Pliskova e Barty se enfrentam neste sábado na final do Miami Open

Será disputada neste sábado a grande final do WTA Premier de Miami, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

Depois da australiana Ashleigh Barty garantir a primeira vaga da decisão ao bater a estoniana Anett Kontaveit na quinta-feira, a tcheca Karolina Pliskova também conseguiu seu lugar na final nesta sexta-feira.

A nº 7 do mundo teve uma atuação muito firme pra bater a romena Simona Halep, em sets diretos, com parciais de 7/5 e 6/1.

“É sempre muito bom jogar com a Simona. Não importa como o jogo se desenrola, ela está sempre lutando e sempre faz você jogar uma bola a mais, o que é sempre bom.” disse Pliskova depois da semifinal.

Barty e Pliskova já se enfrentaram quatro vezes ao longo da carreira, com duas vitórias pra cada lado.

Serena perde set, mas supera estreia em Miami. Venus, Halep, Wozniacki e Andreescu também vencem

Serena Williams estreou com uma vitória difícil no Miami Open, WTA Premier disputado no piso duro, nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, a nº 10 do mundo passou pela segunda rodada ao bater em três sets a sueca Rebecca Peterson, com parciais de 6/3 1/6 e 6/1. Agora, na terceira rodada, ela terá pela frente a chinesa Qiang Wang, em confronto que será inédito.

Quem também venceu pra chegar à terceira rodada foi sua irmã Venus, que anotou 7/6(4) e 6/1 sobre a espanhola Carla Suarez Navarro.

A canadense Bianca Andreescu segue embalada depois do título em Indian Wells e agora já está na terceira rodada depois de passar pela norte-americana Sofia Kenin com um duplo 6/3.

Vale destacar também a vitória tranquila de Simona Halep sobre a norte-americana Taylor Townsend, além do triunfo de Caroline Wozniacki sobre a bielorrussa Aliaksandra Sasnovich.

Thiago Monteiro vence outra, entra na chave e enfrenta Tomic em Miami

O Miami Open terá um brasileiro na chave principal de simples da competição. Nesta quarta-feira, o cearense Thiago Monteiro, 117o. colocado no ranking mundial, garantiu vaga no Masters 1000 ao derrotar o sul-africano Lloyd Harris (96o) por 7/6(5) 7/6(2) e já deve voltar a jogar a primeira rodada da chave nesta quinta, diante do australiano Bernard Tomic.

“Estou muito feliz em voltar a disputar uma chave de Masters 1000, principalmente depois de ter ganhado dois jogos contra tenistas especialistas em quadra dura,” disse Thiago. “Fiz uma boa preparação na semana anterior ao torneio e venho jogando bem. Era um grande objetivo voltar a jogar um Masters 1000. É sempre gratificante poder jogar um torneio deste porte e estar junto dos maiores tenistas do mundo.”

Para o primeiro confronto da chave principal, Thiago Monteiro enfrentará outro tenista especialista na quadra rápida, o australiano Bernard Tomic, 81o. colocado no rankind mundial, em um confronto inédito. “Já devo jogar nesta quinta-feira de novo. Ele é um jogador duro que tem seus dias inconstantes, mas está em um alto nível há muito tempo. Ele vem bem preparado e vem jogando bem ultimamente. Vou precisar estar concentrado nas coisas boas que venho fazendo e entrar em quadra com a tática certa para fazer um bom jogo contra ele.”

Diana Gabanyi

Foto: João Pires/Fotojump

O Miami Open se transforma mais uma vez

Por Diana Gabanyi

Idealizado pelo ex-tenista profissional Butch Buchholz, ainda na década de 60, o Miami Open começou oficialmente nesta quarta-feira 20 de março de 2019, a sua terceira transformação. Do sonho de Butch Buchholz, ex-número cinco do mundo juvenil, campeão Junior dos quatro Grand Slams- Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open-,  que se concretizo nos anos 80, sempre esbanjando pioneirismo para hoje foram diversas fases da competição.


O torneio foi o primeiro, fora os quatro eventos do Grand Slam, a ser disputado em duas semanas, reunindo homens e mulheres com a premiação sendo dividida igualmente.
A primeira edição foi jogada em 1985 e na época foi chamado de o “Wimbledon do Inverno” , pois foi o primeiro grande torneio do ano- o Australian Open era então jogado em dezembro. A sede foi o Laver’s International Tennis Resort em Delray Beach, a 50 km de Miami, que assistiu a vitória de Tim Mayotte e a de Martina Navratilova, com ingressos esgotados.
Mais de duas décadas depois de sua criação o torneio era eleito  construtivamente pelos jogadores pela quinta vez como o Masters 1000 do ano e não se cansava de bater recordes.
Até que Larry Ellison, o magnata fundador da Oracle, comprou o torneio de Indian Wells e fez uma revolução no Masters 1000 californiano. O torneio de Butch Bucholz, já nas mãos da IMG ficara para trás. Em meio a uma batalha judicial com a ilha de Key Biscayne, não conseguia crescer e precisou se reinventar com a mudança para o Hard Rock Café Stadium, em outra região mais ao norte de Miami.
O espírito pioneiro e inovador do Masters 1000 de Miami é a imagem de seu principal criador- Butch Buchholz. Desde o início Buchholz lutou para fazer um evento grandioso e de primeira classe. Já em 1985, chamou para árbitro geral o mesmo  que por anos foi o grande árbitro de Wimbledon, Alan Mills e ainda contratou um designer de moda, Ted Tinling, como diretor de protocolo do então Lipton International Players Championships.
O próximo passo foi negociar com a ATP e a WTA o direito de  realização do torneio por 15 anos, dando inúmeros benefícios, como prêmio em dinheiro, porcentagem na venda de ingressos e direitos de transmissão de televisão. A tática deu certo e mesmo mudando de sede em 1986 quando foi para Boca Raton e em 1987, quando se estabeleceu até o ano passado em Key Biscayne.
O principal patrocinador do torneio mudou ao longo dos anos, sem nunca interferir na essência do maior torneio do circuito depois dos quatro Grand Slams. Foi como Lipton Championships que o campeonato estreou o estádio no Crandon Park em 1994, local que se tornou um dos centro nacionais de desenvolvimento de tênis juvenil da USTA- a Associação Norte-Americana de Tênis. Os primeiros campeões da nova casa foram Pete Sampras e Steffi Graf.
No ano 2000, Andy Roddick, então com 17 anos, venceu sua primeira partida como profissional mas o vencedor da primeira edição sob o nome de Ericsson Open foi Pete Sampras, na famosa decisão contra Gustavo Kuerten e no feminino, Martina Hingis ganhou seu único título em Miami.
A mudança de século trouxe novos reforços para o torneio que em 2002 passou a se chamar Nasdaq-100. Nesse mesmo ano, Butch Buchholz anunciava sua aposentadoria do cargo de diretor do torneio após 18 anos, e assistia à quinta vitória de Andre Agassi na chave masculina e a de Serena Williams na feminina.
Em 2007, a Sony Ericsson assumiu como patrocinador substituindo a Nasdaq e mudando a imagem do Torneio.
Da Sony, o evento passou a ser patrocinado curiosamente por um banco brasileiro, o Itaú, aproximando ainda mais o público do Brasil da competição mais nacional que temos fora do país.


Apesar de todo o glamour, ainda mais agora no Hard Rock Stadium, que teve a quadra central inaugurada hoje com a presença de Serena Williams, Roger Federer, Naomi Osaka e Novak Djokovic e já viu a primeira vitória, a de Victoria Azarenka, na quadra central, o torneio continua com uma intensa agenda humanitária. Os jogadores participam de visitas a hospitais e projetos sociais, além de atividades de desenvolvimento e divulgação do tênis.
Para os tenistas, os benefícios da mudança, apesar daquela melancolia de deixar o Crandon Park e a vista deslumbrante que passavam diariamente no caminho de Miami e da região da Brickell Avenue para Key Biscayne, são imensos. Muito mais quadras de treino, mais espaço na área dos jogadores (três vezes mais), na sala de ginástica, nas áreas comuns. Os top 8 da ATP e WTA tem até uma suíte privada para receber seus convidados.
O fá ganha com mais espaço e mais estrutura.
O tênis agradece

Fotos Divulgação Miami Open

Ostapenko bate Svitolina e encara surpreendente Collins na semi em Miami. Azarenka enfrenta Stephens

Com surpresa, estão definidas as semifinais do WTA Premier de Miami, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

No primeiro jogo desta quarta-feira, a letã Jelena Ostapenko precisou lutar por dois tiebreaks pra superar a ucraniana Elina Svitolina, em sets diretos, com parciais de 7/6(3) e 7/6(5).

Depois, a jovem norte-americana Danielle Collins continuou sua ótima e surpreendente campanha ao vencer a experiente compatriota Venus Williams, cedendo apenas cinco games, com parciais de 6/2 e 6/3.

As duas vão se enfrentar no último jogo desta sexta-feira, em confronto que será inédito.

No outro jogo dia, disputando a segunda vaga na grande final, Victoria Azarenka parece ter um leve favoritismo diante da norte-americana Sloane Stephens, atual campeã do US Open.

Nos quatro confrontos anteriores entre elas, a bielorrussa, que vai voltar ao top 100 do ranking na próxima atualização, venceu três vezes.

Danielle Collins, surpresa do Miami Open, foi uma jogadora de sucesso no tênis universitário

Na noite desta segunda-feira, a norte-americana Danielle Collins entra em quadra pro jogo mais importante da sua carreira até o momento, encarando a experiente compatriota Venus Williams, em busca de uma vaga na semifinal do WTA Premier de Miami.

Ao longo da semana, a jovem de 24 anos surpreendeu jogadoras como Coco Vandeweghe e Monica Puig, colocando-se definitivamente como mais um talento do tênis norte-americano.

Por enquanto, ela vai subindo 27 postos do ranking da WTA, superando sua melhor marca, que é a atual 93ª posição, entrando no grupo das 70 melhores do mundo.

Porém, nem tudo é surpresa na carreira de Danielle, que fez uma carreira bem sólida e vitoriosa no circuito universitário norte-americano. Graduada em Estudos de Mídia, em 2016, pela Universidade da Virgínia – depois de começar seus estudos na Universidade da Flórida, mas não se adaptar aos treinadores – a natural de São Petersburgo, na Flórida, foi bicampeã do circuito universitário do país, sendo apenas a sétima mulher a conseguir tal feito.

Inclusive, o bicampeonato, em 2016, rendeu um convite para a chave principal do US Open, quando perdeu na primeira rodada para a russa Evgeniya Rodina.

A História de Danielle Collins é só mais um exemplo, entre tantos, dos benefícios que podem ser oriundos de um circuito cada vez mais concorrido e de alto nível, como é o universitário dos Estados Unidos.

A Tennis View, ao longo de todos os seus anos de existência, já mostrou exemplos práticos de brasileiros que foram para os Estados Unidos e não se arrependeram, além dos conhecidos casos de norte-americanos como John Isner, Bob Bryan e James Blake, que se tornaram ótimos profissionais depois desta experiência.

Quando Venus Williams, sua adversária desta quarta, venceu Wimbledon pela primeira vez, Danielle Collins tinha apenas 6 anos de idade, mas ela garante que não quer deixar nada atrapalhar a sua semana mais brilhante na carreira. Como ela mesmo disse após a vitória sobre Puig, nas oitavas: “Este é o meu momento”.

Isner supera Bellucci no Miami Open

O paulista Thomaz Bellucci  fez um jogo equilibrado contra o gigante norte-americano de 2,08m, John Isner, neste sábado, pela segunda rodada do ATP Masters 1000 de Miami, mas acabou superado por 7/5 7/6(5), após 1h42min de partida.

Bellucci é superado por Isner no Miami Open

Na estreia, Bellucci havia vencido o francês Stephane Robert, em dois sets diretos, parciais de 7/6(5) 6/2.

O próximo compromisso de Bellucci será o confronto da Copa Davis contra o Equador, de 7 a 9 de abrl, na cidade equatoriana de Ambato.

Foto de João Pires / Miami Open / Itaú

Bruno e Murray estreiam com vitória em Miami. Melo e Kubot também vencem.

Bruno Soares e Jamie Murray estrearam com vitória, neste sábado, no Masters 1000 de Miami, o Miami Open. Eles derrotaram a dupla de Treat Huey e Max Mirnyi, por 6/4 6/3 e avançaram às oitavas de final da competição, em que enfrentam o italiano Paolo Lorenzi e o português João Sousa.
Bruno e Murray estreiam com vitória no Miami Open. Melo e Kubot também vencem.
“Foi um grande jogo hoje aqui em Miami. Conseguimos manter o ritmo de Indian Wells e jogamos super bem,” disse Bruno, que tem um carinho especial pelo torneio que é disputado em Miami, o Masters 1000 mais perto do Brasil. “Miami é sempre um torneio especial. O público comparece, torce, enche a quadra e motiva a gente. Agora é continuar com tudo e contar com o pessoal torcendo e prestigiando a gente.”

Campeão do Australian Open e do US Open no ano passado, ao lado de Murray, Bruno foi semifinalista em Indian Wells, na semana passada e na outra foi campeão em Acapulco. Eles também foram vice-campeões do ATP de Sidney, todos na quadra rápida, como em Miami.

Em outro confronto envolvendo duplas brasileiras no Miami Open, Lukasz Kubot e Marcelo Melo derrotaram Marcelo Demoliner e Marcus Daniell, de virada, por 2/6 7/6(0) 10-7.

Bia Haddad equilibra sets, perde para Venus em Miami, mas ganha posições no ranking

Bia Haddad peqBia Haddad até equilibrou os sets, mas perdeu para experiente Venus Williams, ex-nº 1 do mundo, na segunda rodada do WTA Premier de Miami, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

Na noite desta sexta-feira, a brasileira entrou em quadra para o jogo mais importante da sua carreira até o momento e colocou dificuldades para a jogadora da casa, que venceu por 2×0, com parciais de 6/4 e 6/3.

No fim da partida, a norte-americana ressaltou a dificuldade da partida e elogiou a brasileira: “Eu nunca a vi antes, não sabia o que esperar. Estou muito impressionada com seu jogo e determinação  isso vai levá-la muito longe” disse Venus.

Bia Haddad entrou na chave após um convite da organização e passou pela ucraniana Lesia Tsurenko na primeira rodada, que abandonou depois de uma lesão na coxa.

O resultado deve fazer a brasileira ganhar posições no ranking da WTA. Atual nº 166 do mundo, no momento ela ganharia nove postos, indo ao 157º lugar, mas depende do resultado de outras jogadoras na semana.

Foto: Geoff Burke/USA TODAY Sports

Monteiro começa bem, mas se sente mal e leva virada de Troicki em Miami

Monteiro - Miami peqThiago Monteiro começou bem, mas não conseguiu manter o bom rendimento e foi superado, nesta quarta-feira, na primeira rodada do Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

O brasileiro chegou a vencer o primeiro set contra Viktor Troicki, mas acabou levando a virada e perdeu por 5/7 6/3 e 6/1:

“Não é querendo dar desculpas, mas infelizmente o Thiago teve problemas estomacais na noite de segunda para terça-feira, vomitou bastante, pegou uma infecção. Acordou melhor hoje, estava jogando super bem com boas chances de vitória, fazendo tudo no planejado, mas no meio da partida sentiu fortes dores de cabeça, as dores no estômago voltaram e acabou perdendo rendimento. O adversário cresceu na partida, Thiago lutou, mas não deu, vida que segue”, afirmou seu treinador Duda Matos.