. Essas são coisas que nunca vão se apagar da memória de nenhuma de nós. E mais que isso: sempre vamos ter essa família que o esporte nos deu. Todos os momentos, bons e ruins, foram o que nos transformaram em adultos bem sucedidos hoje, mesmo sendo em diferentes partes do mundo. A isso também tenho que agradecer ao meu primeiro treinador aqui, Chris Young, e sua assistente Courtney Steinbock. Hoje eles são treinadores de Oklahoma State e Houston e são pessoas que eu sempre vou ter como exemplo.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Eu não sabia muito o que esperar quando entrei no avião para vir, quando tinha 18 anos. Eu sabia que era uma oportunidade que eu não poderia deixar passar e só o que podia fazer era agarrar com unhas e dentes e começar a construir meu futuro.

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

Não falava inglês e foi bem difícil no começo, mas as pessoas foram muito simpáticas e sempre me ajudaram no que precisei. Tive que fazer o curso intensivo de inglês nos primeiros 6 meses até passar no Toefl da universidade. A outra dificuldade sempre foi a comida. No Brasil, estamos acostumados e comer tudo orgânico. A facilidade de encontrar os produtos e o preço ajudam os brasileiros a terem uma dieta mais saudável. Esses mesmo produtos aqui são muito caros e muitos deles você não consegue encontrar. Só depois de um tempo você consegue controlar o que come. Cozinhar ajuda bastante, te dá o controle do que você esta colocando no seu corpo e fica mais barato também.

Você teve algum apoio de alguma instituição para essa empreitada? Se teve, conte qual(is) e como foi.

Eu tive o apoio do Daquiprafora e das bolsas da Fundação Lemann para vir. Eles me ofereceram as bolsas completas depois de terem me visto no circuito brasileiro em 2005.

Além do tênis, o que você faz atualmente?

Sou Head Coach aqui em BGSU e adoro meu trabalho. É muito interessante estar do outro lado e encontrar as suas próprias formas de criar um time e recrutar as jogadoras que você sabe vão se esforçar e melhorar a cada dia. O reconhecimento não é tanto os troféus, mas sim as suas jogadoras melhorando a cada dia e tendo conquistas dentro e fora das quadras. Eu me sinto muito orgulhosa de poder ser parte de um pedacinho desse sucesso.

Você pretende seguir trabalhando com o tênis ou pretende fazer outra coisa?

Eu pretendo seguir com a minha carreira de treinadora aqui. Gostaria muito de dar os passos certos e chegar à uma universidade maior onde possa conquistar maiores títulos, ter mais ajuda financeira para chegar ao topo do ranking universitário.

Você recomenda a experiência de jogar nos EUA aos jovens brasileiros?

Eu recomendo muito à todos os atletas brasileiros jogar o tênis universitário, mesmo que ainda queiram jogar profissionalmente. Isso pode ser uma ponte para jogar mais torneios e ter melhores resultados e ainda assim conseguir uma educação com alguma ajuda financeira. Não trocaria a experiência que eu tive por nada e sou muito grata à tudo que o tênis nos Estados Unidos me proporcionou.

Jogando e estudando nos EUA, Ingrid Martins quer ter boa formação sem largar o circuito profissional

ingrid-gamarra-martins-2-peqAos 20 anos de idade, a carioca Ingrid Gamarra Martins, que começou a jogar tênis com apenas 4 anos, é mais uma que se diz realizada com sua escolha profissional: ir para os Estados Unidos estudar e jogar o circuito de tênis universitário.

Estudando Tecnologia da Informação na University of South Carolina, em Columbia, desde o ano passado, ela nos contou como foi o processo de conhecer o que seria o circuito universitário dos EUA e a tomada de decisão:

“Decidi ir pros EUA em março de 2015. Eu estava jogando um Future, meu pai estava lá, meu psicólogo, que ficou dando exemplos de jogadores que foram, tiveram a carreira bem sucedida e ainda jogaram tênis profissional depois. Começamos a pesquisar muito pra ver como era lá, não entendia nada, nossa visão era diferente do que realmente é lá e começou por ali.”

Ingrid contou também que treinava com Ricardo Acioly, o Pardal – entre outras coisas, ex-capitão do Brasil na Copa Davis e diretor de relações institucionais do Rio Open – que se formou nos Estados Unidos e ajudou a abrir portas. Vale destacar que ela também teve apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos:

Treinava com o Pardal e ele se formou nos EUA.  A primeira coisa foi conversar com ele que deu opções de universidades, ajudou muito. Foi tudo muito rápido, fiz todos os testes de idiomas. Tive que começar aulas de inglês, que eu sabia falar de viajar, de escola, mas não fluentemente. Foi a decisão mais difícil, mas a mais certa que eu fiz. É meio clichê, mas foi a melhor escolha que eu fiz na vida.” afirmou Ingrid.

Com a decisão, foi a vez de encarar o desafio de ir pra outro país, morar sozinha e em um ambiente muito diferente ao que estava acostumada. No começo, não foi fácil e muitas mudanças foram percebidas:

“Eu não conhecia nada. As meninas do time, o técnico, foi tudo novo pra mim. Indo morar em um país diferente, sozinha. A maior dificuldade foi o inglês e o lance de equipe. Eu estava acostumada a jogar torneios individuais, viajar sozinha. Cheguei lá e era um esporte individual que passou a ser coletivo. Individual só na quadra.” disse Ingrid, completando: “ Tive que saber lidar com as dificuldades, não pensar só em mim, ter que tomar decisões não só pra mim, mas visando o time e lidar com os técnicos de uma outra cultura, meninas de uma outra cultura. Foi difícil no início, mas eu sentia que estava crescendo como pessoa e como atleta também.”

Ingrid deixa claro que sua pretensão para depois de se formar é se dedicar ao circuito profissional, no qual chegou a ser nº 723 da WTA, com a diferença, é claro, de ter um diploma de muita qualidade em mãos. Por isso, a escolha da Universidade foi um diferencial:

“Fui lá conhecer um pouco (a Universidade), conversei com os técnicos, gostei da postura deles, o objetivo, como tratavam o tênis universitário, a equipe. Escolhi porque quero jogar tênis profissional, quero ter um treinamento intensivo e ter oportunidade de estudar lá. Então, foi a melhor opção pra ter esse treino, crescer no tênis e ao mesmo tempo, crescer na vida.” disse a carioca.

Essa sua intenção fica clara quando se observa que ela continua jogando alguns torneios profissionais durante o ano, como fez em Charleston, em outubro, ITF no qual ficou com o vice-campeonato:

“Esse ano não joguei muitos ITF, pois a carga de torneios é muito alta, o nível é muito alto. Nas férias, de junho a agosto, com certeza tento jogar o máximo de torneios por perto até pra continar jogando profissional. Não vou deixar de jogar quando posso, mas tenho que cumprir meu papel na universidade, dar meu máximo lá.”

Neste ano, Ingrid esteve em uma lista elaborada pelo Universal Tennis Ranking, um sistema de ranking que abarca jogadores de todo o mundo, em 16 níveis diferentes dos iniciantes ao profissionais, com base em resultados dos jogos reais sem levar em conta idade, sexo ou onde os jogos são disputados, um reconhecimento dos seus bons resultados defendendo sua Universidade:

“O processo de reconhecimento levo como consequência do trabalho. Sei que se trabalhar, vou ter resultados no futuro. Levo na boa, pego como motivação pra trabalhar mais firme e conseguir mais coisas, não só pra mim, mas pra universidade.”

Por fim, ela fez questão de recomendar a experiência que está vivendo para aqueles que estão em dúvida se optam ou não pelo circuito universitário norte-americano.

“Recomendo pra todo mundo o tênis universitário. É um processo da vida, muito importante pro crescimento da pessoa e do atleta. Nos EUA, tem muitas universidades, cada uma com seu tipo, umas mais focadas no estudo, outras mais no tênis, então é só ver o seu perfil, pesquisar bastante as universidades e ver o que é melhor pra você. Não tem como não gostar. A estrutura é incrível, eles dão todo suporte pra você crescer em todos os aspectos e com certeza é uma oportunidade. Pra todos os brasileiros que puderem ir pra lá, eu recomendaria, com certeza. Claro que não é fácil no começo, muito estudo no início pra passar nas provas, muitas dúvidas na cabeça, mas é só esse processo inicial, depois fica tudo mais fácil.” concluiu.

Gustavo Zanette, um dos desbravadores no circuito universitário dos EUA, virou sócio de grande empresa no Brasil

Gustavo ZanetteGustavo Zanette pode ser considerado um desbravador. No início dos anos 2000, o baiano de Salvador recebeu uma oportunidade única de estudar nos EUA, jogando o circuito de tênis universitário, ainda em um tempo em que apoio logístico e financeiro praticamente não existia.

Depois de se formar em jornalismo na Winthrop University, Gustavo continua atuando na área, sendo sócio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, ajudando outros jovens que querem realizar esse sonho, conseguindo uma boa formação e jogando em alto nível.

Confira um pouco mais da sua trajetória!

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA?

Estava jogando um torneio no Club Med, na Ilha de Itaparica, e um amigo que estava no torneio também (ele já fazia faculdade nos EUA e estava de férias no Brasil) começou a me falar sobre a oportunidade, sobre a experiência dele lá e pouco mais de um ano depois desembarquei na Carolina do Sul. Lembro até o dia, 17/08/2000.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil? Como era sua vida jogando tênis aqui?

Sou de Salvador, onde comecei a jogar tênis, no Costa Verde Tênis Clube (na escolinha do Carlos Boar Matos, pai do Carlos Eduardo Matos, atual treinador do Thiago Monteiro lá na Tennis Route). Joguei o circuito juvenil no Brasil até os 18 anos, também jogava torneios por idade e classe na Bahia (Também treinei na Winner Tennis, com o Ary Godoy e no Baiano de Tênis, com o Carlos Abreu, o Xuxo). Não tinha muita ambição em ser jogador profissional, jogava porque gostava muito de estar na quadra. Quando terminei o ensino médio (uma curiosidade aqui, eu era da mesma sala que a Claudia Leitte, risos), entrei na faculdade em Salvador e comecei a jogar cada vez menos. Por sorte, aconteceu esse torneio no Club Med e acabou dando tudo certo.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou ou está cursando?

Estudei na Winthrop University, no estado da Carolina do Sul. Era uma universidade da divisão 1 da NCAA, com uns seis mil alunos. Me formei em jornalismo, com uma especialização em espanhol.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Para falar a verdade, não tinha ideia do que me esperaria nos EUA. A época era de internet discada, não havia youtube, whatsapp, nada disso. Só sabia que jogaria muito tênis e que faria parte de um time, algo que era novidade para mim.

Quais foram as suas principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

Já falava inglês, não tive muita dificuldade nessa parte. Minha principal dificuldade foi com as diferenças culturais entre americanos e brasileiros. Como lá nos EUA a maioria das pessoas tem a questão da iniciativa muito mais estimulada que os brasileiros, falando de uma forma geral, penei um pouco para entender que eu é quem deveria correr atrás de tudo sozinho, tanto para resolver meu problemas como para “cavar” oportunidades. No fim das contas, me adaptei tão bem que acabei ficando nos EUA por 8 anos. Trabalhei na equipe de assessores de imprensa da própria universidade por mais quatro anos.

Você teve algum apoio de alguma instituição para essa empreitada?

Na época não existia nada disso.

O que você faz atualmente?

Sou sócio da Daquiprafora há 5 anos e sou responsável da área esportiva da empresa. Todos os atletas da Daquiprafora passam por avaliação minha atualmente.

Você pretende seguir trabalhando nessa área?

Trabalhar com jovens é algo bastante gratificante e participar de um momento importante da vida de muitos deles é o que mais me motiva a seguir nessa área. Já vi muitos e muitos meninos tornarem-se executivos, empresários, funcionários importantes de empresas e isso não tem preço para mim.

Você recomenda a experiência de jogar nos EUA aos jovens?

Acho que a universidade americana pode dar ao jovem brasileiro um ótimo retorno para os muitos anos investidos no esporte, pois pode haver bastante redução de custo com uma bolsa esportiva. Além disso, o sistema de ensino americano tem muito a ensinar aos adolescentes brasileiros, sem contar na ótima oportunidade deles poderem conciliar os estudos com o tênis de alto rendimento. Hoje em dia, só consegue-se isso no Brasil com a universidade online. Fazer faculdade nos EUA foi provavelmente a melhor coisa que fiz na vida, algo que mudou minha vida e a vida de minha família. Conheci minha esposa nos EUA, fiz amigos – de muitos países do mundo – para toda a vida, aprendi bem dois idiomas e ainda mantive aberta a chance de morar novamente nos EUA, caso ainda queira. Realmente não poderia esperar muito mais da minha experiência por lá.

Com apoio financeiro e logístico, Patricia jogou em alto nível e se formou nos Estados Unidos

Patricia Coimbra - 2 peqNascida e criada em São Paulo, onde aprendeu a jogar tênis, mais precisamente no Esporte Clube Pinheiros, Patricia Coimbra jogou o circuito juvenil, mas consciente das dificuldades da carreira como profissional, decidiu buscar um novo rumo.

Aproveitando-se de algumas propostas de escolas norte-americanas, viu que o circuito universitário dos Estados Unidos seria ótima alternativa, com a possibilidade de estudar e jogar tênis em alto nível.

Para isso, contou com o apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas, enfrentando dificuldades, sim, mas permanecendo firme para chegar aos objetivos, principalmente o de ter uma boa formação na Winthrop University.

Confira como foi o nosso papo com ela!

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?

Desde pequena me destaquei nos torneios juvenis, mas logo percebi que o caminho profisional seria muito mais difícil. Durante os últimos anos jogando torneios juvenis e iniciando os torneios profissionais, comecei a receber propostas de escolas americanas. Sempre amei viajar e jogar tênis, então percebi que a melhor opção para aliar uma boa educação com uma prática esportiva de alto nível seria estudar e jogar por uma universidade americana. Na época, conversei muito com amigas/amigos que haviam se mudado para os Estados Unidos e com meus pais, todos me incentivaram muito a tomar essa decisão.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?

Nasci e sempre morei em São Paulo. Cresci jogando tênis desde pequena pelo Esporte Clube Pinheiros.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou ou está cursando?

Escolhi a Winthrop University, na Carolina do Sul. Na época, tinham vários brasileiros na equipe de tênis o que era muito importante para mim. Me formei em Maio de 2009 em  “business” com uma dupla especialização (“double major”) em Finanças e Ciências Contábeis.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Eu queria estudar, conhecer uma nova cultura e continuar jogando tênis de alto nível. Fiquei impressionada com a organização, o alto nível do esporte universitário americano e toda a infrastrutura oferecida pela universidade aos atletas. O esporte universitário é muito valorizado nos Estados Unidos estando sempre na TV, nas noticias… é um mundo muito diferente!

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

Eu falava um inglês básico quando cheguei nos Estados Unidos e essa foi a maior dificuldade nos primeiros 6 meses. Tive que estudar muito e contar com a ajuda de professores e colegas. Nunca vou me esquecer da minha primeira apresentação em inglês na frente de uma classe toda (risos).

A rotina também era corrida com aulas de manhã, treinos à tarde e às vezes aulas novamente à noite. Tambem batia saudades da familia e dos amigos no Brasil, mas depois de 6 meses tudo foi ficando um pouco mais facil!

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?

O Daquiprafora foi fundamental durante todo o processo de escolha, organização da documentação requerida pela universidade e visto. Graças ao Daquiprafora também tive a oportunidade de visitar 4 universidades antes de fazer a escolha final. O apoio financeiro providenciado pela Fundação Lemann foi tão importante quanto o auxílio do Daquiprafora. Agradeço muito a ambas as partes por todo o apoio.

E você tentou aliar o circuito universitário ao profissional?

Quando decidi estudar nos Estados Unidos, eu já tinha tomado a decisão de que não queria jogar tênis profissional, então optei por focar na carreira acadêmica. Durante as primeiras férias, optei por adiantar certas materias para conseguir a dupla especialização em 4 anos e também trabalhei em um acampamento de tênis. Nas minhas últimas férias, optei por fazer um estágio em uma multi-nacional chamada SPX Flow, na qual continuo trabalhando até hoje.

Qual é a sua atividade atual?

Atualmente continuo trabalhando na SPX Flow. Eu comecei no departamento de auditoria interna em Charlotte na Carolina do Norte, no qual passei 4 anos viajando pelo mundo com a empresa. Desde então fui promovida a Controler e me mudei para a França em Julho deste ano para assumir o cargo de Controler da nossa divisão europeia.

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão na dúvida sobre o circuito universitário?

Sem dúvida alguma! Foi a melhor escolha que fiz na minha vida. Aprendi e amadureci muito durante esses anos. Estudar e morar nos Estados Unidos é uma oportunidade que recomendo a todos os esportistas, tanto para os que gostariam de continuar jogando profissionalmente quanto para os que querem focar nos estudos.

Perto de se formar em Duke, Bruno Semenzato conseguiu aliar o circuito universitário ao profissional

Semenzato - Duke peqAos 23 anos, Bruno Semenzato está perto de realizar um grande objetivo, mas engana-se quem pensa que tem relação com seus resultados no circuito profissional.

O ex-top 100 juvenil está muito perto de se formar em Economia e Política Pública em uma das universidades mais renomadas do mundo, a Duke University, nos Estados Unidos, além de continuar jogando em alto nível, no circuito universitário norte-americano.

Com o auxílio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas, Bruno foi para os Estados Unidos, enfrentou dificuldades no primeiro semestre, mas não duvida da importância da experiência e garante: Recomendo a absolutamente todos os tenistas brasileiros.

Confira como foi nossa conversa com ele!

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?

Quando comecei a me destacar no juvenil, recebi vários convites de escolas muito boas para continuar meus estudos e jogar tênis em altíssimo nível ao mesmo tempo. Foi aí que surgiu a oportunidade de estudar em Duke, uma escola que está entre as 10 melhores do mundo academicamente e na época estava entre as 5 dos EUA no ranking de tênis. Fui muito bem aconselhado por um grande amigo, Bruno Rosa, que veio da mesma escola que eu, do Larri Passos, e tinha acabado de se formar nos Estados Unidos. Também recebi total apoio do próprio Larri, do Bocão (que viajava muito comigo) e obviamente dos meus pais, que sempre me aconselharam a optar por esse caminho.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?

Nasci em Lins e morei lá até os 8, cresci em Rio Preto e morei em Balneário Camboriú dos 14 aos 19.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou ou está cursando?

Escolhi a Duke University, onde estudo Economia e Política Pública.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Eu queria continuar jogando um tênis de alto nível e estudar na melhor universidade possível. Eu já tinha decido que não queria mais jogar profissional, mas caso ficasse no Brasil para estudar, teria que abrir mão do tênis competitivo completamente, pois aqui não temos tênis universitário. Foi aí que decidi estudar em Duke.

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

As principais dificuldades foram relacionadas a parte acadêmica. Eu fala sim Inglês e muito bem, porém jamais estudei em uma escola Americana. Estava muito focado no tênis nos últimos anos e de repente me vi estudando economia em uma das melhores universidades do mundo. No começo tinha que estudar 5 vezes mais que todo mundo, só para estar no mesmo nível que eles. No segundo semestre, depois de ralar muito, eu já estava muito bem adaptado. Uma dica que eu daria aos tenistas que pensam em fazer isso, é que se preparem ao máximo desde cedo. Se eu tivesse me preparado devidamente, teria poupado esses primeiros meses de sofrida adaptação.

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?

O Daquiprafora foi fundamental em toda a minha carreira universitária. Eles me ajudaram muito no processo de aplicação e escolha da universidade. Também me deram muito apoio durante esses anos estudando lá, me conectando a oportunidades de estágio e auxiliando em qualquer problema que surgisse no dia-a-dia lá. O Lemann abriu muitas portas em Harvard e quase fui para lá. No final optei por Duke pois eles me aceitaram em Janeiro.

E como foi aliar o circuito universitário ao profissional?

Sempre consegui jogar bastante tênis durante as férias. Foi muito bom poder continuar vivendo o tênis profissional, mesmo que só por alguns meses. Conseguia jogar por 3 meses durante o ano e isso era o suficiente para chegar muito bem preparado para a temporada universitária e sempre manter alguns pontos na ATP. Alcancei dois dos meus melhores resultados durante as férias do meu primeiro ano em Duke. Fui vice-campeão de um Future no Brasil e passei o qualy de um challenger também no Brasil. Sempre digo que quanto mais se estuda, melhor se joga tênis.

Pelo que vi aqui, seu último jogo como profissional foi em agosto do ano passado. O que o fez parar? Pretende voltar ao circuito?

Meu objetivo ao jogar esses torneios profissionais era me preparar para a temporada de tênis universitário. Fui para os EUA com o objetivo de focar na parte acadêmica e me dedicar muito mais aos estudos do que ao tênis. Porém, tenho a certeza de que se quisesse continuar, poderia. O nível jogado na divisão 1 é altíssimo e sem dúvida faz com que os jogadores melhorem durante os 4 anos que jogam lá. Eu sempre estive muito mais focado no mundo dos negócios e decidi desde cedo usar essa experiência nos EUA para me preparar o máximo possível.

Qual é a sua atividade atual?

Estou a um semestre de me formar, trabalhei em um fundo de private equity chamado Encourage Capital, em NY nesse verão, e por enquanto pretendo seguir trabalhando lá em janeiro do ano que vem. Futuramente pretendo voltar para o Brasil, empreender e possivelmente dar continuidade aos negócios da minha família.

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão na dúvida sobre o circuito universitário?

Recomendo a absolutamente todos os tenistas brasileiros. Acho que essa experiência acadêmica é extremamente fundamental, principalmente para a formação de um tenista profissional.

 

 

Estudo realizado pelo Daquiprafora aponta que ser top 50 juvenil não é garantia de sucesso como profissional

DaquipraforaCom o objetivo de identificar padrões de resultados obtidos por tenistas que chegaram a um nível muito alto no juvenil, considerando o top 50 do ranking da Federação Internacional de Tênis, o Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, pesquisou e analisou resultados de tenistas nessa faixa de ranking nos anos 2008, 2009 e 2010 e o seu desmepenho como profissional, supondo-se que o tempo de 4 a 7 anos seria razoável para um bom ex-juvenil se firmar no top 200 profissional, ou no top 100 de duplas (faixas de ranking que começam a dar retorno do investimento na carreira).

Com o próprio site da ITF como fonte, é possível chegar a alguns resultados interessantes, como os listados nos pontos abaixo:

– Dos 132 jogadores do estudo (18 jogadores se repetiram nos rankings), 26 deles já acharam seu espaço no top 200 de simples ou top 100 de duplas.

– Dos 132 jogadores, 32 deles optaram pelo caminho do tênis universitário e receberam generosas bolsas de estudos.

– Dos 132 jogadores do estudo, 15 nem foram para a faculdade nos EUA e nem seguiram tentando jogar profissional.

– Dos 132 jogadores, 59 deles continuam tentando espaço no top 200 (sendo que 22 deles não arrumaram espaço no top 500 ainda, 4 a 7 anos após terminar o juvenil).

Ver tabela abaixo:

Tabela Daquiprafora

Conclusões:

1 – Se chegar ao top 50 juvenil já é difícil, chegar ao top 200 profissional é muito mais.

2 – Quem chega ao top 50 ITF está jogando um nível altíssimo de tênis e ainda assim apenas 20% deles conseguiu chegar a um nível profissional que traga pelo menos algum retorno.

3 – Para jogar torneios, um jogador profissional vai precisar dispor de pelo menos R$ 150.000 por ano até chegar a um nível no qual as contas conseguem se equilibrar.

4 – Se um tenista passa 5-6 anos jogando sem conseguir obter retorno financeiro, estamos falando de cifras entre R$ 750.000 e quase um milhão de reais (isso corresponde a um apartamento de luxo em grandes cidades brasileiras). Quase metade dos tenistas do estudo continua gastando esse dinheiro anualmente sem obter retorno.

5 – Se os top 50 ITF (novamente, um nível altíssimo) têm toda essa dificuldade com o tênis profissional, pode-se imaginar que quem não conseguiu chegar a um nível top 50 ITF tenha mais dificuldade e precise de mais tempo (e mais dinheiro) até cavar seu espaço no profissional.

6 – Dentre os 24% que escolheram o tênis universitário, vários deles já estão de volta ao circuito e em situação melhor ou igual do que muitos que optaram por seguirem jogando futures (e gastaram muito menos durante o tempo na faculdade).

Abaixo alguns nomes de tenistas que estavam no estudo e optaram por faculdades nos EUA:

– Roberto Quiroz (Equador) está atualmente no último ano da University of Southern California e está em 520º do mundo, tem 23 anos. Era o 7º do mundo ITF em 2010.

– Mitchel Frank (Estados Unidos) está atualmente no último ano da University of Virginia, tem 22 anos e está em 580º do mundo. Era o 6º do mundo ITF em 2009.

– Tennys Sandgreen (Estados Unidos) foi para a University of Tennessee e se formou, tem 24 anos e está atualmente em 350º do mundo. Era o 24º do mundo ITF em 2009.

– Nicholaas Scholtz (África do Sul) se formou pela University of Mississippi e está atualmente em 445º do mundo, está com 24 anos. Era o 41º do mundo ITF em 2009.

– Marcelo Arevalo (El Salvador) estudou na Tulsa University por 3 anos. Voltou para o circuito e é atualmente o 305º do mundo. Tem 24 anos. Era o 12º do mundo ITF em 2008.

– Chase Buchanan (Estados Unidos) se formou na Ohio State University, voltou para o circuito e é atualmente o 195º do mundo, tem 24 anos. Era o 14º do mundo ITF em 2008.

– Henrique Cunha (Brasil) se formou na Duke University, tem 25 anos, voltou para o circuito e está em 255º do mundo, tem 25 anos. Era o 16º do mundo ITF em 2008.

– Bradley Klahn (Estados Unidos) se formou na Stanford University, voltou para o circuito e é atualmente o 241º do mundo (já foi 65), tem 25 anos. Era o 18º do mundo ITF em 2008.

– Jarmere Jenkins (Estados Unidos) se formou pela University of Virginia, voltou para o circuito e atualmente é o 205º do mundo, tem 25 anos. Era o 24º do mundo ITF em 2008.

– Blaz Rola (Eslováquia) estudou na Ohio State University por 3 anos, voltou para o circuito e agora é 95º do mundo, tem 25 anos. Era o 38º do mundo ITF em 2008.

– Jose Hernandez (República Dominicana) jogou 3 anos pela University of North Carolina, voltou para o circuito e está em 190º do mundo, tem 25 anos. Era o 44º do mundo ITF em 2008.

Com apoio da Daquiprafora e bolsa da Fundação Lemann, Rafael jogou nos EUA e se formou em Marketing

Rafael Garcia - LemannQuando estava no seu último ano como juvenil, aos 18 anos de idade, Rafael Garcia recebeu algumas propostas e não hesitou: decidiu estudar fora do país, mas sem largar o tênis, jogando no circuito universitário norte-americano.

Rafael foi com o apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas.

Dessa forma, Rafael, que é formado em Marketing pela Texas Tech University, nos contou um pouco sobre a sua experiência em território norte-americano.

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?

Surgiu aos 18 anos, durante meu último ano de juvenil, quando recebi propostas de algumas universidades.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?

Eu nasci em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, mas aos 15 anos me mudei para o Rio de Janeiro, onde morei por 3 anos, e aos 18 anos fui para São Paulo.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou?

Escolhi ir para a Texas Tech University, por inúmeras razões. O Marcelo Ferreira, hoje Head Coach da Pepperdine, mas na época treinador da Texas Tech, fez um trabalho excelente de recrutamento comigo. Além disso, sabia da ida de outros brasileiros pra lá, e por saber de suas qualidades como tenistas e pessoas não tive dúvida que era pra lá que queria ir. Eu cursei Marketing e fui muito feliz com minha escolha pois tive excelentes professores e aulas muito interessantes.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Em termos de estrutura eu já tinha a expectativa de que seria algo de outro mundo. Eu pesquisei muito sobre a Texas Tech, já sabia de seu campus enorme (maior dos EUA), e que a estrutura da atlética era incrível. Já com relação ao tênis, eu me surpreendi bastante. A princípio eu não imaginava que o nível seria tão alto. Muitos dos jogadores que cruzei durante a carreira de college estão hoje entre os top 150 do mundo em menos de 3 anos no circuito.

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

A única dificuldade que encontrei bem no comecinho foi de assistir aulas em inglês. Eu falava inglês em um nível bom, mas não dominava a língua. Claro que sentia falta da minha família e amigos, mas sempre soube que eles estariam lá para mim e que isso era algo passageiro.

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?

Foi fundamental. O Felipe Fonseca, fundador da Daquiprafora, foi a primeira pessoa a falar comigo sobre College Tennis. Tomei a decisão de ir para os EUA restando muito pouco tempo para passar pelo processo de admissão, e se não fosse a Daquiprafora tenho certeza que não teria dado certo. Tão importante quanto a Daquiprafora, foi a bolsa Lemann que recebi (providenciada pela Fundação Lemann), pois sem essa bolsa não teria ido para os EUA. Sem dúvida alguma devo muito a ambas as partes por tornar esse projeto realidade.

Como essa experiência o auxiliou na busca pela inserção no mercado de trabalho depois da universidade?

Fiz muitas amizades e conheci muitas pessoas nos EUA, e por conta disso recebi uma oferta de estágio em Nova Iorque logo que me graduei. Passei um ano incrível por lá antes de voltar ao Brasil. Acredito que esse é um dos maiores benefícios de fazer faculdade lá nos EUA. Além da estrutura fantástica, você tem contato com centenas de culturas, e também tem a oportunidade de fazer um networking enorme.

Você decidiu permanecer nos EUA ou voltar ao Brasil? Ainda tem contato com a universidade?

A princípio queria ficar por lá, mas depois desse ano percebi que seria mais interessante voltar ao Brasil. Mantenho contato com meu treinador de lá e estou sempre por dentro de como a atlética está indo, especialmente o tênis.

Qual é o seu trabalho atual?

Hoje trabalho na Daquiprafora, onde sou um dos coordenadores de universidades. Tem sido uma experiência e oportunidade incrível continuar vivendo um pouco da experiência de College com essa nova geração de atletas e estudantes.

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão em dúvida sobre o circuito universitário?

Sim, sem dúvida alguma. É uma oportunidade única de continuar jogando tênis em alto nível e ao mesmo tempo conciliar os estudos em um sistema de ensino de alta qualidade.

Tiago Espírito Santo contou com dica de treinador de Feijão para jogar o circuito universitário nos EUA

Tiago Espírito Santo 2Em 2004, Tiago Espírito Santo treinava no Rio de Janeiro com Ricardo Acioly, atual treinador de João Souza, o Feijão, quando o seu então treinador, diante da demora para encontrar os resultados que queriam como profissional, o apresentou uma ideia que ele ainda não havia cogitado: jogar no circuito universitário norte-americano.

A partir da decisão tomada, ele contou com o apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas.

Confira como foi nossa conversa com Tiago, que nos contou sobre o processo de tomar a decisão de ir, a saudade de casa e da namorada, além da experiência e do sucesso nos Estados Unidos.

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?
Em 2004 eu estava morando no Rio de Janeiro onde treinava com o Ricardo Acioly enquanto tentava encarar o circuito profissional, mas os resultados não estavam aparecendo então o Pardal (Ricardo Acioly) me chamou para almoçar um dia e sugeriu a ideia de ir aos Estados Unidos jogar no circuito universitário. O problema foi que para eu poder jogar em uma universidade de primeira divisão eu teria que começar em Janeiro de 2005 que era aproximadamente 3 ou 4 meses de onde estávamos, se não eu não seria mais elegível. Nesse ponto eu mal sabia falar inglês e se decidisse que tennis universitário era a opção eu ainda teria que passar no TOEFL (prova de inglês para estrangeiros que pretendem estudar nos EUA). Tudo isso fez com que o meu prazo para tomar uma decisão sobre algo que mudaria minha vida para sempre fosse de no máximo alguns dias, mas antes de terminar o almoço eu falei pro Pardal que eu topava ir jogar nos EUA. No mesmo dia ele conversou com o Felipe do Daquiprafora e nós começamos a busca por uma universidade.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?
Eu nasci em Brasília, onde morei até os 17/18 anos de idade, e depois morei no Rio por aproximadamente 2 anos e meio, antes de vir aos EUA.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou?
A primeira universidade que eu cursei foi a University of South Alabama, mas depois do primeiro semestre eu transferi para Wichita State University, onde me formei em Marketing, em 2009.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?
Eu estava tão confuso quando vim estudar e jogar aqui que eu não sabia o que esperar. Na minha cabeça o tennis universitário era a última coisa que eu queria fazer, pois o meu sonho era de ser um jogador profissional e como muitos eu acreditava que o tennis universitário nunca me forneceria essa chance. Eu estava errado, hoje em dia o tennis universitário nos EUA está tão competitivo que muitos jogadores estão terminando a universidade e tornando-se tenistas profissionais.

Quais foram as principais dificuldades?
O meu inglês era bem fraco quando eu cheguei, mas eu fiz questão de não conversar com ninguém em espanhol (que eu já sabia) ou português até que eu aprendesse bem o inglês. Mas, no princípio, a parte que foi mais difícil pra mim foi a saudade da namorada que eu deixei no Brasil, e dos amigos também.

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?
Ambos foram fundamentais, sem o Daquiprafora seria muito difícil, ou mesmo impossível, conseguir organizar toda a papelada necessária, e a Fundação Lemann entrou com o apoio financeiro, que não foi pouco.

Como essa experiência a auxiliou na busca pela inserção no mercado de trabalho depois da universidade?
Durante as férias de verão eu ia à Nova York dar aulas de tennis por 3 meses, e essa experiência foi fundamental para o que eu faço hoje.

Por que você decidiu permanecer nos EUA?
Quando me formei em 2009 eu já tinha bem claro o que queria fazer, e era ser diretor de tennis em um clube de Nova York, onde eu poderia trabalhar nos verões e tirar férias no resto do ano. Hoje sou diretor de tennis do American Yacht Club em, NY, mas ainda não descobri como tirar férias pelo resto do ano (risos).

Qual é o seu trabalho atual?
Hoje eu tenho uma empresa chamada Ace Racquet Sports, que se dedica a administração de instalações e programas de tennis. Nosso mercado alvo são clubes, hotéis e resorts. Atualmente, American Yacht Club é nosso único cliente, mas nós sós estamos começando.

Pretende voltar para o Brasil?
Brasil sempre será o que eu chamo de casa e tenho muita vontade de poder passar mais tempo por aí, e quem sabe um dia voltar, mas eu ainda não vejo muita valorização para o que eu gosto de fazer. Eu posso estar enganado, mas qualquer atividade ou negócio relacionado ao esporte ainda não tem o retorno que merece no Brasil. Aqui, por outro lado, eu sei que se eu trabalhar duro eu posso viver bem.

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão na dúvida sobre o circuito universitário?
Definitivamente sim. Ao contrário do que eu erroneamente pensava, o tennis universitario é sim um caminho muito bom para quem quer se tornar um tenista profissional. O nível de competição é altíssimo e fornece tempo para tenistas mais jovens amadurecerem e conseguirem encarar o circuito profissional mais tarde. Outro lado é também a qualidade das universidades e cursos nelas oferecidos, é uma coisa de outro mundo. Para o jovens que estejam mais focados na parte acadêmica, muitas universidades daqui estão entre as melhores do mundo.

Florentina aproveitou o apoio da Fundação Lemann e Daquiprafora pra jogar tênis e se formar nos EUA

FlorentinaSempre uma ótima alternativa para quem gosta do tênis e pretende ter uma boa formação acadêmica, o circuito universitário norte-americano é, há muitos anos, uma excelente perspectiva para os jovens.

Dessa forma, Florentina Hanisch aproveitou o apoio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportivas, e nos contou um pouco sobre sua experiência, suas escolhas e oportunidades. E garante não ter arrependimento da sua decisão.

Confira!

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?

O Felipe (Fonseca, que trabalha na empresa Daquiprafora) falou comigo durante um torneio profissional em que eu estava jogando e me explicou como funcionava. A princípio, eu queria continuar jogando profissional, joguei por mais 6 meses, até que decidi que queria cursar universidade. Liguei para o Felipe e ele me ajudou com todo o processo.

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?

Nasci e sempre morei em Florianópolis. Como muitos tenistas da minha idade, fui influenciada pelo nosso grande Guga.

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou?

Fui para Wichita State University, no Kansas. Tinha vários brasileiros no time de tênis e isso era muito importante para mim, já que eu não falava nada de inglês. Recebi dois diplomas, de marketing e management.

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Eu sempre amei viajar e jogar tênis. Ter a oportunidade de fazer os dois com tudo pago e completar a faculdade ao mesmo tempo me pareceu uma experiência maravilhosa, assim como uma oportunidade única. Foi tudo exatamente como eu esperava, com certeza uns dos melhores anos da minha vida.

 

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês fluentemente?

Com certeza o idioma foi a maior dificuldade. Não falava nada de inglês, mas por sorte a Stephanie Dalmacio (jogávamos juvenil juntas) foi na mesma época que eu, então moramos juntas durante os dois primeiros anos, o que ajudou muito. O resto foi absolutamente tudo maravilhoso. Todo mundo, tanto do time quanto da faculdade, querem te ajudar. Você tem tutor disponível para qualquer matéria, os professores entendem que você tem que viajar para os torneios e te apoiam, o treinador fica à disposição para te dar treinos à parte do mandatário, fisioterapia à disposição todo o tempo…enfim infra-estrutura e serviço de outro mundo.

 

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?

Muito importante, eles fizeram absolutamente tudo pra mim, desde a procura das universidades até papéis para conseguir o visto. Fizeram a minha ida aos EUA muito mais tranquila.

 

Como essa experiência a auxiliou na busca pela inserção no mercado de trabalho depois da universidade?

Sempre fui apaixonada pelo tênis. Mas durante as férias eu dava aula de tênis para juntar um dinheiro. Foi aí que eu descobri o quanto eu gosto de ensinar tênis para as outras pessoas. Com certeza vai soar muito clichê, mas a verdade é que me faz muito feliz passar um pouco desse amor que eu sinto pelo tênis para outras pessoas.

 

Por que você decidiu permanecer nos EUA? Ainda tem contato com a universidade?

Já estou morando nos EUA há 9 anos e no momento não penso em voltar para o Brasil. Daqui a pouco vou dar entrada para um greencard. Eu amo o meu Brasil, mas eu acredito que lá (nos EUA) a vida seja muito melhor.
Continuo falando com o treinador da universidade e seguindo os resultados do time de tênis. Quando eu uso roupa da universidade, sempre algum americano me para na rua para falar sobre a universidade. Lá as pessoas respeitam muito os estudantes que eram atletas e representavam as suas universidades em algum esporte.

 

Qual é o seu trabalho atual?

Sou treinadora de tênis. O nome da posição é Head Tennis Pro. Além de dar aulas de tênis, ajudo o diretor do clube a organizar eventos, fazer o marketing do programa e também ajudo com a parte de finanças do programa de tênis.

 

Pretende voltar para o Brasil?

No momento, não. Infelizmente a área que eu escolhi para trabalhar é uma área muito difícil no Brasil.

 

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão na dúvida sobre o circuito universitário?

100%. Para os que estão à procura de outras opções além do tênis, existem várias universidades em que o foco estará nos estudos e não no tênis.

Para os que gostariam de continuar jogando profissional, as universidades que estão ranqueadas entre os top 20 oferecem toda estrutura para quem quer continuar jogando. O meu treinador, às vezes, nos levava para jogar torneios Future durante as férias e a temporada de outono. Se eu quisesse ir treinar às 6 da manhã, tanto ele como o preparador fisico, como a fisioterapeuta estavam a minha disposição.

Recomendo a experiência não só para os jovens que desistiram do tênis profissional, mas também para os que querem continuar tentando o circuito por mais um tempo.

Com apoio da Fundação Lemann e Daquiprafora, Jacqueline Rouquet jogou e se formou nos Estados Unidos

Jacqueline Rouquet peqJacqueline Rouquet levava um vida tranquila em Bragança Paulista, cursando Educação Física e jogando tênis. Em um torneio no qual se inscreveu principalmente pelo bom prêmio em dinheiro e o possível contato com técnicos norte-americanos, acabou se interessando pela possibilidade de jogar no circuito universitário dos Estados Unidos.

Sem grandes expectativas e com o auxílio do Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, e da Fundação Lemann, reconhecida por auxiliar tenistas, entre outros, a irem para os Estados Unidos jogar o circuito universitário em várias modalidades esportiva, Jacqueline embarcou nesse desafio e hoje, formada em gerenciamento esportivo, garante que não se arrepende: “Mais valiosa do que toda experiência nas quadras e nas salas de aula, são as experiências da vida”.

Confira como foi o nossa conversa com ela!

 

Quando e como surgiu a oportunidade de ir para os EUA estudar e jogar o circuito universitário?

Jogando um torneio em 2006 em São Paulo realizado por uma empresa de agenciamento. O torneio valia uma grana boa e servia como showcase para alguns técnicos americanos. Na época eu tinha 20 anos e estava fazendo faculdade de Educação Física aqui no Brasil. Fui jogar mais pela premiação do torneio mas me interessei pela oportunidade de jogar nos EUA. No fim, acabei indo através de outra empresa.

 

Em qual lugar você nasceu e morava aqui no Brasil?

Nasci em Bragança Paulista – SP, e morava lá na época.

 

Qual foi a universidade escolhida? O que você cursou?

Fui para o College of The Desert, em Palm Desert, Califórnia. E após um ano, transferi para a Mars Hill University, em Mars Hill, Carolina do Norte. A princípio minha major era nutrition (nutrição), mas depois mudei para Sports Management (gerenciamento esportivo).

 

Qual era a sua expectativa quando partiu para os EUA?

Pra ser sincera, não achava que iria me formar lá. Fui com a intenção de ficar tipo um ano, ou o tempo que eu aguentasse, jogando e aprendendo (principalmente o inglês) o máximo possível. E se não desse certo, eu voltaria pra cá e terminaria minha faculdade. Cheguei mais longe do que eu mesma achava que era capaz.

 

Quais foram as principais dificuldades? Já sabia falar inglês?

Eu mal sabia falar inglês, tanto que tirei uma nota ruim no TOEFL e tive que ir para uma Junior College. Com certeza a dificuldade com inglês atrapalhou um pouco. Por outro lado, me fez uma melhor aluna, pois se eu não estudasse antes, iria pra aula e não entenderia nada, então comecei a me preparar melhor.

A saudade de casa também afeta muito no começo, mas é só focar na vida lá e não querer viver Brasil e EUA ao mesmo tempo, que logo se acostuma com a distância.

Acho que a pior dificuldade é se adaptar com as diferenças: comidas diferentes, clima diferente, hábitos diferentes, tudo diferente. O segredo é não ficar comparando e saber aproveitar as coisas boas de cada lugar. Pode ser que a comida do Brasil seja melhor, e o clima também, mas ficar pensando nisso quando se está longe do Brasil não ajuda em nada. Então tem que aproveitar as vantagens de cada local. Somos adaptáveis, e quando menos percebemos, já nos acostumamos com os novos hábitos e até gostamos deles.

 

Qual foi a importância do Daquiprafora e da Fundação Lemann nesse projeto?

A Fundação Lemann foi essencial para a minha ida. Sem o apoio financeiro deles, eu certamente não teria ido para os EUA.

Já a Daquiprafora me ajudou com toda a parte de documentação necessária. Sem ter conhecimento algum sobre isso na época, seria impossível ter feito tudo por conta própria. Eles também me ajudaram com informações básicas de sobrevivência nos EUA, e me auxiliaram no processo de transferência para a universidade.

 

Como essa experiência a auxiliou na busca pela inserção no mercado de trabalho depois da universidade?

Não ajudou muito. E digo isso não só por mim, mas por vários amigos que eu conheço que tiveram e ainda tem dificuldade de conseguir um bom emprego aqui. Acho que o maior problema é a falta de experiência e de network no Brasil.

A validação do diploma aqui também é bem complicada. Conheço várias pessoas que tiveram seus pedidos recusados. Eu não pude me inscrever para um concurso da aeronáutica pois eles exigiam um diploma brasileiro.

 

Você permaneceu nos EUA? Ainda tem contato com a universidade?

Não permaneci nos EUA, voltei assim que me formei. Mas tenho vontade de voltar para os EUA fazer um mestrado. Tenho contato com alguns professores apenas.

 

Qual é o seu trabalho atual?

Sou professora de tênis.

 

Você recomenda a experiência aos jovens que ainda estão na dúvida sobre o circuito universitário?

Sem dúvidas! Os 4 anos que eu joguei e estudei nos EUA foram, com certeza, alguns dos melhores da minha vida. Uma experiência incrível!

A estrutura das universidades são demais! Não tem comparação com os clubes mais tops do Brasil. Além do que, você começa a ver o tênis de uma outra forma, não como um esporte individual, mas como um esporte de equipe. Aprende que cada componente da equipe é fundamental, não só os melhores jogadores, e que a vitória do time é o que mais importa.

Em relação aos estudos, acho muito interessante a flexibilidade do sistema americano. Lá você pode pegar quantas aulas deseja por semestre, escolher seus horários, e não precisa escolher sua major logo quando entra na universidade.
Mais valiosa do que toda experiência nas quadras e nas salas de aula, são as experiências da vida. Novas descobertas, momentos únicos, amigos que se tornam família, autoconhecimento…, memórias que vão estar sempre com você, mesmo que você esqueça as matérias que cursou ou os torneios que ganhou.