As regras do calor no Australian Open

O assunto é o calor, desde antes do Australian Open começar. Com temperaturas passando dos 40oC os jogadores estão sofrendo e reclamando do torneio por não paralisar partidas ou tomar alguma atitude a respeito.

Azarenka heat

Claro que não é agradável jogar num calor de mais de 40oC, mas nenhum médico ou organizador de evento seria irresponsável a ponto de prejudicar de fato a saúde de um tenista. Há alguns anos o Grand Slam australiano instituiu uma política de calor – Heat Policy que diz exatamente isto que reproduzo abaixo.

Os técnicos dos jogadores tops não estão reclamando das condições do tempo. Andre Agassi mandou mensagem para o ex-treinador Brad Gilbert falando que a melhor coisa é aceitar a situação e usar para sua vantagem. Não é novidade alguma que faz calor em Melbourne.

Lembro de anos, uns quase 20 anos atrás, quando eu ainda não estava tão inserida no meio do tênis, era apenas uma admiradora do esporte, de uma foto do Boris Becker em um jornal, todo vermelho e a legenda dizendo – “poderia fritar um ovo na quadra.” Naquela época não havia heat policy. Ferrer Aus Open

Para quem quiser se aprofundar um pouco em como funciona, aqui está o official heat policy do Aus Open.

In the event of extreme heat, the Referee has the right to order a rest period and/or suspend play at any time as per the following policy:

The Australian Open Extreme Heat Policy will be applied at the Referee’s discretion and may be altered at any time.
At the Referee’s discretion, when the Wet Bulb Globe Temperature only (WBGT) is above the pre
-determined threshold, the Tournament Referee may suspend the commencement of any further
matches on outside courts.
Any matches currently in progress will continue until the end of the current set. At the completion of
the set, play will be suspended.
Where play in any match commences outdoors (or with a roof open) and the WBGT temperature
exceeds the pre-determined threshold, the match will continue until the completion of the set. At the end of the set a decision may be made by the Referee to close the roof for the remainder of the match and the following matches, when the EHP is still in effect (on Rod Laver Arena and Hisense Arena).
A roof will only be closed because of extreme heat if a decision has been made by the Referee to suspend the completion or commencement of matches on the outdoor courts.
When the EHP has been implemented, the Tournament Referee will suspend the calling of any further matches on outside courts.
Supplement:
In the Women’s Singles, to allow a 10 minute break between the 2nd and 3rd sets when a WBGT 30.1 reading has been recorded prior to the calling of the match by Tournament Control. Readings are continually made throughout the day.
ForJunior Singles, to allow a 10 minute break and Wheelchair Singles to allow a 15 minute break between the 2ndand 3rdsets, this will be applied at the Referee’s discretion at a predetermined threshold, prior tothe calling of the match by Tournament Control. Readings are continually made throughout the day.
The break will not apply between the second and third sets if play had previously been suspended after
the first setdue to EHP.
During the suspension of play, the Referee will review the conditions and make a decision as to whetherthe EHP is still in force. A player will be given at least 30 minutes notice prior to the resumption of play.Announcements will be made via the public address system
Diana Gabanyi

É incrível o que Roger Federer fez em Melbourne

Podem dizer que ele já acabou, que não vai ganhar mais Grand Slam, que já passou dos 30 e não consegue mais acompanhar o ritmo dos outros, mas ele é uma lenda do esporte e fazer o que Roger Federer fez, nesta quarta em Melbourne é para pouquíssimos.Federer and laver

Há semanas Federer anunciou que faria uma noite de caridade antes do Australian Open começar. Já vi isso acontecer uma ou outra vez, mas nunca da maneira que foi feita em Melbourne.

A Rod Laver Arena foi toda modificada para receber Roger Federer and Friends – saíram os logos dos patrocinadores e entraram os logos RF e da Rolex, patrocinadora de Federer e do evento.

Tsonga Federer

Federer conseguiu trazer Laver para bater uma bolinha com ele. Dois mitos do esporte, talvez os dois maiores de todos os tempos, batendo bola na quadra que leva o nome do australiano. Ainda entraram em quadra outras lendas do esporte australiano, Tony Roche, que foi técnico de Federer, Patrick Rafter, Lleyton Hewitt. Federer enfrentou Jo-Wilfried Tsonga, venceu, por 6/7 6/3 7/5 – jogo arbitrado pelo juiz brasileiro Carlos Bernardes, que se vestiu de smoking – , mas como sempre, nestes momentos o resultado foi o que menos importou.

O público que lotou a quadra central do Melbourne Park se levantou para aplaudir os mitos do tênis e claro que com o valor do ingresso comprado para a noite especial, ainda colaboraram com a Fundação de Roger Federer que ajuda crianças carentes na África do Sul, país natal de sua mãe.

Federer arrecadou AU$ 1 milhão e afirmou que o objetivo é atender, até 2018, 1 milhão de crianças na região. Números tão grandiosos quanto os da carreira dele.

Roger FEderer Foundation

E ele continuará arrecadando. O Australian Open deixou banners como este pelo site e no Facebook, com imagem de Federer e link para doação.

A torcida é para que Federer ainda jogue por muito tempo.

Diana Gabanyi

“Tênis também é um esporte para os cegos.”

Recebi hoje de colegas da Argentina um vídeo com deficientes visuais praticando o esporte.

O vídeo me fez lembrar uma matéria que fizemos na Tennis View alguns bons anos atrás, relatando como funciona o esporte e contando as origens do “Blind Tennis,” no Japão.

Reproduzo aqui a matéria feita na época pelo repórter Leonardo Stavale.

“Tênis também é um esporte para os cegos.”

“Blind Tennis, ou Tênis para Cegos.” Esta frase causa espanto em qualquer pessoa que conheça o esporte e nunca tenha ouvido falar que os cegos também podem jogar tênis.

Tennis View também se espantou ao tomar conhecimento de que o esporte para deficientes visuais e cegos existia, e desde 1990 e descobriu que tudo começou no Japão, com um garoto de 16 anos e que hoje em dia existem campeonatos para a categoria.

tenis cegos

Pouco difundido pelo mundo, o “Blind Tennis,” pode ser jogado por pessoas completamente ou parcialmente cegas, com algumas diferenças das regras do tênis profissional, como a bolinha, que é feita de esponja e com elemntos internos que fazem com que ela emita um som alto na hora que se aproxima do jogador.

Conheça, neste emocionante relato do jornalista Leonardo Stavale, como a vontade de jogar tênis, de um jovem do Japão, criou mais um esporte para os deficientes visuais e como, a exemplo do Tênis em Cadeira de Rodas e do Tênis para Surdos, o “Blind Tennis,” também pode vir a se tornar um esporte Paraolímpico.

O sonho de um adolescente japonês de 16 anos, parcialmente cego, fez nascer mais um esporte no mundo em 1986: o “Blind Tennis” (tênis para cegos e deficientes visuais). Com problemas na visão desde o nascimento, Miyoshi Takei (falecido em 2011) queria usar toda a parte perfeita de seu corpo para jogar tênis. O desafio era fazer o esporte em três dimensões, com a bola ‘quicando’. Isso porque nos esportes para cegos já existentes na época, como o voleibol, tênis de mesa e beisebol a bola era rolada no chão, ou seja, em apenas uma dimensão. Takei pediu auxilio ao seu professor de educação física, que se interessou pela idéia.

O primeiro desafio do estudante da Escola para Cegos e Deficientes Visuais da Prefeitura de Saitama, no Japão, era produzir uma bola especial que permitisse aos jogadores encontrá-la pelo som emitido quando a bola tocasse o chão.  A primeira tentativa foi com uma bola de plástico, em que ele e seu professor inseriram, no seu interior, bolinhas de chumbo. O resultado sonoro foi eficiente, porém a bola não pulava de forma apropriada. Eles experimentaram vários outros materiais, mas a bola perfeita para o “Blind Tennis,” não estava pronta. Ainda.

Depois de se formar na escola, Takei iniciou um curso de educação especial em fisioterapia, em Tóquio. Mas a bola ideal não saía de sua cabeça. O estudante levou então a bola original ao “Centro Esportivo de Tóquio Para os Deficientes,” e pediu a um instrutor que jogasse tênis com ele. Em um primeiro momento o instrutor não acreditou muito na idéia daquela jovem, mas foi movido e inspirado pelo entusiasmo de Takei.

A bola perfeita e o sonho realizado

Um certo dia,  Takei descobriu a bola utilizada no mini-tênis, importado da Suécia. Comprou uma dessas bolas, feita de material esponjoso e a partiu ao meio colocando dentro uma bola de tênis de mesa, que possui quatro bolinhas de chumbo no interior – para cegos e deficientes visuais.

Graças ao esforço do estudante, o “Centro de Reabilitação Nacional para Deficientes – NRCT,” em Saitama, iniciou um projeto para manufaturar a bola especial. Para completar a realização do jovem, o NRCT promoveu o primeiro torneio nacional no dia 21 de outubro, de 1990.

tennis ball

A professora Ayako Matsui  do curso de fisioterapia onde Takei  se graduou, começou a dar aulas de “Blind Tennis,” em 2003. Ela contou à Tennis View, que atualmente ensina o esporte para crianças a partir de cinco anos, perto de Tóquio, além de promover o esporte pelo País. De acordo com ela existem cerca de 300 praticantes no Japão. “Eu sei que na Austrália há uma associação para  parcialmente cegos. Eu acredito que o Japão seja o único país onde se joga tênis para totalmente cegos.”

Amante do tênis, a Sra. Matsui abriu um clube para ensinar o “Blind Tennis” para crianças, podendo ajudar nas necessidades do portador de deficiência visual. “As crianças com problemas de visão não são boas no esporte, pois elas não podem se mover livremente e também não há tantas oportunidades de praticar. Isto não é bom para o desenvolvimento delas. O tênis é um excelente esporte para ensiná-las a localizar a bola e a posição na quadra. Elas precisam ouvir o som cuidadosamente, e de muita concentração. É um ótimo treinamento para as habilidades vitais delas,” explica a professora.

O fato de muitas crianças serem cegas desde o nascimento é a principal dificuldade. “Elas  nunca viram alguém jogar tênis e por isso não têm como aprenderem  copiando de alguém,” explica Ayako. “É muito difícil ensinar para as crianças o movimento do corpo. Leva muito tempo para que as crianças totalmente cegas consigam bater na bola. É preciso muita prática,” completa.

No Japão há um campeonato nacional disputado anualmente, em novembro. A média é de 70 participantes. Além do torneio nacional, existem outras 10 competições locais. Matsui desconhece qualquer outro torneio de tênis para cegos e deficientes visuais em outro lugar do mundo. No Brasil, não há registros do esporte para deficientes visuais.

Em janeiro deste ano, os japoneses começaram a promover o esporte internacionalmente, com uma visita à Inglaterra, que foi o segundo País a introduzir o “Blind Tennis.” O objetivo é incluir o esporte no programa dos Jogos Paraolímpicos.

O “Tênis para Cegos,” segue as mesmas regras de contagem do circuito mundial de tênis. Há diferenças no tamanho da quadra, quantidade de quiques. Confira as regras:

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Quadra

– Comprimento: 13,4 m

– Largura: 6,1 m

– Dividida em duas metades por uma rede de 80cm de altura no centro e 85cm nas pontas.

– São necessários no mínimo três metros de espaço livre no fundo da quadra e dois metros nas laterais

– As linhas da quadra são feitas por fitas adesivas com uma linha de 2mm por baixo, para que os tenistas sintam a marcação da quadra

– Normalmente o Blind Tennis é disputado em ginásios fechados para que o som da bola fique ainda mais audível.

 Raquete

– Raquetes Junior

Bola

– O diâmetro da bola esponjosa é de 9cm

– No centro da bola há uma outra de tênis de mesa que contém quatro bolinhas de chumbo para produzir o som ao tocar o chão

– Além de produzir o som, as bolas permitem aos deficientes visuais que indentifiquem a altura, direção e velocidade aproximada da bola.

– Pode ser amarela ou preta

– Cada bola é especialmente manufaturada e custa aproximadamente US$ 10

 Categorias

– B1 (o ‘B’ é usado como abreviação de Blind) é para as pessoas totalmente cegas

– B2, B3 e B4 são parcialmente cegos. B2 é capaz de ver o movimento de uma mão quando ela se move em frente aos seus olhos. A falta de visão é abaixo de 0.03  ou a visão é abaixo de  5 graus.  A falta de visão dos atletas B3 é acima de 0.03 ou a visão é acima de 5 graus. Para os jogadores B4  não há regulamentação para a falta de visão.

Os tenistas da classe B1 tem direito a três quiques.  Os jogadores da B2 e B3 podem deixar a bola tocar o chão duas vezes. Na categoria B4 a bola pode pingar apenas uma vez.

Jogadores da classe B2, B3 e B4 podem jogar na categoria B1 com venda nos olhos.

Saque:

– O sacador deve pergunta “Ready?(pronto). Em seguida o recebedor deve responder  “Yes” (sim). Após a resposta do recebedor, o sacador tem cinco segundos para sacar.

– Caso o recebedor não responda, e o sacador execute o golpe mesmo assim, um ‘let’ é chamado

– Tanto o sacador como o recebedor podem perguntar ao juiz ou boleiro qual a posição deles na quadra

Falta no saque

– Quando a bola não atinge a área de saque no primeiro quique

– Quando o sacador começa o movimento do saque, mas não atinge a bolinha

– Quando a bola atinge o recebedor diretamente sem encostar na quadra

– Quando o sacador atinge a bola correndo ou andando

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Perda de pontos

– Em caso de dupla-faltas

– Quando não se bate na bola antes do número correto de quiques

– Quando alguém passa orientações durante o andamento da partida

– Quando a bola o atinge diretamente – se estiver dentro da quadra.

– Quando a bola toca duas vezes a raquete

– Quando o contato com a bola é feito na área do adversário (invasão)

– Quando alguma parte do corpo, ou da raquete encostar a rede antes do ponto acabar

– Quando a bola atinge o juiz

Contagem

– A contagem é igual ao do circuito profissional de tênis. No Japão, na maioria dos torneios o set vai até 4 games. Quando há empate em 3-3, joga-se um tie-break.

Outras Regras

– Quando os dois jogadores tem visão parcial, o sacador pode escolher a bola amarela ou a preta. Depois da escolha não se pode mudar a cor da bola até o final da partida.  Em partida com tenistas sem nenhuma visão é utilizada a bola amarela.

– O jogador pode perguntar ao juiz a natureza do seu saque (o quanto saiu, se saiu lateralmente, etc).

– Se uma bola quebrar durante um rally joga-se o ponto novamente

* A professora Ayako Matsui  possui um site na Internet com informações e regras do esporte e como organizar clínicas e conduzir aulas para deficientes visuais: http://www.hanno.jp/~matsui/

Para entrar em contato com Matsui, o e-mail é matsui-tennis@hanno.jp

Leonardo Stavale

Um bate-papo com Milos Raonic

E assim, como um daqueles saques a mais de 220km/h que o adversário mal consegue enxergar, a temporada 2014 já começou oficialmente. A época de retrospectivas já passou e o momento, quase já atrasado também é de previsões para o circuito.

Um dos nomes que todos ficarão de olho neste ano é o de Milos Raonic e aqui vai uma entrevista que  a Tennis View publicou com ele na sua última edição. A entrevista foi feita antes do ATP Finals, mas dá para conhecer bem a personalidade – ainda muito forte da região dos balcãs onde ele nasceu – do hoje canadense e ver que ele sabe que tem que amadurecer, mas que quer ir além da barreira do top 10 que quebrou em 2013.

Aproveito para me despedir do ano, enquanto tento encontrar uma maneira par 2014 de manter este blog sempre atualizado, mesmo durante o meu intenso trabalho como assessora de imprensa do Rio Open.

Mais jovem tenista entre os top 12 do ranking mundial, o canadense Milos Raonic quer muito, muito mais.

Aos 22 anos de idade, no melhor ano da sua jovem carreira no circuito profissional, Raonic já chegou ao top 10, depois de alcançar a final do Masters 1000 de Montreal e levou o seu país à semifinal da Copa Davis.

Raonic também esteve perto de se tornar o primeiro canadense a alcançar as quartas-de-final de um Grand Slam, no US Open, quando perdeu para Richard Gasquet, nas oitavas, com match point. Foi do mesmo Gasquet que ele ganhou na semifinal do ATP de Bangcoc, no fim de setembro, em que viria a conquistar o título, derrotando Tomas Berdych na final.

Dono de um potente saque e de uma das direitas mais fortes do circuito, Raonic enfim fez a ATP comemorar um novo nome entre os melhores do mundo, uma novidade entre os tops. Já que Grigor Dimitrov e Bernard Tomic estão demorando um pouco mais do que o esperado para ocupar estas posições também.

Atualmente treinado pelo croata Ivan Ljubicic, o canadense que nasceu em Montenegro e se mudou com a família para Toronto, quando tinha apenas três anos de idade, é um dos maiores ídolos do Canadá, o país em que o Hockey é o esporte número um.  Durante a Copa Davis e o Masters 1000 do seu país, Raonic jogou inclusive com o símbolo do Canadá, a “maple leaf” na camiseta, especialmente feita para ele.

Um dos primeiros tenistas a integrar o centro de treinamento da Tennis Canada, em 2007, Raonic é fruto do trabalho da federação local, com uma combinação de bons técnicos e um jogo que se adapta ao circuito atualmente.

Campeão de 5 ATPs, em apenas sua terceira temporada completa na ATP, ele já foi eleito o novato do circuito em 2011, ao pular da 156ª para a 31ª posição. Mas, antes um conformista com o top 50, o canadense quer mais. “Quero ser o melhor do mundo.”

Tennis View conversou exclusivamente com Raonic, e descobriu muito mais sobre o tenista.

RAONICENTRE[8]

 

Tennis View – Você alcançou a final do Masters 1000 de Montreal, em agosto e entrou pela primeira vez no top 10 da ATP.  Para muitos jogadores isso é o sonho de uma carreira toda e você já chegou lá com 22 anos de idade. Qual foi a sensação?

Milos Raonic – Foi uma grande sensação no momento, logo que aconteceu. É um momento que significa muito para mim, porque você sabe que é aquilo que você quer conquistar, é onde você quer chegar, é o seu objetivo de sempre. Mas, eu sempre disse muitas vezes que um dos meus objetivos também era entrar para o top 8 e jogar o ATP World Tour Finals, algo que seria enorme para mim. Agora estou mais perto e quando dou um passo para trás, percebo que é só um passo adiante do que eu realmente quero conquistar. Não muda muito em termos do porque eu jogo ou de para que eu jogo, que é sempre, constantemente me tornar mais forte mentalmente para os grandes jogos e continuar aprendendo através dessas experiências, para chegar ao meu objetivo

TV – Você estava de olho no top 10, ou era algo que você sonhava  alcançar quando era criança?

MR – Quando eu era mais jovem eu achava que eu seria feliz no top 50. Mas, as coisas mudaram desde então. A minha crença no meu tênis mudou muito, acredito muito mais nas minhas habilidades e no progresso que eu posso fazer e onde posso chegar.

TV – Quando você chegou em Montreal, a sua confiança não estava lá no alto não. O que aconteceu que fez com que você tivesse aquela semana incrível?

MR – É verdade e acho que isso me ajudou, de alguma maneira, naquela situação. Eu cheguei em Montreal sem muitos bons resultados e não estava jogando muito bem. A minha performance nos jogos não estava boa, mas eu estava treinando bem. Então, a única coisa que eu podia fazer era jogar partida por partida e não me preocupar até onde eu iria deste jeito. Eu estava muito mais vivendo o momento do que qualquer outar coisa e isso fez com que eu não me preocupasse muito com outras coisas, mas apenas em entender o meu tênis. Aí as coisas começaram a acontecer. A torcida me ajudou muito, especialmente a sair de situações difíceis. Cada vez que me encontrava em um buraco eles me energizavam. Esse empurrão extra me ajudou nas situações difíceis.
TV – Você teve a melhor semana da sua carreira em Montreal, mas infelizmente ela talvez fique marcada pelo incidente com o Del Potro. Você mesmo disse depois que percebeu ter feito um erro de julgamento, não avisando o juiz que você tinha de fato tocado a rede naquele ponto crucial. Você ficou surpreso com o tanto que as pessoas falaram sobre isso?

MR – Muitas coisas estavam acontecendo para mim naquela semana. Eu estava jogano bem, voltando a ter confirança e não tive a chance de absorver o que estava acontecendo a minha volta. Todos os meus jogos foram super tarde e depois eu estava fazendo fisioterapia e na manhã seguinte me preparando para o próximo jogo. Não tive tempo, de verdade, para rever a situação até depois do torneio terminar. Em Cincinnati me desculpei com o Juan Martin del Potro publicamente e desde então não tive tempo de sentar com o Juan e discutir o que aconteceu. Nós dois estamos bem com o assunto. Não acho que seja algo que ficará marcado na minha semana que foi maravilhosa. Eu acho que há coisas muito mais interessantes para serem lembradas daquela semana. Vamos dizer que foi um aprendizado para mim. A situação nunca havia acontecido antes e agora eu aprendi com ela e sei que vou lidar melhor com isso da próxima vez.

TV – Você fez algumas mudanças na sua equipe recentemente, contratando o Ivan Ljubicic como seu técnico e contratando um preparador físico. Porque você decidiu mudar?

MR – O Galo (Blanco) e eu decidimos na temporada de saibro que tínhamos que seguir outros caminhos. Tenho que dizer que valorizo muito tudo o que ele fez por mim e me ensinou. Acho que o Ivan é perfeito para mim. Ele é um grande nome que se aposentou apenas um ano atrás e ele tem muito conhecimento e entende muito dos jogadores que estão no circuito. Com o Ivan, quando ele estava jogando o melhor tênis dele, ele era um dos tenistas que mais entendia do jogo de tênis e sabia o que ele tinha que fazer para vencer ou como manipular os adversários. Ele era um dos jogadores mais intelectuais em quadra. Acho que com essas qualidades ele pode me ajudar muito com o meu tênis. Tem sido ótimo.

Obviamente não tivemos muito tempo para trabalhar em muitas coisas técnicas. Tem sido mais filosofia e como lidar com certas coisas, tentar ser mais agressivo e incorporar isso em todos os jogos. Porque quando me encontro diante dos jogadores tops, sei que é isso que tenho que fazer para vencer. Se eu jogar cada partida, seja com um cara top 200, top 100 ou número um do mundo, com essa atitude eu sei que é assim que vou progredir e melhorar. Quando eu me encontrar diante de um top, já vou ter feito isso em três jogos anteriores, em vez de ficar na defensiva e ter que mudar e jogar agressivo. Quero que seja o meu estilo normal de jogo.

TV – Agora você tem um preparador físico. Entendo que você perdeu uns 5 quilos. Você estava sentindo que precisava perder pedo para ser mais eficiente em quadra?

MR – Não, aconteceu. Não era algo que eu estava pensando como objetivo. E não foram uns 5 quilos e sim uns  3,5k, 4k. O peso saiu naturalmente. Eu não estava me forçando e dizendo eu tenho que perder este peso. Aconteceu e me sinto melhor. A gente tem feito muitas coisas, como treinamento funcional, melhorando a minha movimentação, estabilidade e as minhas juntas. O básico que você precisa em termos de preparação física faz a diferença.

TV – Você jogou muito bem em Montreal, mas também tem sido um grande jogador de Copa Davis e a chave para o Canadá ter alcançado a semifinal da competição. Parece que representar o seu país te transcende, enquanto outros jogadores se sentem paralisados com a pressão. Como você explica isso?

MR – É verdade, a Copa Davis é uma grande parte da minha temporada. A gente tem jogado tão bem e temos maximizado as oportunidades. A Copa Davis é um evento de equipe e um evento nacional, mas tem uma coisa que eu sempre disse para mim mesmo e mantive essa mentalidade é que não é outro jogo. Não há mudança de regras, não há mudanças estruturais e você ainda está competindo como um indivíduo. Então foquei nisso e deu certo. Quando você fica um pouco nervoso, e isso acontece com todos, tem que se concentrar no apoio que você tem ao seu redor para passar por essas situações e voltar para onde deve estar, se concentrar e jogar bem.

TV – Suas origens são de Montenegro e mesmo que você seja canadense e more no Canadá, seus irmãos ainda vivem em Montenegro. Quando você vai visitá-los, você também sente que lá, de alguma maneira, é a sua casa?

MR – Sim, eu sinto. Eu nasci em Montenegro e os meus pais me criaram como eles foram criados lá. Como você disse, meu irmão e minha irmã moram lá, mas eles cresceram em Montenegro mais do que eu. Quando nós mudamos para o Canadá eu tinha 3 anos, mas a minha irmã já tinha 14 e portanto, passado infância dela toda por lá. Toda a minha família próxima está lá, primos, tios, avós, então é realmente um sentimento bem caseiro, por causa das pessoas, quando vou até lá. E desde que sou muito jovem a gente sempre vai para Montenegro, uma ou duas vezes por ano, porque a noção de família sempre foi muito importante para a nossa criação. Então me sinto em casa e me sinto à vontade lá. Mas, apesar disso, o verdadeiro sentimento de casa para mim, onde estou mais familiarizado, é em Toronto.

TV – Essa sua segunda cultura te deixa muito próximo de jogadores da ex-Iugoslávia, como o Novak Djokovic, por exemplo?

MR – Com certeza. Eu me dou muito bem com o Novak, mas também com o Janko (Tipsarevic), com Zimonjic (Nenad) e também com o Tomic (Bernard) e Matosevic (Marinko). Nós todos nos damos muito bem. Temos aquela cultura e entedemos o outro. Obviamente a língua que a gente fala no vestiário é a mesma. Tem muitos de nós ao redor de mundo, muitos de nós com essa cultura da ex-Iugoslávia e é bom ter essa camaradagem no circuito, porque quando você viaja tanto quanto nós viajamos, você está longe de casa. É bom ter amigos e pessoas com quem você se relaciona através da sua cultura.

TV – Você mencionou o Bernard Tomic, como um dos jogadores que você se dá bem. Mas, ele não é dos tenistas mais populares do circuito. Como você o vê como pessoa?

MR – Eu não gostaria de falar muito sobre ele. Mas, posso te dizer que ele é um bom cara e acho que às vezes ele sai para o lado errado, por exemplo. Ele é um caro muito bom, bom de coração. Acho que as pessoas tem que conhecê-lo melhor e não sair julgando ele antes disso. Eu me dou super bem com o Bernard e temos boa intenção um em relação ao outro. É bom tê-lo no circuito e vê-lo jogar bem.

TV – Você já enfrentou todos os jogadores tops. Quem mais te impressionou até hoje?

MR – Eu acho que cada um deles tem qualidades impressionantes. Se você olhar par ao Roger, pode dizer que ele é um grande atleta, um grande jogador de tênis e uma grande pessoa. Eu não estava no circuito nos anos em que ele mais dominou, quando ele vencia três Grand Slams por ano. Acho que teve um ano em que ele perdeu apenas quatro jogos, ou algo assim. Não vi isso. Mas, o Roger, com tudo que ele conquistou, é tão significante, não apenas para as crianças que estão querendo jogar tênis, mas no que ele significa para o tênis.

Depois você tem o Rafa, o cara que mais me impressionou neste ano. Ele perdeu uns sete meses no ano passado e no começo desta temporada e depois volta, não apenas vencendo muito, mas também muito aberto para mudar o tênis dele. Ele jogou o melhor tênis dele neste anon a quadra rápida. Realmente é impressionante.

O Novak, desde o meu primeiro ano no circuito, em 2011, eu o admiro pelo profissionalismo que o levou ao posto de número um do mundo, o que ele mudou e como ele conseguiu manter isso por dois anos e meio. Eu estive perto dos melhores momentos dele e pude assistir a mudança dele de disciplina e como isso o levou a lugares que antes ele não chegava.

TV – E quem deles você menos gosta de enfrentar?

MR – Acho que o tenista que eu gosto de enfrentar, mas tive mais problemas até agora é o Rafa. Ele tem, de longe, os melhores resultados contra mim e é um jogador que não me deixa nada à vontade.

TV – Você alcançou o top 10, mas também consegue se enxergar, um dia, como o melhor jogador do mundo? É um objetivo para você?

MR – Sim, é o que eu quero. Quero ser o melhor. Não estou colocando uma data para esse objetivo ser alcançado, mas estou fazendo o melhor que posso e depois vejo o que acontece. Naqueles dias em que você não está se sentindo no seu melhor, ou que você não está com pique de correr por muito tempo, é a motivação por esse objetivo que me faz passar por esses dias e continuar me levando além dos 100%, mesmo quando você não está com tanta vontade. É para isso que estou dando tudo de mim.

Georges Homsi

Festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa deu mais uma lição de solidariedade e amor ao tênis neste domingo

Domingão de muito calor no Rio de Janeiro. Onde você espera encontrar Malu Mader, Tony Bellotto?  Eles trocaram a praia, ou as dependências do luxuoso Clube dos Caiçaras para prestigiar a festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa, ao lado do padrinho Thomaz Koch e da criançada de Alexandre Borges, animadíssima, mas comportada.tenis na lagoa

Apesar de não ter sido um daqueles dias de sol a pino, dava para sentir o mormaço e o calor que vinha de dentro da quadra rápida da Lagoa estava sufocante. Isso não impediu Alexandre de se vestir de Papai Noel e entregar um a um os presentes que as crianças pediram em cartinhas enviadas a “ele”.

Sem patrocínio algum, Alexandre conseguiu com doações de amigos e colaboradores, e com o dinheiro que arrecada dando aulas particulares, realizar o sonho e fazer muita criança sorrir neste domingo.
Não eram presentes simples.  Raquetes, mochilas, skates, bicicletas, uniformes de tênis e muito mais foi distribuído.

Os irmãos das 80 crianças das comunidades próximas à quadra – Lagoa, Cruzada São Sebastião e Vidigal – que participam do projeto, também receberam presentes. “Serve como incentivo. No ano seguinte eles querem entrar para o projeto,” contava Alexandre.

As mães que desceram o morro e foram participar da festa de Natal, também foram presenteadas.

Os mais assíduos ganharam até Cesta Básica de Natal.

Uma festa bonita e simples, em que só de observar dá para ver que é feita com muito esforço e acima de tudo, com coração.

O mesmo coração, ou melhor – corações, afinal Paula, a esposa de Alexandre também toca o projeto – que há 10 anos faz este projeto acontecer, não ensinando apenas tênis para essa garotada, mas muita disciplina e educação.

Alexandre aproveitou para vender na festa, as camisetas de apoio ao projeto, por R$ 25,00, para ajudar levar os mehores tenistas para competir em torneios Brasil afora, no início do ano.

Para quem quiser contribuir, aqui vai o email do Alexandre –alexandreborges@tenisnalagoa.com.br

A página do projeto no Facebook é https://www.facebook.com/projeto.tenisnalagoarj

Diana Gabanyi

Rio Open – contagem regressiva começou

Começou hoje, de fato, a contagem regressiva para o Rio Open apresentado pela Claro hdtv! Por isso sumi tanto do blog nas últimas semanas. Estava completamente envolvida nesse segundo lançamento que fizemos do evento, nesta terça, no Sheraton do Leblon, com a presença da Teliana e do Bellucci, da cúpula de direção da IMX, da IMG, de patrocinadores e jornalistas.

Bellucci e Teliana Anunciamos em detalhes o preço dos ingressos, a estrutura do complexo no Jockey Club Brasileiro, a música tema do evento – criada pelo maestro Aluísio Didier, o troféu que será desenhado pelo Antonio Bernardo, o Luiz Carvalho como Diretor do Torneio, o Ricardo Acioly como Diretor de Relações, o projeto social, tivemos a presença de ex-tenistas como o Carlos Kirmayr, a Miriam D’Agostini, o capitão da Copa Davis João Zwetsch, do Nelson Aerts e do Danilo Marcelino, do Fabio Silberberg, entre muitos outros.

Aqui tem tudo o que falamos hoje na coletiva e mais um pouco!

Tenistas e patrocinadores

A IMX, holding de negócios nos setores de esportes e entretenimento, traz para o Brasil o maior torneio de tênis da América do Sul: o Rio Open, apresentado pela Claro hdtv. O evento acontece entre os dias 15 e 23 de fevereiro e é o único torneio da América do Sul a reunir simultaneamente uma etapa do ATP World Tour 500 e do WTA International. O evento será disputado no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, com oito quadras de saibro, incluindo um estádio central com capacidade para 6.200 pessoas. A premiação será de US$ 1,309,707 milhão para ATP e US$ 250 mil para WTA. Os ingressos poderão ser comprados a partir do dia 13 de dezembro pelo site www.rioopen.com, por valores que variam entre 20 e 350 reais, sendo que a etapa classificatória, nos dois primeiros dias, tem entrada franca.

O Rio Open apresentado pela Claro hdtv será o primeiro torneio ATP World Tour 500 da história do Brasil, e a estreia de uma etapa do circuito WTA no Rio de Janeiro. A categoria ATP World Tour 500 é composta por 11 eventos e o Rio Open faz parte deste seleto grupo, sendo um dos 20 torneios mais importantes do calendário da ATP. Isso o credencia como o maior evento esportivo anual da cidade e um dos únicos torneios ATP 500 de saibro no mundo, junto com Barcelona e Hamburgo.

O torneio tem presença confirmada de tenistas de destaque do circuito mundial, como os espanhóis Rafael Nadal e David Ferrer, números 1 e 3 do mundo, respectivamente, além dos brasileiros Thomaz Bellucci e Bruno Soares, Marcelo Melo e Teliana Pereira.

Nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa, no Rio, com a presença de patrocinadores, jornalistas, ex-tenistas e os números 1 do Brasil, Bellucci e Teliana, o Rio Open anunciou a Claro hdtv como patrocinador principal e também o patrocínio de Correios, Peugeot e Raizen que se juntam a Itau, Rolex, Xerox, Asics, Corona, Universidade Estácio de Sá.

“A gente precisa de mais torneios WTA no Brasil,” disse Teliana Pereira. “Eu ainda sou nova no grande circuito. Fiz a minha melhor temporada este ano e poder começar 2014 jogando um torneio deste nível em casa é maravilhoso pra gente.”

Thomaz Bellucci também comemorou o fato de jogar um ATP 500 no Brasil pela primeira vez. “Já joguei muitos torneios aqui, mas nunca um deste porte. É sempre motivante pra gente e não vejo a hora de estar em quadra.”

“É muito importante para o tênis da América do Sul que enfim a gente tenha um ATP 500. É uma grande conquista para o Brasil e estou com muita vontade de jogar pela primeira vez no Rio de Janeiro. Já escutei muita coisa legal da cidade e agora finalmente vou ter a oportunidade de estar lá. Sempre que jogo mundo afora recebo um enorme carinho dos brasileiros”, afirma Rafael Nadal, tenista número 1 do mundo, que já havia garantido presença no Rio Open apresentado pela Claro hdtv alguns meses atrás.

“Já estive no Brasil, mas faz alguns anos. Esperamos muito por um torneio no Rio, a cidade que todo mundo quer estar, especialmente os esportistas. No momento que soube dos planos do Rio Open, sabia que entraria no meu calendário. Estou animado para jogar diante do público brasileiro e na cidade que sediará a final da Copa do Mundo e as Olimpíadas”, diz David Ferrer.

A IMX anunciou em abril de 2012 a aquisição da data de Memphis, composto por um ATP 500 e um WTA International. Logo após, os conselhos da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e Women’s Tennis Association (WTA) aprovaram a mudança da data para o Rio de Janeiro. Desta forma, a cidade passa a integrar o exclusivo circuito mundial dos grandes eventos de tênis.

“A ATP dá as boas-vindas ao Rio Open apresentado pela Claro hdtv. Estamos muito animados com a inclusão do nosso mais novo ATP World Tour 500 ao calendário de 2014. Que cidade maravilhosa. Eu estive no Rio muitos anos atrás e mal posso esperar para voltar e vê-los em ação no ano que vem”, disse Chris Kermode, CEO e Presidente da ATP.

“Posso dizer, desde a minha última visita ao Rio, em março, que as jogadoras estão super empolgadas para jogar um torneio WTA no Rio, e nós estamos muito animados com o grande apoio que o Rio Open vem recebendo. Com certeza o Rio Open será um dos eventos mais eletrizantes na WTA, com os maiores fãs de esporte do mundo e em uma das cidades mais energéticas do planeta. A todos os envolvidos no Rio Open, bem-vindos à família WTA”, declara Stacey Allaster, CEO e Presidente da WTA.

O Rio Open conta com patrocínio máster da Claro hdtv, e patrocínio de Itaú, Rolex, Correios, Peugeot, Raizen, Asics, Xerox, Corona, Head e Universidade Estácio de Sá, e com o apoio do Sheraton Rio Hotel & Resort – hotel oficial, Shopping Leblon e IMG Bolletieri.

O torneio terá transmissão em HD de quatro jogos diários pelos canais SporTV e a ATP Media distribuirá o sinal dos jogos diariamente para mais de 50 países. A Prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria de Turismo dará todo o apoio ao torneio. O Rio Open é Incentivado pela Lei Estadual de ICMS do Governo do Rio de Janeiro por meio da Secretaria de Esporte e chancelado pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), Women´s Tennis Association (WTA), Confederação Brasileira de Tênis e Federação Carioca de Tênis. Realização IMX. O evento será realizado no Jockey Club Brasileiro.

MÚSICA TEMA

O torneio terá uma música tema que será usada em vinhetas para tv, na abertura do evento, na apresentação de atletas na quadra central, cerimonia de premiação e vídeos do evento. A autoria é de Aluisio Didier, que desde 1981 é arranjador e compositor de trilhas sonoras para a TV Globo. No rico currículo de Didier estão aberturas de novelas, esporte e jornalismo, com destaque para F1, Jornal Hoje e o tema do Jornal Nacional, no ar desde 1987.

TROFÉU COM GRIFE

O designer de jóias Antônio Bernardo está trabalhando na concepção dos troféus (ATP e WTA) do maior torneio de tênis da América do Sul.

A exemplo do que acontece nos maiores torneios do mundo, que convidam algumas das joalherias mais chiques do planeta para fazerem os seus troféus, como Tiffany para US Open e Mellerio para Roland Garros, o Rio Open procurou um nome que além da excelência, representasse o Rio de Janeiro.

TÊNIS PARA TODOS

Além de trazer para o Brasil o maior torneio de tênis da América do Sul, a IMX promoverá o projeto “Tênis Para Todos”, com início previsto para abril de 2014, logo após a realização do Rio Open apresentado pela Claro hdtv. Poderão participar do projeto permanente, 200 crianças e adolescentes com idades entres 6 e 18 anos, devidamente matriculados na rede de ensino pública do Estado do Rio de Janeiro. O programa visa desenvolver o tênis e será implementado em uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) a ser definida. O projeto também irá capacitar quatro professores durante o período de um ano.

RIO EU AMO EU CUIDO

RIO EU AMO EU CUIDO é um movimento de voluntários apaixonados pelo Rio que visa conscientizar os cariocas e entusiastas da cidade maravilhosa da importância dos pequenos Gestos que estão ao alcance de todos e são capazes de transformar a cidade. Para contribuir com o movimento o Rio Open irá destinar para eles 50% da receita dos ingressos da primeira sessão do evento (segunda-feira pela manhã).
Arena - Rio Open

Rio Open – arena
O Rio Open apresentado pela Claro hdtv e com realização IMX está se preparando para receber 40.000 pessoas no Jockey Club Brasileiro, de 15 a 23 de fevereiro, quando acontece a disputa do maior torneio de tênis da América do Sul, um ATP World Tour 500 e um WTA International. Para isso, está montando uma estrutura comparável a dos grandes eventos esportivos mundiais.

Uma arena com capacidade para 6.200 pessoas está sendo construída no Jockey, especialmente para o inédito evento e inspirada nos maiores estádios de futebol do mundo.

A estrutura será toda de alumínio, sendo mais leve e mais silenciosa. As cadeiras são retráteis e são iguais às utilizadas em Wimbledon. O sistema de fileiras adaptáveis permite que a arquibancada seja feita em uma curva parabólica.
O estádio também foi projetado com o sistema Clearview, inédito e único no Brasil, em que não há ponto cego, ou seja, em qualquer lugar que o espectador sentar, enxergará todos os pontos do jogo.

Além das cadeiras retráteis para os assentos de arquibancada, sendo que uma parte será coberta, haverá “box seats”, assentos com melhor visão da quadra, bem próximos aos atletas e com mais exclusividade.
Para interagir com o público, o Rio Open terá ainda dois telões de 6x4m na quadra central. Eles servirão de placar durante os pontos e nas viradas de game terão conteúdo interativo.

Para a transmissão de TV, a quadra central terá também quatro cabines de televisão.

Além da quadra central, outras 7 quadras serão utilizadas no Jockey Club. Cinco para jogos e três para treinamento. Dentre as outras quatro quadras haverá uma com arquibancada para 1.100 pessoas e que, assim como a quadra central, também terá transmissão de TV, em HD, seguindo os padrões internacionais da ATP e WTA. Desta maneira a transmissão dos jogos do SporTV e da ATPMedia, que vão para mais de 50 países, ficará mais dinâmica, alternando jogos em ambas as quadras.

Os atletas também terão à disposição quatro quadras de saibro para treinamento no Clube dos Caiçaras, na Lagoa, que poderão usar durante todo o torneio.
Mas, nem só de jogos viverá o Rio Open. Para que os fãs tenham uma experiência completa de um grande evento internacional de tênis, haverá uma área interativa, logo na entrada do complexo (pela Av. Mario Ribeiro) com restaurantes, lojas, stands de patrocinadores, áreas interativas e um telão também com transmissão dos jogos, para que ninguém perca um lance se quer das partidas.

Para os convidados do Rio Open e dos patrocinadores, uma área VIP com aproximadamente 800m2 será montada seguindo projeto de Abel Gomes, famoso por fazer projetos como a icônica Árvore de Natal da Lagoa.

Os jornalistas credenciados trabalharão no Xerox Media Center, com todos os serviços de tecnologia, documentação e equipamentos de escritório que a parceira mundial da WTA oferece.

Para os atletas da ATP e WTA, além da comodidade de jogarem em um dos lugares mais centrais da Zona Sul do Rio de Janeiro, com vista para alguns dos cartões postais da capital carioca, como o Cristo Redentor, o Morro dos Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, toda a estrutura do Jockey será disponibilizada para eles. A sala dos tenistas, ou player’s lounge como é conhecido mundo afora, terá todo o conforto, wifi, computadores, televisões e acesso à moderna sala de ginástica do clube. O vestiário terá massagem à disposição e todo o serviço de fisioterapia com que as estrelas do esporte estão acostumadas no circuito.

ingressos Rio Open

Os ingressos

O Rio Open apresentado pela Claro HDTV, único torneio da América do Sul a reunir simultaneamente uma etapa do ATP World Tour 500 e do WTA International, terá ingressos à venda a partir das 9 horas do dia 13 de dezembro pelo site www.rioopen.com, com valores que variam entre 20 e 350,00 reais. Quem tiver direito poderá adquirir meia-entrada e a etapa classificatória, realizada nos dois primeiros dias de competição, tem entrada franca. Promovido pela IMX, holding de negócios nos setores de esportes e entretenimento, o Rio Open apresentado pela Claro hdtv será realizado no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 23 de fevereiro. Já estão confirmadas as presenças dos espanhóis Rafael Nadal e David Ferrer, tenistas números 1 e 3 do mundo, respectivamente.

Os valores dos ingressos foram definidos baseados em um estudo de preços de outros ATPs 500 no mundo, além de eventos esportivos de grande porte no Brasil. Os ingressos foram separados em duas sessões: manhã e noite, e cada espectador poderá acompanhar somente as partidas das respectivas sessões. O espectador que comprar ingresso para a sessão manhã poderá acompanhar os três primeiros jogos da quadra central (sujeita às condições climáticas) e todas as partidas das outras quadras. Os fãs que comprarem ingresso para a sessão noite, poderão assistir aos jogos da quadra central a partir das 16h30 (ou 4º jogo do dia) e todas as outras partidas das outras quadras.

Quem comprar ingressos do Rio Open apresentado pela Claro hdtv terá acesso ao complexo, que abrange a quadra central com lugares marcados, às quadras secundárias sem lugar marcado (por ordem de chegada sujeita a lotação) e à área interativa, espaço onde o público poderá se divertir com as ativações dos patrocinadores, além de poder adquirir produtos oficiais na loja do evento e visitar
o Espaço Gourmet. Clientes Claro hdtv e Itaucard poderão comprar ingressos para todos os dias do Rio Open em uma pré-venda a partir do dia 3 de dezembro.

Diana Gabanyi

Time off para os tenistas?

A temporada terminou de vez neste domingo com a vitória da República Checa diante da Sérvia, em Belgrado, dando aos checos o segundo título seguido da Taça Davis.Davis cup czech

Com o fim da temporada, (ela recomeça no dia 30 de dezembro) os tenistas entram naquele período de TIME OFF. Mas, nem para todos.

Muitos tenistas, homens e mulheres, marcaram exibições mundo afora. Muitas na nossa vizinha Argentina – está até parecendo o Brasil no ano passado (Nadal e Nalbandian, Hewitt e Del Potro, Djokovic, as irmãs Williams), outras no Chile e até no Peru!

Federer que rodou a América do Sul no ano passado, vai descansar e se preparar para uma melhor temporada em 2014 do que esta. Murray, se recuperando de cirurgia nas costas também não se exibirá mundo afora.

Americanos, em sua maioria, jogam uma série de eventos de um dia, percorrendo o país, muitas vezes em exibições de caridade para os amigos. Foi o caso desta noite, em que John Isner, Venus Williams e até Marion Bartoli participaram do WTT Smash Hits, com Billie Jean King e Elton John, em Orlando.

Neste domingo, em uma das aulas do Intensivo da The School of Life, em São Paulo, o professor britânico David Baker falava sobre como equilibrar a vida pessoal com o trabalho e que as expressões TIME OFF e TIME ON deveriam ser trocadas.

Outro assunto debatido foi como não ser um workaholic, como fazer tempo para você mesmo fora do seu trabalho.Fiquei pensando nestes tenistas que acabaram de sair de uma exaustiva temporada, especialmente Nadal e Djokovic, Del Potro, Serena Williams e vão logo jogar exibições.

Será que, apesar de amarem o trabalho e estas exibições serem mais do que lucrativas, não seria bom desligar um pouco?

O próprio Nadal explicou que para ele jogar exibição não é como disputar um torneio. O cansaço mental não existe.

Mas, o físico sim e você não deixa a sua ferramenta de trabalho de lado, sem falar na correria das viagens.

Quem ganha são os fãs. O efeito nos tenistas, só saberemos na temporada 2014.

Diana Gabanyi

Soares e Melo semifinalistas do ATP Finals. Temos que aplaudir diariamente

Estamos vivendo o ápice da temporada 2013 com a disputa do ATP Finals e chegando nos momentos decisivos. E nesta fase temos 2 duplas brasileiras garantidas na semifinal. Bruno Soares, com o austríaco Alexander Peya e Marcelo Melo, com o croata Ivan Dodig. Não tínhamos um representante no ATP Finals, ou na Masters Cup, como chamávamos uns anos atrás, desde a última participação do Guga em 2001, em Sidney e agora, entre as 4 melhoras duplas de 2013, estão dois brasileiros.

doubles ATP FINALS Melo Dodig Já faz um tempo que venho escrevendo que é admirável, incrível, fantástico, maravilhoso e merecedor o que esses dois mineiros vem fazendo no circuito, ganhando ATPs, Masters 1000, chegando a finais de Grand Slams e dando espaço continuamente para o tênis.

Infelizmente, como disse um dos maiores jogadores de simples e duplas da história, John McEnroe, recentemente, “as duplas hoje em dia não voltarão a ser o que eram.”

Mas,  em termos de Brasil, isso não importa.

Já foram feitas inúmeras pesquisas em clubes mundo afora, de que os amadores jogam muito mais partidas de duplas do que de simples. Quando a gente vai ao clube no fim de semana as quadras estão cheias de gente jogando duplas.

atp finals doubles bruno soares

Com muito mais jogos da categoria transmitidos na TV atualmente, o que esperamos agora é que este sucesso do Bruno e do Marcelo leve mais gente para as quadras.

Seria o natural, mas ainda não é uma febre midiática que estrapola os meios do tênis.

Nós, que vivemos este meio, temos que aplaudir de pé diariamente.

Diana Gabanyi

A incrível temporada de Nadal terminará no topo do ranking mundial

Lembro no começo do ano aqui mesmo no Brasil, no Ginásio do Ibirapuera, de ouvir várias pessoas ligadas ao tênis e com conhecimento do esporte comentando: “Ih, o Nadal está bichado.” “ Acabou. Não volta mais.” “Nadal já era.” Não, ele não estava bichado. Ele não acabou. Ele ainda é e ele voltou da melhor maneira possível, da maneira que nem ele imaginava, terminando a temporada 2013 como número um do mundo.

Aprendi ao longo dos anos, vendo de perto e observando de longe, que dos grandes campeões não se pode duvidar.

Nadal, desde o seu primeiro dia de volta ao circuito, em Vinã del Mar, não escondeu nada de ninguém. Falou claramente que não havia desaprendido a jogar tênis, mas que ainda sentia dores, que estava com dificuldade de movimentação e que ainda ia demorar um pouco para voltar ao normal.

Foi um choque enorme para os amantes do tênis a derrota para Horacio Zeballos naquela final de Viña del Mar. Virou notícia no mundo todo, mas Nadal estava se sentindo no lucro. Afinal tinha feito 4 jogos durante a semana.

Durante o Brasil Open o espanhol não jogou bem. Sentiu dores, não se adaptou muito às condições de jogo na capital paulista, mas mesmo assim, diante de adversários de menor expressão chegou à decisão para fazer a melhor partida da semana e vencer David Nalbandian.

De São Paulo, Nadal foi para Acapulco e no balneário mexicano começou a jogar melhor. Fez uma das partidas que mais deu confiança, segundo ele, de que estava no caminho certo e voltando a jogar o seu melhor tênis, ao arrasar David Ferrer na decisão e conquistar o segundo trofeu consecutivo.

Nadal Sao Paulo

Com os bons resultados e se sentindo bem, Nadal decidiu jogar Indian Wells – ele ainda tinha dúvidas no início do ano se estaria pronto para jogar na Califórnia, na quadra rápida. A decisão foi acertadíssima. Ele ganhou de Roger Federer, Toma Berdych e Juan Martin del Potro para vencer mais uma vez em Indian Wells.

O espanhol já havia decidido pular o Masters 1000 de Miami e foi para casa descansar antes da temporada de saibro na Europa começar.

Nadal chegou perto de vencer o Masters 1000 de Monte Carlos pela 9ª vez seguida, mas foi parado por Novak Djokovic na final.

Dali em diante Nadal não perdeu mais nenhum jogo no saibro.
Ganhou, na sequência, o ATP World Tour 500 de Barcelona, os Masters 1000 de Madri e Roma e Roland Garros pela 8ª vez em 9 participações, se tornando o primeiro jogador da história a vencer o mesmo Grand Slam tantas vezes.

Nadal French Open 2013Veio Wimbledon e Nadal acabou fazendo apenas um jogo na grama. Perdeu na estreia para Steve Darcis e ao que parece as duas semanas que ele ficou em casa descansando, se recuperando e se preparando para a temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos foram fundamentais para ele conquistar o Masters 1000 do Canadá, o Masters 1000 de Cincinnati e o US Open.

Ganhou, na sequência, o ATP World Tour 500 de Barcelona, os Masters 1000 de Madri e Roma e Roland Garros pela 8ª vez em 9 participações, se tornando o primeiro jogador da história a vencer o mesmo Grand Slam tantas vezes.

Veio Wimbledon e Nadal acabou fazendo apenas um jogo na grama. Perdeu na estreia para Steve Darcis e ao que parece as duas semanas que ele ficou em casa descansando, se recuperando e se preparando para a temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos foram fundamentais para ele conquistar o Masters 1000 do Canadá, o Masters 1000 de Cincinnati e o US Open.

Ganhou nas finais, respectivamente, de Milos Raonic, John Isner e Djokovic.

Tantas vitórias já o colocaram mais próximo do número um Djokovic.

Nadal ainda seguiu do US Open para a Copa Davis, no saibro, na Espanha e depois foi para a Ásia jogar o ATP World Tour 500 de Beijing e o Masters 1000 de Xangai.

Nadal US Open champion

Foi vice-campeão em Beijing – perdeu para o seu maior rival hoje em dia, Djokovic e em Xangai caiu na semi. Perdeu para Del Potro.

Depois da Ásia, Nadal resolveu deixar de lado a participação no ATP World Tour 500 de Basel e se preparar para as 2 últimas semanas do ano, em que sabia que teria chances de terminar a temporada como número 1.

Ele foi à semifinal em Paris, send superado por David Ferrer e nesta semana, em Londres, só precisava de 2 vitórias para garantir o número um. Foi o que ele consolidou hoje, depois de ter estreado com vitória diante do conterrâneo espanhol e de ter ganhado de Wawrinka hoje.

O feito de Nadal de voltar ao topo do ranking mundial e terminar um ano que para ele começou sem a participação em um Grand Slam, como número um do mundo, se olharmos para a história. Nenhum jogador, até hoje, tinha terminado um ano como número um, perdido o posto e voltado duas vezes para encerrar a temporada como o melhor do mundo.

Nadal chegou ao topo do ranking mundial pela primeira vez em 2008 e ficou 46 semanas seguidas liderando o ranking. Perdeu a posição e recuperou em 2010, quando dominou o esporte por outras 56 seminas, terminando a 2ª temporada da carreira como o rei do tênis. Agora encerra a sua 3ª temporada no topo da listagem da ATP.

Como curiosidade, é o 10º ano seguido que o número um fica com Federer, Nadal ou Djokovic ao final de um ano.

A lista de todos os tenistas que terminaram a temporada como número um do mundo

 

ATP WORLD TOUR YEAR-END NO.1
Year Player
2013 Rafael Nadal (Spain)
2012 Novak Djokovic (Serbia)
2011 Novak Djokovic (Serbia)
2010 Rafael Nadal (Spain)
2009 Roger Federer (Switzerland)
2008 Rafael Nadal (Spain)
2007 Roger Federer (Switzerland)
2006 Roger Federer (Switzerland)
2005 Roger Federer (Switzerland)
2004 Roger Federer (Switzerland)
2003 Andy Roddick (U.S.)
2002 Lleyton Hewitt (Australia)
2001 Lleyton Hewitt (Australia)
2000 Gustavo Kuerten (Brazil)
1999 Andre Agassi (U.S.)
1998 Pete Sampras (U.S.)
1997 Pete Sampras (U.S.)
1996 Pete Sampras (U.S.)
1995 Pete Sampras (U.S.)
1994 Pete Sampras (U.S.)
1993 Pete Sampras (U.S.)
1992 Jim Courier (U.S.)
1991 Stefan Edberg (Sweden)
1990 Stefan Edberg (Sweden)
1989 Ivan Lendl (Czech Republic)
1988 Mats Wilander (Sweden)
1987 Ivan Lendl (Czech Republic)
1986 Ivan Lendl (Czech Republic)
1985 Ivan Lendl (Czech Republic)
1984 John McEnroe (U.S.)
1983 John McEnroe (U.S.)
1982 John McEnroe (U.S.)
1981 John McEnroe (U.S.)
1980 Bjorn Borg (Sweden)
1979 Bjorn Borg (Sweden)
1978 Jimmy Connors (U.S.)
1977 Jimmy Connors (U.S.)
1976 Jimmy Connors (U.S.)
1975 Jimmy Connors (U.S.)
1974 Jimmy Connors (U.S.)
1973 Ilie Nastase (Romania)

Diana Gabanyi

Com intervalo de uma semana entre Paris e Londres, o glamour voltará ao ATP Finals no ano que vem

E o ATP World Tour Finals começa nesta segunda-feira em Londres, com os oito melhores jogadores de simples do mundo e as oito melhores duplas do planeta, entre elas duas brasileiras. Sem toda aquela pompa e circunstância, típica de um Finals, os tenistas que estavam jogando em Paris pegaram o Eurostar assim que acabaram a participação na capital francesa e já trocaram o Palais Omnisport de Bercy, pela Arena 02.

Del Potro Atp finals

Muitas coisas diferem o ATP World Tour Finals de um torneio de Grand Slam, Masters 1000 ou dos ATPs 500 e 250. Entre elas, a mais significativa é o formato de disputa em Round Robin, em que os 8 jogadores são divididos em 2 grupos de quatro e se enfrentam entre si para decidir o 1º e o 2º colocado do grupo, ou seja, os semifinalistas.

Master_Cup_08 Master_Cup_10ATP FINALS tennis

Uma outra é o tratamento que os jogadores recebem. Cada um tem o seu vestiário próprio, o seu motorista e até uma pessoa para acompanhar a família por passeios pela cidade.

A que mais ficou faltando neste ano, com essa mudança de calendário que colocou o BNP Paribas de Bercy grudado no ATP Finals – ainda bem que foi a decisão foi revista e no ano que vem continuará a haver uma semana de intervalo entre os dois eventos, é todo aquele glamour que só vemos nos Finals.

Tenistas vestidos de terno e gravata, fotos com todos os oito, sorteio da chave com todos os participantes, mesa redonda de entrevistas acontecendo simultaneamente com os participantes, enfim, imagens que ficam na memória e saem do comum do dia-a-dia.

Fui procurar nos meus arquivos algumas fotos dos ATP Finals em que estive presente com o Guga – Hannover, Lisboa e Sidney – e encontrei até o press release de 2001 descrevendo como foi a chegada dele para o sorteio da chave na Opera de Sidney.

Sydney tennis atp finals 2001

“O brasileiro chegou à Opera House em uma Mercedes amarela conversível, com seu nome gravado no vidro, assim como os outros oito tenistas. De terno e gravata e cabelos cortados, Guga acenou para o público, posou para fotos com os companheiros de competição e de quebra ainda ganhou uma prancha de surfe de presente da organização do torneio. Como prêmio ao número um do mundo, a organização deu a Guga uma prancha marrom, diferente da dos demais jogadores, que receberam pranchas brancas. Com elas, os tenistas também posaram para fotos e em seguida, dentro da Ópera House, participaram de uma cerimônia de abertura, com representantes da ATP e ITF e com as lendas do tênis australiano, Ken Rosewall e John Newcombe. Em seguida a elite do tênis mundial concedeu entrevista coletiva e a de Guga, como sempre, foi uma das mais demoradas.”

E nos outros anos também não faltou glamour. Nem mesmo na nada charmosa Houston eles deixaram de fazer toda essa “encenação.”

ten_guga_fotoficial_poa_95ATP FINALS Tennis photosFinals-2005-Shanghai-Lineup

No ano passado não sentimos muito a diferença desta semana off porque o único que ainda estava nas finais em Paris era David Ferrer. Neste ano foi diferente. Paris teve os oito participantes do Masters nas quartas-de-final e só Del Potro, Berdych, Wawrinka e Gasquet chegaram a tempo da festa de gala em Londres.

Até mesmo os brasileiros estreantes no Finals, Bruno Soares, com o austríaco Alexander Peya e Marcelo Melo, com o croata Ivan Dodig, perderam esse momento tão especial.

A partir desta segunda, tudo isso, no entanto, fica para trás e a busca pelo título do melhor dos melhores começa com a chegada de Nadal, Federer, Djokovic e Ferrer.

Diana Gabanyi