Carol Meligeni e Thaisa Pedretti fazem final brasileira no Torneio Internacional feminino do Pinheiros

O título de simples do Torneio Internacional Estado de São Paulo será brasileiro. As paulistas Carolina Meligeni Alves e Thaisa Pedretti tiveram partidas distintas neste sábado e se garantiram na final marcada para as 11 horas deste domingo no clube Pinheiros.

Ainda sem perder set na semana, Carol justificou a condição de cabeça 1 e superou com relativa facilidade a também paulista Nathaly Kurata, por 6/3 e 6/1. Terceira principal inscrita, Pedretti precisou de mais trabalho para ganhar da chilena Barbara Gatica, por 6/1, 4/6 e 6/3.

“Joguei bem hoje, a Nathaly é sempre uma adversária dura e muito sólida. Me impus desde o começo e isso foi a chave para o placar mais elástico”, avaliou Carol, de 23 anos, que busca seu terceiro título da carreira e o primeiro no Brasil. Ela e Thaisa jamais se enfrentaram no circuito profissional.

Pedretti por sua vez marcou a quinta vitória seguida sobre Gatica. “Tinha de me focar jogo a jogo nesta semana, e foi o que fiz. Barbara é muito sólida. Desperdicei vários break-points, mas me mantive firme”. O apoio do público foi fundamental. “Jogar em casa é maravilhoso, a torcida me ajudou demais. Adoro jogar aqui”. Aos 19 anos, ela tenta o quarto título da temporada e o sexto da carreira, todos obtidos fora do país.

O título de duplas premiou outra brasileira, Rebeca Pereira, que fez parceria com Gatica. Elas venceram Pedretti e a argentina Eugenia Ganga, por 6/2 e 6/4. Foi o sexto título de duplas de Pereira, todos com Gatica e três deles em 2019.

Carol, Pedretti e Kurata avançam às quartas no Torneio Internacional feminino do Pinheiros

O tênis brasileiro garantiu três representantes nas quartas de final do Torneio Internacional Estado de São Paulo, evento com premiação de US$ 15 mil e válido pelo ranking mundial da Associação feminina (WTA) que acontece nas quadras de saibro do clube Pinheiros. As paulistas Carolina Alves, Thaisa Pedretti e Nathaly Kurata enfrentarão adversárias estrangeiras nesta sexta-feira.

Pelo segundo dia consecutivo, Carol ficou muito pouco tempo em quadra e de forma categórica atropelou a paraguaia Camila Recalde, por 6/0 e 6/0, em partida de apenas 41 minutos. Às 16 horas desta sexta-feira, terá amplo favoritismo diante da colombiana Antonia Samudo, que mais cedo surpreendeu a compatriota e cabeça 6 Maria Paulina Perez, por 6/4 e 6/3.

Em busca de seu terceiro troféu da temporada e o primeiro no país, Pedretti teve outra atuação muito firme e deu poucas oportunidades para a paraguaia Heydi Doldan, avançando com parciais de 6/2 e 6/3. Sua adversária às 11 horas será a argentina Eugenia Ganga, quinta favorita e sua parceria de duplas no Pinheiros, que superou rapidamente a norte-americana Alexa Pitt, por 6/2 e 6/0.

Sem títulos no circuito desde que ganhou três ITFs nacionais em 2017, Kurata impôs sua experiência diante de Rebeca Pereira, vencendo por 6/3 e 6/1. “É sempre difícil enfrentar alguém com quem você fica todo dia junto, treinando e convivendo, mas me senti bem sólida hoje e no final consegui me soltar mais”. O aguardado duelo contra Duda Piai acabou frustrado, já que a equatoriana Mell Reasco conseguiu grande virada e marcou 2/6, 7/6 (7-4) e 6/2.

O único duelo totalmente estrangeiro das quartas de final envolverá a chilena e cabeça 2  Barbara Gatica contra a peruana Romina Ccuno, às 11 horas. Com muito esforço, Gatica superou a compatriota Ivania Martinich, por 5/7, 7/5 e 6/3, enquanto Ccuno gastou 2h43 para eliminar a paraguaia Susan Doldan, fechando a batalha por 6/2, 6/7 (5-7) e 7/6 (7-2).

As semifinais de duplas também acontecerão nesta sexta-feira, a partir das 14h30. Pedretti e Ganga enfrentarão Kurata e Piai, o que já garante uma brasileira na decisão de sábado. Na outra partida, Pereira e Gatica encaram a equatoriana Maria Perez e a argentina Melissa Morales. A entrada é gratuita para o público.

Carol Meligeni destaca prêmio da Fed Cup e projeta confronto contra eslovacas

Definitivamente, Carol Meligeni elevou seu nível nesta temporada, em quadra e com reflexos fora dela.

Em março, a brasileira de 22 anos, que atualmente treina em Buenos Aires, foi premiada com o Fed Cup Heart Award , que escolhe tenistas que demonstraram esse espírito vencedor em quadra, como foi os eu caso, quando participou de forma decisiva da campanha que levou o time brasileiro ao título do Zonal Americano do torneio entre equipes.

Falamos com ela, que demonstrou não apenas felicidade e orgulho, mas muita gratidão por todos aqueles que participaram desta conquista.

Como foi essa indicação ao prêmio da Fed Cup? O que isso representa pra você, em uma semana com jogos tão importantes?

Fiquei muito feliz quando fiquei sabendo do prêmio. Essas questões de coração, garrra, é das que mais prezo quando jogo. Acredito que seja uma característica bem forte minha. Então, se reconhecida por isso, foi muito importante. Ainda mais em uma competição como a Fed Cup, que se joga não só por você, mas pelo país. Foi incrível, eu fiquei muito, muito feliz.

E como foi quando você soube do resultado?

– Foi muito bom. Eu venci algumas jogadoras…algumas não. Três das quatro que joguei eu nunca tinha vencido antes. Ganhar delas pela primeira vez, ainda mais em uma Fed Cup pelo Brasil foi muito, muito bom. Teve um gostinho diferente, foi incrível. Jogadoras experientes, com o ranking até superior que o meu…até não! Todas com o ranking superior que o meu, não naquela semana, naquela semana, mas que já tiveram o ranking melhor. Foi bem legal.  Jogos bem duros e vitórias importantes pra mim.

Qual foi a importância de ter a Roberta Burzagli no comando da equipe?

A Beta soube comandar muito bem o time. Todos que estavam ali com a gente, mesmo que não estivessem na quadra, foram muito imprescindíveis pro nosso título. Estávamos muito unidas. A equipe inteira. Não só quem tava jogando. A Beta soube levar muito bem isso.

E a experiência de conviver com o mestre Thomaz Koch?

Foi muito show conviver com o Thomaz. Eu já conhecia, já tinha visto algumas vezes. É um exemplo incrível. É um guru. Nossa! Exemplo de tranquilidade, zen…um cara que sabe demais, então é incrível passar um tempo com ele e aprender da experiência que ele tem. Muito, muito legal mesmo!

Aproveitando, como você projeta o confronto contra a Eslováquia (o Brasil enfrenta a equipe europeia nos dias 21 e 22 de abril, fora de casa)

A Eslováquia…claro que é um confronto duro. Achei boa a escolha da superfície. Pra gente é bom o saibro. Acho que temos condições de jogar em qualquer uma, mas melhor ter sido no saibro. A equipe delas é forte. Se eu não me engano todas são top-100…eu não sei bem a escalação exatamente, mas acho que a maioria é top-100, mas na Fed Cup isso não quer dizer nada. Nossa equipe é muito unida. Estamos super bem. Estamos confiantes e tem tudo pra ser um belo confronto.

Fala também como foi acompanhar a Bia Haddad naquela grande vitória sobre a Stephens, em Acapulco?

Eu fui pra assinar. Eu estava bem fora, bem alternate…mas a Bia estava lá e foi um pouco mais fácil tomar a decisão de ir lá assinar. Ela (Bia) falou: “Vem aqui, assina e se der errado você pode ficar aí a semana toda comigo, no quarto, pode treinar comigo, treinar com todas as outras.” Então meu treinador decidiu que eu ia assinar mesmo. Fui, assinei e acabei ficando um (lugar) fora (do quali), o que foi uma pena, mas aproveitei a semana, treinei com um monte de gente. Foi incrível estar ali naquela atmosfera, naquele nível de torneio, com pessoas boas, craques. Foi uma experiência muito legal pra mim de querer pertencer a esses torneios.

Foi muito bom…conviver com a Bia…nós somos muito amigas desde sempre, jogamos juntas desde pequena, somos muito amigas no tênis, fora do tênis, em tudo. Acompanhar a Bia vencendo a Stephens foi incrível, sério! Ela merece muito. Sempre falo pra ela que ela joga um absurdo de tênis. Em breve ela pode ser top-10! Ela joga demais. Só foi mais uma vitória pra mostrar pra ela do que ela é capaz. Ela é um exemplo. Foi incrível viver aquele momento com ela, o aquecimento, o pós-jogo, todas as entrevistas que ela teve que dar (risos)…foi muito legal participar de tudo aquilo com ela.

Carol Meligeni é premiada com o Fed Cup Heart Award

O tênis feminino brasileiro volta a ficar em evidência no cenário internacional. Destaque do país na disputa do Zonal Americano da Fed Cup, Carolina Meligeni Alves foi contemplada com o Fed Cup Heart Award, premiação que contou com o voto aberto pela internet entre os dias 15 e 22 de março. Ela superou a colombiana Maria Serrano entre as indicadas no continente.

“Muito legal, primeiramente, o reconhecimento da ITF na indicação do nome da Carol. E mais legal ainda o reconhecimento do público, premiando a Carol. Pude acompanhar a Fed Cup na Colômbia, e não tenho dúvidas que a Carol representa o verdadeiro espírito de equipe e de representação à pátria. Que este prêmio a motive ainda mais no seu dia a dia, e no próximo confronto na Eslováquia”, salienta Rafael Westrupp, presidente da CBT.

Além de receber uma pulseira Thomas Sabo gravada, que será apresentada no jantar oficial do sorteio contra a Eslováquia, em abril, Carolina ganhará um cheque de US$ 1 mil para destinar a uma instituição de caridade de sua escolha.

“Fiquei muito feliz pelo reconhecimento da luta e da entrega que tive durante a competição representando o meu país. Agora, fico feliz de poder usar isso, essa força que tive, para ajudar as pessoas que mais precisam”, destaca a atleta, que quer contemplar o Centro Infantil Boldrini, um hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica de Campinas, considerado um centro de referência mundial no tratamento de câncer infantil e doenças do sangue.

Carol não é a primeira brasileira a ser reconhecida pelo prêmio que é destinado às tenistas que representam seus países com distinção, mostram coragem excepcional em quadra e demonstram elevado comprometimento com suas equipes durante a Fed Cup. Em 2010, Maria Fernanda Alves recebeu a honraria, que também foi destinada a Paula Gonçalves (2013) e Teliana Pereira (2014). Em 2018, Bia Haddad Maia também foi indicada ao prêmio.

A boa atuação de Meligeni durante o zonal americano da competição ajudou a equipe a avançar de fase no torneio. Nos dias 20 e ‪21 de abril, o Time Brasil enfrenta a Eslováquia, na casa das adversárias. Em caso de vitória, o Brasil conquistará a vaga para disputar o Grupo Mundial II da Fed Cup em 2020.

Foto: Sergio Llamera/ITF