Luisa Stefani e Caroline Garcia salvam três match-points e são campeãs no WTA 500 de Berlim, na Alemanha

Luisa Stefani, 21ª colocada do ranking mundial, e a francesa Caroline Garcia, quarta do mundo em simples, conquistaram, neste domingo (25), o título do WTA 500 de Berlim, na Alemanha, realizado na grama, com premiação de US$ 789 mil. A dupla da paulistana e da francesa derrotou as tchecas Katerina Siniakova, número 1 do mundo na modalidade, e Marketa Vondrousova por 4/6 7/6 (10/8) 10/4, após 1h40min. A dupla de Luisa e Garcia salvou três match-points no segundo set.

Esta é a oitava conquista nível WTA de Luisa na carreira, a terceira somente este ano onde ganhou também os títulos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com a chinesa Shuai Zhang, e Adelaide, na Austrália, com a americana Taylor Towsend. É sua primeira conquista deste nível no piso de grama. Em 2019 ela havia vencido o W100 de Ilkley, na Inglaterra, ao lado de Beatriz Haddad Maia, torneio da categoria ITF.

Luisa Stefani somará 470 pontos no ranking desta segunda-feira e irá aparecer como a 14ª colocada. Ela já foi a nona do mundo no começo do ano passado. Stefani ficou parada por uma temporada e retornou em setembro passado fora das 700 melhores do mundo e desde então já soma seis conquistas, mais o título de mistas do Australian Open com Rafael Matos.

“Muito feliz com o título aqui em Berlim. Ótima semana, jogo com emoção hoje, salvamos alguns match-points, um pouco de altos e baixos, mas no final terminamos firmes e fortes, o que foi o mais importante. Primeiro título WTA na grama, primeiro torneio no piso depois de muito tempo, então muito feliz de estar de volta. Agora seguimos em frente em Eastbourne e preparar para Wimbledon que está chegando. Ótimo começo e agora seguimos, obrigada pela torcida de todos”, comemorou a paulistana, patrocinada pela Fila e Faros Invest, embaixadora XP COB e que conta com os apoios da Liga Tênis 10 e Bolsa Atleta.

Luisa segue para Eastbourne, na Inglaterra, onde, a partir desta segunda-feira, disputa o WTA 500 local na grama, último preparatório para Wimbledon. Ela atua com a chinesa Zhaoxuan Yang e na primeira rodada elas enfrentam as britânicas Harriet Dart e Heather Watson.

Foto: Jimmie48 / Divulgação

Luisa Stefani e Caroline Garcia garantem vaga na final do WTA 500 de Berlim

Luisa Stefani está na final do WTA 500 de Berlim, na Alemanha, torneio que é disputado na grama e que serve como preparação para Wimbledon.

Neste sábado, a brasileira e a francesa Caroline Garcia passaram pela parceria formada pela norte-americana Nicole Melichar e a australiana Ellen Perez, em sets diretos, com um duplo 6/4.

Na decisão, Stefani e Garcia terão pela frente as tchecas Katerina Siniakova e Marketa Vondrousova.

Foto: Divulgação

Título de Swiatek em Paris, seu 4º de Grand Slam, garante Bia Haddad como top 10 do ranking da WTA

Karolina Muchova tentou. Começou mal, melhorou, esteve até perto da vitória, mas Iga Swiatek mostrou o motivo de ser a número 1 do mundo e ficou com o título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

A polonesa começou muito bem, impondo seu favoritismo, apesar das duas vitórias de adversária nos confrontos anteriores. Swiaek levou o primeiro set com tranqüilidade, abriu vantagem no segundo e parecia rumar para uma vitória tranqüila.

Porém, tudo mudou. Muchova começou a jogar melhor, devolveu a desvantagem e depois de belos pontos venceu a segunda parcial. Foi o primeiro e único set perdido pela número 1 do mundo no torneio.

E a tcheca continuou jogando bem no set decisivo. Chegou a ter quebra de saque de vantagem, sacando em 4/3, mas não conseguiu conter a qualidade de Swiatek, que elevou o nível e venceu três games seguidos para confirmar seu tricampeonato em Roland Garros.

Foi seu 4º título de um dos quatro maiores torneios da temporada. O outro foi o US Open do ano passado. Além disso, o título de Swiatek ainda garante que a brasileira Bia Haddad seja confirmada como nova número 10 do mundo, depois da excelente campanha em Paris, quando foi até a semifinal.

Foto: Nicolas Gouhier/FFT

Djokovic vence Ruud na final de Roland Garros, se torna recordista de títulos de Grand Slam e volta ao topo do ranking

Novak Djokovic mostrou mais uma vez o motivo de ser um dos maiores de esportistas de todos os tempos ao conquistar neste domingo o seu terceiro título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

O norueguês Casper Ruud, que repetiu a campanha do ano passado, até foi um ótimo adversário, fez um belíssimo primeiro set, chegando a abrir 3/0 e com reais chances de levar a parcial. Porém, o sérvio elevou muito o nível, fez um tiebreak praticamente perfeito e frustrou o adversário, como costuma fazer.

Depois disso, foi dominante. Se não teve uma grande facilidade, também não teve sustos, e venceu por 3×0, com parciais de 7/6(1) 6/3 e 7/5.

Com isso, ele chega ao seu 23º título de Grand Slam, superando o espanhol Rafael Nadal, que fica com 22. E justamente no saibro de Paris, território do espanhol, que neste ano não conseguiu fazer frente ao seu grande rival, em virtude de uma lesão.

De quebra, Djokovic garante seu retorno ao topo do ranking, tomando o lugar de Carlos Alcaraz, superado por ele mesmo na semifinal.

E não, não parece que Djokovic vá para por aí. Pelo contrário. Parece ser favorito para grama de Wimbledon. O 24º parece estar muito perto.

Foto: Corinne Dubreuil / FFT

Swiatek e Muchova se enfrentam neste sábado por título de Roland Garros, em jogo que pode confirmar top-10 para Bia Haddad

Iga Swiatek e Karolina Muchova se enfrentam neste sábado pelo título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Claro que a polonesa aparece como grande favorita. Joga um tênis incrível. Técnico, eficiente, bonito…e passeou durante quase duas semanas, com um show de pneus distribuídos. Quase, pois havia uma brasileira pelo caminho. Havia Beatriz Haddad Maia, que deu trabalho para a número 1 do mundo e teve um set point na segunda parcial.

Foi quase, mas deu o mais comum: Iga venceu. Venceu e convenceu, por isso é mais uma vez a favorita neste sábado.

Porém, não deve ter tarefa fácil diante de uma tcheca que, se não estava entre as principais cotadas ao título, pois nem é cabeça de chave, fez o quase impossível na semifinal contra Aryna Sabalenka. A bielorrussa liderou a parcial decisiva por 5/2 e teve match-point, mas não ganhou um único game depois disso.

Sendo assim, Muchova aproveitou e vai em busca do sonhado primeiro título de Grand Slam, que seria “apenas” o seu segundo de nível WTA.

Mesmo com todo o favoritismo da polonesa, é curioso perceber que Muchova venceu os dois confrontos anteriores entre elas, ambas no saibro. O primeiro em 2019 e o segundo em 2020.

E se a torcida brasileira tem mais um motivo pra ficar ligada nesta final, além da qualidade de tênis apresentada por ambas, fica a dica: Se der Swiatek, Bia Haddad será confirmada no top-10 da WTA, pela primeira vez na carreira.

Foto: Philippe Montigny / FFT

Djokovic vence Alcaraz e enfrenta Ruud na final de Roland Garros, com chance de voltar ao topo do ranking

Está definida a grande final masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Nesta sexta-feira, Novak Djokovic mostrou toda sua História e experiência pra passar pelo espanhol Carlos Alcaraz, com parciais de 6/3 5/7 6/1 e 6/1.

Vale destacar que o atual número 1 do mundo disse depois da partida que começou a sentir cãibra entre o final do segundo set e o início do terceiro, o que acabou comprometendo seu desempenho na partida.

Depois, o norueguês Casper Ruud não deu chances ao alemão Alexander Zverev e venceu em sets diretos, com parciais de 6/3 6/4 e 6/0. Com isso, ele garante pelo menos repetir sua campanha do ano passado, quando ficou com o vice-campeonato diante de Rafael Nadal.

Djokovic e Ruud já se enfrentaram quatro vezes ao longo da carreira e o sérvio levou a melhor em todas as oportunidades. Em caso de título, Djokovic volta ao posto de número 1 do mundo, ultrapassando Alcaraz.

Foto: @RolandGarros

Beatriz Haddad Maia encerra campanha em Roland Garros na semifinal, fazendo jogo duro contra Swiatek

Beatriz Haddad Maia encerrou a sua histórica campanha em Roland Garros. Em partida valendo uma vaga na grande final do Grand Slam francês, Iga Swiatek, a número 1 do mundo e bicampeã do torneio, superou Bia em 6/2 7/6(7) e 2h09 de duração.

A paulistana bateu recordes, pessoais e mundiais, nesta edição de Roland Garros. Focada no objetivo de passar da segunda rodada, algo que não havia feito em Grand Slams até então, Bia é a primeira brasileira semifinalista em simples em um Grand Slam desde Maria Esther Bueno em 1968. O resultado também renderá o melhor ranking da carreira da tenista, podendo entrar no top 10 caso a tcheca Karolina Muchova não seja campeã.

“Primeiramente, estou feliz. Acho que esta partida e essas duas semanas me trouxeram muitas coisas para melhorar, aprender, construir o jogo, a mentalidade e tudo mais. O meu primeiro objetivo aqui era chegar na terceira rodada. Antes deste Roland Garros, eu nunca havia passado de uma segunda rodada, então eu e minha equipe trabalhamos muito duro. Nós merecemos e precisamos estar muito orgulhosos do que fizemos, porque não é fácil”, disse a tenista.

“Hoje a Iga foi melhor do que eu. Ela defende muito e eu tentei jogar mais agressiva. Acho que eu estava muito emotiva no começo da partida. Estar jogando a minha primeira semifinal de Grand Slam contra a Iga, que é a número 1 do mundo, na Philippe Chatrier, com tantos brasileiros me apoiando… Acho que eu não consegui ser disciplinada e me concentrar nas coisas que eu tinha que fazer, mas eu sei que tentei o meu melhor. Tentei me empurrar até o fim da partida, tive chances, mas tênis é isso. Tem dias que é o seu dia e tem dias que simplesmente não é. Quando você joga uma semi de Grand Slam, não é só sobre tênis: é mais sobre a mentalidade que você se propõe a ter quando pisa em quadra. Então acho que eu poderia ter controlado melhor as minhas emoções. Vou aprender muito com o dia de hoje e com o torneio todo que fiz”, analisou Bia sobre a partida.

Em um torneio tão especial para os brasileiros fãs de tênis, a tenista se sentiu honrada de jogar nas maiores quadras do torneio e também de contar com o apoio da torcida. “É um sonho jogar Roland Garros. Jogar na semi e dividir grandes quadras com grandes tenistas… Me sinto muito sortuda de poder tido a chance de jogar nas minhas quadras favoritas daqui, foi uma semana incrível. Queria aproveitar para agradecer a todos que vieram me apoiar hoje, a energia foi muito boa. A atmosfera estava incrível e me deu muita motivação para continuar lutando”, finalizou.

Número 1 do Brasil e atual 14ª do ranking, Bia agora parte para a temporada de grama, com o seu calendário completo a ser definido nos próximos dias.

Djokovic e Alcaraz vencem e se enfrentam por vaga na final de Roland Garros

Está marcada semifinal mais esperada de Roland Garros, entre os dois principais favoritos ao título da chave masculina do segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Nesta terça-feira, o sérvio Novak Djokovic levou um susto ao perder o primeiro set para Karen Khachanov, mas depois conseguiu se impor sobre o russo e garantiu sua vaga com uma vitória por 3×1.

Mais tarde, Alcaraz foi muito dominante durante quase todo o tempo na partida diante de Stefanos Tsitsipas, mas viu o grego reagir no final do 3º set, levando para o tiebreak, mas sem tirar a vitória do espanhol em sets diretos.

Alcaraz e Djokovic só se enfrentaram uma vez ao longo da carreira, no Masters 1000 de Madri do ano passado, quando o espanhol levou a melhor depois de muito equilíbrio por 3 sets.

Foto: Philippe Montigny / FFT

Ruud e Rune confirmam o favoritismo e garantem vaga nas oitavas de Roland Garros, que começam no domingo, com Djokovic e Alcaraz em ação

A terceira rodada de Roland Garros foi concluída neste sábado, sem grandes surpresas entre os principais favoritos na chave masculina do segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

O norueguês Cassper Ruud levou um susto ao perder o primeiro set para o chinês Zhizhen Zhang, mas depois conseguiu a virada e venceu por 3×1.

O dinamarquês Holger Rune teve ainda mais facilidade e bateu o argentino Genaro Alberto Olivieri por 3×0, mesmo resultado da vitória de Grigor Dimitrov sobre o alemão Daniel Altmaier.

Talvez a principal surpresa do dia tenha sido o triunfo do argentino Francisco Cerundolo sobre o norte-americano Taylor Fritz, por 3×1, ou o croata Borna Coric sendo superado por outro argentino, Tomas Etcheverry, em sets diretos.

No fechamento da programação, o alemão Alexander Zverev conseguiu bater Frances Tiafoe por 3×1, mesmo com o norte-americano checando a sacar pra levar pro 5º set.

O domingo será o dia de início das oitavas de final, com quatro jogos da chave masculina, com Novak Djokovic fazendo o segundo jogo da quadra Philippe-Chatrier, enfrentando o peruano Juan Pablo Varillas.

Logo depois, Carlos Alcaraz e Lorenzo Musetti prometem um confronto mais equilibrado por ma vaga nas quartas de final.

Na Suzanne-Lenglen, o russo Karen Khachanov encara o italiano Lorenzo Sonego, enquanto o grego Stefanos Tsitsipas tem o favoritismo diante do austríaco Sebastian Ofner.

Foto: Julien Crosnier/FFT

Wild leva virada de Nishioka e perde na terceira rodada de Roland Garros

O paranaense Thiago Wild encerrou neste sábado sua participação em Roland Garros, após campanha inédita em que alcançou a terceira rodada do Grand Slam francês. O brasileiro foi superado pelo japonês Yoshihito Nishioka, 33º do mundo e cabeça de chave 27, por 3/6 7/6(8) 2/6 6/4 6/0, após 3h42 de partida.

“Obrigado a todos pelo apoio hoje. Significou muito. Mesmo que a partida não tenha corrido do jeito que eu esperava, estou muito orgulhoso do trabalho que minha equipe e eu fizemos para chegar até aqui. Foi uma ótima semana em Roland Garros e agora vamos continuar trabalhando por mais resultados na temporada”, afirmou Wild.

Atual número 172 do mundo, Wild se despede de Roland-Garros com algumas conquistas importantes, mostrando sua evolução técnica nesta temporada. Estreou no torneio surpreendendo o número 2 do mundo Daniil Medvedev e fazendo história ao ser o segundo brasileiro a derrotar um top 2 em Grand Slam. Já na segunda rodada venceu o experiente argentino Guido Pella, ex-top 20, e foi o primeiro tenista brasileiro a ir tão longe em Paris desde Thiago Monteiro em 2020.

Comunicado oficial

“Quanto às matérias e postagens veiculadas ao longo desta semana a meu respeito, quero esclarecer que os processos em andamento no Brasil, bem como um procedimento criminal em que apareço como vítima, tramitam sob segredo de Justiça. Isso significa que não posso fazer declarações, comentários ou exposição de conversas, o que também deveria valer para a outra parte, de acordo com liminar expedida em 16/09/2021 pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

Mas acima de tudo quero lembrar e reforçar que não houve julgamento, então não posso ser considerado culpado.

Não recebi ainda o mandado de citação expedido pela Justiça do Rio de Janeiro pois já não possuo residência fixa no Brasil. Passei os últimos meses treinando na Argentina ou competindo em outros países. O mesmo acontece com a outra parte, que também não foi citada por não residir no Brasil. De qualquer forma, meus advogados já notificaram à Justiça o endereço de meus pais no Paraná.

Neste momento estou totalmente focado em minha carreira, de volta ao melhor nível de jogo, e confiante de que minha inocência será comprovada no devido tempo”.

Thiago Wild

Foto: Geofffroy van der Hasselt/AFP