Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

A tenista brasileira Teliana Pereira estreou com vitória no ITF de Saint Gaudens, na França, com premiação de U$ 60 mil. Ela venceu a norte-americana Sachia Vickery,135a na WTA, por 3/6 7/5 7/5 e agora enfrenta a a espanhola Silvia Soler Espinosa (149a), por uma vaga nas 4as de final da competição.

Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

Para entrar na chave principal do ITF francês no saibro, Teliana precisou passar pelo qualifying, vencedo dois jogos disputados e hoje marcou a sua 3a. vitória seguida.

“É sempre bom vencer jogos duros. Não estou começando muito bem os jogos, mas estou encontrando uma maneira de vencer e isso é muito importante,” disse Teliana, atualmente na 252a. posição na WTA.

Eles não estão para Andre Agassi, mas grupo de jovens americanos começa a se destacar na ATP

Eles não são fenômenos adolescentes, nem são dos mais novinhos, mas tem um grupo de jogadores americanos entre 20 e 23 anos e entre o 102o. e o 180o. lugar na ATP, que começa a chamar a atenção no circuito. O destaque desta semana é Denis Kudla que já venceu três jogos sem perder sets e está nas quartas-de-final do ATP de Queen’s. Denis Kudla USA

Há pouco menos de um ano conversei com Leo Azevedo o técnico brasileiro, National Coach da USTA e ele já me falava destes nomes: Jack Sock, Denis Kudla, Steve Johnson, Rhyne Williams e Bradley Khlan.

Durante o US Open fiz matéria com os dois tenistas que passaram pelo tênis universitário, Williams e Klahn e estavam treinando no Centro da USTA da Califórnia, onde Azevedo é o coordenador, supervisionado pelo lendário Higueras.

Fiquei de olho em todos eles. Sock, Kudla, Johnson e Williams passsaram o qualifying de Roland Garros. Sock avançou uma rodada.

Durante o ano, todos foram tendo bons resultados, especialmente nos ATPs americanos, no saibro ou na quadra rápida. Mas agora começam a se dar bem também na Europa.

Jack Sock USA tennis Sock está jogando no velho continente pela primeira vez. E ele pareceu muito à vontade por lá.

Kudla, que nos últimos meses venceu o Challenger de Talahassee e foi vice-campeão do fortíssimo Challenger de Dalas, derrotou Federico Delbonis, Benoit Paire e Kevin De Schepper, sem perder sets, para enfrentar Tsonga nas quartas-de-final.

Ainda estamos longe de falar em novo campeão de Grand Slam, em novo top 10 ou futuro número um do mundo para todos estes jogadores. Mas, finalmente enxerga-se um futuro além de John Isner, Mardy Fish, Sam Querrey e do mais badaladinho destes novatos, Ryan Harrisson, de quem muito se falou e pouco se viu até agora.

A favor, Johnson, Kudla, Williams, Sock e Klahn, tem uma geração americana mais beirando a aposentadoria do que o auge da carreira. Blake, com 33 anos, Russell com 35 e Ram, com 29, vem logo adiante deles no ranking e depois de Querrey, Isner, Fish e Harrison.

Com a falta de estrelas capazes de emocionar multidões, de fazer manchetes mundiais, como Sampras, Agassi, Courier, Chang e até mesmo Roddick, é para eles que a USTA está dedicando todo apoio e atenção possível. Assisti um jogo do Harrison e outro do Sock em Roland Garros. Havia, no mínimo, três técnicos diferentes da USTA na arquibancada os observando.

Com certeza, no US Open Series, um destes técnicos será o Leo Azevedo

Fotos de AEGON Championships e Cynthia Lum

Diana Gabanyi