Federer, Bryans, Murray, Coric, Bautista Agut e Goffin ganham prêmios da ATP

Antigamente a ATP preparava uma festa de gala para anunciar e premiar os melhores do ano. Hoje em dia, apesar de ter perdido o glamour, mesmo sendo patrocinado pela Moet & Chandon, a premiação é igualmente importante. Roger Federer, Irmãos Bryan, Borna Coric, Andy Murray, Roberto Bautista Agut e David Goffin foram os vencedores de 2014.

Roger FedererO suíço ganhou em duas categorias, na de jogador favorito dos fãs e no prêmio de desportividade, que leva o nome de seu técnico, Stefan Edberg. Será que agora com o 10o. trofeu da categoria, mudarão o nome para Trofeu Roger Federer? Federer ATP Award Afinal, Edberg virou nome de prêmio de tanto ganhar o trofeu. Os Irmãos Bryan também ganharam duas vezes. Foram a melhor dupla do ano e a parceria favorita dos fãs.

Andy Murray foi eleito no quesito humanidade, por suas ações de caridade durante os últimos dois anos e seu papel na Unicef, no combate à malária. Borna Coric ganhou o prêmio de novato do ano; Roberto Bautista Agut, de jogador que mais melhorou e David Goffin de tenista Retorno.

Coric, 17 anos é o jogador mais novo no top 10. Bautista Agut pulou do 59o. para o 14o. lugar no ranking e Goffin que não jogou boa parte de 2013, depois de ter quebrado o punho, também pulou do 110o. para o 22o. posto na ATP.

O prêmio de imprensa, o Ron Bookman media award ficou com o jornalista do USA Today, Doug Robson.

Diana Gabanyi

Foto de Cynthia Lum

Definidos os grupos do ATP Finals

A ATP sorteou nesta segunda-feira, em Londres, ao vivo na BBC 5 os grupos do ATP Finals. Os oitos melhores jogadores da temporada foram divividos em dois grupos de 4, em que todos se enfrentarão na fase Round Robin.

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Diferente de anos anteriores, quando fazia o sorteio com a presença de todos os jogadores vestidos de terno e gravata, no máximo dois dias antes do evento começar, a ATP inovou e optou por um sorteio antecipado na capital inglesa.

O Grupo A contará com Novak Djokovic; Stanislas Wawrinka, Marinc Cilic e Tomas Berdych.

O Grupo B terá Roger Federer, Andy Murray, Kei Nishikori e Milos Raonic.

Os jogos começam no dia 09 na Arena 02 e vão até o dia 16 de novembro.

 

Djokovic é tri em Paris e praticamente garante o número 1 em 2014

Se Novak Djokovic nunca venceu Roland Garros, do outro lado da capital francesa, em Paris Bercy, ele conquistou neste domingo o tricampeonato do Masters 1000, no Palais Omnisport. Venceu Milos Raonic por 6/2 6/3, marcou a 600ª vitória da carreira e praticamente garantiu o posto de número um do mundo até o fim da temporada. Djokovic Bercy

Com o título, Djokovic, que recebeu o trofeu das mãos de David Luiz, não perdeu nenhum set na competição, abriu 1310 pontos de vantagem sobre Roger Federer. “A minha situação está melhor agora do que uma semana atrás,” disse o sérvio.

Foi o sexto título do novo papai em 2014. Há poucos dias nasceu o primeiro filho dele com a esposa Jelena, Stefan.

O próximo compromisso de Djokovic é junto aos outros sete melhores da temporada: Federer, Murray, Cilic, Wawrinka, Raonic, Berdych e Nishikori, no ATP Finals, em Londres, a partir de 09 de novembro.

Brasil terá duas duplas no ATP Finals, com Melo e Soares

O Brasil terá novamente duas duplas no ATP World Tour Finals, em Londres, de 09 a 16 de novembro. Mais uma vez, Bruno Soares com o parceiro austríaco Alexander Peya e Marcelo Melo, com o croata Ivan Dodig, se classificaram para jogar o torneio que reúne apenas as 8 melhores parcerias da temporada e claro, os oito melhores jogadores de simples.

Se o ano de Marcelo Melo e Bruno Soares, cada um com seu parceiro, não foi tão brilhante quanto 2013, temos que continuar aplaudindo e apreciando os nossos jogadores tops.

Apesar das derrotas na estreia em Paris e resultados não muito consistentes nas últimas semanas, ambas as parcerias estão no top 10, ou seja, entre as 10 melhores do mundo. Melhor ainda, Soares e Peya formam a 3a. melhor dupla do ano e Melo e Dodig, a sétima. Bruno é o quinto mais bem colocado no ranking individual de duplas e Melo, o sétime.

Neste ano, Soares e Peya jogaram sete finais, ganharam 2, sendo uma de Masters 1000. Bruno ainda foi campeão de duplas mistas do US Open.
Melo disputou 5 finais, três com Dodig. Foi campeão com Knowle e vice no Rio Open, com Marrero.

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Ou seja, juntos eles nos alegraram em 12 decisões de campeonatos, de ATP 250 a Grand Slam (12 porque se enfrentaram na final do Masters 1000 do Canadá).

Parabéns aos nossos duplistas que continuam marcando presença nos melhores campeonatos do mundo e especialmente no ATP Finals.

Fotos de Vipcom

Diana Gabanyi

Murray se classifica para o ATP Finals

Ao término do jogo – derrotou Dimitrov por duplo 6/3 em Paris – que garantiu a sua classificação para o ATP Finals, em Londres, Andy Murray assinou na câmera de televisão “Bad Year- Ano Ruim.” A mensagem foi diretamente para aqueles que o criticaram pela falta de resultados consistentes.
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Desde que colocou como missão se classificar para jogar o que a ATP chama de “Final Showdown”, o torneio que reúne os oito melhores da temporada na Grã Bretanha, nação de Murray, já que a Escócia optou por permanecer britânica, Murray está quase imbatível e com um físico de dar inveja e muito super atleta.

Depois do US Open, em que perdeu nas quartas-de-final para Novak Djokovic, ele se recuperou e vem jogando há seis semanas seguidas.

Ganhou o ATP 250 de Shenzen (salvou 5 match points na final contra Robredo), foi à semi do ATP 500 de Beijing, chegou às oitavas no Masters 1000 de Xangai, foi campeão do ATP 250 de Viena e do ATP 500 de Valência (também salvou 5 match points na final contra Robredo). Mesmo com todos esses resultados ainda precisava de uma boa campanha em Paris para se garantir, sem depender de outros resultados, em Londres. Tinha que alcançar, no mínimo, as quartas e conseguiu.

Agora, se junta a Djokovic, Federer, Wawrinka e Cilic e aos poucos vai voltando a ocupar lugar no ranking onde pertence, entre os tops. No meio da temporada, sem Lendl e depois com a nova técnica Amelie Mauresmo, onde é normal um período de adaptação e se ajustando pós cirurgia nas costas, Murray viu seu ranking sair do top 10 – foi até o 12o. lugar. Já é o 8o. e está em ascensão.

Diana Gabanyi

Federer e Murray se aproximam do no. 1 e do ATP Finals

Roger Federer e Andy Murray saíram vitoriosos das últimas disputas de torneios ATP World Tour 500 da temporada. Federer ganhou o seu sexto título em Basel, enquanto que Murray venceu em Valência pela segunda vez.

O suíço, jogando em casa, não teve muitas dificuldades para superar o surpreendente David Goffin, por duplo 6/2, depois de ter vencido, na sequência, Muller, Istomin, Dimitrov e Karlovic. Com o título, Federer agora se aproxima ainda mais de Novak Djokovic em busca do posto de número um do mundo.Federer Basel

SeFederer saiu vitorioso na Suíça, Nadal, que jogou por lá, encerrou a sua temporada depois de ser superado por outro jovem, Borna Coric (17 anos), nas quartas-de-final. Confirmado no Rio Open para 2015, ele anunciou que não jogaria o Masters 1000 de Paris e nem o ATP World Tour Finals, em Londres, para operar da apendicite, no início do mês.

Andy Murray, diferente de Federer, teve que jogar por 3h20min, para conquistar o título do ATP 500 espanhol. Venceu Tommy Robredo por 3/6 7/6 7/6 salvando 5 match points, como havia feito semanas antes na final do ATP de Shenzen, diante do mesmo adversário. Para chegar ao título, Murray ganhou de Melzer, Fognini, Anderson e Ferrer. A vitória coloca Murray quase no ATP Finals.

Foi em Valência também que Thomaz Bellucci somou importantes pontos para voltar ao top 50, alcançando as quartas-de-final da competição que encerrou a sua temporada.

Diana Gabanyi

Serena encerra temporada com título do WTA Finals

Serena não começou o ano nada bem. Aliás, até pouco mais de meados da temporada se especulava, e muito, se a nova geração já estaria tomando o lugar de uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Mas, bem ao seu estilo, Serena Williams terminou o ano reinando, com o posto de número um do mundo garantido e o título do WTA Finals em Cingapura.

Derrotas precoces no Australian Open, Roland Garros e Wimbledon – e quando digo precoces, foram mesmo. Perdeu nas oitavas em Melbourne, na segunda rodada em Paris e na terceira em Londres. Um mal estar súbito, durante um jogo de duplas no All England Club fizeram aumentar ainda mais as suspeitas de que havia algo muito errado com a sempre forte e dominadora Serena Williams.

Talvez era o aviso que a número um do mundo precisava para fazer uma pausa, descansar e voltar com um objetivo em mente: Vencer o US Open para salvar o ano.

Foi o que ela fez. Se preparou, ganhou Stanford, foi à semi em Montreal, venceu em Cincinnatti e triunfou em Nova York.

Sofreu com uma dor no joelho nos torneios da Ásia. Perdeu para Cornet no torneio inaugural de Wuhan e nem jogou as quartas contra Samantha Stosur, em Beijing.  Tinha dúvidas de como se sairia em Cingapura, no WTA Finals.

Serena campea wta finals

Começou bem, vencendo Ivanovic na primeira rodada. Mas, em seguida, sofreu a sua pior derrota em 16 anos, perante Simona Halep por 6/0 6/2. Ganhou de Bouchard no último jogo do grupo e teve que lutar muito para superar a amiga Wozniacki na semifinal.

Para o jogo contra Halep, ela havia dito que queria no mínimo vencer três games na final. Mas, no fundo todos sabiam que o que ela queria mesmo era devolver a derrota. Foi o que fez. Começou um pouco nervosa, mas depois de vencer o primeiro set por 6/3 não deu chance alguma à jovem romena. Ganhou o segundo set por 6/0 e o seu quinto título de WTA Finals. Foi o terceiro seguido, igualando Monica Seles, que venceu em 1990, 1991 e 1992.

Por mais um ano, Serena Williams termina uma temporada no topo e mostrando que mesmo com algumas derrotas inesperadas, vencê-la ainda é muito, muito difícil e derrotá-la duas vezes seguidas, quase impossível.

Diana Gabanyi

 

Davydenko diz adeus ao tênis – Foram 21 títulos, incluindo o ATP Finals

Não faz muito tempo Nikolay Davydenko estava no top 10 e ganhando muitos jogos, muitos torneios. Nesta quinta-feira ele anunciou a sua aposentadoria do tênis. Vai ficar lembrado para sempre por sua agilidade em quadra, era um Andróide, Androydenko. Ganhou o ATP Finals e outros 20 torneios. Foi o número 3 do mundo.

Davydenko ATPEra difícil olhar rapidamente para Davydenko, diante de tantas outras estrelas do ranking mundial e entender como ele estava ali entre os tops. Mas, com sua agilidade, resiliência e muito físico triunfou.

Foi campeão de Masters 1000 – Paris, Xangai e Miami. Além de ter vencido o ATP Finals em 2009, em Londres, foi vice em 2008.

Nunca alcançou uma final de Grand Slam mas teve anos consistentes no circuito. Chegou a ganhar cinco torneios em 2006 (e dois vice campeonatos) e cinco em 2009. Foi semifinalista do US Open e de Roland Garros duas vezes e incomodou muito jogador.

Discreto, não jogava desde maio em Paris, com uma série de lesões. Escolheu se despedir do esporte que tanto lhe deu no seu torneio de maior sucesso, em casa, a Kremlin Cup, onde três títulos conquistou.

Diana Gabanyi

Federer, um novo título, a busca pelo nº 1 e as 1000 vitórias

Um ano atrás Roger Federer estava lutando para se classificar para o ATP World Tour Finals. Hoje está lutando para terminar a temporada como número um do mundo. Aos 33 anos o suíço adicionou um novo trofeu na carreira, o do Masters 1000 de Xangai, conquistador neste domingo, ao vencer Gilles Simon por 7/6 7/6.Federer Shanghai champion

Quando muitos davam por praticamente terminada a sua carreira, ou melhor, naquela fase ladeira abaixo, Federer ficou trabalhando duro. Treinou, treinou e treinou. Fortaleceu o físico, contratou novo técnico e como ele mesmo disse “é muito bom ver que todo o trabalho duro que eu fiz no ano passado está dando resultado. A minha maior preocupação era o físico e eu estou muito bem.”

Federer, depois de ter salvado 5 match points na estreia contra Leonardo Mayer, conquistou o 2o. título de Masters 1000 da temporada, com direito a vitória sobre Novak Djokovic na semifinal – foi campeão em Cincinnatti – e o 23º da carreira (Nadal é o líder com 27 títulos da categoria). O que surpreende, no entanto é o fato dele ser líder de vitórias em 2014 – tem 61 – e ter disputado NOVE finais. Ganhou em Xangai, Cincinnatti, Dubai e Halle. Perdeu as finais de Wimbledon, dos Masters 1000 do Canadá e de Monte Carlo e do ATP de Brisbane.

No ano passado, venceu apenas um torneio, o de Halle e foi vice em Basel e no Masters 1000 de Roma.

Apesar de já estar chegando ao fim, a temporada está longe de terminar para Roger Federer. Ele tem torneios importantes pela frente, como o que joga em casa, o ATP 500 de Basel, o Masters 1000 de Paris, o ATP Finals e a final da Copa Davis. Com todos esses eventos para competir, Federer pode voltar ao posto de número 1 do mundo – já é o número 2, tomando o lugar de Nadal – Djokovic não tem mais como somar pontos, a não ser que acrescente um torneio no seu calendário que tem Paris e Londres, em que foi campeão no ano passado – e chegar à marca de 1000 vitórias na carreira (tem 984). O recordista é Jimmy Connors, com 1253.

Diana Gabanyi

Djokovic, Sharapova, Nishikori e a corrida para Londres acirrada em Shanghai

Novak Djokovic brilhou mais uma vez em Beijing. O número um do mundo venceu o 5º título seguido na China. Maria Sharapova ganhou a versao feminina da competição e Kei Nishikori fez a alegria dos fãs em Tóquio, ganhando o “seu” ATP, para acirrar ainda mais a disputa por uma vaga no ATP Finals, em Londres.

Para manter a invencibilidade em Beijing, Djokovic não teve adversários fáceis. Depois de passar por Garcia Lopez e Pospisil nas rodadas iniciais, ganhou de Dimitrov, Murray e de Tomas Berdych na final, por um arrasador 6/0 6/2.

Já Nishikori, venceu o 2º trofeu em casa, por um placar bem mais apertado. Derrotou Milos Raonic na final por 7/6 4/6 6/4, depois de ter vencido Becker, Chardy, Young e Dodig. Sharapova China

Foi o ATP de Tóquio que causou as maiores surpresas da semana. Se o ATP 500 chinês teve a volta de Rafael Nadal como grande destaque – foi até as quartas-de-final, o ATP 500 japonês teve derrotas que deixaram a corrida para o Com apenas Djokovic, Nadal e Federer classificados para competir na capital inglesa, de 09 a 16 de novembro, Wawrinka, Cilic, Nishikori, Ferrer, Berdych, Raonic, Murray e Dimitrov lutam pelas outras cinco vagas.

Mas, Ferrer e Wawrinka acabaram eliminados na estreia em Tóquio. Cilic e Dimitrov foram até as quartas em Beijing; Murray chegou à semi na China e Raonic e Berdych foram vice-campeões, respectivamente em Tóquio e Beijing.

A disputa do 8o. Masters 1000 da temporada, em Shanghai, nesta semana, só vai colocar fogo nesta corrida. Com a volta de Roger Federer, que não compete desde o US Open, o circuito está completo.

Entre as mulheres, Maria Sharapova ganhou de Petra Kvitova na final na China, por 6/4 2/6 6/3 para voltar ao posto de número dois do mundo. Diferente dos homens, já estão definidas as oito tenistas que disputarão o WTA Finals em Cingapura. Serena Williams, Maria Sharapova, Simona Halep, Petra Kvitova, Agnieszka Radwanska, Ana Ivanovic, Eugenie Bouchard e Caroline Wozniacki competirão pelo título da melhor das melhores.

Para o tênis brasileiro, João Souza, o Feijão, fez mais uma boa semana em torneios Challengers, alcançando a semifinal em Cali e se garantindo entre os top 100. Já no grande circuito, Marcelo Melo e Ivan Dodig foram vice-campeões do ATP 500 de Tóquio.