Luisa Stefani é vice-campeã no WTA de San Jose, na Califórnia

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, que vem da histórica medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, ao lado de Laura Pigossi, foi vice-campeã, na noite deste domingo (8), no torneio WTA 500 de San Jose, na Califórnia (EUA). O evento, sobre piso duro, tem premiação de US$ 565 mil. Luisa e a nova parceira, a canadense Gabriela Dabrowski, 14ª do mundo e ex-número 1 da WTA, caíram diante da dupla cabeça de chave dois formada pela eslovena Andreja Klepa, 29ª do mundo, e a croata Darija Jurak, 19ª, por 2 sets a 0 com parciais de 6/1 7/5.

“Pena hoje. Decepcionada com essa final para ser honesta, com o jogo em si. Segundo set joguei muito bem, melhoramos bastante, mas não deu para concretizar nosso plano de jogo. Elas foram mais inteligentes taticamente, bem disciplinadas do começo ao fim e faltou um pouco isso para gente”, lamentou Luísa.

“No geral foi uma ótima semana, passamos por quatro jogos com alguns desafios, altos e baixos, jogamos bem em várias partes dos jogos. A lição da semana é que podemos melhorar. Gosto muito do potencial da nossa parceria. Foi um bom começo, o mais importante é que vamos poder trabalhar para melhorar e fazer mais ajustes com um pouco mais de tempo. Cheguei em cima da hora aqui, vinda de Tóquio, e estou me sentindo super bem em quadra, saudável, o que é importante. Agora é uma questão de trabalhar juntas, descobrir nossa comunicação, o jeito de jogar para termos sucesso nos próximos torneios da gira. Vou pegar um voo para Montreal, uma logística nada fácil, e seguir no embalo para buscar um bom resultado lá”, completou.

Luisa embarca para Montreal no começo da tarde desta segunda-feira, quando completa 24 anos, e chega na madrugada de terça-feira. Em terras canadenses, elas estreiam contra a dupla da tcheca Renata Voracova e da alemã Julia Wachaczyk, ainda sem data confirmada. Será o segundo evento na América do Norte da paulistana e da canadense, que depois jogam o WTA 1000 de Cincinnati, nos EUA, a partir de 16 de agosto, e o US Open, em Nova York, a partir do dia 30. A dupla já havia atuado junta uma vez, ao chegar à decisão no WTA 500 de Ostrava, na República Tcheca, no final do ano passado.

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski jogam na madrugada de sábado por um lugar na semi do WTA de San Jose

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, que vem da histórica medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, ao lado de Laura Pigossi, vai buscar, na madrugada de sexta-feira (6) para sábado (7), por volta das 0h30 (horário de Brasília), uma vaga na semifinal do WTA 500 de San Jose, na Califórnia (EUA). O evento, sobre o piso duro, tem premiação de US$ 565 mil.

Luisa e a nova parceira, a canadense Gabriela Dabrowski, 14ª do mundo e ex-número 1 do mundo, encaram a dupla convidada americana formada por Ashlyn Krueger e Robin Montgomery, no último jogo da programação da quadra central.

“Não conheço as duas, mas eu e a Gabi estamos animadas para fazer nosso jogo”, afirma Luisa.

Foto: Divulgação

De virada, Luisa Stefani e Laura Pigossi batem russas e conquistam o bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, e sua parceira Laura Pigossi, fizeram história neste sábado (31) ao conquistarem o bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro. As paulistanas derrotaram, no final da madrugada, a dupla russa formada por Elena Vesnina e Veronika Kudermetova, vice-campeãs de Wimbledon, por 4/6 6/4 11/9, após salvarem quatro match-points no match tie-break. As russas abriram 9 a 5 e as brasileiras reagiram, vencendo seis pontos consecutivos para brilhar no Ariake Stadium.

Luisa e Laura começaram com 4 a 1 abaixo, empataram em 4 a 4 e acabaram sendo quebradas no último game. Começaram o segundo set quebrando e abrindo 2 a 0. Sustentaram os serviços até fecharem por 6 a 4. No match tie-break as russas abriram 5 a 1, as brasileiras encostaram 5 a 7, mas viram as rivais abrirem quatro match-points. Todavia, a garra e vontade das brasileiras mudaram o cenário e a medalha veio com muita emoção ao fim da partida.

“Não caiu a ficha do quanto é importante para gente essa medalha, do quanto foi importante  a entrega na semana, a confiança que tínhamos em nós mesmas. Entramos aos 45 do segundo tempo na Olimpíada e só queríamos representar o Brasil da melhor maneira. Acreditem meninas, acreditem, sempre. Sonhem e trabalhem duro cada dia que vocês podem conquistar, esse é meu recado. Escutei uma frase e escrevi no meu caderno antes de vir pra cá. ‘Jogue pelo amor e não pelo resultado’. E foi assim, estamos muito felizes de trazer essa medalha para casa, para o tênis brasileiro. Muita emoção”, comemorou Luisa.

Durante a campanha, a dupla, que entrou de última hora na Olimpíada a uma semana antes do início do evento, derrubou duas das principais parcerias da competição. Logo na estreia superou as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman, sétimas cabeças de chave. Nas oitavas salvou quatro match-points contra a vice-campeã de simples de Wimbledon e a vice de Roland Garros de 2019, as tchecas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova. Nas quartas de final eliminou as norte-americanas, quartas favoritas,Bethanie Mattek e Jessica Pegula. Caíram na semifinal diante das suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic.

As brasileiras irão receber a medalha de bronze neste domingo (01) após a final de duplas feminina marcada para as 3 da madrugada (horário de Brasília). A melhor campanha anterior do Brasil em Olimpíada havia sido com Fernando Meligeni em 1996 nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, com o quarto lugar.

Foto do texto: Rafael Bello / COB

Foto do banner: Wander Roberto/COB

Luisa e Laura buscam medalha de bronze em Tóquio na madrugada deste sábado

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, e sua parceira Laura Pigossi, foram derrotadas nesta quinta-feira (29) nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. As duas caíram diante das suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3, após 1h35min, na quadra 3 do Ariake Stadium. Luisa e Laura disputam a medalha de bronze neste sábado (31), por volta das 3h, horário de Brasília, contra a dupla russa formada por Elena Vesnina e Veronika Kudermetova, vice-campeãs de Wimbledon.

A campanha de Luisa e Laura é a maior do tênis feminino do Brasil em uma Olimpíada e elas vão tentar uma medalha inédita para o País. Em 1996, Fernando Meligeni foi quarto lugar em simples nos Jogos de Atlanta, nos EUA. 

“Dura derrota hoje, sofrida, dolorida, mas é o tênis. Acontece. Nessas situações dói mais que o normal, frustrante. Tivemos chances, começamos o jogo super bem, voando, no nosso plano de jogo. Quase não erramos nos primeiros quatro, cinco games, abrimos 4 a 0, uma boa vantagem. Depois as meninas usaram a experiência, mudaram o estilo de jogo e a gente não soube adaptar tanto”, disse Luisa.

“Mesmo assim tivemos 5 a 3, chances, faltou um pouco de definição, execução, continuar indo pra cima. Seguimos agressivas, mas elas foram inteligentes, taticamente foram melhores e não soubemos lidar com a mudança de jogo que elas fizeram e, quando tentamos, caímos um pouco no nosso nível. Elas elevaram bastante o nível e fizeram o que tinham que fazer para nos tirar da zona de conforto, que é o que estava no começo”, afirmou.

“É uma pena, viemos longe para estar nesse jogo, tivemos chances, por isso pega um pouco, mas temos mais uma partida pela frente, chance de bronze e é nisso que precisamos focar. Temos um dia de treino, de descanso para nos recuperar fisicamente e mentalmente e chegar muito firme para competir pelo bronze. A dupla russa é um time bom, forte, mas temos totais condições de ir em busca do nosso objetivo”, completou. 

Foto: Gaspar Nóbrega / COB

Luisa Stefani e Laura Pigossi batem canadenses na estreia dos Jogos Olímpicos

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, e sua parceira Laura Pigossi começaram com o pé direito na disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, na madrugada deste sábado (24). As duas derrotaram a dupla cabeça de chave 7, formada pelas canadenses Gabriela Dabrowski (14ª) e Sharon Fichman (28ª), por 2 sets a 0 com parciais de 7/6 (7/3) 6/4, após 1h33min, na quadra 8 no Ariake Tennis Park.

A dupla das brasileiras, que entrou de última hora nos Jogos de Tóquio, conduziu bem a partida sacando para fechar o primeiro set com 6 a 5, perdendo a oportunidade, mas definindo no tie-break e no segundo serviram em 5 a 3, mas concluíram com quebra no game de devolução.

“Super feliz com a estreia, ótimo jogo, não era uma primeira rodada fácil, mas demos conta do recado, chegamos firmes pro nosso jogo, confiantes e felizes em quadra, uma ajudando a outra, puxando, energia super boa. Nossa química está ótima essa semana, os treinos foram específicos do que cada uma ia fazer, entramos com plano de jogo claro e eficiente. Eu firme na rede e Laurinha muito sólida no fundo e deu certo. Nos impusemos e soubemos reagir bem nos momentos difíceis do jogo e manter o nível nos momentos que abaixamos um pouco. Isso faz a diferença nessas competições que têm mais pressão que o normal, sentimento diferente. Lidamos muito bem com as emoções. Muito feliz com a vitória agora é foco no próximo e focar na recuperação pois está muito quente. Vamos que vamos”, disse Luisa.

Foi a estreia da jovem dupla brasileira em uma Olimpíada. Luisa tem 23 anos e vem fazendo história sendo a melhor ranqueada pelo país desde que o sistema da WTA foi criado em 1975 somando dois títulos e mais seis finais.

Dabrowski é conhecida de Stefani tendo feito uma final com a brasileira ano passado no torneio WTA 500 de Ostrava, na República Tcheca. As duas irão jogar juntas a partir de agosto até pelo menos o US Open.

Nas oitavas de final em Tóquio, a dupla joga contra as vencedoras das tchecas Marketa Vondrousova e Karolina Pliskova, vice-campeã de simples em Wimbledon, e a dupla das chinesas Ying Duan e Saisai Zheng.

A paulistana jogará duplas mistas com Marcelo Melo, torneio que começará no meio da semana que vem e terá a chave sorteada nos próximos dias. “Muito animada também por jogar pela primeira vez com o Melo, representar o Brasil, competir, emoção muito grande estar aqui, privilégio enorme. Agora é a hora mais esperada, é a hora de chegar, aproveitar cada momento e ir pra cima”, concluiu Stefani.

Menezes, Monteiro e duplas do Brasil entram em quadra no primeiro dia do tênis nas Olimpíadas

O tênis brasileiro começa na noite desta sexta-feira, horário de Brasília, sua caminhada em busca de uma sonhada medalha nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão.

Logo no segundo jogo da quadra 6, que deve começar por volta da 00h30min, horário de Brasília, Thiago Monteiro terá pela frente o alemão Jan-Lennard Struff, nº 48 do mundo.

Os dois já se enfrentaram três vezes no circuito, sendo que essa será a primeira vez em uma quadra rápidas. As outras foram no saibro e o brasileiro venceu duas partidas.

Um pouco mais tarde, já na madrugada de sábado, João Menezes terá um desafio muito duro e inédito pela frente, já que encara o croata Marin Cilic.

Ainda no primeiro dia de disputa, a dupla feminina do Brasil, formada por Luisa Stefani e Laura Pigossi estreia contra as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman, enquanto Marcelo Melo e Marcelo Demoliner desafiarão os favoritos croatas Mate Pavic e Nikola Mektic.

Foto: Gaspar Nobrega/Divulgação

Luisa Stefani e Marcelo Melo estreiam nesta 3ª feira em Roma

Depois do vice-campeonato no torneio WTA 125 de St. Malo, na França, a paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), estreia nesta terça-feira (11) no WTA 1000 de Roma, na Itália, torneio no saibro com premiação de 1,5 milhão de euros. Luisa, 26ª do mundo, e a norte-americana Hayley Carter enfrentam a dupla da argentina Nadia Podoroska e da francesa Caroline Garcia, no quarto jogo da quadra 6 do Foro Itálico de Roma, por volta das 10h (horário de Brasília).

“Chegamos em Roma hoje (segunda-feira) de manhã e conseguimos treinar à tarde. Condições mais rápidas que St. Malo, menos vento. Gostamos de jogar aqui no ano passado, boas memórias desse torneio, da quadra, do ambiente, o clube é muito lindo, a energia do lugar é muito boa”, afirma Luisa. Ela e Hayley foram semifinalistas em 2020.   

“Teremos jogo duro contra duas simplistas que batem forte na bola, já jogaram duplas algumas vezes juntas e vai ser mais uma questão da gente se impor e fazer o jogo ser mais de dupla possível. Isso ajudará bastante. Estamos prontas, tivemos vários jogos e bons dias de treinos na França. Esse torneio aqui na Itália é dos meus favoritos”, completa Luisa.

Marcelo Melo joga o Masters 1000 de Roma com o croata Marin Cilic. A dupla, formada para a disputa do torneio, estreia nesta terça-feira (11), por volta das 9h30 (horário de Brasília). Os adversários, na primeira rodada na Itália, serão o alemão Kevin Krawietz e o romeno Horia Tecau – cabeças de chave 8. O Masters 1000 dá sequência à temporada europeia no saibro, que segue até Roland Garros, Grand Slam com início programado para o dia 30 deste mês.

Na semana passada, no Masters 1000 de Madri, na Espanha, Melo encerrou a parceria com o holandês Jean-Julien Rojer. Assim, em Roma, estará ao lado de Cilic, enquanto define o novo parceiro. Melo e Cilic jogaram torneios juntos nas temporadas de 2012 e 2013.

“Será muito legal voltar a jogar com o Cilic depois de tanto tempo”, afirma Marcelo.

Luisa Stefani é vice-campeã de duplas do WTA 125 de Saint Malo e segue para o WTA 1000 de Roma

A paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), foi vice-campeã, neste domingo, no WTA 125 de Saint Malo, na França. O evento, no saibro, teve premiação de US$ 115 mil (92 mil euros). Ela e a norte-americana Hayley Carter perderam na final diante das americanas Sabrina Santamaria e Kaytlin Christian, cabeças de chave 2 do torneio, por 7/6 (7/4) 4/6 10/5 após 1h131min. Luísa e Hayley seguem para Roma, na Itália, onde disputam torneio WTA 1000 com premiação acima de 1,5 milhão de euros. Elas fizeram semifinal ano passado no torneio.

“Duro hoje, mais um jogo bem abaixo do que gostaríamos que tivéssemos jogando. Mas faz parte do processo, disputamos várias partidas essa semana, conseguimos treinar bem e esse era o objetivo antes de ir pra Roma. Também consegui jogar simples, que foi super positivo, dois jogos bons. É cabeça erguida, precisamos fazer mais ajustes para termos chances nos torneios maiores e elevar nosso nível. Decepcionada, mas dá para tirar aprendizados dessa semana e seguir em frente”, afirmou Luisa.

Luisa e Hayley formam a quinta parceira mais bem colocada no ranking mundial. Elas disputaram outras três finais nesta temporada e ficaram com o vice nos WTA 500 de Abu Dhabi e Adelaide e também no WTA 1000 de Miami. 

Nessa semana, Luisa disputou também a chave de simples. Ela passou o qualifying, derrotando a 153ª do mundo, a japonesa Kurumi Nara, e caiu em jogo equilibrado na primeira rodada diante da belga Greet Minnen, 129ª.

Luisa Stefani é vice-campeã no WTA 1000 de Miami e se torna a 26ª colocada no ranking

A paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), e a norte-americana Hayley Carter, foram superadas, neste domingo (4), na final do WTA 1000 de Miami, nos Estados Unidos, torneio sobre o piso duro com premiação de US$ 3,26 milhões. A dupla caiu diante das japonesas Ena Shibahara e Shuko Ayoama, cabeças de chave 5, por 6/2 7/5 após 1h24min de duração na quadra GrandStand, a principal desta edição do complexo do Hard Rock Stadium.

Luisa e Hayley disputaram a maior final da carreira delas, a terceira na temporada onde foram vices em Abu Dhabi (Emirados Árabes), contra a mesma dupla japonesa, e Adelaide (Austrália), ambos eventos da série WTA 500. A dupla japonesa segue muito confiante ao conquistar o terceiro título em 2021 e ascender ao topo do ranking da temporada. Luisa e Hayley subirão ao quarto lugar em 2021 e a brasileira ganhará cinco posições indo ao 26º posto do ranking individual de duplas, o melhor desempenho de uma brasileira na história desde que o ranking WTA foi criado em 1975.

“Mais um jogo super duro, mais uma final disputada contra as japonesas. Não conseguimos nos soltar e jogar nosso melhor no primeiro set. Elas foram mais inteligentes taticamente e também ganharam os pontos decisivos, que fizeram a diferença. No segundo jogamos bem melhor, nosso estilo, da maneira que deveríamos jogar e acabamos deixando escapar, não era para termos perdido o segundo set, pois iríamos ao terceiro e poderia cair para qualquer lado. É melhorar para as próximas oportunidades e aperfeiçoar para termos mais chances no futuro”, analisou Luisa.

“Duas semanas muito positivas em Miami, primeira vez numa final de WTA 1000, melhor ranking da carreira. Muita aprendizagem e feliz com o nível que a gente vem apresentando e a nossa melhora nos últimos meses. Agora é seguir trabalhando e o ano só está começando. Obrigado a todos que mandaram mensagens e por toda a energia que estou recebendo.  Vamos que vamos, que tem muito mais pela frente”, acrescentou.

Após a premiação, Luisa fez questão de comemorar o vice-campeonato ao lado dos pegadores de bola do torneio. Ela e o irmão, quando eram adolescentes, tentaram ser pegadores de bola em Miami, e não foram aceitos. Por isso, Luisa lembrou que jogar em Miami foi muito especial nestes dias.

Foto: Marcelo Stefani / Divulgação

Luisa Stefani busca neste domingo, no WTA 1000 de Miami, seu maior título da carreira

A paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), e a norte-americana Hayley Carter, disputam, neste domingo (4), às 16h30min, a decisão do WTA 1000 de Miami, nos Estados Unidos, torneio sobre o piso duro com premiação de US$ 3,26 milhões. A dupla busca o maior título da carreira contra as japonesas Ena Shibahara e Shuko Ayoama, cabeças de chave 5, na quadra GrandStand, a principal desta edição do complexo do Hard Rock Stadium. O torneio de Miami é da série de eventos que só perdem em importância para os quatro Grand Slams.

Luisa e Hayley vão buscar o terceiro troféu na carreira. Elas foram campeãs em Tashkent, no Uzbequistão, no fim de 2019, e Lexington, nos EUA, em agosto de 2020. Foram vice-campeãs em Estrasburgo, na França, em 2020, e vices em Adelaide, na Austrália, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2021. Luisa fez ainda outra final no último torneio de 2020 com Dabrowski, em Ostrava, na República Tcheca.

“Será uma final realmente especial contra as japonesas, mais uma revanche. Estamos prontas e confiantes para que dessa vez a vitória caía para o nosso lado”, analisou Luisa.

A brasileira e a americana venceram um dos quatro jogos contra as asiáticas, tendo perdido as últimas três. A vitória veio no US Open do ano passado em Nova York.”Estou recebendo uma ótima energia do Brasil, da torcida. Minhas amigas têm contado que passaram vários jogos do torneio de simples pela televisão. Isso é uma grande notícia para o tênis feminino que ficou fora da televisão nos último anos. Fico muito feliz. Torcia para que transmitissem nossa final, mas fiquei sabendo que não vai rolar. É uma pena. Me deixa um pouco triste, mas reconheço que fizeram um esforço e acabaram não conseguindo. Tomara que em uma próxima oportunidade possam mostrar. É de suma importância não só pra mim, mas todo o tênis feminino brasileiro, que precisa de apoio e mídia”, acrescentou Luisa. O torneio tem a transmissão dos canais ESPN e a final de duplas feminina será mostrada pelo APP da emissora e pelo Watch ESPN.

A campanha vem rendendo frutos no ranking. Com a vaga na final, Luisa já garantiu o 26º lugar, a melhor posição de uma brasileira desde que o sistema da WTA foi inaugurado, em 1975. Caso conquiste o troféu, passará a ser a 24ª. No ranking de parcerias, ela e Carter já subiram ao quarto lugar, e se forem as campeãs serão a segunda melhor dupla de 2021. Este ranking classifica as oito melhores para o WTA Finals, em Shenzhen, na China, torneio de fim de temporada.

Foto: Marcelo Stefani / Divulgação